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História de Cat: Mallú

Olá Cats, recebemos o relato da querida Mallú sobre o medo de encarar o tratamento. 

E pra vcs, como foi?
Conte pra nós: cat@quimioterapiaebeleza.com.br

Em Outubro de 2013 fui internada com dores fortes e suspeitas graves de doença, fiz vários exames e então veio a notícia ruim dos resultados.
Fui diagnosticada com Linfoma de Hodgkin estágio 4.., meu Deus, meu mundo caiu, fiquei sem chão, congelada.
Além de estar com câncer o estágio era o mais avançado, tinha se espalhado pelo tecido do meu corpo, gânglios linfáticos, ossos e medula.
Não queria aceitar a doença, não era possível eu estar com câncer, queria fazer mais e mais exames. Não me convencia que eu estava doente, os médicos disseram que eu precisava começar logo o tratamento, e eu também não queria aceitar o tratamento.
Estava com medo,…demorei 4 meses para aceitar fazer a quimioterapia, meu maior medo era a tão temida “quimio” pois quando eu escutava os efeitos colaterais ficava assustada.

Entre outubro de 2013 até fevereiro de 2014, tentei vários métodos, tratamentos naturais, espirituais, etc…e de nada adiantava eu só piorava, ficava mais fraca, mais magra, não conseguia mais andar e nem respirar direito, muito sofrimento para minha família que fazia de tudo para eu me curar e estavam nesta luta comigo. Foi ai com a ajuda da minha família e também de amigos que minha Fé se fortaleceu e me senti tão forte que aceitei a me curar com o tratamento quimioterápico, busquei mais forças e coragem em Deus, pois era o que eu precisava.
Então voltei ao médico onde fiz os exames, me internaram na hora, drenei o pulmão, pois estava cheio de água por conta da doença, e comecei as sessões de quimioterapia. Dai em diante tudo foi melhorando, mas o meu cabelo caiu, passava mal, fiquei pálida, senti os efeitos colaterais esperados….só que eu estava com muita Fé em Deus e coragem. E a minha autoestima estava alta, não deixei me abalar por conta do cabelo, eu adorava usar os lenços coloridos e diferentes me achava estilosa, gostava de usar lenço com óculos escuros, pois sobrancelhas e cílios ficaram menos volumosos. Gostei também do meu cabelo curto, nunca tinha feito um corte curtinho, adorei o estilo. Como eu estava sentido que a quimioterapia estava me curando, mesmo com todos os efeitos colaterais, tudo ficou mais fácil, vou dizer que eu até lidava com bom humor nas situações mais chatas.

Fiz sessões de BEACOPP e ABVD e depois 20 sessões de radioterapia, em 2015 tive remissão do câncer graças a Deus. Hoje faço os acompanhamentos oncológicos.
O tempo passou desde que tudo isso aconteceu, antes eu não gostava de falar sobre o assunto, achava que eu não ia conseguir me socializar direito com as pessoas por ter tido câncer… mas eu amadureci sobre esse pensamento, existem pessoas leigas no assunto, acho interessante falar, relatar, pode até ajudar alguém.
Eu me lembro de todos detalhes como se fosse ontem e vejo que para mim, foi uma fase difícil, mas precisei passar por isso, pois me fortaleceu e me deixou mais cheia de vida, hoje eu conto a minha história sobre o câncer para todos que queiram ouvir, falo sobre minha luta e que vivo minha vida bem melhor, todo dia só tenho a agradecer, pois eu VENCI e NASCI novamente.
Espero que esse depoimento ajude as Cats que estão com medo do tratamento quimioterápico. “E se der medo, finge que tem coragem e vai com medo mesmo”. 
Se der ansiedade, finge que está tranquila e vai ansiosa mesmo. Se está cansada, finge que tá bem e vai cansada mesmo.
Se está sem paciência, respire fundo e vai assim mesmo. O importante é não parar, não parar”. Tenham muita Fé que vai ajudar a vencer essa luta”. Depois de tudo isso, filtrem o que essa fase trouxe de melhor para suas vidas e sejam felizes.

