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MITOS E VERDADES SOBRE MAMOGRAFIAS

Você deve ter milhões de desculpas para não fazer a mamografia anual, mas suas razões podem não ser tão boas quanto pensa.

Sou muito jovem para fazer o exame.

O câncer de mama é o tipo mais comum em mulheres a partir dos 55 anos de idade, mas, também pode acometer mulheres jovens. O rastreamento mamográfico consiste em realizar mamografia anual em mulheres com 40 anos ou mais. A partir dos 70 anos, a frequência dependerá do critério médico. Para mulheres com risco aumentado, a mamografia deve ser anual a partir dos 35 anos de idade. No Brasil, mulheres a partir dos 40 anos de idade, têm amparo na Lei 11664/08 para solicitar que seja feita mamografia de rastreamento, apesar da falta de recomendação formal pelo Ministério da Saúde.

Câncer de mama não acometeu nenhum membro de minha família, por isso eu não corro risco.

É verdade que se o câncer de mama acomete sua família, você tem maior risco de ter a doença, principalmente se sua mãe ou irmã já tiveram. Mas, a maioria das mulheres que tem câncer de mama  (85%) não tem histórico familiar da doença. Portanto, faça o rastreamento mamográfico de qualquer maneira.

A radiação é muito arriscada.

A mamografia utiliza raios X para formar a imagem da mama e é utilizada para o rastreamento do câncer de mama. A imagem é obtida com o uso de um feixe de raios X de baixa energia, após a mama ser comprimida entre duas placas. O risco associado à exposição à radiação é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício obtido.

Eu tenho medo do que pode ser encontrado.

Cerca de 80% dos nódulos encontrados nas mamas tendem a ser benignos. A mamografia também não altera nada, apenas mostra com precisão o que já está lá. Se for encontrada alguma alteração na mamografia é importante fazer o diagnóstico e o tratamento, se necessário, para evitar futuras complicações.

É um exame muito caro.

Não. Toda paciente atendida pelo SUS não paga nada para a realização da mamografia. Todos os convênios e seguros de saúde cobrem o custo do exame.

A mamografia dói.

A mamografia é um exame muito rápido, pode provocar dor, em algumas mulheres, dependendo da sensibilidade individual, mas é tolerável, e o desconforto provocado pelo exame é breve. O que pode ajudar:

  • Agende seus exames quando suas mamas estiverem menos sensíveis, ou seja, não agende antes da menstruação.
  • Tome um analgésico antes do exame para aliviar a dor.
  • Deixe que a técnica saiba que você pode estar sensível. Ela poderá assim  ser capaz de tornar o exame menos doloroso oferecendo uma experiência positiva.

Eu não tenho nódulos nas mamas tenho que fazer mamografia.

Nas mamografias podem encontrar-se pequenos nódulos com tamanho de 1 milímetro, até 3 anos antes de você poder senti-los. Os tumores pequenos, em estágio inicial, são tratáveis e o diagnóstico precoce tem chance de até 95% de cura.

Eu sou uma pessoa muito ocupada.

Reserve um tempo. Uma mamografia dura entre 15 a 30 minutos, e é parte de seus exames de rotina anuais. Será muito mais demorado se você ficar doente.

Meus seios são muito densos.

A mamografia pode não ser tão eficaz na detecção de nódulos ou lesões cancerosas em mamas densas, mas também não é inútil. Se sua mamografia não está clara em função das mamas densas, poderá ser feito um segundo exame de imagem, por exemplo, ultrassom ou ressonância magnética.

Eu me alimento bem e me exercito regularmente, logo, não corro riscos.

Dieta equilibrada e prática de exercícios para manter uma vida saudável podem diminuir o risco de um câncer de mama, mas não o elimina completamente, por conta disso é muito importante a realização da mamografia a partir dos 40 anos. Cuide de sua saúde, cuide de suas mamas!

Fonte: Oncoguia

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MÃE COM CÂNCER DE MAMA EMOCIONA AO AMAMENTAR O FILHO APÓS O PARTO

A foto de uma sobrevivente do câncer de mama amamentando o filho logo após o parto causou emoção após viralizar na internet.

