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Minha experiência com cuidados paliativos por Vivi Roos

A nossa querida Cat Viviane Roos nos contou a experiência dela com os cuidados paliativos! Confiram! 

“Os cuidados paliativos, na verdade, não são uma opção, eles são indicados pelos médicos no caso da doença ter avançado para o estágio de metástase onde o paciente terá medicamentos para controlar a doença, mas não para curar. É a assistência integral oferecida para pacientes e familiares quando estão diante de uma doença grave que ameace a continuidade da vida, segundo a Organização Mundial da Saúde.
Quando o meu oncologista me encaminhou, fiquei com um pouco de receio, porque o que a gente tem na memória desse assunto é que os cuidados paliativos significam que não tem mais jeito, e tal, mas na verdade hoje é indicado que sejam iniciados o quanto antes, junto com os demais tratamentos como quimioterapia, radioterapia e cirurgias, além de incluir todas as investigações necessárias para uma melhor compreensão e manejo dos sintomas.
Os médicos, enfermeiros, massoterapeutas devem conhecer o paciente a fundo e assim melhorar a qualidade de vida dele. Embora eu trate um câncer de mama com metástase óssea e no fígado, tenho poucos problemas que necessitem de intervenção e medicação para dor, mas, caso ocorra, tenho o contato direto com a equipe de enfermagem do hospital onde eu me trato para me ajudar.
Além disso, faço exercícios liberados pelos médicos, me alimento bem, pratico yoga e massagens…tudo para manter meu corpo e mente funcionando da melhor maneira possível.” 

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O que são Cuidados Paliativos?

Olá Cats queridas, vamos falar sobre cuidados paliativos? 
Os cuidados paliativos são um conjunto de ações voltado para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes que passem por situações de doença que ameace a vida, seja incurável ou não responda mais aos tratamentos, procurando prevenir e aliviar as dores, os sofrimentos e outros sintomas que a doença possa causar. Esses cuidados geralmente oferecem também suporte psíquico-espiritual e social, apoios que inclusive devem estar presentes desde o diagnóstico até o fim da vida, pois o tratamento de um paciente com câncer não é interrompido porque ele está recebendo cuidados paliativos.

Esse tipo de ação promove muitos benefícios aos pacientes oncológicos como:
– Tratamento para as condições clínicas do paciente não relacionados ao câncer. 
– Apoio emocional. 
– Ajuda com preocupações práticas, como questões financeiras e profissionais. 
– Aconselhamento espiritual. ‍
– Alívio para os cuidadores. 

Se a quimioterapia ou outros métodos já não mostram resultado ou melhoram a qualidade de vida, você pode conversar com o seu médico oncologista sobre o prognóstico e os riscos potenciais de continuar o tratamento do jeito tradicional, assim ele poderá te ajudar a tomar decisões sobre o rumo do seu tratamento e a optar por cuidados paliativos. Existe, sim, a opção pessoal do paciente de optar por interromper o tratamento ativo para o câncer e tornar os cuidados paliativos o foco principal, mas não é obrigatório. Compreender o papel dos cuidados paliativos nos ajuda a fazer as escolhas adequadas.

Os cuidados paliativos podem ser administrados em casa, onde o paciente está geralmente mais confortável, ou em hospitais e clínicas de grande porte, onde há especialistas em cuidados paliativos em sua equipe multidisciplinar. Eles também podem ter uma equipe de cuidados paliativos que monitora e atende às necessidades dos pacientes e familiares. Alguns hospitais podem ter programas ou serviços que tratam de questões específicas de cuidados paliativos, como linfedema, controle de dor, sexualidade ou problemas psicossociais. Se você pretende iniciar essa nova fase na sua vida com câncer, peça ao seu médico de confiança uma indicação de especialistas que trabalham com cuidados paliativos ou informe-se em hospitais da região ou centros médicos.

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história sobre Cuidados Paliativos: daniele castro e renato leite

Cats, temos uma história linda para esse sábado: o relato da Daniele Castro sobre o Renato Leite, seu namorado, que passou pela experiência de viver sob cuidados paliativos, um conjunto de práticas de assistência ao paciente incurável que visa oferecer dignidade e diminuição do sofrimento, um assunto super interessante! Confiram o texto dela! 

