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QUIMIOTERAPIA SEM PERDER CABELOS POR DR. FELIPE ADES

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Bom dia Cats!!  O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista escreveu essa matéria incrível sobre o método novo de passar pela quimio sem perder os cabelos. Confiram!! 

Um dos efeitos colaterais mais desagradáveis do tratamento com quimioterapia é a perda do cabelo. Apesar deste ser um efeito conhecido e esperado do tratamento, ele causa bastante desconforto e perda da autoestima em algumas pessoas, além de fazer a pessoa sempre lembrar que está em tratamento contra o câncer.

Os cabelos caem justamente pelo efeito da quimioterapia. Nós sabemos que as células do câncer se multiplicam e crescem mais rápido que as células normais do corpo. Sabendo disso, os remédios foram desenvolvidos para atacar as células que se multiplicam mais rápido, assim reduzindo os tumores e aumentando a chance de cura após a cirurgia. O problema disso é que existem células normais do corpo que também se multiplicam rapidamente como as células do sistema imunológico, por isso sempre pedimos exames de sangue durante o tratamento para acompanhar como está a imunidade. As células responsáveis por fazer crescer o cabelo também crescem rápido, logo são atingidas pela quimioterapia e o cabelo cai, depois de alguns dias do tratamento, dependendo do remédio que se use.

Normalmente os cabelos voltam a crescer algumas semanas depois do tratamento terminar mas, principalmente para mulheres, ele pode demorar bastante tempo para voltar ao comprimento que estava antes do tratamento.

No entanto existe hoje uma estratégia para tentar reduzir ou evitar a perda de cabelo, são aparelhos que causam o resfriamento do couro cabeludo durante a administração da quimioterapia. O frio faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, assim menos sangue passa por partes do corpo que estão geladas. A ideia por trás dessa estratégia é fazer com que menos quimioterapia circule pela pele do couro cabeludo, reduzindo assim o efeito de queda de cabelo.

Máquina de resfriamento do couro cabeludo para evitar queda de cabelo durante a quimioterapia. O módulo azul é central de resfriamento do fluido. Este equipamento dispõe de duas toucas, duas pessoas podem utilizar ao mesmo tempo.

Existem vários tipos de equipamentos que fazem o resfriamento do couro cabeludo para reduzir a perda de cabelo. No nosso hospital dispomos de um aparelho que é composto de uma central de resfriamento ligada a duas toucas (veja as fotos). A touca é colocada nas pessoas antes da administração da quimioterapia e é bem presa por tiras de modo a que todas as partes do couro cabeludo estejam em contato com a touca. A máquina é então ligada e começa o resfriamento do couro cabeludo, que demora em torno de 30 minutos. Esta fase pode ser um pouco desconfortável, quando eu fiz o teste em mim mesmo foram um pouco difíceis os primeiros 15 minutos, mas depois a gente se acostuma com o frio. Após 30 minutos, os medicamentos são aplicados normalmente e a pessoa ainda fica de 30 minutos a uma hora e meia com a touca depois do término da medicação. Isto depende do tipo do medicamento utilizado.

Detalhe da touca, a parte verde clara é uma espécie de tubo por onde circula o fluido gelado, a parte cinza é colocada por cima desta touca para deixá-la bem justa ao couro cabelo e assim distribuir o frio igualmente.

O resultado é melhor em esquemas de tratamento menos intensos. Quando é necessário o uso de quimioterapia em dose densa ou altas doses ainda observamos perda de cabelos, mas menor do que quando não se usa o aparelho. Ele também não é recomendado para cânceres de pele ou linfomas de pele, visto que pode aumentar o risco de retorno da doença no couro cabeludo.

Este sou durante um teste de 30 minutos do equipamento.

Este é um dispositivo relativamente novo na medicina e cada vez mais estudos são feito. Estamos aprendendo bastante sobre o seu potencial e limitações. Já está disponível em muitos hospitais públicos e privados no Brasil. É uma estratégia bastante promissora para reduzir a perda de cabelo, reduzindo os efeitos colaterais durante a quimioterapia.