A americana Sarah Whitney, de 31 anos, foi diagnosticada com câncer de mama durante a gravidez de seu terceiro filho. Durante a gestação, ela passou por uma mastectomia para remover um seio e soube que não poderia amamentar o bebê por muito tempo. Para ela, esta foi a maior triste sobre a doença.

Assim que Kal-El nasceu, a fotógrafa Kate Murray registrou o momento em que mãe amamenta o filho pela primeira vez – a emocionante cena viralizou. Uma experiência que Sarah só teve durante duas semanas, até começar a radioterapia e a quimioterapia.

“Isso ainda é, até hoje, a coisa mais difícil de lidar todos os dias. É um lembrete constante quando eu estou dando mamadeira para o meu filho: que eu não posso amamentá-lo”, explica Sarah ao “Today”.

Para ajudar a pagar as despesas médicas, a mulher criou uma página no Go Fund Me – plataforma de financiamento coletivo. Até agora, já foram arrecadados mais de US$ 7 mil, o equivalente a R$ 30 mil.

Sarah ainda tem recebido doações de leite materno de outras mães que ficaram comovidas com sua luta. “Sei por que estas fotos significam tanto para a minha família, mas não entendi como elas passam a significar tanto também para outras pessoas”, disse ela ao “Northwest Florida Daily News”. “Eu acho que é a compreensão universal de que mães e pais devem sempre fazer o que é melhor para seus filhos: ficar perto deles”.

Seis meses depois da foto, Sarah terminou a quimioterapia contra a doença e está se recuperando em casa, na Flórida (EUA), ao lado do marido, Michael, e dos filhos, Phoenix, de 6 anos, Corah, de 7, e o pequeno Kal-El.

Fonte: Rede TV

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DISPOSITIVO QUE DETECTA CÂNCER DE MAMA PELA SALIVA É CRIADO NO MÉXICO

A detecção do câncer de mama cedo favorece seu tratamento, por isso que uma equipe do Centro Tecnológico de Monterrey (México) desenvolve um dispositivo para facilitar este processo através da saliva.

Através do sensor incorporado em um filme ultrafino -de cerca de dois mícrons de espessura e dez milímetros de comprimento-, o dispositivo é capaz de detectar uma proteína conhecida como Cerb-b2.

Esta proteína, que se localiza na saliva, é desenvolvida por “um grupo muito amplo de mulheres” que apresentam câncer de mama nos períodos iniciais, explica à Agência Efe o responsável da pesquisa, o médico Joaquín Esteban Oseguera Peña.

A grande vantagem deste método é que antecipa a detecção da doença mesmo em mulheres que realizam auto-exame, já que a prova funciona quando o tumor é medido em mícrons -com um tamanho mil vezes menor do que quando pode ser detectado manualmente.

A Cerb-b2 aparece em, aproximadamente, 98% das mulheres com câncer de mama.

Com este aparelho “imediatamente poderia ser decidido se há esta proteína e, em consequência, quais são as probabilidades de que a pessoa esteja desenvolvendo câncer de mama”, afirmou Oseguera, que lidera um grupo de pesquisa de oito pessoas no campus do Estado do México da instituição universitária.

“A ideia fundamental -continua o médico- é que o dispositivo possa ser acessível a todo o público, sobretudo em lugares afastados ou de difícil acesso para equipes mais sofisticadas”.

Segundo o médico, é “provável” que a ideia de um dispositivo como este possa se estender a outros tipos de câncer vinculados com outras proteínas, embora seja necessitaria “fundamentá-lo com estudos”.

Por enquanto, a equipe de pesquisa entrou em contato “só em nível preliminar” com alguns hospitais públicos da área, e em aproximadamente um ano terá constituído todo o desenvolvimento adicional que permitirá realizar testes com pacientes.

