A blogueira Flávia Flores, que é a fundadora do Instituto de Quimioterapia e Beleza e uma inspiração para as mulheres que estão passando pela fase difícil que é o diagnóstico de câncer, se casou dia 3 de junho com o grande amor da vida dela, o Ryan! O casamento aconteceu em San Diego, nos Estados Unidos, e contou com a presença de convidados muito especiais como sua família, seus amigos e até a Cat Viviane Roos, que sempre acompanha e apoia o trabalho da Flávia e esteve lá representando todas as mulheres que seguem e se inspiram na ativista nas redes sociais.
O casal se conheceu no ano de 1999, quando Flávia tinha apenas 21 anos, e, desde então, ela sempre sentiu um carinho muito grande pelo americano. Os dois passaram muitos anos sem se ver pois, após a deportação da blogueira dos EUA, pois Ryan, devido à família, nunca conseguiu vir ao Brasil para vê-la. Flávia conta que sofreu muito por conta da saudade que sentia do homem que era apaixonada, e chegou a pedir a Deus que mudasse sua vida.
Nessa mesma época ela descobriu o câncer e não conseguiu entender a situação, mas hoje ela afirma que encontrou o seu propósito: “Hoje eu entendo tudo. Eu tinha uma missão muito maior, um papel para assumir antes de viver o meu grande amor plenamente”. Depois de enfrentar várias barreiras, finalmente houve o reencontro que marcou o início de uma vida a dois de muita paixão e companheirismo. “Toda vez que eu acordo com o Ryan do meu lado eu o beijo e agradeço a Ele (Deus) por essa oportunidade de ser feliz agora”, contou a fundadora do IQeB em entrevista.
A cerimônia de celebração da união do casal gerou uma grande repercussão na internet, pois Flávia Flores compartilhou os momentos mais marcantes de seu casamento em suas redes sociais. A festa começou com muita diversão entre amigos e família em uma Limo Bus e a festa teve até passistas de samba brasileiras para voltar às raízes!
As redes sociais sempre foram muito importantes para a Flávia, pois é por lá que ela se comunica com as Cats, e é por onde recebeu milhares de parabéns das suas amigas e seguidoras do seu conteúdo em prol da autoestima da mulher com câncer e prevenção da doença. A ativista conseguiu mostrar ao mundo a força que uma mulher com esse diagnóstico pode ter e como esse período pode passar por nós sem que deixemos de acreditar em nossos sonhos.
Queridas Cats Confiram a história muito especial dessa cat, a Juliana Esmerio, que ficou noiva logo após o término do tratamento de quimioterapia e teve uma linda surpresa dois anos depois! Quem aí também casou depois do tratamento do câncer? Mande sua história para nós!
Em janeiro de 2013 fiz um exame que mostrou uma “bola” grande no meu ovário esquerdo. Após a cirurgia veio a notícia: um tipo de câncer chamado Teratoma Imaturo. Um pouco depois fiz outra cirurgia para verificar se havia restos de tumor em algum outro órgão, mas graças a Deus nada mais foi encontrado. Mesmo com a boa notícia não me livrei da quimioterapia e, aos 34 anos, fui lá encarar esse mundo desconhecido, sempre com o apoio total dos meus pais e do meu então namorado. Foram cerca de 3 meses de tratamento, cabelos perdidos e vida profissional parada, mas os planos seguiram em frente. Ainda em 2013 fiquei noiva (de peruca!) e marcamos o casamento para 2014. E chegou outubro de 2014, juntei o aplique do cabelão que tive que cortar com os meus curtinhos e foi tudo lindo!!! Convidados emocionados, alegria transbordando…Alegria maior, somente em 2016 com a notícia da minha gravidez e 2017, com o nascimento da nossa filha!
Olá, Cats! A cat Michele Caroline de Pauli nos enviou esse relato emocionante! Ela descobriu o câncer de mama com o casamento marcado e até pensou em desistir de se casar, mas o final dessa história foi muuuito feliz!