Quando recebemos o diagnóstico da médica, no início de fevereiro, já soubemos que o Renato era um paciente paliativo, ou seja, que sua doença, para nossa medicina, não tinha cura. Esse é o entendimento atual relativo ao câncer estágio IV (metastático), quando a doença já atingiu outros pontos do corpo além do órgão original. Era assustador mas precisávamos entender, para continuar lutando, que um paciente paliativo não é um paciente terminal. A busca é por controlar a doença e torná-la semelhante a uma condição crônica pra que o paciente possa viver bem pelo máximo de tempo (anos até) dentro de suas condições (permitidas e desejadas). Esse era o nosso desejo. Apesar de querer muito falar de sua situação abertamente, o Renato optou por não o fazer, imaginando que haveria muito mal entendido e que as pessoas, ao ouvirem a palavra paliativo, escutariam a palavra morte, o sentenciaram precocemente e transmitiriam energias de medo e desespero. E ele era um amante da vida. 
A verdade é que as pessoas se apegam muito, principalmente no caso do câncer, à palavra cura, esquecendo que nem todo paciente pode ser curado (e afinal o que é estar curado? Um conjunto de parâmetros médicos…). É preciso falar sobre isso, para que possamos falar sobre a possibilidade da morte e sobre toda a vida que deve ser vivida antes que isso aconteça. É assim pra todo mundo, a diferença é que o paliativo se dá conta disso todo dia (obrigada Thailinn Young por falar disso pra mim lá no início). No caso do Renato, e cada história é uma história, a doença estava bastante avançada, ele tinha muitos pontos de metástase e a luta era mais difícil, mas conhecemos outros casos de paliativos que viviam bem controlando suas doenças (nossa maior inspiração eram as @paliativas no insta, conheçam).
Hoje, vejo que a evidência da morte nos coloca cara a cara com a evidência da vida e nos questiona sobre a forma como queremos viver, inclusive se queremos viver dentro de determinadas condições. Conhecemos nesses meses a medicina paliativa, que ainda está engatinhando no Brasil. Os médicos e as equipes dos hospitais se esforçam mas estão presos a práticas criadas por uma ciência que se desenvolveu pelo olhar para a doença e sua cura e não para o paciente e sua forma (qualidade) de viver, como requer o paliativo. Os hospitais não estão preparados, seus protocolos se baseiam em confinamento, excesso de drogas e procedimentos invasivos. Muitos profissionais parecem perder a capacidade de enxergar o paciente como um ser pleno e autônomo pra conhecer inteiramente sua própria condição e decidir sobre seu corpo. O universo da medicina paliativa é novo e riquíssimo, amplia os horizontes do cuidado, requer uma conjunção de profissionais, práticas, saberes, afetos. Há muito a ser feito.
Não é de hoje, mas agora ainda mais, entendo que é preciso falar sobre a morte sem desespero, com consciência. Mesmo que essa realidade não esteja batendo na nossa porta (e quem sabe, afinal?), é preciso tê-la em nosso horizonte. Falar sobre morte sem que isso esgote nossa vontade de viver, para que possamos pensar nos cuidados, nos grandes e pequenos prazeres e desejos, em como respeitar escolhas relativas ao fim de nossas vidas e, enfim, em como maximizar a experiência de viver de cada um, dentro do que a própria vida permitir.

Obs.: O Renato fez tratamento com quimioterapia, que tinha o objetivo”paliativo” e não de “cura”. Não optamos em momento nenhum por não fazer o tratamento tradicional.

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QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA: CUIDADOS GERAIS

O site Oncoguia listou alguns cuidados gerais para quem vai começar o tratamento, veja:

Atitudes que podem evitar complicações•  Não fume.
•  Não consuma bebidas alcoólicas.
•  Evite alimentos condimentados e muito açucarados.
•  A higiene oral deve ser feita com escova com cerdas macias e fio dental.
•  Não use colutórios, exceto quando indicado pelo dentista ou equipe médica.Repouso

A fadiga durante o tratamento é um efeito colateral comum. Submetido a estes tratamentos, em especial, a radioterapia, o organismo despende grande quantidade de energia na reparação de estruturas irradiadas. É importante que você reconheça seus novos limites e os respeite, estabelecendo horários de descanso ao longo do dia.Dieta

Durante o tratamento, você deve manter uma dieta balanceada, evitando a perda de peso. É muito importante que você corrija eventuais distúrbios durante o tratamento. Sempre que houver diarréia ou dificuldade para alimentação, a equipe médica deve ser avisada.

