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Como frear o gatilho emocional diante de notícias de falecimento de pessoas por câncer?

Cats, essa pergunta também te incomodou nos últimos dias?🤔
“Como frear o gatilho emocional diante de notícias de falecimento de pessoas por câncer?”

Recebemos as considerações da nossa voluntária jurídica, a Cat Marília M B B, veja o que ela diz:
“Algumas culturas parecem saber lidar melhor com a ideia da morte, mas acredito não ser o caso da maioria por aqui.

A notícia do falecimento de alguém sempre abala a todas as pessoas. Ainda mais casos de pessoas tão jovens como o Prefeito Bruno Covas. Mas, para os pacientes oncológicos ou seus amigos e familiares, a notícia chega a ser devastadora. Logo engatilhamos pensamentos tenebrosos como: “poderia ser comigo”, “será que acontecerá comigo?”, “por que com o fulano? (Casos de familiares que perderam alguém)”.

Eu não tenho nenhuma formação na área de psicologia, mas acredito que os gatilhos emocionais sejam inevitáveis e automáticos. Nossa mente e corpo logo são tomados pela ansiedade, medo, raiva, etc. Contudo, passado o primeiro momento, devemos transformar a angústia em um momento racional, de reflexão.

Primeiro de tudo precisamos ter em mente que nenhum câncer é igual a outro. Seja pelas diferenças da própria doença, seja pela reação do organismo de cada um.

Além disso, casos de cura não são amplamente noticiados como os de morte. Ou, ainda, parecem não nos causar tanto impacto. Então, precisamos sempre nos lembrar que histórias positivas são muito mais numerosas do que as negativas.

Por exemplo, você lembra dos famosos que tiveram câncer e estão bem? Como Elba Ramalho, Reynaldo Gianecchini, Edson Celulari, Patrícia Pilar, Sofia Vergara, Robert De Niro, etc.

Além dos casos de famosos que tiveram a doença e jamais divulgaram.
Independentemente de qual seja o seu diagnóstico ou a sua experiência, não se desespere. A vida é finita para todos, então devemos sempre tentar aproveitar ao máximo e agradecer por cada momento, não importa quanto dure. Ademais, a medicina e a ciência evoluem TODOS os dias.”

🎀

Complementando essas reflexões e sob o olhar técnico da nossa Diretora de Relações Humanas, a psicóloga Diana Vilas Boas, comenta:

“Devo dizer que não há resposta certa, cada um vai elaborar de acordo com as suas experiências, com o seu emocional. Então, temos que dar um tempo, vamos sentir medo, tristeza, dor, isso é legítimo quando nos deparamos com uma situação de doença e morte.

Não dá para desligarmos a chave do sentir e não sentir, somos seres humanos capazes de amar o próximo, graças a Deus!

Ficar triste, chocado, com medo, é normal, mas até um certo ponto, a partir daí já se torna prejudicial, temos que reagir e encontrar as respostas que estão disponíveis, e assim manter nosso equilíbrio e nossa energia”.

Comente com a gente seus sentimentos e como você freia esses gatilhos. E, caminhamos sempre em busca do equilíbrio…💖

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Dia Mundial da Saúde Mental

Dia Mundial da Sáude Mental, com texto especial da nossa querida psicóloga e coach em resiliência, Diana Vilas Boas?

O que é saúde mental??
Essa resposta é bastante complexa, pois nem sempre o que é saudável para uns em termos mentais tem o mesmo significado para outros.
De qualquer forma existe um conceito que especifica a saúde mental como um nível de qualidade de vida cognitva ou emocional ou a ausência de doença mental.

O termo saúde mental está muito relacionado com a forma como as pessoas reagem às exigências, desafios e mudanças da vida e como equilibram as suas emoções.

A maneira como os indivíduos lidam com as várias situações da vida depende de aspectos físicos, mentais e sociais e o comportamento pode variar muito e suscitar diferentes interpretações, classificando essa pessoa como “normal ou nem tanto!”

Mas o importante, é o quanto estamos inseridos no ambiente em que vivemos, o quanto nos sentimos adaptados à vida que escolhemos, o quanto nossas emoções estão controladas, o quanto nos sentimos bem e felizes, pelo menos a maior parte do tempo.

Ser saudável mentalmente é poder ter a consciência do que somos, do que queremos e do que podemos realizar! É sermos capazes de pensar de forma positiva, é sermos capazes de enfrentar as adversidades da vida, flexibilizar nossas ações e buscar novas alternativas para superar obstáculos e alcançar o que queremos, é saber controlar o medo, a raiva, a tristeza, e a ansiedade.

Saúde mental significa muito mais do que a ausência de doença mental, significa sobretudo saber que ninguém é perfeito, que as pessoas são diferentes, cada um com a sua individualidade, com as suas qualidades e defeitos, o que torna os seres humanos únicos na sua essência!
Saber compreender, saber respeitar e admirar nossos semelhantes pode ser uma das chaves para um harmonioso equilíbrio mental.

Cuidar da saúde física, se alimentar corretamente, evitar hábitos nocivos e vícios, também podem ser bons aliados para uma boa saúde mental!

Mens sana in corpore sano! Uma mente sã, num corpo são, seu equilíbrio físico refletindo no seu emocional! Uma citação latina carregada de verdade!

