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Câncer X Covid-19

Pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer realizaram um estudo inédito que comprovou que o coronavírus tem uma capacidade maior de variação genética em pacientes com câncer. Ou seja, o vírus Sars-Cov-2 tem um maior potencial de mutação no organismo de pacientes com câncer, do que os infectados que não têm câncer.

O estudo foi realizado em 57 pacientes e 14 profissionais de saúde do instituto e traz a hipótese de que a baixa imunidade dos pacientes oncológicos tenha maior ligação com a variação do vírus.

A pesquisa ainda revelou que uma mesma paciente foi infectada por duas variantes do vírus, no primeiro contágio. Isso representa o primeiro caso de múltipla infecção pelas variantes do novo coronavírus relatado na literatura médica em pacientes com câncer.

O responsável pelos estudos, Marcelo Soares, explica que a múltipla infecção pode gerar formas recombinantes mais agressivas do vírus ou que não sejam reconhecidas pelas vacinas existentes. Dessa forma, é possível que muitos casos definidos como reinfecção sejam, na verdade, a reativação de uma variante viral pré-existente no indivíduo infectado.

O Estudo foi publicado nas revistas Virus Evolution, da Universidade de Oxford e na revista Infection Genetics and Evolution.

Confira mais informações na matéria da CNN

Portanto, ALERTA!!! Aumente seus cuidados e sua proteção contra o Covid-19!!

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SBOC defende vacinação de pacientes oncológicos

Com a emergência da vacinação contra a COVID-19, a discussão sobre vacinação de pacientes oncológicos ganha mais relevância, trazendo à tona muitas incertezas. A crescente disseminação de fake news impactou a confiança da população na vacinação, mas, segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), as vacinas aprovadas no Brasil são eficazes e imprescindíveis para a proteção daqueles que vivem com câncer e no combate à pandemia de forma geral.

Para enfatizar as condutas médicas baseadas em evidências científicas, a SBOC organizou um grupo técnico especializado para desenvolver recomendações sobre a aplicação da vacina contra a COVID-19 em pacientes oncológicos. 

  • Por que vacinar pacientes oncológicos contra a COVID-19?

Pessoas com câncer foram classificadas como grupo de risco para complicações da COVID-19. Estudos mostraram maior gravidade da infecção em pacientes oncológicos, com mortalidade variando de 6 a 61%, com risco de óbito por volta de 26%, muito acima do que na população geral (2 a 3%). Portanto, o intuito da vacinação é diminuir a morbidade e mortalidade da COVID-19 nos pacientes oncológicos.

Segundo Dr. Sandro Cavallero, diretor da SBOC e coordenador do Comitê de Tumores do Sistema Nervoso Central, há vários riscos envolvidos entre a associação do câncer e do novo coronavírus. “Além do impacto mais severo, a infecção pelo Sars-CoV-2 pode ter desdobramentos também no cuidado oncológico, levando a atrasos em exames diagnósticos, de triagem, tratamentos e monitoramento da doença, podendo levar a consequências devastadoras”, alerta.

“É importante lembrar que as vacinas contra COVID-19 aprovadas no Brasil são definitivamente seguras. A única vacina contraindicada para pacientes imunossuprimidos, ou seja, quando a eficácia do sistema imunológico é reduzida, é a vacina de Oxford, por conter vírus vivo. De qualquer forma, é imprescindível a avaliação médica individual de cada paciente quanto a possíveis restrições à vacinação”, afirma.

  • As vacinas contra a COVID-19 são eficazes nesses pacientes?

A princípio, sim. Dados de vacinação em pacientes oncológicos em outros contextos, como influenza, doença pneumocócica e herpes, sugerem haver um efeito protetor.

“A vacinação contra influenza, reduziu hospitalizações relacionadas à doença, interrupção de quimioterapia ou risco de morte”, explica Dr. Sandro. Baseados nesses dados e de outras vacinas, associado à interpretação dos mecanismos de ação das vacinas contra a COVID-19 (com agentes não vivos), pressupõe-se que a eficácia e a segurança da vacinação contra o Sars-CoV-2 seja similar à população geral. “A eficácia pode variar em diversos contextos, como tipo de tumor, extensão da doença, tratamento imunossupressor, entre outros. Entretanto, os benefícios da vacinação parecem ultrapassar substancialmente e significativamente os riscos”, complementa.

