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EXAME DE SANGUE PARA DETECTAR CÂNCER

Um dos grandes problemas da mamografia é que ela pode deixar casos de câncer de mama passar despercebidos e dar falsos positivos para quem não tem nada. Além disso, ela só é capaz de detectar o problema quando ele já existe. Mesmo sendo um exame importante para a saúde feminina, ela poderá ser substituída, aos poucos, por alternativas mais precisas e modernas. O exame de sangue desenvolvido por cientistas dinamarqueses pode ser uma delas.

O teste mede todos os componentes no sangue para construir um “perfil metabólico” do indivíduo, para detectar mudanças no modo como os elementos são processados no corpo. Tudo isso durante o estágio que antecede o câncer. Um dos pesquisadores, Lars Ove Dragsted, explica que “O potencial é que podemos detectar uma doença como o câncer de mama muito mais cedo do que acontece hoje. Isso é importante porque é muito mais fácil tratar se o problema for descoberto cedo. No futuro, provavelmente vai ser possível usar modelos similares para prever outras doenças”.

Se uma mulher descobrir o câncer no estágio 2, ela tem de 93% a 100% de chances de sobreviver. No estágio 3, 72% e no estágio 4, o número despenca para 22%.  Descobrir a doença antes mesmo de ela acontecer é crucial para que muitas mulheres nem cheguem a ter que lidar com tratamentos como a quimioterapia e radioterapia. Como completa o líder do projeto, Rasmus Bro, “O método não é perfeito, mas é incrível que nós possamos prever o câncer de mama com tantos anos de antecedência”.

Fonte: Super Interessante

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NOVO EXAME DE SANGUE DETECTA RETORNO DE CÂNCER DE MAMA

Um novo exame de sangue, ainda em fase experimental, pode salvar a vida de quem está lutando contra o retorno do câncer de mama.

Cientistas da organização britânica Institute of Cancer Research encontraram traços de câncer de mama em um grupo de mulheres oito meses antes do provável período em que ele normalmente seria detectado.

O estudo acompanhou 55 mulheres que já tinham tido esse tipo de câncer. Dessas, 15 enfrentaram retornos dos tumores, e 12 foram diagnosticadas pelo novo teste muito antes, segundo o estudo divulgado na publicação Science Translational Medicine.

A vantagem de se detectar a reincidência antes significa que tratamentos como quimioterapia podem ser administrados mais cedo, aumentando a chance de sobrevida do paciente.

A recidiva pode ocorrer quando uma cirurgia não consegue retirar todo o tumor ou se ele já tiver se espalhado para outras partes do corpo.

Sobre as três mulheres que não tiveram o retorno detectado pelo exame de sangue, os cientistas acham que isso ocorreu porque o câncer se espalhou para o cérebro, onde um mecanismo de proteção impediu que os traços de câncer chegassem à corrente sanguínea.

Apesar de os cientistas dizerem que pode demorar anos para esse exame ficar disponível ao público, eles estão esperançosos de que o teste possa ajudar a aprimorar tratamentos personalizados contra o tumor e ajudar na busca da cura do câncer.

No teste, é analisado o DNA que sofreu mutação do tumor; em seguida, traços dessa mutação são rastreados no sangue.

Co-responsável pela pesquisa, Nicolas Turner disse à BBC: “A questão-chave é: estamos identificando essas mulheres sob risco de recidiva cedo o suficiente para lhes dar a chance de um tratamento que evite a volta do câncer?”

“Nossa proposta é tratar disso em estudos futuros. Mas agora estamos falando sobre um princípio que pode ser aplicado a qualquer tipo de câncer que foi vencido em um tratamento inicial mas que pode retornar no futuro.”

Um exame de sangue é relativamente barato, mas investigar o DNA de um tumor ainda é bastante caro. No entanto, esse procedimento está ficando cada vez mais barato à medida que cada vez mais a medicina está procurando tratar tumores com medicamentos que miram especificamente mutações específicas.

Para o oncologista Nick Peel, da instituição Cancer Research UK, “encontrar maneiras menos invasivas de diagnosticar e monitorar o câncer é crucial e amostras sanguíneos estão surgindo como um caminho possível para reunir informações cruciais sobre a doença, pescando fragmentos do DNA do tumor ou células cancerosas que passaram para a corrente sanguíneo”.

Fonte: BBC

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EXAME DE SANGUE DETECTA ATÉ 86% DOS CASOS PRECOCES DE CÂNCER DE OVÁRIO

Um estudo britânico sugere que exames de sangue regulares podem detectar 86% dos casos de câncer no ovário de forma precoce.

Exames feitos durante 10 anos em mais de 46 mil mulheres britânicas sugerem que este tipo de tumor pode ser detectado em um estágio inicial da doença.

O câncer de ovário pode ser fatal pois, frequentemente, é diagnosticado muito tarde.

A doença é difícil de ser diagnosticada pois seus sintomas – dores abdominais, inchaço persistente e dificuldades para se alimentar – também são comuns em outros males.

Mas exames de sangue podem detectar variações nos níveis da substância CA125, produzida por tumores no ovário.

Para o estudo, o grupo de pesquisadores britânicos UK Collaborative Trial of Ovarian Cancer Screening fez exames de sangue anuais em mulheres que já tinham passado pela menopausa.

Os cientistas checavam alterações nos níveis do CA125 durante os testes. Quando os níveis subiam, as mulheres eram encaminhadas para mais exames, incluindo um ultrassom.

Os resultados dos testes, publicados na revista especializada “Journal of Clinical Oncology”, mostraram que 86% dos casos de câncer foram detectados a partir dos exames de sangue.

