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Dia Mundial da Menopausa

Hoje, 18 de outubro, é Dia Mundial da Menopausa. Ele foi designado por uma colaboração entre a Sociedade Internacional de Menopausa com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A menopausa é algo normal, natural e comum a todas as mulheres. Ela é definida como a última menstruação que, geralmente, ocorre após doze meses consecutivos sem o período menstrual. Além disso, ela decorre do esgotamento da função dos ovários, resultando em uma diminuição dos níveis de estrogênio e outros hormônios.

Segundo o ginecologista e obstetra Luciano de Melo Pompei, secretário-geral da SOGESP e presidente da Sobrac (Associação Brasileira de Climatério), geralmente ocorre por volta dos 50 anos. Com a chegada da menopausa, a mulher já não pode mais engravidar de forma natural – é o fim de seu período reprodutivo.       

Durante todo o período da menopausa, a mulher passa por alterações físicas e emocionais, ocasionadas pela deficiência hormonal. Dentre alguns sintomas estão  os fogachos (calorões), a dificuldade para dormir, labilidade de humor e secura vaginal.

Além disso, outras consequências da menopausa incluem a diabetes, distúrbios da tireóide, hipertensão arterial, aumento do risco cardiovascular. Para mulheres com um estilo de vida pouco saudável, um alto nível de estresse, ou uma genética desfavorável, as alterações da menopausa e do avanço da idade podem ser particularmente desafiadoras.

Menopausa ou climatério

Diferentemente do que muita gente pensa, climatério não é sinônimo de menopausa, que se refere somente à última menstruação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o climatério é uma fase biológica da vida da mulher, que compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo.

Inicia-se, em geral, por volta dos 45 anos, como consequência do esgotamento da função ovariana.

Para esclarecer dúvidas:

1- Não existe idade padrão para o início do climatério, a despeito de ser mais comum entre os 40 anos e os 45 anos.

2- Entre os sintomas usuais, estão o distanciamento entre os ciclos menstruais, ocorrência de fogachos e suores noturnos e alterações do sono.

3- Em algumas mulheres, ocorrem alterações psicológicas, como irritabilidade, insônia, depressão, perda de memória e mudanças de humor.

4- Para diagnosticar o climatério a mulher deve procurar o seu médico e, eventualmente se submeter a exames clínicos e laboratoriais.

5- Mamografia, papanicolau, ultrassom transvaginal e densitometria óssea são exames complementares que podem ser solicitados com regularidade durante o climatério.

6- Manter uma dieta saudável, rica em cálcio e vitamina D é muito importante neste período.

7- A desidratação pode afetar o sistema nervoso, o que estimula as ondas de calor. Hidrate-se com mais frequência.

8- Praticar exercícios físicos ajuda a melhorar a densidade óssea, evitar fraturas e também ajuda na flexibilidade e no equilíbrio.

9- A Terapia Hormonal (TH) é o tratamento mais indicado para aliviar fogachos, suores noturnos advindos das ondas de calor, sintomas psicológicos e melhorar a qualidade de vida da mulher, todavia, existem opções não-hormonais.

10- Há algumas contraindicações para a TH. Portanto, é essencial consultar um médico que irá avaliar o histórico da paciente para indicar o tratamento adequado.

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PESQUISA MOSTRA CONEXÃO ENTRE MENOPAUSA E CÂNCER DE MAMA

Londres – Um grupo de pesquisadores das Universidades de Cambridge e Exeter estabeleceu uma conexão entre a idade com que uma mulher entra na menopausa e o câncer de mama, mostrou um estudo divulgado pela revista “Nature Genetics”.

A pesquisa indicou que as mulheres que têm menopausa antes dos 40 anos são menos propensas a desenvolver este tipo de câncer; no entanto, têm mais probabilidades de sofrer de outras doenças, como a osteoporose e o diabetes tipo dois.

Além disso, os pesquisadores descobriram que, por cada ano que a menopausa demora a aparecer, o risco de câncer de mama sobre 6%.

A co-autora do estudo Deborah Thompson, do departamento de Saúde Pública e Atenção Primária da Universidade de Cambridge, indicou que isto é porque quem teve menopausa mais cedo “estiveram menos expostas ao estrogênio durante sua vida”.

Além disso, a investigação concluiu que a idade natural da menopausa, que marca o final da vida reprodutiva da mulher, é geneticamente determinada.

