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DIA NACIONAL DA MAMOGRAFIA

SBM alerta às mulheres que “rosa” é o ano todo e a prevenção é fundamental

Para celebrar o Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro) e o Dia Nacional da Mamografia (5 de fevereiro), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) faz o alerta para que as mulheres fiquem atentas o ano todo quanto à questão da prevenção e diagnóstico precoce. Embora, a entidade reconheça e valorize a importância do Outubro Rosa, ela lembra que o engajamento deve ser constante, pois o câncer de mama segue como a segunda maior causa de morte das mulheres no Brasil e esse quadro está longe de ser revertido.

De acordo com a coordenadora da SBM, Paula Saab, a população brasileira, essencialmente as mulheres, não pode desconsiderar a gravidade do cenário. “Ainda estamos perdendo muitas vidas e isso não pode continuar assim. As mulheres precisam de informação, de acesso e atendimento”, diz a mastologista, lembrando que elas que têm pelo menos 100 vezes mais chances de desenvolver câncer de mama do que os homens.

Segundo Paula, embora pareça um discurso repetitivo, é preciso reforçar a mensagem da realização da mamografia anualmente, a partir dos 40 anos. “A SBM defende essa rotina nessa faixa etária, baseada em estudos. Chega de divergir e discutir o sexo dos anjos. O fato é que estamos perdendo vidas. A realidade é que o quanto antes diagnosticarmos o câncer, maiores são as chances de cura. A mulher tem o direito de se cuidar, de se prevenir e de ter acesso rápido ao tratamento quando necessário. Ela precisa fazer valer esses direitos e, para isso, pode contar com a Sociedade Brasileira de Mastologia”, afirma.

No último Outubro Rosa, a SBM aderiu à campanha “A vida pede atitude. Movimente-se: faça mamografia anualmente” após seus pesquisadores membros concluírem em um estudo que o risco de ter câncer de mama aumenta consideravelmente em mulheres na pré e pós-menopausa que apresentam excesso de gordura corporal. Logo, não só a prática de exercício físico, mas ter uma alimentação saudável pode ajudar a prevenir a doença. Alimentos como cúrcuma (açafrão-da-terra), mirtilo, tomate, abacate, vinho tinto (com moderação), couve, suco de romã, óleo de linhaça, chá verde, alho, brócolis, couve-flor, cereja e alcachofra podem ajudar, lembrando que seu consumo não é garantia do não aparecimento da doença.

Um mastologista deve ser procurado em caso de qualquer alteração na mama, como:

Caroço nos seios

O nódulo pode ter o conteúdo líquido, conhecido como cisto, e geralmente é regular, móvel e não está relacionado a câncer. Nódulos sólidos, endurecidos e fixos geram uma maior preocupação.

Alergia nos mamilos

Traços vermelhos semelhantes à picada de inseto, erupção cutânea ou reação alérgica podem ser um aviso de doença grave e até mesmo câncer de mama.

Pele retraída

Alguns tumores podem crescer dentro da mama e repuxar a pele perto dele. Uma entrada na pele que não existia deve chamar a atenção.

Inchaço e sensação de calor

O inchaço do seio com a sensação de calor e peso pode ser um sinal de câncer de mama, principalmente quando for de um lado só.

Ferida nos seios

Aparição de ferida ou úlcera que não cicatriza.

Mudança na pele ao redor do mamilo

A pele que fica ao redor do peito fica mais quente, escamosa, vermelha ou inchada.

Secreção pelo bico

A aparição de secreção sanguinolenta ou aquosa no bico do seio deve sempre ser investigada.

O autoexame hoje é utilizado como um meio da mulher conhecer seu corpo e identificar o que é normal nas suas mamas. A palpação das mamas pode gerar desconforto em algumas mulheres, mas deve ser feito para que ela se conheça melhor. Qualquer dúvida deve ser tirada com um mastologista.

A junção da mamografia, do exame clínico e do auto exame é fundamental para a prevenção de novas mortes pela doença.