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Por que o cabelo cai durante a quimioterapia por Dr. Felipe Ades

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Boa tarde, Cats!  Vocês têm dúvida sobre o motivo da queda de cabelo durante a quimioterapia??  O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades esclarece o assunto para nós nesse texto! 

Existe um mecanismo de ação em comum, todos os medicamentos conhecidos com quimioterapia agem atacando as células de rápido crescimento. Como a célula cancerígena tem a característica de crescer e se multiplicar mais rapidamente que as células normais do corpo, ela é mais afetada pelos medicamentos.

O problema é que existem células normais do corpo que também se reproduzem rápido, e estas células são igualmente afetadas pelos medicamentos. Logo, alguns efeitos colaterais são esperados durante o tratamento com quimioterapia, e um deles é a queda de cabelos. Como os cabelos estão em constante crescimento, a quimioterapia afeta sua raiz, levando a queda dos cabelos. Este é um efeito comum de medicamentos como as antraciclinas (doxorrubicina e epirrubicina), os alquilantes, como a ciclofosfamida e os inibidores de topoisomerase, como o irinotecan. Outros medicamentos, como os taxanes (docetaxel e paclitaxel), afetam a estrutura do fio de cabelo, tornando-os mais quebradiços e também causando sua queda. A radioterapia na região da cabeça é outro tratamento que causa queda de cabelos. Por vezes, quando o tratamento é mais intenso, ou a pessoa mais sensível, pode haver queda de pelos corporais, e até mesmo cílios e sobrancelhas.

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Diagnosticada com câncer de mama – Mas e os meus cabelos???

Cats, a nossa Cat Master Dra. Fabiola La Torre traz um texto super legal sobre suas opções ao ficar careca, onde ela explica, através de sua experiência própria, como foi.

“Olá , Lhennnnndassss

Venho com esse post contar um pouco para vocês como eu me virei ao ficar careca.

Sabe, aquela história de que somos mais fortes do que imaginamos é a mais pura verdade.
Quando recebi o diagnóstico de câncer não foi fácil, pois com ele surgem inseguranças e dúvidas. Tive que enfrentar os efeitos colaterais do tratamento, dentre eles, a queda de cabelo.
Meus cabelos sempre foram meu glamour mulher até porque sabemos que eles emolduram nossa face. A maior parte das pessoas consideram essa a pior parte da quimioterapia, pois a perda de cabelo acaba afetando sua própria identidade.

Também conhecida como alopecia, a queda de cabelo ocorre porque a quimioterapia atua tanto nas células cancerígenas como nas saudáveis, atingindo principalmente as células que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos, responsáveis pela produção dos cabelos. Além da perda dos cabelos, a quimioterapia faz os pelos do corpo caírem também. Ou seja, a gente vira uma lagartixa. Definitivamente, não dá para se sentir bonita nem sensual, não é?

No geral, entre 16 e 21 dias após a primeira sessão de quimioterapia os cabelos se desprendem. Eles podem se soltar aos poucos ou em grandes chumaços, inclusive causando dor no escalpo. E olha, vou contar para vocês: nossa, como dói.

Por isso, a minha melhor dica é raspar antes de os cabelos começarem a cair de fato, porque diminui bastante a dor. Além disso, foi muito angustiante a sensação de ver meus cabelos caindo aos poucos e em chumaços.

Mas, não é preciso sair desesperada e raspar assim que se tem o diagnóstico. Dá para aproveitar um tempo ainda com os cabelos e, sobretudo, economizar as perucas e as próteses que serão usadas depois.

E prestem atenção: em dois ou três meses após a quimioterapia acabar, seu cabelo voltará a crescer. Esse novo cabelo poderá ter a mesma aparência do anterior ou alterar-se um pouco.

Vou listar aqui algumas dicas de como lidar com a queda de cabelos:

  • Nunca se esqueça de consultar seu médico e perguntar se o seu tratamento poderá gerar queda de cabelo.
  • A utilização de xampus e loções especiais não evita que os cabelos caiam.
  • Cortes de cabelo: corte o cabelo curtinho ou raspe. Isso ajuda a lidar
    melhor com a situação, uma vez que é possível perceber melhor a queda sem um grande impacto.

