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Dia Mundial do Sono

Hoje, 19 de março é o Dia Mundial do Sono, definido pela Sociedade Mundial do Sono (World Sleep Society), para lembrar da sua importância nas nossas vidas e para podermos difundir conhecimento sobre o sono e estudarmos seus aspectos e impacto na saúde de todos. 

Nesses tempos de pandemia, o sono de boa qualidade, promove um reforço para o sistema de defesa. A ausência de um bom sono, gera seu déficit, que não contribui e nem auxilia no restabelecimento do corpo, dificultando as reações bioquímicas que impulsionam as células de defesa para combater doenças. 

Durante o período de vigília, exercemos as tarefas diárias e o tratamento de saúde, depois, é fundamental dormir bem, pois durante o sono é que as reações químicas e biológicas atuam para que os tratamentos e os medicamentos, juntamente com as células de defesa, possam produzir seus  efeitos positivos. Um exemplo importante é o das vacinas. Estudos demonstram que noites mal dormidas antes e após uma pessoa ser imunizada, a produção de anticorpos, em geral, é menos efetiva, quando comparado com pessoas que dormem bem nestes períodos. O mesmo ocorre durante um longo tempo de tratamento de câncer. 

Dentre os distúrbios do sono relacionados ao tratamento de câncer, destaca-se a insônia, além da fadiga, que é um cansaço mais significativo com falta de energia para seguir a rotina.  Mas outros distúrbios do sono podem estar presentes, até mesmo previamente ao diagnóstico de câncer, como ronco e apneia do sono. Todos necessitam ser investigados e tratados, antes, durante e posteriormente ao tratamento de qualquer doença, principalmente durante a quimioterapia, para que o bom sono contribua com o tratamento. 

Uma das medidas fundamentais para se combater a fadiga, frequente em mulheres com câncer de mama, e o estresse por tudo que envolve um tratamento de câncer, é dormir bem e tratar os distúrbios do sono apresentados, quer seja insônia ou outros. A insônia e a sonolência diurna excessiva, são problemas crônicos nos indivíduos com câncer. A dificuldade de se manter ou mesmo de se iniciar o sono, são definidas como insônia. A sonolência durante o dia altera a percepção do cansaço e da disposição contribuindo para a sensação de fadiga, que esgota a energia geral necessária para o enfrentamento das tarefas diárias. Pacientes com mais chances de apresentarem distúrbios do sono, insônia e mesmo depressão durante o tratamento, são aqueles que já tinham pelo menos um desses problemas antes do diagnóstico.

Os problemas como ronco e apneia do sono, são distúrbios da respiração do sono. Durante o sono, ocorre o relaxamento da musculatura das vias aéreas e a entrada de ar enfrenta dificuldade para chegar aos pulmões, devido a essa obstrução. Ocasionando não apenas o barulho do ronco mas também, uma diminuição ou até a parada da entrada de ar, que é a apneia do sono.

Consequentemente, diminui o oxigênio no sangue e aumenta o gás carbônico,  provocando um sangue mais tóxico, mesmo que momentaneamente, mas isso pode se tornar um efeito crônico. Porém o corpo, sob o comando do cérebro, sempre tenta restabelecer a respiração e a entrada normal do fluxo de ar. Com isso, o sono fica fragmentado, cortado, ocasionando alteração no seu ciclo normal. Esse efeito de fragmentação gera cansaço que ao despertar, o corpo além de estar cansado, também pode apresentar uma sonolência durante todo o dia.  O acúmulo desses efeitos provoca a fadiga ou contribui com a piora da fadiga já própria dos pacientes em tratamento de câncer.  

Com tudo isso, o efeito protetor de um bom sono não acontece, prejudicando o tratamento, como no caso da quimioterapia. Portanto, é necessário o tratamento dos distúrbios da respiração do sono em todos os pacientes. Também é fundamental introduzir tratamento para insônia, que pode ser através de medicação, nos casos mais intensos. Porém medidas para se dormir bem e que tem uma contribuição enorme no manejo da insônia devem ser instituídas e seguidas por todos os pacientes. Tais medidas possuem uma importância significativa e não devem ser negligenciadas por mais que pareçam simples.

DICAS PARA UM BOM SONO:

  1. Tentar dormir e acordar sempre no mesmo horário.
  2. Procurar dentro desses horários, levantar da cama e sair do quarto, logo pela manhã, com a claridade do dia. 
  3. Manter o quarto de dormir sem nenhuma luz artificial, totalmente escuro, inclusive de luzes de aparelhos eletro-eletrônicos, TVs, computadores e celulares que devem ficar fora do quarto.
  4. Não utilizar esses dispositivos por pelo menos 2 horas antes do horário de dormir, no máximo que a tela seja para algo muito recreativo, que não exija muito da atenção. 
  5. Evitar qualquer atividade mais intensa, intelectual ou física por pelo menos 2 horas antes do horário estabelecido para ir dormir.  
  6. Buscar alguma atividade mais relaxante nos momentos antes de dormir, como uma leitura prazerosa, mas que não esteja relacionada a fatores de estresse, como informações de trabalho, política, doenças. Cada um compreende o que provoca preocupação para si mesmo e pode evitar esse fator antes de dormir.
  7. Alimentar-se adequadamente de acordo com cada necessidade individual, de forma geral leve. Mas não deve-se dormir com fome. Medidas nutricionais relaxantes podem ser usadas.
  8. Evitar totalmente, tomar café após o meio-dia (12h) e bebidas com cafeína. 
  9. Banho antes de dormir não podem ser nem quentes e nem frios. Devem estar adequados com a temperatura ambiente assim como a do quarto de dormir. 
  10. Evitar cochilos no final da tarde.  Ao sentir uma pressão de sono após às   16h, tentar se expor à luz solar por um tempo. 

Prof. Dr. Eduardo Rollo – Periodontista – Dor Orofacial, ATM e Odontologia do Sono – Colunista do IQeB

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Atraso no diagnóstico dificulta tratamento contra câncer ginecológico

Com a chegada do novo coronavírus, todos se viram em um cenário de isolamento e profunda mudança de hábitos. Uma das principais consequências foi o adiamento de consultas médicas e da realização de exames preventivos, que impactou diretamente na detecção precoce de doenças como os cânceres ginecológicos. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), de 50 mil a 90 mil casos de câncer podem ter ficado sem diagnóstico no Brasil apenas nos dois primeiros meses de pandemia.  

A pesquisa que realizamos ouviu cerca de 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil, entre 18 e 70 anos, e aponta que muitas pacientes deixaram de se consultar com médicos, realizar exames, receber diagnóstico, iniciar ou manter tratamentos e tiveram até procedimentos importantes cancelados, como cirurgias, radio e quimioterapia.

Os cânceres ginecológicos são aqueles que afetam útero, ovário, endométrio, vulva e vagina. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são registrados aproximadamente 30 mil novos casos por ano dessas doenças combinadas.

Dr. Tiago Kenji Takahashi, diretor técnico do Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula, explica os principais sintomas e como é feito o diagnóstico de cada tipo.

Colo do útero

O câncer do colo do útero é um dos mais frequentes entre as mulheres e, na maioria das vezes, é resultado de infecção pelo Papilomavírus Humano – HPV. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 16 mil casos são registrados por ano, com mais de seis mil mortes.

“A grande maioria desses óbitos, no entanto, poderia ser evitada com um diagnóstico precoce graças ao Papanicolau, um exame simples e rápido, que pode ser realizado no consultório e deveria ser feito por todas as mulheres anualmente”, diz o especialista. Uma forma também simples de prevenir o surgimento desse câncer é a vacinação de mulheres e homens contra o HPV.

Corpo do útero / Endométrio

Quando a doença afeta o corpo do útero ela tem origem, na maioria das vezes, no endométrio (tecido que reveste o órgão internamente). Dr Tiago explica que é esse câncer é mais comum em mulheres após a menopausa e seu principal sintoma é sangramento e dor pélvica. O INCA estima que o país tem cerca de 6.500 casos ao ano, com aproximadamente 1.700 mortes. O diagnóstico é feito com imagens clínicas e de imagem, como o ultrassom transvaginal.

