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CÂNCER ME MAMA: TRATAMENTOS E RECOMEÇO

Fonte: O Dia Domingo 

Post Que Nem Mocinha:

Olá meninas, mocinhas, amadinhas. Hoje finalizo a coluna especial sobre o câncer de mama trazendo informações sobre tratamentos, acompanhamento psicológico e o recomeço dessas mulheres maravilhosas. Foi muito bacana ter esse espaço aqui, para falar dessa doença que deve ser levada muito a sério. Vamos lá?

Tratamento

O tratamento irá depender muito do tipo e estágio do tumor. Assim, a definição terapêutica é determinada caso a caso. Vale lembrar que, quando mais cedo for descoberta a doença, maiores serão as suas chances de cura. Por isso é muito importante fazer o autoexame regularmente, ok?

Vamos dividir essa etapa em duas: terapia local e sistêmica.

1. Terapia Local

Cirurgia e radioterapia visam tratar o tumor no local, sem afetar o resto do organismo.

Cirurgia: é a modalidade de tratamento mais antiga e, quando o tumor encontra-se em estágio inicial e em condições favoráveis para a retirada, a mais efetiva.

Radioterapia: utiliza a radiação ionizante. É muito utilizada para tumores localizados, para os quais não há necessidade de retirada de grande parte da mama ou para tumores que não podem ser retirados totalmente por cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de que o câncer volte a crescer.

2. Terapia Sistêmica

São medicamentos administrados via oral ou diretamente na corrente sanguínea para atingir as células cancerosas em qualquer parte do corpo. A quimioterapia, a terapia hormonal e a terapia-alvo são exemplos de terapias sistêmicas.

Quimioterapia: Tratamento que utiliza medicamentos, orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.

Terapia Hormonal: Tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. Age bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado.

Terapia-alvo: Denomina-se de terapias-alvo drogas anti-cancerígenas relativamente novas e que têm como alvo uma determinada proteína ou mecanismo de divisão celular apenas (ou preferencialmente) presente nas células tumorais.

O tratamento é escolhido pela equipe médica levando em consideração todas as características da paciente.

Psico-oncologia cuidando das feridas da alma

A psico-oncologia é uma especialidade da Psicologia e uma subespecialidade da oncologia que procura compreender as dimensões psicológicas presentes no diagnóstico oncológico, tais como o impacto do câncer no funcionamento emocional do paciente, de sua família e dos profissionais de saúde envolvidos em seu tratamento. Antes de fazer as considerações necessárias acerca da Psico-Oncologia, faz-se necessários a definição de alguns conceitos básicos.

A confirmação do diagnóstico oncológico e a realização de procedimentos invasivos durante o tratamento podem desencadear um desequilíbrio emocional no paciente e na sua família. Ocorre uma mudança significativa na vida das pessoas após o diagnóstico de câncer, e tudo isso pode ser concebido como algo ameaçador à integridade física e mental desses indivíduos. O câncer é uma enfermidade ainda repleta de estigmas, associada à morte, e apesar de todo o conhecimento e informações, o diagnóstico do câncer costuma ter um efeito devastador.

Em maior ou menor número, em diferentes momentos do processo da enfermidade, o paciente apresentará algum desconforto frente à essa nova realidade — independentemente de ter uma rede de apoio (família, amigos, associações, igreja) fortalecida ou uma crença religiosa. O psicólogo, juntamente com a equipe competente, precisam prontamente atender as demandas desses pacientes a fim de obter melhores resultados durante o tratamento. Ou seja, o ponto de união desta área é o paciente de câncer. Suas dificuldades, necessidades, problemas precisam ser atendidos, seja facilitando um melhor enfrentamento da doença e permitindo uma convivência melhor com ela, seja melhorando o estado psicológico e levando a um melhor estado geral orgânico, auxiliando na recuperação e na cura, se possível.

Na atuação do psicólogo juntamente com a equipe de saúde, existe ainda um desafio do trabalho do profissional de psicologia em uma equipe multidisciplinar. A chegada da psico-oncologia no hospital é recente e sua função ainda é frequentemente desconhecida ou distorcida. Mas já existem situações em hospitais onde o psicólogo não é só é muito valorizado como também é requisitado pelo corpo médico e equipe de saúde.

