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Mastologista, Mamografia e dicas para prevenir o câncer

Hoje é o Dia do Mastologista, médico especializado na saúde e doenças das mamas, em especial o câncer. Recomenda-se visitar anualmente este profissional e realizar a mamografia anualmente, a partir dos 40 anos. Este exame é importante para a detecção precoce do câncer de mama, e por isso, hoje também é marcado como o Dia Nacional da Mamografia.

Pensando no autocuidado, na saúde e bons hábitos preparamos algumas dicas de prevenção para você. Confira:

1. Conheça o seu corpo 

Não esqueça de fazer os exames de mamografia regularmente a partir dos 40 anos!

O câncer de mama tem 90% de chances de cura se diagnosticado precocemente 

2. Vá ao médico periodicamente

As mulheres devem realizar exame preventivo ginecológico (papanicolau) a partir dos 21 anos, a cada 2 a 3 anos (se tudo estiver normal), e mamografia uma vez por ano, a partir dos 40 anos. A partir dos 50 anos, homens e mulheres devem fazer exames de rastreamento para o câncer de intestino. Os homens entre 50 e 70 anos devem conversar com seus médicos sobre os riscos e benefícios do rastreamento do câncer de próstata. 

90% das mulheres com câncer de mama não têm histórico familiar – quem tem histórico familiar deve redobrar os cuidados! 

3. Controle de peso e alimentação saudável 

Faça exercícios por pelo menos 30 minutos todos os dias. Troque o elevador pelas escadas, leve o cachorro para passear, cuide do jardim, varra a casa, caminhe, dance!

Evite o consumo excessivo de carne vermelha, sal e açúcar, faça pequenas refeições ao longo do dia, mastigue bem e lentamente.

Tenha uma alimentação rica em hortaliças, frutas, cereais e grãos integrais.

Evite comer alimentos processados.

4. Não fume!

O cigarro libera no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas, inaladas por fumantes e não fumantes

5. Cuidado com o amado SOL

Evite a exposição ao sol, principalmente no horário das 10h às 16 horas. Use chapéu e protetor solar, inclusive nos lábios.

6. Cuide do seu sorriso

Cuidar do seu sorriso é cuidar da mente, do corpo e da saúde. Realize diariamente a higiene bucal – Capriche na escovação dos dentes, língua e gengivas, e não deixe de consultar o dentista regularmente

7. Amamente

O aleitamento materno é a primeira alimentação saudável. A amamentação exclusiva até os seis meses de vida protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil ​ 

8. Evite bebidas alcoólicas

A ingestão excessiva de bebidas alcoólicas está ligada a um risco maior de câncer de mama, prejudica a memória e aumenta a incidência de doenças hepáticas.

9. Vacine-se

Vacine-se contra a hepatite B: pessoas que apresentam infecções crônicas com o vírus da hepatite B possuem maior chance de desenvolver o câncer de fígado. Por isso, é recomendado tomar a vacina, que tem o objetivo de prevenir a infecção do vírus e, consequentemente, reduzir o risco do câncer de fígado.

Vacinas contra HPV são indicadas para meninas e meninos e disponíveis no SUS. Apesar de vacinados, na vida adulta devem realizar exames preventivos. 

05 de Fevereiro Dia do Mastologista e Dia Nacional da Mamografia

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Brasil é líder no ranking mundial de casos de Câncer de Pele

O câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais frequente no mundo. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil lidera as estatísticas com cerca de 30% da população com a doença, mais de 180 mil novos casos todo ano.

Porém, é preciso ressaltar que, segundo o Fundo Mundial para Pesquisa em Câncer (World Cancer Research Fund International), os números citados acima não são tão precisos, pois o não melanoma nem sempre entra nas estimativas mundiais.

Para conscientizar a população para os riscos da doença, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou a campanha do Dezembro Laranja. Mas, os cuidados com este tipo de câncer devem permanecer ao longo de todo o ano. Pensando nisso, a dermatologista e membro da SBD, Dra. Nádia Bavoso, deu algumas dicas essenciais para o combate.