Mallú Critina de Sousa
Linfoma de Hodgkin(estagio IV)
Tratamento feito com a equipe no Hemocentro da Unicamp – Campinas/SP

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Alimentos que aliviam os enjoos da quimioterapia

Bom dia, Cats! 

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 Vocês também sofreram muito com os enjoos durante o tratamento quimioterápico?? 

Segundo o Instituto Oncoguia, aproximadamente 30% das drogas quimioterápicas provocam náuseas e vômitos e seu médico pode orientar o uso de antieméticos quando for necessário. 

 Aqui vão algumas dicas para melhorar esse efeito colateral super desagradável:Tente ingerir mais alimentos como mingau de aveia, torradas, biscoitos integrais, bolachas cream cracker, alimentos frios, sorvetes e sucos de frutas, frutas em pedaços, água de coco, gelatinas, iogurte e raspadinhas de gelo. 

Procure evitar comidas quentes, gordurosas, fritas, muito doces, com condimentos, pimentas ou odores fortes. 

Não é recomendável beber líquidos junto às refeições, fazer refeições em locais muito abafados ou com cheiros fortes.

É super importante manter uma dieta fracionada, comer pouco, mas com mais frequência e lentamente, além de descansar após as refeições, pois ajuda na digestão, e peça ao seu médico ou nutricionista para fazer as mudanças necessárias no seu plano alimentar. 

As náuseas que aparecem enquanto se recebe os medicamentos podem ser evitadas, basta não se alimentar apenas 1 ou 2 horas antes da quimioterapia ou radioterapia. 

 O vômito seguido ao enjoo pode ser provocado pelo tratamento, por odores de alimentos ou pela presença de gases no estômago. Se o vômito for intenso ou durar alguns dias entre em contato com seu médico. Após vomitar, é melhor beber apenas pequenas quantidades de líquidos, se possível 50 ml de 20 em 20 minutos e não evite comer enquanto os vômitos não estiverem controlados.Também é bom tentar uma dieta exclusivamente líquida, até conseguir retornar a sua alimentação normal, gradualmente. 

 E não se esqueça de sempre consultar um médico, tentar descobrir as causas da náusea e quando ocorrem. 

 Fonte: Oncoguia

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A aceitação de si mesma por Rafaela Mendes

Cats, mais uma ótima reflexão da nossa parceira Rafaela Mendes, consultora de imagem e valorização pessoal, fundadora do Onncovida! Ela fala sobre autoestima e amor próprio! 

Nossa meninas, ando super sumida, mas a verdade é que tem acontecido tantas coisas que não tenho parado um minuto…mas ainda bem que é assim, não estou reclamando, não, viu?Tenho passado por um turbilhão de situações e é sobre esse momento que quero muito compartilhar com vocês.Estou numa fase de implementação da Onncovida e todos os dias acontecem situações, algumas mais fáceis, outras mais difíceis de se resolver. Tenho observado isso me relacionando com o meu bem estar interno – como eu estou comigo mesma?E venho sentindo que quando estou mais “perdida”, demoro mais tempo para resolver meus problemas, e na maioria das vezes a solução escolhida não é a mais correta. Mas quando estou bem, meninas, ninguém me para!Como consultora de Imagem e visagista, sei que muitas vezes se fala da imagem pessoal de uma forma fútil, mas não é assim, gente. É se sentir bem, se amar, e eu até arrisco dizer que se sentir vaidosa é bom…uma vaidade boa, positiva, segura, que traz como consequência a autoestima, um tema que adoro falar, e peça chave para qualquer momento da vida do ser humano.A aceitação de si mesma e o amor próprio são muito significativos em todas as fases da nossa vida. Pense nisso, se valorize como mulher, se ame como ser humano – com suasparticularidades únicas no mundo!

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Conheça o Port-a-Cath ou cateter totalmente implantado: uma importante ferramenta no tratamento com quimioterapia por Dr. Felipe Ades

Cats, se liguem nessa matéria recheada de informacões sobre um tipo de cateter totalmente implantado, uma ferramenta muito importante na quimio, do nosso diretor científico Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista.