Mesmo com todo o avanço da medicina, não se sabe ainda quais são todos os fatores que podem desencadear o processo cancerígeno e quais os fatores curativos. Os mesmos tratamentos não surtem os mesmos efeitos em pacientes com os mesmos diagnósticos e prognósticos, atravessando a mesma fase da doença. A priori, o que se pode fazer é o investimento no tratamento e o fortalecimentos das redes de apoio bem como a assistência pessoal, psicológica a esse paciente.

O impacto psicológico causado pelo câncer de mama traz uma significativa repercussão na vida da paciente. Quando esse momento é vivido com conhecimento e compreensão, através de um apoio psíquico, torna-se possível o entendimento dos seus medos e angústias que podem interferir em uma resposta ao seu tratamento terapêutico. Desta forma, é importante que o acompanhamento multidisciplinar e especializado seja promovido à paciente com dedicação e confiança, oferecendo assim, o restabelecimento da saúde em seu sentido mais amplo.

A presença da depressão e estado de dor e angústia é perfeitamente aceitável na descoberta da doença. É patológico se a mulher apresentar uma outra postura, isso significaria a negação do câncer. Para que esse cenário seja menos doloroso, a equipe de saúde pode, também, ser participativa positivamente nesse cenário psicoterapêutico, o que possibilitará uma maior tranquilidade e apoio durante todo o processo de tratamento, assim como de seus familiares.

O temor ao câncer de mama acomete a retirada de parte do corpo da mulher, que, em muitas culturas, desempenha função significativa. Sua estética, fantasias e intimidade ficam comprometidas. Aceitar sua nova condição e adaptar-se à nova imagem do seu corpo exige um esforço muito grande para o qual, muitas vezes, a mulher não está preparada e por isso ela precisa de um apoio próximo, de alguém confiável.

O apoio do companheiro ou companheira é muito importante, embora, seja uma situação de dificuldade e aceitação também para ele ou ela. A mulher, na maioria das vezes, apresenta um sentimento de isolamento, se torna fria e distante e se recusa a ter relações sexuais, por acreditar que não é mais atraente para o marido ou esposa, e que não é capaz de trocar experiências que antes eram compartilhadas. O suporte psicológico deve ser oferecido ao casal, para que os dois saibam como lidar com essa nova fase.

O amadurecimento, cumplicidade e a confiança estabelecida nesse relacionamento também será um fator de peso para a condução psicoterapêutica do problema.

Depois do câncer

O cabelo volta a crescer e a angústia (felizmente!) é superável, mas o tempo não cura todas as marcas deixadas pelo câncer de mama. Para as mulheres que passam por mastectomia há a possibilidade de reconstrução do seio e até mesmo do bico do mamilo, mas a pigmentação característica acaba sendo perdida. Alguns cirurgiões plásticos realizam a micropigmentação da aréola e do mamilo, mas os tatuadores são cada vez mais requisitados, pois dominam melhor a técnica artística do desenho.

Do ponto de vista médico, não há contraindicações para esse tipo de procedimento. “Mas é muito importante que a mama esteja totalmente cicatrizada”, alerta o Dr. Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Para ele, o ideal é que haja o intervalo de um ano entre a mastectomia e a tatuagem reparadora.

Além da espera pela cicatrização total, a escolha de um tatuador entendido no assunto também é superimportante. Por isso, o preço pode sair salgado e chegar a R$1.300 em alguns estúdios — mas há profissionais gabaritados que oferecem esse trabalho gratuitamente. É a junção de muito talento com uma grande vontade de fazer o bem!

No Rio de Janeiro, o tatuador Roberto Santos já realiza esse trabalho há cinco anos e já atendeu voluntariamente cerca de 400 sobreviventes do câncer de mama. Hoje, ele se dispõe a tatuar entre quatro e cinco mulheres mastectomizadas por semana, sem cobrar nada. O estúdio Beto Tatto Leblon fica na Av. Ataulfo de Paiva, 1174 – Leblon, Rio de Janeiro, e o telefone para contato é (21) 983-461-172.

