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Droga moderna contra câncer de mama metastático será oferecida pelo SUS

Cats, a área relacionada à produção de medicamentos oncológicos está constantemente em evolução. E a nova descoberta é algo que pode revolucionar a saúde pública no Brasil.

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No início de julho, o Ministério da Saúde e a empresa farmacêutica Roche chegaram a um acordo quanto à distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do pertuzumabe, medicamento importante no tratamento de um tipo de câncer de mama em estágio avançado. Com o acordo da compra centralizada, as secretarias estaduais de saúde começam a receber a droga nos próximos dias ou semanas.

O pertuzumabe é um anticorpo usado como terapia-alvo em combinação com outro anticorpo, o trastuzumabe, e um quimioterápico, o docetaxel. O alvo dos anticorpos é a proteína HER2 (da sigla para receptor para fator de crescimento endotelial humano), cuja superativação aumento o crescimento e a proliferação celulares. Até 20% dos cânceres de mama são HER2+.

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Essa combinação de drogas, conhecida como duplo bloqueio, é usada há vários anos contra câncer de mama metastático HER2+ e aumenta a sobrevida das pacientes. Embora também haja benefícios importantes no uso em estágios iniciais da doença, a combinação só está aprovada, para uso no SUS, contra a fase avançada (metastática) do câncer de mama HER2+. Além disso, a combinação não funciona em outros tipos de câncer de mama que não envolvam a proteína HER2.

Por serem terapias-alvo, o pertuzumabe e o trastuzumabe têm efeitos colaterais geralmente brandos e bem tolerados. Os mais sérios são possíveis alterações cardíacas, que podem ocorrer em uma minoria de pacientes e cessam quando parado o tratamento. Por esse motivo, é importante o acompanhamento por ecocardiograma.

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Segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio a Saúde da Mama (Femama), cinco estados e o Distrito Federal devem receber o pertuzumabe ainda em julho, enquanto outros dez estados, incluindo São Paulo, ficam para o início de agosto. Os estados restantes provavelmente buscarão a droga diretamente no almoxarifado do Ministério da Saúde.

Confira a matéria na íntegra no link https://bit.ly/3f7Qntx

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Coronavírus e câncer

Nos últimos dias, o único assunto falado nas televisões e notícias é a COVID-19, doença transmitida pelo coronavírus. Por isso, é necessário falarmos sobre a relação desse vírus com o câncer

Pensando nisso, nosso diretor científico, oncologista Dr. Felipe Ades, respondeu algumas perguntas essenciais para entendermos um pouco mais sobre a doença. Confiram:

Estou em tratamento contra o câncer, sou considerado grupo de risco?

Depende da doença e do tratamento. Todas as pessoas que estão em tratamento contra o câncer que tenham metástase são consideradas grupo de risco para infecções.

Pessoas em tratamento depois de procedimentos cirúrgicos são consideradas grupo de risco se estiverem uso de quimioterapia. Pessoas em tratamento com quimioterapia isolada são consideradas grupo de risco.

Pessoas em tratamento hormonal não são consideradas grupo de risco, visto que estes tratamentos não afetam de maneira significativa a imunidade.

Após 3 a 6 meses do término da quimioterapia há recuperação total da imunidade e esta pessoa passa a não fazer parte do grupo de risco.

Faço parte de um grupo de risco, tenho mais chance de contrair o coronavírus?

Não, pessoas em grupos de risco tem a mesma chance de contrair que pessoas fora do grupo de risco. No entanto, caso essas pessoas tenham a infecção pelo coronavírus, ela pode ser mais grave e com maior risco de vida.

Por isto as medidas para evitar o contágio em pessoas nos grupos de risco devem ser redobradas

Faço parte de um grupo de risco, tenho mais chance de ter uma doença grave se contrair o coronavírus?

Sim, pessoas classificadas como grupo de risco têm a imunidade reduzida, portanto, caso sejam infectadas, podem desenvolver doenças mais graves. Entretanto vale lembrar que a chance de ser infectado ou infectada não aumenta por fazer parte de um grupo de risco.

A recomendação é redobrar os cuidados de prevenção.

Quanto tempo o coronavírus sobrevive nas superfícies fora do corpo humano?

Um artigo publicado dia 17 de março na revista médica New England Journal of Medicine avaliou a estabilidade do vírus em várias condições. Seguem os resultados:

  • Aço inox (maçanetas de portas e puxadores de gavetas) – 72 horas (3 dias)
  • Plástico – 72 horas
  • Papelão – 24 horas
  • Cobre – 4 horas
  • Poeira – 1h

Quais são os cuidados essenciais?

  • Lave sempre as mãos
  • Use álcool gel
  • Não coloque as mãos no rosto, olhos, nariz e boca sem que estejam limpas.
  • Cuidado ao tocar maçanenetas, botões de elevador, apoios em trens, onibus e metrôs. Lave as mãos em seguida.
  • Limpe o seu celular com álcool isopropílico, 70% ou álcool gel, em particular se tocou nele com a mão suja.
  • Chegou em casa? Lave as mãos e o celular antes de tocar nos seus familiares. Limpe a maçaneta da porta de entrada com álcool 70%.
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O que é metástase por Dr. Felipe Ades

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Bom dia Cats, o texto novo do nosso diretor científico Dr. Felipe Ades esclarecendo para nós o que é metástase e como ela funciona!! Confiram!! 

Metástase é uma palavra de origem grega que significa “próximo local”. As metástases ocorrem porque células do câncer se desprendem do seu lugar de origem, migrando para locais distantes do corpo, onde voltam a crescer formando novos tumores. A capacidade de gerar metástases é uma das características que definem o câncer.

As células cancerígenas são capazes de liberar substâncias ao seu redor que quebram as ligações normais que existem entre as células saudáveis. Ao quebrar essas espécies de âncoras biológicas, as células cancerígenas podem “caminhar” e alcançar os vasos sanguíneos ou linfáticos (por onde caminham parte das células de defesa). Este processo é conhecido tecnicamente como transição epitélio-mesenquimal.

Câncer e metástase. A figura representa uma célula cancerígena saindo do seu lugar de origem, entrando em um vaso sanguíneo e saindo em outro local, para formar a metástases

Ao chegar nos vasos sanguíneos e linfáticos as células cancerígenas fazem pequenos furos entre as células que formam os vasos. Posteriormente elas podem entrar na corrente sanguínea ou linfática e a partir daí alcançar locais distantes do corpo.

Ao circular pelo sangue eventualmente esta célula pode entupir um vaso sanguíneo menor, ou pode se ligar à parede de um vaso sanguíneo longe do local de onde ela entrou. Em seguida a célula cancerígena sai do vaso sanguíneo e volta a crescer formando um novo tumor, que chamamos de metástase.

É importante notar que as células da metástase continuam sendo células com as características do seu local de origem. Por exemplo, um câncer de intestino pode crescer invadindo os vasos sanguíneos, e causando metástases à distância no fígado. Estas metástases são compostas por células do câncer de intestino e continuam tendo o mesmo comportamento. Esta pessoa deve ser tratada com medicamentos contra o câncer de intestino.

Um outro exemplo: O câncer de mama pode causar metástases ósseas, nestas situações é comum haver confusão e se achar que tem duas doenças: um câncer na mama e outro câncer no osso. Na realidade se trata da mesma doença, um câncer de mama que causou metástases para os ossos. Estas metástases continuam sendo câncer de mama, mas crescendo a distância do seu lugar de origem.

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Açúcar pode aumentar o risco de câncer de mama e metástases

Cats, separamos um estudo bem interessante para vocês sobre a influência do açúcar em nosso organismo e como ele pode ter um papel fundamental no desenvolvimento do câncer de mama e nas metástases. Confira abaixo:

Quantidades elevadas de açúcar na dieta típica ocidental podem aumentar o risco de câncer de mama e metástases para os pulmões. Os resultados do estudo dos pesquisadores da Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, publicados na edição de 1 de janeiro da revista Cancer Research, demonstraram o efeito do açúcar em uma via de sinalização enzimática conhecida como 12-LOX (12-lipoxigenase). Estudos epidemiológicos anteriores demonstraram que a ingestão de açúcar tem um impacto sobre o desenvolvimento do câncer de mama.

“Os pesquisadores descobriram que em camundongos, a ingestão de sacarose em níveis comparáveis aos de dietas ocidentais levou a um aumento do crescimento de tumores e metástases quando comparado a uma dieta de amido não-açúcar”, afirma o oncologista Antônio Carlos Buzaid, chefe-geral do Centro Oncológico Antonio Ermírio de Moraes (COAEM).

Isto se deve, em parte, ao aumento da expressão de 12-LOX e de um ácido graxo relacionado chamado 12-HETE”, explica Peiying Yang, uma das autoras do estudo, professora assistente de Cuidados Paliativos, Reabilitação e Medicina Integrativa.

Segundo Buzaid, identificar fatores de risco para câncer de mama é uma prioridade de saúde pública. “O consumo moderado de açúcar é fundamental”, acrescentou o especialista.

O consumo per capita de açúcar nos EUA subiu para mais de 100 libras (45 kilos) por ano e um aumento no consumo de bebidas adoçadas com açúcar tem sido identificado como uma contribuição significativa para uma epidemia de obesidade, doenças cardíacas e câncer em todo o mundo.

Métodos e resultados

O estudo investigou o impacto do açúcar na dieta sobre o desenvolvimento de tumores da glândula mamária em vários modelos de camundongos, juntamente com mecanismos que podem estar envolvidos. Segundo os pesquisadores, especificamente a frutose, no açúcar comum, e o xarope de milho de alta frutose, altamente presente no nosso sistema alimentar, foram responsáveis por facilitar a metástase pulmonar e a produção de 12-HETE em tumores de mama. Os dados sugerem ainda que o açúcar induz a sinalização 12-LOX para aumentar os riscos de desenvolvimento de câncer de mama e metástases.

A equipe de MD Anderson realizou quatro estudos diferentes em que os camundongos foram randomizados para alimentação em diferentes grupos de dieta. Aos seis meses de idade, 30% dos animais com uma dieta de controle de amido tinham tumores mensuráveis, ao passo que 50% a 58% daqueles em dieta enriquecida em sacarose tinham desenvolvido tumores mamários. O estudo também mostrou que o número de metástases pulmonares foi significativamente maior nos animais em uma dieta rica em sacarose ou frutose, em comparação com os animais com uma dieta de controle de amido.

Pesquisas anteriores examinaram o papel do açúcar, especialmente a glicose, e sua relação com vias metabólicas baseadas em energia no desenvolvimento do câncer. No entanto, a cascata inflamatória pode ser uma rota alternativa para estudar a carcinogênese impulsionada pelo açúcar, e segundo os pesquisadores, merece um estudo mais aprofundado.

“Não há estudos anteriores investigando o efeito direto do consumo de açúcar no desenvolvimento do câncer de mama utilizando modelos animais de câncer de mama ou examinando mecanismos específicos. Este estudo sugere que a sacarose ou frutose na dieta induz a produção de 12-LOX e 12-HETE em células tumorais de mama in vivo, e indica uma possível via de sinalização responsável pelo crescimento do tumor promovida pelo açúcar”, acrescentaram.

A equipe acredita que o mecanismo pelo qual a sacarose ou frutose na dieta afeta o crescimento do tumor de mama e metástases, especialmente através das vias 12-LOX, merece uma investigação mais aprofundada.

FONTE: INSTITUTO VENCER O CÂNCER