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No combate ao câncer, 4,5 mil lenços são distribuídos em Brasil e Portugal

Olha só que notícia maravilhosa, Cats. O Banco de Lenços do Instituto Quimioterapia e Beleza distribuiu  de janeiro a junho desse ano mais de 4,5 mil lenços para todo o Brasil e também Portugal.

O lenço é a bandeira da mulher no combate ao câncer. O “Banco de Lenços Flávia Flores”, uma unidade de ação do Instituto Quimioterapia e Beleza, comandado por Flávia Flores, leva lenços doados para mulheres que estão em fase de tratamento.

Só de janeiro a junho de 2017 já foram distribuídos pelo projeto 4,5 mil lenços para todo o Brasil e também Portugal, em parceria com o Projeto Partilhas, que ocorre no país europeu.

A delicadeza do projeto está na união dessas mulheres que doam e recebem lenços, compreendendo que não estão sós nessa luta. Para cada caso e história é selecionado um lenço diferente de acordo com o que a paciente escreve para o Banco, levando-se em conta inclusive estilo e gosto pessoal.

Para participar é muito simples. As “Cats”, como são chamadas carinhosamente as pacientes com câncer que seguem Flávia Flores e se inscrevem nas ações do Instituto Quimioterapia e Beleza, devem entrar no site e preencher a solicitação do lenço aqui no Banco de Lenços.

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A prevalência de tabagismo no Brasil e o risco de desenvolver câncer

Separamos mais um artigo interessante do Observatório de Oncologia. Ele fala sobre a já conhecida ligação entre o tabagismo e o câncer, mas alerta, principalmente, para o como essa prática cresce ou diminui no Brasil. E o quanto todos somos afetados. Olha só:

Boa parte dos casos de câncer de pulmão podem ser prevenidos por meio do controle do tabagismo, incluindo aumento dos impostos sobre o tabaco e a implementação de leis antifumo que são essenciais para a prevenção do câncer de pulmão. Quando produtos como cigarro e o outros a base de nicotina são acesos, substâncias nocivas são inaladas pelo fumante e algumas lançadas no meio ambiente, ambas prejudiciais à saúde. Segundos estudos realizados, observa-se que o impacto do uso do cigarro ocorre não somente no fumante, mas também nos não-fumantes, que são expostos a elementos tóxicos causados pelo cigarro, conhecidos como “fumantes passivos”.

O tabaco e a prevalência de fatores de risco para o câncer

As boas notícias nos dizem que entre os anos de 2006 e 2015, houve uma queda 33,8% no número de fumantes. Apesar da queda de quase 35% para o sexo masculino, as mulheres apresentam desempenho inferior de 33%, refletindo a vulnerabilidade do sexo feminino frente aos malefícios do tabaco. Em todas as regiões do Brasil houve redução significativa. A Região Norte apresentou a maior redução, cerca de 0,9% por ano, enquanto a Região Sudeste obteve a menor redução média 0,5% por ano.

Segundo o VIGITEL-2015, no ano 2015, a proporção de pessoas não fumantes expostos ao tabagismo apresentou uma média de 9,1%, em casa, sendo maior entre mulheres (9,7%) do que entre homens (8,4%). A frequência de fumantes passivos no local de trabalho foi de 8,0%, sendo cerca de quase três vezes maior entre homens (12,0%) quando o percentual é comparado com o das mulheres (4,6%).

Entre 2009 e 2015, tanto em domicílio quanto em ambiente de trabalho, os percentuais totais, em homens e mulheres vêm reduzindo. Passou de 11,9% para 8,4% entre homens e de 13,4% para 9,7%entre mulheres, considerada a exposição em domicílio. No ambiente de trabalho, o percentual variou de 17% a 12% para os homens e 7,9% para 4,6% para as mulheres.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, em relação a distribuição nas regiões do Brasil, a exposição de não fumantes à fumaça em casa apresentou valores maiores no Sudeste (9,7%) e no Nordeste (12,4%), e para trabalho em ambiente fechado a situação se repetiu, sendo 12,3% no Sudeste e 16,6% no Nordeste. Cerca de 4,2% dos fumantes do Sul fumam 20 ou mais cigarros por dia, atribuindo grande vulnerabilidade a população desta região.

Entre 2006 a 2015, o número de pessoas que deixaram de fumar, lamentavelmente, diminuiu em 6,8%. Em relação ao sexo feminino, o número de ex-fumantes não apresentou variação significativa (de 18,4% em 2006 para 18,2% em 2015). Essa variação poderia melhorar com o aumento de campanhas específicas para o público feminino, prevenindo e conscientizando a população acerca dos efeitos do tabagismo no câncer de pulmão.

