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Ações gratuitas para vocês por Claudia Arab

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Bom dia Cats!!  Atividade física + câncer é um assunto que começou a repercutir há pouco tempo no Brasil e por isso, ainda não temos muitos programas que foquem nesse público.   Apesar disso, as universidades oferecem muitas ações gratuitas legais que vocês precisam conhecer!  A nossa nova colunista Claudia Arab escreveu sobre o tema e nos indicou várias dessas ações! ‍ Confiram o texto!!

Ações gratuitas para vocês

Olá, Cats! Hoje trago em pauta um assunto muito relevante para vocês e para toda comunidade. Não é tão divulgado e sabido pela sociedade que as universidades têm vários programas gratuitos para atender à população. Esse setor das universidades chama-se extensão. Nestas ações, os alunos e professores oferecem programas, atendimentos, avaliações, dentre outros, em prol da população – e da ciência.
Um desses exemplos foi o Programa de Exercícios Físicos para Mulheres em Tratamento de Câncer. Na época do meu mestrado, 2012-2014, tive uma grande oportunidade: pudemos criar e oferecer um programa de exercícios físicos para pacientes em tratamento do câncer de mama. Fui orientada pelo professor Dr. Alexandro Andrade, coordenador do projeto e do Laboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício da Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC). Várias pessoas participaram para que ele acontecesse e foi lindo! O programa tinha atividade aeróbicas de caminhada e de musculação. As pacientes passavam por avaliações antes, durante e depois do programa. Fizemos ampla divulgação do programa em postos de saúde, hospitais e até consultórios médicos particulares. O protocolo de exercícios físicos foi cuidadosamente criado baseado em manuais, em princípios do treinamento físico e, principalmente, da resposta que tínhamos das pacientes, individualmente. As pacientes relatavam diariamente as diferenças que sentiam, além das mudanças detectadas nas
avaliações. Destaco aqui a grande melhora nas limitações físicas e autoestima delas. Era maravilhoso ver que podiam descer escadas sem precisar de apoio, não sentiam mais dores nos joelhos ou nos braços, por exemplo. Além disso, as atividades eram em grupos o que ajudava muito para o lado social.
O assunto atividade física e câncer ainda é recente no nosso país e ainda não contamos com muitos programas voltados à esta população, mas as universidades têm muitas ações gratuitas a oferecer. Vale a pena vocês entrarem nos sites das instituições mais próximas a vocês para verificar. O nosso programa de exercícios físicos não existe mais, infelizmente. A UDESC, entretanto, oferece vários programas como, por exemplo, o de dança. O próprio laboratório que fiz parte tem ações para pacientes com fibromialgia e já teve x-games para crianças e adolescentes com obesidade. Então, vale a pena. Confiram os sites, participem das ações e aproveitem, pois elas existem para vocês e são gratuitas!

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MEDICAMENTOS GRATUITOS, QUEM TEM DIREITO?

Vamos começar uma nova série?
Você sabia que o paciente de câncer tem vários de direitos?
É sobre isso que queremos falar com vocês

Medicamentos gratuitos através do SUS

A Constituição Federal conferiu ao Estado, por intermédio do Sistema Único de Saúde, o dever de garantir, a todos, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie, o direito à saúde de forma integral e igualitária, incluindo a assistência farmacêutica porém o paciente somente terá acesso aos medicamentos previamente incorporados ao SUS, o que é feito mediante avaliação de órgãos técnicos especializados, que levam em conta as evidências científicas sobre a eficácia, a acurácia, a efetividade e a segurança dos medicamentos, bem como a avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação aos produtos já incorporados. Esse mecanismo é importante para que os gestores do SUS possam melhor planejar as políticas públicas de saúde, alocando adequadamente os recursos financeiros disponíveis para tanto.
Os medicamentos, bem como os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas criados para orientar o diagnóstico e o tratamento de determinadas doenças, estão disponíveis no portal do Ministério da Saúde.
Também é possível obter essa informação no próprio estabelecimento de saúde, os quais, em muitos casos, são os responsáveis pela padronização, aquisição e distribuição dos medicamentos.
Embora as políticas públicas de saúde implementadas pelo SUS devam ser prestigiadas, muitos especialistas e membros do poder judiciário entendem que os gestores do SUS devem analisar caso a caso, e, constatando que os medicamentos incorporados não se mostram clinicamente adequados a determinado paciente, oferecer a ele outros meios existentes no mercado, independentemente da sua prévia incorporação ao SUS, até porque nem sempre o processo de incorporação acompanha a velocidade do avanço da medicina. É importante, porém, que o produto tenha sido registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão competente para avaliar a eficácia, segurança e qualidade do produto, salvo em situações excepcionalíssimas.
Não raras vezes, o paciente se depara com a informação de que determinados medicamentos estão em falta na rede pública. Podem ocorrer também situações especiais em que os medicamentos prescritos não tenham sido incorporados ao SUS. Essas hipóteses podem significar falha ou ineficácia na gestão do SUS, legitimando o paciente a pleitear o acesso a esses bens aos órgãos administrativos de controle ou, como alternativa extrema, recorrer à Justiça.
Não deixe de ir atrás dos seus direitos

Fonte:(Portal Oncoguia)