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TERMINAR O TRATAMENTO SIGNIFICA CUIDADO EM DOBRO!

Se a paciente terminou o tratamento, pode deixar de se cuidar? Deve parar de ir ao médico? Não né? Depois do tratamento, tem o acompanhamento. Ele começa em intervalos mais curtos no início, mas depois vai se estendendo: mensal, trimestral, semestral, anual.

O acompanhamento é muito importante! Já vi Cats que deixaram de ir ao médico por medo de receber outra notícia ruim, então simplesmente pararam o acompanhamento. Cats, não façam isso! É essencial o acompanhamento médico, mesmo depois do tratamento. E não tenha medo de notícias ruins: seu médico e você estão lutando do mesmo lado, com o mesmo objetivo. Se você não sente tanta confiança que seu médico está lutando ao seu lado, então melhor rever a escolha do profissional.

Assim como é importante ter a família e amigos para apoio, é também essencial profissionais de sua confiança por perto. O objetivo é te cuidar! Faça isso por você e por todos que te amam. Tire as dúvidas com ele, escute quais são os hábitos que você tem que mudar e tente fazer isso.

Cuidar de você é uma delícia, não acha?

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CUIDADO COM O SAL!

Sal é mundial, você encontra ele no prato de comida de toda e qualquer região do mundo, nos restaurantes mais chiques até as casas mais simples. Começou a ter seu valor como conservante, já que antigamente, sem geladeira, a comida precisava do sal para aumentar sua durabilidade.

Mas afinal, se é tão usado e é tão antigo, se está tanto em nossa história, por que ele ainda é considerado um vilão?

Sua forma de uso mudou, passou de conservante para tempero. É muito fácil se acostumar com o paladar salgado: quando você acostuma com uma grande quantidade de sal no alimento, tudo que comer que não esteja nesse patamar de sal, passa a ser “insosso”. E o consumo excessivo que pode ser perigoso: aumenta a pressão arterial, mexe com a circulação de nosso corpo, e pode causar hipertensão arterialproblemas renaisarritmia e infarto.

Se você deve parar de comer sal? Não. O sal só é vilão quando consumido em quantidades exageradas, o que pode ser facilmente acontecer quando os alimentos industrializados entupidos de sal estão tão presentes em nossa rotina.  Você já pensou como é sua alimentação? Já parou para ler os rótulos? Observe:

  1. Macarrão instantâneo com tempero – 2721 mg de sódio em 85 g
  2. Macarrão instantâneo sem tempero – 1198 mg de sódio em 80g
  3. Frango empanado – 759 mg de sódio em 130 g
  4. Hambúrguer bovino – 567 mg de sódio em 80g
  5. Salsicha – 551 mg de sódio em 50g
  6. Hambúrguer de frango – 525 mg de sódio em 80 g
  7. Biscoito de polvilho – 270 mg de sódio em 30g
  8. Biscoito cream cracker – 230 mg de sódio em 30g
  9. Salgadinho de milho – 176,9 mg de sódio em 25g
  10. Requeijão – 165 mg de sódio em 30g

Se consumido direito, o sódio é importante para o funcionamento de nosso corpo. A quantidade máxima recomendada de sal para adultos é de 5g por dia (1,7 g de sódio), ou cerca de uma colher de chá, somando o sal de tudo que se come ao longo do dia. O consumo médio do brasileiro é de 12 g diárias, ou seja, mais que o dobro da recomendação máxima. Se há mais de 1,5 g de sal por 100g (ou 0,6 g de sódio), o alimento é rico em sal. Alimentos com pouco sal contêm 0,3 g ou menos por 100 g (ou 0,1 g de sódio). Então é importante olhar o rótulo do que vai consumir e reeducar seu paladar: busque temperar a comida com especiarias e diminuir a “pitada” de sal.

Fonte: Ministério da Saúde, Oncoguia

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CUIDADOS COM A PELE: MASCARA CASEIRA

Quimioterapia afeta a nossa pele, já perceberam? A minha pele ficou muio mais ressecada que o normal, o que exige maiores cuidados. Para que sua pele fique bonita e saudável, não esqueça de tomar água e cuidar da alimentação. Mas o alimento não ajuda só se ingerido não, sabia? Podemos fazer máscaras com alguns ingredientes, e aproveitar seus nutrientes para deixar nossa pele bem linda e macia. Confira algumas dicas, de acordo com o site EGO:

Aveia
Se você está precisando de uma leve esfoliação, a aveia em flocos é a solução. Em um recipiente, coloque os flocos de aveia, cubra com água morna e deixe descansando por 10 minutos. A aveia irá absorver um pouco da água e os flocos ficarão mais esponjosos.

Em seguida, pegue os flocos e misture com iogurte natural. Com a máscara pronta, cubra o rosto e faça movimentos circulares durante 15 minutos, esfoliando delicadamente – ótima opção para peles sensíveis.

Ovos
Para peles secas, misture a gema com uma colher de chá de mel e algumas gotas de óleo de amêndoas. Para peles oleosas, use apenas a clara e adicione suco de limão – a mistura vai secar a oleosidade e aumentar a firmeza e o viço da pele. Para peles mistas ou normais, use o ovo inteiro e misture com iogurte natural e um pouco de mel.

Avocado
Quem quiser dar um up na pele e rapidamente recuperar o viço, pode amassar um avocado (variedade importada do abacate) e aplicar no rosto por 20 minutos – a fruta é cheia de vitaminas, minerais e gorduras boas para a pele. Se quiser potencializar ainda mais o efeito, misture o avocado amassado com duas colheres de sopa de iogurte natural e uma colher de chá de mel para hidratar ainda mais a pele.

Leite
O leite tende a ter um ligeiro efeito de branqueamento na pele, o que ajuda a igualar o tom da pele, principalmente em peles secas ou maltratadas (que estejam descascando por causa de exposição ao sol, por exemplo). Para fazer a máscara, basta misturar leite em pó com água de rosas e aplicar no rosto

Aproveitem as dicas para a saúde da pele. E claro, não esqueçam do protetor solar antes de sair de casa!

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CUIDE DE SUA PELE!

Nossa pele passa por muita coisa, independente da estação. Calor, frio, vento, poluição, poeira, raios solares,chuva… E quando fazemos quimioterapia e radioterapia, medicações fortes, nossa pele também pode apresentar efeitos. Mas quem quer ter pele ressecada? Ninguém né? Então vamos cuidar da parte mais externa do corpo, já que o remédios estão cuidando da parte interna. Mas não é apneas parte estética não. Sabia que uma pele hidratada evita a entrada de microorganismos que causam infecções?

O post de hoje fala sobre a hidratação da pele! Claro que isso é um efeito geral. Para ter pele bonita, não basta apenas hidratá-la, é preciso também cuidar da alimentação e da rotina. Beber água por exemplo, é essencial!!

Temos algumas dicas importantes:

  • Ao lavar o rosto, não lave com água muito quente, pois ela ajuda a ressacar.
  • Não use bucha ou sabonete em excesso. Tudo isso causa ressecamento e pode criar fissuras e escamas imperceptíveis, que favorecem a entrada de pequenos organismos que podem fazer mal à saúde.
  • Use seu creme preferido. Você pode incrementá-lo ainda com produtos naturais e nutritivos como óleo de coco, um ótimo hidratante. Alguns truques como acrescentar Hipoglós também ajudam.
  • Não esqueça de protetor solar!!!! Mesmo que o tempo esteja nublado.
  • Se usou maquiagem, não esqueça de tirar quando for dormir.
  • De tempos em tempos, faça uma esfoliação. A esfoliação ajuda com a eliminação de impurezas e células mortas.
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TODOS JUNTOS CONTRA O CÂNCER INFANTO JUVENIL

Cats, como eu falei Setembro é o mês dourado, todos juntos contra o câncer infanto juvenil.

A verdade é que ninguém acredita que uma criança ou um adolescente possa ter algo tão sério com pouca idade. E nós entendemos a preocupação dos pais ao descobrirem a doença em seus filhos.

Mas é importante saber que, felizmente,
os avanços de pesquisas e tratamentos já podem curar os pacientes quando o diagnóstico é feito a tempo. Em outras palavras: quanto antes a doença é descoberta, maiores são
as chances de vencê-la.

A F.biz foi convidada pela Coniacc (Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer) a criar a campanha para o Setembro Dourado.

O movimento é uma iniciativa da Coniacc que acontece ao longo do mês em todo o país com o objetivo de alertar os pais sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil.

O resultado é uma animação bastante emocional e uma arte impecável. As cenas iniciais mostram um menino que perde o último fio de cabelo durante o tratamento.

Por meio de efeitos que remetem para a passagem do tempo, esse fio sobrevoa a cidade até que encontra seu dono. Ele pousa na cabeça do mesmo garoto que na infância enfrentou a doença, mas que hoje aparece como um jovem saudável.

“O objetivo é alertar os pais que o câncer infanto-juvenil tem grandes chances de cura, desde que a doença seja diagnosticada logo no início”, destaca Guilherme Jahara, CCO (chief creative officer) da F.biz.

O filme incentiva ainda os adultos a visitarem o site do movimento para conhecerem os sintomas que devem motivar a realização de exames preventivos.

A comunicação também é composta por spot e anúncios em revistas e jornais, e será feita com o apoio de emissoras de televisão e rádio e de empresas jornalísticas, de cinema, de mídia digital out of home e editoras que cederam inserções em âmbito nacional.

Confira o filme:

Fonte: ExameSetembro Dourado

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SETEMBRO DOURADO: PREVENÇÃO CONTRA O CÂNCER INFANTIL

O Outubro Rosa, assim como o Novembro Azul, já se consolidou no calendário brasileiro. Agora é a vez do Setembro Dourado, que tem por objetivo chamar atenção das pessoas para o câncer infantil. A iniciativa visa estimular ações preventivas e educativas associadas à doença, promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças com câncer.

“A experiência do câncer é difícil para qualquer pessoa, seja acompanhando o sofrimento de um parente próximo ou vivenciando o processo de cura e tratamento. A situação se torna ainda mais delicada quando o paciente é uma criança. Muitos pais se sentem responsáveis pela doença, pensando que poderiam ter feito algo para evitar o quadro”, explica a médica oncopediatra Dra. Fernanda Tibúrcio.

Fato é que câncer em crianças e adolescentes, felizmente, é mais raro. Entretanto, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), já representa a primeira causa de morte (7% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, no Brasil, e em países desenvolvidos. Em 2014, ocorreram 11.840 novos casos de câncer infantil no país. As regiões Sudeste e Nordeste apresentaram os maiores números de casos novos, 5.600 e 2.790, respectivamente, seguidas pelas regiões Sul (1.350), Centro-Oeste (1.280) e Norte (820).

Os tipos mais comuns incluem as leucemias (33%), tumores do sistema nervoso central (20%), linfomas (12%), tumores germinativos (9%), neuroblastomas (8%), tumor de wilms (6%), tumores de partes moles (6%), tumores ósseos (5%) e retinoblastoma (3%).

As causas do surgimento de tumores nas crianças estão mais ligadas a fatores genéticos específicos. Além disso, algumas condições genéticas aumentam a incidência de certos tipos de câncer, como a relação entre crianças diagnosticadas com Síndrome de Down e a leucemia. “Na maioria dos casos, não se conhece a causa. Alguns são devidos à predisposição genética. Não existe associação com tabagismo, etilismo, hábitos de vida como ocorrem em adultos”, explica a médica.

Não existe um método preventivo específico para o câncer em crianças e jovens, mas é de extrema importância que os pais levem seus filhos a consultas periódicas com o pediatra e relatar qualquer alteração no comportamento ou corpo da criança. “Perda de peso, palidez, anemia, febre baixa constante, dor óssea ou nas juntas sem histórico de trauma no local e massas abdominais são alguns indicadores de tumores em crianças”, pontua Dra. Fernanda.

Fonte: Conecte