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Você sabia que planos de saúde não podem limitar o número de sessões de quimioterapia?

Nosso novo colunista e parceiro o Advogado Rodrigo Lopes dos Santos, do escritório Lopes & Giorno Advogados, aborda neste texto nossos direitos durante o tratamento. Mais um aliado para garantir a nossa luta!

No intuito de contribuir com informações e conhecimento, inclusive jurídico, que é nossa área de atuação, vamos procurar, nesse texto, dar dicas às Cats, para seguirem no tratamento e na luta contra o câncer.

Algumas Cats possuem planos de saúde, outras não, e, ao longo das postagens, vamos abarcar as diversas hipóteses e situações que nos são trazidas e vivenciadas diariamente. Gostaríamos, nesse momento, de tranquilizar nossas guerreiras sobre a limitação que planos de saúde tentam fazer sobre quimioterapia, pois sabemos que muitos
planos tentam convencê-las de que há um número predeterminado de tratamento ou de medicamento específico. Porém, nossas Cats não precisam aceitar essa limitação, por um motivo bastante simples: planos de saúde não podem limitar sessões de quimioterapia ou fornecimentos de medicamentos com registros na Anvisa. Trata-se de conduta abusiva e ilegal, que fere nosso Código de Defesa do Consumidor, a boa-fé contratual e a dignidade da pessoa humana, princípio insculpido na Constituição Federal.

Tem-se que foi o médico das Cats que prescreveu o remédio para quimioterapia, não podendo o plano de saúde simplesmente limitar ou negar, tentando ser o subscritor do tratamento, agindo como se fosse médico das nossas guerreiras, o que é inadmissível.

Especificamente, o Tribunal de Justiça de São Paulo tem sido bem claro nas suas decisões nesse sentido. Editou uma súmula (de um jeito simples, entendimento jurisprudencial pacificado), de número 95, que prevê: “Havendo expressa indicação médica, não prevalece a negativa de cobertura do custeio ou fornecimento de medicamentos associados a tratamento quimioterápico”.

Ainda com aprovação do medicamento na Anvisa, não subsiste qualquer razão para a negativa do tratamento, não podendo as Cats ficarem convencidas com tratamentos indeferidos pelo plano de saúde, devendo procurar seus direitos e serem fortes nessa luta pelos seus direitos, contando com profissionais que saberão apoiá-las e compreendê-las com sensibilidade nesse momento.

Citaremos trecho de um recente julgado do Tribunal de Justiça de São Paulo, de 22 de março de 2019, número 1098645-10.2018.826.0100: “APELAÇÃO CÍVEL. Plano de saúde. Ação de obrigação de fazer. Autora portadora de neoplasia de mama com metástase óssea. Recusa no fornecimento de medicamento prescrito para quimioterapia. Incidência do Código de Defesa do Consumidor. Abusividade reconhecida. Inteligência da Súmula 95 do TJSP. Irrelevância de a droga não constar no rol do instituído pela ANS. Rol que prevê somente a cobertura mínima obrigatória. Exclusão que contraria a função social do contrato retirando da paciente a possibilidade do tratamento necessitado. Medicamento com registro na ANVISA. R. sentença mantida”.

Avante, Cats!

Rodrigo Lopes dos Santos
• Ex-Promotor de Justiça do Estado de São Paulo
• Graduado em Direito pela Universidade de São Paulo – USP
• Mestrando em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo – USP
• Pós-graduado em Litígio Estratégico pela Fundação Getúlio Vargas – FGV
• Pós-graduado em Direito Tributário pela Fundação Getúlio Vargas – FGV
• Membro da Comissão de Direito Imobiliário da OAB/SP

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QUIMIOTERAPIA SEM PERDER CABELOS POR DR. FELIPE ADES

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Bom dia Cats!!  O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista escreveu essa matéria incrível sobre o método novo de passar pela quimio sem perder os cabelos. Confiram!! 

Um dos efeitos colaterais mais desagradáveis do tratamento com quimioterapia é a perda do cabelo. Apesar deste ser um efeito conhecido e esperado do tratamento, ele causa bastante desconforto e perda da autoestima em algumas pessoas, além de fazer a pessoa sempre lembrar que está em tratamento contra o câncer.

Os cabelos caem justamente pelo efeito da quimioterapia. Nós sabemos que as células do câncer se multiplicam e crescem mais rápido que as células normais do corpo. Sabendo disso, os remédios foram desenvolvidos para atacar as células que se multiplicam mais rápido, assim reduzindo os tumores e aumentando a chance de cura após a cirurgia. O problema disso é que existem células normais do corpo que também se multiplicam rapidamente como as células do sistema imunológico, por isso sempre pedimos exames de sangue durante o tratamento para acompanhar como está a imunidade. As células responsáveis por fazer crescer o cabelo também crescem rápido, logo são atingidas pela quimioterapia e o cabelo cai, depois de alguns dias do tratamento, dependendo do remédio que se use.

Normalmente os cabelos voltam a crescer algumas semanas depois do tratamento terminar mas, principalmente para mulheres, ele pode demorar bastante tempo para voltar ao comprimento que estava antes do tratamento.

No entanto existe hoje uma estratégia para tentar reduzir ou evitar a perda de cabelo, são aparelhos que causam o resfriamento do couro cabeludo durante a administração da quimioterapia. O frio faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, assim menos sangue passa por partes do corpo que estão geladas. A ideia por trás dessa estratégia é fazer com que menos quimioterapia circule pela pele do couro cabeludo, reduzindo assim o efeito de queda de cabelo.

Máquina de resfriamento do couro cabeludo para evitar queda de cabelo durante a quimioterapia. O módulo azul é central de resfriamento do fluido. Este equipamento dispõe de duas toucas, duas pessoas podem utilizar ao mesmo tempo.

Existem vários tipos de equipamentos que fazem o resfriamento do couro cabeludo para reduzir a perda de cabelo. No nosso hospital dispomos de um aparelho que é composto de uma central de resfriamento ligada a duas toucas (veja as fotos). A touca é colocada nas pessoas antes da administração da quimioterapia e é bem presa por tiras de modo a que todas as partes do couro cabeludo estejam em contato com a touca. A máquina é então ligada e começa o resfriamento do couro cabeludo, que demora em torno de 30 minutos. Esta fase pode ser um pouco desconfortável, quando eu fiz o teste em mim mesmo foram um pouco difíceis os primeiros 15 minutos, mas depois a gente se acostuma com o frio. Após 30 minutos, os medicamentos são aplicados normalmente e a pessoa ainda fica de 30 minutos a uma hora e meia com a touca depois do término da medicação. Isto depende do tipo do medicamento utilizado.

Detalhe da touca, a parte verde clara é uma espécie de tubo por onde circula o fluido gelado, a parte cinza é colocada por cima desta touca para deixá-la bem justa ao couro cabelo e assim distribuir o frio igualmente.

O resultado é melhor em esquemas de tratamento menos intensos. Quando é necessário o uso de quimioterapia em dose densa ou altas doses ainda observamos perda de cabelos, mas menor do que quando não se usa o aparelho. Ele também não é recomendado para cânceres de pele ou linfomas de pele, visto que pode aumentar o risco de retorno da doença no couro cabeludo.

Este sou durante um teste de 30 minutos do equipamento.

Este é um dispositivo relativamente novo na medicina e cada vez mais estudos são feito. Estamos aprendendo bastante sobre o seu potencial e limitações. Já está disponível em muitos hospitais públicos e privados no Brasil. É uma estratégia bastante promissora para reduzir a perda de cabelo, reduzindo os efeitos colaterais durante a quimioterapia.

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Por que o cabelo cai durante a quimioterapia por Dr. Felipe Ades

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Boa tarde, Cats!  Vocês têm dúvida sobre o motivo da queda de cabelo durante a quimioterapia??  O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades esclarece o assunto para nós nesse texto! 

Existe um mecanismo de ação em comum, todos os medicamentos conhecidos com quimioterapia agem atacando as células de rápido crescimento. Como a célula cancerígena tem a característica de crescer e se multiplicar mais rapidamente que as células normais do corpo, ela é mais afetada pelos medicamentos.

O problema é que existem células normais do corpo que também se reproduzem rápido, e estas células são igualmente afetadas pelos medicamentos. Logo, alguns efeitos colaterais são esperados durante o tratamento com quimioterapia, e um deles é a queda de cabelos. Como os cabelos estão em constante crescimento, a quimioterapia afeta sua raiz, levando a queda dos cabelos. Este é um efeito comum de medicamentos como as antraciclinas (doxorrubicina e epirrubicina), os alquilantes, como a ciclofosfamida e os inibidores de topoisomerase, como o irinotecan. Outros medicamentos, como os taxanes (docetaxel e paclitaxel), afetam a estrutura do fio de cabelo, tornando-os mais quebradiços e também causando sua queda. A radioterapia na região da cabeça é outro tratamento que causa queda de cabelos. Por vezes, quando o tratamento é mais intenso, ou a pessoa mais sensível, pode haver queda de pelos corporais, e até mesmo cílios e sobrancelhas.

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Neutrófilos são afetados pela quimioterapia e podem ter seu número reduzido durante o tratamento.

Bom dia, Cats!  Vocês já ouviram falar dos neutrófilos? São as células mais numerosas do sistema imunológico e têm como principal função o combate às infecções.   O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista explica mais sobre isso nessa matéria superinteressante aqui!  Confira:

Os neutrófilos são as células mais numerosas do sistema imunológico, correspondendo a quase 70% das células de defesa. São células que ficam circulando no sangue, em sua maior parte, e têm como principal função o combate às infecções.

Durante o ataque imunonógico às bactérias invasoras, um outro tipo de célula, o plasmócito, libera anticorpos no sangue. Esse anticorpos funcionam com balas teleguiadas e vão se grudar à superfície das bactérias agressoras. O neutrófilo age engolindo e digerindo as bactérias cobertas por anticorpos, processo conhecido como fagocitose. Além disso libera substâncias no local da infecção, para chamar mais células de defesa.

Estima-se que o nosso corpo produza em torno de 100.000.000.000 de neutrófilos por dia. Esta é uma célula de vida curta, durando entre 5 horas e 5 dias.

Como é uma célula de crescimento e divisão rápida, é bastante afetada pela quimioterapia. Medicamentos contra o câncer podem causar a baixa dos neutrófilos (conhecida como neutropenia) e aumentar o risco de infecção durante o tratamento.

Um dos motivos do intervalo entre as doses de quimioterapia é aguardar a recuperação da quantidade de neutrófilos no sangue. Nenhum tipo de dieta, suplemento, chá, alimento ou repouso aumenta a velocidade de recuperação dos neutrófilos. Quando há necessidade de aumento rápido (como em casos de infecção) podemos fazer medicamentos estimuladores, mas na maioria dos casos o tempo é suficiente para a recuperação (para a maioria dos medicamentos o efeito máximo de queda ocorre em torno de 10 dias e a recuperação em duas a três semanas).

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A história da quimioterapia moderna por Dr. Felipe Ades

Cats queridas, vocês estão ansiosas para a Live do nosso colaborador científico, Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista? 

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 Então confiram essa matéria incrível dele com curiosidades sobre a origem dos medicamentos quimioterápicos na história, desde Segunda Guerra Mundial! 

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 Confiram:A história da quimioterapia moderna começa ironicamente em um dos eventos mais infames da Segunda Guerra Mundial. No dia 2 de dezembro de 1943 diversos navios aliados esperavam para descarregar no porto de Bari, no sul da Itália. Dentre eles, o navio americano US Liberty Ship John Harvey, secretamente carregado com toneladas do agente mostarda, para ser usado como arma química na campanha aliada na Itália. Neste dia, um ataque surpresa da força aérea alemã afundou 28 navios ancorados no porto, dentre eles o John Harvey, no evento conhecido como “pequeno Pearl Harbor”. A fumaça tóxica liberada pelo navio em chamas expôs centenas de militares e moradores de Bari ao tóxico. O agente mostarda é uma devastadora e cruel arma química que age provocando lesões de pele, olhos, cegueira, edema pulmonar, entre outros, podendo levar à morte se a exposição for intensa. De acordo com a convenção de armas químicas em 1997, seu uso foi banido em todo o planeta. Após o ataque, dois farmacologistas norte-americanos foram chamados para investigar os efeitos do agente mostarda em humanos, Louis S. Goodman e Alfred Gilman. Dentre as catastróficas agressões ao organismo, os pesquisadores identificaram uma dramática redução na quantidade de células brancas sanguíneas. Nos anos seguintes, estes pesquisadores desenvolveram derivados do agente mostarda com o objetivo de tratar linfomas e leucemias, cânceres derivados das células brancas sanguíneas. Suas descobertas salvaram milhares de vidas e abriram portas para o desenvolvimento de toda uma nova classe de medicamentos para o tratamento de câncer. A medicina transformou uma molécula química feita para matar em algo capaz de curar.

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A quimioterapia como o mar

Hoje acordei refletindo sobre minha caminhada com câncer e como ele realmente me trouxe ao meu poder.

Quando meus médicos deram ao meu corpo o tratamento e efeitos colaterais consequentes, eu não os aceitei. Eu rejeitei essa realidade e iria substituir a minha. Então, eu abstraí grande parte dos terríveis efeitos colaterais, pensei na minha cura como uma fonte que só me alimentasse positivamente. 

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Quando eu ia para a quimioterapia, eu pensava que estava indo ficar “limpa”. Sempre pensava em coisas boas.
Fechava meus olhos quando sentia a quimio infiltrando em minhas veias e lembrava do mar . O mar tem a capacidade de levar embora e arrastar tudo que não é bom. As ondas vão e vêm em um movimento incessante. Batem nas pedras, rompem-se na areia e voltam num vai e vem contínuos. Jamais desistem dos seus movimentos. Sempre tem algo de ruim para colocar para fora do mar. Eu sempre pensei nas ondas do mar durante meu tratamento. E, como as persistentes e resilientes ondas dos mar, eu não desisti de mim. Mesmo que tudo tenha parecido monótono, como o movimento das ondas do mar. Porque cada batida da água na pedra, cada descanso na areia, cada ida e volta de uma onda tem um propósito diferente, assim como cada gota de Quimioterapia que entrava em minhas veias. E se isso tivesse que me destruir aos poucos, como por exemplo me causando diarreias, mucosite, cansaço, quedas de cabelos, sobrancelhas, pêlos em geral entre outros mil efeitos, eu pensava nas estrelas do mar. Muitas estrelas-do-mar têm capacidade de regeneração, ou seja, quando elas perdem um braço, outro cresce no lugar. E sabia que com o tempo tudo voltaria ao lugar para mim também

Quando estiver em seu tratamento aperte bem os olhos e se visualize em uma praia. Mecha seus dedos para trás e para frente a partir do momento da primeira picada de agulha, porque vai distrair sua mente da dor, e também porque irá descobrir que poderá sentir a areia da praia que você visualizará .

Eu gostaria que você soubesse que se está em uma situação que você não gosta, essas ferramentas estão disponíveis para você!!

Tente ser seu próprio curador, herói e líder – só tem que possuir o seu poder!

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Beijos lheeenndass, 

Dra. Fabíola La Torre
Facebook: De médica à paciente

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O que é importante saber antes de tomar a vacina da Febre Amarela

Cats lindas, não poderia deixar passar o assunto mais comentado do momento: a vacina da Febre Amarela.

É muito importante vocês saberem que pessoas que estão em quimioterapia ou em outros tratamentos contra o câncer que baixem a imunidade NÃO PODEM tomar a vacina.

Mas por que isso, né?

A vacina é feita através de um vírus vivo e enfraquecido, incapaz de causar mal à alguém. Porém, quem está com imunidade baixa pode desenvolver um quadro semelhante ao de febre amarela se tomar a vacina, por não ser capaz, naquele momento, de combater nenhum tipo de infecção.

E quem pode tomar a vacina?

Pessoas em tratamento hormonal ou que tenham terminado a quimioterapia há, pelo menos, 3 meses, PODEM tomar a vacina.