Muitas das medicações utilizadas em oncologia são administradas através das veias. Estes tratamentos podem ser longos, e os medicamentos contra o câncer podem causar, por vezes, inflamações nas veias superficiais dos braços, que são mais sensíveis. Por isso foi desenvolvido um tipo de dispositivo para administração de medicamentos e coleta de exames, colocado diretamente nas grandes veias do corpo, o cateter totalmente implantado.

Confira todos os detalhes na matéria escrita pela Enfermeira Gislene Padilha, do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein.

O avanço ininterrupto das pesquisas em tratamento do câncer contribuiu também para a adequação de um melhor dispositivo para receber os medicamentos. Embora haja outras opções de vias de administração, como por comprimidos, a via intravenosa ainda é a principal utilizada.

A escolha de um acesso vascular adequado é um componente fundamental no tratamento de pacientes com câncer, permitindo aos profissionais da oncologia oferecer um acesso seguro e eficaz.

O port-a-cath é um dispositivo que fica acoplado abaixo da pele e consiste em um reservatório com membrana perfurável e um cateter de silicone.

Esse tipo de cateter surgiu no início da década 80. O port, como ficou conhecido, revolucionou a oncologia no aspecto vascular, melhorando a qualidade de vida do paciente com câncer por apresentar maior conforto na administração dos medicamentos, menor necessidade de manipulações e menor índice de infecções. Ele pode ser utilizado para infusão de sangue (transfusões), coleta de sangue, antibióticos, analgésicos, nutrição parenteral e principalmente para infusão de quimioterapia.

Implantação

A colocação do port compete ao médico especialista e deve ser realizada no centro cirúrgico, através de um procedimento simples, instalado após anestesia local e um sedativo ou anestesia geral. O tempo do procedimento varia de 30 minutos a 1 hora. O paciente pode ter alta no mesmo dia e até receber a infusão do medicamento logo após. É implantado no tecido subcutâneo e introduzido numa veia calibrosa, em geral na veia cava superior, próximo à entrada do coração. A cicatrização da inserção do cateter varia de 7 a 10 dias e após isso, não há necessidade de curativo.

Punção e Manuseio

O acesso ao dispositivo é feito por meio de punção na pele sobre o port com agulha específica que penetra o septo sem cortá-lo, esse procedimento deve ser realizado por um enfermeiro treinado e capacitado, com domínio da técnica e obedecendo aos rigores absolutos de assepsia, avaliação do sítio de punção, bem como as condições clínicas do paciente. É importante saber que algumas atividades que cause muito impacto devem ser evitadas (futebol, tênis, boxe, etc).

Ele apresenta algumas vantagens em relação aos outros tipos de cateter como diminuição de risco de infecções, minimização do risco de trombose, fácil punção, permite tratamento ambulatorial, não interfere nas atividades diárias do paciente, tem melhor aspecto estético e preserva a rede venosa periférica.

Apesar de seguro, em raros casos podem acontecer algumas complicações, como vermelhidão local, sangramento, presença de secreção no local de inserção do cateter e ou febre. Caso isto ocorra é recomendado entrar em contato com seu médico ou enfermeiro imediatamente para a resolução do problema.

Um cirurgião experiente, com uma boa técnica de implantação, uma assepsia rigorosa associada ao acompanhamento dos pacientes por equipe treinada, reduz as complicações precoces e previne as tardias.

Os cateteres totalmente implantáveis para quimioterapia são meios seguros e confortáveis para a administração de medicamentos e coleta de exames, sendo um importante aliado no tratamento do câncer.

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Doutora Fada por Cyntia Soares

A nossa cat colaboradora Cyntia Soares do grupo Vencedoras Unidas está homenageando sua querida médica oncologista no texto de hoje!  E vocês, também têm um médico que merece muita gratidão pelo empenho e carinho no seu tratamento? Comenta aqui! 