Divulgação BettoTattoo

O tatuador Miro Dantas, de São Paulo, também é um desses artistas e desde 2014 comanda o projeto “Uma Tatuagem por uma Vida Melhor”. Há seis anos ele vem aperfeiçoando uma técnica própria de redesenho realista de mamilos, e tatua gratuitamente uma mulher por semana. Miro já atendeu mais de 160 mulheres de forma voluntária e a agenda do projeto está lotada até agosto de 2017. Atualmente, o tatuador não está realizando novos agendamentos e busca patrocínio para continuar atendendo gratuitamente. É possível entrar em contato pelo site www.mirodantas.come através do WhatsApp pelo número (11) 984431264, ou pelo telefone do estúdio WaW Tattoo (Rua

Fradique Coutinho, 1225 – Vila Madalena – São Paulo): (11) 3360-3609.

Divulgação / Miro Dantas

Também na capital paulista, o estúdio Led’s Tattoo conta com dois profissionais que realizam esse trabalho específico há mais de dez anos. Esse mês o estúdio está atendendo gratuitamente mulheres encaminhadas pelo SUS e também fechou uma parceria com o Instituto Quimioterapia e Beleza. Através dessa ação, mulheres que passaram pela mastectomia poderão fazer o redesenho do malilo com 15% de desconto. Para ter direito ao desconto, basta acessar o site www.quimioterapiaebeleza.com.br e anotar o código promocional. Em seguida é só agendar uma sessão direto no Led’s Tattoo. O estúdio fica na Av. Ibirapuera, 3478 – Moema – São Paulo, e os telefones são: (11) 5561-2351 ou (11) 942-289-204.

Divulgação / Led’s Tattoo

Já no interior do estado de São Paulo, em São José dos Campos, a tatuadora Tati Stramandinoli coordena o projeto Reviva, que visa atender gratuitamente mulheres que fizeram mastectomia. A técnica que ela utiliza é a de micropigmentação, específica para esse tipo de trabalho (e que deve ser retocada a cada dois anos). O estúdio de Tati fica na  Av. Aclimação 205 – São José dos Campos/SP e é possível agendar horários através do telefone (12) 3931-8033.

Reprodução/Facebook Reviva

A partir de hoje acontece o Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária. O intuito da ação é, além de acelerar a fila de pacientes que aguardam na fila para reconstrução, ajudar a recuperar a autoestima da mulher que acaba ficando abalada após a mastectomia. Cerca de 840 que passaram por mastectomia serão atendidas gratuitamentes. O mutirão deve  contar com a participação de mais de 800 profissionais da área. As pacientes que vão participar do mutirão já foram selecionadas e realizaram previamente todos os exames necessários para a cirurgia.

Uma coisa é certa: para as mulheres mutiladas pela mastectomia, esse tipo de trabalho vai além da estética. É um sorriso no rosto de quem já passou por momentos de dor profunda e é uma etapa importante na reconquista da autoestima fragilizada. Parabéns por esse trabalho maravilhoso, seus lindos! Quem luta contra o câncer de mama agradece e todas nós aplaudimos de pé. 

LINK: http://quenemmocinha.com/cancer-de-mama-tratamento/

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CÂNCER DE MAMA: VAMOS FALAR SOBRE ISSO?

(INCA)

Na década de 1990, nasce o movimento conhecido como Outubro Rosa, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

O INCA participa do movimento desde 2010, promove eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, assim como produz materiais e outros recursos educativos para disseminar informações sobre prevenção e detecção precoce da doença.

Campanha Outubro Rosa 2016

Em 2016, a campanha do INCA no Outubro Rosa tem como tema “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?”. O objetivo é fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama e desmistificar conceitos em relação à doença. A campanha:

  • enfatiza a importância de a mulher conhecer suas mamas e ficar atenta às alterações suspeitas;
  • informa que para mulheres de 50 a 69 anos é recomendada a realização de uma mamografia de rastreamento a cada dois anos;
  • mostra a diferença entre mamografia de rastreamento e diagnóstica;
  • esclarece os benefícios e malefícios da mamografia de rastreamento;
  • informa que o Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias.  