“Somos um país tropical, com temperaturas agradáveis para atividades ao ar livre na maior parte do ano e com um litoral enorme, o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de câncer que é bem silencioso. Além disso, temos uma cultura de que o corpo bronzeado é mais atraente, o que acaba potencializando os riscos da exposição solar inadequada”, explica a Dermatologista e membro da SBD, Dra. Nádia Bavoso.

“A pele é o maior órgão do corpo humano e que não fica 100% coberta. Agora, imagine poucos minutos por dia de exposição à radiação ao longo de 30 anos. Por isso, o uso do protetor solar é obrigatório para todo mundo, todos os dias, sem exceção. Essa é a forma mais eficaz de prevenir todos os tipos de câncer de pele”, afirma a médica.

Tipos de câncer de pele – podemos dividir em não melanoma, que são a maioria, e melanoma, o mais agressivo. Todos eles podem, se diagnosticados de forma precoce, ter grandes chances de cura. Por isso, é importante consultar frequentemente um dermatologista.

  • Carcinoma basocelular (não melanoma): tipo mais comum da doença, com evolução lenta de ferida ou nódulo;
  • Carcinoma espinocelular (não melanoma): assim como o basocelular, também surge por meio de uma verruga na face ou crosta sobre uma cicatriz, principalmente as decorrentes de queimadura. É considerado o tipo mais grave do não melanoma já que apresenta chance de metástase;
  • Melanoma: apesar de ser o mais agressivo, é também o tipo mais raro. A sua característica principal são pintas irregulares, com crescimento progressivo e alteração de formato, cor e textura.

Como se prevenir

  • Protetor solar: item indispensável e que deve ser usado todos os dias, até mesmo em regiões que não ficam expostas. Tanto as peles claras como as negras devem investir em fatores altos, nunca abaixo de 30. É sempre interessante conferir se o produto escolhido é resistente à água, principalmente em situações de praia e piscina. Quanto mais clara a pele e mais manchas, maior deve ser a proteção. Ah!, e não esqueça de passar nas orelhas e pés, regiões que não damos tanta importância, mas recebe radiação do mesmo jeito;
  • Sol apenas em horários específicos: sol faz muito bem para a saúde se “consumido” com responsabilidade. Antes das 10h e depois das 16h, pode ser tomado no dorso das pernas ou nas costas durante 15 minutos, o que garante a produção de vitamina D diária necessária para a maioria dos adultos. Mas sempre é interessante uma avaliação multidisciplinar com um Endocrinologista, pois a quantidade necessária de sol pode variar conforme cor da pele, peso e idade; 
  • Chapéu e óculos de sol: mesmo não ficando exposto diretamente ao sol proibido, o couro cabeludo é muito sensível e mais difícil de receber o protetor solar, por isso, use e abuse de chapéus ou bonés. A pele da região dos olhos também é bem sensível e quanto mais protegida, melhor. Use e abuse do óculos de sol também;
  • Roupas especiais para proteção solar mecânica: vai para a piscina, praia ou passear de barco? Use roupas especiais com proteção UV por cima do protetor. #ficaadica: ao lavar esse tipo de roupa, nunca use amaciante, pois o produto pode retirar a proteção;

“Mesmo com todos os cuidados, se perceber manchas, nódulos irregulares ou se tiver sangramento nas pintas, procure um Dermatologista imediatamente. E se você tem casos de câncer de pele na família, recomendo fazer um mapeamento das pintas a cada seis meses”, explica Dra. Nádia.

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Cuidados para manter o tratamento durante a pandemia

Cats, a pandemia ainda não acabou e precisamos redobrar os cuidados ainda mais nesta época de final de ano.