  • A equipe de saúde envolvida no tratamento oncológico deve ser vacinada?

Sim, desde que não haja contraindicação à vacinação ou componente da vacina.

“A vacinação da equipe de saúde contra influenza mostrou reduzir a transmissão da infecção em ambientes hospitalares. Além disso, alguns pacientes imunocomprometidos podem não adquirir resposta imune suficiente à vacinação, dessa forma, podemos evitar que a equipe, que trabalha em um cenário de alto risco, contamine esses pacientes”, esclarece Dr. Sandro.

  • Pacientes com história prévia de COVID-19 ou que já possuam anticorpos devem ser vacinados?

Sim. Alguns pacientes já infectados por Sars-CoV-2 foram incluídos em estudos clínicos e mostraram melhorar a resposta imune sem nenhum acréscimo à toxicidade da vacina.

Segundo Dra. Ignez Braghiroli, diretora da SBOC e coordenadora do Comitê de Tumores Gastrointestinais, não existe garantia de que a presença de anticorpos seja sinal de proteção futura. “Até o momento, não existe experiência suficiente relacionando a já existência deles no organismo com a proteção futura, e a duração da imunidade não está claramente estabelecida. O teste sorológico antes da vacinação não é recomendado, assim como não é utilizado para guiar o momento da vacinação”, completa.

  • Quem se vacinou ainda precisa usar máscara e seguir o distanciamento social?

Sim. Mesmo após a aprovação das vacinas e o início da vacinação no Brasil, temos um longo período até toda a população estar vacinada.

Fonte: SBOC – Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – jan. 21

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IQeB – Resultados da Solidariedade e Amor ao próximo em um ano tão difícil

Cats, finalizar este ano tão difícil é até um alívio e nos enche de esperança de dias melhores.

Apesar do 2020 atípico, nosso time deu o máximo para realizar muitas ações e beneficiar milhares de mulheres em tratamento oncológico por todo o país.

Nos reinventamos no Outubro Rosa on-line, fomos pra TV disseminar informações, realizamos muitas Lives com especialistas convidados. Lançamos um novo projeto, coordenamos uma pesquisa com pacientes, contamos muitas histórias de Cats e impactamos muitas pessoas.

Solidariedade e amor ao próximo moveram nossos voluntários, estimularam nossos parceiros e despertaram estes sentimentos em apoiadores.

Agradecemos a todos que contribuíram de alguma maneira com o QeB, atuando como agentes de mudanças, de transformações e promovendo o bem-estar do outro.

Confira nossos resultados e comente se você participou de alguma atividade que promovemos, se recebeu um lenço ou se esteve conosco em algum momento.

Cuidem-se! A pandemia não acabou!
Que a esperança de dias melhores renasça em 2021!
Equipe QeB

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IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Pacientes oncológicas não se surpreenderam com o isolamento social e o uso de máscaras são práticas cotidianas indicada devido à baixa imunidade, porém o receio do pós pandemia existe e foi declarado por cerca de 77,2% das entrevistadas

O Instituto Quimioterapia e Beleza – IQeB, maior banco de lenços do Brasil, lança a pesquisa ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’, com o intuito mostrar a dimensão do impacto da pandemia em pacientes oncológicas. A pesquisa ouviu cerca de 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil, entre 18 e 70 anos, e aponta que muitas pacientes deixaram de se consultar com médicos, realizar exames, receber diagnóstico, iniciar ou manter tratamentos e tiveram até procedimentos importantes cancelados, como cirurgias, radio e quimioterapia.

Para além da pesquisa, as sociedades de saúde já informaram que muitas mulheres deixaram de ser diagnosticadas, devido a diferentes movimentos da área da saúde, com o foco na erradicação do Covid-19. Segundo o INCA em estudo realizado em 2019, para este ano de 2020, a incidência do câncer em mulheres foi estimada em mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama.