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NÚMERO DE MAMOGRAFIAS AUMENTA EM 37% NO PAÍS

Nos últimos anos, o acesso a exames de detecção precoce do câncer de mama no Sistema Único de Saúde (SUS) tem avançado. Os dados foram apresentados nesse outubro/2016, no Rio de Janeiro (RJ), durante o lançamento da campanha nacional do Outubro Rosa do Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). As mamografias no país cresceram 37%, no comparativo entre os primeiros semestres de 2010 e 2016, passando de 1,6 milhão para 2,2 milhões. Na faixa etária de 50 a 69 anos (faixa etária prioritária), o aumento foi ainda maior no período (64%), saindo de 854 mil para 1,4 milhão de mamografias.

Na comparação com anos fechados, o aumento foi de 36% entre 2010 (3 milhões) e 2015 (4,1 milhões). Já as mamografias realizadas na faixa etária prioritária aumentaram 61% entre 2010 (1,5 milhão) e 2015 (2,5 milhões). O rastreamento é uma estratégia de detecção precoce utilizada em políticas públicas para populações-alvo específicas a fim de reduzir a mortalidade por uma determinada doença.

O INCA estima 57 mil casos novos de câncer de mama em 2016. O SUS garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias, desde que exista recomendação médica. A faixa dos 50 aos 69 anos é definida como público prioritário para a realização do exame preventivo pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e seguida pelo Ministério da Saúde baseado em estudos que comprovam maior incidência da doença e maior eficiência do exame.

Para tratar o câncer de mama, o SUS oferece cirurgias oncológicas (mastectomia, conservadoras e reconstrução mamária), radioterapia e quimioterapia.  Em 2015, foram 18.537 mastectomias e cirurgias conservadoras, 2,9 milhões de procedimentos de radioterapia e 1,4 milhão de sessões de quimioterapia, além de 3.054 cirurgias de reconstrução mamária.

Desta forma, o Ministério da Saúde tem garantido investimento crescente na assistência ao câncer de mama, com ampliação de 31% dos recursos nos últimos cinco anos, totalizando R$ 599 milhões em 2015. A prevenção da doença também teve um aumento de 15% no mesmo período, passando de R$195,3 milhões para R$ 224,7 milhões.

Fonte: Portal da Saúde (Governo)

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HOLANDESES CRIAM MAMOGRAFIA QUE NÃO APERTA

Mamografia salva vidas – mas não é a experiência mais legal do mundo. Pois um grupo de médicos na Universidade Tecnológica de Eindhoven está desenvolvendo um teste ainda mais eficaz para identificar o câncer de mama e que, de quebra, não funciona como um espremedor de fruta.

A mamografia atual aperta os seios entre duas placas e tira chapas de raio-x para tentar “fotografar” possíveis tumores. Mas nem sempre essa imagem consegue detectar se a formação é maligna ou não e alguns resultados acusam um câncer quando, na verdade, não há nada com o que se preocupar. São esses alguns dos pontos fracos que o novo método tenta superar. Em primeiro lugar, as imagens da nova técnica são em 3D ao invés de 2D e os tumores malignos se tornam mais fáceis de identificar. Em segundo lugar, para a alegria das pacientes, ele não precisa de nenhum apertão. Basta deitar na maca e deixar o peito livre sobre uma “bacia”.

O nome técnico do novo procedimento é Ultrassom de Contraste Dinâmico Específico. Ele foi inspirado em um exame que muito incomoda os homens: o de próstata. Em uma tentativa de substituir o toque, pesquisadores da mesma universidade desenvolveram um método que injeta microbolhas de ar no paciente. Essas bolhas passeiam pelas veias da próstata e podem ser detectadas pelas ondas de som do exame. Como câncer tende a formar pequenas veias caóticas, dá para saber onde está o tumor e que tamanho ele tem.

O problema é que o peito é muito grande e malemolente para esse tipo de teste. Por isso, os cientistas precisaram adaptar o método. Eles perceberam que, com as ondas do ultrassom, essas bolinhas vibram duas vezes: uma na mesma frequência do aparelho de ondas sonoras, e outra vez em frequência duplicada.

A primeira vibração se confunde com a vibração do corpo, e aí os resultados são inconclusivos. Mas a grande descoberta dos cientistas foi que essa frequência secundária, chamada de “segunda harmonia”, é atrasada pelas bolhas de ar. Essa diferença só é perceptível se você tiver como emitir as ondas de som de um lado e captá-las do outro. Na próstata, isso é impossível. No peito, é extremamente simples.

