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“SEM APOIO EU NÃO TERIA AGUENTADO”, DIZ SABRINA PARLATORE

O apoio emocional de família, amigos e profissionais da saúde envolvidos no tratamento do câncer é fundamental para a recuperação do paciente.

A conclusão é dos participantes de um debate no último dia do Fórum “A Jornada do Paciente com Câncer”, promovido pela Folha e patrocinado pelo laboratório Bristol-Myers Squibb. O evento é realizado no teatro do Unibes Cultural, em São Paulo.

“Se eu não tivesse o apoio das pessoas ao meu lado eu não teria aguentado”, disse Sabrina Parlatore, apresentadora de TV que foi diagnosticada com câncer de mama em 2015.

Hoje, ela compartilha sua história com outras mulheres em suas redes sociais. No tratamento, Parlatore precisou enfrentar sessões de quimioterapia e radioterapia. “Não foi brincadeira, mas a onda positiva de energia que recebi me ajudou muito”, relembrou.

Apesar do sofrimento, Parlatore afirma que a experiência a impactou positivamente de alguma maneira. “Me sinto transformada e melhor”, disse. “Depois dessa experiência, eu não quero viver de um jeito ‘mais ou menos’”.

Jou Eel Jia, médico e representante da Academia de Medicina Chinesa no Brasil, reafirmou a importância de compartilhar a experiência, como é o caso da apresentadora de TV. “O câncer faz o paciente passar por uma série de processos que não afetam só a ele, mas a todos envolvidos no cuidado também”, afirmou.

Jia disse acreditar ainda que elementos como felicidade e estresse interferem no processo de adoecimento e cura.

Carlos Alberto Sacomani, urologista responsável pelo Ambulatório de Disfunções Miccionais e Urodinâmica do Departamento de Urologia do A.C.Camargo Cancer Center, lembrou que ainda não existem estudos conclusivos que relacionem o bom estado psicológico do paciente com a sua melhora mais efetiva.

No entanto, acrescentou ele, pacientes com bom acompanhamento psicológico se dedicam mais ao tratamento e têm condições melhores de enfrentar as fases mais difíceis da terapia.

Por mais que a questão da interferência das emoções no tratamento seja controversa entre os médicos, ela precisa ser discutida, ponderou Parlatore.

QUALIDADE DE VIDA

A busca por qualidade de vida em todos os momentos do processo traz benefícios, como o aumento da taxa de sucesso da terapia, segundo os debatedores.

“Com melhor qualidade de vida, o paciente percebe que não precisa parar de fazer o que gosta para se dedicar apenas ao tratamento. Ele interage com outras pessoas e vê que, embora seja um momento difícil, há uma luz no fim do túnel”, disse Sacomani.

Uma abordagem multidisciplinar no tratamento também pode ajudar a elevar o bem-estar do paciente, segundo os participantes do debate.

O paciente interage com fatores biológicos, psicológicos e sociais e eles não podem ser dissociados, de acordo com Sacomani.

“O câncer tem causa multifatorial. Na tentativa de curar a doença, o médico também deve pensar de maneira multifatorial”, afirmou ele.

“Não é mais suficiente falar somente em cura do câncer. O médico tem que prestar atenção na qualidade de vida do paciente –considerar o antes e o depois do tratamento. Não posso deixar de pensar, por exemplo, na incontinência urinária enquanto faço uma operação de próstata”, concluiu.

Fonte: FOLHA

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RENASCIDA APÓS CURAR CÂNCER DE MAMA, SABRINA PARLATORE CONTA SOBRE SUA LUTA

Por Maurício Targino

Fonte: ESPNW

Quem vê o andar confiante e o semblante otimista de Sabrina Parlatore dificilmente imaginaria que menos de dois anos atrás a apresentadora e cantora viveu o maior pesadelo de sua vida: o câncer de mama. E não apenas o venceu como adquiriu uma nova percepção sobre si mesma e o mundo.

Dona de hábitos saudáveis como exercícios físicos regulares e alimentação balanceada sem histórico da doença na família, ela recebeu o diagnóstico em maio de 2015. Apesar, do susto, não se abateu. “Eu já estava meio preparada, já tinha feito a biópsia e sabia que a chance era grande”, conta ela à espnW Brasil. “Então foi um misto de susto e de força. No primeiro momento perguntei ao médico se eu ia morrer”, continua. “Como ele respondeu que não, que tinha tratamento, então eu disse ‘beleza’”.

Rosto bastante conhecido graças a duas décadas de trabalho na TV, Sabrina optou por se isolar durante o tratamento. “Sempre tive cuidado em não expor minha vida pessoal e em nenhum momento pensei em tornar isso público”, afirma. “E foi muito bom ter ficado na minha, porque o tratamento era muito forte e eu tive que me concentrar. Só a família e alguns amigos sabiam”.

Ela também diz ter contado com a sorte para se manter longe dos holofotes. “O local em que eu fiz o tratamento não me deixava muito exposta, eu chegava discretamente e fazia o tratamento em uma suíte sem ninguém”, conta. “De vez em quando alguém perguntava ‘você não é aquela menina da TV?’, mas nada demais”.

A vida durante o tratamento

Sabrina aponta a quimioterapia como o período mais difícil. “Foi terrível, e a fama de que é muito agressiva procede”, diz. “Cada um sente de um jeito, e eu senti bastante. Enjoo, dor de cabeça, cansaço descomunal, insônia… a pele fica fina, não pode tomar sol, qualquer coisa corta”, prossegue. “E o intestino e o estômago ficam sensíveis, tem que tomar remédio pra tudo”.

A família exerceu um importante papel, mas Sabrina faz questão de destacar sua mãe, Márcia Tauil. “Ela sempre foi a figura central e não poderia ser diferente”, conta. “Ela me acolheu, cozinhou para mim, deu muita força psicológica naquele momento”.

A música também foi uma grande aliada nesse período. “Sempre esteve presente na minha vida. Eu cantava para mim mesma, me dava força e me tranquilizava”, conta. “Também fiz alguns shows entre uma e outra sessão de quimio”, continua. “Ninguém sabia pelo que eu estava passando, eu colocava a peruca, subia no palco e o público não percebia”.

Curiosamente, foi uma canção fora do seu repertório habitual que acabou se tornando um símbolo dessa época. “A letra de ‘Começar de Novo’, do Ivan Lins, me tocou muito”, diz, e logo solta a voz: “Começar de novo e contar comigo… vai valer a pena ter amanhecido…”.

Vistos hoje, os versos da canção fazem todo o sentido. “Passei a ter muito mais fé na vida e confiar mais em mim”, conta. “Estou feliz agora e mais tranquila do que antes, tentando aproveitar mais coisas, indo atrás do que me faz bem e largando aquilo que não me faz”, completa.

O papel do esporte

No começo do tratamento, Sabrina conseguiu manter parte de sua rotina de atividades físicas, com um pouco de musculação e exercícios aeróbios. “É muito legal falar sobre isso, porque antes recomendava-se ao paciente ficar quieto para poupar energia durante o tratamento”, diz. “Mas depois se viu que o esporte ajuda na recuperação, por liberar endorfina, e isso ajuda a aguentar o tranco”, prossegue. “Então eu ficava dentro do limite, e meu rendimento caiu muito! Não conseguia fazer nem metade do que fazia antes”.

A cirurgia para retirada do nódulo a afastou de uma de suas atividades preferidas: a natação. “Eu não podia fazer os movimentos”, conta. “Então quando pude voltar a nadar, foi uma espécie de iluminação, mexer o corpo inteiro, esse tipo de coisa”, segue. “Passei a prestar ainda mais atenção ao que acontece com meu corpo. Sempre fui muito saudável em tudo, para você ver que o câncer não escolhe”.

As origens da doença importância da conscientização

Aos 23 anos, Sabrina teve sua primeira crise de síndrome do pânico. “É um fantasma na minha vida, e te digo que não sei o que é pior, essa dor na alma ou o próprio câncer”, conta. “Acho até que veio do meu estado emocional, dos estresses que eu já passei na vida. O pânico não mata diretamente, mas pode fazer isso por outras vias”.

Superado o câncer, Sabrina se sente com a missão de alertar sobre os perigos da doença. “Durante o tratamento, percebi que passo uma imagem de credibilidade, então comecei a usá-la para algo bom, já que tinha usado para outras coisas e não sabia o porquê”, diz ela.

Ao notar que as pessoas a recebiam isso bem, Sabrina resolveu falar ao vivo em um programa de rádio. “Comecei a receber mensagens de mulheres do Brasil dizendo que eu salvei a vida delas, que foram ajudadas ao ouvirem meu depoimento”, conta. “Se informem, questionem o médico, corram atrás. O que aconteceu comigo poderia ser evitado se o médico não ignorasse um nódulo de 1,5 cm de diâmetro, e era do tipo mais agressivo. No ano seguinte, estava com o dobro do tamanho”, completa.

“Ninguém conhece melhor o corpo do que a própria pessoa”, diz Sabrina. “Alguns médicos não são tão atenciosos e atualizados, e nem sempre é por culpa dele”, continua. “Então, mulheres, prestem atenção aos sinais, façam os exames preventivos para não passarem esse sofrimento”.

Por fim, Sabrina Parlatore também recomenda cuidar da mente e da alma. “Precisamos resgatar nossa essência e fazer coisas boas para nós mesmas”, pede. “Nossos corpos foram moldados há milhões de anos e não estão aguentando mais alimentos industrializados, poluição, pressão de trabalho e toda essa loucura atual”, finaliza.

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SABRINA PARLATORE EXIBE CABELEIRA E CELEBRA: “O CÂNCER DEFINITIVAMENTE FICOU PRA TRÁS”

Sabrina Parlatore exibiu sua cabeleira antes de ir para uma consulta médica e celebrou a cura de um câncer de mama. “Esperando pra consulta com minha amada oncologista Dra Mariana Laloni. Muito bom voltar agora pra este lugar que tanto me acolheu, cuidou de mim, me tratou, me acarinhou. Volto aliviada, curada e com fé de que o câncer definitivamente ficou pra trás”, disse.

A apresentadora, de 42 anos, enfrentou o câncer de mama, entre 2015 e 2016. No começo deste ano, ela usou uma montagem do antes e depois do seu rosto, com foto da época da quimioterapia, para compartilhar a doença com seus fãs.

“Hoje faz 1 ano que terminei as 16 sessões de quimioterapia para o tratamento do câncer de mama. A foto da esquerda foi feita no réveillon do ano passado. Estava completamente esgotada física e emocionalmente. Ainda encararia 33 sessões de radioterapia. A outra foto tirei hoje, quando respiro aliviada com minha energia recuperada e me sentindo forte, pronta para os desafios que a vida nos impõe”, escreveu ela.

O desabafo dela não parou por aí. “Para as pessoas que enfrentam o duro tratamento do câncer, muita paciência, fé e foco! Meu agradecimento especial a todos os familiares, amigos, médicos e enfermeiros que estiveram comigo e me ajudaram muito. Agradeço a Deus pela fé e tranquilidade que me deu. Obrigada à todos que me mandam diariamente mensagens de força e carinho. Um grande ano a todos! Vamo que vamo!”, finalizou Sabrina.

Sabrina Parlatore na época da quimioterapia e um ano depois (Foto: Reprodução/Instagram)

Fonte: Revista QUEM

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CABELO DE SABRINA PARLATORE CRESCE ENROLADO APÓS QUIMIOTERAPIA

Um ano após vencer uma luta contra um câncer de mama, a apresentadora Sabrina Parlotore, voltou a usar os cabelos compridos. Por conta do tratamento de quimioterapia, Sabrina teve que deixar as madeixas bem curtinhas. Nesta quinta-feira, a apresentadora comemorou o crescimento dos fios, mas informou que eles nasceram enrolados.

“Cabelo com 1 ano de crescimento pós quimioterapia. Finalmente dá pra usá-lo solto. E não é que nasceu enrolado? Amei!!”
Fonte: http://extra.globo.com/famosos/cabelo-de-sabrina-parlatore-cresce-enrolado-apos-quimioterapia-cancer-amei-20970294.html#ixzz4ZXjlTSRf

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SABRINA PARLATORE CONTA COMO ENFRENTOU O DIAGNÓSTICO E O TRATAMENTO

A querida Cat Sabrina Parlatore deu uma entrevista para a revista Marie Claire e resolvi compartilhar. Vejam:

Aos 40 anos, Sabrina Parlatore precisou lidar com um inimigo que nunca imaginou ter que enfrentar: o diagnóstico de câncer de mama. A descoberta aconteceu em 2015, após uma negligência médica, que tardou o resultado e, segundo ela, impactou no tratamento recém-finalizado. “Se eu tivesse feito a biópsia um ano antes, talvez não precisasse de quimioterapia e ter passado por esse sofrimento que passei”, disse em entrevista à Marie Claire. Agora, curada, ela pretende impactar outras mulheres a se cuidarem mais.

Primeira da família a ter tido a doença, Sabrina culpa os picos de estresse com o trabalho pelo aparecimento do tumor. Por isso, hoje, tenta se cobrar menos e focar no seu prazer. Todo o processo contribuiu também para que ela repensasse suas relações. Durante o tratamento, colocou um ponto final no casamento de dois anos com Alfredo Motta.

“Senti que não estava feliz ali e precisava de um tempo comigo mesma. Faz oito meses e estou totalmente sozinha, feliz, me cuidando”, contou. Além de se dedicar à mente, Sabrina está focada também nos cuidados com o corpo para se manter saudável e evitar prognósticos negativos.

Referência de beleza, ela precisou lidar também com as mudanças físicas, resultado da quimioterapia e que impactaram diretamente em sua autoestima. “Por mais que você saiba que é passageiro, só quem passa sabe o sofrimento que é não se reconhecer no espelho. Mexe com a sua identidade mesmo”, desabafa.

Agora, curada, ela dá detalhes do processo enfrentado, fala sobre receios e conta como tem impactado na vida de outras mulheres.

Marie Claire – O seu tratamento está completamente finalizado? Quais são os próximos passos?
Sabrina Parlatore – 
Terminei meu tratamento em março do ano passado. Agora, por protocolo, faço um acompanhamento com exames. Era um tumor inicial que foi totalmente removido. A recuperação é lenta, principalmente por conta do protocolo de quimio que eu recebi, que foi bem pesado, de 16 sessões. Sofri bastante. É uma pancada, um atropelamento. Então até tudo voltar ao normal, demora. Inchei, perdi muita massa muscular e fiquei com muitas dores nas articulações. Isso leva tempo para recuperar.

MC – Existe algum outro caso na sua família ou você foi a primeira?
SP – 
Fui a primeira, “premiada”. Depois a gente acaba descobrindo que só 10% dos casos de câncer de mama são de ordem hereditária, genética. Os médicos nunca culpam alguma coisa. Pode ser estresse, alimentação industrializada e cheia de hormônio que a gente tem hoje em dia, tem também a questão hormonal… Mas é difícil culpar um agente só. No meu íntimo, só eu sei o que passei de estresse, tristeza e angústia na vida, tudo relacionado a trabalho. Então, culpo o estresse. Acho que o corpo o absorve e alguma coisa acontece aqui dentro.

MC – Quando você fala de estresse no trabalho, quais foram as suas decepções neste sentido?
SP –
 Já passei por momentos muito estressantes na minha carreira, de acúmulo de trabalho ou de não estar fazendo aquilo que eu realmente gostava. E isso foi me abatendo. Não fazer alguma coisa com vigor e amor, é se contrariar o tempo inteiro. Isso é muito ruim para a saúde. Então, agora estou respeitando muito isso.

MC – É verdade que houve negligência médica no seu caso?
SP – 
Sim. Eu fui diagnosticada em maio de 2015, quando descobri o caroço e fiz o exame. Só que um ano antes, esse mesmo tumor já havia aparecido em um ultrassom de rotina, mas o médico ignorou o nódulo. Na ocasião, a médica do laboratório onde fiz o exame orientou a biópsia. Mas ele disse que não era o caso, que bastava acompanhar o nódulo. Esse tipo de comportamento médico tem sido muito comum. A maioria das mulheres com quem converso, que tiveram câncer, disseram ter passado pela mesma situação. As pessoas precisam estar muito atentas ao seu próprio corpo, porque nem sempre o médico está tendo a melhor conduta.

MC – Ainda assim você descobriu bem no início…
SP –
 Sim, eu consegui detectar a tempo e era um tumor inicial. É claro que, quanto antes a gente identificar, melhor. O tratamento pode ser mais leve e tranquilo. Se eu tivesse feito a biópsia um ano antes, talvez não precisasse de quimioterapia e ter passado por esse sofrimento que passei. A quimio mexe com o organismo de forma geral, eu sentia cansaço, fiquei inchaço, tive enjoo, dor de cabeça, insônia, frequência cardíaca alta… É o tal do mal necessário. Por isso, se puder evitá-la, melhor. Para isso é preciso detectar o tumor cedo.

MC – Você não fez a mastectomia?
SP – 
Não precisei. Só fiz o quadrantectomia, que tira o tumor e uma margem de segurança em volta, que no meu caso foi muito pouco, então nem necessitei de prótese. Tive muita sorte em relação a isso.

Sabrina Parlatore faz comparação de fotos um ano após finalizar tratamento de quimioterapia (Foto: Reprodução / Instagram)

MC – A mudança física foi um receio inicial? Isso mexeu com a sua autoestima?
SP – 
Quando a gente inicia tratamento, ninguém te diz que você vai ficar feia. É uma coisa que se descobre ao longo do tempo, até porque existem protocolos diferentes de tratamento. O meu foi violento. Algumas mulheres precisam de poucas sessões e quase não apresentam muita alteração. No meu caso, a autoestima foi uma questão com a qual comecei a me preocupar por conta da aparência. Por mais que você saiba que é passageiro, só quem passa sabe o sofrimento que é não se reconhecer no espelho. Mexe com a sua identidade mesmo. Você literalmente se questiona: “Quem sou eu?”

MC – Passou por acompanhamento psicológico?
SP – 
A maioria procura e é recomendado mesmo. Eu não senti a necessidade, embora durante o tratamento na clínica recebesse um acompanhamento terapêutico com especialistas em pacientes com câncer, mas não era uma terapia semanal. É legal fazer, sim, porque é muito fácil cair em depressão durante a quimioterapia. Principalmente no final do tratamento, quando você vai ficando mais desgastada e o emocional prejudicado. Eu chorava muito por qualquer coisa, estava muito fragilizada, tudo me emocionava.

MC – Quem mais esteve ao seu lado durante todo esse tempo?
SP –
 Sem dúvida, a minha mãe. Ela foi uma fortaleza. Me dava apoio, estava sempre de alto astral, porque sabia que eu precisava estar forte também. E lógico que o ambiente que eu estava contribuiu. Eram enfermeiros extremamente sensíveis e carinhosos. A companhia é bem importante. Tanto que, quando terminei, fiquei com saudades das pessoas de lá. Se não fosse pelos efeitos tão ruins da quimio, eu diria que é uma delícia estar ali, porque eram horas muito agradáveis na companhia deles. Tive uma experiência que foi a melhor possível. Diante de tudo, teve essa coisa boa.

MC – Isso te fez repensar as suas relações?
SP –
 Sempre faz. A gente começa a dar mais atenção às pessoas, olhar de outra forma. Nunca sabemos o que o outro está passando. Como diz a música [‘Dom de Iludir’, de Caetano Veloso]: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Nunca podemos julgar o outro.

MC – Nesta fase você estava se relacionando com alguém?
SP –
 Eu estava casada, mas me separei depois. Quando a gente passa por uma experiência dessa, revemos tudo. Certamente teve um pouco a ver com a minha mudança interior. É curioso isso. Senti que não estava feliz ali e precisava de um tempo comigo mesma. Faz oito meses e estou totalmente sozinha, feliz, me cuidando. Não dei um beijo em todo esse período. Mas também não sinto falta. Estou em um relacionamento sério comigo mesma, descobri meu amor próprio.

MC – Quando você olha para trás, o que tira de tudo isso?

SP – Sem dúvida é um baque muito grande. Por incrível que pareça, eu ganhei algumas coisas. Agora, me sinto uma pessoa menos ansiosa, preocupada. Diante disso, o resto dos problemas ficou pequeno. A gente se cobra muito e é muito cobrado na vida. Espero que com isso, eu me torne uma pessoa mais tranquila. E veio uma coisa muito forte de realmente aproveitar o presente, porque a gente não sabe como vai ser daqui a uma hora. Isso te tira angústias, preocupações… Não que a gente não tenha que se planejar, que se prevenir. Mas que seja só com o que for realmente importante.

MC – De certa forma, depois do fim do tratamento, o câncer fica como uma espécie de fantasma?
SP – 
Tem aquela coisa de a alta vir só depois de cinco anos. O câncer ainda  está ligado a uma doença incurável. Mas o de mama é o mais curável desde que diagnosticado no início. Internamente me sinto curada, porque estou dentro dessa estatística das mulheres que descobriram no início. Então realmente sou muito otimista e acho que nunca mais vou ter nada. Lógico que agora vou me cuidar mais do que nunca. A preocupação existe, é natural. Depois do tratamento, quando você vai fazer novos exames, fica apreensiva até sair os resultados. Porém, o que eu ganhei – a força, a paz – é maior do que a doença. Claro que minha história pode ser considerada feliz. Nem todas são. Infelizmente, vejo muitas mulheres com metástase e com prognósticos ruins. Por isso, a minha maior intenção enquanto luta é incentivar a todas que façam os exames preventivos para que possam diagnosticar um possível câncer o mais cedo possível. Estamos falando de uma doença extremamente grave, com um tratamento horroroso.

MC – De que outras formas você pretende impactar na vida das mulheres?
SP – 
Acho que já estou impactando. Desde que tornei pública a minha história, comecei a atuar mesmo nesse tema, a me engajar. Tenho um grupo de WhatsApp com centenas de mulheres, e todas se ajudam muito. Muitas me procuram pelas redes sociais. Coloco no grupo, converso por telefone. Dedico o maior tempo para elas, que se sentem muito confortadas. Os grupos de apoio são muito importantes. A gente se sente “normal”, não mais sozinha. Ter exposto o que passei de uma forma tão clara e honesta, faz com que as pessoas se identifiquem. Desde colocar uma imagem forte como a que eu coloquei – sem maquiagem, sem cílios, sem sobrancelha, inchada e com o olhar sem brilho -, até dizer que isso passa. Isso realmente faz a diferença para outras mulheres. Por ser apresentadora, isso é uma coisa fácil, natural, prazerosa de fazer, e que acaba me ajudando também. Algumas pessoas me questionam se isso não é uma maneira de reviver um sofrimento. E digo sempre que não. Pelo contrário, me ajuda a superar ainda mais. Sempre quis trabalhar por uma causa e não sabia qual. De repente ela apareceu para mim. É uma coisa para o resto da vida, um trabalho que quero levar adiante.

MC – Durante o tratamento você continuou trabalhando?
SP – 
Dentro das minhas possibilidades. Eu não estava com um emprego fixo, então não tinha uma rotina de trabalho. Continuei com meus compromissos de apresentar eventos e fazer show. Mas nos últimos dois meses de tratamento, parei com tudo, porque estava muito desgastada.

MC – Quais são os seus planos profissionais?
SP – 
Quero atuar nessas três frentes: TV, música e palestras. Espero voltar com um programa. Já tenho alguns projetos e vou correr atrás das oportunidades, porque esperar sentada está difícil. Tenho meu projeto musical que quero retomar agora, montar um novo show. E também estou preparando uma palestra sobre a minha vida, focada no que eu passei com o câncer de mama, porque a demanda para isso tem sido muito grande. Estou muito animada!

Fonte: Marie Claire

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SABRINA PARLATORE COMEMORA 1 ANO DO FIM DA QUIMIOTERAPIA

Um brinde à saúde!! Sabrina Parlatore, de 42 anos, que enfrentou e venceu um câncer de mama, celebrou na noite desta quarta-feira (4), um ano sem as sessões de quimioterapia. A modelo e apresentadora publicou uma foto nas redes sociais com dois momentos: antes e depois do tratamento.

“Hoje faz 1 ano que terminei as 16 sessões de quimioterapia para o tratamento do câncer de mama. A foto da esquerda foi feita no réveillon do ano passado. Estava completamente esgotada física e emocionalmente. Ainda encararia 33 sessões de radioterapia. A outra foto tirei hoje, quando respiro aliviada com minha energia recuperada e me sentindo forte, pronta para os desafios que a vida nos impõe”, escreveu Sabrina.

Parlatore descobriu a doença em maio de 2015 e, quinze dias após receber o diagnóstico, começou o tratamento com cirurgia, seguido de quimioterapia e radioterapia. “Para as pessoas que enfrentam o duro tratamento do câncer, muita paciência, fé e foco!”, incentivou.

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“O CÂNCER ME FEZ VIVER A VIDA QUE SEMPRE QUIS” – SABRINA PARLATORE

Durante anos e anos vivi uma vida supercorrida. Sempre atolada com o trabalho, nunca respeitei meus limites. A saúde? Não era lá uma das minhas prioridades. Troquei o dia pela noite, vivi estresses diários — daqueles em que quando você chega em casa só quer deitar na cama e nem pensar no amanhã. Capturava tudo: o trânsito, a preocupação com a violência e tudo de mais opressor que a cidade de São Paulo me oferecia. Uma hora não teve jeito: o corpo e a mente entraram em conflito e sem eu nem perceber deram tilt. Até hoje acredito que o câncer foi a maneira mais forte que meu corpo encontrou para avisar: “Ei, Sabrina, alguma coisa está errada, menina”. E foi por acaso que percebi esse chamado. Passando a mão no seio, notei um caroço do lado esquerdo. Por sorte, o tumor estava ainda no estágio inicial.

Na hora em que recebi o diagnóstico, me veio um sentimento de imediatismo. Queria resolver logo, tirar cada célula da doença que aos poucos estava enfraquecendo meu corpo. Mas as coisas não são assim, principalmente com uma doença como o câncer. Percebi que a palavra de ordem durante todo o processo foi paciência. Paciência para me informar, paciência para me tratar, paciência para ouvir e paciência para falar. Mais uma vez tive sorte e consegui me rodear de pessoas que puderam fornecer as informações de que precisava para conseguir me manter calma e o carinho, apoio e alto-astral que me fizeram me sentir segura.

Desde o momento em que descobri o câncer, durante todo o tratamento — a cirurgia, as 16 sessões de quimioterapia e as 33 de radioterapia — e até hoje, sempre passam as mesmas perguntas pela minha cabeça: será que valeu a pena passar todos esses anos me desgastando, ultrapassando meus limites? Conversando com outras meninas que descobriram o mesmo tumor que eu, vi que muitas também tiveram o feeling e diziam: “Me desrespeitei, abusei demais da minha saúde”. Com o tempo, descobri que não, não valeu a pena. Aprendi que a gente precisa se respeitar antes de tudo. Priorizar a saúde tanto física quanto mental. Acredite: é um dever, mais até que um direito, encontrar um equilíbrio na vida — entre seu trabalho, sua casa e sua distração. Senão, pra que todo esse esforço?

O câncer é aquela doença do qual os médicos não conseguem apontar um agente causador, mas sabe-se que o stress é um deles. Claro, tem o fator genético, hereditariedade, alimentação, um conjunto de coisas. Mas intimamente tenho a convicção de que o stress contribuiu demais para o início da minha doença. Em alguns momentos até pensava que não era possível estar passando por toda essa pressão sem pagar preço algum.

E paguei. Apesar de tudo, descobri que psicologicamente sou muito forte, já enfrentei muitos trancos, e esse foi mais um deles. Não foi a pior coisa que aconteceu na minha vida, só mais um momento difícil e que eu resolvi encarar da melhor forma possível. Uma hora a ficha caiu e disse pra mim mesma: “Não vou me abater, é difícil, mas não posso abaixar a cabeça”. A partir daí, comecei a cuidar da minha alimentação, aproveitei cada minuto de descanso, tinha dias em que simplesmente não queria fazer nada, e pela primeira vez na vida me permiti não fazer. Respeitei muito o momento pelo qual meu corpo e minha mente estavam passando.

Ninguém precisa descobrir um câncer para perceber que está passando dos limites — como eu precisei. Se cuide, tenha tempo e pense em você mesma. No final, é você que tem que se importar com você, ninguém vai fazer isso no seu lugar. Hoje sou uma pessoa diferente, não só porque sou uma sobrevivente do câncer de mama ou porque passei pelos momentos mais dolorosos da minha vida, mas porque vivo do jeito que sempre quis viver. E você, vai continuar vivendo assim? /’

Fonte: M de Mulher

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SABRINA PARLATORE FALA SOBRE RADIOTERAPIA

Sabrina Parlatore decidiu contar nas redes sociais um pouco sobre o tratamento que realizou para vencer um câncer de mama em 2015. A apresentadora publicou nesta segunda-feira (4) uma foto de quando fez radioterapia .

— Eu na radioterapia depois de 1 mês do final da químio em janeiro. Começava a desinchar e iniciava a última parte do tratamento do câncer de mama. O pior já tinha ficado pra trás. A radioterapia pra mama é infinitamente mais tranquila que a químio. Foram 33 sessões no meu caso, um pouco de cansaço, um pouco de tristeza e uma certa queimadura na região tratada. Usei uma pomada power que infelizmente não existe no Brasil, a Biafine. Uma tia me trouxe da Europa. Muitas mulheres com câncer de mama só passam por cirurgia e radioterapia. Costumo dizer que quem não passou pela químio não pode reclamar. Não teve a mesma experiência de quem passa por ela. #radioterapia #cancerdemama#cancerdemamatemcura #girlpower#somosguerreiras

Em uma entrevista para o programa MorningShow, da rádio Jovem Pan, a apresentadora, que fez muito sucesso com o público jovem quando era apresentadora da MTV no final dos anos 1990, contou que perdeu apenas 30% dos cabelos, que contribuiu para manter a doença em segredo durante o tratamento.— Faz muito pouco tempo que terminei o tratamento. A última sessão foi em janeiro. Eu contei com um aparelho que resfriou o coro cabeludo e segurou 70%. Ninguém percebia que eu estava passando por isso. Saíram tufos de cabelo durante o banho. Perdi sobrancelha e cílios. Mas o cabelo estava lá. Passei por isso psicologicamente bem. Fonte: R7

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SABRINA PARLATORE É UMA CAT QUE VENCEU

Sabrina Parlatore é uma Cat vencedora! Ela falou sobre sua luta contra o câncer de mama em entrevista no “Morning Show”, da rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (21). E eu ainda recebi um recado essa linda, veja o vídeo:

Ela conta: “Um pouco mais de um ano atrás, fui diagnosticada com câncer de mama. É uma emoção falar sobre isso”,  “Graças a Deus, foi em estágio inicial. Resolvi esperar o tratamento todo para poder falar, porque estava muito fragilizada. Então, agora tenho mais condições de falar e poder refletir. E, principalmente, ajudar as pessoas. No início, não queria falar, porque era uma coisa íntima. Pensei que seria a mesma coisa de ter uma micose no pé e falar ‘oi, estou com uma micose’. Por que, né? Eu senti uma necessidade e até um dever meu como figura pública em dividir essa experiência com todas as mulheres e alertar para importância do diagnóstico precoce, dos exames preventivos todos os anos a partir de certa idade. Deu tudo certo”.

Sabrina tem 41 anos e já foi modelo, VJ da MTV e apresentadora das emissoras TV Cultura e Band.

Sabrina, você é uma Cat guerreira!! Grande beijo!