Onde estamos e onde queremos chegar?

No Brasil, como em todo o mundo, o papel da mulher tem mudado nas últimas décadas aumentando sua inserção no processo produtivo. Associado a uma falsa imagem de independência, o tabagismo incorporou-se ao dia a dia feminino, trazendo consigo um agressor velado ao quadro já complexo da saúde da mulher.

Atualmente, quatro vezes mais homens fumam do que mulheres no mundo, mas, enquanto o índice de homens fumantes estabiliza-se, o número de mulheres tabagistas segue aumentando, principalmente em países em desenvolvimento. O marketing do tabaco direcionado às mulheres busca criar uma ligação entre o tabagismo e essa nova realidade socioeconômica.

Linha do tempo para o Controle do Tabagismo no Brasil: 1990 – Primeiro imposto específico de cigarro; 1996 – Imagens de advertências, restrição de publicidade, leis sobre ambiente livre e aumento de preço; 1998 – Lei sobre acesso de jovens; 2000/2001 – Imagens de advertências mais contundentes, restrição de publicidade, tratamento para deixar de fumar; 2003 – Aumento de impostos de cigarros; 2006 – Aumento de impostos de cigarros; 2007/2009 – Leis municipais sobre ambiente livre.

FONTE: OBSERVATÓRIO DE ONCOLOGIA

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PRÊMIO ABIHPEC BELEZA BRASIL

Essa semana rolou o Prêmio ABIHPEC Beleza Brasil 2016 na Sala São Paulo e teve Cats participando, desfilando e arrasando!

O Jornal Dia a Dia conta detalhes pra gente:

Prêmio ABIHPEC – Beleza Brasil 2016, que teve como tema central a essencialidade do setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) para a manutenção da saúde e da melhor qualidade de vida do consumidor, revelou nesta segunda-feira (31/10), na Sala São Paulo, os 15 vencedores nas modalidades Empresas, Produtos e O Perfumista. Na ocasião, a Hinode foi eleita a Empresa do Ano, a Feito Brasil venceu a categoria Empreendedorismo, e a Natura se destacou em Sustentabilidade.

“Nós acompanhamos o prêmio desde sua primeira edição e sempre aplaudimos com muito entusiasmo a todos os ganhadores. Seguimos acreditando que este sonho era possível e hoje estamos aqui, como vencedores da categoria Empresa do Ano. Estamos muito felizes” disse Sandro Rodrigues, presidente da Hinode.

João Carlos Basilio, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, reforçou a importância da premiação para o incentivo de iniciativas empreendedoras. “Quero registrar o nosso reconhecimento a todas as empresas participantes, que conseguiram compreender a crise que o Brasil vem enfrentando e apresentar, neste momento desafiador, cases diferenciados e criativos, que exploram, mais do que nunca – a inovação, a tecnologia, a comunicação e a sustentabilidade em seus produtos e serviços”, afirma.

Prêmio ABIHPEC Beleza-Brasil foi criado há quatro anos, com o objetivo de valorizar e promover as melhores práticas empresariais e apresentar entre os produtos inscritos, aqueles de maior destaque do setor, que a exemplo dos anos anteriores, foram avaliados por um júri multidisciplinar.

Durante a cerimônia, a ABIHPEC evidenciou o projeto de responsabilidade social do Instituto ABIHPEC, o “De Bem Com Você – a Beleza contra o câncer”, com uma linda homenagem que retrata a importância dos produtos de HPPC para a promoção da autoestima das pacientes que estão em tratamento oncológico.

As guerreiras desfilaram na Sala São Paulo materializando a maquiagem como importante ferramenta de transformação não somente da aparência, mas uma mudança de dentro para fora, impactando qualidade de vida de milhares de mulheres que estão nesta batalha.

Prêmio ABIHPEC-Beleza Brasil teve o apoio de importantes de empresas que representam a cadeia produtiva do setor, como a Oxiteno – quarto ano consecutivo como patrocinador diamante, Wheaton Brasil, patrocinador platina e Adhespack, Aqia, Chemyunion, Firmenich, IFF, Hair Brasil, Symrise, Takasago e Verescence, como patrocinadoras ouro.