Em janeiro de 2017 eu e meu noivo decidimos nos casar pois já estávamos há 9 anos juntos. Reservamos tudo e como sou ansiosa não deixei nada para depois. Porém em junho, deitada na cama para dormir, senti um caroço na mama direita. Na hora já tive um pressentimento que podia ser um câncer, entretanto, aos meus 27 anos, cheia de saúde, com planos de vida, isso não poderia acontecer. Eu trabalho em hospital e vejo doenças todos os dias… como isso poderia acontecer comigo? Mas aconteceu, então pensei primeiramente em desistir do casamento que estava praticamente pago, pois perderia meus cabelos, e eu sempre dizia “eu só não posso casar careca”. Porém, para cancelar ou adiar, eu teria que pagar mais do que eu já havia pago, cancelar com todos os fornecedores e convidados, e o maior sonho da minha vida era esse casamento, então segui firme e forte ao lado de um homem que me amparou em todos os momentos. Um mês antes do casamento tive neutropenia, fiquei internada, e meu médico decidiu suspender uma sessão de quimioterapia, pois eu poderia ficar com a imunidade baixa novamente. Comprei uma prótese capilar, tive meu dia da noiva, fotos pré wedding, tudo que eu tive direito, com o consentimento do meu médico. A disposição não era mais a mesma, mas me casei, dancei e me diverti muito. Realizei o sonho da minha vida ao lado do homem que me ama, que me respeita, que me acha linda de qualquer forma, que secou todas minhas lágrimas e que me fez seguir sem temer.
Cats queridas! Olhem esse depoimento super bonito que a Cat Priscila Propp mandou para nós! Ela se casou logo após o fim do tratamento radioterápico e estava lindíssima nesse dia tão especial! Quem aí também casou depois do tratamento do câncer? Mande sua história para nós!
Conheci Thiago Trevizan, com 6 meses de namoro…. fiz todo tratamento em 2014 de quimio e ele estava ali do meu lado. No começo eu pedi para terminar porque não achava justo o peso todo da minha doença na vida dele, mas ele foi muito mais forte que eu e não terminamos. Noivamos em 13/10/2015 e logo em dezembro veio a notícia da metástase óssea, e eu mais uma vez me vi na mesma situação. Marcamos de nos casar em 17/12/2016, eu somente terminei as radioterapias e #partiucasar! Casei com 1,5cm de cabelo, casei com o cara que entendeu e entende meu momento. Se eu sonhava em casar? Às vezes, mas não assim com tanta emoção e jamais imaginava que pudesse ser tão especial. E foi!!
Rio – A história que será escrita nas próximas linhas poderia ser enredo de um livro de Nicholas Sparks, roteiro de um filme de Woody Allen ou cantada em uma música de Elton John. Mas é real e aconteceu aqui mesmo, no Rio de Janeiro. Na verdade, no trecho entre Rio e Goiânia do voo 5052 da companhia Azul, na última quinta-feira, dia 30 de março. Foi ali que o carioca Paulo Teles, de 34 anos, pediu a mão da namorada, a goiana Ana Caroline, de 33 anos, em casamento.
Paulo combinou com os tripulantes do voo para fazer a surpresa. No alto falante, o comandante contou, resumidamente, parte da história de cinema do casal. Entre os episódios, o câncer que atingiu ambos e uma perda brusca de um parente. Mas acima de tudo, muita fé, cumplicidade e amor, tão necessários nos tempos atuais.
De constipação a um grave câncer
A vida de Paulo era parecida com a de muitos homens da mesma faixa etária e classe social. O delegado da Polícia Federal conseguia unir a dura rotina da profissão com campeonatos de polo aquático. Praticante de esporte, bom emprego, tipo físico saudável, nada disso foi suficente para impedir que uma grave doença mudasse sua vida.
Era 2 de junho de 2016 e o carioca estava em Brasília fazendo um curso da corporação. Uma simples constipação o levou à emergência do Hospital de Brasília, onde uma tomografia detectou um câncer de colón, com metástase no fígado e obstrução parcial no intestino. Diagnóstico grave, que exigia operação de urgência. “Na hora, o mundo para e a cabeça gira. Você se sente num pesadelo, ou filme de terror, no qual é o protagonista, sem querer jamais ter sido indicado sequer para o papel de coadjuvante”, conta Paulo.
