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História da Cat Roberta Guariglia

“Minha luta contra o câncer de mama começou em 4 de maio de 2021. Estava no banho quando senti um caroço no seio direito, no mesmo momento meu mundo desabou! Senti que algo estava errado e marquei uma consulta com a minha médica geral. Fui encaminhada a exames, além de mamografia e ultrassom. 

Após o ultrassom, a assistente pediu para que eu aguardasse. A médica entrou na sala e disse que havia uma mancha suspeita no exame. Perguntou se eu poderia fazer uma biópsia em alguns minutos, era questão só de preparar a sala. Meu mundo desabou. Liguei para o meu marido que aguardava no estacionamento e nem conseguia falar de tanto nervoso. Pediu pra eu ficar calma e disse que me esperaria. O que era para ser uma consulta de uma hora se transformou em quatro horas de nervoso. 

O diagnóstico veio três dias depois: carcinoma ductal in situ em estágio inicial. Já que o tumor era pequeno não precisei de quimioterapia antes da cirurgia. Continuei trabalhando e levando minha vida normalmente em meio a tantos exames e consultas médicas. 

Dia 16 de junho passei por uma tumorectomia e retirada de dois linfonodos para biópsia. Os exames mostraram que o tumor não havia se espalhado; naquele dia estava livre do câncer. Mas a minha luta ainda não havia acabado; uma semana depois minha oncologista aconselhou a fazer quimioterapia pois havia grandes chances do câncer voltar caso eu não passasse pelo tratamento. Relutante,tirei três meses de licença do trabalho e comecei minha quimio. 

Com certeza está sendo uma das piores experiências da minha vida: dores pelo corpo, enjoo, falta de apetite, dias de depressão e incertezas do que a quimio ainda pode fazer no meu corpo. Fui diagnosticada com início de linfedema e outras complicações no braço por causa da cirurgia. 

Hoje faço fisioterapia e quando tenho energia vou para a academia. É muito difícil passar por tudo isso longe da minha família e amigos no Brasil; eu moro nos Estados Unidos há 11 anos. A equipe médica que me acompanha aqui é maravilhosa, minhas amigas sempre me apoiam e não me deixam ficar deprimida. Eu faço parte de um grupo de apoio que auxilia mulheres a se manterem fisicamente ativas antes, durante e depois do diagnóstico do câncer de mama. O câncer me forçou temporariamente a adiar meus planos para o futuro e definitivamente eu vou passar o resto da vida com medo dele voltar. Mas aprendi muitas coisas por causa dele: eu tenho certeza do que quero para o meu futuro e com quem eu posso contar nos momentos de desespero e incertezas”.

Roberta Oliveira Guariglia

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História da Cat Camila Lima

“Meu nome é Camila Lima e tenho 34 anos! Aos 31 anos, senti um carocinho na mama esquerda e procurei um médico que na consulta apalpou e não sentiu nada, falou que poderia ser glândula mamária e não pediu nenhum exame. Como sempre, fiquei preocupada, e no mês seguinte sentindo ainda mais o tal carocinho, procurei um especialista que falou a mesma coisa. Para ambos pedi uma mamografia e a resposta foi a mesma, que eu era nova e, o plano ou SUS não autorizam, pois não havia suspeita e que ficasse tranquila que não tinha nada! Assim, tentei ficar.

Passados dois anos, meu marido e eu, resolvemos tentar o segundo filho. Comentei com o ginecologista que acompanhou minha primeira gestação, sobre o carocinho e que gostaria de fazer uma mamografia pra desencargo de consciência! Ele me explicou que realmente alguns convênios não aprovam por conta da idade, mas faria o pedido. Assim, com pedido e exame autorizados, o resultado veio: Birads 4, constando uma suspeita.

Corri ao mastologista indicado por uma amiga que havia passado pelo câncer de mama. Após vários exames e uma biópsia simples, constatou-se fibrose. Fiquei super hiper mega feliz com esse resultado! Muito aliviada. Mas, quando levei ao médico, foi como se jogasse um balde de água fria, ele falou que não estava tranquilo com o resultado pois os outros exames estavam muito suspeitos. Indicou uma cirurgia pra biópsia. Sai de lá arrasada e chateada. No dia 05/11/20 fiz a cirurgia pensando que poderia estar fazendo “a toa”. No dia 26/11 tive o diagnóstico: Sim… nesse dia parecia que o mundo estava acabando. Receber um diagnóstico de câncer seja onde for, o grau que for, é um diagnóstico de câncer! 