Confira os premiados da edição 2016:

EMPRESAS

Empresa do Ano: Hinode

Empreendedorismo: Feito Brasil

Sustentabilidade: Natura

PRODUTOS

Cuidados com a Pele Corporal: Mary Kay

Cuidados com a Pele Facial: Aché

Cuidados e Tratamentos dos Cabelos: Natura

Desodorante: Biozenthi

Maquiagem: Avon

Perfumaria Feminina: L’Occitane

Perfumaria Masculina: O Boticário

Produtos Infantis: Betulla Cosméticos

Produtos Masculinos: L’Occitane

Protetor Solar: Johnson & Johnson

Transformação Capilar: Sweet Hair

O PERFUMISTA

Sophie Truitard (Legend)

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PROJETO BRASILEIRO QUE ACELERA DIAGNÓSTICO DIGITAL DO CÂNCER CONCORRE PRÊMIO

Uma startup pernambucana é a única representante brasileira em uma disputa internacional que vai premiar projetos de empreendedorismo social com até US$ 1 milhão. A Epitrack, empresa que desenvolve plataformas online para detecção digital de doenças, foi a vencedora na etapa brasileira do The Venture e parte para a final mundial do evento, que acontece no dia 14 de julho em Nova Iorque. A empresa concorre com propostas de responsabilidade social de outros 26 países dos cinco continentes.

A representante brasileira apresenta um projeto que une a tecnologia e os biossensores de reconhecimento de células cancerígenas no sangue antes mesmo da formação do tumor. Esses casos serão identificados e mapeados em nível global, facilitando o entendimento desta que é uma das doenças mais enigmáticas da atualidade. O projeto, que tem parceria com o Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika) da UFPE, tem como objetivo principal detectar antecipadamente indícios de alguns tipos de câncer. “Quanto mais cedo o câncer é identificado, mais fácil ele será curado. Vamos utilizar a tecnologia a favor dessa antecipação”, explica Juliana Perazzo Ferreira, Fisioterapeuta epidemiologista e sócia da Epitrack.

INSPIRE O PÚBLICO – Uma das etapas do prêmio consiste numa votação popular na internet entre os concorrentes. O The Venture destinará uma cota do prêmio no valor de US$ 250 mil (um quarto do total) durante cinco semanas, entre os meses de maio e junho, para que pessoas do mundo inteiro votem online no projeto mais inspirador. Essa etapa tem início no dia 9 de maio e vai até 13 de junho. A votação é semanal; ou seja, a campanha precisa incentivar o público a votar toda semana. Como único projeto brasileiro na disputa, a Epitrack pretende mobilizar os internautas do quinto país do mundo em número de usuários da rede (98 milhões, segundo estudo do Banco Mundial).

“A internet tem proporcionado o engajamento das pessoas em várias causas nobres. Essa é mais uma em que um simples voto pode fazer toda a diferença. Nossa expectativa em relação a final do The Venture é alta: acreditamos no impacto que nosso projeto pode ter na sociedade. Reconhecemos a qualidade dos concorrentes, mas, a saúde, como bem mais preciosos que temos, merece uma atenção especial”, explica Onício Leal, biomédico epidemiologista e sócio da Epitrack.

THE VENTURE – Sob o mote “Vença do jeito certo”, o The Venture busca encorajar os empreendedores sociais mais promissores do mundo, que têm como objetivo novas formas de desenvolver o bem-estar coletivo. O prêmio consiste num fundo de US$ 1 milhão para startups que usam seus negócios para criar mudanças positivas e tem a missão de inspirar pensadores empresariais para a transformação da realidade mundial. O fundo é financiado pela marca Chivas Reagal.

ETAPA BRASILEIRA – A Epitrack foi escolhida na edição nacional do The Venture por um júri especializado, composto de nomes como Lucas Foster, Guilherme Lichand e Maria Prata. Na final em dezembro de 2015, a empresa venceu outras três finalistas com o projeto de para expandir as plataformas de detecção digital de doenças e integrá-las a biossensores com base em abordagem molecular. A iniciativa busca a identificação de células cancerígenas no sangue para a prevenção e tratamento precoce da doença.

A STARTUP – A pernambucana Epitrack foi criada por Onício Leal, biomédico, epidemiologista e mestre em Saúde Pública, e Jones Albuquerque, PhD em Ciência da Computação. Atualmente conta ainda com Juliana Perazzo Ferreira, fisioterapeuta, epidemiologista, com especialização e mestrado em Saúde Pública e doutoranda em Ciência da Computação. A Epitrack atua no que o mercado chama de “eHealth”: aplicativos e solução de Internet em conjunto com outras tecnologias de informação, focada na melhoraria do acesso, da eficiência, da efetividade e da qualidade dos processos clínicos e assistenciais necessários a toda a cadeia de prestação de serviços de saúde.