Mas, como sempre, é muito importante conversar com o seu médico para saber qual o seu caso e se pode ou não tomar a vacina.

Assistam a live realizada pela página Combate Ao Câncer clicando aqui goo.gl/t8zWzn . O Carlinhos conversou com a Dr. Ana Carolina Nobre de Mello para esclarecer algumas dúvidas.

Fonte

Dr. Felipe Ades MD Phd – Oncologista

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7 mitos e verdades sobre a quimioterapia

Mesmo com muitas informações sendo compartilhadas, a quimioterapia ainda é um mito para muita gente.

Para tirar as dúvidas, a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) listou alguns desses mitos e resolveu explicá-los corretamente. Confira:

1. O cabelo sempre vai cair

Não necessariamente! A queda dos fios (alopecia), depende dos medicamentos utilizados no tratamento. Por isso, nem toda quimio provoca esse efeito.

A intensidade da queda também pode variar. Ou seja, o mais comum é que os cabelos caiam, mas isso não é uma regra.

2. Náuseas e vômitos diariamente

Muito provavelmente sim. Esses efeitos também dependem da medicação utilizada, além da sensibilidade de cada organismo.

As náuseas e vômitos acontecem quase sempre, mas alguns cuidados com a alimentação, por exemplo, podem melhorar muito o quadro.

3. Sexo está proibido

Não há uma contraindicação para todos os casos. Mas esse é um período em que é fundamental respeitar alguns limites do corpo. E nem sempre há disposição para transar.

Existe uma grande preocupação quanto ao engravidar, afinal, isso não pode acontecer durante a fase de quimioterapia. Sendo assim, o aconselhado é sempre evitar o sexo de fato, estando liberados outro tipos de carinho.

4. Não posso brincar com meus animais

Mentira! A companhia dos pets até mesmo ajuda nesses momentos, afinal, eles só nos dão carinho. Ainda assim, em algumas fases o ideal é diminuir o contato (não cortá-lo) por causa de baixas no sistema imunológico do organismo.

5. Fim das idas ao salão de beleza

Outra mentira! Como sempre falamos aqui no Quimioterapia e Beleza, ninguém precisa abrir mão de sua vaidade porque descobre um câncer.

Ao longo do tratamento, é melhor evitar alguns procedimentos, como a retirada de cutículas pelo risco de inflamações envolvidas. Mas tantos outros procedimentos de beleza continuam liberados, incluindo o uso de tinturas que não causem irritação ou alergia.

6. Vou me isolar de todos

Não! O isolamento é indicado em situações extremamente especiais, como quando as terapias comprometem os glóbulos brancos, responsáveis por nos proteger de infecções. Aí realmente deve-se evitar aglomerações.

Caso contrário, é muito importante manter as relações pessoais como antes, assim como a vida social.

7. Ficarei infértil

Não exatamente! É verdade que a quimio, em alguns casos, aumenta o risco de esterilização. Porém, mesmo nessas situações, há diferentes técnicas laboratoriais para preservar a fertilidade tanto do homem como da mulher.

FONTE: ABRIL SAÚDE

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QUIMIOTERAPIA NÃO É UM BICHO DE SETE CABEÇAS!

O que é quimioterapia?

É um tipo de tratamento com medicamentos que atuam dentro das células, interferindo em seu processo de divisão e crescimento. A quimioterapia pode alcançar e destruir não só as células cancerosas, mas também aquelas que eventualmente tenham caído na circulação e migrado para outros tecidos ou órgãos.

Como pode ser administrada?

Via oral – são remédios em forma de comprimidos, cápsulas ou líquido que podem ser tomados em casa.

Via intravenosa – a medicação é feita na veia por injeções ou dentro do soro. Poderá ser necessário colocar um cateter no caso das veias serem muito frágeis ou as sessões muito frequentes.

Via intramuscular – a medicação é aplicada por meio de injeção no músculo.

Via tópica – a medicação é aplicada na pele, na forma líquida ou de pomada.

Via subcutânea – a medicação é aplicada por injeção no subcutâneo (tecido gorduroso acima do músculo).