Fonte: G1

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A MAIOR CAMISETA ROSA DO MUNDO

Vocês já ouviram falar da maior camiseta do mundo? A maior camiseta do mundo existe e é de Santa Catarina! Entrou no livro dos Guinness World Records, com 93,2 metros de altura.Sabe de que cor é a camiseta? É rosa, em prol da luta contra o câncer de mama! Além disso, é também ecológica. O tecido da camiseta será usado para confecção de outras camisetas (dessa vez de tamanho “normal”) e parte da renda será arrecadada à Rede Feminina de Combate ao Câncer.

Saiba mais sobre a camiseta (Fonte):

“Os dados atuais sobre câncer de mama assustam. A cada ano estima-se 60 mil novos casos. Somente em 2012, o Instituo do Câncer (Inca) registrou 13.591 óbitos. Com o objetivo de chamar a atenção para esta causa, a empresa Equilíbrios Camisetas Promocionais, de Navegantes, confeccionou a Maior Camiseta Ecológica do Mundo, na cor rosa, em alusão ao combate de câncer de mama. A peça gigante foi certificada pelo Livro dos Recordes, no dia 11 de outubro de 2014, em evento aberto ao público, com as medidas: 93.20 metros de altura e 62.73 de largura. Esta é a primeira camiseta em prol da saúde e do meio ambiente confeccionada no Mundo.

“Agora o Brasil é o detentor do recorde mundial, que até então pertencia à China. Sempre é muito gratificante certificar uma conquista, ainda mais quando se trata de uma causa que irá contribuir com o meio ambiente e saúde da população”, avalia Carlos Martinez, juiz oficial do Guinness World Records Book.

Para a confecção da peça gigante foram utilizadas 30 mil garrafas pets e para se ter uma ideia do tamanho, a peça tem a altura equivalente a da Estátua da Liberdade (EUA), Big Ben (Inglaterra) ou três vezes o tamanho do Cristo Redentor (Rio de Janeiro). Ou ainda, o tamanho de 63 carros populares empilhados um sobre o outro, superior a um prédio de 33 andares. Somente na gola da camiseta, entrariam 25 motos, lado-a-lado.

Os 15 mil metros quadrados de malha, da peça gigante, serão transformadas em 10 mil camisetas tradicionais e exclusivas com número de série limitada. As unidades já estão a venda, ao valor de R$25 (vinte e cinco reais). Quarenta por cento da verba  será destinada à Rede Feminina de Combate ao Câncer. “É muito gratificante ver um sonho se tornar realidade. Sobretudo, contribuir com uma causa tão importante que é o combate contra o câncer. Este feito inédito, sem dúvida, trará visibilidade para o Brasil e principalmente, para nosso estado e região”, avalia o idealizador do projeto, Rogério Tomaz, que também é diretor da Empresa Equilibrios, Fabricante da Maior Camiseta do Mundo.

Onde comprar as camisetas?

As camisetas tradicionais provenientes da malha da peça gigante podem ser adquiridas pelo site www.amaiorcamisetadomundo.com. Além disso, pontos físicos foram ativados pela região. São eles: Empresa Equilíbrios Camisetas Promocionais, localizada nas margens da BR 470, KM 06, em Navegantes/SC; Loja Stillo Z (Itajaí/SC), CDL (navegantes/SC) e Rede Feminina de Combate ao Câncer (Navegantes/SC).

Quem é a fabricante?

A empresa fabricante é a Equilibrios, localizada no município de Navegantes (SC), quedesde o dia 04 de outubro de 1994 atua no segmento têxtil, confeccionando produtos promocionais, em sua maioria camisetas. Os principais diferenciais estão na preocupação com o meio o ambiente. Uma das maiores contribuições da empresa com o meio ambiente são as camisetas ecológicas, feitas a partir de garrafa pet. Pioneira neste processo desde 2001 utiliza duas garrafas pets para cada peça, o que desde o início da trajetória corresponde a mais de sete milhões de garrafas pets reutilizadas.