É doloroso perceber seus fios de cabelo no travesseiro, nas roupas, nas mãos, no carro, etc.
Se for raspar a cabeça, prefira um barbeador elétrico a uma lâmina de barbear. Quando for cortar ou raspar seus cabelos, prefira estar acompanhada e, sempre que possível, escolha um profissional acostumado com essa situação.

Durante meu tratamento após raspar meus cabelos, eu usei prótese capilar ou perucas. Isso me ajudou demais. Eu juro, que admiro quem use lenços ou tenha coragem de assumir a carequinha.

Se você acredita que se sentirá melhor com uma peruca, é melhor experimentá-la enquanto ainda possui cabelo. Esse procedimento é indicado para que você mantenha o mesmo tipo de coloração de cabelo, formato e comprimento. Veja se o seu plano ou seguro de saúde também cobre o valor da peruca. Caso contrário, entre em contato com alguma entidade de ajuda ao câncer ou peça orientação ao seu médico, pois ambos podem oferecer uma opção para que você tenha acesso a perucas. Não se esqueça de pedir ajuda também ao seu cabeleireiro, principalmente se tiver um como o meu – o Pedro, que, além de meu cabeleireiro, é meu amigo.

  • Cuidados com os cabelos: seja cuidadosa ao lavar, secar e pentear os seus cabelos. Use um xampu suave, como os de bebê. Lave-os com delicadeza. Seque utilizando uma toalha macia, fazendo leves toques contra o cabelo, e não use um secador. Procure não escová-lo com muita força.
  • Como o seu couro cabeludo pode ficar sensível, não utilize os seguintes itens: sprays de cabelo, produtos para soltar ou relaxar as madeixas, secadores, colorações, bobes e produtos que enrolem o cabelo.
  • Após a perda de cabelo: proteja sempre seu couro cabeludo, pois ele pode se machucar facilmente durante e após a queda dos fios. É essencial evitar contato com o sol e lugares muito quentes ou frios. Sempre aplique filtro solar e use chapéus para proteger o seu couro cabeludo. Tente manter a sua cabeça sempre aquecida com chapéu, gorro, lenço ou outras peças de roupa.
  • Use fronha de cetim, pois a de algodão pode irritar o couro cabeludo. O cetim fornece menos fricção com o corpo e, portanto, é mais confortável.

Os cabelos voltam a nascer em cerca de 90 dias após o fim do tratamento. Em alguns casos, ficam um pouco mais crespos. As modificações estruturais do cabelo depois da quimioterapia acontecem porque a matriz (região que controla a espessura e a simetria da bra capilar) é afetada pelo tratamento. Os fios podem crescer também em ciclos diferentes, primeiramente mais grossos e depois mais finos, o que deixará o cabelo desigual. A diferença no aspecto dos fios decorre da redução da espessura da fibra capilar e da elevada variação na espessura dos os no couro cabeludo do paciente. Após um ano do término do tratamento, a maior parte dos pacientes já está com o cabelo completamente normal.

Lembrem-se de que nós não somos Sansão, portanto, nossa força não está somente em nossos cabelos. Continuaremos em pé e lutando mesmo sem eles. E podemos utilizar os cabelos de outras pessoas. Então, vamos que vamos aproveitar as perucas, próteses capilares e mega-hair.

E COMO FOI COM OS MEUS CABELOS?

Eu estou compartilhando com vocês essa minha experiência em detalhes, porque espero que ela sirva para muita gente. A maioria das pessoas com quem conversei, quando recebeu o diagnóstico, saiu correndo para cortar ou raspar os cabelos ao som de uma música bem triste.

Nesse sentido, sinto-me afortunada por ter sido bem orientada pelo meu amado cabeleireiro e amigo Pedro Porciúncla (“Pedroca”). Ninguém mais, ninguém menos que ele para me ajudar. Ele foi a primeira pessoa que soube que meus cabelos originais não ficariam comigo por um tempo. Passei a conversar mais frequentemente com ele para discutir sobre o que fazer quando meus cabelos começassem a cair.

