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Alerta ao câncer de boca

O Instituto Quimioterapia e Beleza alerta, conforme informações do HAC, à prevenção do câncer de boca. 

A Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal tem como objetivo chamar atenção das pessoas para essa doença e estimular ações de prevenção. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer de boca é a doença mais comum entre homens e 70% dos casos são diagnosticados em pessoas com mais de 40 anos. Além disso, o tumor é caracterizado por ferimentos na boca, podendo afetar a mucosa, a língua e os lábios. O principal sintoma é a não cicatrização. 

O cirurgião dentista do Hospital Amaral Carvalho em Jaú, Giovane Furlanetto, afirma ser necessário ficar atenta às alterações na boca e explica que o autoexame pode auxiliar na identificação de lesões, feridas, caroços ou inchaço nas bochechas. “O autoexame não substitui o exame clínico. É importante visitar o médico ou dentista de confiança com frequência, pelo menos uma vez ao ano”, ressalta.

Durante o ano inteiro o hospital mantém o Programa de Prevenção do Câncer de Boca, com atendimento para Jaú e região. 

Dentre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão a ingestão de bebidas alcoólicas e uso de cigarros e outros fumos. Além disso, a má higiene da boca e a má alimentação também são apontadas como causa do câncer. 

O doutor Giovane Furlanetto orienta que a prevenção está em uma alimentação saudável, bons hábitos, prática de atividades físicas e proteção solar. Se houver um diagnóstico precoce, a doença pode ser tratada com cirurgia e tem altas chances de cura.


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VACINAS QUE PODEM ACABAR COM O CÂNCER – A VACINA ANTI HPV E O CÂNCER DE COLO UTERINO POR DR. FELIPE ADES

O HPV (human papillomavirus) é um vírus de transmissão sexual que pode causar diversas doenças, desde verrugas genitais, câncer de colo uterino e, em menor proporção, contribuir para o desenvolvimento de câncer de orofaringe e de pênis.

A infecção pelo vírus HPV é responsável por praticamente todos os casos de câncer do colo de útero e um percentual significativo de câncer do canal anal. Existem diversos subtipos do vírus e cada um está associado com um tipo específico de manifestação. Os mais relacionados ao câncer do colo uterino são os tipos HPV16 e HPV18, mas outros subtipos também são implicados, como o HPV6 e HPV11.

Hoje existem no mercado três tipos de vacinas contra HPV, todas com comprovada eficácia em prevenir a infecção pelo HPV. As vacinas são mais eficientes se aplicadas em pessoas que ainda não tiveram contato com o vírus, sendo portanto mais eficazes se administradas antes do início da atividade sexual. No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde é a administração em meninas e meninos na faixa de 9 a 13 anos.

A vacina pode ser aplicada em pessoas em idade superior a recomendada, mas em outras faixas etárias a eficácia da vacina é menor. Pessoas já infectadas pelo HPV não se beneficiam da vacinação para o mesmo subtipo de HPV, mas podem se imunizar contra os outros subtipos (por exemplo, se uma pessoa já foi infectada pelo tipo HPV18 a vacina só vai proteger contra os outros subtipos, como o HPV16, 11 e 6).

Este é um dos maiores avanços no combate e controle do câncer, e é esperada uma redução dramática nos novos casos de câncer de colo uterino nos próximos 30 anos por conta da vacinação em massa. Quem sabe um dia nós consigamos erradicar essa doença do planeta?

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CICLOS VICIOSOS E VIRTUOSOS POR Claudia Arab

Bom dia, Cats!! 

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 Querem motivação para começar a incluir os exercícios físicos no dia a dia de vocês?? 

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 A nossa colunista Claudia Arab nos dá vários motivos nesse texto aqui!! 

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 Olá, Cats! Como estamos? Já estamos mais engajadas no objetivo de aumentar o nível de atividade física nas nossas rotinas? Espero que sim! Hoje falaremos sobre fatores que, somados, podem nos ajudar muito ou atrapalhar muito, dependendo do sentido deles.Observem o exemplo da figura abaixo.

A figura acima representa um típico ciclo vicioso, significando que uma coisa leva a outra e estão todos interligados, ou seja, mais dores, mais limitações, mais sedentarismo o que, por sua vez, pode levarão sobrepeso, obesidade, e maior risco de doenças, como hipertensão e diabetes. Isso é o que acontece comumente já demonstrado por muitos estudos e até como alerta mundial de saúde. Tudo isso afeta em muito nossa qualidade de vida.O que podemos fazer para romper este ciclo vicioso e melhorar nossas vidas como um todo?Claro, há outros meios, mas eu, obviamente, vou defender para o meu lado: ATIVIDADE FÍSICA. Olha como o ciclo torna-se, então, VIRTUOSO quando acrescentamos esse protagonista, herói da história, salvador da pátria, fator maravilhoso (ok, já deu pra entender):

 “Mas, Claudia, eu juro, meu corpo odeia fazer atividade física” Gente, eu entendo e é fisiologicamente justificado. Nosso corpo não gosta, realmente. Eu mesma não vou todos os dias fazer meus exercícios super feliz. Há dias que vou contrariada, mas sei que preciso. Nosso corpo nos trapaceia porque ele é criado para poupar energia (porque ele foi criado para mover-se e para mover é preciso combustível!). Como a atividade física tira nosso corpo do equilíbrio, da famosa homeostase, o corpo entende aquilo (a atividade física) como uma situação de ameaça e cria resistência mesmo.O que você precisa fazer é driblar esse efeito e permitir demonstrar para você mesma que a atividade física é MUITO MAIS BENÉFICA DO QUE CHATA ou difícil ou seja lá qual for o adjetivo utilizado.DÊ O TEMPO NECESSÁRIO PARA QUE VOCÊ POSSA SENTIR OS EFEITOS POSITIVOS DA ATIVIDADE FÍSICA ANTES DE DESISTIR. Persista. Os benefícios vêm e você vai adorar os resultados. A gente começa se sentindo mais disposta no dia-a-dia e daqui a pouco é aquela roupa que serve melhor, aquela foto que fica mais bonita, os comentários dos conhecidos e aí os resultados nos exames de rotina! Uma única sessão de atividade física já gera uma sensação ótima quando termina. Uma onda de hormônios e reações químicas ocorrem no nosso corpo e dão a sensação do bem-estar! Não houve um dia sequer que eu terminei uma sessão de exercícios mal. Posso começar mal-humorada, mas sempre termino bem. É assim também com minhas alunas, clientes, amigas (e até com o boy, que eu arrasto todos os dias comigo!).Essas figuras são apenas exemplos, não regras, ok? Faça uma análise de você mesma, pense nos diversos fatores e no que poderia ser diferente. Ah, gente, imprescindível: nossos resultados são MUITO MELHORES com o acompanhamento nutricional ��. Torne sua vida um ciclo virtuoso também!

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Bronzeamento e o risco de câncer de pele por Dr. Felipe Ades

Bom dia Cats!! Vale a pena conferir a matéria do nosso diretor cientifico Dr. Felipe Ades, oncologista, que nos informa sobre bronzeamento artificial bronzeamento ao sol e o risco de câncer de pele!!

Os melanócitos são as células responsáveis pela produção do pigmento escuro da pele, conhecido como melanina. Quando a radiação ultravioleta do Sol atinge a pele, os melanócitos são estimulados a produzir mais melanina, causando assim ao bronzeamento. Em última análise o bronzeamento é uma reação da pele à agressão pelos raios ultravioletas.

A exposição repetida à radiação ultravioleta causa o envelhecimento precoce da pele. É comum notar-se, em pessoas mais velhas, a diferença da pele de áreas expostas continuamente ao sol, como mãos e face, com áreas não expostas, como a pele do abdome. Há muito menos nevos (as pintas escuras da pele) em áreas protegidas do sol que em áreas expostas. Nota-se também maior surgimento de rugas e mudança da textura da pele em pessoas que tiveram exposição crônica ao Sol.

O risco de queimadura e dano à pele é proporcional à intensidade dos raios ultravioletas, ao tempo de exposição e ao tipo da pele. Quanto mais intensa a exposição, maior é o risco de queimaduras solares e danos ao DNA das células da pele.

Os tipos de pele são classificados em 6 níveis, quanto maior a classificação, maior a resistência da pele aos raios ultravioletas. Esta classificação é conhecida como fototipo e graduada de acordo com a escala de Fitzpatrick. (veja a tabela abaixo)

Tipo da peleCor da peleReação ao Sol
1BrancaSempre queima e não bronzeia
2BrancaSempre queima e bronzeia pouco
3Branca a morenaQueima pouco e bronzeia gradualmente
4Morena claraQueima pouco e bronzeia
5Morena escuraQueima raramente e bronzeia muito
6NegraNunca queima e bronzeia muito
Lesões da pele em uma mulher jovem com fototipo 1.

O maior perigo dos danos ao DNA das células da pele, no entanto, é o aparecimento de diversos tipos de câncer de pele, como carcinomas basocelulares, espinocelulares e melanoma, o câncer de pele mais agressivo.

Por isso os médicos recomendam evitar a exposição solar no período de 10h da manhã às 16h, onde há grande intensidade de raios ultravioletas, em particular UVB, a mais nociva para a pele.

E quanto às câmaras de bronzeamento artificial, são seguras?

As câmaras de bronzeamento artificial funcionam expondo os usuários à radiação ultravioleta (UVA e UVB), semelhante à radiação solar. Elas são programadas para liberar uma grande quantidade de radiação ultravioleta em um pequeno período de tempo. Seus danos à pele são tão intensos quanto os danos da radiação solar. Dependendo da intensidade das lâmpadas usadas, a exposição a radiação ultravioleta pode ser até maior que a da radiação do Sol.