Ovário

Com apenas cerca de 6.600 casos ao ano, segundo o INCA, esse câncer tem alta taxa de mortalidade. Isso acontece porque é uma doença que não apresenta sintomas em seus estágios iniciais, começando a dar sinais somente quando já está avançado.

Dr Tiago Kenji conta que os primeiros sintomas costumam ser inchaço e dor no abdômen e na região pélvica, dores nas costas e mudança no hábito urinário ou intestinal, como indigestão, prisão de ventre ou diarreia. O diagnóstico precoce, no entanto, é possível com a realização de exame clínico periódico, exames laboratoriais e de imagem.

Vulva e vagina

Menos comum entre os cânceres ginecológicos, esse tipo raro costuma ter desenvolvimento lento e acomete principalmente mulheres idosas. Entre sinais que podem indicar a doença estão o surgimento de uma área na vulva com aparência diferente, com pele mais clara, mais escura ou coloração avermelhada, e com textura distinta da pele ao redor, mais áspera ou espessa. Também podem ocorrer coceiras que não passam, dor local e sangramentos.

“Para o diagnóstico precoce é importante a realização periódica do exame ginecológico clínico, complementado por Papanicolau, colposcopia e, se necessário, uma biópsia da região”, reforça o oncologista.

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Cuidados para manter o tratamento durante a pandemia

Cats, a pandemia ainda não acabou e precisamos redobrar os cuidados ainda mais nesta época de final de ano.

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Mastologia alerta novamente sobre os cuidados essenciais que temos de tomar para nos protegermos e não pararmos nosso tratamento. Confira:

“O #COVID_19 nos colocou diante de um novo normal, onde precisamos ser cautelosos para evitar a propagação da contaminação do vírus. Sabemos também que enquanto isso outras doenças não nos darão trégua. Logo, é essencial que todos os pacientes não deixem seus tratamentos de lado, em especial as que estão na jornada contra o câncer de mama. Confira abaixo algumas orientações importantes:

🔸Seu tratamento oncológico não deve ser interrompido.

🔸Não se relacione presencialmente com pessoas que apresentem sinais de síndrome gripal, em investigação ou não por coronavírus.

🔸Evite exposições hospitalares desnecessárias.

🔸Leve no máximo 1 acompanhante às idas aos serviços de saúde.

🔸Evite aglomerações. Dê preferência ao deslocamento com carros particulares, se possível.

🔸O uso de corticoides para os pacientes em quimioterapia devem ser continuados, pois fazem parte do tratamento medicamentoso.

🔸Mantenha as orientações de higiene preconizadas.

🔸Contate seu médico urgentemente em caso de febre, tosse seca, mal estar e coriza.

🔸Se seu médico estiver em isolamento, ele deverá indicar um substituto.

🔸As orientações dietéticas permanecem as mesmas em relação ao já orientado previamente.

Sendo assim, busque sempre por orientações do seu médico e respeite as recomendações passadas por ele. Entendemos que são muitas as dúvidas que surgem nesse período e a melhor conduta somente um especialista será capaz de sugerir!”

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Estudo mostra que a radioterapia durante a cirurgia é tão segura quanto à convencional

A crise provocada pela pandemia de Covid-19 possibilitou mais um avanço para o tratamento do câncer de mama. Um recente estudo, chamado TARGIT-A, publicado por um grupo internacional de pesquisadores, mostrou que a radioterapia intraoperatória (realizada já no ato da cirurgia) em mulheres em casos iniciais (tumores menores que 3 cm) pode oferecer a mesma segurança que a radioterapia convencional, feita entre duas e quatro semanas após a cirurgia. E mais, pode proteger essas mulheres ao diminuir os deslocamentos, que são necessários logo após a operação, mas ao mesmo tempo inseguros por conta da pandemia.

Os resultados do estudo também mostraram que o controle loco regional do câncer, assim como a sobrevivência em longo tempo no grupo de mulheres que fizeram a radioterapia intraoperatória foram tão bons quanto da radioterapia convencional.

Para Dr Ruffo de Freitas Junior, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Mastologia, o estudo surge em um momento extremamente importante e já está sendo discutido com as pacientes brasileiras nessa fase de pandemia. “As mais favorecidas são as mulheres acima de 50 anos que poderão fazer seu tratamento de câncer com segurança, correndo menos risco também em relação à pandemia`”, explica o médico.

A radioterapia intraoperatória foi realizada em 32 centros especializados distribuído em 10 países, com 2.298 mulheres com 45 anos ou mais com câncer de mama inicial, de até 3,5 cm de tamanho. O TARGIT-A apresentou longa eficácia e segurança no controle do câncer de mama inicial e foi discutido com pacientes quando a cirurgia conservadora da mama é planejada.

Fonte: Sociedade Brasileira de Mastologia

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IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Pacientes oncológicas não se surpreenderam com o isolamento social e o uso de máscaras são práticas cotidianas indicada devido à baixa imunidade, porém o receio do pós pandemia existe e foi declarado por cerca de 77,2% das entrevistadas

O Instituto Quimioterapia e Beleza – IQeB, maior banco de lenços do Brasil, lança a pesquisa ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’, com o intuito mostrar a dimensão do impacto da pandemia em pacientes oncológicas. A pesquisa ouviu cerca de 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil, entre 18 e 70 anos, e aponta que muitas pacientes deixaram de se consultar com médicos, realizar exames, receber diagnóstico, iniciar ou manter tratamentos e tiveram até procedimentos importantes cancelados, como cirurgias, radio e quimioterapia.

Para além da pesquisa, as sociedades de saúde já informaram que muitas mulheres deixaram de ser diagnosticadas, devido a diferentes movimentos da área da saúde, com o foco na erradicação do Covid-19. Segundo o INCA em estudo realizado em 2019, para este ano de 2020, a incidência do câncer em mulheres foi estimada em mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama.

Estes dados impactam diretamente no quadro e avanço da patologia e a pesquisa realizada pelo IQeB ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’ dá um panorama sobre o comportamento e também os receios dessas pacientes em relação ao término da pandemia. 77,2% das respondentes informaram estar em tratamento para o câncer de mama e embora 17,7% delas tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria comenta que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Além disso, 77,2% das entrevistadas pela pesquisa do IQeB também declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia. Lembrando que, além dos tratamentos em curso, há os novos casos que deixaram de ser diagnosticados neste período.

Essas pacientes apresentam vulnerabilidade imunológica, uma característica do câncer e, segundo a Sociedade Brasileira de Patologia, cerca de 50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia. Um dado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica informa que 70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril de 2020, além disso, segundo o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Icesp, no período 30% menos pacientes iniciaram tratamento.

Comportamento

O cotidiano destas pacientes não foi alterado, mas a modificação aconteceu no principal cenário: rotina médica, uma exigência para os casos de câncer, para que se possa desacelerar, tratar e minimizar os sintomas e avanços da doença. Além disso, o receio sobre o pós-pandemia e a retomada da rotina de tratamentos é o que deixa as pacientes mais receosas.

43,5% das respondentes declararam que não saíram de casa durante a pandemia e ficaram em total isolamento social. Elas informaram ter utilizado a internet e as facilidades da tecnologia para fazer compras, evitando contato com possíveis infectados.

“Este estudo mostra apenas um recorte sobre a situação das pacientes com câncer e deixa a reflexão sobre o setor de saúde, levantando algumas questões importantes: Depois do Covid-19 como será o impacto disso quando a área da saúde voltar a fazer estes atendimentos? O setor da saúde está com a estrutura preparada para dar atendimento a esta demanda que irá surgir?”, comenta Deborah Duarte Presidente e sócia-fundadora do Instituto Quimioterapia e Beleza e responsável por conduzir a pesquisa, junto com o oncologista Dr. Felipe Ades, diretor científico do IQeB. “Muitas pacientes relatam ter medo do futuro, de como poderão ter mais qualidade de vida e sobrevida, pois é uma crescente o número de casos diariamente e a estrutura se mostra despreparada para isso”.

Dados da Pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Faixas etárias das entrevistadas

36,5% – 41 a 50 anos
19,8% – 36 a 40 anos
19,3% – 50 a 60 anos
11,6% – 31 a 35 anos
5,9% – 26 a 30 anos
4,6% – 61 a 70 anos
1,3% – 18 a 25 anos

Tipo de tratamento em andamento

77,2% Das respondentes declararam estarem em tratamento para o câncer de mama. As demais declararam câncer de pele, útero, linfoma ou leucemia, ovário, pulmão e intestino.

Tipo de tratamento

32,9% – Curativo
– 74,8 câncer de mama
29,4% – Adjuvante
– 89,2% câncer de mama
18,7% – Para doença metastática
– 52,9% câncer de mama
14,1% – Neoadjuvante
– 96,6% câncer de mama
4,9% – Paliativo exclusivo
– 57,5% câncer de mama

Impacto da pandemia no tratamento

54,6% – Não houve alteração
15,7% – Consultas remanejadas
11,2% – Consultas remanejadas, exames prorrogados
6,0% – Exames prorrogados
2,6% – Cirurgias canceladas ou adiadas
1,6% – Consultas remanejadas, cirurgias canceladas ou adiadas
1,3% – Interrupção no tratamento (quimioterapia, radioterapia, outros)

Local de tratamento: Hospital particular, público ou convênio médico

53,4% – Hospital particular com convênio médico
44,3% – Hospital público
– 80,7% – Câncer de Mama
2,3% – Hospital particular
– 74,4% – Câncer de Mama

Comportamento durante a pandemia

43,5% – Não saíram de casa durante a pandemia – ficaram em total isolamento social e utilizaram-se de ferramentas on-line para fazer compras, evitando contato com possíveis contaminados.
39,5% – Saíram unicamente para irem ao supermercado, realizar compras de alimentos e à farmácia para compra de medicamentos.
9% Saíram para trabalhar
8% Para se exercitar

Segurança para manter atendimentos durante a pandemia

Embora 17,7% tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria delas declara que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Capacidade do Sistema de Saúde no momento pós pandemia

77,2% declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia.

Pesquisa “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Realização: IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza
Validada por oncologista: Dr. Felipe Ades (CRM 168018/SP), Diretor científico do IQeB
Respondentes: 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil
Entrevistas por e-mail
Período de coleta de dados: 21/06 a 05/07/2020

Sobre o Instituto Quimioterapia e Beleza

O Instituto Quimioterapia e Beleza iniciou as atividades em 2014, cresceu e segue com seu time ampliando as suas ações e impactando a vida de milhares de mulheres diagnosticadas diariamente. Mantém seu maior projeto, o Banco de Lenços Flavia Flores, que já doou mais de 25 mil lenços por todos os Estados do Brasil. O IQeB também oferece suporte psicológico e jurídico, dissemina informação de saúde, engaja voluntários, promove Oficinas de beleza para autoestima e, com sua diretoria científica, desenvolve pesquisas junto às pacientes.

Outras informações

50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia (Fonte: Sociedade Brasileira de Patologia, 2020)

70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril (Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, 2020) 30% menos pacientes iniciando tratamento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, no período (Fonte: Icesp, 2020)

Recomendação do INCA para a não orientação sobre diagnóstico precoce

“No contexto da atual pandemia de Covid-19, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), recomenda que os profissionais de saúde orientem as pessoas a não procurar os serviços de saúde para rastreamento de câncer no momento, remarquem as coletas de exame citopatológico e a realização de mamografias de rastreamento, adiando consultas e exames para quando as restrições diminuírem.” Nota Técnica – DIDEPRE/CONPREV/INCA – 30/3/2020 Detecção precoce de câncer durante a pandemia de Covid-19 As ações de

Estimativa geral Brasil

Para 2020, a incidência do câncer em mulheres é mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama. (Fonte: INCA, 2019)

Nossa pesquisa na mídia

Portal Hospitais Brasil – Instituto divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Site Medicina S/A – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site Federação Brasileira de Hospitais – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site O Tempo – IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’

Autores
Deborah CB Duarte
– Presidente do IQeB
Dr. Felipe Ades – oncologista e Diretor Científico do IQeB – CRM 168018/SP

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Câncer e Covid-19

Finalizamos a nossa Pesquisa “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19” e uma das questões propostas foi para entender como o paciente oncológico agiu durante a pandemia em relação às suas atividades.

Pacientes oncológicos, apesar de pertencerem ao grupo de alto risco, encararam com bastante clareza as restrições que a pandemia trouxe, nos quesitos isolamento social, proteção e circulação.

Uma paciente relatou “o que estamos vivendo hoje em tempos de pandemia, eu faço há um ano. Não saio de casa, devido à minha imunidade baixa, uso máscara para ir ao centro de tratamento e minha família me auxilia com supermercado”.

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Foi esse cenário que o IQeB encontrou nos 820 respondentes da nossa Pesquisa, disponibilizada entre 21/06 a 05/07 deste ano: 43,5% dos pacientes ouvidos não saíram de casa durante a pandemia – ficaram em total isolamento social e utilizaram-se de ferramentas on-line para fazer compras, evitando contato com possíveis contaminados.

Outros 39,5% dos pacientes respondentes saíram unicamente para irem ao supermercado, realizar compras de alimentos e à farmácia para compra de medicamentos.

Apenas 9% saíram para trabalhar e 8% para se exercitar.

O uso de máscaras como proteção também faz parte do cotidiano do paciente oncológico, que não encontrou dificuldades em usar esse acessório.

Assim como os pacientes oncológicos, todos os cidadãos com alguma comorbidade precisam ter ciência da sua condição de saúde e praticar os devidos cuidados para se proteger neste momento tão imprevisível que estamos enfrentando.

Respeitar suas limitações significa poupar sua saúde e de todos que estão próximos a você!

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Agradecemos a todos os 820 pacientes que disponibilizaram seu tempo e contribuíram com suas informações para essa importante pesquisa.

Ao time de universitários da USP que compilaram os dados de forma precisa e toda nossa Diretoria e voluntárias envolvidas. Publicaremos na totalidade os outros resultados apurados.

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Algoritmo detecta quem não pode esperar pelo tratamento do câncer na pandemia

Com a atual pandemia do novo coronavírus, algumas cirurgias e procedimentos foram remarcados, deixando casos urgentes como prioridades. A medida tem como objetivo ajudar a evitar a propagação do COVID-19, já que os ambientes hospitalares são locais mais propícios para a contaminação.

Para decidir quais operações precisam ser feitas com urgência, pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, criaram um algoritmo que consegue fazer essa identificação facilmente. O projeto, que usa como base dados de diversos testes internacionais, tem como foco os pacientes com câncer de mama e que precisam de cirurgia ou quimioterapia.

O algoritmo é capaz de identificar as pacientes que estão na pós-menopausa com câncer de mama primário ER + HER2-, existente em 70% dos casos e que possuem tumores menos sensíveis ao sistema endócrino, e aquelas que precisam ser prioridade para cirurgia precoce ou quimioterapia neoadjuvante.

Com a pandemia, pacientes diagnosticados com câncer de mama triplo negativo ou HER2 positivo ainda são direcionadas para quimioterapia urgente ou cirurgia. Já um outro grupo de pacientes estão tendo seus tratamento adiados, recebendo prescrição para terapia endócrina neoadjuvante, que reduz a estimulação da doença por estrogênio, sem a necessidade da remoção cirúrgica da mama.