Diana Vilas Boas

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Atividade física e saúde mental

Olá, Cats. Hoje abordarei um tema que venho estudando ultimamente que é a saúde mental e, consequentemente, a relação desta com a prática de atividades físicas (ou práticas corporais, como alguns profissionais preferem dizer) e, com nosso foco principal, câncer.
Como o próprio nome já diz, saúde mental está relacionada com o nosso psicológico, nosso sistema nervoso, cerebral, envolvendo os transtornos mentais como depressão, ansiedade, compulsões, até doenças como a esquizofrenia e bipolaridade. Particularmente, acredito que seja indissociável a nossa saúde mental da saúde física, do nosso lado social, emocional, tudo. Acredito numa visão integral do ser humano, sendo muito difícil separarmos uma coisa da outra. Exemplo: uma criança com um corte profundo no braço. Problema físico. O médico costura o braço e passa os cuidados que se teve ter para cicatrização. Resolveu? Não. Esse corte foi simplesmente porque a criança se esbarrou em alguma coisa? Ou a criança mesma se cortou? Ou a criança foi agredida? Se sim, por quê? Se sim, o que estes fatos representam para a criança e como ela estava se portando anteriormente e como vai se portar a partir do acontecido? Quantas vezes já ouvi pacientes com CA de mama relacionando a doença com algum trauma psicológico do passado? Como pode pessoas com a mesma doença física reagirem de tão diversas maneiras? Como pode um tratamento para câncer, em teoria, uma doença física que está nosso corpo, causar efeitos como dificuldade de concentração e perda de memória dos pacientes? É complexo e está tudo integrado, como já falamos em outras colunas, principalmente na de Ciclos Viciosos e Virtuosos.
Assim, quando colocamos nosso corpo para se mexer, obviamente não conseguimos separar a prática do nosso mental. É cientificamente (ou até mesmo você pode experimentar e notar) comprovado que nosso “rendimento” (na academia, na faculdade, no trabalho, em casa) é estreitamente associado ao nosso estado mental. Exemplo: em um dia que você se sente maravilhosa, você faz muito mais coisas (sai com amigos, conversa mais, resolve mais coisas, arruma a casa, topa aquele programa que estava há tempos para acontecer, etc) do que naqueles dias que você está desanimada e só quer ficar deitadinha, quase sem movimentos, na cama ou no sofá, na boa companhia de um filme (provavelmente um drama, um romance, algo que coloque as lágrimas pra fora). Assim, também acontece com os atletas, com as crianças, com qualquer outra pessoa no mundo. Varia, muito.
O que é muito legal além da prática de atividade FÍSICA é que ocorre com a saúde mental. Muitas vezes, nem percebemos, mas, de um jeito ou de outro, a socialização vai aumentar e isso já é uma GRANDE AJUDA. Há que diga que não gosta de socializar, mas não nascemos para sermos sozinhos, muito menos para viver na individualidade. Precisamos e MUITO do próximo. Bom, aí com a prática você vai adquirindo autonomias, se insere num grupo, se reconhece no próximo, domina seu corpo, se sente melhor, diminui ansiedades e tristezas. Tudo isso pelo corpo, pelas experiências que vivemos, pois é através dele, com ele e por ele que estamos nesse mundão.
Para não ficar muito no blábláblá, vou mostrar dados, números, porque tenho a impressão que a gente acredita mais quando quantificamos, certo? Aí vai: Um estudo 1 conseguiu unir e analisar 32 estudos com quase 3 mil mulheres recebendo tratamento adjuvante para câncer de mama. Os principais resultados demonstraram que a prática de exercícios aeróbicos e resistidos causou:

  • Diminuição de 0,28 desvios padrão de FADIGA;
  • Aumento de 4,24 pontos da QUALIDADE DE VIDA relacionada ao câncer;
  • Aumento de 1,1 ponto da QUALIDADE DE VIDA relacionada à saúde geral;
  • Diminuição de 0,15 desvios padrão da DEPRESSÃO;
  • Diminuição de 11,55 segundos para completar o TESTE DE COGNIÇÃO;
  • Diminuição de 1 desvio padrão nos DISTÚRBIOS DE HUMOR;
  • Diminuição de 6 pontos em ANSIEDADE E DEPRESSÃO;

Os dados não são tão simples de entender (desvios padrão?), tampouco simples de medir e relatar. Estamos falando do nosso mental, de coisas que não podemos medir. Não há unidades como, por exemplo, 39º Celsius na temperatura corporal representam quadro febril ou uma pessoa com 1 metro e 50 cm de estatura que pesa 120 quilos tem obesidade. É quase impossível de quantificar. Como dizer “estou com 30 unidades de tristeza hoje” ou “eu te amo 10 amores”, por isso, há tantas qualificações neste ramo (e aquelas unidade de desvio padrão, pontos, etc, são cálculos quase extraterrestres da estatística pra conseguir mostrar efeitos).
O importante é: atividade física, saúde mental e câncer são interligados e uma coisa pode mudar a outra! Procure orientações e pratique alguma atividade.
Referência:
1 Furmaniak AC, Menig M, Markes MH. Exercise for women receiving adjuvant therapy for breast cancer. Cochrane Database of Systematic Reviews 2016, Issue 9. Art. No.: CD005001. DOI:10.1002/14651858.CD005001.pub3.