Um dia, ele me disse: “Bi, quando você quiser, venha me visitar. Por enquanto, vai aproveitando seu cabelo. Não pense em raspar agora!”.

E, eu aproveitei os meus cabelos enquanto pude. Após 16 dias do início da quimioterapia, meus cabelos começaram a cair mais intensamente. Posso dizer que esses dias antes de a quimioterapia fazer efeito nos meus os de cabelo foram essenciais para que eu me adaptasse à queda deles!

Dia 25 de junho de 2016, a renovação

Além de ser aniversário do meu marido, Mario La Torre Junior, esse dia em 2016 foi muito especial!
Como disse, os meus cabelos começaram a cair, de forma mais intensa, somente após 16 dias da primeira sessão de quimioterapia (ainda antes da segunda sessão).

Houve ainda outro relevante motivo para eu ter deliberado essa renovação: na consulta anterior, recebi a excelente notícia de que, após a primeira sessão de quimioterapia, meu tumor já havia começado a reduzir! Quer razão maior para renovar?

Então, fui até o Pedro fazer um corte. A ideia foi encurtar o cabelo, para ir acostumando com a ideia de não o ter. Depois de cortar, o Pedro já colocou a peruca. Em um primeiro momento, surpreendi-me com o fato de que a gente, paciente com câncer, vai perdendo o medo de coisas bobas e deixa de se estressar com coisas pequenas, pois percebe que algo muito maior existe. A peruca era incrível, pois era muito parecida com o corte que eu estava antes.

Assim, comemoramos o aniversário do meu marido com um almoço maravilhoso, contando com a presença de minha mãezoca.

Alguns dias depois, no dia 30 de junho, eu fui para minha segunda sessão de quimioterapia, desta vez acompanhada de minha mãe e minha irmã, que fizeram questão de vir a São Paulo para estar ao meu lado naquele momento.

Elas notaram que meus lhendos cabelos estavam caindo, caindo, caindo… (Ops, se eu continuar, não paro de escrever, porque caem, caem, caem… rsrs.) Naquele dia, eu tinha uns 35% dos meus os de cabelo.

Naquela tarde do mesmo dia, minha irmã fez duas surpresas para mim. Primeiro, ela levou-me à Hair Look, onde conheci o Carlos Cirqueira, cabeleireiro especializado em perucas e próteses capilares. A outra surpresa foi um presente: uma peruca nova, linda, mais comprida que a outra, uma prótese capilar.

Carlos raspou de vez os meus cabelos e fiquei carequinha. E não, não teve drama, mas foi muito simbólico.

Quando cheguei na Hair Look pela primeira vez junto com minha irmã e minha mãe, sentamos e esperamos o Carlos para nos atender. Logo chegou uma cliente (que depois soubemos que era antiga), com uma prótese toda torta e com a cola se desprendendo. Minha irmã e eu olhamos e ficamos apavoradas, achando que o câncer a tinha deixado louca. Ela estava com roupa de ginástica e com a prótese solta. Depois perguntamos para o Carlos se estava tudo bem com aquela cliente e ele disse assim: “Ah, filha, em uns dois meses você estará chegando aqui e já jogando a sua prótese/peruca no lavatório.”

É bem assim mesmo. A gente se acostuma com tudo. E hoje entendo completamente a maluca com a peruca torta.
Ah, outra coisa: para mim, não há necessidade alguma dos amigos ou familiares também cortarem ou rasparem! As perucas são muito caras!

Atualmente o mundo feminino gira em torno de procurar novas opções e novos caminhos para ficar sempre mais bonita. E com nós mulheres que tivemos ou estamos em tratamento para o câncer não deve ser diferente. Então vou contar um pouco do que fez parte do meu tratamento:

1. Próteses capilares

A prótese capilar é a solução mais moderna e confortável para mulheres em tratamento de quimioterapia e alopécia. Ela é feita com fios de cabelo naturais implantados fio a fio em uma micropele que tem o desenho da nossa linha de cabelo. Diferente da tradicional peruca ela é leve, confortável, permite vida normal podendo dormir e tomar banho.