O CÂNCER DE MAMA:

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos.Para o Brasil, em 2016, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama. Tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Especificamente no Brasil, esse percentual é um pouco mais elevado e chega a 28,1%. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.Existe tratamento para câncer de mama, e o Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS.

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JC DEBATE – CÂNCER DE MAMA E AUTOESTIMA

No Outubro Rosa, mês em que, tradicionalmente, se procura conscientizar as mulheres para a prevenção, o diagnóstico precoce e o controle do câncer de mama, o JC DEBATE chama a atenção para os efeitos do tratamento contra a doença sobre a autoestima das mulheres. Uma questão delicada e não menos importante para elas e também para os médicos. O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, no mundo e no Brasil. O Instituto Nacional do Câncer avalia que, em 2016, 57 mil novos casos de câncer de mama serão diagnosticados no país. CONVIDADAS: 1 – FLÁVIA FLORES – criadora do Instituto Quimioterapia e Beleza 2 – MARIA DO SOCORRO MACIEL – médica mastologista.

Link: http://tvcultura.com.br/videos/56802_jc-debate-cancer-de-mama-e-autoestima-20-10-2016.html

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PARA SEGUIR: 5 PERFIS NO INSTAGRAM DE MULHERES QUE ENFRENTAM O CÂNCER DE MAMA

Camila Maccari, especial

Quando a gente enfrenta uma situação difícil, como é bom trocar experiências e buscar apoio de quem entende exatamente o que estamos vivendo. Na carona do Outubro Rosa, garimpamos no Instagram perfis de mulheres que enfrentaram o diagnóstico de câncer de mama e compartilham suas histórias e seu dia a dia. Selecionamos cinco para você conhecer e se inspirar:

@FORCAGURIAS
Ana Ávila e Daniela Israel são duas amigas que se conheceram neste ano nas sessões de quimioterapia.
A partir da amizade, decidiram criar uma plataforma que tratasse do câncer de mama sob um prisma positivo, informando mulheres e tentando desmitificar a doença. A ideia é mostrar uma rotina que, conforme contam, pode ser vivida “ sem dramas”, por isso a hashtag # nonodrama acompanha as postagens da dupla. No perfil, você encontra perucas estilosas, carecas desinibidas e o dia a dia das gurias, que também estão à frente de um canal no YouTube.

@QUIMIOEBELEZA
Depois do diagnóstico, em 2012, Flávia Flores criou o site Quimioterapia e Beleza – que, pouco depois, tornou- se uma conta de Instagram. O perfil e o site apostam nos cuidados com a beleza para empoderar mulheres que enfrentam o câncer de mama, trazendo dicas sobre maquiagem, lenços, estilo, autoestima e bem- estar. Ainda é possível acompanhar a rotina de Flávia, que se divide entre eventos, projetos relacionados ao câncer e cuidados com a própria saúde.

@SOYPATOO
A mexicana Verónica Morales foi diagnosticada aos 24 anos e sentiu- se desamparada: no consultório onde fazia as sessões de quimioterapia, só encontrava mulheres mais velhas. Quando terminou o tratamento, decidiu criar uma página para ajudar quem chegasse até ela querendo tirar dúvidas ou simplesmente conversar. Hoje, aos 26 anos, Verónica oferece dicas para lidar com o câncer, procura conscientizar mulheres jovens a fazer o autoexame e esbanja amor- próprio em sua conta no Instagram.

@GRAZI_CARNASCIALI
A consultora de beleza Graziele Carnasciali descobriu o câncer de mama em 2015 e segue em tratamento. Ela conta que, depois de um período de negação, decidiu atualizar seu perfil no Instagram para falar sobre a doença, principalmente com a família. Na rede social, Graziele compartilha os momentos que tem vivido, desde a perda de cabelo até a ida às sessões de quimioterapia e rotina de exercícios, além de informações sobre o câncer.