A equipe de polo aquático onde joga Paulo, o segundo da esquerda para direita na fila de trásReprodução/Facebook
Em meio ao espanto da notícia, decidiu fazer o tratamento no Rio, onde mora. A internação foi imediata e o primeiro procedimento seria a desagradável colostomia. Mas decidiu ouvir uma segunda opinião e se consultou com Dr. Alemar Roger Salomão, cirurgião-geral e oncológico. Foi Dr. Salomão que iniciou a recuperação, ou, como chama Paulo, o milagre, sem passar pelo procedimento delicado, que significava abrir o cólon e usar uma bolsa para a eliminação das fezes.
O médico decidiu desobstruir o intestino, evitando a desagradável colostomia. Deu certo. Depois, era operar o órgão, quimioterapia, operação no fígado e mais quimioterapia. “Parece simples e rápido. No dia a dia, é um mundo de provação, medo e muitas incertezas”, revela o delegado.
A nova vida de Paulo apenas começava. Sempre ao lado dele, os pais, seu José Luiz e dona Isabel. E claro, Ana Caroline, a “leoa”, nas palavras do próprio noivo.
Depressão, questionamentos, fé
Paulo, na cama do hospital. Em depressão, o carioca pensou em se matarReprodução/Facebook
Durante a árdua caminhada em direção a cura, Paulo sofria. Não só com as dores físicas, mas também as psicológicas. Como quando contou aos pais sobre a doença que lhe atingiu. “Eu chorava e pedia desculpas, como se fosse culpado de algo. Sempre levei uma vida saudável, praticando esporte e alimentando-me bem, então por que adoeci?”, questionava-se.
Após a cirurgia, Paulo percebeu que se recuperava da doença. Mas não recuperava a sua vida. Com uma série de limitações, o delegado entrou em depressão. Veio a sofrida quimioterapia e o poço ficava cada vez mais fundo. “Querer acabar com a própria vida era uma questão de quando e como”, admite.
Para ajudar a vida dos médicos – e a sua própria – Paulo recorreu ao celebrado médium João de Deus, que em seu currículo tem cirurgias espirituais nos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, entre outras personalidades. “Fiquei mais grogue do que as cirurgias físicas”, conta o delegado sobre a cirurgia espirtual feita com médium.
A equação para a esperada cura se fechava com a operação espiritual feita por João de Deus. Paulo, que já contara com o providencial tratamento urgente do Dr. Alemar Roger Salomão, tinha também aos seus cuidados a equipe do oncologista Dr. Carlos Gil Moreira Ferreira, e claro, todo amparo da família e da namorada, além da ajuda da amiga e psicológa Drª. Tereza Vasconcellos.
A batalha da ‘leoa’
Auditora fiscal, a goiana Ana Caroline Rabelo Umbelino, de 33 anos, passou por provação parecida um pouco antes. Em 20 de janeiro de 2015, retirou um tumor do seio maxilar de cerca de 5 cm, que os médicos descobriram mais tarde ser maligno. Cinco meses depois, passaria por nova cirurgia, dessa vez, para que fossem retiradas as margens de risco da doença voltar ou se espalhar.
Quando descobriu que Paulo estava com câncer, Ana Caroline demorou a acreditar. “Achei que ele estivesse brincando. Afinal, fazia apenas um ano e alguns meses que tínhamos passado pela minha doença. Nos primeiros dias, eu chorava muito. Depois, passado o susto, tinha muita fé que ele ficaria curado”, confessa.
Estar ao lado do namorado no momento mais difícil exigia não só fé, mas também muita paciência e compreensão. “Tinha que me recompor porque precisava passar confiança pra ele. Ele estava com depressão, falando o tempo todo que iria se matar”, revela.