Perdi minha sogra pro câncer, 17 dias antes do meu casamento, então o desespero tomou conta!! Chorei… chorei… não acreditava. Não consigo explicar o susto e o desespero que é receber essa notícia!! Mas, tenho um filho de 6 anos que sempre foi meu maior motivo pra nunca desistir! Olhava pra ele e via esperança, e via Deus!! Minha mãe sofreu tanto que isso me dava força pra mostrar pra ela, que eu iria ficar bem, que tudo iria passar, e comecei a colocar os pensamentos no lugar e lembrar de pessoas e relatos vencedores do câncer, assim como essa minha amiga, o meu sogro, a professora do meu filho, e outros. Isso foi me aliviando, e os dias ficando mais leves até iniciar o tratamento. 

Em 12 de dezembro, fiz a mastectomia radical com expansor. O apoio da família e amigos nesse momento foi tão maravilhoso que me senti fortalecida! Em janeiro/21 fiz minha primeira quimioterapia (de 4), com várias reações e que me deixou muito mal. E 15 dias depois os cabelos começaram a cair. O sinal de que eu teria que raspar, foi quando eles saíam nos dedos e o couro cabeludo doía, sem poder colocar nem a mão na cabeça. No início de fevereiro raspei, mas me preparei pra esse momento com ajuda de uma amiga pra make profissional e acabou sendo mais leve. O pensamento era que tudo passa e cabelo cresce, bora curtir a careca. Algumas pessoas se incomodavam com a carequinha, mas eu mesma nem ligava, o maior problema de muitas pessoas que sentem-se mal por alguma coisa, é pelo o que o outro está “achando ou pensando”, eu gostei da careca e estava me sentindo tão livre, que se dane as pessoas. Pude usar turbantes e muitos lenços de várias cores.

Depois da segunda quimioterapia, mais uma notícia mudou meus pensamentos e faria me manter mais forte ainda!! Meu pai recebeu o diagnóstico de câncer na próstata! Sim, nós dois com câncer! Eu tinha que ser forte e mostrar pra ele, que iríamos vencer!! Dia 23/03 o tão sonhado sino tocou!! Minha última quimio! Uma emoção sem igual. Um mês depois, fiz minha primeira radio, das 16 sessões, sem reação nenhuma, graças a Deus! Só a cicatriz da mastectomia que abriu novamente, mas tudo dentro do esperado. Finalizei a radio no dia 17/05,  um dia antes de completar 34 anos. Um presente encerrar mais um ciclo e recomeçar uma vida nova!! 

Ainda temos 5 anos pela frente, serão 60 injeções, 1825 comprimidos, mas uma vida inteira de realizações e sonhos que ainda estão por vir!! Ah, e daqui uns dias vamos, meu pai e eu levantar a plaquinha “VENCEMOS O CÂNCER”. Agradeço sempre, em primeiro lugar a Deus por nos dar sabedoria e força em passar por tudo isso, permitindo entender que tudo tem seu propósito. A minha mãe, que sempre está ao meu lado, me ajudando em tudo e dando força total, uma mulher guerreira que me inspira!! Meu marido e meu filho por tudo!! E claro aos amigos e familiares por todo apoio e mensagens de fé e esperança que neste momento é o que mais precisamos!!”

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Saiba como funciona a touca hipotérmica

Cats, sabemos que um dos principais efeitos colaterais da quimioterapia é a queda dos cabelos e com ela nossa autoestima fica muito abalada. Mas, existe um produto que promete conservar de 50% a 80% dos fios, a touca hipotérmica.

Como funciona a touca hipotérmica?

Dentro da touca de plástico há um gel térmico que atinge temperaturas de até -20ºC, atuando então com o princípio da vasoconstrição. Ou seja, a baixa temperatura tem o poder de estreitar os vasos sanguíneos, diminuindo assim o fluxo de sangue no local.

