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MULHER LISTA 50 DESEJOS APÓS DESCOBRIR CÂNCER DE MAMA GRAÇAS A POST NA WEB

Uma postagem por meio de uma rede social ajudou a fisioterapeuta Roberta Baraçal Perez, de 27 anos, a descobrir que estava com câncer de mama. Um texto de uma amiga, que falava do próprio diagnóstico sobre a doença, fez Roberta procurar um médico e, por coincidência, descobrir que também estava com câncer. A princípio, com medo do que viria pela frente, ela resolveu fazer uma lista com 50 sonhos que gostaria de realizar. Boa parte dos desejos já foram concretizados e, agora, ao saber que está curada, ela não vê a hora de continuar realizando cada uma das metas propostas durante a doença.

“O câncer de mama não é uma sentença de morte. Quando você conta que está com a doença, a maioria das pessoas pensa que você é um fantasma ou já está morta e não é assim. O mais importante é você lembrar que está viva. Claro que no início foi difícil me acostumar com a ideia de ter câncer aos 27 anos, mas isso não é uma sentença de morte. Como tudo na vida, há riscos. A doença me fez lembrar, por exemplo, que eu morava em Santos, no litoral de São Paulo, e não tomava água de coco”, afirmou a fisioterapeuta em entrevista ao G1.

Roberta ao lado do marido antes e depois do
tratamento (Foto: Arquivo Pessoal)

Durante as sessões de quimioterapia, Roberta resolveu colocar em um caderno uma lista com cerca de 50 desejos. Alguns já estão concluídos, mas a “lista”, na verdade, é uma maneira que ela encontrou para não deixar de valorizar o que parece simples e fácil. “Antes do câncer eu tinha uma rotina de muito trabalho e deixava de fazer pequenas coisas”, conta.

Os desejos de Roberta envolvem viagens, observar a aurora boreal, mergulhar e até conhecer o apresentador Jô Soares, objetivo realizado durante o ano passado. Ela afirma que, apesar de tudo que foi colocado no papel, não há uma ordem para que cada ponto seja cumprido. “Posso dizer que estou mais feliz agora do que antes. Estou me dando tempo de realizar a lista. Estou vivendo”, reforça.

Ao lado do apresentador Jô Soares, de quem é fã (Foto: Arquivo Pessoal)

A descoberta
A fisioterapeuta faz questão de destacar que, além da força de vontade e da ajuda do marido no dia a dia, a postagem de uma colega da época de escola no Facebook foi o ponto chave para que ela descobrisse a doença.

Marido deu apoio durante tratamento
(Foto: Arquivo Pessoal)

“Uma menina que estudou comigo teve câncer de mama aos 26 anos. Foi em 2015. Eu fiquei chocada na época. Ela fez uma post público falando e eu contei para a minha irmã. Assustada, eu resolvi marcar médicos e fazer exames. Foi quando, no ‘meio de 2016’, senti um nódulo na mama esquerda”, lembra a jovem, que afirma ter ficado assustada só de pensar na possibilidade de ter câncer.

Pouco tempo depois dos primeiros sintomas, veio o resultado do exame confirmando o diagnóstico de câncer de mama. “Foi no dia 7 de julho de 2016, um mês depois de eu completar um ano de casada. No dia que descobri, fui procurar essa menina, porque possivelmente ela salvou a minha vida. Ficamos mais próximas, trocamos figurinhas, mas eu ainda não tinha externado para ninguém porque não sabia como fazer. Aos poucos tomei coragem e comecei a contar a minha história nas redes sociais”, lembra.

Roberta manteve os exercícios e garante que fizeram bem à saúde (Foto: Arquivo Pessoal)

Força compartilhada
A ideia de Roberta era manter o ciclo informativo que a alertou sobre a doença e continuar passando a mensagem de que é possível conviver com o câncer. Com postagens quase que diárias no Instagram, no endereço @vai.por.mim_, ela mostra o “outro lado” do tratamento e conta que, apesar de gostar do próprio cabelo, se sentiu bem careca.

Roberta usa lenço e diz que continua se sentindo
atraente (Foto: Arquivo Pessoal)

“Eu descobri que poderia estar doente por causa da internet. Tinha que continuar esse ciclo e ajudar de graça. Nunca ia imaginar que saltaria dos 300 seguidores para mais de 4 mil. As pessoas mandam mensagens perguntando o que fazer e como fazer. Até marido de mulher diagnosticada me procurou. Nessa hora, é muito importante a presença do companheiro. Eu poderia ter descoberto aos 50 anos que tinha um parceiro fantástico, mas tudo isso foi antes, porque ele nunca ficou inseguro ou se lamentou na minha frente”, disse.

“Apesar da mudança na aparência, ficar sem cabelo ou sem os seios, que são pontos que dizem muito para a mulher sobre feminilidade, eu não tive medo de ser menos mulher, de ficar menos atraente ou não ser reconhecida. Você aprende a lidar com as transformações físicas do corpo. Eu sei meus limites, mas continuo fazendo minhas caminhadas, me exercitando e me alimentando mesmo durante a químioterapia, que já terminei”, diz.

Próximo desejo
Praticamente sete meses após ser diagnosticada com câncer de mama, Roberta está curada. Ela comemorou não precisar fazer radioterapia, mas optou por retirar as duas mamas e fazer a reconstrução, além de colocar silicone. A jovem sabe que a rotina nos próximos anos será de alerta e muitos exames para que a doença não volte. Mais importante que isso, é não parar de sonhar e realizar cada desejo da lista que ela mesma criou.

“Serei uma paciente oncológica pelo menos pelos próximos cinco anos. Tenho que continuar me adaptando. Antes do câncer eu trabalhava em uma UTI pediátrica e tinha sonhos. Meus planos mudaram e a prioridade dos desejos também. Quero conhecer as sete maravilhas do mundo. O próximo da lista é conhecer o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e agradecer a cura”, finaliza.

Fonte: G1

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MAMAS DO AMOR

O câncer de mama é hoje, o tipo mais comum entre as mulheres, no mundo e no Brasil, respondendo por cerca de 25% dos casos novos de câncer, a cada ano.  A Fernanda Aguiar foi diagnosticada com câncer de mama em 2016, realizou a mastectomia e colocou a prótese interna. Mas o que ela não esperava aconteceu: houve uma infecção, e ela teve que retirar. Foi quando ela buscou comprar próteses mamárias externas, mas eram caríssimas! Pesquisou muito e decidiu fazer as próprias próteses externas – que seriam colocadas no sutiã. Com muita pesquisa, ela aprendeu a fazer uma prótese mamária em casa e deu super certo! Ela conta: “Constatei que os decotes das roupas me caíam bem novamente e de uma forma simples, recuperei minha autoestima. As próteses externas, se moldam perfeitamente ao peito, não esquentam, não incomodam e devolvem a aparência estética natural de uma mama no sutiã.
Descobri, que uma maneira rápida, eficiente e de baixo custo é a manufatura da prótese externa, feita com alpiste. Quero compartilhar essa ideia, com outras mulheres, que como eu, desejam seguir adiante, com coragem e determinação.”

E foi assim que nasceu o projeto!!  Hoje a ONG Mamas do Amor atende o mundo todo! Aumenta a autoestima e a confiança de milhares de mulheres, que passaram por momentos tão difíceis! A meta é doar cada vez mais próteses para mastectomizadas.

Para saber mais sobre o projeto e apoiar, acesse: www.mamasdoamor.com Para solicitar uma prótese também é pelo site.

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SEXUALIDADE DA MULHER COM CÂNCER DE MAMA DEVE SER ESTIMULADA DURANTE E DEPOIS DO TRATAMENTO

Queda de cabelo e dos pelos, retirada das mamas, perda de libido e secura vaginal são as principais dificuldades enfrentadas pelas mulheres em tratamento contra o câncer de mama quando o assunto é sexo. Segundo uma pesquisa realizada na Austrália e publicada no Journal of Sexual Medicine, 70% das pacientes têm problemas na vida sexual nesse período — número bastante alto levando em consideração a faixa etária média de 54 anos das cerca de mil mulheres ouvidas pelo médico e pesquisador da Monash University, Robin Bell. No entanto, a transa deve ser estimulada durante e depois do tratamento, porque as disfunções sexuais acontecem com mais frequência até dois anos após o diagnóstico — momento em que acontece a chamada menopausa precoce.