A peça é fixada com uma micro fita antialérgica transparente colocada somente nas bordas.

Vantagens

  • Melhora a auto-estima, pois o cabelo é a “moldura do rosto” e rejuvenesce.
  • Não há necessidade de ficar tirando a prótese para dormir e tomar banho.
  • Se alguém puxar ou tocar seu cabelo não percebe a peça, pois a fixação é perfeita e não faz ondulações ou volume.
  • É confortável, pois não aperta ou incomoda.
  • Pode praticar esporte, entrar no mar, piscina, ter vida social com naturalidade e segurança.
  • A impressão é de que o fio está saindo do seu próprio couro cabeludo.
  • Não precisa usar franja, você faz o corte de cabelo desejado e pode movimentá-lo para qualquer lado.

Eu usei e abusei das próteses.

2 ) Mega Hair:

Assim que meus cabelinhos já deram para colocar o megahair eu coloquei. Foi uma das melhores sensações da minha vida.

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Meu primeiro megahair 

  • Os fios são costurados com micro link e a sensação é de que os cabelos estão saindo do seu próprio couro cabeludo.
  • Desenvolveram um método exclusivo para pacientes pós quimioterapia.
  • Lhennnnndas para mim foi um método incrível para amenizar os efeitos da quimioterapia e a técnica que o Carlos criou em 2012 “mega hair pós quimioterapia” .
  • O método é incrível, feito nos primeiros cm de cabelo, super seguro e confortável.
  • O melhor, não agride seus cabelos e você pode ter uma vida normal.
  • É feito uma base de sustentação no seu próprio cabelo para receber o alongamento no msm e trabalhado a cor e o corte, muitas cats já aderiram ao método e ficaram varios meses até os seus cabelo estarem de volta.
  • Eu fiquei com mega por 1 ano e 2 meses.
  • Coloquei um mais curto e um enormeeeeee.

Tirei essa semana pois meus cabelos cresceram bem.

Mas, logo volto a colocar. Rsrs

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Meus cabelos já .

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Touca de resfriamento

Cats, todas vocês sabem que ao passarmos pela quimioterapia, principalmente pelo câncer de mama, a perda do cabelo é inevitável. Em alguns casos, quando há a retirada dos seios, os efeitos colaterais na pele e nos cabelos ajudam a agravar ainda mais um quadro de desânimo e baixa auto-estima.

Mas Cats, fiquem tranquilas, porque tenho uma notícia incrível. Agora vocês não precisam mais se preocupar com a perda dos fios. Foi criada uma nova tecnologia, 100% nacional de resfriamento do couro cabeludo, a temperaturas realmente muito baixas. Ela é uma das armas hoje para evitar a alopecia com resultados melhores que os proporcionados pelas antigas técnicas.

Uma empresa brasileira chamada Fabinject Thecnology lançou no mercado uma touca chamada Capelli, com sistema de resfriamento do couro cabeludo através da circulação de ar extremamente frio por uma touca térmica com alertas internas que garantem fluxo turbulento com respostas superiores aos tradicionais métodos de resfriamento. Além de tudo isso, é proporcionado maior conforto aos pacientes.

A touca rígida é feita em plástico de engenharia ABS, revestida de espuma térmica de células fechadas, que deve ser acoplada através de mangueira condutora ao equipamento gerador de ar extremamente frio. Conseguiu-se um sistema silencioso, confiável, sem consumíveis, de baixo consumo energético, de baixíssima necessidade de intervenção da equipe médica, fácil de operar e confortável ao paciente, que supera em performance os métodos historicamente utilizados.

Em uma entrevista com Rosa, primeira paciente do SUS tratada com a touca, ela contou sobre sua história de vida e sobre sua experiência com essa nova tecnologia. Confiram aqui:

“Tenho 54 anos e trabalhava como autônoma.

Em exame de mamografia solicitado pela médica do posto de saúde, no mês de março, constou um tumor maligno de grau 2.

Em 28 agosto fiz a cirurgia de mastectomia radical ttl a direita. Em 11 setembro nova cirurgia por hematomas, coágulos.