Doutora Fada 
Como você apelidou o seu oncologista em segredo (ou publicamente)? De médico anjo? Acho que é o mais comum mesmo e não temos como dizer que eles não são anjos, né? 
A minha médica é a Dra. Fada e nem fui eu que dei o apelido, mas minha amiga de tanto que eu elogiava a Doutora. Logo, o apelido de Dra. Fada foi pegando e já chegou nos ouvidos dela…e acho que ela gostou. Vamos combinar que é um apelido fofo! 
Numa pesquisa rápida no Google, temos o seguinte significados para fada: “Ser imaginário do sexo feminino a que se atribui poder mágico de influenciar no destino das pessoas.”
Então, a Dra. Claudia Ottaiano é quase uma fada de verdade… ela influencia no nosso destino de forma mágica mesmo. ‍
É impossível levar o tratamento de maneira negativa, mal-humorada ou sem esperanças tendo uma médica tão amorosa e alegre. E foi no dia 03/08/16, cinco dias após o diagnóstico de carcinoma medular de mama (vulgo câncer de mama), que tive a primeira consulta com ela. Saí do consultório com a certeza de que eu ficaria bem e de que estava com a melhor oncologista.
Vou exemplificar alguns pontos que foram aumentando meu carinho por ela e confirmando minha teoria de estar com a melhor médica possível:
– A primeira mensagem de whatsapp que mandei para ela (mega me desculpando) foi quase meia-noite falando de uma dor de garganta, e ela me respondeu de madrugada; 
– Quando eu estava na UTI, a equipe da clínica ia no outro hospital e ela foi me resgatar (tudo bem que me deixou passar o Natal no hospital, mas sei que foi para o meu bem); 
– A Dra. me enviou um áudio falando que não estaria em Brasília no dia da minha cirurgia (a data da cirurgia mudou, né?), mas se colocando à disposição (ela sabia como era importante para mim aquele momento); 
– Ela me envia áudios explicando minhas dúvidas pontuais e acalmando meu coração; 
– Puxa minha orelha e sempre me fala: “pensamento bom e vida boa”; 
– Entendeu quando eu pedi para fazer os exames de controle antes, simplesmente porquê eu estava com medo; 
– Garantiu que sempre vai ter horário para me atender (quando brinquei que não teria, afinal eu indico pra todo mundo); 
– Quando meu cabelo começou a crescer e eu chegava na consulta com ele arrumadinho, logo ela vinha e bagunçava meus fios toda feliz…
Acho que já te convenci, né? Rs. Ainda não?? Então vamos numa consulta comigo… aposto que você vai sair de lá no mínimo criando um fã-clube para minha médica (haha).
Para finalizar quero deixar dois recados para você, leitor:
1º) Não desejo de forma alguma que você tenha câncer, mas se tiver, meu desejo é que você encontre uma oncologista maravilhosa como a minha (pode ser a minha também, eu empresto, rs);
2º) Se o seu médico não te passa segurança, procure outro. 
E lógico que um recado pra Dra. Fada também:
Dra. Claudia, obrigada por ter feito a diferença! Como já te disse várias vezes, você é a melhor!! 

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Mães que criam sozinhas seus filhos com câncer

Cats, olhem a notícia do El País que está circulando nas redes sociais, intitulada “A seleção dos filhos sem pai” 

 A matéria conta que seis dos onze jogadores titulares do Brasil na Copa cresceram distantes do pai biológico, e suas mães tiveram de encarar a criação dos atletas sozinhas.
Essa também é a realidade de muitas mães de crianças com câncer, que sofrem bastante na jornada de seus filhos, mas que precisam ter uma enorme força dentro de si para enfrentar, não só a criação, que já exige muito esforço, mas enfrenar a doença deles sem a ajuda do pai. 

Se fizermos uma busca no Google por relatos de pessoas que criam crianças com câncer, a maioria esmagadora dos depoimentos são de vozes maternas falando sobre o assunto, e geralmente o pai nem é citado. As causas dessa ausência são diversas, por exemplo, o abandono já desde cedo no nascimento, ou a própria opção pelo distanciamento perante o diagnóstico do filho, pois esse pai quer evitar a todo custo assumir uma responsabilidade, deixando para a mãe a função injusta de seguir sozinha diante do tratamento da criança. 