Conforme os autores do estudo, os problemas com a sexualidade da mulher com câncer de mama são causados principalmente pela insegurança em relação a como o parceiro irá reagir ao corpo mastectomizado — cirurgia de retirada da mama. E o psicológico acaba afetando a qualidade da atividade na cama.

— Os seios são uma das representações de feminilidade da mulher, da sua sexualidade. É de se supor, portanto, que o câncer de mama expressa uma possível perda de contato consigo mesma, tocando profundamente sua estrutura emocional e física — confirma no artigo “Câncer de mama e sexualidade feminina: os simbolismos existentes nessa relação” a psicóloga Suzanne Maria de Carvalho Leal.

Descoberta

A ex-modelo catarinense Flávia Flores, 37, comprova os problemas que impactam na autoestima e na funcionalidade do sexo. Quando descobriu a doença no final de 2012, estava namorando, mas acabou sendo abandonada pelo companheiro.

— Ele veio para a minha cirurgia, me levou para casa depois, e aí me bloqueou em todas as redes sociais e não atendia mais as minhas ligações. Não era possível que fosse só o câncer, né? Fiquei chateada, não queria mais saber de ninguém — conta Flávia, que é de Florianópolis, mas atualmente vive em São Paulo (SP), de onde mantém o blog “Quimioterapia e Beleza”, referência online para mulheres em tratamento de câncer de mama.

Mesmo que já tenha sido provado que o apoio é fundamental para a mulher com câncer de mama, o abandono não é raro. Mas foi carequinha, durante as sessões de quimioterapia, que Flávia despertou sua sexualidade enquanto paciente em tratamento de câncer. Ela conheceu um homem pela Internet que a aceitou e, principalmente, foi compreensivo.

— No começo eu disse: ‘já me largaram, nem vem para perto de mim. Tu não entendeu que isso é câncer? Não é estilo, é falta de pelo.’ Mas aí fui passar o carnaval com ele. Me diverti tanto que perdi até a peruca. Hoje namoro outra pessoa e continuo contente em relação ao sexo, mas é sempre delicado explicar a falta de lubrificação para o parceiro. As mulheres devem tentar, porque faz bem para nós mesmas com ou sem câncer — garante Flávia, que buscou ajuda de seu psicólogo, já que os oncologistas não abordaram essa questão durante o tratamento.

Sexo ainda é tabu

Enquanto o termo “oncosexology” (oncosexologia, em tradução livre) já é debatido nos Estados Unidos e trata a sexualidade dos pacientes com câncer, no Brasil a pauta é negligenciada na formação profissional. É o que acredita a pesquisadora da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (SP), Simone Ferreira, que estuda a sexualidade de mulheres com câncer de mama e ginecológico na Universidade de São Paulo (USP).

— Há um despreparo. Temos um modelo biomédico que tem a cura como prioridade. Quando não deveria ser assim. Outra possível justificativa é a vergonha, porque nem todo mundo tem a sexualidade bem resolvida, e o sexo é uma construção sociológica. Também há uma questão de gênero: com uma obrigação social de a mulher servir o marido e, com isso, ter dificuldade de ressignificar o sexo. Por fim, o fato de serem em maioria mulheres atendendo mulheres, a relação pode gerar vulnerabilidade e espantar o assunto — analisa.

A paciente e presidente da Associação Brasileira de Portadores de Câncer (Amucc), Leoni Margarida Simm, comprova o pouco enfoque na sexualidade e acrescenta a importância do papel do parceiro nesse processo.

— Não conversaram comigo sobre isso, perdi o libido e não queria que ninguém me visse nua, nem meu marido. Mas ele foi fundamental e me dizia: tu és todas as mulheres, conforme eu mudava a peruca ou o lenço — lembra.

Câncer sutra: sexo para prevenir
— A Associação Americana de Luta Contra o Câncer lançou em maio deste ano o www.cancersutra.com. O endereço funciona como um guia de detecção dos câncer de mama, próstata e pele a partir da prática de diferentes posições sexuais que privilegiem o contato. O objetivo é despertar a atenção do parceiro para os sinais precoces da doença.

— O site explica com ilustrações como cada posição pode detectar os primeiros sintomas de possíveis tumores (caroços, manchas, eczemas e pintas, por exemplo). Há também o aconselhamento de procurar um médico para fazer o diagnóstico correto. Além de posições para heterossexuais, o guia também engloba opções para casais gays.

