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Conheça o Visagismo, técnica para valorização do rosto

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Um dia desses estava pensando em como a nossa visão nos permite uma interpretação do que vemos… 

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Sabe aquela frase que fala: “a primeira impressão é a que fica”?!
Nosso rosto é nossa identidade! É o nosso rosto que permite interação social e permite a comunicação – verbal e não verbal. Sabia que nosso rosto e corpo falam muito, e, na maioria das vezes, sem palavras? 

Quando interagimos com alguém, a primeira coisa a que somos impactados é a face e no primeiro instante de contato acontecem três coisas: visão – julgamento – relacionamento.

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É por isso que o Visagismo está tanto em alta… Porque, com base em um conjunto de técnicas, ele permite a valorização da beleza de um rosto harmonicamente. Ou seja, as técnicas buscam o equilíbrio entre as várias formas e traços do rosto, mas o resultado final vai depender do que “você quer comunicar”. 

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O que você quer comunicar para você? E para seu marido? Seus filhos? Seus funcionários?
Delicada, atraente, sedutora, dinâmica,romântica, segura? Existem muitos adjetivos, e beleza existe em qualquer rosto, desde que ele esteja disponível para ser trabalhado. Mas, para isso, o primeiro passo tem de ser dado (que eu falo sempre aqui): se autoconhecer

Se permita – se olhe, se veja e se ame! Por tudo o que é, agora!

Rafaela Mendes
Consultora de Imagem e valorização Pessoal
Visagista e especialista em treinamento
Fundadora Onncovida – Um amor que Transforma
Facebook

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BRITÂNICAS CRIAM SEIOS DE TRICÔ PARA DEVOLVER AUTOESTIMA A MULHERES APÓS CÂNCER DE MAMA

Uma ONG de apoio a mulheres com câncer de mama encontrou uma maneira única para recuperar a autoestima das sobreviventes da doença: seios de tricô. (Assista ao vídeo)

A britânica Sharon Simpson, de 52 anos, vem tricotando próteses desde 2014 ao lado de outras 300 voluntárias.

Intitulada Knitted Knockers (“Seios de tricô”, em tradução livre), a instituição distribui gratuitamente cerca de 300 seios de tricô todos os meses a mulheres que tiveram de se submeter à mastectomia (remoção completa da mama) ou à lumpectomia (quando é retirada uma parte).

Os seios de tricô são uma alternativa às próteses de silicone, criticadas por serem quentes, pesadas e grudentas.

“As nossas são muito mais leves”, orgulha-se Sharon.

A própria Sharon, que é natural da Escócia, mas vive na Irlanda, enfrentou a batalha contra o câncer.

“O câncer de mama não é cor-de-rosa ou fofo; é uma doença horrível e desagradável que muda as vidas das pessoas”, diz ela, diagnosticada em janeiro de 2013.

Sharon já tricotava havia anos e fazia parte de grupos sobre a prática na internet quando, durante o tratamento, descobriu a ONG Knitted Knockers nas redes sociais.

O tricô tinha um papel terapêutico para a paciente, que passava por procedimentos como quimioterapia ou radioterapia.

“Trata-se de uma atividade relaxante”, conta. “Você pode fazê-lo da cama ou do sofá. Quem não ama tricotar?”

Cirurgia

Muitas mulheres, como Sharon, decidem não passar pela cirurgia reconstrutiva.

“É necessária anestesia geral – ou seja, você vai para a faca de novo. Não é algo tranquilo”, acrescenta.

Para ela, a parte mais recompensadora de tricotar seios é ver as mulheres recuperarem a autoestima.

“Para uma mulher, perder um seio é como perder parte de sua identidade”, diz.

“Olhar-se no espelho para ver um seio que ou está desfigurado ou não está mais lá pode ser angustiante”, completa.

Segundo Sharon, as reações de algumas das mulheres que recebem os seios de tricô fazem “todo mundo chorar”.

“Tivemos o caso de uma mulher que só usava camisetas largas. Ela recebeu um dos nossos seios, foi até o armário e o experimentou com cada peça de roupa. Exatamente como ela era antes de se submeter à mastectomia”, lembra.