O projeto da Maior Camiseta Ecológica do Mundo está sendo estudando há quatro anos. Este audacioso projeto conta com três importantes parceiros, a maior tinturaria das Américas, Tinturaria Florisa,  localizada na cidade de Brusque (SC) que foi a responsável pela coloração da malha. A parceira da Pré-metal estruturas metálicas, empresa com 15 anos de experiência, situada em Guaramirim (SC), fornecedora de toda a estrutura metálica que sustentará a peça gigante e ainda a indústria de fios Cocamar, localizada na cidade de Maringá (PR), que é a fornecedora do  fio ecológico (50% poliéster de pet reciclado e 50% algodão).”

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5 DE FEVEREIRO: DIA DA MAMOGRAFIA

5 de fevereiro é o Dia Nacional da Mamografia. Instituído há 2 anos, a partir do Projeto de Lei da Senadora Maria do Rosário (PT-RS), a data objetiva sensibilizar mulheres sobre a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

Hoje existem 3315 mamógrafos no país, e o relatório do Tribunal de Contas da União divulgou que o número é adequado em relação ao que preconizam organismos internacionais (se a distribuição fosse homogênea, o número adequado seria 1 mamógrafo para cada 240.000 habitantes). Acontece que, da população brasileira, 80% utilizam o SUS, e destes 3315 mamógrafos, apenas 1650 estão disponíveis no sistema público, sendo que 412 pertencem exclusivamente às UPSs (Unidades Públicas de Saúde). Além disso, sabe-se que a distribuição dos mamógrafos não é homogênea para servir adequadamente às necessidades da população.Para o diretor médico do Instituto Oncoguia, o oncologista clínico Dr. Rafael Kaliks, além da questão do número de aparelhos, a  simples disponibilidade de mamógrafos no país não garante o impacto do exame na redução da mortalidade por câncer de mama. “Deve-se garantir, por exemplo, a qualidade do exame realizado. Um rastreamento mal feito dá a falsa sensação de segurança à paciente e ao sistema de saúde como um todo”, comenta. Também, para que a execução da mamografia de rastreamento traga benefício a uma mulher, um resultado anormal no exame deve ser seguida de investigação imediata (com exames adicionais) e tratamento apropriado em tempo hábil, entre 30 e 40 dias diante de um eventual diagnóstico de câncer. “Tal eficiência ainda não existe no Brasil”, destaca Dr. Kaliks.Outra questão para reflexão nesse Dia Nacional da Mamografia, recorre sobre a “aderência” ao exame. De acordo com o INCA, 70% das brasileiras entre 50 e 69 anos têm acesso à mamografia – incluindo rede pública e privada. No entanto, dados da Pesquisa Avon/IPSOS – Percepções sobre o Câncer de Mama – revelam que apenas 20% das mulheres brasileiras fazem a mamografia ao menos a cada dois anos. “O importante é garantir que ao menos 70% da população elegível faça o exame, caso contrário não se observará redução da mortalidade por câncer de mama graças a esta estratégia de rastreamento”, afirma Rafael Kaliks.  Para a presidente do ONCOGUIA, Luciana Holtz, além da questão da disponibilidade do mamógrafo, são inúmeras barreiras à aderência das brasileiras. “Há o medo pela dor durante o exame, há o medo da possibilidade da descoberta de um câncer (ainda há quem pense que é melhor não fazer para não saber). Há o medo de resultados errados, há o medo do estigma social do câncer”.Holtz e Kaliks finalizam com um alerta sobre os chamados grupos de risco: pacientes com familiares próximos que tiveram câncer de mama e/ou ovário em idade precoce (antes dos 50 anos), devem ficar alertas e discutir a questão com seus respectivos médicos. Para estas pessoas com história familiar, o rastreamento DEVE ser iniciado mais precocemente, sob orientação idealmente de um mastologista ou ginecologista com experiência em câncer de mama. “Tais mulheres podem ter uma indicação formal de fazer rastreamento com ressonância nuclear magnética, se confirmado que elas de fato pertencem a um grupo de risco elevado. Para pacientes de alto risco, a ressonância  é recomendada mundialmente, como complemento à mamografia e ao exame das mamas por um profissional habilitado. Além desta estratégia mais agressiva de rastreamento, famílias com risco elevado deveriam ter à disposição orientação oncogenética. O oncogeneticista consegue mapear a família e calcular o risco de um câncer, ajudando a formular estratégias de prevenção de maneira individualizada”, afirma o oncologista. “Além de todos estes dados relativos ao rastreamento de pessoas supostamente saudáveis, quaisquer mulheres que notem alteração nas mamas devem buscar um mastologista imediatamente, não esperando pelo próximo exame anual”, finaliza Luciana.Fonte:Oncoguia

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MÃE E FILHA SÃO DIAGNOSTICADAS COM CÂNCER NO MESMO ANO

Mãe e filha lutam contra o câncer depois que ambas descobriram no mesmo ano que tinham a doença.  Aos 17 anos de idade, a australiana Bethany Carlton foi diagnosticada com câncer de mama. Sua mãe, Mybritt Larsen, de 47, recebeu o mesmo diagnóstico meses depois.

Poucos dias antes de completar 18 anos, Bethany teve que remover um nódulo de sua mama. Porém, depois de realizar novos testes, a jovem descobriu que tinha um tipo raro de câncer no músculo que só é diagnosticado seis vezes ao ano na Aust.

Seu novo tratamento de quimioterapia duraria, no mínimo, 12 meses. “Eu chorava, chorava e chorava”, diz Bethany ao site “Brisbane Times“.

Em meio a esses acontecimentos, a mãe da adolescente foi diagnosticada com câncer de mama. “Ela entrou no meu quarto e disse ‘eu tenho uma coisa pra te falar… eu tenho câncer’. Eu fiquei apenas pensando: ‘isso é sério?’ Eu comecei a rir e ela também e eu disse ‘desculpe, eu me sinto péssima, mas qual a chance de isso acontecer?’”, comenta.

Bethany explica que embora tenha vivido momentos difíceis, ela sente-se feliz por ter o apoio de sua família e amigos e, principalmente, de sua mãe. “Quando ela está doente eu cuido dela, e quando eu fico doente ela cuida de mim. Sinto que podemos enfrentar isso juntas”, completa. As duas seguem fazendo quimioterapia.

Fonte: Catraca Livre

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JORNALISTA DA GLOBO DESCOBRE CÂNCER DEPOIS DE REPORTAGEM SOBRE O TEMA

No Jornal Nacional de 12 de outubro, a repórter Elaine Bast alertou sobre a importância da mamografia para se detectar câncer de mama precocemente e, assim, aumentar as chances de cura e reduzir a intensidade do tratamento. Ilustrou com uma pesquisa mostrando que 60% dos casos da doença foram identificados no início, graças ao exame. No dia seguinte, Elaine recebeu o resultado da mamografia que realizara dias antes, preventivamente. A notícia não era boa. Novos exames confirmaram que ela tinha nódulos malignos. Uma mulher ouvida por Elaine na reportagem, Monica Araújo Chiarello, foi fundamental para a jornalista: “Ela me ajudou muito, afinal já tinha passado por tudo o que eu ia passar”. Elaine, ex-correspondente em Nova York, deu o seguinte depoimento ao Notícias da TV:

“Soube em novembro que precisava retirar a mama esquerda por causa de três tumores descobertos em um check up de rotina. Não tinha nódulos aparentes, não sentia dores, enfim, nada diferente. Soube do resultado exatamente um dia após fazer uma matéria para o Jornal Nacional sobre o assunto… O VT [videotape] era sobre um estudo que falava sobre a importância dos exames preventivos para a detecção precoce do câncer de mama.

A personagem que entrevistei, de apenas 35 anos, havia terminado a quimioterapia quando a encontrei. E foi uma das pessoas que me ajudaram muito psicologicamente nesse processo.