Via intratecal – aplicação no líquido da espinha (liquor). Esse é o menos utilizado.

A quimioterapia causa dor?

Alguns medicamentos podem causar uma sensação de desconforto, como ardência, queimação, coceiras e placas avermelhadas na pele, mas, geralmente, a única sensação é a da picada na veia. Caso sina alguma alteração durante a quimioterapia, comunique imediatamente a equipe de enfermagem.

Como os quimioterápicos são eliminados do corpo?

Após fazer o efeito desejado pelo corpo, a medicação é, em geral, eliminada na urina, mas também pode ser eliminada por outras vias, como gastrointestinal.

Qual a duração do tratamento?

O tempo de tratamento é variável e será definido pelo médico responsável com base no tipo de doença e suas condições clínicas. AS aplicações podem ser diárias, semanais, quinzenais ou mensais, com intervalos preestabelecidos pelo médico.

Posso tomar outros remédios?

Caso precise tomar outros medicamentos, comunique o médico responsável pelo tratamento.

Posso tomar bebidas alcoólicas?

Não é proibido tomar bebida alcoólica, a não ser que tenha alguma contraindicação médica, porém, é aconselhável parar ou diminuir o seu consumo durante todo o tratamento.

Quais os efeitos indesejados que posso apresentar?

Os quimioterápicos não atingem somente as células doentes, mas também as células sadias, e devido a isso, podem surgir efeitos colaterais que variam de acordo com o tipo de medicação.

QUIMIOTERAPIA VERMELHA x QUIMIOTERAPIA BRANCA

A diferença da quimioterapia vermelha e branca é o tipo de medicamento usado. A quimioterapia vermelha usa medicamentos da classe antraciclinas (os principais: Doxorrubicina e Epirrubicina). Mas nomes difíceis a parte, que pra mim não faz tanto sentido, o que você precisa saber é que essa é a quimioterapia com os efeitos colaterais mais temidos, como a queda de cabelo. Na minha primeira quimio vermelha, eu fiquei super bem. As outras foram um pouco mais complicadas porque sou asmática e me dava falta de ar. Durante essas sessões eu pensava como contornar os efeitos colaterais e o que eu faria para me sentir bonita. Uma dica valiosíssima é que você deve beber muita água, porque o remédio entra mas sai né? O que eu mais senti foi enjoos e aftas.

A quimioterapia branca usa outros medicamentos, como os  taxanos e a ciclofosfamida. Tem efeitos colaterais também, mas um pouco mais “tranquilos”. O que eu mais senti mesmo foi sono. Tomava alguns remédios antes que me deixavam super aceleradas, mas depois da sessão de quimio eu ficava molinha, molinha.

Veja meus relatos em minha Novelinha QeB.

Se você estiver disposta, pode sair durante o tratamento. Sem essa que quem está fazendo quimios não pode levar uma vida normal. Mas claro, que você deve prestar atenção e se cuidar a todo tempo e lembrar que tudo tem limite. Eu não deixei de jantar com as amigas, por exemplo. Você também não deve deixar esses momentos de lado! Passar por quimioterapia e sentir todos os efeitos pode ser complicado, mas não é o fim do mundo!

Fonte: nomes difíceis de remédio aqui, explicação do que é quimioterapia da revista Bem Estar – Segunda edição (do Hospital Bandeirantes).

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CABELO DE SABRINA PARLATORE CRESCE ENROLADO APÓS QUIMIOTERAPIA

Um ano após vencer uma luta contra um câncer de mama, a apresentadora Sabrina Parlotore, voltou a usar os cabelos compridos. Por conta do tratamento de quimioterapia, Sabrina teve que deixar as madeixas bem curtinhas. Nesta quinta-feira, a apresentadora comemorou o crescimento dos fios, mas informou que eles nasceram enrolados.

“Cabelo com 1 ano de crescimento pós quimioterapia. Finalmente dá pra usá-lo solto. E não é que nasceu enrolado? Amei!!”
Fonte: http://extra.globo.com/famosos/cabelo-de-sabrina-parlatore-cresce-enrolado-apos-quimioterapia-cancer-amei-20970294.html#ixzz4ZXjlTSRf