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MODELO DESCOBRE CÂNCER NO AUGE DA CARREIRA E FAZ APELO: “PRECISO TRABALHAR”

Com 15 anos Gislene Charaba começou a trabalhar como modelo. Aos 22, ela passou a viver da profissão. Descoberta em um concurso de Miss em São Carlos, no Interior de São Paulo, logo ganhou a cidade grande. A modelo participou do Miss Acre, venceu, e representou o estado no Miss Brasil, em 2003. Desde então, sua carreira decolou. Ela passou a assinar Gi Charaba e desfilou por passarelas de vários lugares do mundo. Estrelou catálogo de marcas famosas, clipes, foi modelo de lingerie por seis anos e chegou até a ser dublê de Ivete Sangalo. Mas a descoberta de um câncer de mama aos 30 fez com que os rumos da vida da modelo mudassem totalmente.

“Eu tinha um plano de saúde em conjunto com um ex. Fiz uns exames em 2014 e deu só alguns nódulos nos seios. O namoro terminou e parei de pagar. Como nunca fiquei doente, não dei atenção. Comecei a trabalhar para uma marca famosa e não parei mais, comecei a ganhar dinheiro e viver para trabalhar, a vida de modelo tem hora para acabar. Estava me doando ao máximo, quando em março de 2015, senti um caroço, mas não dei atenção, achei que não era nada. Daí ele escureceu a pele da minha mama esquerda e cresceu muito. Com medo, comecei a procurar me informar, fiz um ultrassom e um amigo meu conseguiu biópsia e mamografia para mim. Soube que estava com câncer em agosto. Se fosse esperar a fila do SUS demoraria mais oito meses para chegar ao diagnóstico”, relembra.

Quando descobriu o câncer, Gi precisou parar de trabalhar para correr atrás de tratamento. O tumor media 7cm e já tinha sido constatada uma metástase óssea. Apesar de ter conseguido uma vaga filantrópica em um dos melhores hospitais do país, o Sírio Libanês, ela teve de ser transferida para o Instituto do Câncer de São Paulo Octavio Frias de Oliveira por conta do estágio avançado da doença. A mudança deu certo e em um ano o tumor regrediu três centímetros. Ainda assim, a modelo sofre com as reações do tratamento.

Gislene Charaba, Miss Acre 2003 (Foto: Arquivo Pessoal)

“Passei a fazer quimioterapias, o tumor cresceu muito rápido, queimou a minha pele. Estou na segunda fase, ainda faltam dez. Meu cabelo começou a cair 15 dias depois da primeira sessão. Precisei raspar a cabeça para guardar o cabelo e tentar usar no futuro. Ganhei uma prótese capilar de uma amiga que está na fase final do tratamento. Os cílios já diminuíram e sobrancelhas também. Mesmo com a imunidade baixa, estou respondendo bem. Só depois das quimios que terei o prognóstico certo. Mas me deram chances significativas, apesar de um oncologista famoso dizer que na maioria dos câncer tratado no SUS ou você morre ou ele volta. Isso é um choque, mas … estou tentando sobreviver”.

O câncer não é o único drama da vida de Gi Charaba. Ela perdeu a mãe com 9 anos, o pai com 18 e hoje vive com seu cachorrinho. Por conta da doença, ela perdeu 80% dos trabalhos que fazia e viu sua renda cair bruscamente. Ela ainda não conseguiu o auxílio doença ao qual portadores de câncer têm direito, e está vivendo com a ajuda de doações e com as economias que juntou ao longo da carreira.

Gislene Charaba (Foto: Arquivo Pessoal)

“Tenho trabalhado pouco, mas ainda consigo. É muito difícil. Casting eu não consigo pegar nenhum, também não consigo trabalhar oito horas diárias. Tinha uma grana guardada pra comprar meu apê. Estou vivendo com ela e com a ajuda de umas pessoas. Principalmente da ‘Fruit de la Passion’ (marca famosa de lingerie).  No SUS ganho os coquetéis, mas vitaminas e auxiliares não tenho. Se antes da doença vivia com R$ 7mil, agora tenho R$ 2.500 de ajuda e doações. Gasto praticamente tudo com aluguel, contas e ainda tiro um pouco da minha poupança. O que vende é saúde, corpo sarado, bronzeado. Mesmo sem aparentar muito, a doença está em mim, mas eu quero trabalhar. Posso fotografar, desfilar. Tenho um caminho longo de tratamento pela frente e se eu não conseguir me manter em São Paulo, não conseguirei terminar o tratamento. Ainda tem a cirurgia e radioterapia. Vou ser tratada por pelo menos mais cinco anos. Não sei se vou poder engravidar… Não quero ser coitadinha. Eu pego ônibus, metrô, o que der para fazer”, diz ela

A modelo relata sua luta contra o câncer no Instagram (@gicharaba). Lá ela faz posts motivacionais sobre a doença e dá apoio a pessoas que passam pelo mesmo problema. Gi busca ser uma digital influencer, fazer publiposts, trabalho que poderia fazer de casa. Mas, por não ter um número expressivo de seguidores, ouviu alguns nãos pelo caminho.