Tenho 42 anos, dois filhos pequenos, amamentei, não há histórico na minha família de câncer de mama. Não esperava passar por isso. Tive muita sorte em ter descoberto logo no início. Apesar de todos os avanços da medicina nessa área, a palavra ‘câncer’ dá sempre muito medo. Mas aprendi que ela não é uma sentença de morte. Retirei toda a mama esquerda e decidi também retirar a direita preventivamente. Não consigo deixar de pensar que realmente tive muita sorte. Não só por ter descoberto no início mas porque pude fazer a reconstrução das mamas na mesma cirurgia. Não precisei ver meu corpo mutilado.

Tive apoio muito importante da minha família, dos meus amigos, dos meus colegas de trabalho. Eles ajudaram a cuidar da minha alma. E os médicos, a cuidar da minha saúde.

Difícil ler notícias sobre mulheres que morrem porque tiveram diagnóstico tardio desse câncer. Seja porque de tão atarefadas se esquecem delas mesmas e deixam de fazer os exames de rotina, seja porque não conseguem agendar consulta ginecológica no sistema público e realizar os exames. Uma doença que tem chance altíssima de cura se for tratada do início. Graças ao diagnóstico precoce, o câncer não parou a minha vida. Eu continuo a minha história. Depois da cirurgia e do tratamento, volto ao trabalho em meados deste mês.”

Clique aqui e assista (gratuitamente) à reportagem de Elaine Bast na GloboPlay, plataforma de vídeos da Globo.

Original: http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/jornalista-da-globo-descobre-cancer-apos-reportagem-tive-sorte-10165#ixzz3xXY1xoXp

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COMO LIMÕES PODEM AJUDAR A IDENTIFICAR CÂNCER DE MAMA

A campanha mostra em 12 limões os sinais do câncer de mama e o aspecto que a doença dá ao seio

Foto: Worldwide Breast Cancer / BBCBrasil.com

É um caroço o que estou sentindo? Devo me preocupar com essa ondulação na minha pele? O que exatamente estou tentando sentir?

Estas eram as preocupações da jovem designer Corrine Beaumont ao criar a campanha Know Your Lemons (Conheça Seus Limões, em inglês), que na última semana foi compartilhada mais de 32 mil vezes no Facebook.

Corrine perdeu as duas avós para o câncer de mama, aos 40 e 62 anos.

Metáfora dos seios

Os limões passaram a ser uma metáfora dos seios, na busca da designer por uma maneira simples de mostrar os sintomas do câncer de mama.

Corrine descreve a caixa de ovos cheia de limões como uma imagem divertida para ajudar as mulheres a superarem o medo da doença.

“Algumas pacientes não querem falar sobre os seios ou olhar para eles”, diz.

“Frequentemente, as mulheres usadas nas campanhas de combate à doença não parecem gente comum.”

A campanha está sendo adotada nos Estados Unidos, Espanha, Turquia, Líbano e foi traduzida para 16 idiomas.

Corrine deixou o emprego e fundou a organização não governamental Worldwide Breast Cancer.

‘Informação verdadeira’

Embora a campanha Know Your Lemons exista desde 2003, foi só agora que a sua imagem mais simbólica viralizou, depois de ser compartilhada nas redes sociais pela americana Erin Smith Chieze.

Ela foi diagnosticada com câncer em estágio avançado depois de descobrir que tinha uma covinha no seio.

Erin procurou o médico ao ver a foto dos limões mostrando como se parece um seio doente.

“Se não tivesse visto, por acaso, uma foto com informação verdadeira, eu não saberia o que procurar”, postou Erin.

Muitos elogiam a campanha Know Your Lemons por ser colorida e clara – a mensagem importante não se perde em meio a muitas palavras.

O câncer de mama é o mais comum e o que mais mata as mulheres no mundo.

No Brasil, responde por cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos.

Estatísticas indicam um aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento.

Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros, não. A maioria dos casos tem bom prognóstico.

A previsão do Inca em 2016 era de 57.960 casos de câncer de mama entre mulheres no Brasil.

Esse é o segundo tipo de tumor maligno mais comum entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Uma pesquisa recente da ONG britânica Breast Cancer Care com 1 mil mulheres descobriu que um terço delas normalmente não examina os seios regularmente em busca de sintomas de câncer.

Enquanto 96% sabem que um caroço na mama pode ser um sinal de câncer, mais de um quarto delas não sabem que um mamilo invertido pode ser um sintoma.

Um caroço ou uma área do seio em que a pele está mais grossa são os sintomas mais comuns notados pelas mulheres, de acordo com o serviço de saúde britânico, o NHS.

Ajuda do limão

O professor de Oncologia Jayant Vaidya, do University College de Londres, diz que ondulações ou um achatamento do seio, principalmente quando a mulher levanta o braço ou se inclina para a frente, são importantes sinais precoces da doença,

“Além de sangramento ou secreção no mamilo, estes são os principais sinais precoces visíveis”.

O especialista explica que veias aumentadas e seios inflamados são sintomas raros.

Erosão da pele, aspecto de casca de laranja e grandes inchaços são sinais de que a doença está em um estágio avançado, esclarece.

“Mostrar limões em uma caixa de ovos atrai o interesse para o assunto e ajuda as pessoas a lembrarem melhor dos sinais”.

“Normalmente as mulheres encontram o ‘novo’ caroço no seio. É o sintoma mais comum e frequentemente o único”.

Na Grã-Bretanha, é alto o número de mulheres alertas para a doença. A demora na busca de tratamento no país em geral se dá por medo ou por negação.

“Tratamentos modernos têm uma grande chance de sucesso e conseguem reduzir os danos causados pela própria terapia”, diz o professor Vaidya.

No Brasil, informações e orientação sobre a doença podem ser encontradas nos sites do Inca, da ONG Fundação Laço Rosa e da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filatrópicas de Apoio à Saúde da Mama), entre outros.

É importante estar alerta para as sensações e a aparência dos seios. Uma mudança no tamanho ou na forma, um caroço ou um espessamento da pele, devem ser levados a sério.

Exame de rotina

Jane Murphy, enfermeira especializada no cuidado de pacientes com câncer de mama, diz que as mulheres não devem ficar paranoicas sobre a doença.

“É importante que todo mundo conheça o próprio corpo e saiba como o seu seio é”.

“Por exemplo, o autoexame pode fazer parte da rotina quando a mulher está passando cremes ou loções”.

A ONG Cancer Research UK, que apoia pesquisas sobre a doença, lembra que a descoberta de um sinal diferente na mama não significa obrigatoriamente que a pessoa tem câncer.

“Mamilos invertidos, secreção ou brotoejas podem estar relacionados a outras condições médicas”.

“Mas se você percebe mudanças naquilo que considera normal, deve procurar um médico”, alerta.

“Ir logo ao médico também significa que, se for mesmo câncer, você terá a chance de fazer um tratamento bem-sucedido”.

Fonte: TERRA

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8 FATOS QUE AS MULHERES DEVERIAM SABER SOBRE O CÂNCER DE MAMA

Conheça abaixo oito fatos que as mulheres deveriam saber sobre o câncer de mama:

1.      Nem sempre o câncer de mama aparece em forma “cronológica”, indo de inicial para avançado. Em 5% a 10% dos casos, o tumor já aparece nas fases mais graves, inviabilizando a detecção precoce[1].

2.      As mulheres que tiveram câncer de mama podem apresentar recidiva. O tumor pode reaparecer em estágio metastático, quando atinge outros órgãos além da mama. Isso acontece em 30% dos casos[2].

3.      Além disso, vale ressaltar que 50% das pacientes brasileiras tratadas no SUS descobrem a doença já na fase avançada, apesar de mamografias e detecção precoce[3].

4.      Até as mulheres que tiraram as mamas por conta de um tumor maligno podem voltar a ter câncer de mama. Isso por que células tumorais podem se desprender do câncer original e migrar, pela corrente sanguínea, para outros órgãos do corpo, formando as metástases.

5.      O câncer de mama metastático não é uma doença exclusiva de idosas. Mais de 5% dos novos casos de câncer de mama e 3% das mortes pela doença são entre mulheres com menos de 40. Se considerarmos até os 50 anos, a porcentagem de novos casos sobe para 27% e 16% dos óbitos[4].

