Cats queridas, a nossa parceira Cat Master, médica e escritora, Fabiola La Torre – de médica à paciente. Drafabiolalatorre.com, traz esse lindo depoimento sobre sua experiência de luta contra o câncer e todo o seu aprendizado com essa experiência!
“A foto à esquerda foi tirada exatamente há 2 anos atrás, e a foto à direita é como eu me pareço agora….A quimioterapia tomou muito de mim. Um pouco da minha força física, meus cabelos, minhas sobrancelhas, meus cílios e meu tempo no sol no verão. Ela tentou me causar olheiras, mas eu usei e abusei da minha dermatologista @clinicadanielapellegrino e da maquiagem
para não permitir isso. Aliás, esse foi um ponto positivo dela : fiquei craque na make.Eu olho para esta foto e não posso deixar de me sentir a pessoa mais sortuda do planeta….Eu me lembro do que a quimioterapia e toda essa jornada do câncer me deram e meu coração pulsa forte. Esta jornada me deu uma perspectiva por cada momento que tenho nesta Terra….A Fabíola de 40 anos de idade à esquerda tinha algo a ensinar para a Fabíola que viveria após os 42 anos. Ela precisava ensinar que o mundo é lhennnnndo, mas a seleção é necessária. Seleção de amigos, que na verdade não são amigos. Seleção de empregos, que não sua razão de vida, mas apenas uma ponte para que possamos chegar onde realmente é o nosso lugar. E precisava me mostrar que apesar de tentar acertar, erramos. E os tropeços servem de exemplo para muitos e para nós mesmas. E embora um dia minha aparência possa ter parecido cansada e doente, as coisas que cresceram na minha alma, por mais que nunca possam ser vistas em uma foto, são lindas. Por tudo isso, sou eternamente grata… Em resumo, a quimio tomou muito de mim, mas me devolveu muito em troca. A vida é uma troca. Não desista, você sempre será a inspiração de alguém!!!!”
Cats, se passaram dois anos desde o diagnóstico nossa Cat Master Dra. Fabíola La Torre e ela fez um texto comparando as fases que passou nessa jornada. Vale a pena conferir!
Dois anos do meu diagnóstico Câncer. Aquele nome que não deve ser pronunciado. Mais terrível que “Voldemort” é palavra que você nunca espera nunca ouvir. Sim, aconteceu comigo. Aconteceu com minha tia, minha amiga, com meu paciente. E pode acontecer com você. Eu encontrei um nódulo no meu peito D em 2016, durante o autoexame. No meu íntimo, eu sempre soube o que eu estava prestes a enfrentar. Recebi um diagnóstico oficial em junho de 2016: carcinoma ductal invasivo sem comprometimento de linfonodo e fiz o tratamento com quimioterapia de 16 ciclos, rádio e quadrantectomia com reconstrução. A preparação começou, com consultas, exames, perucas, raspar o cabelo e parar de planejar enquanto me preparava para fazer uma grande viagem. Nesses momentos você aprende a viver por um dia de cada vez. Agora avancemos para hoje. Eu acabei meu tratamento, mas tenho mais 10 anos de Tamoxifeno e o mais importante é que eu saí dessa escuridão livre de câncer. É claro que eu na época do tratamento mudei e não fui o mínimo da pessoa que eu era, porque o câncer não dá a mínima para quem você é, é preciso tudo. Ele quer tudo para te deixar livre dele. Dá para entender ? Você tem que se dar bem com o seu câncer e aceita-lo, inclusive aceitar as mudanças que ele faz em sua vida e em sua própria estrutura pessoal, para vence-lo. Para minha família amada, eu nunca poderia recompensá-la pelo que todos vocês fizeram e fazem por mim. Sua benevolência em doar amor significa o mundo para mim. Eu vi uma vitória para Fabíola La Torre e uma derrota para o câncer. E com isso eu quase voltei ao meu antigo eu…eu disse quase. Porque após um diagnóstico de câncer, nada mais será como antes, inclusive você.
Hoje acordei refletindo sobre minha caminhada com câncer e como ele realmente me trouxe ao meu poder.