O amor está no ar, literalmente
Vencida as batalhas de saúde, chegava o momento de sacramentar os três anos de amor entre Paulo e Ana Caroline, que se conhceram em uma festa no Rio de Janeiro. O noivo escolheu um lugar que tivesse a ver com o namoro. A rota Rio-Goiânia, feita pela Azul, era parte do relacionamento do casal ao longo da união. Bastou então combinar com a tripulação e fazer o esperado pedido. “Estávamos vindo pra Goiânia, como fazíamos sempre. Para mim, seria apenas mais um voo nosso, igual a todos os outros. Fiquei sem acreditar quando comecei a ouvir o comandante contando a nossa história”, se emociona Ana.
O casamento ainda não tem data marcada, e eles pensam em ter filhos, mas não por enquanto. Paulo se sente “200% melhor do que antes” e diz que torce para que seja “o fim de uma guerra e não apenas de uma batalha”. E tal qual Rocky Balboa, o personagem do histórico filme, sabe que ninguém vai bater mais forte que a vida. “Não importa como você bate, e sim, o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha”, finaliza.
Um intervalo de apenas três dias separou os piores e os melhores momentos da vida da universitária Nathália Freire, de 22 anos. No dia 18 de janeiro, a jovem ouviu do médico que a leucemia, “curada” seis meses antes, havia retornado. No dia 21, em uma cerimônia improvisada, Nathália se casou no quarto do hospital particular no Lago Sul, em Brasília.
“O que tinha tudo para ser uma singela união, ficou uma cerimônia muito bonita por conta do nosso amor”, disse ao G1 o marido, Junior Oliveira. A entrevista foi dada nesta sexta (27), enquanto Nathália passava por uma sessão de quimioterapia no quarto ao lado.
Oliveira diz que o pedido de casamento veio à cabeça imediatamente, assim que o casal descobriu que teria de enfrentar a luta contra o câncer pela segunda vez. A leucemia atinge os glóbulos brancos do sangue, e faz com que eles percam a capacidade de defender o organismo.
“Tive medo de não ter outra oportunidade. A gente não sabe o dia de amanhã. Então, não pensei duas vezes e fiz o pedido. Assim, de última hora”
Os preparativos para a cerimônia foram rápidos, e foram cumpridos em meio ao turbilhão do retorno ao tratamento. Júnior conta que tudo foi feito sem muito planejamento, “mas com muito amor”.
“Eu planejava que iríamos nos casar daqui a um ano, ou dois. Então, foi tudo de repente. Corri para comprar o vestido, a aliança, achar o pastor, fazer a decoração.”
Com o apoio da equipe do hospital Daher, um quarto foi especialmente decorado para a cerimônia dos dois. No sábado à tarde, acompanhada de dez testemunhas – entre amigos próximos e familiares – e vestida com um longo vestido branco e com uma coroa de flores, Nathália Freire se casou com Junior Oliveira. “Nos tornamos um só”, diz ele.
Luta antiga
O diagnóstico recebido no dia 18 por Nathália representa o “segundo episódio” da batalha contra a leucemia. Em julho de 2016, após seis meses de tratamentos agressivos, a jovem ouviu dos médicos que estava “sem sinais” da doença. Um transplante de medula que ela recebeu da irmã, que era 100% compatível, ajudou na recuperação.
“Na época, pensamos que tinha dado tudo certo. Que eu estava livre. Mas o médico viu meus exames alterados e constatou que o câncer voltou.”
O médico de Nathália, Rafael Vasconcellos, conta que as chances de a doença retornar após um transplante desse tipo são relativamente baixas. “A leucemia costuma aparecer de novo em apenas 30% dos casos. Geralmente, em casos muito mais agressivos. Agora, a Nathália precisa de outro doador”, diz o médico.
Juntos há nove anos, o casal diz manter a fé recuperação de Nathália, e já faz planos para celebrar a união recente. “Nosso sonho é comemorar a lua de mel no Chile”, diz Júnior.
Cadastro de doadores
A medula óssea é uma estrutura que fica dentro dos ossos do corpo, responsável pela produção das células do sangue e das células de defesa. Ela abriga um tipo específico de células-tronco, similar ao do cordão umbilical, que pode ajudar na produção do sangue.
No Brasil, mais de 4 milhões de pessoas estão cadastradas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). Quando um paciente precisa desse tipo de transplante, os dados são cruzados com todas essas amostras em busca da maior compatibilidade.
Para “entrar” no Redome, o voluntário precisa ter de 18 a 55 anos de idade, bom estado de saúde, e não ter doença infecciosa ou histórico de câncer. Outras condições são avaliadas caso a caso. A inscrição é simples, e requer apenas uma amostra de 10 ml de sangue.
Quando houver um paciente com possível compatibilidade, o doador voluntário será comunicado e poderá decidir quanto à doação. Exames adicionais são feitos para confirmar a viabilidade do procedimento.
Doação
Diferentemente dos transplantes de coração e pulmão, a doação de medula óssea não envolve uma cirurgia. Apesar de mais simples, o procedimento também é feito em um centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação mínima de 24 horas.
Durante o procedimento cirúrgico, o médico faz várias punções com uma seringa, e retira parte da medula óssea estocada na bacia do doador. A operação dura cerca de 90 minutos, e pode gerar dor localizada por alguns dias. Neste caso, o uso de analgésicos pode amenizar o desconforto.
Há um segundo método de retirada, menos invasivo, chamado “aférese”. Neste caso, o doador toma medicação por cinco dias para ampliar a circulação de células-tronco no corpo. Em seguida, uma máquina “filtra” o sangue e retira esse material, que será doado. O procedimento não requer internação e nem anestesia, mas a escolha do método deve ser feita pelos médicos assistentes.
Normalmente, os doadores retornam às suas atividades habituais depois da primeira semana, e a medula óssea se recompõe em cerca de 15 dias. No receptor, a medula é injetada pela veia, como se fosse uma transfusão de sangue.
Com os olhos fechados em oração, Geline e Rogélio agradeciam a oportunidade de viver mais um segundo juntos. Dos seis anos que compartilham, entre as alegrias do matrimônio e as dores de um tratamento longo de câncer de mama, os dois só desejavam subir ao altar para celebrar a união. O pedido foi atendido no sábado a noite, em uma cerimônia simples, mas que contou com a ajudinha de cada amigo e familiar.
A história de Geline Machado dos Santos, 34 anos, e Adão Rogélio Ramos dos Santos, 35 anos, começa lá em 2010, quando o autônomo ainda morava em Portugal. Ao ver a então futura mulher passando atrás da webcam da irmã, ele decretou que os dois seriam namorados em breve, quando retornasse ao Brasil. A brincadeira se tornou paquera e depois, não deu em nada. Ao contrário da previsão, Rogélio engatou um romance com outra pessoa.
“Ele começou a namorar uma menina e eu percebi que estava com ciúmes. Mas, fiquei na minha. Depois de um tempo eles terminaram e eu pedi ele namoro. Ele faz graça com a situação, sempre me apresentava como namorada e brincava que eu que tinha pedido em namoro”, relembra Geline.
Alegre e com uma voz calminha, Geline não deixa de elogiar o marido, que a pediu em casamento após o diagnóstico de câncer de mama. “Nósnamoravámos há dois anos quando eu descobri o câncer já em fase de metástase. Eu tenho um marido maravilhoso, que cuida e cuidou de mim em todos os momentos. Uma pessoa mandada por Deus e que decidiu ficar comigo mesmo assim”, ressalta.
O casamento aconteceu primeiro no civil, mas o sonho de reunir todos e receber uma benção continuou firme e forte no coração de Gelina e Rogélio. Sem pompa ou qualquer coisa do gênero, os dois pediram um Culto de Glorificação do Casamento e ganharam uma festa.
“Cada amigo foi ajudando de uma forma e foi muito melhor do que a gente merecia ou esperava. Foi uma surpresa para mim porque eu não ajudei em nada. Quando cheguei estava tudo pronto. Fizemos no quintal de casa, arrumaram tudo, decoraram, teve música, encontraram um vestido”, sorri a noiva.