Os pesquisadores vão começar os testes clínicos para confirmar se essa vibração secundária consegue, realmente, delinear um mapa detalhado e em 3D do peito. A estimativa deles é que o equipamento fique pronto para substituir a mamografia daqui a uns dez anos. Ainda está longe, mas dá para sonhar com o fim do exame triturador de peitos.

Fonte: Superinteressante

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MITOS E VERDADES SOBRE MAMOGRAFIAS

Você deve ter milhões de desculpas para não fazer a mamografia anual, mas suas razões podem não ser tão boas quanto pensa.

Sou muito jovem para fazer o exame.

O câncer de mama é o tipo mais comum em mulheres a partir dos 55 anos de idade, mas, também pode acometer mulheres jovens. O rastreamento mamográfico consiste em realizar mamografia anual em mulheres com 40 anos ou mais. A partir dos 70 anos, a frequência dependerá do critério médico. Para mulheres com risco aumentado, a mamografia deve ser anual a partir dos 35 anos de idade. No Brasil, mulheres a partir dos 40 anos de idade, têm amparo na Lei 11664/08 para solicitar que seja feita mamografia de rastreamento, apesar da falta de recomendação formal pelo Ministério da Saúde.

Câncer de mama não acometeu nenhum membro de minha família, por isso eu não corro risco.

É verdade que se o câncer de mama acomete sua família, você tem maior risco de ter a doença, principalmente se sua mãe ou irmã já tiveram. Mas, a maioria das mulheres que tem câncer de mama  (85%) não tem histórico familiar da doença. Portanto, faça o rastreamento mamográfico de qualquer maneira.

A radiação é muito arriscada.

A mamografia utiliza raios X para formar a imagem da mama e é utilizada para o rastreamento do câncer de mama. A imagem é obtida com o uso de um feixe de raios X de baixa energia, após a mama ser comprimida entre duas placas. O risco associado à exposição à radiação é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício obtido.

Eu tenho medo do que pode ser encontrado.

Cerca de 80% dos nódulos encontrados nas mamas tendem a ser benignos. A mamografia também não altera nada, apenas mostra com precisão o que já está lá. Se for encontrada alguma alteração na mamografia é importante fazer o diagnóstico e o tratamento, se necessário, para evitar futuras complicações.

É um exame muito caro.

Não. Toda paciente atendida pelo SUS não paga nada para a realização da mamografia. Todos os convênios e seguros de saúde cobrem o custo do exame.

A mamografia dói.

A mamografia é um exame muito rápido, pode provocar dor, em algumas mulheres, dependendo da sensibilidade individual, mas é tolerável, e o desconforto provocado pelo exame é breve. O que pode ajudar:

  • Agende seus exames quando suas mamas estiverem menos sensíveis, ou seja, não agende antes da menstruação.
  • Tome um analgésico antes do exame para aliviar a dor.
  • Deixe que a técnica saiba que você pode estar sensível. Ela poderá assim  ser capaz de tornar o exame menos doloroso oferecendo uma experiência positiva.

Eu não tenho nódulos nas mamas tenho que fazer mamografia.

Nas mamografias podem encontrar-se pequenos nódulos com tamanho de 1 milímetro, até 3 anos antes de você poder senti-los. Os tumores pequenos, em estágio inicial, são tratáveis e o diagnóstico precoce tem chance de até 95% de cura.

Eu sou uma pessoa muito ocupada.

Reserve um tempo. Uma mamografia dura entre 15 a 30 minutos, e é parte de seus exames de rotina anuais. Será muito mais demorado se você ficar doente.

Meus seios são muito densos.

A mamografia pode não ser tão eficaz na detecção de nódulos ou lesões cancerosas em mamas densas, mas também não é inútil. Se sua mamografia não está clara em função das mamas densas, poderá ser feito um segundo exame de imagem, por exemplo, ultrassom ou ressonância magnética.

Eu me alimento bem e me exercito regularmente, logo, não corro riscos.

Dieta equilibrada e prática de exercícios para manter uma vida saudável podem diminuir o risco de um câncer de mama, mas não o elimina completamente, por conta disso é muito importante a realização da mamografia a partir dos 40 anos. Cuide de sua saúde, cuide de suas mamas!

Fonte: Oncoguia

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5 DE FEVEREIRO: DIA DA MAMOGRAFIA

5 de fevereiro é o Dia Nacional da Mamografia. Instituído há 2 anos, a partir do Projeto de Lei da Senadora Maria do Rosário (PT-RS), a data objetiva sensibilizar mulheres sobre a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

Hoje existem 3315 mamógrafos no país, e o relatório do Tribunal de Contas da União divulgou que o número é adequado em relação ao que preconizam organismos internacionais (se a distribuição fosse homogênea, o número adequado seria 1 mamógrafo para cada 240.000 habitantes). Acontece que, da população brasileira, 80% utilizam o SUS, e destes 3315 mamógrafos, apenas 1650 estão disponíveis no sistema público, sendo que 412 pertencem exclusivamente às UPSs (Unidades Públicas de Saúde). Além disso, sabe-se que a distribuição dos mamógrafos não é homogênea para servir adequadamente às necessidades da população.Para o diretor médico do Instituto Oncoguia, o oncologista clínico Dr. Rafael Kaliks, além da questão do número de aparelhos, a  simples disponibilidade de mamógrafos no país não garante o impacto do exame na redução da mortalidade por câncer de mama. “Deve-se garantir, por exemplo, a qualidade do exame realizado. Um rastreamento mal feito dá a falsa sensação de segurança à paciente e ao sistema de saúde como um todo”, comenta. Também, para que a execução da mamografia de rastreamento traga benefício a uma mulher, um resultado anormal no exame deve ser seguida de investigação imediata (com exames adicionais) e tratamento apropriado em tempo hábil, entre 30 e 40 dias diante de um eventual diagnóstico de câncer. “Tal eficiência ainda não existe no Brasil”, destaca Dr. Kaliks.Outra questão para reflexão nesse Dia Nacional da Mamografia, recorre sobre a “aderência” ao exame. De acordo com o INCA, 70% das brasileiras entre 50 e 69 anos têm acesso à mamografia – incluindo rede pública e privada. No entanto, dados da Pesquisa Avon/IPSOS – Percepções sobre o Câncer de Mama – revelam que apenas 20% das mulheres brasileiras fazem a mamografia ao menos a cada dois anos. “O importante é garantir que ao menos 70% da população elegível faça o exame, caso contrário não se observará redução da mortalidade por câncer de mama graças a esta estratégia de rastreamento”, afirma Rafael Kaliks.  Para a presidente do ONCOGUIA, Luciana Holtz, além da questão da disponibilidade do mamógrafo, são inúmeras barreiras à aderência das brasileiras. “Há o medo pela dor durante o exame, há o medo da possibilidade da descoberta de um câncer (ainda há quem pense que é melhor não fazer para não saber). Há o medo de resultados errados, há o medo do estigma social do câncer”.Holtz e Kaliks finalizam com um alerta sobre os chamados grupos de risco: pacientes com familiares próximos que tiveram câncer de mama e/ou ovário em idade precoce (antes dos 50 anos), devem ficar alertas e discutir a questão com seus respectivos médicos. Para estas pessoas com história familiar, o rastreamento DEVE ser iniciado mais precocemente, sob orientação idealmente de um mastologista ou ginecologista com experiência em câncer de mama. “Tais mulheres podem ter uma indicação formal de fazer rastreamento com ressonância nuclear magnética, se confirmado que elas de fato pertencem a um grupo de risco elevado. Para pacientes de alto risco, a ressonância  é recomendada mundialmente, como complemento à mamografia e ao exame das mamas por um profissional habilitado. Além desta estratégia mais agressiva de rastreamento, famílias com risco elevado deveriam ter à disposição orientação oncogenética. O oncogeneticista consegue mapear a família e calcular o risco de um câncer, ajudando a formular estratégias de prevenção de maneira individualizada”, afirma o oncologista. “Além de todos estes dados relativos ao rastreamento de pessoas supostamente saudáveis, quaisquer mulheres que notem alteração nas mamas devem buscar um mastologista imediatamente, não esperando pelo próximo exame anual”, finaliza Luciana.Fonte:Oncoguia

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5 DE FEVEREIRO: DIA NACIONAL DA MAMOGRAFIA – PREVINA-SE

Instituído há quatro anos, o 5 de fevereiro é considerado o Dia Nacional da Mamografia. A data foi criada por projeto de lei da ex-ministra da Secretaria dos Direitos Humanos Maria do Rosário, e objetiva sensibilizar as mulheres para a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama.