Dicas para melhorar a relação sexual
1) Ajuda psicológica
— Procure um psicólogo para acelerar o processo de adaptação em relação ao novo corpo;
— A presença do companheiro pode ser importante nessa etapa.

2) Atividades físicas
— Movimentar o corpo nesse período pode ajudar a melhorar o desempenho sexual.

3) Lubrificante
— Use lubrificantes apenas à base de água durante a quimioterapia e radioterapia;
— Depois, durante o tratamento hormonal, peça para o seu médico receitar algum medicamento que contenha outras substâncias que possam potencializar os efeitos;
— Utilize o aplicador nos dois casos, porque a lubrificação deve chegar até o canal vaginal para que você não sinta dor, e não apenas na vagina. Em pacientes de câncer de colo de útero, isso é ainda mais importante, porque pode acontecer a estenose (estreitamento do canal vaginal).

4)Imaginação
— É comum perder a libido (vontade de fazer sexo) durante o tratamento do câncer, por isso invista no poder da sua mente.

5) Acessórios
— A autoestima é outro problema enfrentado pela mulher com câncer que deseja manter-se sexualmente ativa. Por que não apostar em uma lingerie especial para se sentir mais atraente? O lenço para cobrir a carequinha pode ser outra opção.

Fonte: http://horadesantacatarina.clicrbs.com.br/sc/geral/noticia/2015/10/sexualidade-da-mulher-com-cancer-de-mama-deve-ser-estimulada-durante-e-depois-do-tratamento-4879596.html

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DIA NACIONAL DA MAMOGRAFIA

SBM alerta às mulheres que “rosa” é o ano todo e a prevenção é fundamental

Para celebrar o Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro) e o Dia Nacional da Mamografia (5 de fevereiro), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) faz o alerta para que as mulheres fiquem atentas o ano todo quanto à questão da prevenção e diagnóstico precoce. Embora, a entidade reconheça e valorize a importância do Outubro Rosa, ela lembra que o engajamento deve ser constante, pois o câncer de mama segue como a segunda maior causa de morte das mulheres no Brasil e esse quadro está longe de ser revertido.

De acordo com a coordenadora da SBM, Paula Saab, a população brasileira, essencialmente as mulheres, não pode desconsiderar a gravidade do cenário. “Ainda estamos perdendo muitas vidas e isso não pode continuar assim. As mulheres precisam de informação, de acesso e atendimento”, diz a mastologista, lembrando que elas que têm pelo menos 100 vezes mais chances de desenvolver câncer de mama do que os homens.

Segundo Paula, embora pareça um discurso repetitivo, é preciso reforçar a mensagem da realização da mamografia anualmente, a partir dos 40 anos. “A SBM defende essa rotina nessa faixa etária, baseada em estudos. Chega de divergir e discutir o sexo dos anjos. O fato é que estamos perdendo vidas. A realidade é que o quanto antes diagnosticarmos o câncer, maiores são as chances de cura. A mulher tem o direito de se cuidar, de se prevenir e de ter acesso rápido ao tratamento quando necessário. Ela precisa fazer valer esses direitos e, para isso, pode contar com a Sociedade Brasileira de Mastologia”, afirma.

No último Outubro Rosa, a SBM aderiu à campanha “A vida pede atitude. Movimente-se: faça mamografia anualmente” após seus pesquisadores membros concluírem em um estudo que o risco de ter câncer de mama aumenta consideravelmente em mulheres na pré e pós-menopausa que apresentam excesso de gordura corporal. Logo, não só a prática de exercício físico, mas ter uma alimentação saudável pode ajudar a prevenir a doença. Alimentos como cúrcuma (açafrão-da-terra), mirtilo, tomate, abacate, vinho tinto (com moderação), couve, suco de romã, óleo de linhaça, chá verde, alho, brócolis, couve-flor, cereja e alcachofra podem ajudar, lembrando que seu consumo não é garantia do não aparecimento da doença.

Um mastologista deve ser procurado em caso de qualquer alteração na mama, como:

Caroço nos seios

O nódulo pode ter o conteúdo líquido, conhecido como cisto, e geralmente é regular, móvel e não está relacionado a câncer. Nódulos sólidos, endurecidos e fixos geram uma maior preocupação.

Alergia nos mamilos

Traços vermelhos semelhantes à picada de inseto, erupção cutânea ou reação alérgica podem ser um aviso de doença grave e até mesmo câncer de mama.

Pele retraída

Alguns tumores podem crescer dentro da mama e repuxar a pele perto dele. Uma entrada na pele que não existia deve chamar a atenção.

Inchaço e sensação de calor

O inchaço do seio com a sensação de calor e peso pode ser um sinal de câncer de mama, principalmente quando for de um lado só.

Ferida nos seios

Aparição de ferida ou úlcera que não cicatriza.

Mudança na pele ao redor do mamilo

A pele que fica ao redor do peito fica mais quente, escamosa, vermelha ou inchada.

Secreção pelo bico

A aparição de secreção sanguinolenta ou aquosa no bico do seio deve sempre ser investigada.

O autoexame hoje é utilizado como um meio da mulher conhecer seu corpo e identificar o que é normal nas suas mamas. A palpação das mamas pode gerar desconforto em algumas mulheres, mas deve ser feito para que ela se conheça melhor. Qualquer dúvida deve ser tirada com um mastologista.

A junção da mamografia, do exame clínico e do auto exame é fundamental para a prevenção de novas mortes pela doença.

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CÂNCER DE MAMA E EXERCÍCIOS FÍSICOS

Recente estudo publicado na revista científica “Gynecologic Oncology ”, liderado por Marina Pollán e um grupo de cientistas espanhóis, mostrou que mulheres que não praticam nenhum tipo de exercício físico tem um risco maior de 71% de desenvolverem câncer de mama.

O estudo demonstra o efeito preventivo que a prática regular do exercício físico tem sobre o aparecimento de câncer de mama em mulheres pré e pós menopausa.

O estudo analisou a recomendação da Organização Mundial de Saúde que recomenda 150 minutos de de atividade física moderada por semana e elaboraram um novo indicador de gasto calórico traduzindo essa recomendação para 30 minutos de caminhada enérgica todos os dias.

Os pesquisadores descobriram que as mulheres que não seguiram essa recomendação, que tinham um vida totalmente sedentária, tiveram um risco de 71% a mais para desenvolverem câncer de mama.

Vários estudos tem relatado os efeitos positivos da atividade física em mulheres com diagnóstico e tratamento de câncer, porém esse estudo é o primeiro a demonstrar que a atividade física tem um efeito preventivo e protetor para o desenvolvimento de câncer de mama. O estudo foi realizado na Espanha, onde um significativo aumento de sobrepeso e obesidade tem sido observado nas últimas décadas. O ganho de peso e vida sedentária são características que também podem ser encontradas no Brasil

Além dessa última observação, é importante ressaltar que o maior efeito protetor ocorreu quando a atividade física foi intensa, regular e em mulheres que sempre praticaram atividade física.

Prof. Dr. Eduardo Rollo Duarte
Periodontista-Protesista
Implantodontia
Dor Orofacial-ATM
Odontologia do Sono
www.eduardorollo.com.br

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O CÂNCER DE MAMA EM HOMENS

A maioria das doenças mamárias masculinas é de caráter benigno, sendo a ginecomastia a mais comum, englobando 85% das consultas. O câncer de mama em homens acomete cerca de 1% deles. Um levantamento realizado pela Unicamp (Revista Brasileira de Mastologia, em 2013, revelou doze pacientes (0,57%) masculinos atendidos na instituição entre janeiro de 2005 e dezembro de 2009, num total de 2100 doentes com neoplasia mamária.

Em decorrência do desconhecimento da maior parte da população sobre a possibilidade de ocorrência em homens, esses pacientes demoram mais a procurar auxílio médico, o que causa atraso no diagnóstico e apresentação em estágios clínicos mais avançados, impactando negativamente nas chances de cura da doença.

Os sintomas

A grande maioria dos tumores de mama masculino apresenta-se como nódulo palpável. A partir de uma queixa clínica, o paciente busca o atendimento médico para avaliação, usualmente após um grande intervalo de tempo entre a detecção do problema e a consulta médica. Em geral, esse tempo é de quatro meses, podendo chegar a dezoito meses.

Não existe um programa de rastreamento específico para os homens. Os pacientes que apresentam fatores de risco importantes como alterações do perfil hormonal (causada pela cirrose, uso de esteroides e alterações testiculares), história familiar relevante, história pessoal de CM ou mutação genética (sendo a mutação no gene BRCA2 a mais comumente identificada), são avaliados individualmente, e não a nível populacional.

O tratamento é realizado de acordo com os mesmos protocolos de tratamento do CM feminino, sendo primordialmente cirúrgico e pode ser complementado com quimioterapia (neoadjuvante ou adjuvante), radioterapia e hormonioterapia, se indicada.

Fonte: Veja

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SOLIDÃO AUMENTA O RISCO DE REINCIDÊNCIA DE CÂNCER DE MAMA

A solidão aumenta o risco de morte por reincidência de câncer de mama. De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Cancer, mulheres solitárias que sobreviveram a um tumor de mama são 60% mais propensas a morrer por recidiva da doença do que aquelas que são mais ativas socialmente.

Pesquisadores da Divisão de Pesquisa Kaiser Permanente na Califórnia, nos Estados Unidos, alisaram acompanharam  9.267 mulheres com câncer de mama durante cerca de 10 anos após o diagnóstico da doença. Nesse período houve 1.448 recorrências do tumor e 1.521 mortes, da quais 990 foram causadas pela doença.

Os resultados mostraram que houve uma probabilidade total de 16% de retorno da doença e um risco de 11% de morte por câncer de mama, mas aqueles com vida social estagnada corriam um risco visivelmente maior. Além do aumento no risco de morte, mulheres socialmente isoladas tinham uma probabilidade 40% maior da condição retornar.

Por outro lado, ter um cônjuge, engajamento com parentes e amigos e participação na comunidade ou atividade religiosa desempenharam um papel importante na previsão da sobrevivência a longo prazo de uma pessoa. Pesquisas anteriores já haviam identificado uma ligação entre baixos níveis de interação social e um maior risco de mortalidade geral.

Para Candyce Kroenke, líder do estudo, os resultados “confirmam a influência geralmente benéfica dos laços sociais na recorrência e mortalidade do câncer de mama; no entanto, eles também apontam para complexidade, já que nem todos os laços sociais são benéficos e não em todas as mulheres”.

Por exemplo, algumas pacientes classificadas como socialmente isoladas incluíram algumas mulheres que eram casados mas que não viam muitos amigos.

Segundo ela, a partir de agora, antes de fazer um prognóstico sobre a doença, o ideal é os médicos considerarem a vida social da paciente.

Fonte: Veja

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6 FILMES EMOCIONANTES QUE CONSCIENTIZAM SOBRE CÂNCER DE MAMA

câncer de mama. E a causa é importante. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), essa versão da doença é a segunda mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo – ela representa cerca de 25% dos novos casos anuais. E as estatísticas mostram que o número de pacientes com esse tipo de tumor vem aumentando.

A melhor forma de se conscientizar sobre o câncer de mama é por meio da informação, o que pode acontecer de várias formas: conversando com especialistas, lendo reportagens sobre o tema, batendo-papo com uma mulher que teve a doença e (por que não?) vendo filmes. Isso mesmo! Várias produções já abordaram de forma correta e emocionante a luta contra essa doença.

Está a fim de preparar uma pipoca, assistir a um filminho e ainda se informar? Então confira a seleção que fizemos de longas que falam de maneira emocionante sobre o câncer de mama:

1. Já estou com saudades (Miss You Already), 2015

Jess (Drew Barrymore) e Milly (Toni Collette) são amigas de infância. Juntas, elas passaram por poucas e boas! Milly casou cedo, teve dois filhos e se tornou uma profissional de sucesso. Já Jess decidiu levar uma vida mais calma e sem grandes emoções ao lado do marido, Jago (Paddy Considine). Mas aí as coisas começam a mudar: Jess resolve que é hora de colocar em prática o sonho de ser mãe. Só que, ao mesmo tempo, Milly descobre que tem câncer de mama e precisará de toda a atenção da melhor amiga e da família.

2. Doce Novembro (Sweet November), 2001[EMBED

Os destinos de Nelson Moss (Keanu Reeves) e Sara Deever (Charlize Theron) se cruzam de forma inusitada: após uma confusão durante uma prova para tirar carteira de motorista, o executivo workaholic e a moça misteriosa se conhecem. Ao notar que ele precisa de um novo rumo em sua vida, Sara propõe que vivam juntos por um mês e, depois, se separem. Durante esse período, eles se apaixonam – e o grave câncer enfrentado por Sara é revelado a Nelson.

3. Lado a Lado (Stepmom), 1998[EMBED

Quando a fotógrafa Isabel (Julia Roberts) começa a namorar Luke (Ed Harris), ela nem imagina a briga em que está se metendo com os filhos e a ex-mulher dele, Jackie (Susan Sarandon). Durante muito tempo, Isabel fica tentando agradar a todos – a ponto de colocar em risco a sua prestigiada carreira. E é com uma notícia triste que as coisas começam a melhorar: Jackie descobre um tumor maligno na mama, o que obriga todos a superarem suas diferenças e se ajudarem.   

4. Laços de Ternura (Terms of Endearment), 1983[EMBED

A relação mãe e filha de Aurora Greenway (Shirley MacLaine) e Emma (Debra Winger) é abalada quando Emma se casa contra a vontade de sua mãe. Mas, quando o relacionamento termina, a moça restabelece o vínculo com aquela que lhe trouxe ao mundo. Porém, logo descobre que tem um câncer terminal – e é com o apoio de Aurora que ela refaz as pazes com o ex-marido e os filhos.

5. Lipstick (Why I Wore Lipstick to My Mastectomy), 2006[EMBED

Geralyn é uma jornalista de 27 anos, recém-casada, que acabou de receber duas notícias que vão mudar sua vida: uma é que ela conseguiu seu emprego dos sonhos, a outra é que foi detectado um tumor maligno em um de seus seios. Apesar do choque, Geralyn decide enfrentar a doença com muito bom humor – e com um lindo batom vermelho, que se torna símbolo de seu otimismo.  

6. De Volta Às Quadras (The Hot Flashes), 2013[EMBED

Um grupo de mulheres de meia-idade que eram jogadoras de basquete na época da escola decide retornar às quadras por uma boa causa: arrecadar dinheiro para a prevenção do câncer de mama. Essa missão, contudo, promete ter muita competição com as garotas do atual time do colégio – e muita diversão, é claro! 

Fonte: M de Mulher

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SUSANA NASPOLINI FALA SOBRE CÂNCER DE MAMA: “É POSSÍVEL VENCER”

No Encontro desta quarta-feira, 26/10,Fátima chama atenção para uma campanha mundial muito importante: o Outubro Rosa. O movimento tem o objetivo de alertar as mulheres sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama. No palco do programa, Susana Naspolinirelata para a apresentadora como passou pela doença, que a afastou do RJTV desde abril. A repórter descobriu a alteração de um gânglio na axila durante um exame de rotina. “A gente tem que falar muito sobre essa doença. Já tive câncer quatro vezes, sendo dois de mama [Aos 18 anos, ela teve um linfoma e, aos 38, descobriu um câncer de mama e de tireoide]. O último descobri em abril. Já acabou o tratamento e estou pronta para trabalhar. É uma corrida contra o tempo sim, mas é possível vencer essa corrida. Por isso, é importante o acesso rápido ao tratamento”, diz Susana.

Durante o papo, Fátima alerta sobre a importância de ter pessoas que você ama perto de você durante o tratamento. A repórter concorda. Susana é viúva, mas nas outras vezes que teve câncer, ela recebeu apoio do marido. Desta vez, a mãe, o pai, o irmão e a filha Júlia ficaram ao seu lado. “É fundamental estar junto. Quando descobri pela quarta vez, eu despenquei. Passa muita coisa pela cabeça, muito medo. Fica aquele desespero: ‘vou morrer, não vou morrer’. Liguei para o meu pai, para a minha mãe, para a minha irmã e para o meu irmão para ouvi-los”, conta a jornalista, que mostra muita força depois de encarar a doença pela quarta vez: “É diagnóstico pesado sim, mas não podemos criar um monstro. A minha vida não é o câncer. Tenho minha filha linda, minha família, meu trabalho, meus amigos. É uma doença, mas vamos tratar e seguir em frente”.

A filha de Susana Naspolini, Júlia, de 10 anos, esteve ao lado da mãe durante todo o tratamento. A menina diz que ficou preocupada sim, mas Susana conseguiu deixá-la tranquila por sempre lhe contar toda a verdade sobre a doença. “Ela sempre me contou tudo. Tanto agora tanto quando eu era menor. Sempre fiquei bem tranquila. Falava que estava preocupada, perguntava se estava tudo bem e ela sempre me explicava que estava se tratando. Então, sempre confiei muito nela”, diz Júlia.

Fonte: GShow 

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CÂNCER DE MAMA E DETECÇÃO PRECOCE

O câncer de mama não tem somente uma causa. A idade é um dos mais importantes fatores de risco para a doença (cerca de quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos). Outros fatores que aumentam o risco da doença são:

Fatores ambientais e
comportamentais:
Obesidade e sobrepeso após a menopausa;Sedentarismo (não fazer exercícios);Consumo de bebida alcoólica;Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X).
Fatores da história
reprodutiva e
hormonal
Primeira menstruação antes de 12 anos;Não ter tido filhos;Primeira gravidez após os 30 anos;Não ter amamentado;Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.
Fatores genéticos e
hereditários
*História familiar de câncer de ovário;Casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;História familiar de câncer de mama em homens;Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.
*A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/ hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.

Já o câncer de mama de caráter genético/hereditário corresponde a apenas 5% a 10% do total de casos da doença. Homens também podem ter câncer de mama, mas somente 1% do total de casos é diagnosticado em homens.

Atenção: a presença de um ou mais desses fatores de risco não significa que a mulher necessariamente terá a doença.COMO PREVENIR

Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis como:

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Amamentar
  • SINAIS E SINTOMASÉ importante que as mulheres observem suas mamas sempre que se sentirem confortáveis para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem técnica específica, valorizando a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.
    Os principais sinais e sintomas do câncer de mama são:
    • Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
    • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
    • Alterações no bico do peito (mamilo);
    • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;
    • Saída espontânea de líquido dos mamilos

As mulheres devem procurar imediatamente um serviço para avaliação diagnóstica ao identificarem alterações persistentes nas mamas. No entanto, tais alterações podem não ser câncer de mama.


O câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando assim as chances de tratamento e cura. Todas as mulheres, independentemente da idade, podem conhecer seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres.

Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas.

Mamografia é uma radiografia das mamas feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de identificar alterações suspeitas.

Mulheres com risco elevado para câncer de mama devem conversar com seu médico para avaliação do risco para decidir a conduta a ser adotada.

No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde – assim como a da Organização Mundial da Saúde e a de outros países – é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada dois anos.

A mamografia de rastreamento pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama, mas também expõe a mulher a alguns riscos. Conheça os principais benefícios e riscos desse exame:

Benefícios:

  • Encontrar o câncer no início e permitir um tratamento menos agressivo.
  • Menor chance de a paciente morrer por câncer de mama, em função do tratamento precoce.

Riscos:

  • Suspeita de câncer de mama. Isso requer outros exames, sem que se confirme a doença. Esse alarme falso (resultado falso positivo) gera ansiedade e estresse.
  • Câncer existente, mas resultado normal (resultado falso negativo). Esse erro gera falsa segurança à mulher.
  • Ser diagnosticada e submetida a tratamento, com cirurgia (retirada parcial ou total da mama), quimioterapia e/ou radioterapia, de um câncer que não ameaçaria a vida. Isso ocorre em virtude do crescimento lento de certos tipos de câncer de mama
  • Exposição aos Raios X. Raramente causa câncer, mas há um discreto aumento do risco quanto mais frequente é a exposição.

Mamografia diagnóstica

A mamografia diagnóstica, assim como outros exames complementares com finalidade de investigação de lesões suspeitas da mama, pode ser solicitada em qualquer idade, a critério médico. Ainda assim, a mamografia diagnóstica geralmente não é solicitada em mulheres jovens, pois nessa idade as mamas são mais densas, e o exame apresenta muitos resultados incorretos.

O SUS oferece exame de mamografia para todas as idades, quando há indicação médica.

Saiba mais em Cartilha Câncer de Mama: vamos falar sobre isso?Fonte: INCA