“Eu preciso ser grande. Ter seguidores. Entendo o lado dos clientes e quando vem um não, falo ok. Mas não desisto. Quero ajudar as pessoas e ser ajudada. Quero que as pessoas se conscientizem e não falem do câncer de mama só em outubro”.

Apesar da garra, a modelo também tem seus momentos de fraqueza. Ela conta com a ajuda de um grupo de apoio, no whatsapp, chamado ‘Amigas do peito’, onde mulheres que passaram e estão passando pela mesma situação se ajudam. Além disso, ela se apega a fé e a memória da mãe.

“Tenho medo do futuro. Quando estou triste, choro, converso  com a minha mãe… Tento conversar com Deus e ver o que Ele quer comigo. Tenho certeza que Ele me escolheu porque sou boa de briga”, diz a modelo.

Fonte: EGO

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MODELO QUE LUTA CONTRA CÂNCER POSA DE LINGERIE EM CALENDÁRIO

O projeto “Casca de Cebola”, que arrecada mechas de cabelo para confeccionar perucas em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, participará da Feira Brasileira de Moda Íntima, Praia, Fitness e Matéria-prima (fevest) que começa nesta quarta-feira (6), no Country Clube. A iniciativa irá ilustrar calendários de mesa que serão vendidos durante os cinco dias de evento.

O “Casca de Cebola” foi criado pela jornalista Lívia Ruiz no ano de 2014 e, desde então, mulheres e crianças que lutam contra o câncer ganham perucas, feitas de cabelos naturais.

Há cinco anos, a organização da Fevest e o grupo “Loucos por lingerie” criam calendários temáticos com projetos sociais do município. Para esta edição da feira, foram produzidos mil calendários que serão vendidos durante o evento. A modelo Lícia Batista, de 23 anos, luta contra o câncer e chegou a ganhar uma peruca do projeto. Ela aceitou o desafio e aparece e ilustra o calendário em fotos, vestida com lingerie.

Durante todos os dias da Fevest haverá um camarim montado para que as pessoas possam experimentar perucas divertidas e tirarem fotos para publicarem em suas redes sociais. No domingo (10), último dia de feira, o “Casca de Cebola” promoverá cortes de cabelos gratuitos para pessoas que queiram doar suas mechas.

Fonte: G1, Fotos: Burburinho/Divulgação

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EM MEIO À BATALHA CONTRA CÂNCER, AMERICANA COMEÇA CARREIRA DE MODELO

Dayna Christison tinha apenas 22 anos quando recebeu um diagnóstico de um câncer devastador que mudaria sua vida para sempre. De acordo com o Buzzfeed, ela foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin – esclerose nodular – que atualmente está no estágio quatro.

Há três anos ela tem sofrido um tratamento intensivo, incluindo quimioterapia, transplantes de células estaminais e transfusões sanguíneas, mas no meio de sua luta pela sobrevivência, Dayana (agora com 25 anos), também conseguiu um contrato para iniciar uma carreira como modelo.

Ela que sempre quis trabalhar na indústria fashion, se formou em uma faculdade de negócios da moda em Nova York. Mas até ser diagnosticada com câncer ela jamais havia considerado se tornar modelo.

Tudo começou quando um amigo fotógrafo pediu para clicá-la para seu portfólio. “Eu concordei e, quando ele começou a publicar as fotos, vários fotógrafos ficaram realmente interessados em trabalhar comigo”, disse ao Buzzfeed americano. “Veja bem, eu estava completamente careca naquele momento.”

Agora ela assinou contrato com uma grande agência de modelos, desfilou na última semana de moda de NY e ainda estrelou diversas campanhas, incluindo para a badalada marca Urban Outfitters.

Embora ela não tem certeza de seus próximos passos, ela faz questão de usar sua história para inspirar outras pessoas: “Eu sei que eu quero ajudar e inspirar os outros e sei que eu quero fazer isso da minha própria maneira”, disse ela.

Veja fotos de Dayana e confira seu perfil no Instagram:

Fonte: Catraca Livre

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A MODELO QUE REMOVEU O MAXILAR PARA VENCER O CÂNCER

Elizaveta Bulokhova é o nome dela. Estudou Direito, mas trocou Toronto por Londres para começar uma carreira de modelo. Viajou o mundo, acumulando já 7 anos de carreira – passando por Japão, Londres, Nova York, África do Sul, entre outros países. Mas então ela passou pelo que não esperava passar. Começou em 2014: ela e o namorado estavam em Amsterdã curtindo um tempo juntos, quando seu maxilar começou a inchar. A dor começou a se tornar insuportável, quando, em julho, depois de tantos exames e biópsias foi diagnosticada com osteossarcoma no rosto, no meio de sua primeira gravidez. Então ela deveria interromper a gravidez para que tratasse o câncer com quimioterapia, além de ter que passar por uma cirurgia para remover o maxilar. Em entrevista à revista Vice ela disse:
“Valentin era muito ativo e eu sempre conversava com ele enquanto estava no meu útero. Tive que pedir ao meu bebê para parar de se mexer porque não poderia mantê-lo e, de repente, ele parou. Ele me escutou e ficou bem quietinho”, contou ela, em entrevista à revista “Vice“.