A empresa surgiu com a ideia de criar mecanismos para facilitar a coleta colaborativa de dados de ocorrências epidêmicas e mapeamento de surtos de doenças infecciosas. É responsável por aplicativos como “Saúde na Copa (2014)” e “Guardiões da Saúde (2015/2016)” (Brasil), “Flu Near You” (EUA e Canadá), “Salud Boricua” (Porto Rico), utilizados para identificar cenários de epidemias de síndromes respiratórias (Influenza), diarreica ou exantemática (inclusive por arbovírus como Dengue, Chikungunya e Zika).

A ideia é encorajar os usuários a compartilhar e descrever os sintomas, coletando os dados colaborativos que geram mapas interativos e mostram os locais afetados em diferentes áreas. O objetivo das plataformas, sites e aplicativos, é identificar rapidamente o risco de surtos e epidemias de doenças infecciosas para gerenciar a resposta efetivamente. Esses dados transmitidos em tempo real permitem que autoridades de saúde analisem cenários de risco. Quando é identificado um grupo de usuários com mesmos sintomas, no mesmo espaço e tempo, pode ser um indicativo de surto. Então as equipes de vigilância epidemiológica podem atuar na investigação e interrupção oportuna de ocorrência, agindo de forma mais rápida. Todas essas plataformas se encaixam na área que é conhecida como Detecção Digital de Doenças (DDD).

O financiamento do The Venture capacitaria o finalista brasileiro a dar andamento a um projeto para expandir as plataformas de detecção digital de doenças e integrá-las a biossensores com base em abordagem molecular. Desde 2015, a Epitrack realiza uma parceria com o LIKA-UFPE, laboratório que desenvolve pesquisas há 30 anos e desde 2005 utiliza a abordagem de biossensores, dispositivos que coletam pequenas quantidade de sangue e que são capazes de gerar diagnóstico para diversas doenças, incluindo não-transmissíveis, como o câncer. A parceria Epitrack-Lika gerou a oportunidade de desenvolvimento conjunto de uma solução baseada em biossensores e detecção digital de doenças para entender como o câncer tem se distribuído nas populações, favorecendo a compreensão epidemiológica da doença que representa um dos grandes problemas de saúde no mundo.

Seria possível, por exemplo, construir cenários epidemiológicos para câncer de mama, próstata e colo do útero, ampliando o número de exames realizados em todo o continente americano. Os recursos do prêmio seriam utilizados para expandir a área de atuação da startup e melhorar o laboratório de pesquisas, ampliando ainda contratações no campo de biologia molecular e de engenheiros de hardware.

>> Plataformas desenvolvidas pela Epitrack
Saúde na Copa – 2014 ~> Brasil
Flu Near You – 2014/2015/2016 EUA e Canadá
Salud Boricua – 2014/2015/2016 (apenas web) Porto Rico
Guardiões da Saúde – 2016 ~> Brasil
Epicrowd -2015: https://www.youtube.com/watch?v=3wRLLbAKoL0
Epihack – 2015: Primeiro hackathon de saúde do Brasil: https://www.youtube.com/watch?v=SzLGD2MBV34

Prêmios recebidos:
Prêmio de Inovação em Ciência e Tecnologia para o SUS – 2014
The Venture Brasil – 2015

Sócios:
• Onicio Batista Leal Neto (Sócio majoritário, Co-fundador e CEO). Biomédico epidemiologista, tem residência em saúde coletiva, mestrado em Saúde Pública, doutorando em Saúde Pública (todos pela fundação oswaldo cruz). Fundou o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Recife (CIEVS Recife), foi consultor da Organização Panamericana da Saúde (OPAS) e atuou junto a implantação da estratégia de Detecção Digital de Doenças junto ao Ministério da Saúde.
• Juliana Perazzo Ferreira (sócia, CFO). Fisioterapeuta epidemiologista, tem especialização em saúde pública, mestrado em saúde pública (Fundação Oswaldo Cruz) e é doutoranda em Ciência da computação (CIn-UFPE). Atuou no Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde de Pernambuco, sendo responsável pela implementação de diversas plataformas tecnológicas para cenários epidêmicos.
• Jones Albuquerque (sócio, co-fundador e CKO). Cientista da computação com mestrado e doutorado em ciência da computação. É professor e pesquisador do departamento de informática da Universidade Federal Rural de Pernambuco. É cientista-chefe do Instituto Senai de Inovação ISI-TICs.

Website: http://www.theventure.com/global/pt/finalists/epitrack

Fonte: EXAME