Os seios de tricô são feitos em diferentes tamanhos, formatos e cores, e podem ter ou não mamilos. Eles são tricotados com fios de algodão e preenchidos com pelúcia macia de brinquedos.

‘Dias sombrios’

Sharon, que trabalhava como radiologista, passou por momentos muito difíceis na luta contra o câncer.

“Nem sempre achei que conseguiria vencê-lo. Tive meus dias sombrios, aqueles em que senti que estava desistindo.”

Em 2018, ela completa cinco anos sem a doença.

“É um marco histórico para mim”, diz. “O que eu vou fazer é focar nos próximos cinco anos”, acrescenta.

“Minha motivação e meu objetivo é melhorar a vida das pessoas que estão sofrendo com câncer e é isso que estou fazendo. Por isso, decidi tricotar seios.”

Fonte: G1

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ESTETICISTA E CABELEIREIRA ELEVAM AUTOESTIMA DE PACIENTES

Um esteticista de Taubaté e uma cabeleireira de Pindamonhangaba decidiram fazer a diferença na vida de mulheres que precisam de ajuda. Elas tentam amenizar, por meio da estética e da autoestima, a dor e as marcas deixadas nas mulheres em tratamento contra o câncer.

Em 2010 a cabeleireira Nadir dos Santos Moreira descobriu que tinha um câncer de mama. Na cirurgia, todo seio foi retirado. Para ela, esse foi um período difícil. “No momento da descoberta da doença a gente só pensa que vai morrer, aí você começa a se olhar e ver que tem algo faltando na gente. As mulheres gostam de se olhar e se sentir bem”, disse.

Agora, a relação dela com o espelho é bem diferente. Nadir reconstruiu o formato do mamilo com ajuda da esteticista Sueli Arone, que é especialista em micropigmentação. Ela atende de graça as mulheres que tratam a doença pelo SUS.

“Os próprios médicos indicam que seja feito esse trabalho, até mesmo para finalizar o trabalho deles. Eu faço isso porque além da minha profissão, algo que sei fazer bem, é algo que possibilita que eu ajude alguém. Se a cliente fica satisfeita, a minha satisfação é em dobro”, disse.

Em um salão de beleza em Pindamonhangaba, mulheres que também passaram pelo tratamento contra um câncer ganharam um incentivo para recuperar a autoestima. A dona do estabelecimento, Gabriela Martuscelli vivenciou de perto os prejuízos causados pela doença.

“Há dois anos eu fui diagnosticada com câncer de mama, um câncer agressivo e invasivo, com tratamento sério, vi que ficaria careca e percebi o quanto é importante se sentir bela, se sentir bem. Aí eu passei a trabalhar com doações de cabelo para poder juntar e fazer uma peruca. Graças a Deus a gente tem conseguido”, disse.

A filha, Isabella Martuscelli, apoiou a mãe abrindo mão do cabelo longo para deixar a mãe mais bonita e feliz durante o tratamento. “Na hora eu falei: ‘Mãe eu vou cortar, vou doar, ficar com o cabelo curto que nem o seu’. Nós tínhamos cabelo comprido e eu reforcei que ela não estava sozinha nessa, que eu estava junto, vamos arrumar o cabelo juntas”, afirmou.

A vaidade, amor próprio e ao próximo, são dons que as mulheres mostram que têm de sobra em momentos difíceis. “Você tem que olhar no espelho e pensar eu estou bonita, mas o mais importante é estar viva”, concluiu Gabriela.

Fonte: G1

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“O QUE NÃO MATA, EMBELEZA”

Era 4 de outubro de 2012. Dez dias haviam se passado da minha cirurgia de troca de prótese de silicone para aumentar os seios. Eu estava com o corpo inchado. As marcas dos pontos do procedimento cruzavam desordenadamente o meu tórax. Sentia-me como se tivesse sido atropelada. Mas eu estava radiante. Afinal, eu era muito vaidosa e estava feliz com meus novos 250 ml de silicone. Até que uma ligação mudou completamente tudo e toda a minha vida. Era meu médico querendo que eu fosse falar com ele pessoalmente. A notícia: eu tinha câncer.