Quando meus médicos deram ao meu corpo o tratamento e efeitos colaterais consequentes, eu não os aceitei. Eu rejeitei essa realidade e iria substituir a minha. Então, eu abstraí grande parte dos terríveis efeitos colaterais, pensei na minha cura como uma fonte que só me alimentasse positivamente.
Quando eu ia para a quimioterapia, eu pensava que estava indo ficar “limpa”. Sempre pensava em coisas boas. Fechava meus olhos quando sentia a quimio infiltrando em minhas veias e lembrava do mar . O mar tem a capacidade de levar embora e arrastar tudo que não é bom. As ondas vão e vêm em um movimento incessante. Batem nas pedras, rompem-se na areia e voltam num vai e vem contínuos. Jamais desistem dos seus movimentos. Sempre tem algo de ruim para colocar para fora do mar. Eu sempre pensei nas ondas do mar durante meu tratamento. E, como as persistentes e resilientes ondas dos mar, eu não desisti de mim. Mesmo que tudo tenha parecido monótono, como o movimento das ondas do mar. Porque cada batida da água na pedra, cada descanso na areia, cada ida e volta de uma onda tem um propósito diferente, assim como cada gota de Quimioterapia que entrava em minhas veias. E se isso tivesse que me destruir aos poucos, como por exemplo me causando diarreias, mucosite, cansaço, quedas de cabelos, sobrancelhas, pêlos em geral entre outros mil efeitos, eu pensava nas estrelas do mar. Muitas estrelas-do-mar têm capacidade de regeneração, ou seja, quando elas perdem um braço, outro cresce no lugar. E sabia que com o tempo tudo voltaria ao lugar para mim também.
Quando estiver em seu tratamento aperte bem os olhos e se visualize em uma praia. Mecha seus dedos para trás e para frente a partir do momento da primeira picada de agulha, porque vai distrair sua mente da dor, e também porque irá descobrir que poderá sentir a areia da praia que você visualizará .
Eu gostaria que você soubesse que se está em uma situação que você não gosta, essas ferramentas estão disponíveis para você!!
Tente ser seu próprio curador, herói e líder – só tem que possuir o seu poder!
Cats, a nossa Cat Master Dra. Fabiola La Torre traz um texto super legal sobre suas opções ao ficar careca, onde ela explica, através de sua experiência própria, como foi.
“Olá , Lhennnnndassss
Venho com esse post contar um pouco para vocês como eu me virei ao ficar careca.
Sabe, aquela história de que somos mais fortes do que imaginamos é a mais pura verdade. Quando recebi o diagnóstico de câncer não foi fácil, pois com ele surgem inseguranças e dúvidas. Tive que enfrentar os efeitos colaterais do tratamento, dentre eles, a queda de cabelo. Meus cabelos sempre foram meu glamour mulher até porque sabemos que eles emolduram nossa face. A maior parte das pessoas consideram essa a pior parte da quimioterapia, pois a perda de cabelo acaba afetando sua própria identidade.
Também conhecida como alopecia, a queda de cabelo ocorre porque a quimioterapia atua tanto nas células cancerígenas como nas saudáveis, atingindo principalmente as células que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos, responsáveis pela produção dos cabelos. Além da perda dos cabelos, a quimioterapia faz os pelos do corpo caírem também. Ou seja, a gente vira uma lagartixa. Definitivamente, não dá para se sentir bonita nem sensual, não é?
No geral, entre 16 e 21 dias após a primeira sessão de quimioterapia os cabelos se desprendem. Eles podem se soltar aos poucos ou em grandes chumaços, inclusive causando dor no escalpo. E olha, vou contar para vocês: nossa, como dói.
Por isso, a minha melhor dica é raspar antes de os cabelos começarem a cair de fato, porque diminui bastante a dor. Além disso, foi muito angustiante a sensação de ver meus cabelos caindo aos poucos e em chumaços.
Mas, não é preciso sair desesperada e raspar assim que se tem o diagnóstico. Dá para aproveitar um tempo ainda com os cabelos e, sobretudo, economizar as perucas e as próteses que serão usadas depois.
E prestem atenção: em dois ou três meses após a quimioterapia acabar, seu cabelo voltará a crescer. Esse novo cabelo poderá ter a mesma aparência do anterior ou alterar-se um pouco.
Vou listar aqui algumas dicas de como lidar com a queda de cabelos:
Nunca se esqueça de consultar seu médico e perguntar se o seu tratamento poderá gerar queda de cabelo.
A utilização de xampus e loções especiais não evita que os cabelos caiam.
Cortes de cabelo: corte o cabelo curtinho ou raspe. Isso ajuda a lidar melhor com a situação, uma vez que é possível perceber melhor a queda sem um grande impacto.
É doloroso perceber seus fios de cabelo no travesseiro, nas roupas, nas mãos, no carro, etc. Se for raspar a cabeça, prefira um barbeador elétrico a uma lâmina de barbear. Quando for cortar ou raspar seus cabelos, prefira estar acompanhada e, sempre que possível, escolha um profissional acostumado com essa situação.
Durante meu tratamento após raspar meus cabelos, eu usei prótese capilar ou perucas. Isso me ajudou demais. Eu juro, que admiro quem use lenços ou tenha coragem de assumir a carequinha.
Se você acredita que se sentirá melhor com uma peruca, é melhor experimentá-la enquanto ainda possui cabelo. Esse procedimento é indicado para que você mantenha o mesmo tipo de coloração de cabelo, formato e comprimento. Veja se o seu plano ou seguro de saúde também cobre o valor da peruca. Caso contrário, entre em contato com alguma entidade de ajuda ao câncer ou peça orientação ao seu médico, pois ambos podem oferecer uma opção para que você tenha acesso a perucas. Não se esqueça de pedir ajuda também ao seu cabeleireiro, principalmente se tiver um como o meu – o Pedro, que, além de meu cabeleireiro, é meu amigo.
Cuidados com os cabelos: seja cuidadosa ao lavar, secar e pentear os seus cabelos. Use um xampu suave, como os de bebê. Lave-os com delicadeza. Seque utilizando uma toalha macia, fazendo leves toques contra o cabelo, e não use um secador. Procure não escová-lo com muita força.
Como o seu couro cabeludo pode ficar sensível, não utilize os seguintes itens: sprays de cabelo, produtos para soltar ou relaxar as madeixas, secadores, colorações, bobes e produtos que enrolem o cabelo.
Após a perda de cabelo: proteja sempre seu couro cabeludo, pois ele pode se machucar facilmente durante e após a queda dos fios. É essencial evitar contato com o sol e lugares muito quentes ou frios. Sempre aplique filtro solar e use chapéus para proteger o seu couro cabeludo. Tente manter a sua cabeça sempre aquecida com chapéu, gorro, lenço ou outras peças de roupa.
Use fronha de cetim, pois a de algodão pode irritar o couro cabeludo. O cetim fornece menos fricção com o corpo e, portanto, é mais confortável.
Os cabelos voltam a nascer em cerca de 90 dias após o fim do tratamento. Em alguns casos, ficam um pouco mais crespos. As modificações estruturais do cabelo depois da quimioterapia acontecem porque a matriz (região que controla a espessura e a simetria da bra capilar) é afetada pelo tratamento. Os fios podem crescer também em ciclos diferentes, primeiramente mais grossos e depois mais finos, o que deixará o cabelo desigual. A diferença no aspecto dos fios decorre da redução da espessura da fibra capilar e da elevada variação na espessura dos os no couro cabeludo do paciente. Após um ano do término do tratamento, a maior parte dos pacientes já está com o cabelo completamente normal.
Lembrem-se de que nós não somos Sansão, portanto, nossa força não está somente em nossos cabelos. Continuaremos em pé e lutando mesmo sem eles. E podemos utilizar os cabelos de outras pessoas. Então, vamos que vamos aproveitar as perucas, próteses capilares e mega-hair.
E COMO FOI COM OS MEUS CABELOS?
Eu estou compartilhando com vocês essa minha experiência em detalhes, porque espero que ela sirva para muita gente. A maioria das pessoas com quem conversei, quando recebeu o diagnóstico, saiu correndo para cortar ou raspar os cabelos ao som de uma música bem triste.