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Mastologia alerta novamente sobre os cuidados essenciais que temos de tomar para nos protegermos e não pararmos nosso tratamento. Confira:

“O #COVID_19 nos colocou diante de um novo normal, onde precisamos ser cautelosos para evitar a propagação da contaminação do vírus. Sabemos também que enquanto isso outras doenças não nos darão trégua. Logo, é essencial que todos os pacientes não deixem seus tratamentos de lado, em especial as que estão na jornada contra o câncer de mama. Confira abaixo algumas orientações importantes:

🔸Seu tratamento oncológico não deve ser interrompido.

🔸Não se relacione presencialmente com pessoas que apresentem sinais de síndrome gripal, em investigação ou não por coronavírus.

🔸Evite exposições hospitalares desnecessárias.

🔸Leve no máximo 1 acompanhante às idas aos serviços de saúde.

🔸Evite aglomerações. Dê preferência ao deslocamento com carros particulares, se possível.

🔸O uso de corticoides para os pacientes em quimioterapia devem ser continuados, pois fazem parte do tratamento medicamentoso.

🔸Mantenha as orientações de higiene preconizadas.

🔸Contate seu médico urgentemente em caso de febre, tosse seca, mal estar e coriza.

🔸Se seu médico estiver em isolamento, ele deverá indicar um substituto.

🔸As orientações dietéticas permanecem as mesmas em relação ao já orientado previamente.

Sendo assim, busque sempre por orientações do seu médico e respeite as recomendações passadas por ele. Entendemos que são muitas as dúvidas que surgem nesse período e a melhor conduta somente um especialista será capaz de sugerir!”

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Dia Mundial da Saúde

Há 72 anos a Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu 7 de abril como o Dia Mundial da Saúde. O intuito de criar a data comemorativa era para eleger um dia por ano em que o mundo se uniria para discutir questões sérias relacionadas à saúde.

Segundo a OMS, saúde tem conceito amplo e é “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas ausência de doença ou enfermidade”.

Em tempos de pandemia, a data tornou-se ainda mais especial. Isso porque estamos vivendo momentos de incertezas e preocupações que nos afligem, e estamos tendo a oportunidade de pensar em um futuro e como podemos nos aproximar e, assim, criar uma nova realidade para todos nós.  

Em uma mensagem especial em vídeo dedicada à data, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou que o Dia Mundial da Saúde acontece, este ano, em um momento difícil para todos. 

“Hoje, minha mensagem é para nossos profissionais de saúde – enfermeiras(os), parteiras(os), técnicos, paramédicos, farmacêuticos, médicos, motoristas, profissionais de limpeza, administradores e muitos outros – que trabalham dia e noite para nos manter seguros. Hoje, estamos mais profundamente gratos do que nunca a todos vocês, enquanto trabalham sem parar, colocando-se em risco, para combater os danos dessa pandemia”, disse o secretário-geral. 

Para nós, Cats, a data é ainda mais especial. Nós que estamos sempre lutando pela nossa saúde, sabemos como é importante nos cuidarmos e como só temos que agradecer a todos os profissionais que cuidam de nós. 

Deixamos aqui o nosso muito obrigado a todos os profissionais de saúde que sempre nos atenderam de maneira tão competente e a todos que nesse momento estão na linha de frente combatendo a pandemia do Covid-19.

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Coronavírus e câncer

Nos últimos dias, o único assunto falado nas televisões e notícias é a COVID-19, doença transmitida pelo coronavírus. Por isso, é necessário falarmos sobre a relação desse vírus com o câncer

Pensando nisso, nosso diretor científico, oncologista Dr. Felipe Ades, respondeu algumas perguntas essenciais para entendermos um pouco mais sobre a doença. Confiram:

Estou em tratamento contra o câncer, sou considerado grupo de risco?

Depende da doença e do tratamento. Todas as pessoas que estão em tratamento contra o câncer que tenham metástase são consideradas grupo de risco para infecções.

Pessoas em tratamento depois de procedimentos cirúrgicos são consideradas grupo de risco se estiverem uso de quimioterapia. Pessoas em tratamento com quimioterapia isolada são consideradas grupo de risco.

Pessoas em tratamento hormonal não são consideradas grupo de risco, visto que estes tratamentos não afetam de maneira significativa a imunidade.

Após 3 a 6 meses do término da quimioterapia há recuperação total da imunidade e esta pessoa passa a não fazer parte do grupo de risco.

Faço parte de um grupo de risco, tenho mais chance de contrair o coronavírus?

Não, pessoas em grupos de risco tem a mesma chance de contrair que pessoas fora do grupo de risco. No entanto, caso essas pessoas tenham a infecção pelo coronavírus, ela pode ser mais grave e com maior risco de vida.

Por isto as medidas para evitar o contágio em pessoas nos grupos de risco devem ser redobradas

Faço parte de um grupo de risco, tenho mais chance de ter uma doença grave se contrair o coronavírus?

Sim, pessoas classificadas como grupo de risco têm a imunidade reduzida, portanto, caso sejam infectadas, podem desenvolver doenças mais graves. Entretanto vale lembrar que a chance de ser infectado ou infectada não aumenta por fazer parte de um grupo de risco.

A recomendação é redobrar os cuidados de prevenção.

Quanto tempo o coronavírus sobrevive nas superfícies fora do corpo humano?

Um artigo publicado dia 17 de março na revista médica New England Journal of Medicine avaliou a estabilidade do vírus em várias condições. Seguem os resultados:

  • Aço inox (maçanetas de portas e puxadores de gavetas) – 72 horas (3 dias)
  • Plástico – 72 horas
  • Papelão – 24 horas
  • Cobre – 4 horas
  • Poeira – 1h

Quais são os cuidados essenciais?

  • Lave sempre as mãos
  • Use álcool gel
  • Não coloque as mãos no rosto, olhos, nariz e boca sem que estejam limpas.
  • Cuidado ao tocar maçanenetas, botões de elevador, apoios em trens, onibus e metrôs. Lave as mãos em seguida.
  • Limpe o seu celular com álcool isopropílico, 70% ou álcool gel, em particular se tocou nele com a mão suja.
  • Chegou em casa? Lave as mãos e o celular antes de tocar nos seus familiares. Limpe a maçaneta da porta de entrada com álcool 70%.
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Minha experiência com cuidados paliativos por Vivi Roos

A nossa querida Cat Viviane Roos nos contou a experiência dela com os cuidados paliativos! Confiram! 

“Os cuidados paliativos, na verdade, não são uma opção, eles são indicados pelos médicos no caso da doença ter avançado para o estágio de metástase onde o paciente terá medicamentos para controlar a doença, mas não para curar. É a assistência integral oferecida para pacientes e familiares quando estão diante de uma doença grave que ameace a continuidade da vida, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Quando o meu oncologista me encaminhou, fiquei com um pouco de receio, porque o que a gente tem na memória desse assunto é que os cuidados paliativos significam que não tem mais jeito, e tal, mas na verdade hoje é indicado que sejam iniciados o quanto antes, junto com os demais tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgias, além de incluir todas as investigações necessárias para uma melhor compreensão e manejo dos sintomas.
Os médicos, enfermeiros, massoterapeutas devem conhecer o paciente a fundo e assim melhorar a qualidade de vida dele. Embora eu trate um câncer de mama com metástase óssea e no fígado, tenho poucos problemas que necessitem de intervenção e medicação para dor, mas, caso ocorra, tenho o contato direto com a equipe de enfermagem do hospital onde eu me trato para me ajudar.
Além disso, faço exercícios liberados pelos médicos, me alimento bem, pratico yoga e massagens…tudo para manter meu corpo e mente funcionando da melhor maneira possível.” 

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O que são Cuidados Paliativos?

Olá Cats queridas, vamos falar sobre cuidados paliativos? 
Os cuidados paliativos são um conjunto de ações voltado para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes que passem por situações de doença que ameace a vida, seja incurável ou não responda mais aos tratamentos, procurando prevenir e aliviar as dores, os sofrimentos e outros sintomas que a doença possa causar. Esses cuidados geralmente oferecem também suporte psíquico-espiritual e social, apoios que inclusive devem estar presentes desde o diagnóstico até o fim da vida, pois o tratamento de um paciente com câncer não é interrompido porque ele está recebendo cuidados paliativos.