Antes da cirurgia estética, os exames de controle haviam rastreado um carocinho na mama direita. Na verdade, eu já tinha sentido algo diferente no autoexame. Fiz todos os testes pré-operatórios, incluindo mamografia e ultrassom – que não mostraram malignidade. Meu ginecologista assegurou que aquilo era normal. Eu estava com uma das próteses rompida – e o carocinho sendo sempre ignorado pelos médicos, até mesmo pelo cirurgião plástico que não exigiu um laudo de um mastologista antes de me operar. Durante a operação, extraíram o nódulo e levaram para a biópsia. Foi enviado para quatro laboratórios diferentes. E assim veio a notícia terrível. Eu tinha 35 anos.

Ao ouvir as palavras do médico, revidei no ato: ‘mas, como? Onde? Era o carocinho.. Muitas imagens surgiram em minha cabeça: mulheres de lencinho, inchadas de remédio, carecas em cima de uma cama de hospital, soro, perucas. ‘Por que comigo, Deus?’, pensei. Chorei por mais de uma semana.

Me disseram que eu teria de tirar as duas mamas como prevenção, mas o médico usou a palavra ‘mutilar’ e foi um choque. Depois da segunda opinião, entendi que, sim, eu retiraria as mamas, mas que seria possível uma reconstrução imediata. Foi aí que senti que estava em boas mãos – escolhi uma equipe médica com maior afinidade; aqueles profissionais estudaram e eles fariam o melhor por mim. Também me senti acolhida na casa da minha família. Perguntei para a Dra Adriana: ‘vou poder usar um decote?’ Ela disse: Sim. ‘Vou poder usar um biquíni e dar um mergulho?’ Sim. A cena já mudou. A queda dos cabelos era o de menos. Pensei: ‘Vou comprar uma peruca, colocar cílios postiços e vou vencer’. Ali, toda a dor passou. Vi um cenário muito mais alegre ­– o que me deu forças pra começar. Pensei: ‘Quero sair à rua e ser notada como uma linda mulher que está vencendo uma batalha, e não uma coitadinha que está morrendo’.

Minha reação foi de luta e senti o início da descoberta de uma beleza mais profunda e verdadeira, muito maior do que aquele pedaço de silicone, ou que os meus cabelos cacheados que eu tanto amava. Retirei as duas mamas, passei por 30 sessões de quimioterapia, 28 de radioterapia, e há pouco mais de dois anos faço hormonioterapia. Tive força. Mantive o sorriso apesar das bombas químicas que brigavam com meu corpo durante o tratamento, e nunca desisti de manter a autoestima. Então eu, que trabalhei anos como modelo, comecei a pesquisar quais eram os artifícios de beleza que eu iria usar durante essa fase. Porque eu sabia que o meu tratamento ficaria muito mais fácil se eu me reconhecesse no espelho.

Por isso resolvi criar o projeto “Quimioterapia e Beleza”. Começou com uma fanpage no Facebook, fez sucesso nas redes sociais e virou um livro – o primeiro no mundo a abordar o tema câncer e beleza. Sinto-me muito feliz em ajudar milhares de mulheres em todo o Brasil e também no exterior . São posts sobre dicas de beleza, maquiagem, mil e uma formas de amarrar os lenços – que de tantos que ganhei, dei inicio ao “Banco de Lenços Flávia Flores”. Um hospital de Brasília acreditou no meu projeto e criou o site para me ajudar: os pacientes precisam se cadastrar no site, nos contar um pouco sobre suas características físicas e como querem o lenço. Assim, escolhemos o melhor para cada uma. Algumas têm pedidos específicos e tentamos escolher dentro do que elas pedem. Atualmente atendemos cerca de 500 pacientes por mês e já foram doados mais de 10 mil lenços. Também lançarei um documentário sobre minha história neste ano.

Há dois anos terminei a quimioterapia e hoje estou na reta final do meu tratamento: cumprindo o ciclo de hormonioterapia – o que deve levar de cinco a dez anos. Em um ano e oito meses farei uma reavaliação para saber como procederemos. Os efeitos colaterais são muitos: enjoo, insônia, ressecamento vaginal, sudorese, calor excessivo… Mas tudo isso me serviu de lição para a vida, me transformou numa pessoa melhor, com hábitos muito mais saudáveis, e ainda reencontrei um namorado que conheci nos Estados Unidos. Tenho tantos planos… Quero muito engravidar. Apesar de eu ter 39 anos agora, devo terminar o tratamento aos 41. Os médicos garantem que é possível ter uma gravidez saudável depois de todo esse tratamento. Tenho certeza que vou conseguir.