Os títulos se resumem a: “Mãe faz relato emocionante sobre batalha de filho de 10 anos contra o câncer”, “Experiências com mães de crianças com câncer”, “Desvelando a experiência de mães de crianças com câncer em uma unidade de cuidados paliativos” e muitas outras manchetes que indicam a batalha solitária da mulher que se torna mãe de um filho paciente oncológico, tendo que se desdobrar para passar sua energia aos pequenos e fazê-los ser ativos no processo da terapia. 

Entretanto, a maioria dessas notícias também nos revela que a coragem e o amor dessas heroínas que são mãe solo ou que não recebem ajuda efetiva dos pais, são tão grandes que conseguem suprir essa falta paterna na vida das crianças, mesmo em um momento tão difícil para elas. Se as crianças sem uma figura paterna lutam e conseguem vencer o câncer com apoio e carinho diário de suas mães, 

❤

 os atletas da seleção já são vencedores também!!

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Ciclo de Quimioterapia por Dr. Felipe Ades

Bom dia, Cats!  Essa matéria do Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista está imperdível! Nesse texto ele explica acerca do ciclo da quimio, ou seja, o número de aplicações e intervalo entre duas doses de tratamento. Interessante, né?

O ciclo da quimioterapia se refere ao número de aplicações e intervalo entre duas doses de tratamento. Por exemplo, em alguns casos de câncer de pulmão fazemos seis ciclos de tratamento, com dois medicamentos contra o câncer, a cada 3 semanas, ou seja, cada ciclo de quimioterapia é feito em intervalos de 21 dias, num total de seis vezes.

Este intervalo é importante para que corpo se recupere dos efeitos colaterais do medicamento. A repetição do tratamento é necessária para que se mantenha a doença em controle, ou para se intensificar e aumentar a chance de cura, quando o tratamento é feito após a cirurgia. O intervalo entre duas doses de tratamento varia de acordo com o medicamento e de acordo com a doença que se está tratando. Por exemplo, o medicamento paclitaxel é feito uma vez por semana, o medicamento fluorouracila pode ser feito por 2 a 5 dias continuamente na veia, medicamentos como a cisplatina são feitos a cada 3 semanas (quando usamos altas doses), mas pode também ser feito uma vez por semana se usadas doses baixas. A gemcitabina é feita uma vez por semana em ciclos que podem semanais contínuos, duas semanas com medicamento e uma sem ou 3 semanas com medicamento e uma sem.

Mesmo quando usamos medicamentos orais o conceito de ciclo de tratamento se aplica. O medicamento capecitabina é tomado por 14 dias, com uma pausa de 7 dias, isto corresponde a um ciclo de tratamento. O mesmo ocorre para tratamentos com sunitinib ou sorafenib.

O ciclo depende da doença que se está tratando e do esquema de quimioterapia utilizado.

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Amizades que ficam por Cyntia Soares

Hoje termina a trilogia de textos sobre amizade da nossa querida Cat Cyntia Soares. O último assunto é os amigos que realmente ficam ao nosso lado em todas as fases difíceis da vida. Quem são os amigos que te acompanharam durante o tratamento e que vocês gostariam de agradecer? Aproveita os comentários e marca eles aqui!