Esse tipo de ação promove muitos benefícios aos pacientes oncológicos como:
– Tratamento para as condições clínicas do paciente não relacionados ao câncer. 
– Apoio emocional. 
– Ajuda com preocupações práticas, como questões financeiras e profissionais. 
– Aconselhamento espiritual. ‍
– Alívio para os cuidadores. 

Se a quimioterapia ou outros métodos já não mostram resultado ou melhoram a qualidade de vida, você pode conversar com o seu médico oncologista sobre o prognóstico e os riscos potenciais de continuar o tratamento do jeito tradicional, assim ele poderá te ajudar a tomar decisões sobre o rumo do seu tratamento e a optar por cuidados paliativos. Existe, sim, a opção pessoal do paciente de optar por interromper o tratamento ativo para o câncer e tornar os cuidados paliativos o foco principal, mas não é obrigatório. Compreender o papel dos cuidados paliativos nos ajuda a fazer as escolhas adequadas.

Os cuidados paliativos podem ser administrados em casa, onde o paciente está geralmente mais confortável, ou em hospitais e clínicas de grande porte, onde há especialistas em cuidados paliativos em sua equipe multidisciplinar. Eles também podem ter uma equipe de cuidados paliativos que monitora e atende às necessidades dos pacientes e familiares. Alguns hospitais podem ter programas ou serviços que tratam de questões específicas de cuidados paliativos, como linfedema, controle de dor, sexualidade ou problemas psicossociais. Se você pretende iniciar essa nova fase na sua vida com câncer, peça ao seu médico de confiança uma indicação de especialistas que trabalham com cuidados paliativos ou informe-se em hospitais da região ou centros médicos.

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história sobre Cuidados Paliativos: daniele castro e renato leite

Cats, temos uma história linda para esse sábado: o relato da Daniele Castro sobre o Renato Leite, seu namorado, que passou pela experiência de viver sob cuidados paliativos, um conjunto de práticas de assistência ao paciente incurável que visa oferecer dignidade e diminuição do sofrimento, um assunto super interessante! Confiram o texto dela! 

Quando recebemos o diagnóstico da médica, no início de fevereiro, já soubemos que o Renato era um paciente paliativo, ou seja, que sua doença, para nossa medicina, não tinha cura. Esse é o entendimento atual relativo ao câncer estágio IV (metastático), quando a doença já atingiu outros pontos do corpo além do órgão original. Era assustador mas precisávamos entender, para continuar lutando, que um paciente paliativo não é um paciente terminal. A busca é por controlar a doença e torná-la semelhante a uma condição crônica pra que o paciente possa viver bem pelo máximo de tempo (anos até) dentro de suas condições (permitidas e desejadas). Esse era o nosso desejo. Apesar de querer muito falar de sua situação abertamente, o Renato optou por não o fazer, imaginando que haveria muito mal entendido e que as pessoas, ao ouvirem a palavra paliativo, escutariam a palavra morte, o sentenciaram precocemente e transmitiriam energias de medo e desespero. E ele era um amante da vida. 
A verdade é que as pessoas se apegam muito, principalmente no caso do câncer, à palavra cura, esquecendo que nem todo paciente pode ser curado (e afinal o que é estar curado? Um conjunto de parâmetros médicos…). É preciso falar sobre isso, para que possamos falar sobre a possibilidade da morte e sobre toda a vida que deve ser vivida antes que isso aconteça. É assim pra todo mundo, a diferença é que o paliativo se dá conta disso todo dia (obrigada Thailinn Young por falar disso pra mim lá no início). No caso do Renato, e cada história é uma história, a doença estava bastante avançada, ele tinha muitos pontos de metástase e a luta era mais difícil, mas conhecemos outros casos de paliativos que viviam bem controlando suas doenças (nossa maior inspiração eram as @paliativas no insta, conheçam).
Hoje, vejo que a evidência da morte nos coloca cara a cara com a evidência da vida e nos questiona sobre a forma como queremos viver, inclusive se queremos viver dentro de determinadas condições. Conhecemos nesses meses a medicina paliativa, que ainda está engatinhando no Brasil. Os médicos e as equipes dos hospitais se esforçam mas estão presos a práticas criadas por uma ciência que se desenvolveu pelo olhar para a doença e sua cura e não para o paciente e sua forma (qualidade) de viver, como requer o paliativo. Os hospitais não estão preparados, seus protocolos se baseiam em confinamento, excesso de drogas e procedimentos invasivos. Muitos profissionais parecem perder a capacidade de enxergar o paciente como um ser pleno e autônomo pra conhecer inteiramente sua própria condição e decidir sobre seu corpo. O universo da medicina paliativa é novo e riquíssimo, amplia os horizontes do cuidado, requer uma conjunção de profissionais, práticas, saberes, afetos. Há muito a ser feito.
Não é de hoje, mas agora ainda mais, entendo que é preciso falar sobre a morte sem desespero, com consciência. Mesmo que essa realidade não esteja batendo na nossa porta (e quem sabe, afinal?), é preciso tê-la em nosso horizonte. Falar sobre morte sem que isso esgote nossa vontade de viver, para que possamos pensar nos cuidados, nos grandes e pequenos prazeres e desejos, em como respeitar escolhas relativas ao fim de nossas vidas e, enfim, em como maximizar a experiência de viver de cada um, dentro do que a própria vida permitir.

Obs.: O Renato fez tratamento com quimioterapia, que tinha o objetivo”paliativo” e não de “cura”. Não optamos em momento nenhum por não fazer o tratamento tradicional.

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QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA: CUIDADOS GERAIS

O site Oncoguia listou alguns cuidados gerais para quem vai começar o tratamento, veja:

Atitudes que podem evitar complicações•  Não fume.
•  Não consuma bebidas alcoólicas.
•  Evite alimentos condimentados e muito açucarados.
•  A higiene oral deve ser feita com escova com cerdas macias e fio dental.
•  Não use colutórios, exceto quando indicado pelo dentista ou equipe médica.Repouso

A fadiga durante o tratamento é um efeito colateral comum. Submetido a estes tratamentos, em especial, a radioterapia, o organismo despende grande quantidade de energia na reparação de estruturas irradiadas. É importante que você reconheça seus novos limites e os respeite, estabelecendo horários de descanso ao longo do dia.Dieta

Durante o tratamento, você deve manter uma dieta balanceada, evitando a perda de peso. É muito importante que você corrija eventuais distúrbios durante o tratamento. Sempre que houver diarréia ou dificuldade para alimentação, a equipe médica deve ser avisada.

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TERMINAR O TRATAMENTO SIGNIFICA CUIDADO EM DOBRO!

Se a paciente terminou o tratamento, pode deixar de se cuidar? Deve parar de ir ao médico? Não né? Depois do tratamento, tem o acompanhamento. Ele começa em intervalos mais curtos no início, mas depois vai se estendendo: mensal, trimestral, semestral, anual.

O acompanhamento é muito importante! Já vi Cats que deixaram de ir ao médico por medo de receber outra notícia ruim, então simplesmente pararam o acompanhamento. Cats, não façam isso! É essencial o acompanhamento médico, mesmo depois do tratamento. E não tenha medo de notícias ruins: seu médico e você estão lutando do mesmo lado, com o mesmo objetivo. Se você não sente tanta confiança que seu médico está lutando ao seu lado, então melhor rever a escolha do profissional.

Assim como é importante ter a família e amigos para apoio, é também essencial profissionais de sua confiança por perto. O objetivo é te cuidar! Faça isso por você e por todos que te amam. Tire as dúvidas com ele, escute quais são os hábitos que você tem que mudar e tente fazer isso.

Cuidar de você é uma delícia, não acha?