Os autores realizaram um estudo de associação do genoma completo de 70 mil mulheres de ascendência europeia e identificaram no total 56 variantes genéticas associadas com a idade natural desta etapa reprodutiva.

Por sua vez, Anna Murray, geneticista da Universidade de Exeter, explicou que a pesquisa ajudou a compreender como acontece o envelhecimento reprodutivo feminino e que isto poderia dirigir “ao desenvolvimento de novos tratamentos para evitar a menopausa precoce”.

“Muitas mulheres hoje em dia optam por ter filhos em uma idade mais avançada, mas podem ter dificuldades para conceber de forma natural porque a fertilidade começa a diminuir, pelo menos, dez anos antes da menopausa”, acrescentou.

A descoberta sugere que as células reprodutivas dos ovários que reparam o DNA de maneira mais eficiente sobrevivem mais tempo, e isto se traduz em um atraso da menopausa.

Fonte: EXAME

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MENOPAUSA PRECOCE

MENSTRUAÇÃO:

Cats, vocês sabem o que é menstruação né? Na teoria, menstruação é o processo hormonal responsável pela liberação de um óvulo. O tempo do ciclo varia de pessoa para pessoa, mas normalmente está entre 28 e 30 dias. Muitos fatores são responsáveis por irregularidades, inclusive o stress pode alterar nossos níveis de hormônios e causar mudança no ciclo. Esse ciclo podemos não conhecer muito bem teoria, mas na prática sabemos como funciona: sentimos os efeitos desse sobe e desce dos hormônios, sentimos as mudanças e humor, as cólicas, o sangue… O fluxo pode ser intenso ou não, algumas mulheres usam absorventes, outras absorventes internos e algumas ainda o coletor menstrual (maneira sustentável e mais saudável). Mesmo nos dias de hoje falar sobre menstruação ainda é tabu! Muitas tem vergonha de falar disso inclusive com o médico, assim como falar sobre vida sexual. Mas não devemos sentir nojo, é um ciclo natural e quando temos, lidamos com ele. É importante conhecer nossas mudanças durante o ciclo e deixar nosso médico sabendo sobre qualquer alteração!

MENOPAUSA:

Menopausa é o nome dado para o período quando a menstruação para de ocorrer devido a falta dos hormônios estrogênio e progesterona. Não é uma doença! Mas no começo, essa queda de hormônios causa algumas sensações como calorão, suador, secura da vagina, alterações de humor… A menopausa precoce é é o quadro clínico que se apresenta quando a mulher entra na menopausa antes dos 32 anos e é marcada pelo não (ou mal) funcionamento dos ovários.

Durante o tratamento de câncer, seja com cirurgia para retirada de ovários ou sessões de quimioterapia e/ou radioterapia, muitas mulheres passam pela menopausa precoce. Saiba mais:

MENSTRUAÇÃO E QUIMIOTERAPIA:

Um dos efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia é a mudança com o ciclo menstrual. Isso porque quando impedimos o crescimento celular, podemos afetar nossas celulas sadias, provocando uma falência prematura dos ovários. Cada pessoa é de um jeito! Conheço muitas cats que param de menstruar, algumas voltam, outras não. Os efeitos de menopausa, como o calorão repentino, se fazem presente devido a queda BRUSCA de hormônios em nosso corpo. E vocês sabem o quanto hormônios causam muitas coisas dentro de nós, não é?

O tratamento muda de paciente para paciente. O câncer de mama hormônio receptor positivo, por exemplo, se “alimenta” de nossos hormônios, então temos que tomar remédios que bloqueiam esses hormônios. O tamoxifeno, por exemplo, é um desses remédios. Então não se assuste se você estiver tomando ele e sua menstruação parar.

Claro que algumas mulheres, pela idade, já acabam “entrando de vez” na menopausa. Com o tempo o corpo vai acostumando com a diferença de hormônio no corpo, e não sente mais tanto os efeitos.

Converse com seu médico e acompanhe! Muitas vezes, depois que entramos na menopausa, devemos prestar atenção pois os riscos de osteoporose  crescem.

Como já contei para vocês, eu não menstruei nenhuma vez durante as quimios e pelo menos uns 6 meses depois de terminadas as sessões eu continuei assim. Hoje em dia eu fico menstruada a cada 40 dias e muito fraquinho o fluxo de sangue. E vocês?

Fonte: UOL,HypescienceMinha VidaSaúde Medicina