Publicado em Deixe um comentário

MÊS DE MAIO ALERTA PARA A PREVENÇÃO DO CÂNCER DE PELE E MALANOMA

Foto por: Wlad

O mês de maio é conhecido na comunidade médica como o mês de prevenção do câncer de pele e melanoma. Nos consultórios médicos, muitas dúvidas rondam os pacientes que, com um olhar mais atento, conseguiram identificar um sinal suspeito ou simplesmente procuram mais informações sobre a doença, que já possui uma grande incidência no Brasil. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), em 2016, são estimados 175.760 novos casos deste tipo de câncer.

O que poucos sabem é que o câncer de pele é composto por três tipos diferentes, sendo o melanoma o mais agressivo de todos. Segundo Andreia Cristina de Melo, oncologista clínica do Grupo Oncologia D’Or, o Carcinoma Basocelular (CBC) é o mais incidente no país. Ele se desenvolve em células da pele e costumam aparecer em áreas descobertas e expostas com frequência ao sol, como: face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas.

O Carcinoma Espinocelular (CEC) é o segundo mais comum, sendo mais frequente em homens do que em mulheres. A especialista explica que este tipo se manifesta nas células escamosas, que constituem a maior parte das camadas superiores da pele. O CEC pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol. Normalmente, o Carcinoma Espinocelular tem coloração avermelhada e se apresenta na forma de machucados.

Enquanto o Carcinoma é o de maior incidência e de mais baixa mortalidade, o Melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas do órgão. Com origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele), este tipo de câncer é um dos mais graves devido à sua alta possibilidade de metástase. É o que explica Andreia Cristina de Melo.

Principais cuidados

Para conscientizar sobre a importância de medidas preventivas contra a enfermidade, a oncologista do Grupo Oncologia D’Or destaca a fotoproteção como uma das principais atitudes a serem tomadas. “Como os outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido evitando-se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, quando os raios são mais intensos”, explica. Mesmo em outros períodos, é recomendável a utilização de proteção como chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtro solar com fator de proteção 30 ou superior.

A pele clara, a ocorrência prévia de câncer de pele e o histórico familiar são alguns dos fatores destacados por Andreia de Melo que merecem ser avaliados com cautela. É importante ressaltar a detecção precoce da doença como a principal forma de prevenção.

Fonte: Portal Nacional de Seguros

Publicado em Deixe um comentário

ESTUDO REVELA QUE USAR CELULAR NÃO DÁ CÂNCER

“O Homem do Saco vai te pegar”, “você pode acordar em uma banheira de gelo sem rim” e “usar celular causa câncer cerebral” estão todas no hall de frases em que você não acredita piamente, mas que, bem no fundo, dão um medinho. Agora pelo menos da última delas você pode desencanar. Um grupo de pesquisadores australianos está cravando: o smartphone não vai danificar sua cabeça.

E a afirmação não é feita ao acaso. Foram 30 anos de pesquisa para poder chegar um resultado que eles consideram seguro. O grupo de cientistas da Universidade de Sidney cruzou dados sobre a incidência de câncer cerebral registrada pelo governo local entre os anos de 1982 e 2013, com o número de usuários de telefones celulares desde 1987 (quando os telefones móveis chegaram à Austrália). Foram quase 20 mil homens e mais de 14 mil mulheres analisadas, todos apontando que, não, a saúde deles não sofreu interferência da telefonia.

De acordo com o estudo, o registro de casos de câncer cerebral até chegou a aumentar nesse período – os homens tiveram 0,05% a mais de diagnósticos em 2013 do que no começo da pesquisa, as mulheres, por outro lado, se mantiveram estáveis. Mas, ao comparar com dados ainda mais antigos, da década de 1970, os envolvidos perceberam que esse aumento começou a ocorrer justamente em 1982 – cinco anos antes do primeiro celular chegar à Austrália. De acordo com os pesquisadores, o aumento, na verdade, se deu à um melhor diagnóstico da doença. Foi justamente no começo dos anos 1980 que equipamentos tomográficos de melhor qualidade começaram a desembarcar na Oceania.

O estudo ainda calculou quantos casos da doença a população australiana teria se os aparelhos interferissem em algo. Mesmo as previsões mais conservadoras acabaram frustradas (principalmente quando se pensa que o mesmo estudo apontou que 94% possuíam um celular). “O número de casos esperados em 2012 era de 1.866, enquanto o montante registrado foi de 1.435 pacientes”, afirmou Simon Chapman, professor de Saúde Pública da universidade e responsável pelo estudo.

Se você ainda não se convenceu, e acha que os casos ainda vão aparecer nos próximos anos, Simon insiste. Os diagnósticos de câncer não aparecem em picos. “Nós vemos aumentos graduais em direção a um ponto máximo – que fica localizado, no máximo em 30 ou 40 anos (como é o caso do câncer de pulmão e de cigarro)”. Pode jogar Candy Crush sem dor de cabeça.

Fonte: Super Interessante

Publicado em Deixe um comentário

DISPOSITIVO QUE DETECTA CÂNCER DE MAMA PELA SALIVA É CRIADO NO MÉXICO

A detecção do câncer de mama cedo favorece seu tratamento, por isso que uma equipe do Centro Tecnológico de Monterrey (México) desenvolve um dispositivo para facilitar este processo através da saliva.

Através do sensor incorporado em um filme ultrafino -de cerca de dois mícrons de espessura e dez milímetros de comprimento-, o dispositivo é capaz de detectar uma proteína conhecida como Cerb-b2.

Esta proteína, que se localiza na saliva, é desenvolvida por “um grupo muito amplo de mulheres” que apresentam câncer de mama nos períodos iniciais, explica à Agência Efe o responsável da pesquisa, o médico Joaquín Esteban Oseguera Peña.

A grande vantagem deste método é que antecipa a detecção da doença mesmo em mulheres que realizam auto-exame, já que a prova funciona quando o tumor é medido em mícrons -com um tamanho mil vezes menor do que quando pode ser detectado manualmente.

A Cerb-b2 aparece em, aproximadamente, 98% das mulheres com câncer de mama.

Com este aparelho “imediatamente poderia ser decidido se há esta proteína e, em consequência, quais são as probabilidades de que a pessoa esteja desenvolvendo câncer de mama”, afirmou Oseguera, que lidera um grupo de pesquisa de oito pessoas no campus do Estado do México da instituição universitária.

“A ideia fundamental -continua o médico- é que o dispositivo possa ser acessível a todo o público, sobretudo em lugares afastados ou de difícil acesso para equipes mais sofisticadas”.

Segundo o médico, é “provável” que a ideia de um dispositivo como este possa se estender a outros tipos de câncer vinculados com outras proteínas, embora seja necessitaria “fundamentá-lo com estudos”.

Por enquanto, a equipe de pesquisa entrou em contato “só em nível preliminar” com alguns hospitais públicos da área, e em aproximadamente um ano terá constituído todo o desenvolvimento adicional que permitirá realizar testes com pacientes.

Fonte: G1

Publicado em Deixe um comentário

COMO EXERCÍCIOS PODEM PROTEGER CORPO CONTRA CÂNCER?

Cadê as Cats que adoram uma corrida ou uma sessão de pilates? Seja dança, academia, pilates ou yoga, não é novidade que exercício físico faz bem para o corpo e para a mente. Quando eu estou em São Paulo gosto da academia, e quando vou para Floripa experimento alguns aquáticos. Também sou fã de pilates!O site do Bem Estar explica um pouco da relação do exercício físico com o câncer. Confira: A aparente relação entre exercícios e prevenção ao câncer tem chamado mais atenção da ciência, e alguns estudos indicam que a atividade física parece ter um efeito protetor contra ao menos quatro tipos diferentes da doença: o de mama, especialmente na pós-menopausa; o de cólon; o de endométrio (útero); e alguns casos de câncer gastrointestinal superior.

Mais ainda, pesquisas apontam que estar em forma ajuda também na recuperação de pacientes, em paralelo ao tratamento da doença.

Como especialista em medicina intensiva e perioperatória – o período de cuidado dos pacientes desde a indicação de uma operação até a recuperação -, a médica Denny Levitt, do Hospital Universitário de Southampton, Inglaterra, se interessa especialmente pela relação entre exercício e saúde.

Em entrevista à BBC, Levitt ressaltou que a ideia de que o bom estado físico tem efeito protetor ainda está sendo pesquisada, mas é amplamente aceita a evidência de que o efeito positivo de fato existe.

Veja, a seguir, o que diz Levitt:

Qual o grau de proteção proporcionado pelo exercício, por exemplo no caso do câncer de mama?
Foram feitos alguns estudos epidemiológicos. Um, publicado recentemente, indica que cerca de 10% dos casos de câncer de mama após a menopausa registrados na região da Ásia-Austrália podem ser atribuído diretamente à inatividade física. Isso quer dizer que um em cada 10 casos desse tipo de câncer estava vinculado à falta de exercícios.

De quanto exercício estamos falando?
Diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmam que deveríamos fazer cerca de 150 minutos de exercício de intensidade moderada por semana. Isso significa, por exemplo, uma caminhada de passo rápido ou um passeio de bicicleta, e o que Levitt sugere é que isso seja feito por períodos de 30 minutos. Portanto, cinco vezes por semana, com 30 minutos de exercício moderado a cada sessão.

No caso de exercícios de alta intensidade, como jogar futebol ou correr, 75 minutos por semana já seriam suficientes para reduzir riscos à saúde.

Em pessoas que já têm câncer, sabe-se qual é o impacto do exercício no processo de recuperação?
Sim. Há indícios de que a atividade física e a boa forma têm um efeito importante nos índices de sobrevivência ao câncer.

Indivíduos que têm melhor estado físico têm também índices de sobrevivência maiores em cinco ou dez anos, algo que se mantém inclusive quando se leva em conta outros fatores de risco, como obesidade ou tabagismo.

Temos alguma ideia de por que o exercício protege o corpo?
Os motivos podem ser os vários efeitos preventivos do exercício e da boa forma.

Em primeiro lugar, quem tem um bom estado físico tem mais possibilidades de suportar o tratamento contra o câncer, que muitas vezes inclui grandes cirurgias. Segundo Levitt, sabe-se que é mais alta a probabilidade de que indivíduos que estão em melhor forma sobrevivam e tenham menos complicações.

Além disso, essas pessoas toleram melhor a quimioterapia. E estão começando a surgir indicadores de que elas sofrem efeitos secundários menos tóxicos por conta dos medicamentos.

A biologia específica deste efeito protetor está sendo muito pesquisada no momento, diz Levitt. “O que sabemos é que o exercício é anti-inflamatório e, no longo prazo, ter processo inflamatórios crônicos aumenta o risco de que o câncer retorne e reduz a possibilidade de sobrevivência.”

Portanto, é possível que haja alguma relação entre o câncer, a inflamação e o exercício, mas esse elo ainda está em fase inicial de pesquisas.

A maioria das pessoas considera o exercício fundamental para uma vida saudável. Por outro lado, quando ficamos doentes, tendemos a pensar que o descanso é muito importante. Isso está errado?
“Completamente. É muito importante que digamos aos pacientes que, ainda que tenham sido diagnosticados com câncer, o descanso não é a solução. É preciso manter-se ativo”, opina Levitt.

“É como dizer que, se você se sente mal, deve se deitar e isso ajudará você a se recuperar. Mas, de fato, parece ser ao contrário. O movimento, o exercício e a atividade física depois de uma cirurgia de câncer ou durante o tratamento podem melhorar o prognóstico a longo prazo.”

Parece que, em muitos aspectos, o exercício é uma maravilha…
“Sim, e se alguém tivesse inventado o exercício como terapia medicamentosa, tenho certeza de que seria muito mais popular”, concluiu a médica.

Fonte: Bem Estar

E vocês Cats? O que gostam de fazer? É importante destacar que cada caso é um caso, e é aconselhável que antes de qualquer decisão como essa, você consulte seu médico.

(Na foto: eu e minha mãe fazendo aula de hidroginástica!)

Publicado em Deixe um comentário

5 DE FEVEREIRO: DIA DA MAMOGRAFIA

5 de fevereiro é o Dia Nacional da Mamografia. Instituído há 2 anos, a partir do Projeto de Lei da Senadora Maria do Rosário (PT-RS), a data objetiva sensibilizar mulheres sobre a importância de realizar o exame para a detecção precoce do câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

Hoje existem 3315 mamógrafos no país, e o relatório do Tribunal de Contas da União divulgou que o número é adequado em relação ao que preconizam organismos internacionais (se a distribuição fosse homogênea, o número adequado seria 1 mamógrafo para cada 240.000 habitantes). Acontece que, da população brasileira, 80% utilizam o SUS, e destes 3315 mamógrafos, apenas 1650 estão disponíveis no sistema público, sendo que 412 pertencem exclusivamente às UPSs (Unidades Públicas de Saúde). Além disso, sabe-se que a distribuição dos mamógrafos não é homogênea para servir adequadamente às necessidades da população.Para o diretor médico do Instituto Oncoguia, o oncologista clínico Dr. Rafael Kaliks, além da questão do número de aparelhos, a  simples disponibilidade de mamógrafos no país não garante o impacto do exame na redução da mortalidade por câncer de mama. “Deve-se garantir, por exemplo, a qualidade do exame realizado. Um rastreamento mal feito dá a falsa sensação de segurança à paciente e ao sistema de saúde como um todo”, comenta. Também, para que a execução da mamografia de rastreamento traga benefício a uma mulher, um resultado anormal no exame deve ser seguida de investigação imediata (com exames adicionais) e tratamento apropriado em tempo hábil, entre 30 e 40 dias diante de um eventual diagnóstico de câncer. “Tal eficiência ainda não existe no Brasil”, destaca Dr. Kaliks.Outra questão para reflexão nesse Dia Nacional da Mamografia, recorre sobre a “aderência” ao exame. De acordo com o INCA, 70% das brasileiras entre 50 e 69 anos têm acesso à mamografia – incluindo rede pública e privada. No entanto, dados da Pesquisa Avon/IPSOS – Percepções sobre o Câncer de Mama – revelam que apenas 20% das mulheres brasileiras fazem a mamografia ao menos a cada dois anos. “O importante é garantir que ao menos 70% da população elegível faça o exame, caso contrário não se observará redução da mortalidade por câncer de mama graças a esta estratégia de rastreamento”, afirma Rafael Kaliks.  Para a presidente do ONCOGUIA, Luciana Holtz, além da questão da disponibilidade do mamógrafo, são inúmeras barreiras à aderência das brasileiras. “Há o medo pela dor durante o exame, há o medo da possibilidade da descoberta de um câncer (ainda há quem pense que é melhor não fazer para não saber). Há o medo de resultados errados, há o medo do estigma social do câncer”.Holtz e Kaliks finalizam com um alerta sobre os chamados grupos de risco: pacientes com familiares próximos que tiveram câncer de mama e/ou ovário em idade precoce (antes dos 50 anos), devem ficar alertas e discutir a questão com seus respectivos médicos. Para estas pessoas com história familiar, o rastreamento DEVE ser iniciado mais precocemente, sob orientação idealmente de um mastologista ou ginecologista com experiência em câncer de mama. “Tais mulheres podem ter uma indicação formal de fazer rastreamento com ressonância nuclear magnética, se confirmado que elas de fato pertencem a um grupo de risco elevado. Para pacientes de alto risco, a ressonância  é recomendada mundialmente, como complemento à mamografia e ao exame das mamas por um profissional habilitado. Além desta estratégia mais agressiva de rastreamento, famílias com risco elevado deveriam ter à disposição orientação oncogenética. O oncogeneticista consegue mapear a família e calcular o risco de um câncer, ajudando a formular estratégias de prevenção de maneira individualizada”, afirma o oncologista. “Além de todos estes dados relativos ao rastreamento de pessoas supostamente saudáveis, quaisquer mulheres que notem alteração nas mamas devem buscar um mastologista imediatamente, não esperando pelo próximo exame anual”, finaliza Luciana.Fonte:Oncoguia

Publicado em Deixe um comentário

JORNALISTA DA GLOBO DESCOBRE CÂNCER DEPOIS DE REPORTAGEM SOBRE O TEMA

No Jornal Nacional de 12 de outubro, a repórter Elaine Bast alertou sobre a importância da mamografia para se detectar câncer de mama precocemente e, assim, aumentar as chances de cura e reduzir a intensidade do tratamento. Ilustrou com uma pesquisa mostrando que 60% dos casos da doença foram identificados no início, graças ao exame. No dia seguinte, Elaine recebeu o resultado da mamografia que realizara dias antes, preventivamente. A notícia não era boa. Novos exames confirmaram que ela tinha nódulos malignos. Uma mulher ouvida por Elaine na reportagem, Monica Araújo Chiarello, foi fundamental para a jornalista: “Ela me ajudou muito, afinal já tinha passado por tudo o que eu ia passar”. Elaine, ex-correspondente em Nova York, deu o seguinte depoimento ao Notícias da TV:

“Soube em novembro que precisava retirar a mama esquerda por causa de três tumores descobertos em um check up de rotina. Não tinha nódulos aparentes, não sentia dores, enfim, nada diferente. Soube do resultado exatamente um dia após fazer uma matéria para o Jornal Nacional sobre o assunto… O VT [videotape] era sobre um estudo que falava sobre a importância dos exames preventivos para a detecção precoce do câncer de mama.

A personagem que entrevistei, de apenas 35 anos, havia terminado a quimioterapia quando a encontrei. E foi uma das pessoas que me ajudaram muito psicologicamente nesse processo.

Tenho 42 anos, dois filhos pequenos, amamentei, não há histórico na minha família de câncer de mama. Não esperava passar por isso. Tive muita sorte em ter descoberto logo no início. Apesar de todos os avanços da medicina nessa área, a palavra ‘câncer’ dá sempre muito medo. Mas aprendi que ela não é uma sentença de morte. Retirei toda a mama esquerda e decidi também retirar a direita preventivamente. Não consigo deixar de pensar que realmente tive muita sorte. Não só por ter descoberto no início mas porque pude fazer a reconstrução das mamas na mesma cirurgia. Não precisei ver meu corpo mutilado.

Tive apoio muito importante da minha família, dos meus amigos, dos meus colegas de trabalho. Eles ajudaram a cuidar da minha alma. E os médicos, a cuidar da minha saúde.

Difícil ler notícias sobre mulheres que morrem porque tiveram diagnóstico tardio desse câncer. Seja porque de tão atarefadas se esquecem delas mesmas e deixam de fazer os exames de rotina, seja porque não conseguem agendar consulta ginecológica no sistema público e realizar os exames. Uma doença que tem chance altíssima de cura se for tratada do início. Graças ao diagnóstico precoce, o câncer não parou a minha vida. Eu continuo a minha história. Depois da cirurgia e do tratamento, volto ao trabalho em meados deste mês.”

Clique aqui e assista (gratuitamente) à reportagem de Elaine Bast na GloboPlay, plataforma de vídeos da Globo.

Original: http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/jornalista-da-globo-descobre-cancer-apos-reportagem-tive-sorte-10165#ixzz3xXY1xoXp

Publicado em Deixe um comentário

COMO LIMÕES PODEM AJUDAR A IDENTIFICAR CÂNCER DE MAMA

A campanha mostra em 12 limões os sinais do câncer de mama e o aspecto que a doença dá ao seio

Foto: Worldwide Breast Cancer / BBCBrasil.com

É um caroço o que estou sentindo? Devo me preocupar com essa ondulação na minha pele? O que exatamente estou tentando sentir?

Estas eram as preocupações da jovem designer Corrine Beaumont ao criar a campanha Know Your Lemons (Conheça Seus Limões, em inglês), que na última semana foi compartilhada mais de 32 mil vezes no Facebook.

Corrine perdeu as duas avós para o câncer de mama, aos 40 e 62 anos.

Metáfora dos seios

Os limões passaram a ser uma metáfora dos seios, na busca da designer por uma maneira simples de mostrar os sintomas do câncer de mama.

Corrine descreve a caixa de ovos cheia de limões como uma imagem divertida para ajudar as mulheres a superarem o medo da doença.

“Algumas pacientes não querem falar sobre os seios ou olhar para eles”, diz.

“Frequentemente, as mulheres usadas nas campanhas de combate à doença não parecem gente comum.”

A campanha está sendo adotada nos Estados Unidos, Espanha, Turquia, Líbano e foi traduzida para 16 idiomas.

Corrine deixou o emprego e fundou a organização não governamental Worldwide Breast Cancer.

‘Informação verdadeira’

Embora a campanha Know Your Lemons exista desde 2003, foi só agora que a sua imagem mais simbólica viralizou, depois de ser compartilhada nas redes sociais pela americana Erin Smith Chieze.

Ela foi diagnosticada com câncer em estágio avançado depois de descobrir que tinha uma covinha no seio.

Erin procurou o médico ao ver a foto dos limões mostrando como se parece um seio doente.

“Se não tivesse visto, por acaso, uma foto com informação verdadeira, eu não saberia o que procurar”, postou Erin.

Muitos elogiam a campanha Know Your Lemons por ser colorida e clara – a mensagem importante não se perde em meio a muitas palavras.

O câncer de mama é o mais comum e o que mais mata as mulheres no mundo.

No Brasil, responde por cerca de 25% dos casos novos de câncer a cada ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos.

Estatísticas indicam um aumento da sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento.

Existem vários tipos de câncer de mama. Alguns evoluem de forma rápida, outros, não. A maioria dos casos tem bom prognóstico.

A previsão do Inca em 2016 era de 57.960 casos de câncer de mama entre mulheres no Brasil.

Esse é o segundo tipo de tumor maligno mais comum entre as brasileiras, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Uma pesquisa recente da ONG britânica Breast Cancer Care com 1 mil mulheres descobriu que um terço delas normalmente não examina os seios regularmente em busca de sintomas de câncer.

Enquanto 96% sabem que um caroço na mama pode ser um sinal de câncer, mais de um quarto delas não sabem que um mamilo invertido pode ser um sintoma.

Um caroço ou uma área do seio em que a pele está mais grossa são os sintomas mais comuns notados pelas mulheres, de acordo com o serviço de saúde britânico, o NHS.

Ajuda do limão

O professor de Oncologia Jayant Vaidya, do University College de Londres, diz que ondulações ou um achatamento do seio, principalmente quando a mulher levanta o braço ou se inclina para a frente, são importantes sinais precoces da doença,

“Além de sangramento ou secreção no mamilo, estes são os principais sinais precoces visíveis”.

O especialista explica que veias aumentadas e seios inflamados são sintomas raros.

Erosão da pele, aspecto de casca de laranja e grandes inchaços são sinais de que a doença está em um estágio avançado, esclarece.

“Mostrar limões em uma caixa de ovos atrai o interesse para o assunto e ajuda as pessoas a lembrarem melhor dos sinais”.

“Normalmente as mulheres encontram o ‘novo’ caroço no seio. É o sintoma mais comum e frequentemente o único”.

Na Grã-Bretanha, é alto o número de mulheres alertas para a doença. A demora na busca de tratamento no país em geral se dá por medo ou por negação.

“Tratamentos modernos têm uma grande chance de sucesso e conseguem reduzir os danos causados pela própria terapia”, diz o professor Vaidya.

No Brasil, informações e orientação sobre a doença podem ser encontradas nos sites do Inca, da ONG Fundação Laço Rosa e da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filatrópicas de Apoio à Saúde da Mama), entre outros.

É importante estar alerta para as sensações e a aparência dos seios. Uma mudança no tamanho ou na forma, um caroço ou um espessamento da pele, devem ser levados a sério.

Exame de rotina

Jane Murphy, enfermeira especializada no cuidado de pacientes com câncer de mama, diz que as mulheres não devem ficar paranoicas sobre a doença.

“É importante que todo mundo conheça o próprio corpo e saiba como o seu seio é”.

“Por exemplo, o autoexame pode fazer parte da rotina quando a mulher está passando cremes ou loções”.

A ONG Cancer Research UK, que apoia pesquisas sobre a doença, lembra que a descoberta de um sinal diferente na mama não significa obrigatoriamente que a pessoa tem câncer.

“Mamilos invertidos, secreção ou brotoejas podem estar relacionados a outras condições médicas”.

“Mas se você percebe mudanças naquilo que considera normal, deve procurar um médico”, alerta.

“Ir logo ao médico também significa que, se for mesmo câncer, você terá a chance de fazer um tratamento bem-sucedido”.

Fonte: TERRA

Publicado em Deixe um comentário

ANA MARIA BRAGA DIZ QUE PAROU DE FUMAR APÓS DESCOBRIR INÍCIO DE CÂNCER NO PULMÃO

Ana Maria Braga destacou no Mais Você desta segunda-feira (14/12) uma história que pouca gente sabia. O programa abordou os males do cigarro e, por isso, ela decidiu desabafar, ao vivo, sobre uma situação vivida por ela em setembro. “Este ano tem acontecido algumas coisas na minha vida e uma delas eu gostaria de dividir com vocês. Em setembro, fiquei na dúvida se falava, porque estava muito debilitada. Preferi estar mais forte, estar bem para falar como um alerta para todo mundo que quer viver mais e com mais saúde”, disse a apresentadora, que começou a fazer comentários sobre o vício do cigarro e suas consequências. “Além de ser uma droga poderosa, pode matar pessoas. E parar é muito mais difícil, porque as pessoas são dependentes. Fumei durante muitos anos e parei esse ano, em uma circunstância terrível”, ressaltou Ana Maria, que revelou, em seguida, que descobriu um câncer no pulmão em estágio inicial.

“Tive um anjo em minha vida. Poderia estar até hoje sem saber que estava com um problema no pulmão. Bill, meu companheiro hoje, me cobra muito e comecei a fazer ginástica. Ele dizia para eu parar de fumar e que eu precisava fazer alguns exames. Ele tanto insistiu que marquei uma consulta. Fiz uma tomografia e quando saí disseram que acharam uma coisa pequena, um início de um tumor cancerígeno. Vocês acompanharam a minha luta e eu sei o que se passa quando se faz uma radioterapia, quimioterapia. É um risco que toda pessoa que fuma tem. Fui para a internação e fui operada em uma manhã de sexta-feira”, contou Ana Maria.

Emocionada, a apresentadora recebeu o trio de médicos que a acompanhou nos momentos difíceis. O oncologista Antonio Carlos Buzaid explicou o que aconteceu com ela. “Acho que você teve muita sorte, foi o menos grave. Se você esperasse ter sintomas, poderia ser pior. Mas a sua cura é próxima de 100%”, disse. “Eu não sentia nada, não tinha nenhum indício”, ressaltou Ana Maria. Os profissionais contaram como aconteceu a cirurgia, mostraram a diferença entre um pulmão sadio e doente e deram dicas para parar de fumar. “Eu precisei de ajuda, não sou de ferro, tenho problemas como qualquer um. Tomei remédio para parar de fumar, uso adesivos. Me maltratei muito. É um preço que eu pago”, disse a apresentadora, que ressaltou que não engordou após parar de fumar.

Fonte: Globo

Publicado em Deixe um comentário

CÂNCER DE PELE: O MAIS COMUM NOS BRASILEIROS

O câncer de pele continua sendo o mais incidente entre a população brasileira. Mais de 200 mil casos devem ser registrados em 2016, segundo estimativa do INCA (Instituto Nacional do Câncer), com expectativa de que a doença faça ao menos duas mil vítimas fatais. Essa alta incidência acontece pela exposição excessiva aos raios nocivos do sol. O estrago é cumulativo e, ao longo dos anos, ele pode se consolidar como um tumor. Com a chegada do verão, o risco de exposição excessiva ao sol aumenta.

De acordo com o oncologista e coordenador do HCor Onco, Dr. Auro Del Giglio, o câncer de pele é geralmente um tipo de tumor que poderia ser combatido com medidas simples, como usar o protetor solar corretamente e evitar exposição nos horários de sol forte. “Outro passo essencial para prevenção deste tipo de câncer é a visita periódica ao dermatologista para um exame de rotina. Desta forma podemos evitar a maioria dos tumores cutâneos que acometem a nossa população”, salienta o oncologista.

Neste ano, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou um consenso sobre fotoproteção voltado para brasileiros, em vez de apenas replicar dados de outros países. Com isso, a entidade passou a recomendar que fosse usado protetor solar com fator 30, no mínimo. A decisão foi baseada na miscigenação da população e no clima do país, considerando suas diferenças entre regiões.

Pintas que merecem atenção redobrada:

Segundo o oncologista do HCor Onco, as pintas que merecem atenção são aquelas que tem pigmentação irregular, bordas assimétricas e aquelas que mudam de características com o tempo, aumentando de tamanho, espessura ou cor. Qualquer lesão cutânea que apareça deve ser sempre avaliada por um médico. “É importante limitar ao máximo a exposição ao sol, usar protetor solar e chapéu, além de atentar para todas as pintas ou lesões novas ou aquelas que mudarem de características (tamanho, espessura e cor)”, alerta Dr. Auro.

Fatores de risco:

O principal fator de risco para o câncer de pele é a exposição solar associada diretamente com a radiação ultravioleta, a qual é considerada a principal causadora de alterações genéticas que, ao se acumularem, levam ao desenvolvimento de neoplasias (crescimento anormal e progressivo de tecido).

Prevenção primária:

É importante reduzir a exposição solar, em especial, nos horários de pico de incidência solar (das 10h às 16h), além do uso de protetor solar, roupas com fotoproteção, chapéus, óculos escuros e restrição da exposição à radiação UV adicional (sendo as câmaras de bronzeamento artificial a fonte mais comum).

Prevenção secundária:

O principal rastreamento de câncer de pele é o exame clínico. É feito por meio de uma intervenção não invasiva, de baixo custo e com ampla aceitação entre os pacientes.

Pacientes de alto risco:

Pacientes com pele e olhos claros, e sardas, em conjunto com a elevada exposição solar, são fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele. Pacientes com história familiar de melanoma também merecem atenção especial.

(Redação – Agência IN)

Publicado em Deixe um comentário

CAMPANHA DEZEMBRO LARANJA

Começa nesta terça-feira (1º) a campanha Dezembro Laranja para alertar para os perigos da exposição excessiva ao sol e combater o câncer de pele. Segundo o dermatologista Otávio Lopes, a Paraíba tem uma incidência de cerca de 1.500 casos de câncer de pele com notificação hospitalar por ano. O número é ainda maior em relação aos que são tratados ambulatorialmente, de 10 mil a 12 mil por ano. A campanha é realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O principal fator causador do câncer de pele é o excesso de exposição à radiação solar, conforme explicou o médico. “Quando a exposição foi maior que 15 minutos, principalmente depois das 9h e antes das 15h, é necessário usar mecanismos de fotoproteção, como roupas, chapéus, ficar embaixo de uma sombrinha e, sobretudo, usar bloqueador solar”, recomendou.

O dermatologista destaca que os cuidados devem ser tomados o mais cedo possível, principalmente com crianças e adolescentes. “Cerca de 80% da radiação solar que tomamos durante a vida toda é durante as duas primeiras décadas. Portanto, temos que conscientizar o uso do bloqueador solar para protegê-los”, disse.

Ainda há o grupo de pessoas que têm maior facilidade de desenvolver o tumor. São elas as pessoas que têm fragilidade genética, ou seja, que têm casos da doença na família, e pessoas com cor da pele clara, que se queimam com facilidade. O médico também mencionou as pessoas com olhos claros e cabelos ruivos, que estão mais propensas a desenvolver o câncer.

Otávio Lopes ressalta que a radiação solar é perigosa para o brasileiro em qualquer estação do ano. “No Nordeste, é ainda mais intenso. Mesmo no inverno, os níveis de radiação solar são muito altos e podem trazer queimaduras”, destacou.

Fonte: G1