Depoimento colhido por Thais Botelho
Foto por Edson Lopes Jr

Fonte: VEJA

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CÂNCER ME MAMA: TRATAMENTOS E RECOMEÇO

Fonte: O Dia Domingo 

Post Que Nem Mocinha:

Olá meninas, mocinhas, amadinhas. Hoje finalizo a coluna especial sobre o câncer de mama trazendo informações sobre tratamentos, acompanhamento psicológico e o recomeço dessas mulheres maravilhosas. Foi muito bacana ter esse espaço aqui, para falar dessa doença que deve ser levada muito a sério. Vamos lá?

Tratamento

O tratamento irá depender muito do tipo e estágio do tumor. Assim, a definição terapêutica é determinada caso a caso. Vale lembrar que, quando mais cedo for descoberta a doença, maiores serão as suas chances de cura. Por isso é muito importante fazer o autoexame regularmente, ok?

Vamos dividir essa etapa em duas: terapia local e sistêmica.

1. Terapia Local

Cirurgia e radioterapia visam tratar o tumor no local, sem afetar o resto do organismo.

Cirurgia: é a modalidade de tratamento mais antiga e, quando o tumor encontra-se em estágio inicial e em condições favoráveis para a retirada, a mais efetiva.

Radioterapia: utiliza a radiação ionizante. É muito utilizada para tumores localizados, para os quais não há necessidade de retirada de grande parte da mama ou para tumores que não podem ser retirados totalmente por cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de que o câncer volte a crescer.

2. Terapia Sistêmica

São medicamentos administrados via oral ou diretamente na corrente sanguínea para atingir as células cancerosas em qualquer parte do corpo. A quimioterapia, a terapia hormonal e a terapia-alvo são exemplos de terapias sistêmicas.

Quimioterapia: Tratamento que utiliza medicamentos, orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.

Terapia Hormonal: Tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. Age bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado.

Terapia-alvo: Denomina-se de terapias-alvo drogas anti-cancerígenas relativamente novas e que têm como alvo uma determinada proteína ou mecanismo de divisão celular apenas (ou preferencialmente) presente nas células tumorais.

O tratamento é escolhido pela equipe médica levando em consideração todas as características da paciente.

Psico-oncologia cuidando das feridas da alma

A psico-oncologia é uma especialidade da Psicologia e uma subespecialidade da oncologia que procura compreender as dimensões psicológicas presentes no diagnóstico oncológico, tais como o impacto do câncer no funcionamento emocional do paciente, de sua família e dos profissionais de saúde envolvidos em seu tratamento. Antes de fazer as considerações necessárias acerca da Psico-Oncologia, faz-se necessários a definição de alguns conceitos básicos.

A confirmação do diagnóstico oncológico e a realização de procedimentos invasivos durante o tratamento podem desencadear um desequilíbrio emocional no paciente e na sua família. Ocorre uma mudança significativa na vida das pessoas após o diagnóstico de câncer, e tudo isso pode ser concebido como algo ameaçador à integridade física e mental desses indivíduos. O câncer é uma enfermidade ainda repleta de estigmas, associada à morte, e apesar de todo o conhecimento e informações, o diagnóstico do câncer costuma ter um efeito devastador.

Em maior ou menor número, em diferentes momentos do processo da enfermidade, o paciente apresentará algum desconforto frente à essa nova realidade — independentemente de ter uma rede de apoio (família, amigos, associações, igreja) fortalecida ou uma crença religiosa. O psicólogo, juntamente com a equipe competente, precisam prontamente atender as demandas desses pacientes a fim de obter melhores resultados durante o tratamento. Ou seja, o ponto de união desta área é o paciente de câncer. Suas dificuldades, necessidades, problemas precisam ser atendidos, seja facilitando um melhor enfrentamento da doença e permitindo uma convivência melhor com ela, seja melhorando o estado psicológico e levando a um melhor estado geral orgânico, auxiliando na recuperação e na cura, se possível.