Em 04 outubro recebi o resultado de biopsia da cirurgia com indicação para quimioterapia. Iniciei o tratamento dia 05/10, no B.P, com a utilização da touca e a possibilidade de não cair os cabelos.

Minha experiência com a touca foi boa.  Apenas faltando 4 dias para segunda quimio ocorreu queda acentuada da frente e meio da cabeça. Antes de tudo, cortei os cabelos bem curto para mostrar que a touca funciona.

Irei realizar a quarta sessão no início de dezembro.

Se não fosse assim já estaria completamente sem cabelos. Super recomendo para outras pacientes.

As contra-indicações do uso da touca incluem sensibilidade ao frio, doença de aglutinina a frio, crioglobulinemia, criofibrinogenemia e pacientes com cancer ligado ao sistema circulatório ou com neoplasia hematológica, se a quimioterapia for administrada como tentativa de cura.

Os efeitos em longo prazo do resfriamento do couro cabeludo e do risco de metástase no couro cabeludo não foram totalmente estudados.

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NOVELINHA QEB | Capítulo 24

No capítulo passado, contei que as perucas eram minhas melhores amigas contra o baixo astral. Mas eu precisava tentar os lenços, porém, eu tinha vergonha de usar lenços, não sei o porquê.

Eu achava que a doença ficaria muito evidente se eu andasse de lencinho, porque eu não tinha nenhuma referência de tipos diferentes de amarração. Então, precisei aprender como usar o lenço de forma glamourosa.

Fui pesquisar mais uma vez na internet “como amarrar lenço na cabeça”, e encontrei tutoriais de muçulmanas, africanas, baianas e resolvi adequar aquelas lindas amarrações à minha realidade.

Assisti diversos tutoriais e fui tentar também. Demorou, mas saiu minha primeira amarração. E logo fiquei uma profissional! Fazia com dois lenços, usava broches e elásticos de bolinhas.

Depois de muito treino e coragem, resolvi ir ao supermercado usando apenas o lenço, porque o calor era tão grande que estava difícil passar os dias de peruca.

No mercado, fiquei atenta aos olhares das pessoas… Até que gostei de chamar atenção pelo lenço, porque eu não parecia doente, não, eu estava muito fashion!!!

Cheguei até a receber uma cantada na rua! Ganhei o telefone de um rapaz que me achou linda de lenço, me segurou pelo braço, me parou e quase ganhei um beijo naquela manhã, do nada.

Olha que surpresa pra mim! Fora os assobios e muitos elogios que eu recebi nessa fase.

Passou logo a vergonha e a insegurança, então os lenços se tornaram meus melhores amigos! Coloridos, estilosos e baratos, eles fizeram os meus dias mais bonitos.

<3
Foi ai que me apaixonei pelos lenços!!!!!

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NOVELINHA QEB | Capítulo 23

No começo do tratamento usei muitas perucas. Elas eram sintéticas porque eu não podia gastar com uma peruca natural linda. Estava fora do meu orçamento!

Até pedi para o banco de perucas da Fundação Laço Rosa uma peruca pra mim, mas também era sintética. Achei linda, pude escolher pelo site e logo chegou na minha casa.

Por sorte, a minha melhor amiga Ana Virginia estava indo para Califórnia, então pedi para que ela comprasse algumas perucas pra mim. Elas custavam cerca de 50 dólares cada, eu poderia ter algumas opções e me diverti muito com elas!

O Gregório, meu filho, não gostava de me ver sem peruca. Então, até para dormir com ele, às vezes, usava minhas perucas e acordava com a cabeça latejando! Fora que detonei muito elas com minhas experiências, chapinhas e escovações, penteados.. Ia para praia com elas, sujava, limpava… Não adianta, perucas sintéticas não duram muito.

Essas perucas que a Ana me trouxe se acabaram rapidinho. Então, uma amiga do meu pai que tem uma loja perto dele tirou as duas perucas chanel das manequins da loja dela e me deu. Olha que fofa! Elas eram bem lindas, mas acabei com elas também. Rsrsrs.

Comecei a frequentar as lojas de fantasia, de manequins, e sempre comprava uma peruquinha para sair por aí, mas eram sempre baratinhas.