Uma amiga foi a responsável por encontrar o vestido perfeito para Geline. Diferente do branco tradicional, ela optou por um rosa claro, sua cor favorita. “É a cor que eu mais gosto. Eu já sou casada então não vi necessidade de usar um branco. Uma irmã da igreja conseguiu vários modelos e levou em casa para eu escolher. Como eu só saio de casa para ir ao médico, nós demos um jeitinho”, explica.
A cerimônia para eles é impossível de descrever. De cadeira de rodas e com o buquê nas mãos, Geline permaneceu o tempo todo emocionada. “Só quem estava lá conseguiu sentir a emoção. É difícil explicar, a presença de Deus, foi tudo maravilhoso”, acredita a noiva. Rogélio complementa.
“Foi emocionante, só quem estava aqui mesmo, não tem como, quem presenciou sabe como que foi. Sentimos muito a presença de Deus, tudo organizado, todo mundo cooperou, ajudou bastante, foi mais que a gente esperava”, descreve.
Inclusive, o responsável por jogar o buquê desta vez foi o marido, já que Gelina não podia fazer movimentos muito bruscos. Com bom-humor ele aceitou a missão e até posou para as fotos. “Tudo foi muito especial para nós. Era algo que queríamos, mas nao imaginávamos que seria assim”, confessa.
O tratamento contra o câncer continua. Depois de sofrer metástase e atacar o fígado e o crânio, Geline precisou fazer radioterapia e uma cirurgia para retirar os ovários. “A esperança é controlar a doença”.
O Hospital Regional do Cariri, no interior do Ceará, foi palco da realização de um sonho na manhã desta segunda-feira (2). Com 36 anos e portadora de câncer de colo de útero, a manicure Sandra Raquel Nogueira Pereira é casada no civil e mãe de três filhos, mas sempre quis casar no religioso.
Diagnosticada com a doença em setembro de 2015, Sandra está internada há no hospital há mais de dois meses. Devido a complicações decorrentes da doença, a realização do casamento se tornou mais premente. “Vou casar com o Sérgio com a certeza de que Deus está nos abençoando”, comemorou.
“É uma paciente jovem que teve diagnóstico de neoplasia de colo uterino e, infelizmente, por não ter realizado o tratamento precocemente, a doença se disseminou. A gente tem invasão do sistema urinário e de outros órgãos que fazem com que a paciente tenha mais complicações, sangramentos e intercorrências, sangramentos e sangramentos. Intercorrências que fazem com que o internamento se prolongue e que a gente tenha mais dificuldade de estabilizar o quadro da paciente para dar alta”, explica o médico Carlos Eduardo Alencar.
Para realizar o sonho de Sandra e Sérgio, muitas pessoas se mobilizaram, entre enfermeiras, assistentes sociais, maquiadora, cabeleireira e uma cerimonialista. “Eu tomei conhecimento através das redes sociais e, de imediato, entrei em contato com o hospital para procurar realizar esse sonho da melhor maneira possível”, relata a cerimonialista Gleise Amâncio.
O passo seguinte foi organizar a cerimônia, a comemoração e buscar parcerias. Vestido de noiva, alianças, decoração, doces e o bolo de casamento foram doados.
O terceiro andar do Hospital Regional do Cariri foi transformado em palco para a cerimônia religiosa e a recepção. A noiva, já vestida de branco, maquiada e com o cabelo arrumado, não escondia a emoção.
“Eu estou emocionada. Só que não vou chorar, pois hoje não é dia de choro, é de alegria. Eu já passei por tanta coisa e não chorei e não vai ser neste momento feliz que vou chorar. Sempre sonhei em casar diante de Deus. Já até tínhamos pensado sobre o assunto, mas com pouco dinheiro e muita coisa para fazer, o sonho sempre era adiado”.
Após a cerimônia religiosa, os convidados e funcionários do hospital não conseguiam esconder a emoção. O noivo, companheiro de 16 anos, aposta que vai envelhecer ao lado de Sandra.
“Estamos recebendo a bênção de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estou casando com ela na doença, na alegria e na tristeza até que um dia Deus nos chame, ou eu ou ela. Que seja feita a vontade de Deus. Tenho muita esperança de que esse casamento vai melhorar o quadro de saúde dela”, relata.