Segundo informações divulgadas pelo estudo, 85% das pacientes que tiveram suas cirurgias adiadas estavam seguras para ter o procedimento adiado por até seis meses e serem tratadas pela terapia endócrina neoadjuvante, enquanto 15% podem ser identificadas como resistentes ao tratamento, correndo o risco de ver a doença se espalhar. “O tratamento pode bloquear o crescimento do tumor com sucesso em muitas mulheres, mas uma em seis que são resistentes há um risco de que o tumor continue a crescer e a se espalhar”, conta o professor Mitch Dowsett, um dos colaboradores do estudo.

Dowsett conta também que o algoritmo foi criado com dados não-publicados de testes clínicos envolvendo milhares de pacientes, usando ainda informações dos receptores de estrogênio e progesterona, e tumores de pacientes recém-diagnosticadas. Os dados, então, foram aplicados no algoritmo que é capaz de identificar imediatamente o melhor tratamento para cerca de 80% dessas mulheres.

“É importante que possamos tratar a maior quantidade de pacientes que precisam de tratamento ou cirurgia urgente, da maneira mais segura possível durante a pandemia da COVID-19”, completa Peter Barry, consultor de cirurgia de mama do instituto de pesquisa.

FONTE: Canal Tech

Cats, o Instituto Quimioterapia e Beleza quer te ouvir! Queremos entender como o seu tratamento oncológico foi afetado durante a pandemia do COVID-19 e quais suas expectativas futuras no que tange a prosseguir o tratamento. É rapidinho para responder o formulário e só acessar este link https://forms.gle/p66W5HacmU2MaxK98

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Momentos difíceis…

Queridas Cats,
O momento é difícil, sem dúvida, tudo mudou nas nossas vidas e aqui estamos nós, bombardeados de notícias por todos os lados, sem saber direito o que fazer, com medo da doença, mas também com medo das consequências, da falta de dinheiro, e tudo o mais…

Sim tudo é real, está acontecendo, então o que fazer?
Que tal desenvolver ou melhorar a nossa resiliência?
Com novas atitudes e comportamentos poderemos transformar nosso ambiente em um lugar mais agradável e ajudar as pessoas à nossa volta a serem mais resistentes e otimistas.

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“Resiliência não tem a ver apenas com sofrimento ou aguentar a pressão, tem a ver com a possibilidade de dar abertura para experimentar momentos desafiadores com aprendizagens positivas. ”
Temos que rever nossas crenças, nossas convicções, nossas experiências anteriores que possam estar influenciando nossos comportamentos, e procurar flexibilizar para que possamos dar abertura a coisas novas, até mesmo em um momento de pandemia, quando parece que tudo o que acreditávamos veio abaixo.

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Vamos olhar para esse momento e perguntar, o que podemos aprender de forma positiva com essa adversidade?
Busque desenvolver bons pensamentos, formas mais otimistas e esperançosas de encarar os fatos, não deixe que emoções como raiva e tristeza dominem.
Procure pessoas para dialogar e conversar, hoje temos muitos recursos que não sejam os presenciais, procure ampliar seus relacionamentos, falar com aqueles amigos que não vê há muito tempo, reatar laços, retomar contatos..

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Quem sabe é o momento de aprender coisas novas, na internet há inúmeros cursos online em todas as áreas, muitos gratuitos, e deve haver algum que interesse a você.
Evite ouvir notícias negativas, afaste-se um pouco dos jornais e televisão, procure se informar com o que é importante, mas sem alarmismos desnecessários…
Há praticas que podem nos ajudar a descontrair como meditação, yoga, exercícios físicos em geral, que pode encontrar em diversos sites na Internet.

Enfim, olhe para a frente, reveja o seu sentido de vida e mantenha o otimismo!
Como dizia Chico Xavier: “Tudo Passa” tenha essa máxima em sua vida, sempre.

Se precisar conversar conte comigo.
Grande abraço,
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Diana Vilas Boas
Coach Empresarial e de Resiliência
Diretora de Relações Humanas do IQeB
Contato pelo site www.quimioterapiaebeleza.com.br