Protetores solares bloqueiam os raios ultravioletas.

Exposição a raios ultravioletas, sejam eles do Sol ou das câmaras de bronzeamento artificial, aumenta a risco de desenvolvimento de todos os tipos de câncer de pele.

Diversos estudos avaliaram a relação entre câncer de pele e o hábito de se bronzear em câmaras de bronzeamento artificial. Uma análise combinada de diversos estudos conduzidos nos Estados Unidos, Austrália e Europa mostrou uma forte associação entre bronzeamento artificial e o desenvolvimento de melanoma. Um segundo estudo avaliou se o risco de desenvolvimento de câncer de pele seria menor com o uso de câmaras de bronzeamento mais modernas e constatou que não há diferença. As câmaras modernas emitem altas doses de radiação ultravioleta sendo também arriscadas. Foi estimado que nos Estados Unidos, Austrália e Europa ocorram 400.000 novos casos de câncer de pele por ano relacionado ao uso de câmaras de bronzeamento, sendo 10.000 deles melanomas, o tipo mais perigoso de câncer de pele.

Na nossa sociedade a pele bronzeada é associada à saúde e jovialidade. Em outras sociedades, como em países asiáticos, o padrão de beleza é o oposto, quanto mais branca a pele, melhor.

É importante notar que qualquer tipo de bronzeamento é, biologicamente, uma reação da pele à agressão pelos raios ultravioletas. Se você quer se bronzear, não existe uma recomendação médica formal quanto a como fazer isso. No entanto existe uma recomendação médica quanto a como se proteger do excesso de raios ultravioletas.

  1. Evite se expor ao Sol no horário de maior incidência de raios ultravioletas (10h as 16h).
  2. Não faça bronzeamento artificial.
  3. Use protetor solar compatível com seu tipo de pele e reaplique em intervalos regulares e após entrar na água.
  4. Para crianças pequenas, em particular menores de 5 anos, use roupas que protejam do Sol e protetor solar em áreas expostas.
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LASER DE HÉLIO-NEON NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA MUCOSITE CAUSADA POR QUIMIO E RADIOTERAPIA POR DR. FELIPE ADES

Cats queridas,  quem aí também sofreu muito com o aparecimento de aftas por conta da quimio/radio, ou até mesmo com mucosite??  Nessa matéria do nosso diretor cientifico explica como prevenir e tratar esses efeitos colaterais chatos!! 

Uma das características mais marcantes da célula do câncer é sua alta replicação. Estas células são capazes de se multiplicar mais rápido que as demais células normais do corpo, e assim formam os tumores.

A quimioterapia tradicional, conhecida também como quimioterapia citotóxica, age justamente atacando as células que se multiplicam mais rapidamente. Assim esses tratamentos são capazes de matar as células cancerosas, aumentando a chance de cura e o controle do câncer. Veja aqui uma matéria sobre a quimioterapia, veja aqui uma matéria sobre os tipos de quimioterapia e aqui sobre as informações necessárias para se iniciar um tratamento com segurança.

No entanto esses medicamentos têm efeitos colaterais em células normais do corpo que também se multiplicam rápido, como os cabelos e o sistema imunológico. É comum observarmos, com alguns tipos de medicamentos, a queda dos cabelos e a redução temporária da imunidade, no exame de sangue.

Um efeito colateral observado em alguns tipos de tratamento é a mucosite, uma espécie de inflamação nas peles que recobrem a boca. Isto também ocorre porque a células da pele da boca se multiplica numa velocidade um pouco mais rápida. Por vezes há apenas algumas aftas, mas em casos piores acontecer dor importante, dificultando a alimentação, causando desconforto e atrapalhando o tratamento do câncer. A mucosite tende a ser pior quando se faz radioterapia da região da boca ao mesmo tempo, como no caso dos tumores da cabeça e pescoço.

Felizmente é possível prever os tipos de tratamento que causam mucosite e prevenir seu aparecimento. A dentista Simone Levy dá algumas dicas sobre como os dentistas podem ajudar no tratamento da mucosite.

“Todas as pessoas que forem fazer tratamentos com quimioterapia ou radioterapia, capazes de causar mucosite, devem ser avaliadas por um dentista, especificamente do estomatologista, o dentista especialista em doenças bucais. A avaliação deve ser feita antes, durante e depois do tratamento. Caso hajam cáries a serem tratadas, elas devem ser feitas antes do começo da quimioterapia.

A manutenção da saúde bucal é de extrema importância pois a mucosite pode interferir no estado nutricional e na qualidade de vida destas pessoas. O uso de medicamentos antifúngicos, como a nistatina, pode diminuir a chance de aparecimento das aftas e a terapia com laser de Hélio-Neon de baixa intensidade diminui a duração dos sintomas, ajudando na cicatrização.”

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QUIMIOTERAPIA SEM PERDER CABELOS POR DR. FELIPE ADES

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Bom dia Cats!!  O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista escreveu essa matéria incrível sobre o método novo de passar pela quimio sem perder os cabelos. Confiram!! 

Um dos efeitos colaterais mais desagradáveis do tratamento com quimioterapia é a perda do cabelo. Apesar deste ser um efeito conhecido e esperado do tratamento, ele causa bastante desconforto e perda da autoestima em algumas pessoas, além de fazer a pessoa sempre lembrar que está em tratamento contra o câncer.

Os cabelos caem justamente pelo efeito da quimioterapia. Nós sabemos que as células do câncer se multiplicam e crescem mais rápido que as células normais do corpo. Sabendo disso, os remédios foram desenvolvidos para atacar as células que se multiplicam mais rápido, assim reduzindo os tumores e aumentando a chance de cura após a cirurgia. O problema disso é que existem células normais do corpo que também se multiplicam rapidamente como as células do sistema imunológico, por isso sempre pedimos exames de sangue durante o tratamento para acompanhar como está a imunidade. As células responsáveis por fazer crescer o cabelo também crescem rápido, logo são atingidas pela quimioterapia e o cabelo cai, depois de alguns dias do tratamento, dependendo do remédio que se use.

Normalmente os cabelos voltam a crescer algumas semanas depois do tratamento terminar mas, principalmente para mulheres, ele pode demorar bastante tempo para voltar ao comprimento que estava antes do tratamento.

No entanto existe hoje uma estratégia para tentar reduzir ou evitar a perda de cabelo, são aparelhos que causam o resfriamento do couro cabeludo durante a administração da quimioterapia. O frio faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, assim menos sangue passa por partes do corpo que estão geladas. A ideia por trás dessa estratégia é fazer com que menos quimioterapia circule pela pele do couro cabeludo, reduzindo assim o efeito de queda de cabelo.

Máquina de resfriamento do couro cabeludo para evitar queda de cabelo durante a quimioterapia. O módulo azul é central de resfriamento do fluido. Este equipamento dispõe de duas toucas, duas pessoas podem utilizar ao mesmo tempo.

Existem vários tipos de equipamentos que fazem o resfriamento do couro cabeludo para reduzir a perda de cabelo. No nosso hospital dispomos de um aparelho que é composto de uma central de resfriamento ligada a duas toucas (veja as fotos). A touca é colocada nas pessoas antes da administração da quimioterapia e é bem presa por tiras de modo a que todas as partes do couro cabeludo estejam em contato com a touca. A máquina é então ligada e começa o resfriamento do couro cabeludo, que demora em torno de 30 minutos. Esta fase pode ser um pouco desconfortável, quando eu fiz o teste em mim mesmo foram um pouco difíceis os primeiros 15 minutos, mas depois a gente se acostuma com o frio. Após 30 minutos, os medicamentos são aplicados normalmente e a pessoa ainda fica de 30 minutos a uma hora e meia com a touca depois do término da medicação. Isto depende do tipo do medicamento utilizado.

Detalhe da touca, a parte verde clara é uma espécie de tubo por onde circula o fluido gelado, a parte cinza é colocada por cima desta touca para deixá-la bem justa ao couro cabelo e assim distribuir o frio igualmente.

O resultado é melhor em esquemas de tratamento menos intensos. Quando é necessário o uso de quimioterapia em dose densa ou altas doses ainda observamos perda de cabelos, mas menor do que quando não se usa o aparelho. Ele também não é recomendado para cânceres de pele ou linfomas de pele, visto que pode aumentar o risco de retorno da doença no couro cabeludo.

Este sou durante um teste de 30 minutos do equipamento.

Este é um dispositivo relativamente novo na medicina e cada vez mais estudos são feito. Estamos aprendendo bastante sobre o seu potencial e limitações. Já está disponível em muitos hospitais públicos e privados no Brasil. É uma estratégia bastante promissora para reduzir a perda de cabelo, reduzindo os efeitos colaterais durante a quimioterapia.

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CONHEÇA OS QUATRO SUBTIPOS DE CÂNCER DE MAMA E AS ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO PARA CADA UM DELES POR FELIPE ADES

Bom dia Cats!!  O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades – Oncologista fez uma matéria que vale a pena ler nos informando sobre os quatro subtipos de câncer de mama e as estratégias de tratamentos que existem para combater cada um deles. Confiram!! 

No começo dos anos 2000 os cientistas, analisando o DNA de diversos tumores da mama, identificaram que o que nós classificávamos como câncer de mama não era uma doença única, com pequenas diferenças de pessoa para pessoa, mas sim 4 doenças diferentes. Foi identificado que esses quatro tipos de câncer de mama têm características moleculares, comportamento biológico e resposta a tratamentos diferentes.

Os cânceres de mama foram classificados como câncer de mama luminal (A e B), câncer de mama HER2 positivo e câncer de mama triplo negativo. Esses nomes foram dados de acordo com as características das células cancerosas.