Foi aí que eu comecei a comprar as coloridas também!

<3

Claro que eu queria uma peruca natural bem linda e longa, mas a gente se vira com o que tem, não é mesmo?

Fotos: Ricardo Wolff – Agência RBS

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CABELOS DEPOIS DA QUIMIO

Os fios que voltam a crescer marcam um momento de grande alegria, e merecem ser bem cuidados.

Um dos grandes desafios para a autoestima da mulher, durante o tratamento de câncer, é a queda dos fios. Então, imagina a alegria de ter de volta o cabelo depois da quimio. Para além da beleza, esse momento marca também a comemoração pelo fim (e êxito!) do tratamento. Referência no Brasil quando o assunto é quimioterapia e beleza (não à toda, esse é o nome de seu site), a administradora Flavia Flores descobriu um câncer de mama, em 2012, e, depois do diagnóstico, começou a escrever sobre suas experiências e formas de manter os looks em dia, em meio aos desafios impostos pela doença.

Flavia se apaixonou pelos lenços durante o tratamento e incorporou para sempre ao seu estilo. | Foto: Luciano Fileti/divulgação

Cabelo depois da quimio: ATH entrevista Flavia Flores

All Things Hair: Qual foi a sensação de ver crescer o cabelo depois da quimio?

Flavia Flores: Eu me lembro bem da sensação… Eu estava no quarto com meu fil

ho vendo TV, e alisando a cabeça.. Sempre procurando um cabelinho… Até que eu encontrei um! Ai que emoção! Perguntei primeiro filho: Isso é um cabelinho? Ele disse que sim. Chorei, vi que o cabelo voltava mesmo! Que eu estava florindo de novo, e que logo os cílios e as sobrancelhas iam crescer, que tudo ia ficar bem!

Chorei, vi que o cabelo voltava mesmo! Que eu estava florindo de novo

ATH: Qual conselho de beleza você daria para uma mulher que estiver se recuperando, deixando o cabelo depois da quimio crescer?

FF: Paciência…. Muita paciência. O cabelo volta doido, muitas vezes grisalho, difícil de domar, até pegar um tamanho que possa fazer uma progressiva demora, então eu sugiro usar e abusar dos lenços menores, faixinhas, tic-tacs, pomadas nessa fase, e começar pintando os cabelos se necessário com tonalizante – vc não quer judiar do seu cabelo tão novinho, né?

Flavia Flores descoloriu os fios novos. “Ficou bonito, mas judiou muito”, conta.

ATH: Você tomou algum cuidado especial com os fios?

FF: Participei do programa Superbonita, assim que meus cabelinhos colocaram a crescer e acabei descolorindo meus fios, ficou lindo, mas a manutenção detonou com meu cabelo, muito descolorante. Então sempre precisava cortar as pontinhas e hidratar muito!

ATH: Normalmente, o cabelo cresce diferente, no comecinho. Com o seu foi assim também?

FF: Ah sim, veio clarinho, fininho e esvoaçante.

ATH: Os lenços são parte importante do embelezamento da mulher em  tratamento (e seu trabalho tem a ver com isso). Depois que os cabelos cresceram você continua gostando desses acessórios?

FF: Sim! Não saio de casa se um lenço na bolsa! Se não for parar na cabeça, me enrola o pescoço, compõe o meu visual amarrado na bolsa ou mesmo na roupa.

Esperar o cabelo crescer é um exercício de paciência, que se torna mais fácil com lenços e outros acessórios.

Cabelo depois da quimio: para colaborar

Flavia Flores é fundadora do Banco de Lenços Flávia Flores, além de embaixadora e madrinha de outros projetos ligados ao tema cabelo depois da quimio (e durante o tratamento, também!), como o De Bem com Você – A Beleza Contra o Câncer (ABIHPEC – Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal e Cosméticos). É possível  colaborar com essas e outras entidades.

Sugestão de produtos

Shampoo Nexxus Emergencée e Condicionador Nexxus Emergencée, que ajuda a reconstruir as estruturas de proteína para fortalecer o cabelo e prevenir quebra. E Dove Serum Reconstrução Pontas Duplas, um auxílio para fechar as pontas abertas dos fios.