Na atuação do psicólogo juntamente com a equipe de saúde, existe ainda um desafio do trabalho do profissional de psicologia em uma equipe multidisciplinar. A chegada da psico-oncologia no hospital é recente e sua função ainda é frequentemente desconhecida ou distorcida. Mas já existem situações em hospitais onde o psicólogo não é só é muito valorizado como também é requisitado pelo corpo médico e equipe de saúde.

Mesmo com todo o avanço da medicina, não se sabe ainda quais são todos os fatores que podem desencadear o processo cancerígeno e quais os fatores curativos. Os mesmos tratamentos não surtem os mesmos efeitos em pacientes com os mesmos diagnósticos e prognósticos, atravessando a mesma fase da doença. A priori, o que se pode fazer é o investimento no tratamento e o fortalecimentos das redes de apoio bem como a assistência pessoal, psicológica a esse paciente.

O impacto psicológico causado pelo câncer de mama traz uma significativa repercussão na vida da paciente. Quando esse momento é vivido com conhecimento e compreensão, através de um apoio psíquico, torna-se possível o entendimento dos seus medos e angústias que podem interferir em uma resposta ao seu tratamento terapêutico. Desta forma, é importante que o acompanhamento multidisciplinar e especializado seja promovido à paciente com dedicação e confiança, oferecendo assim, o restabelecimento da saúde em seu sentido mais amplo.

A presença da depressão e estado de dor e angústia é perfeitamente aceitável na descoberta da doença. É patológico se a mulher apresentar uma outra postura, isso significaria a negação do câncer. Para que esse cenário seja menos doloroso, a equipe de saúde pode, também, ser participativa positivamente nesse cenário psicoterapêutico, o que possibilitará uma maior tranquilidade e apoio durante todo o processo de tratamento, assim como de seus familiares.

O temor ao câncer de mama acomete a retirada de parte do corpo da mulher, que, em muitas culturas, desempenha função significativa. Sua estética, fantasias e intimidade ficam comprometidas. Aceitar sua nova condição e adaptar-se à nova imagem do seu corpo exige um esforço muito grande para o qual, muitas vezes, a mulher não está preparada e por isso ela precisa de um apoio próximo, de alguém confiável.

O apoio do companheiro ou companheira é muito importante, embora, seja uma situação de dificuldade e aceitação também para ele ou ela. A mulher, na maioria das vezes, apresenta um sentimento de isolamento, se torna fria e distante e se recusa a ter relações sexuais, por acreditar que não é mais atraente para o marido ou esposa, e que não é capaz de trocar experiências que antes eram compartilhadas. O suporte psicológico deve ser oferecido ao casal, para que os dois saibam como lidar com essa nova fase.

O amadurecimento, cumplicidade e a confiança estabelecida nesse relacionamento também será um fator de peso para a condução psicoterapêutica do problema.

Depois do câncer

O cabelo volta a crescer e a angústia (felizmente!) é superável, mas o tempo não cura todas as marcas deixadas pelo câncer de mama. Para as mulheres que passam por mastectomia há a possibilidade de reconstrução do seio e até mesmo do bico do mamilo, mas a pigmentação característica acaba sendo perdida. Alguns cirurgiões plásticos realizam a micropigmentação da aréola e do mamilo, mas os tatuadores são cada vez mais requisitados, pois dominam melhor a técnica artística do desenho.

Do ponto de vista médico, não há contraindicações para esse tipo de procedimento. “Mas é muito importante que a mama esteja totalmente cicatrizada”, alerta o Dr. Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Para ele, o ideal é que haja o intervalo de um ano entre a mastectomia e a tatuagem reparadora.

Além da espera pela cicatrização total, a escolha de um tatuador entendido no assunto também é superimportante. Por isso, o preço pode sair salgado e chegar a R$1.300 em alguns estúdios — mas há profissionais gabaritados que oferecem esse trabalho gratuitamente. É a junção de muito talento com uma grande vontade de fazer o bem!

No Rio de Janeiro, o tatuador Roberto Santos já realiza esse trabalho há cinco anos e já atendeu voluntariamente cerca de 400 sobreviventes do câncer de mama. Hoje, ele se dispõe a tatuar entre quatro e cinco mulheres mastectomizadas por semana, sem cobrar nada. O estúdio Beto Tatto Leblon fica na Av. Ataulfo de Paiva, 1174 – Leblon, Rio de Janeiro, e o telefone para contato é (21) 983-461-172.

Divulgação BettoTattoo

O tatuador Miro Dantas, de São Paulo, também é um desses artistas e desde 2014 comanda o projeto “Uma Tatuagem por uma Vida Melhor”. Há seis anos ele vem aperfeiçoando uma técnica própria de redesenho realista de mamilos, e tatua gratuitamente uma mulher por semana. Miro já atendeu mais de 160 mulheres de forma voluntária e a agenda do projeto está lotada até agosto de 2017. Atualmente, o tatuador não está realizando novos agendamentos e busca patrocínio para continuar atendendo gratuitamente. É possível entrar em contato pelo site www.mirodantas.come através do WhatsApp pelo número (11) 984431264, ou pelo telefone do estúdio WaW Tattoo (Rua

Fradique Coutinho, 1225 – Vila Madalena – São Paulo): (11) 3360-3609.

Divulgação / Miro Dantas

Também na capital paulista, o estúdio Led’s Tattoo conta com dois profissionais que realizam esse trabalho específico há mais de dez anos. Esse mês o estúdio está atendendo gratuitamente mulheres encaminhadas pelo SUS e também fechou uma parceria com o Instituto Quimioterapia e Beleza. Através dessa ação, mulheres que passaram pela mastectomia poderão fazer o redesenho do malilo com 15% de desconto. Para ter direito ao desconto, basta acessar o site www.quimioterapiaebeleza.com.br e anotar o código promocional. Em seguida é só agendar uma sessão direto no Led’s Tattoo. O estúdio fica na Av. Ibirapuera, 3478 – Moema – São Paulo, e os telefones são: (11) 5561-2351 ou (11) 942-289-204.

Divulgação / Led’s Tattoo

Já no interior do estado de São Paulo, em São José dos Campos, a tatuadora Tati Stramandinoli coordena o projeto Reviva, que visa atender gratuitamente mulheres que fizeram mastectomia. A técnica que ela utiliza é a de micropigmentação, específica para esse tipo de trabalho (e que deve ser retocada a cada dois anos). O estúdio de Tati fica na  Av. Aclimação 205 – São José dos Campos/SP e é possível agendar horários através do telefone (12) 3931-8033.

Reprodução/Facebook Reviva

A partir de hoje acontece o Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária. O intuito da ação é, além de acelerar a fila de pacientes que aguardam na fila para reconstrução, ajudar a recuperar a autoestima da mulher que acaba ficando abalada após a mastectomia. Cerca de 840 que passaram por mastectomia serão atendidas gratuitamentes. O mutirão deve  contar com a participação de mais de 800 profissionais da área. As pacientes que vão participar do mutirão já foram selecionadas e realizaram previamente todos os exames necessários para a cirurgia.

Uma coisa é certa: para as mulheres mutiladas pela mastectomia, esse tipo de trabalho vai além da estética. É um sorriso no rosto de quem já passou por momentos de dor profunda e é uma etapa importante na reconquista da autoestima fragilizada. Parabéns por esse trabalho maravilhoso, seus lindos! Quem luta contra o câncer de mama agradece e todas nós aplaudimos de pé. 

LINK: http://quenemmocinha.com/cancer-de-mama-tratamento/

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JC DEBATE – CÂNCER DE MAMA E AUTOESTIMA

No Outubro Rosa, mês em que, tradicionalmente, se procura conscientizar as mulheres para a prevenção, o diagnóstico precoce e o controle do câncer de mama, o JC DEBATE chama a atenção para os efeitos do tratamento contra a doença sobre a autoestima das mulheres. Uma questão delicada e não menos importante para elas e também para os médicos. O câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, no mundo e no Brasil. O Instituto Nacional do Câncer avalia que, em 2016, 57 mil novos casos de câncer de mama serão diagnosticados no país. CONVIDADAS: 1 – FLÁVIA FLORES – criadora do Instituto Quimioterapia e Beleza 2 – MARIA DO SOCORRO MACIEL – médica mastologista.

Link: http://tvcultura.com.br/videos/56802_jc-debate-cancer-de-mama-e-autoestima-20-10-2016.html

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DICAS PARA MANTER AUTOESTIMA DURANTE O TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER

A ONG Américas Amigas convidou sua madrinha Ticiane Pinheiro, jornalista e apresentadora, para conduzir um bate papo sobre a autoestima de quem luta contra um câncer de mama. A ex-modelo e e fundadora da ONG Quimioterapia e Beleza, Flávia Flores deu quatro dicas eficazes e otimistas:

  1. Chá de lenços e acessórios:“A ideia é um evento promovido pela paciente para reunir amigas e oferecer um chá em casa, assim que a doença for diagnosticada, antes mesmo do início do tratamento. Em troca, as convidadas presenteiam a anfitriã com acessórios que irão valorizar sua beleza. Perucas, turbantes, maquiagens, lenços, brincos e todos os tipos de acessórios são bem-vindos.  Vale a imaginação. Desde que coloquei a ideia do chá, no meu livro, centenas de pessoas já compartilharam comigo fotos e relatos sobre o sucesso de cada encontro. De vez em quando, eu publico nas minhas redes sociais.”
  2. Nada de tristeza, na hora de raspar o cabelo:“Costumo dizer que um dos efeitos do tratamento é o de dar a oportunidade para a mulher ousar e conhecer a sensação de não ter cabelo. Encarar isso como uma oportunidade é estimulante e encorajador.  A proposta aqui  é aproveitar e exibir a careca com todas as suas vantagens e não escondê-la. É lindo e estiloso uma mulher careca. Uma descoberta libertadora é um banho de mar, careca. É uma sensação maravilhosa e singular. Acho que todas as pessoas deveriam experimentar.”3. Irreverência e multiplicidade:“Ao invés de procurar uma peruca linda, maravilhosa e caríssima, sugiro que a pessoa experimente ser várias mulheres em uma mesma semana, comprando 8 perucas sintéticas e coloridas. Uma paciente oncológica tem direito a tudo, a mudar de cores e de aparência. Essa irreverência também irá ajudá-la a quebrar o gelo com as amigas e a encarar de maneira mais divertida seu tratamento.”4. Namorar é bom e eu gosto:“Ao contrário do que muitos acreditam, namorar bastante é essencial para uma paciente. Ela quer e precisa ser tocada. Para isso, alguns truques ajudam a apimentar a relação. O uso de lingeries e de perucas coloridas criam novos personagens e inspiram para fantasias entre o casal.  Outra dica é o uso de lubrificantes. Uma vez que o tratamento medicamentoso prejudica a libido, é recomendável que a mulher use o lubrificante com a ajuda de um aplicador vaginal, antes do namoro começar. Aí, é só aproveitar o momento e ser feliz.”

LINK: http://revistaglamour.globo.com/Beleza/Saude/noticia/2016/10/outubro-rosa-dicas-para-manter-autoestima-durante-o-tratamento-contra-o-cancer.html

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CATS FAZEM DANÇA DO VENTRE PARA RECUPERAR AUTOESTIMA

As aulas de dança do ventre espantam a tristeza e espalham sorrisos em uma clínica de oncologia de Palmas. O projeto é uma ideia da professora Cecília Custódio que, voluntariamente, decidiu ajudar a recuperar a autoestimas das mulheres que passam pelo longo período de tratamento que traz tantas mudanças físicas.

A dança do ventre trabalha a feminilidade da mulher e contribuiu para deixar as pacientes com um temperamento mais leve. “A autoestima é a primeira coisa que se perde ao longo do tratamento do câncer e as aulas podem ajudá-las a passar por isso”, disse a professora.

Para as pacientes, as aulas são uma motivação fundamental e traz benefícios que não estão presentes na quimioterapia. “Aqui você se diverte, ri o tempo todo. São novas histórias e novas amizades. É muito bom”, disse Lourença Coelho, que descobriu a doença há seis meses.

Agora os momentos difíceis das pacientes são compartilhados em grupo e acabam se tornando motivos para sorrir, como conta Rosa Teodoro os resultados são visíveis. “Dançar não é só passo e ritmo, é envolvimento e paixão. Sinceramente eu me entrego na dança”, afirmou.

Veja o vídeo aqui.

Fonte: G1

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ENFERMEIRA DOA “NOVAS SOBRANCELHAS” PARA MULHERES COM CÂNCER NO PARANÁ

Há cinco anos, Magali Aparecida Borges, de Umuarama, no noroeste do Paraná, teve uma das piores notícias da vida: estava com câncer de pele. Desde então, viu a vida mudar completamente. Durante o tratamento, Magali precisou se aposentar, perdeu os cabelos e os pelos da sobrancelha. Após 30 sessões de radioterapia, o câncer desapareceu, mas a autoestima se perdeu. Sem sobrancelha, o rosto não voltou a ser o mesmo.

“Depois do tratamento raramente saía de casa por causa da falta de sobrancelha. Quem olha leva um choque, é nítido que tive a doença. Fico abalada. Parece que está escrito. Todo mundo olha e vem perguntar, saber o que aconteceu. Então, prefiro não sair de casa, tenho vergonha”, diz Magali.

Casos como o da aposentada, de mulheres que sofrem por falta de sobrancelha, não são raros. Alguns procedimentos estéticos resolvem o problema por um período, como a rena, mas não são permanentes. Uma das únicas alternativas é a micropigmentação, um serviço caro, que custa em média R$ 400 e oferecido por poucas profissionais.

Ao analisar esse cenário, a enfermeira Michaely Natali fez cursos de micropigmentação para reconstruir sobrancelhas e decidiu oferecer o serviço de graça para mulheres em tratamento de câncer ou que já se curaram.

“Estou querendo sair da enfermagem, mas não completamente. Quero usar a minha mão como enfermeira para ajudar as pessoas. Depois de fazer o curso de micropigmentação percebi o quanto essas mulheres precisam do serviço, então decidi disponibilizar quatro atendimentos gratuitos por mês para pacientes com câncer. Mas, quero oferecer a mais pessoas”, explica a enfermeira.

A primeira a ser atendida foi Magali Borges. Com a liberação médica em mãos, autorizando o procedimento, ela ganhou sobrancelhas novas na noite de terça-feira (9).

“Cheguei a chorar no dia que recebi a notícia que ganharia a micropigmentação, não tenho condições de pagar. Antes tinha vergonha de sair de casa, de me expor, agora isso é passado”, enfatiza a aposentada.

Michaely explica que antes de marcar o procedimento estético exige das mulheres interessadas laudos médicos autorizando o tratamento.

“O procedimento é um pouco invasivo, então se a paciente estiver com a imunidade baixa corre o risco de desenvolver uma infecção ou até ter uma cicatriz. Por isso, a única exigência é essa liberação médica, uma vez que os tratamentos de quimioterapia e radioterapia são muito fortes”, detalha.

Um procedimento que dura em média uma hora, mas que faz bem tanto para quem recebe o serviço quanto para quem oferece o procedimento.

“Ajudar uma pessoa provoca um calorzinho no peito, é uma sensação tão gostosa. Ver o sorriso no rosto da Magali gera uma sensação inexplicável. Para mim é algo simples, mas para essas mulheres é algo grandioso”, destaca Michaely Natali.

Quem se interessar pelo serviço pode entrar em contato com Michaely pela página dela em uma rede social.

Fonte: G1

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EM TRATAMENTO, ATRIZ DE “BARRADOS NO BAILE” RASPA O CABELO

Shannen publicou em sua página no Facebook uma sequência de fotos cortando o cabelo e, por fim, com ele raspado. Nas imagens, ela aparece ao lado da mãe e de uma amiga.

As publicações da atriz emocionaram seus seguidores na rede social. “Shannen, você está linda! Seja forte! Orações a você”, escreveu um fã. “Estou rezando por você todo dia e espero que você esteja forte. Muitas pessoas te amam e torcem por você”, comentou outro admirador.

Em agosto do ano passado, Shannen Doherty revelou ter sofrido de câncer de mama, segundo o “Hollywood Reporter”. Na época, ela afirmou que a doença se desenvolveu num período em que estava descoberta por seu plano de saúde.

Segundo a atriz, a culpa seria de seu antigo empresário, que ela está processando por negligência. A informação veio à tona justamente pela briga na Justiça americana. Shannen alegou que o ex-empresário seria o responsável por manter o seguro em dia.

Fonte: UOL