Os cânceres luminais apresentam receptores de hormônios femininos, sendo bastante responsivos a tratamentos hormonais com medicamentos como o Tamoxifen, Anastrozol (nome comercial Arimidex), Letrozol (nome comercial Femara) entre outros. Estes são os cânceres de mama mais comuns. Eles são divididos entre luminal A, caso seja uma célula que cresça lentamente, e luminal B, caso seja uma célula que cresça mais rapidamente. A quimioterapia tem pouco efeito nesses tipos de câncer, mas funciona um pouco melhor nos cânceres luminais B.

O câncer de mama HER2 positivo apresenta o receptor HER2 na membrana celular. Este tipo de doença apresenta um crescimento mais acelerado e tinha uma resposta ao tratamento bastante ruim, antes do desenvolvimento dos medicamentos que bloqueassem o HER2. Depois do desenvolvimento do medicamento Trastuzumab (nome comercial Herceptin) o tratamento do câncer de mama HER2 positivo melhorou dramaticamente e hoje conseguimos boas taxas de cura e controle de doença quando usamos a quimioterapia em conjunto com o Trastuzumab. Hoje existem vários medicamentos que agem bloqueando o HER2, como o Lapatinib (nome comercial Tykerb), o Pertuzumab (nome comercial Perjeta) e o TDM1 (nome comercial Kadcyla).

O último subtipo de câncer de mama é conhecido como câncer de mama triplo negativo. Ele tem a característica de não apresentar receptores hormonais (de estrogênio e de progesterona) e não apresentar o HER2. Justamente por não apresentar estes 3 receptores, é chamado de triplo negativo. Como ele não apresenta receptores, as medicações descritas anteriormente não funcionam. O principal tratamento desta doença se faz com a quimioterapia. Hoje existem muitas pesquisas sendo feitas para desenvolver novos medicamentos para o câncer de mama triplo negativo, como os inibidores da PARP e os bloqueadores do receptor de androgênio. Estes medicamentos seguem em estudos e ainda não estão disponíveis no dia a dia.

É importante notar que o tratamento com cirurgia e radioterapia é o mesmo para todos os tipos de câncer de mama, o que muda são os tipos de medicamentos que podemos fazer.

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CÂNCER DE COLO UTERINO – PRINCÍPIOS BÁSICOS POR DR. FELIPE ADES

Bom dia, Cats!! 

 Vocês conhecem os princípios básicos da prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de colo uterino?? 

 O oncologista Dr. Felipe Ades, nosso diretor científico, explica bastante sobre o assunto para nós nesse texto!! 

 Confiram:

O Câncer de colo uterino, também conhecido como câncer de útero, é um dos cânceres mais comuns entre as mulheres no Brasil, principalmente nas regiões norte e nordeste. O colo uterino é a região do útero que fica por fora do órgão, no fundo da vagina (veja na imagem abaixo a anatomia da vagina e do útero). O principal fator de risco para o câncer de colo uterino é a infecção pelo vírus HPV.

O HPV pertence a uma grande família de vírus conhecidos como Human Herpes Virus. A infecção é, em geral, por contato sexual e costuma ser mais perigosa quando acontece na adolescência. Isto ocorre porque durante este período existem modificações no corpo da mulher, incluindo mudanças nos órgãos sexuais, que preparam a mulher para gerar uma criança no futuro. Este período de modificação diminui temporariamente a capacidade do corpo da mulher de se defender da infeção pelo HPV e, caso a infecção ocorra, ela pode causar uma espécie de inflamação prolongada no colo do útero, que no futuro pode levar ao câncer.

Existem vários tipos de vírus HPV, alguns causam apenas verrugas genitais, já outros são capazes de gerar essa inflamação prolongada no colo uterino e o câncer. Esses são os vírus HPV16 e HPV18. A identificação desses vírus foi muito importante para o combate ao câncer de colo uterino. Através dessa pesquisa foi possível criar vacinas capazes de ensinar o sistema imunológico a combatê-los. Hoje dispomos de três vacinas no mercado contra o HPV e se formos competentes em vacinar todas as meninas e meninos antes que entrem em idade sexualmente ativa é provável que possamos praticamente fazer desaparecer essa doença do mundo em 20 ou 30 anos (veja aqui uma matéria sobre a vacinação contra o HPV). Outra importante medida de saúde é que continuemos com campanhas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis através do uso da camisinha. Assim como AIDS, gonorreia e herpes genital, o câncer de colo uterino também pode ser prevenido com o uso da camisinha.

Para este tipo de câncer dispomos de um exame capaz de detectar a doença quando ela ainda está pequena e com grandes chances de cura, conhecido como exame de Papanicolau ou o exame preventivo do colo de útero (veja aqui uma matéria sobre exames de prevenção do câncer). Neste exame o ginecologista faz um raspado do colo do útero, com uma espécie de escova especial para isso, retirando algumas células do colo do útero que já descamariam normalmente. Estas células são então observadas no microscópio para avaliar se estão normais ou se existem alterações que sugiram a presença de um câncer.

Caso o exame seja suspeito o médico vai solicitar uma biópsia do colo do útero para confirmar se realmente o diagnóstico está correto. Assim como nos outros cânceres, Isto é feito pela retirada de um pequeno pedaço da pele do colo do útero. O tratamento vai depender de uma série de fatores que o médico ginecologista e oncologista vão avaliar. Será necessário que se façam alguns exames de imagem para avaliar o tamanho da doença, como exames de tomografia e ultrassonografia da pelve.

Caso a doença esteja pequena é possível fazer um tratamento apenas com cirurgia local com a retirada de todo o tumor e do colo do útero. Quando a doença está um pouco maior, mas apenas no útero e por vezes nos linfonodos em volta dele, o melhor tratamento é a radioterapia. Este tratamento é feito com aplicação de radiação externa, como uma radiografia, porém mais concentrado onde está o tumor, e com uma quantidade de radiação maior, capaz de matar a célula tumoral. Por vezes fazemos também pequenas doses de quimioterapia semanais para aumentar o efeito da radioterapia. A radiação é feita apenas nessa hora e não há chance da mulher ficar “radioativa” e espalhar radiação para outras pessoas, é exatamente como um raio X normal.

Em algumas situações podemos complementar o tratamento com braquiterapia, um outro tipo de aplicação de radioterapia. A diferença deste tipo de tratamento para o tratamento com radioterapia externa é que neste caso a radiação é feita apenas no local onde esta o tumor, através de uma espécie de sonda, que é colocada dentro do colo do útero para a aplicação da radiação, e retirada após alguns minutos. Este é um tratamento que pode ser desconfortável durante sua aplicação, mas não tem efeitos colaterais muito importantes e a mulher pode voltar às suas atividades normais no mesmo dia.

O câncer de colo uterino é uma doença que pode ser prevenida e tratada com bons resultados

Caso a doença se encontre espalhada para outros órgãos como o fígado ou pulmões, ainda não existe tratamento capaz de fazer a doença desaparecer por completo. Neste caso o objetivo do tratamento é a redução da doença e seu controle pelo maior tempo possível. Isto é feito com a aplicação de medicamentos na veia, a quimioterapia. Quando aplicamos estes medicamentos no sangue eles conseguem chegar a todas as partes do corpo e, desta maneira, atingir a doença onde quer que ela esteja. Existem vários tipos de quimioterapia disponíveis hoje para o tratamento do câncer de colo uterino que são capazes de controlar a doença por um período longo.

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CONHEÇA O PAPEL FUNDAMENTAL DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM ONCOLOGIA NO TRATAMENTO DOS PACIENTES COM CÂNCER POR DR. FELIPE ADES

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Cats,  esse texto do nosso diretor científico Dr. Felipe Ades – Oncologista nos conta qual o verdadeiro papel do enfermeiro da área oncológica, um dos profissionais que mais auxilia os pacientes com câncer. 

Oncologia é uma área da medicina que requer um cuidado multidisciplinar. Para que um tratamento seja feito com sucesso é necessário que se trabalhe em equipe com um grande número de especialistas das mais diversas áreas da saúde. Veja no texto abaixo o papel fundamental do enfermeiro especialista em oncologia no tratamento dos pacientes com câncer. Texto elaborado por Iracema Coelho, enfermeira do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein.

O enfermeiro oncológico é o profissional que vai prestar assistência ao paciente, em todas as fases do tratamento do câncer. Desde o diagnóstico da doença, passando pelas várias fases do tratamento como a cirurgia, a radioterapia, e o tratamento com medicamentos e quimioterapia. A oncologia é uma área muito específica, portanto é importante que os enfermeiros tenham formação de especialista na área e que estejam sempre se atualizando.

Além de prestar assistência, o enfermeiro oncologista tem outras atribuições, como tomar providências administrativas para a liberação e agendamento dos procedimentos de tratamento além de ter papel educacional, orientando tanto o paciente quanto os familiares durante o tratamento.

No dia-a-dia da assistência o enfermeiro recebe o paciente após a decisão de tratamento pelo médico oncologista. Neste momento o paciente é acolhido pelo enfermeiro que realiza a conferência do protocolo de tratamento, checando informações como o peso e altura, doses de medicações e medicações de suporte para a quimioterapia, conhecidas com “pré-QT”. Isto garante uma maior segurança na administração dos protocolos de tratamento.

Um aspecto muito importante para o tratamento é a escolha de dispositivo para a infusão dos quimioterápicos que serão feitos pela veia. Nesta avaliação o enfermeiro avalia as veias do paciente, e junto com a equipe médica, escolhe a melhor opção para a aplicação dos medicamentos. Algumas medicações podem ser feitas nas veias superficiais dos braços ou das mãos, por cateteres que chamamos de periféricos; já outros medicamentos precisam de veias mais fortes, sendo necessária a colocação de cateteres profundos. A escolha depende do tipo de tratamento e das veias de cada pessoa.

A maior parte das vezes o tratamento é feito no ambulatório. O paciente vem ao hospital apenas para a aplicação do medicamento e retorna para casa no mesmo dia. Quando o paciente chega ao centro de infusão, é realizada uma consulta inicial de enfermagem, onde são coletadas todas as informações relevantes para o tratamento e também são dadas as orientações importantes ao paciente e acompanhante, como possíveis efeitos colaterais dos medicamentos, coleta de exames, cuidados com cateter, como realizar os agendamentos, o que muda no dia-a-dia do paciente durante o tratamento, quando entrar em contato com a equipe médica ou quando e como procurar um pronto atendimento em caso de necessidade.

Realiza-se também um exame físico geral e analisa-se a necessidade de avaliação e acompanhamento de outros profissionais, como psicólogos, dentistas, fonoaudiólogos, etc. Após realizar esta consulta inicial, o enfermeiro fornece todas as orientações e esclarece as dúvidas, para então dar início ao tratamento.

Tão importante quanto os medicamentos quimioterápicos, é o controle e manejo dos sintomas colaterais; que podem ser determinantes para o sucesso e continuidade do tratamento. É importante estar atento à prevenção e controle destes sintomas indesejados.

Equipe de Multidisciplinar de Oncologia do Hospital Albert Einstein
Equipe de Multidisciplinar de Oncologia do Hospital Albert Einstein

Atualmente, com o avanço das pesquisas, há no mercado uma ampla gama de opções de tratamento de suporte que amenizam os transtornos causados pelos quimioterápicos como, por exemplo, os medicamentos para enjôo de última geração, que podem reduzir significativamente o surgimento de náuseas. O uso da touca gelada para diminuir a queda de cabelo, pode ser uma opção, principalmente para pacientes do sexo feminino, que buscam manter a autoestima.

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Equipe de Multidisciplinar de Oncologia do Hospital Albert Einstein na festa de aniversário do Centro de Oncologia

O enfermeiro oncológico atua não apenas durante o período da quimioterapia, a assistência é integral também durante o tratamento radioterápico (caso este seja necessário); onde o enfermeiro também intervém fazendo a avaliação pré-tratamento, acompanhamento durante a radioterapia e orientando após o fim deste tratamento. Caso seja necessária a internação hospitalar, quer seja para tratamento quimioterápico, ou para controle dos sintomas, a equipe de enfermagem oncológica acompanha o paciente durante todo este período. Tanto para o paciente ambulatorial, quanto para o paciente internado, existe enfermeiro especializado em curativos para pacientes com câncer, caso haja essa necessidade.

O enfermeiro é provavelmente o profissional com o qual o paciente tem mais contato durante o tratamento. Por isso é muito comum que o enfermeiro seja o primeiro profissional a reconhecer possíveis alterações clínicas ao longo do tratamento, podendo detectar problemas quando ainda estão em sua fase inicial, mesmo que não sejam ainda notados pelo paciente. É o enfermeiro que faz, muitas vezes, o primeiro alerta dentro da equipe assistente, para que se avaliem possíveis problemas ao longo do tratamento.

O enfermeiro oncologista é um elo fundamental no tratamento multidisciplinar dos pacientes com câncer, trabalhando em conjunto com os demais profissionais e assim promovendo uma assistência integral e de qualidade aos pacientes.

Iracema Coelho - Enfermeira do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein
Iracema Coelho – Enfermeira do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein

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CÂNCER E VACINAÇÃO: QUEM JÁ TEVE CÂNCER OU ESTÁ EM TRATAMENTO PODE SER VACINADO? por Dr. Felipe Ades

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Bom dia, Cats!!  Essa é uma dúvida que muita gente tem: Quem está em tratamento contra o câncer, ou quem já tratou, pode ser vacinado?  O Dr. Felipe Ades, nosso diretor científico, responde para nós nesse texto!!  Confiram:

Uma questão que aparece com frequência durante surtos de doenças infecciosas é: Quem está em tratamento contra o câncer, ou quem já tratou, pode ser vacinado? Recentemente esta questão tem aparecido muito em consultas, visto que estamos no meio de um aumento de casos da gripe H1N1.

Para responder essa pergunta são necessários alguns conhecimentos sobre a imunidade, o tratamento do câncer e sobre a composição das vacinas.

Os vírus e bactérias que atacam nosso corpo possuem uma composição de moléculas diferentes das nossas. Nossa imunidade natural funciona identificando essas partes das bactérias ou dos vírus, e assim criando anticorpos capazes de identificar essas substâncias. Os anticorpos, por sua vez, são moléculas produzidas pelas nossas células de defesa, direcionadas contra essas substâncias dos agentes invasores, como uma bala teleguiada. Os anticorpos são produzidos por uma célula de defesa, conhecida como linfócito B, e em seguida despejados no sangue. O anticorpo então circula pelo corpo e, assim que encontra o agente invasor, se gruda a ele. Isto faz com que este agente invasor se torne visível para as demais células de defesa, que então destroem o vírus ou bactéria que está grudado ao anticorpo.

Este processo de identificação da bactéria ou vírus até a produção dos anticorpos leva alguns dias para se completar. Por isso que, em geral, demoramos entre 3 a 7 dias para ficar curados de um resfriado. Os anticorpos feitos desta maneira geram o que chamamos de memória imunológica. Sempre que o mesmo agente invasor tentar entrar no corpo novamente nós já teremos os anticorpos e o sistema imunológico irá destruir o agente invasor antes que ele possa nos fazer ficar doentes por uma segunda vez.

É por causa desta característica da memória imunológica que as vacinas são tão eficazes na prevenção de doenças infecciosas. A ideia é “treinar” as células de defesa com as vacinas para que elas aprendam a combater a doença, sem precisar que nós fiquemos doentes.

Vacinação e câncer.

Vacinação e câncer.

Existem tipos diferentes de vacinas. Algumas são feitas com vírus ou bactérias mortas. Quando são injetados em uma pessoa, o sistema imunológico consegue reconhecer as partes das bactérias e vírus mortos e fazer anticorpos que ficam “guardados”. Se por acaso a pessoa entrar em contato com o vírus vivo ela já terá as armas para combater a doença, e não ficará doente. Este é o caso das vacinas da gripe, do tétano, da meningite, do pneumococo, da hepatite e do HPV.

Um outro tipo de vacina é feita com vírus ou bactérias vivas atenuadas. Neste tipo de vacina o vírus ou bactéria é modificado em laboratório para ficar bem mais fraco, com pouca capacidade de causar qualquer tipo de doença. Assim quando é injetado o agente invasor não consegue se espalhar no corpo e a imunidade rapidamente consegue destruí-lo, fazendo também anticorpos. Estes anticorpos funcionarão caso a pessoa entre em contato com o vírus ou bactéria normal, impedindo que a pessoa fique doente. Este é o caso das vacinas com BCG, sarampo, caxumba, catapora, poliomielite (gotinha, Sabin), febre amarela e rubéola.

Em geral essa imunidade é permanente, quem já teve uma doença não tem a mesma doença de novo. O que acontece com o caso da gripe é que o vírus muda muito rapidamente, de um ano para o outro. Ele muda tanto que consegue escapar dos anticorpos que nós possamos já ter. Por isso é importante se vacinar todos os anos. Todos os anos é feita uma nova vacina, para atacar essas novas partes do vírus que mudam com o tempo.

Qual é o problema de tomar a vacina durante um tratamento contra o câncer?

A pessoa que está em tratamento pode estar usando medicamentos, como a quimioterapia, que reduzem a imunidade e a capacidade de lutar contra bactérias e vírus. Para estas pessoas, mesmo o vírus ou bactéria atenuado e enfraquecido pode ser um problema. A pessoa sem imunidade pode ficar doente se entrar em contato com as bactérias ou vírus atenuados destas vacinas. Logo, pessoas em tratamento contra o câncer, que estejam com imunidade baixa, não podem de nenhuma maneira tomar vacinas com vírus ou bactérias vivos e atenuados.

Já as vacinas de vírus ou bactérias mortos não são capazes de causar nenhum problema para a pessoa em tratamento. A questão aqui é que talvez essas vacinas não sejam eficazes. Como a imunidade está baixa pelo tratamento, é possível que o corpo não consiga produzir os anticorpos. A pessoa então teria tomado a vacina “à toa”. Para saber se a vacina funcionou a única maneira é fazer um exame de sangue, depois de algumas semanas, e medir a quantidade de anticorpos.

Depois de 3 a 6 meses do fim do tratamento a imunidade volta completamente ao normal. Qualquer pessoa que esteja nessa situação pode fazer qualquer vacina sem nenhum problema.

E o que fazer agora durante o surto de gripe H1N1?

Esta vacina é feita de vírus morto. Não há chance da pessoa em tratamento contra o câncer contrair a gripe pela vacina, no entanto, existe uma chance razoável da vacina não fazer efeito. Pessoalmente eu não vejo nenhum problema em vacinar, mesmo que a eficácia da vacina seja reduzida nessas pessoas. Lembrando que a melhor medida para prevenir a gripe, em quem está em tratamento, é a lavagem das mãos, e evitar o contato com pessoas que apresentem os sintomas de gripe. Ao menor sinal de febre, tosse, ou qualquer outro sintoma que sugira infecção das vias respiratórias deve-se entrar em contato com a equipe médica em que se esta tratando.