Craig e Joan Lyons se conheciam há 30 anos, mas só há um ano e meio Craig tomou coragem para declarar seu amor por Joan.
Os dois se apaixonaram, mas logo em seguida ele descobriu que tinha um câncer terminal no pâncreas. A notícia trágica, porém, não alterou os planos dos dois de ficarem juntos e eles se casaram.
Para homenagear o marido em meio a uma cerimônia repleta de emoções, Joan raspou a cabeça em frente aos convidados e doou seu cabelo para a instituição Little Prince Trust, que faz perucas para crianças com câncer.
A catarinense Mariana Leone foi diagnosticada com um raro tipo de câncer ósseo em março de 2013. Ela tem 41 anos, é bioquímica e tinha uma vida normal e ativa (trabalhava bem, malhava cerca de duas horas por dia). Foi um grande choque quando descobriu a doença. Sentiu que perdeu o chão, que nada mais fazia sentido. Mas depois desse momento do “E agora, o que eu faço?”, ela foi ao combate lindamente! Em entrevista com Marie Claire ela diz que pensou que como o problema já existia, o negócio era enfrentá-lo. E escolheu passar por ele bem, e então surgiu sua página no facebook: “Câncer com Alegria“. Na verdade, esse nome tem como inspiração a conversa que teve com seu marido que lhe disse “Ou você escolhe viver o câncer com tristeza, e isso não vai funcionar, ou vai viver com alegria”.
Na página dela ela procura desmistificar essa ideia de que mulher com câncer é triste e feia. Nada disso!!! Entre os projetos apresentados na página, ela tem um ensaio fotográfico lindo com vestido de noiva, é a Campanha Noiva! Casada por 25 anos, ela conta: “Na minha caminhada, encontrei jovens, entre 20 e 25 anos, que estavam com casamento marcado quando receberam o diagnóstico. “Tive a ideia de mostrar que a mulher é bonita mesmo estando careca”. Então incentiva as mulheres a darem continuidade com a cerimônia, mesmo que estejam carequinhas. A cat conta: “A ideia da minha campanha é mostrar que não é preciso cabelo para ter autoestima elevada. A gente se prende muito a isso, que o cabelo é tudo. A beleza está no brilho dos olhos, na clareza da alma”. Ela diz que o Fábio, seu marido, foi um grande incentivador de sua autoestima. Conta inclusive que logo depois que raspou seus cabelos ele foi fantástico e a careca até virou fetiche. Ela brinca: “Se era verdade ou não, me fez sentir muito bem”
E esse não é o único projeto dela! Ela tem mais dois que realiza no Hospital Marieta Konder Bornhausen (Itajaí – SC): um que um que viabiliza perucas para mulheres com câncer e outro que leva fisioterapeutas para alegrar os pacientes da instituição.
Sabe essas pessoas que tem o dom de fazer o bem, alegrar outras pessoas, se preocupar com o outro? Ela é assim! O melhor remédio que encontrou foi organizar ações de voluntariado que beneficiam pessoas em situações semelhantes à dela. “Sempre ocupo minha cabeça para não ficar na triste. Gosto trabalhar com coisas boas, ajudar pessoas e levar o amor”, afirmou. A catarinense recebe doações de amigos e conhecidos para manter seus projetos.
Claro que nem sempre foi assim, mas teve muito apoio de seu marido. Logo que viu seu diagnostico ela ficou super abalada e ele nem mesmo reconhecia. Eles se conheceram no colégio, namoraram a distância quando ele mudou de cidade, mas a família não apoiava. E então eles bolaram um plano: aos 16 anos ela engravidou para que assim eles pudessem se casar. Casaram e estão juntos nesse companheirismo lindo até hoje! Inclusive realizaram uma segunda cerimônia para comemorar os 25 anos de casamento. O câncer não é a história dela, é só uma partezinha disso. Ainda não terminou o tratamento, está nessa batalha, mas seus cabelos já começaram a crescer. Ela segue confiante ao lado de seu marido e seu filho, sendo essa cat inspiradora e incrível.
Veja as fotos produzidas por Beto Bocchino, ela super linda vestida de noiva: