Publicado em Deixe um comentário

Câncer X Covid-19

Pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer realizaram um estudo inédito que comprovou que o coronavírus tem uma capacidade maior de variação genética em pacientes com câncer. Ou seja, o vírus Sars-Cov-2 tem um maior potencial de mutação no organismo de pacientes com câncer, do que os infectados que não têm câncer.

O estudo foi realizado em 57 pacientes e 14 profissionais de saúde do instituto e traz a hipótese de que a baixa imunidade dos pacientes oncológicos tenha maior ligação com a variação do vírus.

A pesquisa ainda revelou que uma mesma paciente foi infectada por duas variantes do vírus, no primeiro contágio. Isso representa o primeiro caso de múltipla infecção pelas variantes do novo coronavírus relatado na literatura médica em pacientes com câncer.

O responsável pelos estudos, Marcelo Soares, explica que a múltipla infecção pode gerar formas recombinantes mais agressivas do vírus ou que não sejam reconhecidas pelas vacinas existentes. Dessa forma, é possível que muitos casos definidos como reinfecção sejam, na verdade, a reativação de uma variante viral pré-existente no indivíduo infectado.

O Estudo foi publicado nas revistas Virus Evolution, da Universidade de Oxford e na revista Infection Genetics and Evolution.

Confira mais informações na matéria da CNN

Portanto, ALERTA!!! Aumente seus cuidados e sua proteção contra o Covid-19!!

Publicado em Deixe um comentário

Câncer e Covid-19

Finalizamos a nossa Pesquisa “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19” e uma das questões propostas foi para entender como o paciente oncológico agiu durante a pandemia em relação às suas atividades.

Pacientes oncológicos, apesar de pertencerem ao grupo de alto risco, encararam com bastante clareza as restrições que a pandemia trouxe, nos quesitos isolamento social, proteção e circulação.

Uma paciente relatou “o que estamos vivendo hoje em tempos de pandemia, eu faço há um ano. Não saio de casa, devido à minha imunidade baixa, uso máscara para ir ao centro de tratamento e minha família me auxilia com supermercado”.

?

Foi esse cenário que o IQeB encontrou nos 820 respondentes da nossa Pesquisa, disponibilizada entre 21/06 a 05/07 deste ano: 43,5% dos pacientes ouvidos não saíram de casa durante a pandemia – ficaram em total isolamento social e utilizaram-se de ferramentas on-line para fazer compras, evitando contato com possíveis contaminados.

Outros 39,5% dos pacientes respondentes saíram unicamente para irem ao supermercado, realizar compras de alimentos e à farmácia para compra de medicamentos.

Apenas 9% saíram para trabalhar e 8% para se exercitar.

O uso de máscaras como proteção também faz parte do cotidiano do paciente oncológico, que não encontrou dificuldades em usar esse acessório.

Assim como os pacientes oncológicos, todos os cidadãos com alguma comorbidade precisam ter ciência da sua condição de saúde e praticar os devidos cuidados para se proteger neste momento tão imprevisível que estamos enfrentando.

Respeitar suas limitações significa poupar sua saúde e de todos que estão próximos a você!

?

Agradecemos a todos os 820 pacientes que disponibilizaram seu tempo e contribuíram com suas informações para essa importante pesquisa.

Ao time de universitários da USP que compilaram os dados de forma precisa e toda nossa Diretoria e voluntárias envolvidas. Publicaremos na totalidade os outros resultados apurados.

Publicado em Deixe um comentário

Câncer e COVID-19

Segundo as Sociedades Brasileiras de Patologia e Cirurgia Oncológica, desde o início da pandemia de covid-19 cerca de 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer. Outros milhares de pacientes, já com o tumor detectado, tiveram os tratamentos suspensos.

Até iniciar o declínio de casos de covid-19, que pode levar meses, os serviços de saúde devem se preparar para a retomada dos atendimentos suspensos e se adaptar para os milhares de novos diagnósticos acumulados durante meses.

Será que teremos um sistema de saúde preparado pra essa demanda???
Vejam as preocupações dos órgãos:

“O nosso medo é que tenhamos, daqui a alguns meses, uma epidemia de câncer em estágio avançado, inoperáveis, com baixa chance de cura”, alerta Clóvis Klock, presidente do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Patologia.

“Além do risco de muitos desses tumores não diagnosticados evoluírem e ficarem mais graves, temos um segundo problema, que é o represamento desses casos por vários meses. Nosso sistema de saúde não tem uma capacidade infinita de atendimento. Se já tínhamos problema de acesso e demora antes da pandemia, imagine acumular diagnósticos de quatro ou cinco meses e eles aparecerem todos de uma vez mais para frente. Teremos dificuldades para dar conta dessa demanda”, ressalta Paulo Hoff, diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

“Desde o início da pandemia, suspendemos muitas cirurgias e mantivemos só as dos tumores mais agressivos. No começo não sabíamos quanto a fase mais crítica da pandemia iria durar. Com a expectativa de que teremos de três a quatro meses até passar o pico e começar um declínio de casos, teremos de adaptar os serviços de saúde para retomar esses atendimentos suspensos”, destaca Heber Salvador, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.

“Nem sempre temos tempo de postergar por alguns meses um tratamento de câncer. Por isso é importante os pacientes entenderem que dentro do hospital há alas separadas e segurança para fazerem os procedimentos quando necessário”, ressalta Sérgio Araújo, diretor médico do Centro de Oncologia e Hematologia do Einstein.

Fonte: Estadão

? E você Cat, a pandemia do COVID-19, afetou seu tratamento oncológico?

Publicado em Deixe um comentário

Coronavírus e câncer

Nos últimos dias, o único assunto falado nas televisões e notícias é a COVID-19, doença transmitida pelo coronavírus. Por isso, é necessário falarmos sobre a relação desse vírus com o câncer

Pensando nisso, nosso diretor científico, oncologista Dr. Felipe Ades, respondeu algumas perguntas essenciais para entendermos um pouco mais sobre a doença. Confiram:

Estou em tratamento contra o câncer, sou considerado grupo de risco?

Depende da doença e do tratamento. Todas as pessoas que estão em tratamento contra o câncer que tenham metástase são consideradas grupo de risco para infecções.

Pessoas em tratamento depois de procedimentos cirúrgicos são consideradas grupo de risco se estiverem uso de quimioterapia. Pessoas em tratamento com quimioterapia isolada são consideradas grupo de risco.

Pessoas em tratamento hormonal não são consideradas grupo de risco, visto que estes tratamentos não afetam de maneira significativa a imunidade.

Após 3 a 6 meses do término da quimioterapia há recuperação total da imunidade e esta pessoa passa a não fazer parte do grupo de risco.

Faço parte de um grupo de risco, tenho mais chance de contrair o coronavírus?

Não, pessoas em grupos de risco tem a mesma chance de contrair que pessoas fora do grupo de risco. No entanto, caso essas pessoas tenham a infecção pelo coronavírus, ela pode ser mais grave e com maior risco de vida.

Por isto as medidas para evitar o contágio em pessoas nos grupos de risco devem ser redobradas

Faço parte de um grupo de risco, tenho mais chance de ter uma doença grave se contrair o coronavírus?

Sim, pessoas classificadas como grupo de risco têm a imunidade reduzida, portanto, caso sejam infectadas, podem desenvolver doenças mais graves. Entretanto vale lembrar que a chance de ser infectado ou infectada não aumenta por fazer parte de um grupo de risco.

A recomendação é redobrar os cuidados de prevenção.

Quanto tempo o coronavírus sobrevive nas superfícies fora do corpo humano?

Um artigo publicado dia 17 de março na revista médica New England Journal of Medicine avaliou a estabilidade do vírus em várias condições. Seguem os resultados:

  • Aço inox (maçanetas de portas e puxadores de gavetas) – 72 horas (3 dias)
  • Plástico – 72 horas
  • Papelão – 24 horas
  • Cobre – 4 horas
  • Poeira – 1h

Quais são os cuidados essenciais?

  • Lave sempre as mãos
  • Use álcool gel
  • Não coloque as mãos no rosto, olhos, nariz e boca sem que estejam limpas.
  • Cuidado ao tocar maçanenetas, botões de elevador, apoios em trens, onibus e metrôs. Lave as mãos em seguida.
  • Limpe o seu celular com álcool isopropílico, 70% ou álcool gel, em particular se tocou nele com a mão suja.
  • Chegou em casa? Lave as mãos e o celular antes de tocar nos seus familiares. Limpe a maçaneta da porta de entrada com álcool 70%.