A cirurgia foi muito intensa! Durou cerca de 16 horas e removeu 95% de parte inferior de sua face, ou seja, 17 centímetros. Depois o maxilar teve que ser reconstruído usando  fíbula, veias, nervos e enxertos de pele da sua coxa direita e de seu ombro direito, o que devia acabar com sua carreira de modelo. Várias cirurgias, uma trás da outra. A anestesia poderia prejudicar o Valentin. O namorado cobriu todos os espelhos e ela demorou um mês para ter coragem de se olhar de novo.

A quimioterapia – que deveria acontecer depois de todas as operações – foram adiadas. Faltavam dois dias para a realização do aborto, quando o casal procurou médicos para realização do parto do Valentin, mesmo com dez semanas de antecedência.

“Foi horrível; basicamente tivemos que dizer aos médicos para matar nosso bebê perfeitamente normal, mas não tínhamos escolha”, disse Troubetskoi (o namorado) sobre os meses de angústia. “Aí, com Valetin perto de 28 semanas, perguntamos aos médicos o que seria dele. Era seguro fazer o parto? Eles disseram ‘Com certeza, vamos fazer isso’.”

Valentin então nasceu então dez semanas antes do previsto e passou 51 dias na UTI neonatal. Seu nascimento foi considerado um milagre. Bulakhova disse que foi então que começou a falar com o bebê de novo. E continuou a luta contra o câncer: hora da quimioterapia.

Para a revista Vice disse: “A químio mata todas as papilas gustativas, então eu não tinha fome e não conseguia mastigar direito”, ela disse, acrescentando que levava uma hora para comer um ovo cozido. “Eu tinha medo de beber água porque, às vezes, isso escorria (pelo lado do meu rosto) e isso me deixava traumatizada, meu estômago encolheu por causa da dieta líquida. Eu não conseguia comer nada. Fiquei desnutrida. O processo mecânico de comer era terrível.”

Nessa matéria, a revista Vice escreveu:

“Quatorze meses depois do início do sofrimento – e dois meses depois de sua última rodada de quimioterapia – Bulokhova, agora com 25 anos, e Troubetskoi, de 30, estavam sentados lado a lado em sua casa em Vaughan, Ontário, enquanto conversávamos. Quando um vizinho apareceu para pegar Valentin para ficar com ele durante a tarde, ele disse: “Ele parece maior toda vez que o vejo”.

O cabelo de Bulokhova começou a crescer de novo; a fileira de dentes de cima está tão perfeita quanto antes, mas ela tem dificuldades para falar às vezes, porque só quatro dentes de baixo restaram. Em alguns anos, quando o câncer estiver em remissão, ela vai passar por mais cirurgias reconstrutivas. Com seu 1,72 metro e 49 quilos – apenas 1,8 quilo mais magra que seu peso antes do diagnóstico quase fatal – sua nova vida é tudo menos banal.”

O fotografo Manolo Ceron fez um ensaio fotográfico – lindo – para contar a história dessa cat guerreira. Ele contou, em entrevista para Vice:

“Quisemos usar a arte como ferramenta para contar a história dela”, disse Ceron. “Eli (Bulakhova) é o tema. Ela é a história e tudo mais é uma ferramenta para mostrar sua beleza e força. Isso mostra como somos frágeis e belos. É difícil colocar uma única mensagem principal nisso, mas há muita esperança e força, e muitos sobreviventes de câncer podem tirar algo disso, e talvez essa seja a mensagem subjacente.”

Em uma das fotos mais emocionantes, Valentin alcança a mãe com os dedos. “Ele salvou minha vida – essa é parte mais importante”, disse Bulakhova. “Ele realmente cuidou de mim. Ele me deu um cronograma para seguir que me ajudou a trabalhar em mim mesma. Ele não me deu trégua, no bom sentido. Isso me manteve seguindo em frente. Eu não tinha tempo de ter pena de mim mesma. Acredito que se não estivesse grávida, eu teria sido tratada como outro paciente que estava passando pelo câncer e precisava de cirurgia. Foi ele quem tomou conta de mim e fez com que todo mundo se esforçasse ao máximo.”

Vejam as fotos:

(Fotos por: Manolo Ceron, Maquiagem por Julia Stone. Assistente de fotografia Ken Appiah. Estúdio gentilmente cedido por A Nerd’s World.)

Fonte: VICE