@CANCERWITHASMILE
A tradução da conta de Instagram de Audrey é “ câncer com um sorriso”. A escocesa teve neste ano o diagnóstico de câncer de mama e ainda está na fase de quimioterapia. Em seu blog ( em inglês), ela conta que o perfil foi criado como um incentivo para que ela própria continuasse sorrindo, além de lhe dar a chance de trocar experiências com outras mulheres. Traz temas práticos como a maternidade com câncer e dicas de como agir ao descobrir que pessoas próximas estão enfrentando a doença.

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QUAIS SÃO OS TIPOS DE CÂNCER DE MAMA?

O câncer de mama é um dos tipos mais recorrentes no mundo, principalmente quando o assunto em questão é o público feminino. Eu fui diagnosticada com câncer de mama e além do susto, claro, foi extremamente estranho de repente entrar em contato com tantas palavras médicas, que até então não faziam NENHUM sentido para mim! Muitas Cats perguntam para mim sobre os subtipos de câncer, então vamos falar hoje sobre a classificação molecular do tumor: Luminal A e B (que representam 60% dos casos de câncer de mama), HER2 + e triplo negativo. Vamos tentar traduzir esses termos para ficar um pouco mais fácil de entender, então vamos lá:

  • Luminal A e B: O subtipo Luminal A é o subtipo mais frequente. Esses são os que apresentam em sua maioria alta expressão de receptores de estrogênio e progesterona (hormônios femininos). O tratamento é feito com hormonoterapia, ou seja com uso de antiestrogênicos, tamoxifeno, inibidores de aromatase e também quimioterapia. O subtipo luminal B apresenta maior número de genes de proliferação celular, em comparação com o Luminal A.
  • Subexpressão HER2 ou HER2 positivo: HER2 é uma proteína localizada no exterior da célula, que ajuda na divisão e multiplicação celular. Quando essa proteína está em excesso, é sinal de câncer. Nesse caso, o tratamento é feito com terapia alvo de Trastuzumabe (nome comercial Herceptin) – destrói as células com HER2 em excesso.
  • Triplo Negativo: Com alto índice de proliferação celular, característica agressiva, e alto grau histológico. Não apresenta receptor hormonal de estrogênio ou progesterona, nem HER2, por isso é chamado como “Triplo Negativo”. Portanto, terapia hormonais ou uso de trastuzumabe não são adequados e o tratamento é feito com quimioterapia.

Eu fui diagnosticada com Câncer de Mama Her2+, e por enquanto meu tratamento foi com: 30 sessões de quimioterapia, 28 sessões de radioterapia, 2 cirurgias e 3 anos de hormonoterapia (tomo tamoxifeno).

Lembrando que aqui nós podemos ajudar com alguns termos, mas para entender o seu caso é necessário que converse com seu médico. Cada pessoa é diferente, cada caso é diferente. Ah, e o tratamento muda de pessoa para pessoa, porque os efeitos são diferentes.  Todos esses remédios citados devem ser prescritos por profissionais da saúde.

Esses remédios, assim como a quimioterapia, causam alguns efeitos colaterais. Mas faz parte do tratamento né? A gente busca contornar esses efeitos da melhor forma. Mas isso é assunto para outros posts!

Muitos termos médicos, ficou assustada? Não precisa ficar assim não! Um passinho de cada vez ok?

Até mais!!

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SUZANA GULLO MION, ESPOSA DE MARCOS MION, ENFRENTA CÂNCER DE MAMA

Na tarde deste sábado (20), Marcos Mion e Suzana Gullo Mion compartilharam a dor da família nos últimos 6 meses. A mulher do apresentador enfrentou um câncer de mama e todo o tratamento acabou somente agora. Em rede social, os dois publicaram textos explicando todo o drama familiar. Segue na íntegra o depoimento do casal:

Marcos Mion:
“Tudo tem seu tempo.
E chegou a hora de dividir com vcs e tornar público a realidade que estamos vivendo na minha família.
Assim como milhares e milhares de mulheres, minha esposa Suzana, teve um diagnóstico de câncer de mama ao qual, com a orientação de grandes médicos, conseguimos agir rápido e VENCEMOS.
Temos a intenção de explicar aos nossos conhecidos o pq do nosso “sumiço nos últimos 6 meses”, mas principalmente alertar e conscientizar o maior número de mulheres possível, pois aprendemos duramente que o câncer é uma realidade que não distingue nada, nem ninguém. E está mais próximo do que a maioria pode querer.
Segue o texto que ela escreveu, dando esse passo à frente e me enchendo de orgulho. Vc é a mulher mais incrível que já conheci, meu amor! Te amo.”
Suzana Mion:
“Querida amiga quimioterapia,
Enfim chegamos ao final do nosso íntimo relacionamento.
Obrigada por todos os benefícios que você me deu, obrigada por me acompanhar durante os últimos seis meses e me mostrar que o melhor de mim nem mesmo eu conhecia. Obrigada por me mostrar a força e a coragem que descobri ter, dia após dia. Obrigada por me ensinar que o cansaço exaustivo, o mal estar constante, enjoo, fadiga, dores que nunca imaginei, a rápida mudança de aparência, entre tantos outros, são fatores que se tornam tão pequenos, tão insignificantes perto dos valores e virtudes que passamos a apreciar.
Sei bem que não sentirei saudades, mas me despeço com um profundo agradecimento.
Prometo sempre te defender acima de tudo e prometo sempre passar adiante um segredo que descobri sobre você. És muito mais eficiente e menos devastadora quando trabalha junto com a crença e a fé. Minha fé católica e a de todos que me querem bem me provaram isso sobre vc.
Meu Pai e Senhor, sem você nada somos. Minha luta foi e sempre será pela minha família, pelos meus amores… pela VIDA!! Sempre venceremos JUNTOS!!
Sem vocês, meus amores, essa caminhada não seria possível da forma como foi. Toda minha coragem, força e confiança vieram do meu Senhor, meu Deus e da minha família.
Então preciso agradecer em primeiro lugar a Jesus e à Nossa Senhora por estarem comigo em todos os momentos, me dando muita paz, serenidade e confiança.
Mesmo quando fisicamente não tinha ninguém ao meu lado, sempre senti a presença deles e soube que estavam comigo.
Obrigada meus amores, meu MARIDO, meus médicos, meus filhos, minha mãe, meu pai, irmãos, cunhadas, meus sogros e amigos queridos que durante esse período foram o meu tudo! Minha base, força, alegria, confiança e serenidade.
O pior já passou, vencemos! Mas ainda não acabou o tratamento. Temos radioterapia pela frente, acompanhamentos, etc, mas é isso aí. Que venha! Tenho fé e confiança no caminho que Deus traçou pra mim.
Só tenho que AGRADECER, principalmente pela descoberta precoce feita pelo meu marido que com certeza foi um sinal de Deus. Com Fé não nos falta nada.
Claro que receber um diagnóstico, ainda que precoce, de câncer de mama, não é fácil para nenhuma mulher. Ainda mais antes dos 40, que foi meu caso. Temos várias fases, o questionamento, a tristeza, medo, insatisfação, até que atingimos a aceitação. E com ela vem a coragem, a luta! Para mim, a fé foi e será sempre uma grande aliada. Agradeço todos os dias por ter Deus na minha família. Sempre deposito nele o meu caminhar! Assim como me ensinou meu diretor espiritual, um sacerdote, às vezes precisamos pedir os olhos de Deus emprestado, como fazia João Paulo II, quando passamos por tribulações que são difíceis de compreender. Os olhos de Deus nos mostram os porquês. Eu acredito que a cruz é o sinal de Cristo. Deixou de ser o símbolo do mal para ser o símbolo da VITÓRIA.
É muito bom poder falar sobre tudo isso, pois como diz o meu marido, tudo tem seu tempo e sinto que o meu foi agora. Nossa vida é feita de momentos, de alegrias, de tristezas, incertezas, felicidades. A vida nos apresenta muitos obstáculos, mas é nesse vai e vem que ela nos mostra que tudo tem um motivo para ser vivido, nada nos é dado sem que tenhamos condição de superação. É nas dificuldades e tb nas alegrias que, com a graça de Deus, tiramos força para nosso crescimento, evolução e sabedoria. E sabendo que nada é eterno, temos que buscar um equilíbrio na certeza que ” isso também passará”.
O câncer de mama precisa ser muito divulgado, é muito importante que todas as mulheres saibam da importância dos exames frequentes, do auto exame, mesmo antes dos 40 anos. Os maridos podem e devem ajudar. Preciso muito dizer que no meu caso, como já disse, quem descobriu foi o meu marido. Meu exame de rotina seria em novembro e olha quantos meses ele antecipou! 10 meses! Fez toda diferença, tendo em vista que meu tipo era de crescimento rápido. Sim, somos muito católicos e acredito que tenha sido um sinal de Deus, mas o que realmente importa é que os maridos podem ajudar! Afinal que marido não gosta de fazer uma vistoria nesse setor não é mesmo rsrsrsrs?
Sei que nem todas mulheres tem a sorte da descoberta precoce, então fica aqui o nosso apelo familiar, façam exames médicos de rotina, exames de auto toque e também exames de toque do marido! Um beijo ,
Suzana e família Gullo Mion.”

Fonte: QUEM

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COM CÂNCER DE MAMA, SHANNEN DOHERTY RECEBE APOIO DE SARAH GELLAR

Shannen Doherty tem recebido apoio de todos os lados após tornar pública sua luta contra o câncer de mama. A atriz Sarah Michelle Gellar deu apoio a sua amiga nas redes sociais.

Em seu Instagram, Gellar postou uma declaração para Shannen, que raspou a cabeça recentemente devido ao avanço do tratamento.

— Minha musa de todos os dias é a minha amiga corajosa Shannen. Eu sempre disse que ela é uma das amigas mais leiais que já conhecei e agora ela está enfrentando a jornada mais difícil da sua vida. Ela está compartilhando com amigos que ela nunca na vida dela havia pensado que poderia ajudar outras pessoas que estão vivendo a mesma batalha. Esta é uma amiga de verdade. #F***-seoCâncer

No ano passado, Shannen descobriu que estava com câncer de mama e deu início ao tratamento. Em entrevista recente ao Entertainment Weekly, a atriz de Barrados no Baile disse que a doença se espalhou.

— Eu tive câncer de mama e se espalhou para os gânglios linfáticos, e em uma das cirurgias foi descoberto que algumas células do câncer podem mesmo ter se espalhado dos gânglios linfáticos.

Fonte: R7

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MULHERES COM CÂNCER PODERÃO TER DIREITO A RECONSTRUÇÃO DE DUAS MAMAS

As mulheres atingidas por câncer de mama poderão ter direito à reconstrução dos dois seios, mesmo se o tumor estiver restrito a apenas um. Este é o objetivo do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 5/2016, que será analisado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) na quarta-feira (3).

Todas as mulheres já têm direito legal à reconstrução mamária gratuita nos casos de mutilação total ou parcial decorrente de tratamento de câncer de mama. O objetivo agora é que a plástica possa ser feita nas duas mamas, para que se garanta a simetria entre os dois seios.

O substitutivo proposto pela senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) inova ao impor que sejam obrigados a realizar a plástica também na mama colateral tanto o Sistema Único de Saúde (SUS), como previsto no texto original, como os planos privados de saúde. Segundo a relatora, a reconstrução mamária é um procedimento recomendável, pois a cirurgia de retirada total ou parcial das mamas causa deformidades.

“A mama reconstruída nunca será igual à mama que foi removida, Nesse sentido, procedimentos de redução, elevação ou aumento podem ser indicados para a mama oposta, de forma a manter a simetria entre elas”, disse.

No substitutivo, Marta também aproveitou para incluir, como parte dos procedimentos cirúrgicos de reparação das mamas, as reconstruções da auréola e os mamilos. Segundo ela, essa é a linha adotada pelo Conselho Federal de Medicina, em resolução que trata do assunto, um enfoque que deve ficar claro na legislação.

O projeto altera as normas referentes à cirurgia plástica de reparação das mamas devido a tratamento de câncer. Pelo SUS, a obrigação foi criada pela Lei 9.797, de 1999. No caso do sistema complementar, o procedimento é regulamentado na própria lei que trata dos panos e seguros privados de saúde (Lei 9.656, de 1998). A plástica reparadora deve ser realizada, sempre que possível, no mesmo tempo da cirurgia de retirada da mama (mastectomia). Caso aprovado, o projeto segue para análise do Plenário.

Diagnóstico de câncer

Também deve ser analisado o Projeto de Lei do Senado (PLS) 583/2015, da senadora Lúcia Vânia (PSB-GO), que busca assegurar a realização de ultrassonografia mamária, no âmbito do Sistema Único de Saúde. O exame, que só pode ser feito por solicitação médica, vai auxiliar no diagnóstico de mulheres jovens com elevado risco de câncer de mama ou que não possam ser expostas à radiação e como complementação ao exame mamográfico, para mulheres na faixa etária de 40 a 49 anos de idade ou com alta densidade mamária.

A reunião da CAS deve ocorrer na sala 9 da ala Alexandre Costa.

Fonte: Senado

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EXPOSIÇÃO DE PEITO ABERTO

Até o dia 10 de julho o Shopping Metrópole (Praça Samuel Sabatini, 200), em São Bernardo, recebe a exposição fotográfica De Peito Aberto – A Autoestima da Mulher Com Câncer de Mama, Uma Abordagem Humanista. A entrada é gratuita e a mostra pode ser vista de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingos e feriados, das 12h às 22h.

Em 60 quadros as fotos retratam a história de luta de mais de 50 mulheres e um homem, de todos os cantos do Brasil, Estados Unidos, Portugal e Espanha, entre 18 e 90 anos, que enfrentaram ou ainda convivem com o câncer de mama. As imagens captam as emoções vividas por essas pessoas em diversas etapas da doença.

O projeto é uma iniciativa da jornalista e escritora Vera Golik e do fotógrafo e sociólogo Hugo Lenzi, que vivenciaram casos de câncer em suas próprias famílias e mostram a doença sob perspectiva mais humana e sensível. Além da mostra, os interessados poderão conferir, no dia 5, a partir das 19h30, no corredor central do centro de compras, palestra sobre o assunto com médicos, pacientes e apoiadores do projeto.

Fonte: Diário do ABC

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PESQUISA TRAZ ESPERANÇA PARA TRATAR CÂNCER DE MAMA MAIS AGRESSIVO

Um grupo de pesquisadores do Cancer Research UK descobriu um medicamento que pode reduzir a expansão do tipo mais agressivo de câncer de mama, segundo publicou nesta segunda-feira (13) a revista “Oncogene”.

O composto conhecido como JQ1 altera a reação das células cancerígenas perante a hipoxia, ou falta de oxigênio, um processo que se encontra presente em mais de 50% dos tumores e é mais comum nos cânceres de mama do tipo triplo negativo, o mais difícil de tratar.

Cientistas das universidades de Oxford e Nottingham (no centro da Inglaterra) concluíram em seu estudo que o JQ1 faz com que o tecido cancerígeno deixe de adaptar-se à carência de oxigênio, o que desacelera seu desenvolvimento.

O coautor da pesquisa, Alan McIntyre, afirmou que “o tratamento da hipoxia às vezes compromete o tratamento do câncer de mama e o JQ1 pode ser a chave para ajudar às pacientes desta doença”.

Quando este tipo de tumor se acostuma aos níveis baixos de oxigênio, sua biologia se altera e se torna resistente a tratamentos comuns, razão pela qual este novo remédio poderia mudar a forma de combater este câncer, segundo os pesquisadores.

Nell Barrie, do Cancer Research UK, ressaltou que “o estudo mostra como funciona este fármaco”, que “poderia ser uma forma de deter a expansão do câncer”, embora ressalte que agora se deve examinar “a efetividade do JQ1 sobre os pacientes”.

Fonte: Bem Estar