Amor Antigo

Diagnóstico de câncer, correria com exames/ consultas, pessoas se afastando…e você percebe que tem seus fiéis escudeiros bem ali apoiando você e a sua família!! ‍‍‍
Meus fieis escudeiros estão representados nas fotos e estiveram presentes em todos os momentos do tratamento: diagnóstico, perda do cabelo, quimioterapia, cirurgia do cateter, mais quimioterapia, internação com direito a natal no hospital, mastectomia, radioterapia e agora na remissão e nos exames de controle. Mais importante do que a presença física era a certeza de que eu poderia contar com eles tanto para chorar quanto para comemorar, olhem as situações abaixo:
– No dia do diagnóstico fui dormir na casa da Márcia Andrade e passei o final de semana lá…quanto amor recebi dela e da família Andrade!  Nunca vou me esquecer da reação do Biel ao saber que eu estava com câncer (ficou com os olhos cheios d’água e tentou disfarçar, mas sou eu que estou com os olhos lacrimejando agora de lembrar). Depois da consulta mais difícil, foi abraçada com a Márcia que chorei por 2 minutos (afinal eu tinha que ser forte) e foi ela que bateu o recorde como acompanhante de quimioterapia (só não foi mais que eu rs); 
– A Julyana Silva saiu do trabalho e veio direto para a minha casa no dia do diagnóstico, deixou umas lágrimas escorrerem antes de viajar (queria estar me acompanhando aqui), foi na quimioterapia, fazia casadinhos pra mim e topava praticamente qualquer evento que eu inventava…e quando ela não topou teve que aguentar uma chantagenzinha emocional kkkkk; 
– Ganhei flores, pastas de dentes especiais e um bolo de carne M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O da Letícia Barreto, além de todo carinho e cuidado; 
– Na véspera da primeira quimioterapia rolou um Outback com direito a despedida de bebida alcoólica com a Isa e a Larissa Vaz. Assim, criamos um ritual de nos encontrarmos em praticamente todas as vésperas de quimioterapia…elas não fazem ideia do quanto isso me ajudou!! Também teve um almoço na casa da Isa em que elas e os maridos (meus afilhados) colocaram minha peruca (tenho provas! Rs)…também ganhei casadinhos e comemos muita pipoca nas inúmeras idas ao cinema ; 
– Ter uma amiga psico-oncologista é a garantia de tratamento em período integral, né, Bruna Rodrigues?? Além dos encontrinhos com direito a não poder comer aqueles docinhos na véspera do PET-TC (rs), consultas particulares com o Gilberto e almoço após a quimio; 
– E a Sheila Maroccolo que me sustentou em oração pelas madrugadas (colocou meu nome no topo da lista de oração com as gêmeas), me mandou devocionais, louvores e mensagens diariamente para saber como eu estava…
Quanto amor e cuidado recebi!!
Quantas mensagens, mimos, presenças (na quimioterapia, nas consultas, nos dias tristes e nos felizes), convites, comidinhas (yakisoba, bolo de carne, docinhos, etc), orações, cuidado e força!! Deus foi muito generoso comigo me enviando AMIGOS!! 
Gosto muito de uma música que tocou no culto da minha formatura:
“Quem me dará um ombro amigo
Quando eu precisar?
E se eu cair, se eu vacilar
Quem vai me levantar?
Sou eu, quem vai ouvir você
Quando o mundo não puder te entender.
Foi Deus, quem te escolheu pra ser
O melhor amigo que eu pudesse ter
(…)
Quem é que vai me acolher
Na minha indecisão?
Se eu me perder pelo caminho
Quem me dará a mão?
Foi Deus, quem consagrou você e eu
Para sermos bons amigos, num só coração,
Por isso eu estarei aqui
Quando tudo parecer sem solução!”
(Amigos pela fé – Anjos de resgate)

Finalizo deixando meu agradecimento aos amigos que ficaram e que ainda estão comigo!!! Assim como comemoramos o final da quimioterapia em janeiro, vamos continuar comemorando todas as nossas conquistas, sejam elas pequenas ou grandes!!  Obrigada por não terem desistido de mim e por me fazerem acreditar nos momentos que eu tive medo!! 

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“Amigos que somem” por Cyntia Soares

Olá cats queridas!!  Hoje temos mais um texto da trilogia sobre amizade durante o câncer da nossa querida Cyntia Soares do Vencedoras Unidas. 

Hoje o assunto é mais punk: os “amigos” que somem!
Peguem uma caneca de chocolate quente, um lencinho (se estiverem emotivos), um saco de pancadas (se estiverem com raiva) e vamos lá! Rs 
“Amigos que somem”: a hora da peneira! 
Após o diagnóstico e a decisão de tornar a doença pública (bem difícil esconder, diga-se de passagem), começamos a avisar os amigos mais próximos e os familiares. É o momento do choque!Algumas pessoas ficam sem reação, outras negam, algumas choram e a maioria tenta passar força…com o tempo mais pessoas ficam sabendo e você vai percebendo que alguns amigos começam a se distanciar…eles usam aquelas velhas desculpas (não falam para nós, mas chegam aos nossos ouvidos): “eu não sei lidar com o câncer”, “não quero ver a fulaninha sofrendo”, etc. Imagino que a sua resposta mental seja a mesma que a minha: “Eu também não sabia lidar com o câncer e tive que aprender!”. 
No primeiro momento (e talvez no segundo também) a gente sente raiva daqueles “amigos”, afinal, se fosse ao contrário, nós estaríamos ali firmes e fortes apoiando, cuidando, etc.
A percepção de que algumas relações não eram recíprocas me fez tomar uma decisão: quem não estava ao meu lado durante o
tratamento, eu não iria querer de volta na minha vida depois que estivesse bem. Achou radical? Então se coloque no lugar de um paciente oncológico, que com todas as dificuldades da doença e do tratamento, ainda tem que administrar o distanciamento e a falta de algumas pessoas que considerava próximas. E agora, ainda acha a minha decisão radical? 
Concordo com você, fui radical sim, mas foi o meu jeito de me proteger! E não, eu não mudei de opinião. As dificuldades trazem a “hora da peneira” e quem ficou na peneira eu risquei da minha vida. 
Depois que terminei o “grosso” do tratamento, encontrei algumas pessoas num evento social que vieram perguntar como eu estava e falaram que estavam torcendo por mim, mas NUNCA, NUNCA me ligaram ou mandaram um recadinho no Facebook ou no Whatsapp…desculpa, mas eu não acredito! Fiquei com raiva e decidi não ir mais em determinados locais que encontraria com elas. Nunca mais nos vimos e adivinha? Eu estava certa sobre elas! 
E quando a pessoa promete ir em uma sessão de quimioterapia com você e te dá um bolo? Ou quando a pessoa mora pertinho da sua casa e não passa nenhuma vez pra te dar um abraço? Ou quando a pessoa te fala que não tem tempo, mas posta mil fotos de eventos nas redes sociais? Sim, pacientes oncológicos passam por isso!! E, sim,eu passei por isso! Só que no final, acabei ganhando mesmo assim… sabe o que eu ganhei? Ganhei a certeza de que os verdadeiros ficaram ao meu lado e de que tenho muita gente maravilhosa na minha vida (no próximo post falarei dos amigos que ficam). 
Você também teve “amigos” que sumiram durante o tratamento??
Se quiser compartilhar sua experiência nos comentários, fique a vontade!
Você se afastou do seu amigo, parente ou conhecido após o diagnóstico/ durante o tratamento?Lamento, mas você foi quem mais perdeu! Perdeu a chance de crescer, de receber, de doar muito amor e pode ter perdido uma pessoa que se importava com você…

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Casamento depois do câncer: Juliana Esmerio

Queridas Cats  Confiram a história muito especial dessa cat, a Juliana Esmerio, que ficou noiva logo após o término do tratamento de quimioterapia e teve uma linda surpresa dois anos depois! Quem aí também casou depois do tratamento do câncer? Mande sua história para nós! 

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Em janeiro de 2013 fiz um exame que mostrou uma “bola” grande no meu ovário esquerdo. Após a cirurgia veio a notícia: um tipo de câncer chamado Teratoma Imaturo. Um pouco depois fiz outra cirurgia para verificar se havia restos de tumor em algum outro órgão, mas graças a Deus nada mais foi encontrado. Mesmo com a boa notícia não me livrei da quimioterapia e, aos 34 anos, fui lá encarar esse mundo desconhecido, sempre com o apoio total dos meus pais e do meu então namorado. 
Foram cerca de 3 meses de tratamento, cabelos perdidos e vida profissional parada, mas os planos seguiram em frente. Ainda em 2013 fiquei noiva (de peruca!) e marcamos o casamento para 2014. 
E chegou outubro de 2014, juntei o aplique do cabelão que tive que cortar com os meus curtinhos e foi tudo lindo!!! Convidados emocionados, alegria transbordando…Alegria maior, somente em 2016 com a notícia da minha gravidez e 2017, com o nascimento da nossa filha!