6.      O tratamento da doença em estágio inicial se concentra na cura do câncer e, portanto, é imediato e agressivo. Já na fase metastática, o tratamento tem como foco o controle da doença e permite uma abordagem dirigida para proporcionar mais tempo de vida, com qualidade e menos efeitos colaterais[5].

7.      O câncer de mama metastático não é uma sentença de morte. Com avanço da medicina, há tratamentos, como as terapias-alvo, que são específicos e inovadores e que proporcionam anos de vida e com mais qualidade[6].

8.      Apesar dos avanços científicos, a mortalidade causada pelo câncer de mama continua sendo um grande problema para o Brasil. A proporção entre o número de mortes por câncer de mama feminino em relação ao total de óbitos de mulheres no Brasil ao longo do tempo passou de 1,8% no período de 1991 a 1994 para 2,6% nos anos 2007 a 2010[7].

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A VIDA COM CÂNCER DE MAMA AVANÇADO

Existe vida após o diagnóstico de câncer de mama metastático. A doença, mesmo em sua fase mais avançada, não é uma sentença de morte. Trata-se, sim, de um forte adversário. Mas essa realidade está mudando graças às armas que temos para lutar contra o tumor. Hoje é possível viver anos a mais nessa fase da doença.

Mais tempo é o que queremos e o que precisamos garantir às pacientes com câncer de mama metastático. Existem casos em que a demora no acesso aos exames de imagem, como mamografia e biópsia, pode ser a causa do atraso na detecção do câncer de mama. Somente este ano, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) estima que sejam descobertos 57 mil novos casos de câncer de mama no País – é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil, exceto o de pele não-melanoma.

Mais de 50% dos casos da doença no sistema público de saúde já são descobertos em estágios avançados. Em 30%, a doença progride para o estágio metastático. Vale reforçar que o diagnóstico precoce ainda é nossa melhor opção para curar o câncer de mama. Mas não podemos esquecer das pacientes metastáticas.

O fato é que muitas mulheres vivem com câncer de mama metastático e pouco se fala sobre isso. Recente pesquisa do Instituto Datafolha revelou quase metade dos brasileiros desconhece a doença.

Como instituições representantes dos pacientes e defensores dos seus direitos, lutamos para dar às mulheres mais tempo para viver. Isso só é possível se elas tiverem acesso aos tratamentos adequados. O avanço científico viabilizou novas linhas de tratamento contra o câncer – por exemplo, os medicamentos que atacam prioritariamente as células tumorais.

Infelizmente, o acesso a esses tratamentos é limitado, principalmente para as mulheres atendidas pelo sistema público de saúde. Ao contrário dos estágios iniciais, em que o SUS oferece terapias-alvo para alguns tipos da doença, na fase metastática, é disponibilizada apenas a quimioterapia, sem respeitar as características específicas da célula tumoral. Ao médico cabe a responsabilidade de informar à paciente que, embora existam tratamentos mais adequados, estes não estão disponíveis dentro do sistema público, condição estabelecida no código de ética médico. Em muitos casos, essa informação não chega à paciente.

Entendemos o desafio da saúde pública no Brasil e a necessidade de atender as várias patologias da população que depende do SUS. Também entendemos a necessidade de fazer mais com menos. No caso do câncer metastático, a luta é pelo controle dessa doença por meio de terapias inovadoras. A cada dia que esperamos para discutir como tornar esses tratamentos acessíveis, mais mulheres perdem a luta contra o câncer de mama metastático.

O papel do SUS é atender à saúde dos brasileiros em qualquer etapa de uma doença, e não só quando podem ser curadas. Os avanços da medicina comprovaram que hoje é possível controlar o câncer de mama metastático. Precisamos dar essa chance para todas as mulheres. Nossa luta é contra a doença. Lutamos por mais tempo, mais oportunidades de ver o filho crescer, o neto se formar ou mesmo viver o sonho ainda não realizado.

Maira Caleffi, presidente da Femama, e Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia