Flávia Flores em ensaio fotográfico por Wladmir Dal Bó.
Flávia Flores em ensaio fotográfico por Wladmir Dal Bó.














A exposição fotográfica “Costuras à Flor da Pele” foi inaugurada ontem (04 de novembro), às 16h, na Casa das Artes, no Porto. Ficará até o dia 18 de novembro, e tem entrada franca. A exposição ‘w apresentada pela Sanofi, e é constituída por lindas imagens de mulheres que enfrentaram ou enfrentam o câncer de mama. As fotos são do fotógrafo e cineasta Koen Suidgeest, e a cada visitante a Sanofi doará 1€ ao Centro de Mama do Centro Hospitalar de São João (CHSJ).
“Costuras à Flor da Pele” já traçou uma super viagem! Passou por Lisboa, Madrid e Barcelona, sempre com muito sucesso, emocionando ao público. O grande objetivo é mostrar as particularidades do câncer de mama. Para que o trabalho fosse feito, mais de 200 mulheres que vivem com câncer de mama participaram – algumas que acompanharam a doença de pessoas íntimas, outras que foram diagnosticadas.
“Para mim, a arte ser apenas arte não tem sentido. Preciso que o meu trabalho mostre algo sobre mim, em vez de ser apenas uma fotografia ou um filme bonitos. Por isso, o nascimento de “Costuras à Flor da Pele” é fruto de dois interesses distintos. Por um lado, é fruto do meu compromisso com a conscientização sobre o câncer, porque o vivi de perto, e por outro da fotografia documental, neste caso com a componente da nudez. Uma combinação de arte com causa. Eu coloco a arte ao serviço da causa, é a minha forma de contribuir e melhorar a sociedade que nos rodeia – em pequenos passos mas de forma constante” afirma Koen Suidgeest.
A exposição pôde ser produzida devido a uma campanha de microfinanciamento e de apoio de empresas como a Sanofi. “A Sanofi tem uma experiência de 30 anos nesta área, tendo desenvolvido fármacos inovadores que aumentaram a esperança de vida dos doentes com câncer, a isto somamos o nosso compromisso de estar mais perto do doente e acompanhá-lo não apenas durante o tratamento, mas também após a remissão do câncer. Esta exposição é uma homenagem às mulheres com cancro e a Sanofi quer agradecer-lhes o gesto de se deixarem fotografar, normalizando a doença e ajudando assim outras mulheres que estão a passar por uma situação semelhante” afirma Fernando Sampaio, Diretor-Geral da Sanofi Portugal.
Em Portugal há todos os anos 1.500 mortes devido a câncer da mama, e são detetados 4.500 novos casos.
Sobre Koen Suidgeest
Koen Suidgeest (Amsterdão, 1967). A viver na Holanda, após 17 anos a viver em Espanha, este cineasta e fotógrafo dedica-se especialmente a cobrir temas sociais e de direitos humanos, habitualmente com uma forte componente feminina. Um dos seus trabalhos, o premiado documentário “A Chegada de Karla”, revelou-se como um dos comentários espanhóis com mais êxito televisivo internacional.
Sobre o Centro de Mama
O Centro Hospitalar de São João trata pessoas com doenças oncológicas da mama desde a sua abertura, em 1959.
O Centro de Mama nasceu formalmente em 22 de Abril de 2008, tendo como base o anterior Grupo de Patologia Mamária, constituído em 13 de Junho de 1997, e que reuniu vários profissionais de saúde do Hospital de São João com atividade clínica em patologia mamária.
Nessa altura reunia cirurgiões dos 4 serviços de Cirurgia Geral, e elementos dos Serviços de Ginecologia, Cirurgia Plástica, Anatomia Patológica, Radiologia, e dos Serviços de Medicina Interna que tinham valências de oncologia. Constituía-se como um grupo de profissionais para concentrar conhecimento e homogeneizar decisões terapêuticas.
Posteriormente evoluiu para a Unidade de Diagnóstico de Patologia Mamária, uma unidade essencialmente vocacionada para a fase de diagnóstico e passou a contar com o concurso dos Serviços de Oncologia Médica e de Radioterapia.
Em 2008 é inaugurado o Centro de Mama, que dispõe de um espaço físico próprio e estrutura preparada para as atividades de ambulatório: consultas médicas, de psicologia, cuidados de enfermagem, exames de imagem, procedimentos para diagnóstico, consultas multidisciplinares e consultas de follow-up.
Fonte: Casa das Artes
A Karina Lenndel, paulistana, foi diagnosticada com tumor no apêndice em 2013, realizou cirurgia curativa e está em fase de acompanhamento. Ela é uma talentosa fotografa nos contou sobre seu projeto – que é lindo e vale a pena conhecer!!!
“Todos os dias milhares de pessoas lutam bravamente contra o câncer, passando por sessões muito dolorosas de quimioterapia e radioterapia.
Tendo em vista todo o sofrimento que essa doença traz na vida de qualquer ser humano, decidi então engajar projeto social fotográfico para assim elevarmos a auto estima e trazer um dia especial para cada uma participante.E também para mostrar que há sim vida após o câncer, que podemos continuar lindas, femininas e com a muito mais garra e vontade de seguirmos em frente.
E o nome do projeto não poderia ser outro: PROJETO AMOR À VIDA.
Estamos em nossa terceira edição do projeto, esse ano em parceria com a Barbearia Corleone, fizemos um ensaio Pin Up com algumas modelos que tiveram suas vidas transformadas pelo câncer”
As fotos são incríveis! Com certeza, é possível passar pelo tratamento sem perder o amor próprio. Conheça mais aqui (e veja o ensaio completo): Projeto Amor à Vida










Ter câncer não é fácil em nenhuma fase da vida. Mas, para os pequeninos essa tarefa pode ser um pouco mais difícil de compreender. Apesar disso, muitas pessoas dedicam esforços para tornar a luta deles um pouco mais doce. O fotógrafo Jonathan Diaz é um dos adultos de coração grande que colaboram nessa missão.
“True Heroes” ou “Verdadeiros Herois”, em português, é o nome da série que o fotógrafo vem construindo junto com crianças com câncer. Ele pergunta para os garotos qual é o sonho deles e depois de alguns cliques e muito trabalho no Photoshop tudo vira realidade. Ou quase isso.
Para os bravos e pequenos guerreiros é muito importante que sonhos sejam cultivados. Eles são sinônimo de alegria e fonte de força para combater a doença.
O projeto será publicado, também, no formato de um livro. Este contará com 21 fotografias e com o mesmo número de histórias.
Fonte: Coneccte, Blog do Câncer
Elizaveta Bulokhova é o nome dela. Estudou Direito, mas trocou Toronto por Londres para começar uma carreira de modelo. Viajou o mundo, acumulando já 7 anos de carreira – passando por Japão, Londres, Nova York, África do Sul, entre outros países. Mas então ela passou pelo que não esperava passar. Começou em 2014: ela e o namorado estavam em Amsterdã curtindo um tempo juntos, quando seu maxilar começou a inchar. A dor começou a se tornar insuportável, quando, em julho, depois de tantos exames e biópsias foi diagnosticada com osteossarcoma no rosto, no meio de sua primeira gravidez. Então ela deveria interromper a gravidez para que tratasse o câncer com quimioterapia, além de ter que passar por uma cirurgia para remover o maxilar. Em entrevista à revista Vice ela disse:
“Valentin era muito ativo e eu sempre conversava com ele enquanto estava no meu útero. Tive que pedir ao meu bebê para parar de se mexer porque não poderia mantê-lo e, de repente, ele parou. Ele me escutou e ficou bem quietinho”, contou ela, em entrevista à revista “Vice“.
A cirurgia foi muito intensa! Durou cerca de 16 horas e removeu 95% de parte inferior de sua face, ou seja, 17 centímetros. Depois o maxilar teve que ser reconstruído usando fíbula, veias, nervos e enxertos de pele da sua coxa direita e de seu ombro direito, o que devia acabar com sua carreira de modelo. Várias cirurgias, uma trás da outra. A anestesia poderia prejudicar o Valentin. O namorado cobriu todos os espelhos e ela demorou um mês para ter coragem de se olhar de novo.
A quimioterapia – que deveria acontecer depois de todas as operações – foram adiadas. Faltavam dois dias para a realização do aborto, quando o casal procurou médicos para realização do parto do Valentin, mesmo com dez semanas de antecedência.
“Foi horrível; basicamente tivemos que dizer aos médicos para matar nosso bebê perfeitamente normal, mas não tínhamos escolha”, disse Troubetskoi (o namorado) sobre os meses de angústia. “Aí, com Valetin perto de 28 semanas, perguntamos aos médicos o que seria dele. Era seguro fazer o parto? Eles disseram ‘Com certeza, vamos fazer isso’.”
Valentin então nasceu então dez semanas antes do previsto e passou 51 dias na UTI neonatal. Seu nascimento foi considerado um milagre. Bulakhova disse que foi então que começou a falar com o bebê de novo. E continuou a luta contra o câncer: hora da quimioterapia.
Para a revista Vice disse: “A químio mata todas as papilas gustativas, então eu não tinha fome e não conseguia mastigar direito”, ela disse, acrescentando que levava uma hora para comer um ovo cozido. “Eu tinha medo de beber água porque, às vezes, isso escorria (pelo lado do meu rosto) e isso me deixava traumatizada, meu estômago encolheu por causa da dieta líquida. Eu não conseguia comer nada. Fiquei desnutrida. O processo mecânico de comer era terrível.”
Nessa matéria, a revista Vice escreveu:
“Quatorze meses depois do início do sofrimento – e dois meses depois de sua última rodada de quimioterapia – Bulokhova, agora com 25 anos, e Troubetskoi, de 30, estavam sentados lado a lado em sua casa em Vaughan, Ontário, enquanto conversávamos. Quando um vizinho apareceu para pegar Valentin para ficar com ele durante a tarde, ele disse: “Ele parece maior toda vez que o vejo”.
O cabelo de Bulokhova começou a crescer de novo; a fileira de dentes de cima está tão perfeita quanto antes, mas ela tem dificuldades para falar às vezes, porque só quatro dentes de baixo restaram. Em alguns anos, quando o câncer estiver em remissão, ela vai passar por mais cirurgias reconstrutivas. Com seu 1,72 metro e 49 quilos – apenas 1,8 quilo mais magra que seu peso antes do diagnóstico quase fatal – sua nova vida é tudo menos banal.”
O fotografo Manolo Ceron fez um ensaio fotográfico – lindo – para contar a história dessa cat guerreira. Ele contou, em entrevista para Vice:
“Quisemos usar a arte como ferramenta para contar a história dela”, disse Ceron. “Eli (Bulakhova) é o tema. Ela é a história e tudo mais é uma ferramenta para mostrar sua beleza e força. Isso mostra como somos frágeis e belos. É difícil colocar uma única mensagem principal nisso, mas há muita esperança e força, e muitos sobreviventes de câncer podem tirar algo disso, e talvez essa seja a mensagem subjacente.”
Em uma das fotos mais emocionantes, Valentin alcança a mãe com os dedos. “Ele salvou minha vida – essa é parte mais importante”, disse Bulakhova. “Ele realmente cuidou de mim. Ele me deu um cronograma para seguir que me ajudou a trabalhar em mim mesma. Ele não me deu trégua, no bom sentido. Isso me manteve seguindo em frente. Eu não tinha tempo de ter pena de mim mesma. Acredito que se não estivesse grávida, eu teria sido tratada como outro paciente que estava passando pelo câncer e precisava de cirurgia. Foi ele quem tomou conta de mim e fez com que todo mundo se esforçasse ao máximo.”
Vejam as fotos:
(Fotos por: Manolo Ceron, Maquiagem por Julia Stone. Assistente de fotografia Ken Appiah. Estúdio gentilmente cedido por A Nerd’s World.)
Fonte: VICE
Vocês conhecem a página Despir o Preconceito?
Conheci melhor quando fui para Portugal no ano passado e conheci o Filipe Inteiro, bem na época do outubro rosa.
Ele é designer e desenvolveu este projeto para sensibilizar o preconceito em relação ao câncer. A página no facebook foi fundada dia 5 de julho de 2013, e é riquíssima em fotos de mulheres maravilhosas!
“O designer Filipe Inteiro desenvolveu uma campanha de sensibilização intitulada “Despir o Preconceito”. Este projeto é parte integrante da investigação de mestrado do designer e retrata, através da fotografia, os efeitos colaterais inerentes ao cancro, desmistificando o preconceito associado à doença.”
As fotos mostram mulheres tão lindas e guerreiras que o projeto me conquistou! Nada daquilo de negatividade.
E olha essas fotos: elas foram tiradas no ano passado e neste ano e colocadas “lado a lado”. As guerreiras inclusive usam as mesmas roupas e acessórios. Com essa comparação podemos perceber o quanto elas mudam no decorrer do ano (mas convenhamos que tanto antes, quanto depois, elas estão lindas!!).
Bárbara Souza tem 19 anos, mora em São José/SC e está na quinta fase do curso tecnólogo em fotografia na Universidade do Vale do Itajaí. Como trabalho de conclusão de curso, optou por elevar a auto estima das mulheres que passam pelo câncer de mama, através da fotografia de retratos profissionais com produção e pós produção enfatizando a beleza real. O projeto Amigas do Peito, hoje está na fase de finalização para que possa ser feito o livro e conta com uma fanpage para que todos possam ter acesso ao seu trabalho.
Para Bárbara o projeto não só ajudou as mulheres como à ajudou, pode então tomá-las como exemplo de superação e passou a enfrentar seus problemas de uma maneira mais fácil. Após a conclusão dos ensaios fotográficos, Bárbara obteve a confirmação de que realmente nasceu para fazer fotografias e ajudar as pessoas através do seu trabalho.
Confira as fotos do projeto:
Quem sofre determinadas situações difíceis, adversidades, doenças, falta de acessibilidade, entre outras dificuldades, buscam sempre esperança e inspiração em histórias de outras pessoas que vivenciaram e superaram tais situações difíceis.
O ensaio a seguir do artista catarinense Wladmir Dal Bó, 40 anos, que de dois anos para cá tem realizado um trabalho social com pacientes de câncer, retrata duas mulheres que superaram suas dificuldades e são inspiração para milhares de pessoas mundo afora. São duas histórias diferentes, mas que têm a mesma causa e responsabilidade social.
São duas mulheres, uma catarinense e outra paulista, se conheceram por acaso e viram que suas histórias de vida e superação têm o mesmo elo: o inspirar e ajudar muitas outras pessoas. Suas histórias viraram projetos e livros que são sucesso de vendas.
A ex-modelo catarinense Flávia Flores, 37 anos, hoje escritora, descobriu no ano 2012 um câncer de mama, depois do choque do diagnóstico, ela resolveu então, criar uma página no Facebook “Quimioterapia e Beleza”, onde ajuda outras mulheres que estão na mesma situação e mostra que com beleza e autoestima elevadas, pode sim, superar essa fase e torna-la menos triste e dolorosa. A fanpage virou projeto pioneiro, livro e se tornou um ícone de combate desta luta.
Mara Gabrilli, 46 anos, é publicitária, psicóloga, foi secretária da Pessoa com Deficiência da capital paulista e vereadora também por São Paulo. Atualmente é Deputada Federal pelo PSDB/SP. Aos 26 anos, sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica. Após cinco meses internada – dentre os quais dois em respirador artificial – recebeu uma nova condição para a vida: a impossibilidade de se mexer do pescoço para baixo.
Sobre o Ensaio
A tônica principal deste ensaio que mistura moda, beleza e criatividade é mostrar que há um recomeço onde muitos enxergam o fim.
Modelos: Flávia Flores e Mara Gabrilli
Maquiagem: Jane Gimenes e Liz Dantas
Uma jornalista potiguar resolveu tratar do câncer de mama através da fotografia. Para isso, Thaíse Gosson montou uma exposição com 15 fotos que mostram a trajetória da luta contra o câncer através da famosa boneca Barbie. A exposição fotográfica chamada de “Helenas” A Barbie contra o câncer de mama”.
Confiram as fotos: