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SENSOR DETECTA ESTÁGIO INICIAL (E INVISÍVEL) DO CÂNCER DE MAMA

Dispositivo permite, com uma gota de sangue, identificar proteína antes do surgimento de nódulos

Tem notícia boa no mundo! Uma pesquisa inédita do Instituto de Química (IQ) da Unicamp permitiu a fabricação de um dispositivo altamente sensível, do tamanho de uma moeda de cinquenta centavos com 64 sensores integrados, capaz de identificar precocemente o câncer de mama, o mais frequente entre as mulheres, com 8,2 milhões de óbitos anuais em todo o mundo, conforme relatório divulgado em 2013 pela Agência Internacional para a Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), órgão vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

O dispositivo, desenvolvido pela pesquisadora Cecília de Carvalho Castro e Silva e pelo professor Lauro Tatsuo Kubota, pode detectar de forma bastante simples e em poucos minutos a presença de uma proteína que indica o surgimento de um tumor mamário, ainda em seu estágio de pré-desenvolvimento, antes do aparecimento do nódulo. O exame com o dispositivo, que ainda não foi testado em seres vivos, permitirá a detecção do câncer por meio de uma única gota de sangue.

Como funciona? A pesquisadora Cecília de Carvalho Castro e Silva explica que o biossensor é capaz de identificar a proteína HER2 (Human Epidermal Growth Factor Receptor 2, na sigla em inglês) que, em quantidades anormais, se expressa em 25% a 30% dos casos de câncer de mama. A proteína HER2 torna-se desta forma, conforme a estudiosa, um importante biomarcador para o câncer mamário.

“Estudos demonstram que há células em desenvolvimento no tecido mamário antes do aparecimento do tumor. Portanto, antes do surgimento de um nódulo, seria possível detectar precocemente o câncer de mama. Os métodos tradicionais utilizam o exame do toque da mama e a mamografia. No exame do toque a mulher só consegue identificar o câncer quando o nódulo já está com um centímetro ou mais. Na mamografia é possível detectar nódulos de até quatro milímetros. Nestes casos o câncer já está instalado e, muitas vezes, pode ser tarde”, observa Cecília Castro e Silva.

Ainda de acordo com ela, o objetivo foi desenvolver uma ferramenta analítica para que pacientes ou grupos de riscos pudessem fazer o monitoramento, mês a mês, nos níveis desta proteína. “Muitos estudos mostram que, seis meses antes da paciente começar a desenvolver o tumor, os níveis do HER2 no soro sanguíneo aumentam, passando do que seria um nível normal de 12 nanogramas por mililitros, até chegar ao estágio de 15 nanogramas por mililitros ou mais”, relaciona.

O biossensor: desenvolvido à base de grafeno modificado com nanopartículas de ouro, identifica a proteína HER2, presente em 25% a 30% dos casos de câncer de mama. O dispositivo capaz de fazer esta detecção foi elaborado como um tipo de transistor de efeito de campo à base de grafeno modificado com nanopartículas de ouro. A pesquisadora explica que a condutividade elétrica nestes dispositivos pode ser modulada através da interação com espécies químicas e biológicas.

A ultrassensibilidade deste biossensor foi possível graças a três fatores, conforme a autora do trabalho: o tipo de grafeno empregado; a incorporação das nanopartículas de ouro; e a imobilização orientada de anticorpos sobre o grafeno. Os anticorpos, proteínas produzidas pelo sistema imunológico para identificar e neutralizar bactérias, vírus ou células tumorais, foram utilizados como elementos receptores do dispositivo.

“O biossensor possui uma folha de grafeno com nanopartículas de ouro. Estas partículas estão imobilizadas, e foi isso que permitiu um nível de detecção ainda maior. Depois que estas partículas de ouro são imobilizadas sobre o grafeno, fizemos a imobilização dos anticorpos. Os anticorpos reconhecem especificamente esta proteína HER2. Portanto, quando estes anticorpos interagem com essa proteína, há mudanças nos valores de condutividade. E nós conseguimos associar a concentração deste biomarcador com as mudanças na condutividade do dispositivo”, revela.

Utilizando estas três estratégias, o dispositivo com 64 sensores é capaz de identificar uma quantidade da proteína HER2 de até 500 fentogramas por mililitros, ou seja, um volume dez vezes elevado a menos quinze gramas por mililitros. Além da ultrassensibilidade, o método elaborado prevê o desenvolvimento em larga escala do biossensor.

O dispositivo foi desenvolvido como parte da tese de doutorado de Cecília Castro e Silva, defendida recentemente junto ao Programa de Pós-Graduação do IQ. O estudo, orientado pelo docente Lauro Tatsuo Kubota, do Departamento de Química Analítica da Unidade, faz parte de uma linha de pesquisa destinada à criação de sensores eletroquímicos para detecção de espécies de interesse biológico, farmacêutico e ambiental.

Uma parte dos experimentos foi realizada na Rutgers University, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, por meio de doutorado sanduíche entre as duas instituições. Em Nova Jersey, no laboratório coordenado pelo professor Manish Chhowalla, a pesquisadora realizou a síntese e caracterização do grafeno.

O professor Lauro Tatsuo Kubota e a química Cecília de Carvalho Castro e Silva”Sintetizamos via processo de deposição química em fase de vapor. Por esta técnica é possível sintetizar essa monocamada de átomos de carbono de até quatro polegadas”, pontua Cecília Castro e Silva, que é graduada em química pela Universidade Estadual de Maringá.

Após o período de um ano nos Estados Unidos, financiado pelo programa federal Ciência sem Fronteiras, Cecília e o professor Lauro Kubota começaram a trabalhar com a fabricação do dispositivo e os processos envolvendo a área de microeletrônica. Nesta etapa, houve a colaboração de técnicos e pesquisadores do Centro de Componentes Semicondutores (CCS) da Unicamp, coordenado pelo docente José Alexandre Diniz, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC).

“Um ponto importante a salientar é que para desenvolver este dispositivo nós aprendemos o funcionamento e a fabricação do transistor. E isso não é uma tarefa trivial para um químico. Nós não pedimos simplesmente a um engenheiro elétrico para desenvolver o transistor, mas com o auxílio dele, desenvolvemos o dispositivo. Isso porque nós queríamos aprender a fazer o transistor, entender o seu funcionamento para utilizar o seu princípio de acordo com nossos objetivos. Nós, agora, conseguimos configurar o transistor da forma que acreditamos ser a melhor para fazer a detecção. Isso é um ganho muito relevante”, avalia o orientador Lauro Kubota.

Além das parcerias, a pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) em Bioanalítica, coordenado pelo professor Lauro Kubota. Os INCTs são centros de excelência criados pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A Unicamp possui nove INCTs até o momento.

POTENCIALIDADES

O dispositivo apresenta uma série de potencialidades, conforme o orientador Lauro Kubota. “Nós poderíamos, por exemplo, em cada um dos 64 biossensores, desenvolver procedimentos para o reconhecimento de marcadores para diferentes tipos de doença. Portanto, com uma simples gota de sangue, seria possível, no futuro, um diagnóstico completo do indivíduo”, prevê.

Neste ponto, Cecília Castro e Silva informa que o próximo passo da pesquisa é trabalhar no sentido de mobilizar diferentes tipos de anticorpos para o reconhecimento de diferentes biomarcadores para o câncer de mama. “Teríamos um teste extremamente exato, conseguindo detectar, por exemplo, se aquela mulher está expressando outros tipos de biomarcadores para o câncer de mama, não apenas aquele oriundo da proteína HER2. Portanto, mais mulheres poderiam ser diagnosticadas pelo teste.”

Além disso, a miniaturização do dispositivo permite que ele possa ser produzido em larga escala a um custo relativamente baixo. A pesquisadora ressalta que o biossensor poderá ser fabricado em substratos plásticos, o que baratearia ainda mais o custo, tornando-o, ao mesmo tempo, descartável, por conta do tipo de amostra utilizada.

“Poderíamos ainda fazer com que este substrato flexível se torne biocompatível. Isso permitirá, por exemplo, que no futuro estes dispositivos possam ser bioimplantáveis, fazendo um monitoramento contínuo, tanto em mulheres que estão em tratamento, quanto nos grupos de risco”, acrescenta.

Publicação

Tese: “Desenvolvimento de biossensores do tipo transistor de efeito de campo a base de grafeno (GraFETs) decorados com nanopartículas de ouro aplicados na detecção ultrassensível de biomarcadores de câncer de mama”

Autora: Cecilia de Carvalho Castro e Silva

Orientador: Lauro Tatsuo Kubota

Unidades: Instituto de Química (IQ) e Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC)

Financiamento: Fapesp e CNPq

fonte: matéria do Jornal da Unicamp (publicado esta semana)

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DIA NACIONAL DE COMBATE AO CÂNCER

Hoje comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Câncer. A data foi instituída em 1988 pelo Ministério da Saúde e, desde então, é destinada à realização de campanhas de conscientização da população. O objetivo é alertar as pessoas sobre a importância da prevenção e as formas de tratamento da doença.

O câncer é a principal causa de óbitos no mundo, matando 8 milhões de pessoas por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados também alertam para o fato de que cerca de um terço das vidas poderiam ser salvas com a detecção e o tratamento no início da doença.

Segundo a OMS, o índice de novos diagnósticos por ano no mundo deve aumentar 70% nas próximas duas décadas, passando de 14 milhões (registrados em 2012) para 22 milhões. No Brasil, a estimativa para 2015 é o registro de 576.580 novos casos da doença, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Dia Nacional de Combate ao Câncer

A prevenção requer conhecimento sobre os fatores de risco que podem desencadear a doença a fim de que sejam adotadas medidas saudáveis. De acordo com a OMS, o tabaco é o principal fator de risco, pois equivale a aproximadamente 30% das mortes pela doença e a 70% do óbitos por câncer de pulmão no mundo.

Além disso, a organização aponta que um terço das mortes ocorrem devido a cinco riscosrelacionados ao comportamento e à alimentação, que incluem alto índice de massa corporal, falta de atividades físicas, pouco consumo de verduras e frutas e uso de tabaco e álcool.

Diante desses fatores, toda forma de prevenção é válida. No Dia Nacional de Combate ao Câncer, aproveite para conferir algumas mudanças de hábitos que ajudam a prevenir a doença.

– Não fumar é uma medida fundamental para a prevenção, já que o tabaco é um dos principais desencadeadores da doença. Vale ressaltar que, quando uma pessoa fuma em um ambiente, libera substâncias tóxicas no ar que são inaladas por todos os indivíduos. Por isso, o fumo em locais fechados é proibido.

– Mantenha uma alimentação balanceada, rica em verduras, legumes, frutas, leite e derivados e cereais integrais. Reduza o consumo de alimentos com muita gordura, fritura ou industrializados e evite bebidas alcoólicas. Controlar o peso também é essencial.

– Pratique exercícios físicos diariamente durante 30 minutos. Segundo o Inca, há diversas alternativas válidas: preferir escadas a elevadores, caminhar, dançar e varrer a casa, por exemplo.

– Faça exames preventivos com regularidade.

– Não se exponha ao sol sem proteção, principalmente entre as 10h e as 16h, para evitar câncer de pele.

Tratamentos para a doença

Com tantos estudos a respeito do câncer, a medicina avança constantemente nas formas de tratamento. Veja algumas práticas que estão se tornando comuns quando o assunto é combate ao câncer.

A imunoterapia é um dos tratamentos que ganha destaque. Trata-se de um método diferente dos tradicionais – como radioterapia e quimioterapia – pois o objetivo dos medicamentos não é afetar os tumores.

A estratégia da imunoterapia é agir sobre o sistema imunológico do paciente, para que as células de defesa do corpo possam combater as cancerígenas. O método foi considerado como o avanço do ano de 2013 pela revista americana Science.

Outro tratamento inovador é o de alvos moleculares, que tem como objetivo impedir que a molécula anormal da célula de câncer funcione – o que pode ser feito com anticorpos e moléculas, por exemplo.

Com os mesmos princípios dos alvos moleculares, porém algumas diferenças, aantiangiogênese é um tratamento visto como promissor. Por meio dele, o medicamento tem o objetivo matar a célula tumoral presente no organismo, impedindo a produção dos vasos sanguíneos, que são necessários para conceder nutrientes às células cancerígenas.

Fonte: Jornal Brasil

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MORADORES DE RUA FAZEM EXAME DE PREVENÇÃO AO CÂNCER DE PRÓSTATA

Pessoas em situação de rua fizeram, nesta quarta-feira (11), exames de prevenção ao câncer de próstata, no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) de Vitória. Eles ainda tiveram a chance de medir a pressão e receberam informações sobre a importância da higienização na prevenção dessa doença.

Durante o dia de atendimento, a equipe do Hospital das Clínicas, referência em Urologia no Espírito Santo, realizou 30 exames no abrigo. O morador Antônio Mello fez o exame pela primeira vez, e destacou a importância do cuidado com a saúde.

“É a primeira vez que eu faço, eu acho importante fazer porque isso está matando as pessoas no Brasil e é bom a pessoa se cuidar, não adianta ter vergonha”, disse.

O recado de Antônio foi para os homens que, por preconceito ao exame de toque, necessário para a detecção do câncer de próstata, se recusam a realizar o exame.

O morador Aldemar Cunha, de 67 anos, é um dos homens em situação de rua que se recusou a realizar o exame no abrigo por causa do preconceito. “Eu vou morrer um dia, vai chegar a minha hora”, disse.

O morador Luiz Alves da Guia fez questão de fazer o exame. O pai dele morreu de câncer de próstata e por isso ele sabe a importância da prevenção. “Eu me cuido, já fiz uma vez, agora surgiu essa oportunidade e eu estou já na fila”, contou.

Todos os homens atendidos também receberam informação sobre a importância da higiene íntima para evitar o câncer. Só neste ano, 20 homens foram atendidos no Hospital das Clínicas de Vitóriax (Hucam) por causa desse tipo de câncer. Dois morreram semana passada.

“O costume da higienização é importante, às vezes essas pessoas carentes não têm esse tipo de higienização, são um pouco mais promíscuas e o câncer de pênis aparece com mais facilidade”, disse o médico Márcio Lamy, chefe do setor de urologia do Hucam.

No Centro de Referência, os moradores de rua recebem todo o apoio para manter a higiene em dia. “Eles recebem kit higiene pra banho, escovação de dente, toalha, xampu, condicionador, e aqui eles também podem lavar as roupas, recebem sabão em pó e cloro”, explicou Mauro Motta, coordenador do Centro POP.

Fonte: G1

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PESQUISA TEM COMO FOCO DESCOBRIR SE O HIBISCO PODE INIBIR CÂNCER

Pesquisadores de Itajaí descobriram que uma espécie de hibisco pode inibir o avanço de câncer do colón. O experimento foi feito em ratos e apresentado no Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, em agosto. Os pesquisadores, agora, verificam os resultados de novas experiências, feitas com o chá da planta.

A pesquisa começou no final do ano passado, explica a professora Sandra Soares Melo, responsável pelo Laboratório de Nutrição Experimental (Lanex) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Os estudantes, do curso de nutrição, trabalham com plantas medicinais e procuravam um novo objeto de estudo.

Em uma visita à unidade da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), os técnicos apresentaram a planta aos estudantes. “O vermelho intenso nos chamou a atenção como fonte de antioxidante”, conta a professora. Segundo ela, os trabalhos científicos com a espécie hibiscus cannabinus são muito restritos e o grupo quis saber mais sobre a planta.

Pesquisa vai ser publicada em uma revista científica internacional (Foto: Epagri/Divulgação)

Experimento
Como um dos pesquisadores já tinha um trabalho relacionado ao câncer de cólon, o grupo resolveu direcionar o estudo para essa linha. No início do ano, os estudantes induziram o câncer de cólon em dois grupos de ratos da linhagem Wistar.