Fonte: Entrevista com All Things Hair

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VIVER DESPENTEADA

VIVER DESPENTEADA

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie,
por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade…
O mundo é louco, definitivamente louco…
O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro.
O sol que ilumina o teu rosto enruga.
E o que é realmente bom dessa vida, despenteia…
– Fazer amor, despenteia.
– Rir às gargalhadas, despenteia.
– Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
– Tirar a roupa, despenteia.
– Beijar à pessoa amada, despenteia.
– Brincar, despenteia.
– Cantar até ficar sem ar, despenteia.
– Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível…

Então, como sempre, cada vez que nos vejamos
eu vou estar com o cabelo bagunçado…
mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida.

É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir

Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,
toda arrumada por dentro e por fora,
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:
Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça,
coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria…
e talvez deveria seguir as instruções, mas
quando vão me dar a ordem de ser feliz?
Por acaso não se dão conta que para ficar bonita
eu tenho que me sentir bonita…
¡A pessoa mais bonita que posso ser!

O único que realmente importa é que ao me olhar no espelho,
veja a mulher que devo ser.
Por isso, minha recomendação a todas as mulheres:

Entregue-se, Coma coisas gostosas, Beije, Abrace,
dance, apaixone-se, relaxe, Viaje, pule,
durma tarde, acorde cedo, Corra,
Voe, Cante, arrume-se para ficar linda, arrume-se para ficar confortável,
Admire a paisagem, aproveite,

e acima de tudo, deixa a vida te despentear!!!!

O pior que pode passar é que, rindo frente ao espelho, você precise se pentear de novo…
Autor desconhecido

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CABELINHOS PÓS QUIMIO

Como nasceram os seus cabelinhos? Meu cabelo nasceu como uma penugem, loirinho e pra cima; era tão macio e cheio de falhas – perto da orelha demorou muito a crescer, mas não usei nenhum shampoo especial para crescer mais rápido nem raspei os primeiros fios para nascer mais forte. 30 dias depois da última químio vermelha os cabelos começaram a crescer, mas aí vieram as quimios brancas e nada do cabelo nascer direito… Mas assim que as brancas terminaram meu cabelo criou uma força! E toda a cabeça foi preenchida e eu sabia, que tudo estava bem!

A maioria das Cats me falam que o cabelo nasce crespinho, o meu nasceu doido – eu aprendi a escovar pra frente e ele se comportava, mas não chegava a ser bem crespinho. Lembro que o cabelo do Gianecchini também estava crespo, mas logo voltou ao normal; mas eu sei de casos que ficam encaracolados para sempre, tem casos que a cor muda… O meu nasceu loirinho tipo uma calopsita mas hoje está bem escuro, e sem brancos como eu pensava que ficariam. Então, cada caso é um caso.
Assim que acabaram as minhas quimios brancas meu medico já deixou eu pintar os cabelos; ainda bem, porque fui parar no programa Super Bonita da GNT com Fernando Torquatto e eu topei platinar meus cabelinhos recém nascidos. Então, pode pintar. Eu curti tanto a minha loirice!!!

Assim que eu tive cabelo grande o suficiente para receber uma chapinha comecei com a progressiva, sem formol. Era mais uma super hidratação, cauterização, que domava os fios, já que sou adepta a franjinha, era mais fácil de arrumar com ele liso. Meu medico, 30 dias depois da última químio disse: Vida normal!  Pode pintar, alisar, depilar – isso é chato, mas a vida volta ao normal mesmo, temos que depilar uma hora.

Hoje eu não faço mais nada, nem pinto, nem aliso.

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COLOCANDO O APLIQUE

Eu estive no Rio Grande do Sul durante essa semana e encontrei a Cat Cris (da página Luz da Cris). Nós fizemos um facebook live juntas e foi uma delícia. Ela mostrou como combinar lenço e aplique, um show! Se você não viu, veja na página Quimioterapia e Beleza.

E como prometido, ela fez o vídeo sobre colocar o aplique pra vocês!