Estes dados impactam diretamente no quadro e avanço da patologia e a pesquisa realizada pelo IQeB ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’ dá um panorama sobre o comportamento e também os receios dessas pacientes em relação ao término da pandemia. 77,2% das respondentes informaram estar em tratamento para o câncer de mama e embora 17,7% delas tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria comenta que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Além disso, 77,2% das entrevistadas pela pesquisa do IQeB também declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia. Lembrando que, além dos tratamentos em curso, há os novos casos que deixaram de ser diagnosticados neste período.

Essas pacientes apresentam vulnerabilidade imunológica, uma característica do câncer e, segundo a Sociedade Brasileira de Patologia, cerca de 50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia. Um dado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica informa que 70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril de 2020, além disso, segundo o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Icesp, no período 30% menos pacientes iniciaram tratamento.

Comportamento

O cotidiano destas pacientes não foi alterado, mas a modificação aconteceu no principal cenário: rotina médica, uma exigência para os casos de câncer, para que se possa desacelerar, tratar e minimizar os sintomas e avanços da doença. Além disso, o receio sobre o pós-pandemia e a retomada da rotina de tratamentos é o que deixa as pacientes mais receosas.

43,5% das respondentes declararam que não saíram de casa durante a pandemia e ficaram em total isolamento social. Elas informaram ter utilizado a internet e as facilidades da tecnologia para fazer compras, evitando contato com possíveis infectados.

“Este estudo mostra apenas um recorte sobre a situação das pacientes com câncer e deixa a reflexão sobre o setor de saúde, levantando algumas questões importantes: Depois do Covid-19 como será o impacto disso quando a área da saúde voltar a fazer estes atendimentos? O setor da saúde está com a estrutura preparada para dar atendimento a esta demanda que irá surgir?”, comenta Deborah Duarte Presidente e sócia-fundadora do Instituto Quimioterapia e Beleza e responsável por conduzir a pesquisa, junto com o oncologista Dr. Felipe Ades, diretor científico do IQeB. “Muitas pacientes relatam ter medo do futuro, de como poderão ter mais qualidade de vida e sobrevida, pois é uma crescente o número de casos diariamente e a estrutura se mostra despreparada para isso”.

Dados da Pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Faixas etárias das entrevistadas

36,5% – 41 a 50 anos
19,8% – 36 a 40 anos
19,3% – 50 a 60 anos
11,6% – 31 a 35 anos
5,9% – 26 a 30 anos
4,6% – 61 a 70 anos
1,3% – 18 a 25 anos

Tipo de tratamento em andamento

77,2% Das respondentes declararam estarem em tratamento para o câncer de mama. As demais declararam câncer de pele, útero, linfoma ou leucemia, ovário, pulmão e intestino.

Tipo de tratamento

32,9% – Curativo
– 74,8 câncer de mama
29,4% – Adjuvante
– 89,2% câncer de mama
18,7% – Para doença metastática
– 52,9% câncer de mama
14,1% – Neoadjuvante
– 96,6% câncer de mama
4,9% – Paliativo exclusivo
– 57,5% câncer de mama

Impacto da pandemia no tratamento

54,6% – Não houve alteração
15,7% – Consultas remanejadas
11,2% – Consultas remanejadas, exames prorrogados
6,0% – Exames prorrogados
2,6% – Cirurgias canceladas ou adiadas
1,6% – Consultas remanejadas, cirurgias canceladas ou adiadas
1,3% – Interrupção no tratamento (quimioterapia, radioterapia, outros)

Local de tratamento: Hospital particular, público ou convênio médico

53,4% – Hospital particular com convênio médico
44,3% – Hospital público
– 80,7% – Câncer de Mama
2,3% – Hospital particular
– 74,4% – Câncer de Mama

Comportamento durante a pandemia

43,5% – Não saíram de casa durante a pandemia – ficaram em total isolamento social e utilizaram-se de ferramentas on-line para fazer compras, evitando contato com possíveis contaminados.
39,5% – Saíram unicamente para irem ao supermercado, realizar compras de alimentos e à farmácia para compra de medicamentos.
9% Saíram para trabalhar
8% Para se exercitar

Segurança para manter atendimentos durante a pandemia

Embora 17,7% tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria delas declara que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Capacidade do Sistema de Saúde no momento pós pandemia

77,2% declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia.