Nesse sentido, sinto-me afortunada por ter sido bem orientada pelo meu amado cabeleireiro e amigo Pedro Porciúncla (“Pedroca”). Ninguém mais, ninguém menos que ele para me ajudar. Ele foi a primeira pessoa que soube que meus cabelos originais não ficariam comigo por um tempo. Passei a conversar mais frequentemente com ele para discutir sobre o que fazer quando meus cabelos começassem a cair.
Um dia, ele me disse: “Bi, quando você quiser, venha me visitar. Por enquanto, vai aproveitando seu cabelo. Não pense em raspar agora!”.
E, eu aproveitei os meus cabelos enquanto pude. Após 16 dias do início da quimioterapia, meus cabelos começaram a cair mais intensamente. Posso dizer que esses dias antes de a quimioterapia fazer efeito nos meus os de cabelo foram essenciais para que eu me adaptasse à queda deles!
Dia 25 de junho de 2016, a renovação
Além de ser aniversário do meu marido, Mario La Torre Junior, esse dia em 2016 foi muito especial! Como disse, os meus cabelos começaram a cair, de forma mais intensa, somente após 16 dias da primeira sessão de quimioterapia (ainda antes da segunda sessão).
Houve ainda outro relevante motivo para eu ter deliberado essa renovação: na consulta anterior, recebi a excelente notícia de que, após a primeira sessão de quimioterapia, meu tumor já havia começado a reduzir! Quer razão maior para renovar?
Então, fui até o Pedro fazer um corte. A ideia foi encurtar o cabelo, para ir acostumando com a ideia de não o ter. Depois de cortar, o Pedro já colocou a peruca. Em um primeiro momento, surpreendi-me com o fato de que a gente, paciente com câncer, vai perdendo o medo de coisas bobas e deixa de se estressar com coisas pequenas, pois percebe que algo muito maior existe. A peruca era incrível, pois era muito parecida com o corte que eu estava antes.
Assim, comemoramos o aniversário do meu marido com um almoço maravilhoso, contando com a presença de minha mãezoca.
Alguns dias depois, no dia 30 de junho, eu fui para minha segunda sessão de quimioterapia, desta vez acompanhada de minha mãe e minha irmã, que fizeram questão de vir a São Paulo para estar ao meu lado naquele momento.
Elas notaram que meus lhendos cabelos estavam caindo, caindo, caindo… (Ops, se eu continuar, não paro de escrever, porque caem, caem, caem… rsrs.) Naquele dia, eu tinha uns 35% dos meus os de cabelo.
Naquela tarde do mesmo dia, minha irmã fez duas surpresas para mim. Primeiro, ela levou-me à Hair Look, onde conheci o Carlos Cirqueira, cabeleireiro especializado em perucas e próteses capilares. A outra surpresa foi um presente: uma peruca nova, linda, mais comprida que a outra, uma prótese capilar.
Carlos raspou de vez os meus cabelos e fiquei carequinha. E não, não teve drama, mas foi muito simbólico.
Quando cheguei na Hair Look pela primeira vez junto com minha irmã e minha mãe, sentamos e esperamos o Carlos para nos atender. Logo chegou uma cliente (que depois soubemos que era antiga), com uma prótese toda torta e com a cola se desprendendo. Minha irmã e eu olhamos e ficamos apavoradas, achando que o câncer a tinha deixado louca. Ela estava com roupa de ginástica e com a prótese solta. Depois perguntamos para o Carlos se estava tudo bem com aquela cliente e ele disse assim: “Ah, filha, em uns dois meses você estará chegando aqui e já jogando a sua prótese/peruca no lavatório.”
É bem assim mesmo. A gente se acostuma com tudo. E hoje entendo completamente a maluca com a peruca torta. Ah, outra coisa: para mim, não há necessidade alguma dos amigos ou familiares também cortarem ou rasparem! As perucas são muito caras!
Atualmente o mundo feminino gira em torno de procurar novas opções e novos caminhos para ficar sempre mais bonita. E com nós mulheres que tivemos ou estamos em tratamento para o câncer não deve ser diferente. Então vou contar um pouco do que fez parte do meu tratamento:
1. Próteses capilares
A prótese capilar é a solução mais moderna e confortável para mulheres em tratamento de quimioterapia e alopécia. Ela é feita com fios de cabelo naturais implantados fio a fio em uma micropele que tem o desenho da nossa linha de cabelo. Diferente da tradicional peruca ela é leve, confortável, permite vida normal podendo dormir e tomar banho.
A peça é fixada com uma micro fita antialérgica transparente colocada somente nas bordas.
Vantagens
Melhora a auto-estima, pois o cabelo é a “moldura do rosto” e rejuvenesce.
Não há necessidade de ficar tirando a prótese para dormir e tomar banho.
Se alguém puxar ou tocar seu cabelo não percebe a peça, pois a fixação é perfeita e não faz ondulações ou volume.
É confortável, pois não aperta ou incomoda.
Pode praticar esporte, entrar no mar, piscina, ter vida social com naturalidade e segurança.
A impressão é de que o fio está saindo do seu próprio couro cabeludo.
Não precisa usar franja, você faz o corte de cabelo desejado e pode movimentá-lo para qualquer lado.
Eu usei e abusei das próteses.
2 ) Mega Hair:
Assim que meus cabelinhos já deram para colocar o megahair eu coloquei. Foi uma das melhores sensações da minha vida.
Meu primeiro megahair
Os fios são costurados com micro link e a sensação é de que os cabelos estão saindo do seu próprio couro cabeludo.
Desenvolveram um método exclusivo para pacientes pós quimioterapia.
Lhennnnndas para mim foi um método incrível para amenizar os efeitos da quimioterapia e a técnica que o Carlos criou em 2012 “mega hair pós quimioterapia” .
O método é incrível, feito nos primeiros cm de cabelo, super seguro e confortável.
O melhor, não agride seus cabelos e você pode ter uma vida normal.
É feito uma base de sustentação no seu próprio cabelo para receber o alongamento no msm e trabalhado a cor e o corte, muitas cats já aderiram ao método e ficaram varios meses até os seus cabelo estarem de volta.
Eu fiquei com mega por 1 ano e 2 meses.
Coloquei um mais curto e um enormeeeeee.
Tirei essa semana pois meus cabelos cresceram bem.
Como mostramos aqui no blog, nossa Cat médica e paciente Dra. Fabíola La Torre gosta de cuidar do corpo e investe mesmo nos exercícios físicos.
Por isso, pedimos algumas dicas e ela nos passou tudinho sobre os benefícios das atividades físicas.
O Projeto Eu Me Amo conta com a supervisão de Marcelo Avelar (pós-graduado em exercícios físicos para pacientes com doenças oncológicas).
Já se foi a época que acreditava-se que o paciente com câncer deveria manter-se em repouso e não praticar exercícios físicos.
Óbvio que os exercícios devem ser acompanhados por um profissional de Educação Física, qualificado para tal prescrição.
As atividades físicas para esse grupo devem ser leves e não ultrapassar limites que gerem dor, desconforto e falta de ar. Partindo desses cuidados e do que é seguro, grandes pesquisas mostram diversos benefícios em exercitar o corpo durante o tratamento contra o câncer.
O primeiro e mais importante desses benefícios é assegurar qualidade de vida e disposição, evitando também o atrofiamento muscular causado pelo excesso de repouso.
A lista de benefícios é extensa, mas podemos citar alguns:
Melhorar equilíbrio, prevenindo quedas e fraturas ósseas,
Reduzir o risco de doenças cardíacas,
Melhorar o fluxo sanguíneo,
Melhorar auto estima e gerar independência nas tarefas cotidianas,
Além do exercício ao liberar endorfinas funcionar como estimulante do bom-humor, agindo como um antidepressivo e ajuda ainda a redução das náuseas.
Tenha certeza que ficar parado não ajudará em nada na melhoria do quadro, busque exercícios que possam te proporcionar prazer, mexa-se!
No passado, acreditava-se que pacientes em tratamento de doenças crônicas, como câncer ou diabetes, deviam manter-se em repouso e reduzir suas atividades físicas. Hoje em dia, só precisam seguir essas orientações se o movimento provoca dor, aumento da frequência cardíaca ou falta de ar.
Recentes pesquisas demonstram que a prática de exercícios não só é segura e possível durante o tratamento do câncer, como também pode melhorar a disposição, o corpo e também a qualidade de vida do paciente. Por outro lado, o repouso em excesso pode resultar em perda funcional, atrofiamento muscular, além de reduzir a amplitude dos movimentos do paciente.
Que a atividade física reduz o risco de ataques cardíacos todos sabem, mas também protege contra o câncer.
Por razões pouco conhecidas, obesidade e vida sedentária aumentam a incidência de certos tipos de câncer. Combinados, os dois fatores são responsáveis por 20% dos casos de câncer de mama, 50% dos carcinomas de endométrio (camada que reveste a parte interna do útero), 25% dos tumores malignos do cólon e 37% dos adenocarcinomas de esôfago, enfermidade cujo número de casos aumenta exponencialmente.
Nos últimos 15 anos, foram publicados vários estudos demonstrando que, independentemente da massa corpórea, mulheres e homens ativos fisicamente apresentam risco mais baixo de desenvolver alguns dos tipos mais prevalentes de câncer da espécie humana: câncer de mama, de próstata e de cólon.
Para dar ideia do grau de proteção conferido, uma análise conjunta de 19 pesquisas publicadas (metanálise) sobre a relação entre atividade física e o aparecimento de câncer de cólon mostrou que mulheres ativas apresentam risco de desenvolver a doença 29% menor do que as sedentárias. E que, entre os homens ativos, o risco é 22% mais baixo.
Em 2005, um trabalho publicado na revista “JAMA” levantou uma nova questão sobre esse tema: será que a adoção da prática de exercícios físicos depois do diagnóstico de câncer aumentaria os índices de cura?
Nele, foram estudadas 2.987 mulheres operadas de câncer de mama. Depois da cirurgia e dos tratamentos complementares (de radioterapia e quimioterapia), aquelas que passaram a caminhar por pelo menos 30 minutos, em média cinco vezes por semana, na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora – ou fizeram exercícios equivalentes -, apresentaram cerca de 60% de redução do risco de recidiva da doença, menor mortalidade por câncer de mama e menor probabilidade de morrer por outras causas.
Dois estudos recém-publicados reforçam a hipótese de que a atividade física aumenta as chances de cura de quem teve câncer. No primeiro, os autores selecionaram um grupo de 573 mulheres operadas de câncer de cólon. A intensidade dos exercícios praticados por elas foi avaliada através de questionários periódicos, que abrangeram o período iniciado seis meses antes da operação e encerrado quatro anos depois dela.
Comparando aquelas que permaneceram ou se tornaram sedentárias depois da cirurgia com as que adotaram a prática de caminhadas de pelo menos uma hora na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora, quatro a cinco vezes por semana – ou exercícios equivalentes -, as ativas reduziram pela metade suas chances de morrer de câncer.
No segundo, foram avaliados 832 portadores do mesmo tipo de câncer, participantes de um estudo comparativo entre dois esquemas de quimioterapia administrada depois da cirurgia. Os resultados foram semelhantes: andar pelo menos cinco a seis quilômetros em uma hora, quatro a cinco vezes por semana, reduziu a mortalidade por recidiva da doença entre 50% e 60%.
Os benefícios obtidos não foram influenciados pelo sedentarismo antes do diagnóstico de câncer, idade, sexo, índices de massa corpórea, tamanho do tumor, número de gânglios invadidos, ou pelo tipo de quimioterapia recebido.
Não está claro porque os níveis de atividade física para proteger contra recidivas de câncer de cólon precisam ser mais altos do que os necessários para obter resultados semelhantes em câncer de mama.
Diversos mecanismos biológicos podem ser evocados para explicar o efeito protetor do exercício na evolução de tumores malignos. Os mais aceitos consideram que o trabalho muscular reduz os níveis sanguíneos de insulina e de certos fatores de crescimento liberados pelo tecido adiposo, capazes de estimular a multiplicação das células malignas.
Reduzir em 50% a probabilidade de morrer de câncer de mama ou de intestino, pela adoção de um estilo de vida mais ativo, é um resultado inacreditável.
Eu pratiquei exercícios físicos durante todo o meu tratamento e vou enviar as fotos de como estou 1 ano após meu diagnóstico!!!