“(O resultado) É bom, mas o importante é se detectamos o câncer cedo o bastante para salvar vidas, esperamos ter feito isto”, disse à BBC o professor Usha Menon, do University College de Londres, que participou da pesquisa.

Os dados sobre os casos de morte entre as 46 mil mulheres examinadas serão divulgados ainda em 2015.

Maior projeto
Estudos anteriores questionavam o benefício de promover exames para detectar câncer no ovário. Mas, com este estudo, o maior já realizado do tipo no mundo, visa justamente chegar a uma conclusão final sobre o tema.

Os testes foram realizados de 2001 a 2011 – agora foram divulgados os resultados preliminares, que se mostraram promissores.

O método dos cientistas, de monitorar o CA125, determina o que pode ser considerado como nível alto da substância para cada mulher individualmente.

Este método parece ser duas vezes mais eficaz do que tentativas anteriores que usavam os mesmos parâmetros para todas as mulheres. A abordagem personalizada pode ser útil também para detectar outros tipos de câncer, como o de próstata.

O professor Usha Menon disse que mesmo os tumores que se mostraram mais agressivos puderam ser detectados bem antes do que normalmente seriam – aumentando as chances de sobrevivência do paciente.

O Comitê de Exames da Grã-Bretanha está acompanhando de perto esta pesquisa e poderá até rever como são feitos os exames no país uma vez que os resultados totais da pesquisa sejam divulgados.

“Estes resultados iniciais animadores podem, no futuro, formar a base de um programa nacional de exames para câncer de ovário”, afirmou Patrick Maxwell, do Conselho de Pesquisa Médica britânico.

Outros especialistas estão mais cautelosos.

“Um exame de sangue para descobrir se mulheres correm o risco de desenvolver câncer no ovário é uma perspectiva animadora, mas este trabalho ainda precisa ser testado nas mulheres para ver se pode salvar vidas”, afirmou James Brenton, especialista em câncer de ovário da instituição de caridade e pesquisa britânica Cancer Research UK.

Fonte: G1

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EXAMES DE SANGUE SIMPLES PODEM PROLONGAR A VIDA

São raros, na medicina diagnóstica, exames tão simples e eficientes quanto os de sangue. Graças à evolução dos equipamentos e dos reagentes e aos avanços da biologia molecular, hoje os testes sanguíneos ajudam na prevenção e no tratamento de inúmeras doenças relacionadas à idade, como cardiopatias, câncer, diabetes, demência e outros transtornos psíquicos. Este ano, por exemplo, pesquisadores conseguiram pela primeira vez desenvolver exames para verificar a propensão a Alzheimer e comprovar o diagnóstico de depressão através de quantidades mínimas de sangue.
Veja cinco males do envelhecimento que podem ser evitados com testes sanguíneos:

  • Depressão
    O exame consiste na medição, através de amostras sanguíneas, de uma dezena de marcadores de RNA comuns a pacientes com depressão (as moléculas de RNA são mensageiros que levam as instruções para ativar ou não determinados genes). Pacientes depressivos apresentam altos níveis desses marcadores de RNA no exame de sangue. A novidade promete ajudar os médicos no difícil diagnóstico da depressão, que até agora era apenas subjetivo e levava em consideração o depoimento dos pacientes e sintomas como cansaço, alterações do peso e do sono.
  • Alzheimer
    Depois de um estudo com mais de mil pessoas, pesquisadores britânicos identificaram 16 proteínas no sangue que estão relacionadas ao aparecimento de Alzheimer. Essas proteínas estão fortemente ligadas ao encolhimento do cérebro em pacientes com séria deficiência cognitiva. O teste desenvolvido pelos cientistas detecta a existência dessas proteínas na corrente sanguínea. Pessoas com 10 dessas 16 proteínas no sangue têm chances de desenvolver Alzheimer em um período de até três anos.
  • Câncer
    Por meio de amostras de sangue, é possível determinar se há propensão genética a tipos de câncer. Os testes mais comuns são os que identificam os genes relacionados aos tumores de intestino e mama. Mulheres com alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 têm até 80% de risco de desenvolver câncer de mama e 40% de ter câncer de ovário.
  • Cardiopatias
    O exame PCR ultrassensível mede as quantidades da proteína C reativa no sangue. Altos níveis indicam inflamações no organismo e riscos de enfartes e derrames. Ouro exame que pode detectar a inflamação das artérias é o PLAC, que mede na corrente sanguínea os níveis da enzima fosfolipase A2, ligada a processos inflamatórios.
  • Diabetes
    A glicemia em jejum serve para verificar se os níveis de açúcar no sangue estão baixos ou altos demais. Quando elevados, podem indicar diabetes. Outro teste sanguíneo para detecção da doença é o de hemoglobina glicada, através do qual se avalia as alterações nos níveis de açúcar ocorridas nos últimos três meses que antecedem a análise. Os níveis de hemoglobina glicada estão relacionados a complicações da diabetes, como enfartes, insuficiência renal e AVCs.

Fonte:(Estadão)

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SCANNER PARA LOCALIZAR VEIAS DE DIFÍCIL ACESSO

A Cruz Vermelha está testando na Austrália um equipamento que irá facilitar muito a vida de enfermeiros e pacientes na hora de coletar sangue. Um Scanner que ajuda a achar veias difíceis de serem encontradas.

Profissionais acreditam que tal equipamento será de extrema importância, pois facilitará o procedimento tornando mais fácil o acesso a veias que não são encontradas manualmente e consequentemente reduzir a ansiedade dos pacientes.


Com isso a organização estima que haverá crescimento na procura por exames preventivos, visto que muitas pessoas se recusam a fazer exames de sangue por causa de medo, bem como o aumento do número de doadores de sangue.

Fonte: (BBC Brasil)