Pesquisa “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Realização: IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza
Validada por oncologista: Dr. Felipe Ades (CRM 168018/SP), Diretor científico do IQeB
Respondentes: 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil
Entrevistas por e-mail
Período de coleta de dados: 21/06 a 05/07/2020

Sobre o Instituto Quimioterapia e Beleza

O Instituto Quimioterapia e Beleza iniciou as atividades em 2014, cresceu e segue com seu time ampliando as suas ações e impactando a vida de milhares de mulheres diagnosticadas diariamente. Mantém seu maior projeto, o Banco de Lenços Flavia Flores, que já doou mais de 25 mil lenços por todos os Estados do Brasil. O IQeB também oferece suporte psicológico e jurídico, dissemina informação de saúde, engaja voluntários, promove Oficinas de beleza para autoestima e, com sua diretoria científica, desenvolve pesquisas junto às pacientes.

Outras informações

50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia (Fonte: Sociedade Brasileira de Patologia, 2020)

70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril (Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, 2020) 30% menos pacientes iniciando tratamento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, no período (Fonte: Icesp, 2020)

Recomendação do INCA para a não orientação sobre diagnóstico precoce

“No contexto da atual pandemia de Covid-19, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), recomenda que os profissionais de saúde orientem as pessoas a não procurar os serviços de saúde para rastreamento de câncer no momento, remarquem as coletas de exame citopatológico e a realização de mamografias de rastreamento, adiando consultas e exames para quando as restrições diminuírem.” Nota Técnica – DIDEPRE/CONPREV/INCA – 30/3/2020 Detecção precoce de câncer durante a pandemia de Covid-19 As ações de

Estimativa geral Brasil

Para 2020, a incidência do câncer em mulheres é mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama. (Fonte: INCA, 2019)

Nossa pesquisa na mídia

Portal Hospitais Brasil – Instituto divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Site Medicina S/A – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site Federação Brasileira de Hospitais – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site O Tempo – IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’

Autores
Deborah CB Duarte
– Presidente do IQeB
Dr. Felipe Ades – oncologista e Diretor Científico do IQeB – CRM 168018/SP

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Câncer e Covid-19

Finalizamos a nossa Pesquisa “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19” e uma das questões propostas foi para entender como o paciente oncológico agiu durante a pandemia em relação às suas atividades.

Pacientes oncológicos, apesar de pertencerem ao grupo de alto risco, encararam com bastante clareza as restrições que a pandemia trouxe, nos quesitos isolamento social, proteção e circulação.

Uma paciente relatou “o que estamos vivendo hoje em tempos de pandemia, eu faço há um ano. Não saio de casa, devido à minha imunidade baixa, uso máscara para ir ao centro de tratamento e minha família me auxilia com supermercado”.

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Foi esse cenário que o IQeB encontrou nos 820 respondentes da nossa Pesquisa, disponibilizada entre 21/06 a 05/07 deste ano: 43,5% dos pacientes ouvidos não saíram de casa durante a pandemia – ficaram em total isolamento social e utilizaram-se de ferramentas on-line para fazer compras, evitando contato com possíveis contaminados.

Outros 39,5% dos pacientes respondentes saíram unicamente para irem ao supermercado, realizar compras de alimentos e à farmácia para compra de medicamentos.

Apenas 9% saíram para trabalhar e 8% para se exercitar.

O uso de máscaras como proteção também faz parte do cotidiano do paciente oncológico, que não encontrou dificuldades em usar esse acessório.

Assim como os pacientes oncológicos, todos os cidadãos com alguma comorbidade precisam ter ciência da sua condição de saúde e praticar os devidos cuidados para se proteger neste momento tão imprevisível que estamos enfrentando.

Respeitar suas limitações significa poupar sua saúde e de todos que estão próximos a você!

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Agradecemos a todos os 820 pacientes que disponibilizaram seu tempo e contribuíram com suas informações para essa importante pesquisa.

Ao time de universitários da USP que compilaram os dados de forma precisa e toda nossa Diretoria e voluntárias envolvidas. Publicaremos na totalidade os outros resultados apurados.

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Câncer e COVID-19

Segundo as Sociedades Brasileiras de Patologia e Cirurgia Oncológica, desde o início da pandemia de covid-19 cerca de 50 mil brasileiros deixaram de ser diagnosticados com câncer. Outros milhares de pacientes, já com o tumor detectado, tiveram os tratamentos suspensos.

Até iniciar o declínio de casos de covid-19, que pode levar meses, os serviços de saúde devem se preparar para a retomada dos atendimentos suspensos e se adaptar para os milhares de novos diagnósticos acumulados durante meses.

Será que teremos um sistema de saúde preparado pra essa demanda???
Vejam as preocupações dos órgãos:

“O nosso medo é que tenhamos, daqui a alguns meses, uma epidemia de câncer em estágio avançado, inoperáveis, com baixa chance de cura”, alerta Clóvis Klock, presidente do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Patologia.

“Além do risco de muitos desses tumores não diagnosticados evoluírem e ficarem mais graves, temos um segundo problema, que é o represamento desses casos por vários meses. Nosso sistema de saúde não tem uma capacidade infinita de atendimento. Se já tínhamos problema de acesso e demora antes da pandemia, imagine acumular diagnósticos de quatro ou cinco meses e eles aparecerem todos de uma vez mais para frente. Teremos dificuldades para dar conta dessa demanda”, ressalta Paulo Hoff, diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

“Desde o início da pandemia, suspendemos muitas cirurgias e mantivemos só as dos tumores mais agressivos. No começo não sabíamos quanto a fase mais crítica da pandemia iria durar. Com a expectativa de que teremos de três a quatro meses até passar o pico e começar um declínio de casos, teremos de adaptar os serviços de saúde para retomar esses atendimentos suspensos”, destaca Heber Salvador, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.

“Nem sempre temos tempo de postergar por alguns meses um tratamento de câncer. Por isso é importante os pacientes entenderem que dentro do hospital há alas separadas e segurança para fazerem os procedimentos quando necessário”, ressalta Sérgio Araújo, diretor médico do Centro de Oncologia e Hematologia do Einstein.

Fonte: Estadão

? E você Cat, a pandemia do COVID-19, afetou seu tratamento oncológico?

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Como transformar o período de reclusão num momento especial

Estamos vivendo momentos desafiadores e talvez inéditos na história recente. Pela primeira vez vemos o mundo todo sendo obrigado a se recolher, a parar ante a ameaça de um inimigo invisível.

Nosso Pensar sendo bombardeado por todo tipo de notícias alarmistas e catastróficas, por preocupações financeiras e por cenários tenebrosos para o futuro. Nosso Sentir contaminado pelo medo, angústia, revolta e ameaças à nossa integridade física. Nosso Querer e nossa vontade totalmente tolhidas por um confinamento forçado.

Precisávamos parar! A Humanidade precisava parar! Tudo estava acelerado demais, todos vivendo seus dias em total inconsciência, como Zumbis soterrados por obrigações, esquecidos de nós mesmos, dos nossos familiares, amigos, esquecidos do Planeta que nos acolhe.

Mas tudo tem dois lados. Se olharmos para o passado, fica fácil perceber que grandes progressos surgiram das adversidades. Até mesmo as Guerras trouxeram algo de positivo, como avanços tecnológicos que melhoraram a vida das pessoas. Basta treinarmos o nosso olhar para ver o lado positivo, presente em tudo!

Você já parou para observar o céu nestes dias? Percebeu o incrível tom de azul, puro e cristalino, que sempre esteve lá mas vivia encoberto pela poluição? Já parou para ouvir como a cidade está mais silenciosa? Já refletiu que talvez este momento possa ser uma oportunidade de transformação?