Um conjunto de animais foi submetido a uma dieta normal e o outro teve a alimentação enriquecida com o extrato seco da flor. A conclusão do estudo é que os ratos que tiveram acesso ao hibisco tiveram inibição no avanço da doença.

A professora explica que isso ocorreu porque o hibisco fez com que diminuíssem alterações no DNA da célula, que causam mutações nela e fazem com que ela não funcione de forma normal. Também diminuiu o número de células alteradas.

Foco é no tratamento de pessoas já doentes (Foto: Epagri/Divulgação)

Estudos continuam
A equipa continua os estudos, e o objetivo agora é facilitar o uso dessa espécie hibisco pela população, por isso a ideia do chá. “Já começamos [a pesquisa], mas não terminamos, está em fase de leitura de lâminas”, diz a professora.

Quando for certificado que não há nenhum risco para humanos, serão feitos testes com pessoas. Porém, as pesquisas com animais devem continuar por pelo menis mais um ano.

 “O foco não é muito a prevenção. Há vários alimentos que podem ser usados na prevenção do câncer, como o brócolis. A ideia é algo que possa ser usado contra a doença, quase uma quimioterapia natural”, explica a pesquisadora.

Sandra acredita que o hibisco também poderia ser usado contra outros tipos de câncer.

Fonte: G1

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CAMPANHA NOVEMBRO AZUL

A campanha “Novembro Azul” teve início dia 1º com o objetivo conscientizar a população masculina sobre prevenção e perigos do câncer de próstata, em Manaus. Segundo o médico urologista Anoar Samad, cerca de 7% dos homens em todo o Brasil têm câncer de próstata. Ele alerta que a doença pode ter 80% de cura se diagnosticada de forma precoce.

Samad destacou que homens com idade acima de 50 anos devem seguir a orientação para fazer os exames de rotina. A recomendação, porém, deve ser feita mais cedo se o paciente tiver histórico da doença na família.

“O objetivo de qualquer campanha, de qualquer tipo de câncer, é você fazer o diagnóstico precoce, descobrir a doença no início. No câncer de próstata, o tratamento e radioterapia têm acima de 80% de chance de cura da doença”, disse.

Números do câncer de próstata ainda são altos
por tabu com exame (Foto: Rede Globo)

O médico explicou que o principal fator de risco é a hereditariedade. “Se o homem teve um pai, um tio com câncer de próstata, ele tem três vezes mais chance de desenvolver a doença. Então, sem dúvida um o fator de risco comprovado que aumenta muito a chance de um homem ter câncer de próstata é a hereditariedade”, observou.

A doença pode ser diagnosticada por meio do toque retal e de exame de sangue específico – dosagem sérica do PSA, que deve ser feito uma vez por ano. “O câncer de próstata é assintomático. Agora, quando o câncer espalha, se espalha para os órgãos, ele pode vir a ter dor óssea, dores pelo corpo, mas câncer de próstata, no início da doença não dá sintoma algum”, disse.

Anoar Samad disse que a Campanha Novembro Azul é realizada todos os anos para orientar a população masculina a cuidar melhor da saúde e procurar o médico com mais frequência. Ao longo de todo o mês diversas ações serão realizadas, estimulando a procura pelos serviços de saúde e a realização dos exames preventivos.

Câncer de Próstata
A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, de forma e tamanho semelhantes a uma castanha. Ela localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma.

Estatísticas
O câncer de próstata é o tumor mais frequente no sexo masculino, ficando atrás apenas dos tumores de pele, e o sexto tipo mais comum no mundo segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

A cada seis homens, um é portador da doença. A estimativa do INCA é de que, por ano, 69 mil novos casos sejam diagnosticados, um caso a cada 7,6 minutos.

Fonte: G1

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CAMPANHA OUTUBRO ROSA TERMINA COM BONS RESULTADOS

De janeiro a junho, as unidades do SUS fizeram 1,8 milhão de mamografias, 31% a mais que 2014

Rio – Outubro Rosa, mês de conscientização das mulheres para a necessidade da prevenção do câncer de mama, acabou com um balanço positivo, segundo a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). “De janeiro a junho, as unidades do SUS fizeram 1,8 milhão de mamografias. São 31% a mais do que no mesmo período de 2010. Além disso, o Senado aprovou o projeto que garante exames mamográficos a mulheres com elevado risco de desenvolvimento de câncer, independentemente da idade”, destacou em discurso no Congresso Nacional.

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, mas também pode afetar mais raramente os homens, que aderiram ao Outubro Rosa em apoio às mulheres. Por ano, surgem cerca de 57 mil novos casos no Brasil, sendo 15% só no Rio de Janeiro. Em média, quase 15 mil brasileiras morrem por ano da doença.

Diagnosticado precocemente, a chance de cura é de aproximadamente 90%, porém, muitas vezes, durante o tratamento, os médicos têm que retirar o seio, o que gera sofrimento nas pacientes.

Essa dor é amenizada pela reconstrução da mama, oferecida, desde 2013, gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) às vítimas da mastectomia, quando há condições clínicas para o implante. A reconstrução ajuda as mulheres a recuperarem a vaidade e a autoestima também mutiladas pela doença. “Há dez anos eu tive um câncer de mama e a mutilação me deixou em depressão, me sentia incompleta e feia. Só depois da reconstrução, voltei a me sentir bem, a me olhar com orgulho e me achar bonita de novo”, declarou a dona de casa Maria Aparecida, de 55 anos.

A cirurgiã plástica Bruna Salvarezza esclarece que não ocorre uma reconstrução, e, sim, uma imitação da mama. “Não é possível reconstruir efetivamente uma mama. O que fazemos é uma “imitação” da mama original, semelhante na aparência e no formato. As mulheres que se submetem ao procedimento levam uma vida relativamente normal, sem restrições ao uso de roupas, biquínis ou relações sexuais”, diz Bruna.

A médica explica que o processo de reconstrução pode retardar o início do tratamento complementar e é importante que a paciente esteja ciente disso antes de tomar a decisão. “Isso pode acontecer nos casos de reconstrução imediata (a mama é ressecada e reconstruída na mesma cirurgia), por se tratar de procedimento mais longo, complexo e mais suscetível a complicações pós-operatórias”, avalia.

Um estudo da Universidade de Medicina de Graz, na Áustria, aponta que há mais consciência sobre as opções de cirurgia reconstrutora após decisão da atriz Angelina Jolie de se submeter a uma mastectomia dupla e posterior reconstrução, em 2013. A medida foi preventiva, já que a atriz descobriu ser portadora da mutação do gene BRCA1, que aumenta o risco de câncer de mama.

Fonte: IG

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SE TOCA E FALA!

Que o peito feminino ainda é tabu, a gente sabe. Mamilos são polêmicos. As pessoas só falam ou mostram o peito se for de maneira sexualizada. O corpo feminino não deve ser mostrado como objeto sexual. Nós temos um corpo, um lindo corpo, que precisa de cuidados e precisamos falar de cuidados também!

A fundação Laço Rosa fez a campanha “Se toca e fala”. A campanha mostra que peito não devo ser escondido. Peito deve ser tocado, falado e cuidado. É com a prevenção que podemos mudar os números relacionados ao câncer de mama no Brasil.

Saiba mais sobre:

“No mês mundial de combate ao câncer de mama, a Fundação Laço Rosa estreia campanha pelo fim do tabu que cerca essa parte do corpo feminino. A intenção é fazer com que as mulheres encarem com maior naturalidade seus próprios seios e, claro, ajam com mais agilidade nas decisões que previnem e tratam a doença.

Theo Rocha, diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi, revela que “o mais importante é que os peitos deixem de ser um assunto exclusivo dos consultórios médicos ou que estampem as mídias apenas em poses sensuais. Queremos empoderar ainda mais as mulheres e estimular o conversa.”

Por isso, ao longo do mês, mulheres de diferentes perfis aparecerão segurando seus próprios peitos na comunicação da ONG e divulgarão a hashtag #setocaefala em referência ao ato de tocar o corpo para o autoexame e, também, de tomar consciência sobre a prevenção da doença e falar sobre ela.

A empresária Marcelle Medeiros, que comanda a ONG desde 2011, ressalta que ainda hoje as imagens de peitos e cicatrizes causam incômodo, desconforto e até censura. “É fundamental colocar os ‘peitos’ na pauta diária porque a informação é o primeiro passo para combater o câncer de mama”, diz.

Uma parceria com o site enjoei.com.br vai colocar à venda produtos da campanha como bottons, ecobags e camisetas com peitos em primeiro plano.

Camiseta R$ 45,00

Ecobag R$ 25,00

Botons R$ 10,00

Kit (Camiseta + Ecobag + Adesivo + 1 Boton) R$ 70,00

Kit de Botons (12 unidades) R$ 70,00

https://www.enjoei.com.br/setocaefala

http://www.fundacaolacorosa.com/setocaefala/”

Fonte: http://www.fnazca.com.br/index.php/2015/10/05/se-toca-e-fala/

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SITE INTERATIVO SURPREENDE AO TRAZER CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE O CÂNCER

Victor Maristane, brasileiro campeão mundial da competição Story to Tell, desenvolveu um site interativo sobre a conscientização da importância da autoestima durante o tratamento do câncer. O site faz parte do seu novo projeto, Além da Cura, que tem como objetivo inspiração, conscientização e valorização da mulher durante o tratamento.  Abaixo você vê o site interativo, que pede para o usuário escrever o nome e compara a pessoa com a doença. “O câncer não define ninguém”, conclui o projeto. As frases foram feitas a partir de uma roda de conversa com mulheres em tratamento que disseram as coisas que menos gostavam de ouvir.  É surpreendente:  www.alemdacura.com/enter

O projeto Além da Cura busca inspiração, conscientização e valorização da mulher durante o tratamento do câncer. Várias ações vêm sendo feita para arrecadar fundos para o produto principal, um documentário sobre a importância da autoestima durante o tratamento ao redor do mundo. O projeto foi idealizado pela jornalista e cineasta Bruna Monteiro, ao lado do artista plástico e cientista da computação Victor Maristane.

No entanto, fazer cinema é caro. É preciso pagar os equipamentos de filmagem e som, a passagem, transporte nos países, porém, Bruna tem uma motivação muito forte que não há faz desistir. “Meu primeiro contato com o câncer foi quando um amigo meu de infância disse que estava com a doença. Foi quando escrevi o livro “O Peso do Vento”, no qual entrevisto quatro mulheres em tratamento. Hoje, meu amigo está curado e as personagens do livro também. O mundo precisa saber que há como conviver com a doença de uma maneira mais feliz”, lembra a diretora do filme. “O câncer atinge todas as classes sociais, culturais e etnias, no entanto, a autoestima e a esperança também”, finaliza.

FINANCIAMENTO COLETIVO

.As pessoas interessadas em doar, poderão acessar o site oficial do projeto www.alemdacura.com, qualquer quantia fará a dirença. Outras informações podem ser obtidas na Fanpage do Além da Cura: www.facebook.com/alemdacura.

CONTATO

Bruna Monteiro: (81) 99582.3333
bruna@alemdacura.com

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AZEITE DE OLIVA PREVINE CÂNCER DE MAMA

Mulheres que consomem uma grande quantidade de azeite de oliva extravirgem, como parte de uma dieta mediterrânea, têm menos chance de desenvolver câncer de mama em cinco anos. O estudo, feito na Espanha e publicado no portal de medicina JAMA Internal Medicine, mulheres com este costume às que estão em uma dieta com baixo consumo de gordura.

Pesquisas anteriores já sugeriam uma incidência menor de câncer no Mediterrâneo, mas não era claro como a dieta poderia interferir no risco de manifestação de câncer de mama. Agora, além das vantagens já conhecidas da dieta – como benefícios cardiovasculares, metabólicos e cognitivos -, ela também pode ser associada à prevenção desta doença.

O estudo analisou 4.300 mulheres que já passaram pela menopausa. Elas foram instruídas a comer refeições tradicionais mediterrâneas, que geralmente consistem em muitas frutas e vegetais, grãos integrais, peixe, azeite e vinho vermelho. A dieta tem baixo teor de açúcar, pouca comida processada, carne vermelha e derivados do leite. Parte dessas mulheres recebeu um litro a mais de azeite de oliva extravirgem por semana para elas e suas famílias. Enquanto isso, outro grupo recebeu 30 gramas de castanhas diferentes, como amêndoas, avelãs e nozes. Um grupo de controle seguiu uma dieta com baixo teor de gordura no lugar da mediterrânea.

Depois de cinco anos, as mulheres das duas dietas foram consideradas com menos chance de serem diagnosticadas com câncer de mama do que as mulheres na dieta de baixa gordura. Aquelas que suplementaram suas refeições com azeite de oliva reduziram em 68% o risco de manifestar a doença. O grupo de pesquisa calculou que a cada 5% de calorias adicionais que vinham do azeite de oliva, mulheres poderiam reduzir suas chances de ter câncer de mama em cerca de 28%.

Aquelas que comeram as castanhas mostraram uma redução de 41%, mas isso não foi estaticamente significante – o que significa que pode ter ocorrido apenas por acaso.

No entanto, há algumas advertências em relação ao estudo. O maior é que houveram apenas 35 casos de câncer de mama em todo o grupo, o que é pouco. E, apesar dos resultados significativos, pode não ser o suficiente para tirar conclusões finais.

Além disso, o estudo original não estava procurando especificamente por câncer de mama – no começo ia estudar vantagens cardiovasculares na dieta – então não houve uma triagem uniforme para câncer de mama.

Fonte: Forbes

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PESQUISA MOSTRA CONEXÃO ENTRE MENOPAUSA E CÂNCER DE MAMA

Londres – Um grupo de pesquisadores das Universidades de Cambridge e Exeter estabeleceu uma conexão entre a idade com que uma mulher entra na menopausa e o câncer de mama, mostrou um estudo divulgado pela revista “Nature Genetics”.

A pesquisa indicou que as mulheres que têm menopausa antes dos 40 anos são menos propensas a desenvolver este tipo de câncer; no entanto, têm mais probabilidades de sofrer de outras doenças, como a osteoporose e o diabetes tipo dois.

Além disso, os pesquisadores descobriram que, por cada ano que a menopausa demora a aparecer, o risco de câncer de mama sobre 6%.

A co-autora do estudo Deborah Thompson, do departamento de Saúde Pública e Atenção Primária da Universidade de Cambridge, indicou que isto é porque quem teve menopausa mais cedo “estiveram menos expostas ao estrogênio durante sua vida”.

Além disso, a investigação concluiu que a idade natural da menopausa, que marca o final da vida reprodutiva da mulher, é geneticamente determinada.

Os autores realizaram um estudo de associação do genoma completo de 70 mil mulheres de ascendência europeia e identificaram no total 56 variantes genéticas associadas com a idade natural desta etapa reprodutiva.

Por sua vez, Anna Murray, geneticista da Universidade de Exeter, explicou que a pesquisa ajudou a compreender como acontece o envelhecimento reprodutivo feminino e que isto poderia dirigir “ao desenvolvimento de novos tratamentos para evitar a menopausa precoce”.

“Muitas mulheres hoje em dia optam por ter filhos em uma idade mais avançada, mas podem ter dificuldades para conceber de forma natural porque a fertilidade começa a diminuir, pelo menos, dez anos antes da menopausa”, acrescentou.

A descoberta sugere que as células reprodutivas dos ovários que reparam o DNA de maneira mais eficiente sobrevivem mais tempo, e isto se traduz em um atraso da menopausa.

Fonte: EXAME