Com os vasos mais contraídos, uma menor quantidade de medicamentos atingirá os fios de cabelo e, assim, a chance de perda será menor.

Os pacientes que optarem por este tipo de tratamento devem colocar a touca 30 minutos antes de receber a quimioterapia. Vale lembrar que para ser efetivo, é necessário que este método seja utilizado desde as primeiras sessões do tratamento contra o câncer. A touca só pode ser retirada após cerca de uma hora do encerramento da sessão.

A touca térmica está disponível em clínicas especializadas e hospitais em todo o Brasil. Você pode alugar ou contratar as sessões, não é barato! É possível encontrar este método em poucos hospitais do SUS, sendo necessária uma pesquisa prévia da disponibilidade.

Apesar da sua funcionalidade, o uso é bastante incômodo e as pacientes reclamam de muita dor de cabeça, que pode ser resolvida com analgésicos até se acostumarem. Outros cuidados continuam em casa: não lavar o cabelo por sete dias, sensibilidade do couro cabeludo, não pentear com força e evitar prender.

E vocês, Cats, já usaram a touca hipotérmica? Conte sua experiência nos comentários. A nossa Cat Celebrity Sabrina Parlatore (foto) usou e ficou bem satisfeita com o resultado durante seu tratamento.

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Paciente comemora última quimio em carro com balões

Cats, não há nada melhor do que comemorar o final do tratamento, não é mesmo? A Aparecida Conceição e Silva, de 59 anos, que venceu o câncer de mama nesta semana, encontrou uma forma super divertida de comemorar esta vitória.

Um carro branco decorado com balões vermelhos chamou a atenção de quem passava pela Avenida 23 de Maio na manhã da última terça-feira (8). No vidro, a frase explicava a razão do buzinaço e da celebração: “Minha última quimioterapia”. A cena foi registrada pela equipe da TV Globo e comoveu os motoristas que percorriam a via.

“Aquilo aconteceu porque foi uma maneira das minhas filhas levantarem minha autoestima, apesar de que estou bem, e comemorar mais uma etapa da químio, que não é fácil. É um dia de cada vez”, afirma Aparecida em entrevista ao G1.

A neta de Aparecida, Isabela Oliveira Serra, participou da organização da comemoração. “Pensei em fazer isso para minha avó porque ela está longe da casa dela, dos parentes e amigos. É uma forma de ela celebrar mais uma etapa”

“E na hora a gente pensou, ligou para a moça das bexigas, compramos bolo para levar par o hospital, para comemorar com as pessoas e aí foi essa alegria desde a hora que a gente saiu de casa, a gente mesmo já saiu buzinando feliz e no meio do caminho muito motoboy e mais pessoas tirando foto e filmando, foi muito legal”, conta a filha Patrícia Carvalho.

Aparecida não esconde a felicidade e a gratidão.

“Foi tudo de bom, graças a Deus, à minha família e aos profissionais do IBCC. Estou muito feliz, muito contente, muito esperançosa. Quero agradecer a minhas filhas, netos e genros, toda minha família, mas essas pessoas que citei sempre estiveram juntinho a mim, choraram comigo, correram comigo e não me deixaram faltar nada. Só tenho a agradecer a eles e a Jesus que me amparou e ampara. É tudo o que tenho.”

Vem conferir o lindo vídeo da comemoração da Aparecida nesse link https://glo.bo/37TW6lh

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Cat Fernanda Oliveira

Meu nome é Fernanda Oliveira, 38 anos moro em BH e vou compartilhar com vocês minha trajetória de muita luta, superação e grandes vitórias! 

Tive o primeiro diagnóstico de câncer de mama em 2016. Um susto imenso, medo, insegurança e incerteza tomaram conta de mim. Então eu decidi não deixar a tristeza e a negatividade prevalecerem.

Durante o meu processo tentei sempre buscar ver o lado positivo de todas as situações, até as mais difíceis. Graças a Deus tive muito apoio da minha família e amigos sempre ao meu lado em todos os momentos!

Fiz o tratamento com cirurgia (quadrantectomia), quimioterapia (4 vermelhas e 12 brancas), 14 sessões de HERCEPTIN, radioterapia (33 sessões) e Tamoxifeno. Terminei o tratamento em janeiro de 2018.

Ah quanta alegria ver minha vida retomada, de volta o trabalho, minhas aulas de dança do ventre, caminhada, academia, ensaios fotográficos e viagens.

Mesmo estando tudo bem criei o hábito de fazer o autoexame todos os dias, e em um deles percebi um nódulo bem pequeno no mesmo seio em que havia operado. Imediatamente procurei meu mastologista que já solicitou um ultrassom que constatou um pequeno caroço e 3 nódulos. Realizei depois 3 punções e biópsia, aquele frio na barriga e ao abrir o resultado…CÂNCER.

Em junho de 2019 tive recidiva com metástase óssea, hepática e subcutânea. Fiquei careca pela segunda vez, fiz quimioterapia novamente, fiz mastectomia e esvaziamento axilar. Ao terminar o ciclo de 6 sessões de quimio, surgiram novos nódulos, tive que realizar outra cirurgia dia 18 de janeiro deste ano. Atualmente sigo em tratamento, sem previsão de término.

Dia 04/05 venci os meus medos realizei outra cirurgia para colocar o cateter e graças a Deus estou bem. Seguindo firme e confiante sempre.

O que mais aprendi com tudo que tenho vivenciado é viver um dia de cada vez, fortalecer minha fé, ter resiliência, positividade e muita gratidão.

Gostaria de ressaltar também o meu amor pela dança. A dança cura a tristeza e alegra a alma. Eu tentei me manter sempre em contato com a dança durante todo o processo. Quando não tinha condições de fazer as aulas, ia em todos os eventos prestigiar. Mês passado até consegui fazer uma aula online. Uma felicidade sem fim.

O que eu diria para quem vai iniciar o tratamento: Não desistam nunca! A caminhada é longa mas a vitória é certa! Nenhuma tempestade dura para sempre e sairemos ainda mais fortes! “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses…”(Rubem Alves)

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Como forma de aliviar o tratamento, paciente produz crochê para bebês

A experiência de se voluntariar para uma ação social faz a diferença no desenvolvimento pessoal e fortalece a cidadania do voluntário, que é o cidadão motivado pelos valores de participação e solidariedade. Ele doa seu tempo, trabalho, conhecimento e habilidades, de forma espontânea e sem remuneração, para causas de interesse da sociedade.

Essa ação pode ser contínua ou pontual em alguma atividade específica. Mas, quem experimenta dificilmente deixa de praticá-la com frequência. E foi exatamente isso que aconteceu com a dona Marlene Scheurich, paciente do Hospital Santo Antônio, de Blumenau, que luta para vencer o câncer. 

Apesar de estar passando por um momento complicado, ela não abre mão do seu passatempo predileto: fazer crochê. Apaixonada por esta atividade, dona Marlene sempre participou de projetos do hospital, confeccionando diversas peças que trazem maior conforto aos recém-nascidos e crianças que estão internadas na unidade de saúde. 

Enquanto ela espera sua sessão de quimioterapia acabar, ela produz suéteres, toucas, meias e levas com muito amor e carinho. Recentemente, uma fisioterapeuta do hospital percebeu como Marlene ficava mais quietinha quando não estava com suas linhas, percebendo assim a paixão por crochê da paciente. 

“Algumas semanas atrás alguém colocou na caixa de doações do meu condomínio muitos rolos de linha para crochê. Eu estava de saída para o hospital e acabei levando os rolos para a dona Marlene, minha paciente. É o passatempo dela enquanto está no hospital fazendo quimioterapia. Nos últimos dias, ela estava mais calada, pois tinham acabado suas linhas, e quando entreguei os rolos, ficou muito feliz”, conta a fisioterapeuta em entrevista ao R7.

A paixão e vontade de fazer crochê é tão grande que as linhas já acabaram, mas a paciente teve uma linda surpresa. Ao descobrir a história de Marlene, uma empresa de Blumenau a presenteou com um kit de linhas e revistas. Radiante com a surpresa, ela confeccionou várias meias e toucas de bebê, que foram doados aos pequenos pacientes do hospital. 

Muito linda e inspiradora a história da dona Marlene. E você? Descobriu algum passatempo durante o tratamento?
Ou ainda, pretende ou já é voluntário em alguma Instituição?

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Quimioterapia oral domiciliar

O fornecimento de quimioterapia oral domiciliar é um direito do paciente com câncer, porém costuma ser negado pelos convênios médicos, demandando o ajuizamento de ação para seu fornecimento.

A recente aprovação pelo Senado, na data de 03 de junho de 2020, para que planos de saúde forneçam tratamento contra o câncer, em casa, consiste em uma significativa vitória para todos os guerreiros que estão combatendo a doença.

O Projeto de Lei 6330/2019, de Autoria de José Reguffe, tem o objetivo de “alterar a lei de Plano de saúde, para tornar obrigatória a cobertura para tratamentos antineoplásicos ambulatoriais e domiciliares de uso oral, procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer e hemoterapia registrados na Anvisa, dispensada a previsão de que tais procedimentos sejam autorizados em protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas revistos periodicamente”.

Continuamente, tendo havido a aprovação pelo Senado Federal, a votação foi remetida para a Câmara dos Deputados, na data de 09/06/2020.

A ideia do Projeto de Lei

A ideia do Projeto de Lei é que o tratamento de quimioterapia oral domiciliar não dependa da integração ao rol de procedimentos previstos pela ANS.

A aprovação representaria maior celeridade ao tratamento dos pacientes, que não mais precisariam aguardar a revisão do rol de procedimentos da ANS, cuja revisão ocorre apenas a cada 2 anos.

Nesse contexto, a justificação do Projeto tem um olhar humanitário e igualitário: o paciente visto com dignidade.

Assim, trata-se da facilitação do tratamento, de celeridade, do conforto. Para que, havendo registro na Anvisa, possa o paciente receber o tratamento domiciliar, minimizando sua dor.

Salientamos que o projeto vai ao encontro daquilo que já é considerado correto pela Justiça.

Somos apoiadores dessa campanha e levantaremos a bandeira desse tratamento domiciliar, para que possamos minimizar o sofrimento de todos os guerreiros que combatem ferozmente a doença.

O papel do Judiciário na quimioterapia domiciliar

Enquanto não aprovado o Projeto de Lei, os pacientes portadores de câncer têm que ser firmes na batalha. A palavra de ordem é não desistir.

Nesse contexto, o Poder Judiciário tem se mostrado bastante sensível às demandas, tendo concedido fornecimento de medicamentos ou terapias que ainda se encontrem fora do rol de procedimentos da ANS.

Desse modo, pacientes que recebem a prescrição do tratamento de quimioterapia domiciliar, existindo registro na Anvisa, podem se socorrer do Poder Judiciário, para se valerem de seus direitos.

Ainda que não haja o registro no rol da ANS, o tratamento não pode ser obstado ao consumidor.

Por essa razão, fundamental que o paciente persista, pois os Tribunais de Justiça têm admitido o tratamento domiciliar.

Como exemplo, cita-se recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Conclusivo que o fato de o medicamento não estar no rol da ANS não é razão de se ter excluído o tratamento.

Veja-se recente decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo:

“(…) Negativa de cobertura de medicamento denominado “Olaparibe” (Lynparza) – 300 mg. Recusa fundada em cláusula que exclui tratamento domiciliar. Abusiva a negativa de custeio de medicamento prescrito para o tratamento da autora, sob o argumento da exclusão contratual (por seraplicado por via oral, permitindo o uso domiciliar) e ainda, de que é importado e não integra o rol estatuído pela ANS. Medicamento que corresponde ao próprio tratamento da doença que acomete a autora e que tem cobertura contratual. Recusa indevida.” TJSP, Apelação 100262 72.2019.8.26.0319, julgada em 29/05/2020.

Com efeito, nota-se que o paciente teve que se valer do Poder Judiciário para receber seu tratamento, pois ainda não havia inclusão do tratamento no rol de procedimentos da ANS.

Certamente, a aprovação pela Câmara dos Deputados representará uma vitória para agilizar todo o tratamento.

Força na luta

A saber que, enquanto não ocorra a referida aprovação, o paciente deve se socorrer de auxílio jurídico, para seguir na sua batalha e, com isto, poderá receber o tratamento ou medicamento sem necessidade de aguardar sua inclusão no rol da ANS.

Enquanto se aguarda a aprovação pela Câmara, já temos uma perspectiva: estamos mais perto de vencer essa luta.

Bem como, seguiremos defendendo a ideia e batalhando pelo tratamento de cada um dos pacientes.

E assim, ficamos mais perto de casa.

Rodrigo Lopes dos Santos, graduado em Direito pela USP, mestre em Direito do Estado pela USP, sócio do Lopes & Giorno Advogados, é também colaborador do Instituto Quimioterapia e Beleza.

Fernanda Giorno de Campos, especialista em Direitos e Setores Regulados pela FGV, graduada em Direito pelo Mackenzie, sócia do Lopes & Giorno Advogados.

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Algoritmo detecta quem não pode esperar pelo tratamento do câncer na pandemia

Com a atual pandemia do novo coronavírus, algumas cirurgias e procedimentos foram remarcados, deixando casos urgentes como prioridades. A medida tem como objetivo ajudar a evitar a propagação do COVID-19, já que os ambientes hospitalares são locais mais propícios para a contaminação.

Para decidir quais operações precisam ser feitas com urgência, pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, criaram um algoritmo que consegue fazer essa identificação facilmente. O projeto, que usa como base dados de diversos testes internacionais, tem como foco os pacientes com câncer de mama e que precisam de cirurgia ou quimioterapia.

O algoritmo é capaz de identificar as pacientes que estão na pós-menopausa com câncer de mama primário ER + HER2-, existente em 70% dos casos e que possuem tumores menos sensíveis ao sistema endócrino, e aquelas que precisam ser prioridade para cirurgia precoce ou quimioterapia neoadjuvante.

Com a pandemia, pacientes diagnosticados com câncer de mama triplo negativo ou HER2 positivo ainda são direcionadas para quimioterapia urgente ou cirurgia. Já um outro grupo de pacientes estão tendo seus tratamento adiados, recebendo prescrição para terapia endócrina neoadjuvante, que reduz a estimulação da doença por estrogênio, sem a necessidade da remoção cirúrgica da mama.

Segundo informações divulgadas pelo estudo, 85% das pacientes que tiveram suas cirurgias adiadas estavam seguras para ter o procedimento adiado por até seis meses e serem tratadas pela terapia endócrina neoadjuvante, enquanto 15% podem ser identificadas como resistentes ao tratamento, correndo o risco de ver a doença se espalhar. “O tratamento pode bloquear o crescimento do tumor com sucesso em muitas mulheres, mas uma em seis que são resistentes há um risco de que o tumor continue a crescer e a se espalhar”, conta o professor Mitch Dowsett, um dos colaboradores do estudo.

Dowsett conta também que o algoritmo foi criado com dados não-publicados de testes clínicos envolvendo milhares de pacientes, usando ainda informações dos receptores de estrogênio e progesterona, e tumores de pacientes recém-diagnosticadas. Os dados, então, foram aplicados no algoritmo que é capaz de identificar imediatamente o melhor tratamento para cerca de 80% dessas mulheres.

“É importante que possamos tratar a maior quantidade de pacientes que precisam de tratamento ou cirurgia urgente, da maneira mais segura possível durante a pandemia da COVID-19”, completa Peter Barry, consultor de cirurgia de mama do instituto de pesquisa.

FONTE: Canal Tech

Cats, o Instituto Quimioterapia e Beleza quer te ouvir! Queremos entender como o seu tratamento oncológico foi afetado durante a pandemia do COVID-19 e quais suas expectativas futuras no que tange a prosseguir o tratamento. É rapidinho para responder o formulário e só acessar este link https://forms.gle/p66W5HacmU2MaxK98

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Dia Mundial da Saúde

Há 72 anos a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu 7 de abril como o Dia Mundial da Saúde. O intuito de criar a data comemorativa era para eleger um dia por ano em que o mundo se uniria para discutir questões sérias relacionadas à saúde.

Segundo a OMS, saúde tem conceito amplo e é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doença ou enfermidade”.

Em tempos de pandemia, a data tornou-se ainda mais especial. Isso porque estamos vivendo momentos de incertezas e preocupações que nos afligem, e estamos tendo a oportunidade de pensar em um futuro e como podemos nos aproximar e, assim, criar uma nova realidade para todos nós.  

Em uma mensagem especial em vídeo dedicada à data, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou que o Dia Mundial da Saúde acontece, este ano, em um momento difícil para todos. 

“Hoje, minha mensagem é para nossos profissionais de saúde – enfermeiras(os), parteiras(os), técnicos, paramédicos, farmacêuticos, médicos, motoristas, profissionais de limpeza, administradores e muitos outros – que trabalham dia e noite para nos manter seguros. Hoje, estamos mais profundamente gratos do que nunca a todos vocês, enquanto trabalham sem parar, colocando-se em risco, para combater os danos dessa pandemia”, disse o secretário-geral. 

Para nós, Cats, a data é ainda mais especial. Nós que estamos sempre lutando pela nossa saúde, sabemos como é importante nos cuidarmos e como só temos que agradecer a todos os profissionais que cuidam de nós. 

Deixamos aqui o nosso muito obrigado a todos os profissionais de saúde que sempre nos atenderam de maneira tão competente e a todos que nesse momento estão na linha de frente combatendo a pandemia do Covid-19.

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Coronavírus e câncer

Nos últimos dias, o único assunto falado nas televisões e notícias é a COVID-19, doença transmitida pelo coronavírus. Por isso, é necessário falarmos sobre a relação desse vírus com o câncer

Pensando nisso, nosso diretor científico, oncologista Dr. Felipe Ades, respondeu algumas perguntas essenciais para entendermos um pouco mais sobre a doença. Confiram:

Estou em tratamento contra o câncer, sou considerado grupo de risco?

Depende da doença e do tratamento. Todas as pessoas que estão em tratamento contra o câncer que tenham metástase são consideradas grupo de risco para infecções.

Pessoas em tratamento depois de procedimentos cirúrgicos são consideradas grupo de risco se estiverem uso de quimioterapia. Pessoas em tratamento com quimioterapia isolada são consideradas grupo de risco.

Pessoas em tratamento hormonal não são consideradas grupo de risco, visto que estes tratamentos não afetam de maneira significativa a imunidade.

Após 3 a 6 meses do término da quimioterapia há recuperação total da imunidade e esta pessoa passa a não fazer parte do grupo de risco.

Faço parte de um grupo de risco, tenho mais chance de contrair o coronavírus?

Não, pessoas em grupos de risco tem a mesma chance de contrair que pessoas fora do grupo de risco. No entanto, caso essas pessoas tenham a infecção pelo coronavírus, ela pode ser mais grave e com maior risco de vida.

Por isto as medidas para evitar o contágio em pessoas nos grupos de risco devem ser redobradas

Faço parte de um grupo de risco, tenho mais chance de ter uma doença grave se contrair o coronavírus?

Sim, pessoas classificadas como grupo de risco têm a imunidade reduzida, portanto, caso sejam infectadas, podem desenvolver doenças mais graves. Entretanto vale lembrar que a chance de ser infectado ou infectada não aumenta por fazer parte de um grupo de risco.

A recomendação é redobrar os cuidados de prevenção.

Quanto tempo o coronavírus sobrevive nas superfícies fora do corpo humano?

Um artigo publicado dia 17 de março na revista médica New England Journal of Medicine avaliou a estabilidade do vírus em várias condições. Seguem os resultados:

  • Aço inox (maçanetas de portas e puxadores de gavetas) – 72 horas (3 dias)
  • Plástico – 72 horas
  • Papelão – 24 horas
  • Cobre – 4 horas
  • Poeira – 1h

Quais são os cuidados essenciais?

  • Lave sempre as mãos
  • Use álcool gel
  • Não coloque as mãos no rosto, olhos, nariz e boca sem que estejam limpas.
  • Cuidado ao tocar maçanenetas, botões de elevador, apoios em trens, onibus e metrôs. Lave as mãos em seguida.
  • Limpe o seu celular com álcool isopropílico, 70% ou álcool gel, em particular se tocou nele com a mão suja.
  • Chegou em casa? Lave as mãos e o celular antes de tocar nos seus familiares. Limpe a maçaneta da porta de entrada com álcool 70%.