Casais podem se reconectar dentro de suas casas. Pais podem voltar a reconhecer seus filhos, até então delegados a terceiros. Os idosos, tão abandonados e esquecidos, podem voltar ao centro das famílias já que a atenção agora é toda sobre eles. Famílias podem se unir, o respeito às necessidades do outro pode aumentar, nossa consciência sobre a importância de preservarmos a natureza pode se expandir.

Para isto basta estarmos atentos. Precisamos treinar o nosso olhar e os nossos pensamentos para nos conectarmos somente com o que é positivo nesta situação.

Desliguem a TV! Estar bem informado é diferente de estar sobrecarregado de informações negativas. Dediquem este tempo aos seus familiares, às “faxinas” externas e internas que precisam ser feitas, agora temos tempo para isto.

Com a postura correta, podemos transformar este período de reclusão num momento especial de transformação. E que seja assim!

Adriano Munhoz

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Coronavírus e câncer

Nos últimos dias, o único assunto falado nas televisões e notícias é a COVID-19, doença transmitida pelo coronavírus. Por isso, é necessário falarmos sobre a relação desse vírus com o câncer

Pensando nisso, nosso diretor científico, oncologista Dr. Felipe Ades, respondeu algumas perguntas essenciais para entendermos um pouco mais sobre a doença. Confiram:

Estou em tratamento contra o câncer, sou considerado grupo de risco?

Depende da doença e do tratamento. Todas as pessoas que estão em tratamento contra o câncer que tenham metástase são consideradas grupo de risco para infecções.

Pessoas em tratamento depois de procedimentos cirúrgicos são consideradas grupo de risco se estiverem uso de quimioterapia. Pessoas em tratamento com quimioterapia isolada são consideradas grupo de risco.

Pessoas em tratamento hormonal não são consideradas grupo de risco, visto que estes tratamentos não afetam de maneira significativa a imunidade.

Após 3 a 6 meses do término da quimioterapia há recuperação total da imunidade e esta pessoa passa a não fazer parte do grupo de risco.

Faço parte de um grupo de risco, tenho mais chance de contrair o coronavírus?

Não, pessoas em grupos de risco tem a mesma chance de contrair que pessoas fora do grupo de risco. No entanto, caso essas pessoas tenham a infecção pelo coronavírus, ela pode ser mais grave e com maior risco de vida.

Por isto as medidas para evitar o contágio em pessoas nos grupos de risco devem ser redobradas

Faço parte de um grupo de risco, tenho mais chance de ter uma doença grave se contrair o coronavírus?

Sim, pessoas classificadas como grupo de risco têm a imunidade reduzida, portanto, caso sejam infectadas, podem desenvolver doenças mais graves. Entretanto vale lembrar que a chance de ser infectado ou infectada não aumenta por fazer parte de um grupo de risco.

A recomendação é redobrar os cuidados de prevenção.

Quanto tempo o coronavírus sobrevive nas superfícies fora do corpo humano?

Um artigo publicado dia 17 de março na revista médica New England Journal of Medicine avaliou a estabilidade do vírus em várias condições. Seguem os resultados:

  • Aço inox (maçanetas de portas e puxadores de gavetas) – 72 horas (3 dias)
  • Plástico – 72 horas
  • Papelão – 24 horas
  • Cobre – 4 horas
  • Poeira – 1h

Quais são os cuidados essenciais?

  • Lave sempre as mãos
  • Use álcool gel
  • Não coloque as mãos no rosto, olhos, nariz e boca sem que estejam limpas.
  • Cuidado ao tocar maçanenetas, botões de elevador, apoios em trens, onibus e metrôs. Lave as mãos em seguida.
  • Limpe o seu celular com álcool isopropílico, 70% ou álcool gel, em particular se tocou nele com a mão suja.
  • Chegou em casa? Lave as mãos e o celular antes de tocar nos seus familiares. Limpe a maçaneta da porta de entrada com álcool 70%.