O câncer de mama é a principal causa mundial de morte pela doença na população feminina, principalmente na faixa entre 39 e 58 anos. Cerca de 1,4 milhão de casos novos dessa neoplasia são esperados anualmente em todo o mundo, o que representa 23% de todos os tipos de câncer. No Brasil, são estimados mais de 50 mil novos casos por ano.

Segundo Fernanda Philadelpho, radiologista mamária do Alta Excelência Diagnóstica, no Rio de Janeiro, esse tipo de câncer não possui causa definida, mas alguns fatores de risco são conhecidos, como histórico familiar (mãe ou irmã com esse tipo de tumor na pré-menopausa) e a presença de alterações genéticas (modificações nos genes associados à doença – BRCA1 e BRCA2). “Quanto mais cedo for diagnosticada a predisposição à doença e a paciente iniciar o acompanhamento médico e a realização de exames periódicos, mais chances ela terá de se curar”, afirma.
As mulheres devem ficar atentas aos sintomas do câncer de mama e, assim que um deles for percebido, procurar um médico o mais rápido possível.
Os principais sinais são o aparecimento de ínguas nas axilas, modificações na forma e no tamanho das mamas, saída de secreção escura ou com sangue pelo mamilo e modificações na pele, na aréola mamária ou no mamilo. “Não são todos os nódulos palpáveis na mama que representam um tumor maligno. Também existem as alterações benignas, como os cistos e os fibroadenomas, que podem ser percebidos ao toque e têm evolução favorável”, lembra a médica.

O diagnóstico precoce do câncer mamário pode ser feito pelo exame clínico das mamas (realizado por profissionais da saúde especializados) e por exames de imagem, como mamografia e ultrassonografia.

A mamografia é um exame de raios X das mamas que detecta alterações sugestivas de câncer, mesmo em seu estágio precoce, antes de se tornar palpável. Capaz de fornecer resultados mais precoces, esse diagnóstico pode diminuir as chances de morte da paciente pelo câncer de 30% a 70%. As mulheres devem realizar esse exame pela primeira vez aos 40 anos e se submeter a controles anuais a partir de então.

Já a ultrassonografia não é um método de rastreamento do tumor mamário, mas é um importante adjunto em determinadas condições. Também é muito importante na orientação de punções de nódulos, que podem ser cistos, passíveis ou não de serem aspirados e resolvidos.

Câncer de mama em jovens
No caso de pacientes com menos de 40 anos, a doença costuma ser descoberta em estágios mais avançados, uma vez que essas pacientes não estão inseridas na rotina de rastreamento da doença e somente buscam auxílio médico quando o tumor já se apresenta palpável. “Para as jovens não é indicada a mamografia sem recomendação médica, já que é um exame que inclui a emissão de radiação ionizante que, quando aplicada de forma excessiva, pode ser nociva à saúde. Por isso, não devemos antecipar a inclusão da mamografia no cotidiano de uma mulher precocemente, caso ela não tenha histórico familiar ou alterações genéticas que justifiquem o exame”, ressalta.

Já para as pacientes com mais de 40 anos, que já realizam mamografia, mas que apresentam mamas densas, uma das alternativas para o diagnóstico de câncer é a mamografia digital. Uma pesquisa multicêntrica desenvolvida nos Estados Unidos com cerca de 50 mil mulheres demonstrou que a mamografia digital é mais eficaz na detecção de câncer, principalmente em pacientes jovens ou perto da menopausa. Em comparação com o exame analógico, ela tem mais recursos que podem tornar a análise mais apurada, como ampliação digital e possibilidade de manipulação do brilho e do contraste do exame, e é especialmente indicada para mulheres com mamas densas. “Na mamografia digital, os raios X emitidos pelo aparelho são transformados em sinal elétrico, por meio de tecnologia apropriada, que são repassados a um monitor de alta resolução”, explica Fernanda.

Fonte:(Jornal do Brasil)