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Descubra as vantagens do Tamoxifeno

O tamoxifeno foi um dos primeiros bloqueadores hormonais utilizados no tratamento do câncer de mama. Sua função é impedir que a célula cancerígena perceba os hormônios femininos, bloqueando seu crescimento e causando a morte dessas células.
É um medicamento usado desde a década de 1970, sendo extremamente eficaz e seguro. É certamente o medicamento que mais salvou vidas na história da oncologia.
A maioria das pessoas não apresenta efeitos colaterais do seu uso. De cada 10 mulheres, 7 não têm nenhum efeito colateral. Em geral, quando os efeitos colaterais ocorrem, eles são limitados, se resolvendo em semanas a poucos meses. Os efeitos colaterais mais significantes são as ondas de calor, semelhantes às que ocorrem com a menopausa, o aumento do endométrio (que não causa maiores transtornos na vida da mulher), alteração na menstruação e aumento de risco de trombose em pessoas que têm predisposição ou já tiveram trombose antes (também um evento muito raro). Uma minoria das pessoas pode ter efeitos mais intensos necessitando da troca do tratamento. Isto é extremamente raro.
Não se deve ter medo de usar este tratamento. Como dito anteriormente, são extremamente eficazes contra o câncer de mama com receptores hormonais positivos, aumentando de maneira importante a chance de cura. É um medicamento altamente seguro, tem baixíssimo índice de complicações, que na maioria das vezes se resolvem sozinhas em poucas semanas.
Converse sempre com seu médico!

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Câncer de boca: a cura pela prevenção

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Boa noite, Cats! Vocês sabiam que o câncer de boca é uma doença super frequente entre os brasileiros??  Por isso é muito importante se prevenir! Se liguem nessa matéria que esclarece as medidas que devemo tomar para afastar ou detectar precocemente esse tipo de câncer. 

Apesar de estar entre os dez tumores mais comuns do Brasil, o câncer de boca, bem como seus sintomas, causas e tratamentos, ainda é desconhecido de boa parte da população. O cenário é comprovado pelo fato de que uma parcela expressiva dos diagnósticos ainda é realizada tardiamente, o que diminui de maneira considerável as chances de cura. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca) somente neste ano 15 490 pessoas serão vítimas da doença, sendo 11 140 homens e 4 350 mulheres.

Tais números colocam o Brasil na ingrata terceira colocação entre os países com maior incidência do câncer de boca no mundo, atrás somente da Índia e da República Checa. A cada duas horas um brasileiro morre por causa da doença. O período de tempo transcorrido em uma partida de futebol ou em uma sessão de cinema no domingo, por exemplo, representa mais uma vida perdida, o que poderia ser evitado com medidas acessíveis e simples.

E por que o país apresenta tantos casos? Uma das respostas está no uso de álcool e tabaco, que, mesmo caindo, representa um dos maiores causadores da enfermidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 90% dos pacientes diagnosticados com câncer de boca são tabagistas. Além disso, quando o fumo e o álcool estão associados, as possibilidades de desenvolver a doença aumentam em 30 vezes.

Homens acima dos 50 anos compõem a maior parte dos acometidos pelo problema. No entanto, o cenário está mudando. Cada vez mais jovens de até 40 anos estão apresentando a doença e um dos principais motivos é o papiloma vírus humano, mais conhecido como HPV.

Transmitido durante as práticas sexuais sem proteção, o vírus tem a capacidade de acelerar o tempo de desenvolvimento desse tumor. Um estudo produzido pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostra que há vinte anos o HPV representava 25% dos casos de câncer de amígdala. Atualmente, o número registrado é de 80%.

A maior medida para diminuir o número de vítimas está na prevenção, que pode ser feita inclusive em casa. O câncer de boca tem cura e, assim como o câncer de mama, pode ser facilmente identificado por meio do autoexame — neste caso, com a ajuda de um espelho.

Analisar a boca periodicamente, observar o aspecto da língua e de toda a cavidade oral (lábios, mandíbula, gengiva, glândulas salivares e garganta) deve se tornar hábito. O surgimento de feridas e lesões que demoram mais de duas semanas para sumirem são o sinal de alerta, assim como sangramentos, caroços, mudanças na coloração ou dor.

Entre os sintomas do câncer de boca estão também nódulos persistentes nas bochechas, irritação ou sensação constante de algo entalado na garganta, inchaço na mandíbula, dificuldade para engolir, mau hálito, dor para mastigar ou mover a língua, dentes frouxos na gengiva e até mesmo mudanças na voz e perda de peso. São sinais facilmente identificáveis não só pelo paciente, mas também pelas pessoas com quem ele convive. É importante ressaltar que o autoexame não substitui as visitas regulares aos cirurgiões-dentistas, fundamentais para o diagnóstico precoce.

É esse profissional que será responsável pelo encaminhamento de casos suspeitos para a confirmação e o posterior tratamento do câncer de boca e pelas orientações iniciais ao paciente. A localização e o estágio tumor determinam as medidas mais adequadas, que geralmente são cirurgia e/ ou radio e quimioterapia. Quando a doença é diagnosticada no início e tratada de maneira adequada, 80% dos casos chegam à cura.

Fica claro diante desse cenário que a grande questão em torno do câncer de boca é a prevenção. Para fortalecer a rede de informações sobre o tema e orientar a população, foi criada a lei federal nº 13.320 de 2015, que estabelece a primeira semana de novembro como a Semana Nacional de Prevenção ao Câncer de Boca. A importância do período é inegável, mas é essencial que os hábitos para combater a doença e diminuir o número de vítimas façam parte do cotidiano da população.

Fonte: SAÚDE

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APÓS VENCER CÂNCER, ERICK RENASCE COM CORRIDA: “HÁ VIDA DEPOIS DO PESADELO”

Comissário de bordo de uma companhia aérea francesa, Erick Ferrari, de 36 anos, hoje se divide entre Paris e São Paulo. Neste domingo (18), porém, ele será mais um entre os 33 mil participantes da Maratona do Rio. Participar da prova virou um desafio para o corredor carioca. Isso porque em dez meses ele superou um câncer agressivo no estômago, passou por quimioterapia e renasceu com a esperança de que conseguiria correr 42km novamente.

– Já tenho 90% de chances de sobreviver nos próximos quatro anos e eu pretendo me esforçar para ser digno desse milagre. Agora, quero fazer mais e reclamar menos. Manter o bom humor e agradecer. Quero correr até longe para mostrar a quem ainda está lutando que é possível. Que há vida depois do pesadelo – afirmou o atleta.

Erick revela que tudo começou com uma estranha coincidência. Um ortopedista havia receitado, além do tratamento para a lombar, anti-inflamatórios caso viesse a ter dores. Com o passar dos dias tomando o medicamento, ele parou no hospital com problemas gástricos. Ao fazerem a endoscopia, os médicos acharam algo a mais e decidiram fazer a biópsia. Era um tumor entre o estômago e o esôfago, extremamente agressivo. Para se ter ideia do susto, a estatística lhe dava cerca de 18,9% de chances de sobreviver.

“Eu não sentia nada, dor alguma. Estava forte como sempre, correndo, malhando e trabalhando. E um exame dizia que minha vida estava acabando rapidamente”

– A minha irmã anunciou naquela mesma semana que estava grávida e a família estava em festa. Era o primeiro neto dos meus pais, o maior sonho deles e eu me sentia culpado. Não queria contar para ninguém. Como eu iria ter coragem de dizer “Desculpe estragar a alegria, mas estou com câncer e provavelmente não vou sobreviver até o Natal” – recordou.

Erick estava com consultas marcadas e seria operado na França sem ninguém saber. Mas em um voo à trabalho para o Rio o tumor rompeu um vaso e o comissário teve hemorragia interna grave. Ficou hospitalizado por 11 dias. Assim, não tinha mais como esconder. Teve de contar à família e aos amigos que estava com problema grave de saúde. Voltando a Paris, viu que tinha menos tempo do que o previsto e o médico decidiu operá-lo imediatamente.

– A cirurgia demorou mais de oito horas e no lugar do tumor de 3cm diagnosticado 25 dias antes haviam três tumores. O original, por sinal, era de 6cm. Eu estava fraco demais, não reagi 100% como deveria e houve complicações em seguida. Passei 16 dias na UTI. Fiquei ligado em muitos aparelhos, sonda nasal, três drenos na caixa torácica e milhões de agulhas. Não me movia do pescoço para baixo, sentia muita dor e medo – contou.

Depois de 23 dias, Erick foi liberado a ir para casa. Antes de sair, ele perguntou ao médico se voltaria a correr 42km, afinal os pulmões estavam danificados e os danos podiam ser permanentes. Ou doutor respondeu com um “Claro que não!”. Dias depois, Erick passaria a fazer quimioterapia.

– Eu fiquei triste e ele completou: “Nesse estado que você está, não acredito que corra nem 50 metros! Mas daqui a algum tempo, com treinos…”. Então eu vi que era possível. Levei isso como objetivo. Sou maratonista e ninguém vai tirar isso de mim! – frisou o atleta, naquele momento.

As inscrições para a Maratona do Rio deste ano estavam abertas, e Erick foi um dos primeiros a garantir um lugar na prova. Para surpresa dele, um batalhão de amigos se inscreveu para correr ao lado dele. A meta estava traçada, mas a quimioterapia destruía parte do sangue e isso o impedia de fazer muito esforço, além de não respirar bem. Ainda assim, ele conseguia correr dois ou três quilômetros.

– Foi uma época difícil. Precisava equilibrar o risco com as dores, problemas financeiros que chegavam e com minha razão e memória alteradas pelos fortes remédios. Em outubro do ano passado, dez meses depois do diagnóstico, terminei a quimioterapia e puxei tudo que conseguia. No fim de fevereiro, corri a Meia Maratona de São Paulo. Foi divertido, mas o resultado não. Fui uma hora mais lento que o meu recorde e parei para caminhar várias vezes – lembrou.

Erick não abaixou a cabeça. Pelo contrário, seguiu treinando ainda mais, com foco e sentia melhoras na saúde de uma forma geral. Não tinha certeza se conseguiria correr os 42km, mas buscava forças para ir adiante nessa busca. Ele estava com algumas sequelas: não poderia mais comer açúcar, era sensível à cafeína e não sintia os pés e os dedos das mãos. Decidiu estudar como os maratonistas diabéticos corriam sem açúcar. Tudo para seguinte em busco do maior desejo.

Em março, o médico que operou Erick – e que estará na Maratona do Rio – ficou impressionado com os exames que mostravam o desenvolvimento dos pulmões, pois estavam fortes e grandes. Em abril, o comissário completou a Meia Maratona de Paris, com um tempo melhor que o da prova feita em São Paulo. E desta vez ele fez o percurso sem caminhar. Terminou bem e pronto para alongar a distância…

– Não sei como o meu corpo vai reagir durante os 42km, mas sei que minhas pernas estão prontas. As pessoas próximas ainda me tratam muitas vezes como se eu fosse de vidro, mas os números melhoraram para o meu lado – encerrou. 

Fonte: GLOBO ESPORTE

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CURADA DO CÂNCER, LAURA WIE QUER SER INSPIRAÇÃO PARA OUTRAS MULHERES

Ex-repórter do programa Amaury Jr, Laura Wie usou sua conta no Instagram nessa terça-feira para anunciar sua luta contra o câncer de mama, descoberto há quatro meses. Ela, que costumava fazer a mamografia uma vez por ano, conta em entrevista ao Glamurama que estava atrasada há seis meses nos exames de rotina e foi no autoexame que percebeu algo fora do normal. “Depois de muitos protocolos, o médico disse que a célula na minha mama esquerda era maligna e que eu precisava fazer uma cirurgia para retirar”, conta. No fim de março a célula cancerígena foi retirada totalmente e o seio foi reconstruído com uma prótese de silicone.

Segundo Laura, o oncologista explicou que após a cirurgia o câncer estava curado, mas que ela ainda teria que enfrentar a segunda parte do tratamento: quatro sessões de quimioterapia para prevenção. Ela conta ainda que foi a viagem que tinha acabado de fazer para Israel que lhe deu força e coragem para enfrentar a doença. “Senti uma energia tão grande em Jerusalém e Galileia que criei coragem para enfrentar toda essa situação”. O apoio da família também foi muito importante.

Laura resolveu deixar para trás camisas que faziam parte de seu estilo clássico e conta que já montou um guarda-roupas com looks mais moderninhos para acompanhar a cabeça raspada. Logo após a primeira sessão de quimio, ela decidiu raspar o cabelo e o escolhido para a tarefa foi o amigo Mauro Freire. “Estou bem e segura. Beleza não pode ter um único padrão”, completa.

Animada e mais do que disposta a falar sobre o assunto, agora ela quer usar a situação para dar exemplo de atitude e iniciativa a outras mulheres. “Não tema em ver um diagnóstico. Você só vai ter informações se souber o que você tem! Atitude e iniciativa neste momento são essenciais para resolver o problema”.

Sobre a repercussão que seu post teve nas redes sociais: “Ainda não consegui ler tudo, mas recebi tantas mensagens carinhosas, foram centenas e centenas de textos com muito amor, compaixão e solidariedade. Tudo isso está sendo mais um motivo para eu continuar tendo energia e seguir em frente.”

Fonte: GLAMURAMA

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CURA DE DOENÇA GRAVE NÃO REVOGA ISENÇÃO DE IR A APOSENTADO

O fato de médicos constatarem provável cura de doença grave não autoriza a revogação de isenção de Imposto de Renda de aposentado. Com base nesse entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro antecipou os efeitos da tutela para restabelecer o benefício de uma funcionária pública já fora de atividade.

A servidora foi diagnosticada com neoplasia maligna (câncer) há 10 anos. Em 2007, ela obteve isenção de IR por dois anos, com base no artigo 6º, XIV, da Lei 7.713/1988. O benefício foi renovado por igual período em 2009 e 2011. Contudo, em 2013, a junta médica concluiu que a paciente estava curada.

Ela então foi à Justiça contra a União, pedindo o restabelecimento da isenção. Ao julgar o caso, a juíza Caroline Somesom Tauk, da 16ª Vara Federal do Rio de Janeiro, apontou que o STJ entende que, após a concessão do benefício, ele não pode ser revogado se médicos constatarem a provável cura. Isso porque “a finalidade desse benefício é diminuir os sacrifícios dos aposentados, aliviando-os dos encargos financeiros” (MS 21.706).

A juíza verificou a fumaça do bom direito no precedente do STJ e na entrega de exames que demonstram o diagnóstico de neoplasia maligna da servidora. Além disso, disse estar presente o perigo da demora, devido aos gastos médicos e à idade avançada da mulher.

Dessa maneira, a julgadora antecipou os efeitos da tutela para determinar a suspensão dos descontos na fonte, a título de IR, incidentes sobre a aposentadoria da funcionária pública aposentada.

Para o advogado especialista em Direito do Servidor Rudi Cassel, sócio do Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados, escritório que moveu a ação pela servidora, “o pedido de tutela de urgência no caso em questão objetiva evitar a continuidade da lesão que já se verifica contra a autora, pois está sofrendo a incidência de imposto do qual, por lei, é isenta”.

Já Aracéli Rodrigues, também sócia da banca, elogiou a decisão, destacando que “a 1ª Seção do STJ já assentou entendimento no sentido de que, uma vez reconhecida a neoplasia maligna, não se exige a demonstração da contemporaneidade dos sintomas para que o aposentado faça jus à isenção do Imposto de Renda”.

Fonte: CONJUR

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NO ACRE, JOVEM GANHA ENSAIO FOTOGRÁFICO PARA COMEMORAR VITÓRIA SOBRE CÂNCER

Após quase um ano de luta contra o câncer de medula, a Cat Evelyn Oliveira, de 22 anos, participou de um ensaio fotógrafo, na última quinta-feira (27), em Rio Branco, para comemorar a vitória sobre a doença. A ideia foi do fotógrafo acreano Daniel Cruz, de 33 anos, responsável também pelo registro.

Evelyn foi diagnosticada com Síndrome Mielodisplásica em abril de 2016 e chegou a lançar uma campanha pedindo doações de medula óssea. Em agosto do mesmo ano, o transplante foi feito através do próprio irmão, Kevin Oliveira, que se mostrou 100% compatível.

A alta, após todo tratamento em São Paulo, ocorreu em março deste ano, quando retornou à capital acreana, onde mora. Evelyn conta que, atualmente, está em remissão do câncer – primeira etapa da vitória total contra a doença.

“Para mim, foi uma vitória. Sempre pensei em fazer um ensaio careca, pensava quando ainda estava no hospital. Realmente, é o registro de um tratamento que está sendo um sucesso. Estou muito feliz, ficou realmente lindo, ainda sendo na chuva. Foi mesmo para lavar a alma”, diz.

O fotógrafo lembra que teve a ideia de fotografar Evelyn há muito tempo, depois de ver a campanha por doação de medula no Facebook. O cenário escolhido foi no lago de um restaurante na capital. A intenção, acima de tudo, era poder contar a história da garota através das imagens.

“Deus tocou no meu coração para que eu pudesse dar o ensaio para aumentar a autoestima dela. A história da Evelyn é bem bonita, de superação, de vitória e eu tinha que contar com a fotografia. Estou bem feliz com as fotos. Deus tem planos muito bons para ela”, relata.

A acreana acrescenta que, apesar da remissão, precisa continuar em tratamento. “Ainda preciso acompanhar de perto, coletando exames e indo às consultas semanais. Nas férias, vou voltar a São Paulo para refazer todos os exames. Me sinto ótima, aos poucos, minha vida está entrando nos eixos”, finaliza.

Fonte: G1

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MARCO ANTONIO DE BIAGGI VENCE CÂNCER E COMEMORA “SOU EXEMPLO DE SUPERAÇÃO”

Conhecido como “cabeleireiro dos famosos”, Marco Antonio de Biaggi relatou na tarde deste domingo (23) os momentos de drama e superação que viveu nos últimos dois anos, depois de descobrir um linfoma e submeter-se a seis sessões de quimioterapia para tratar o câncer. Ao todo, foram 139 dias internados, cinco vezes em coma e nenhuma sequela.

Em entrevista ao programa “Eliana”, no SBT, Biaggi demonstrou estar sereno e de se lembrar praticamente de todos os detalhes de sua batalha.

“Em nenhum momento pensei ‘eu vou padecer, eu vou morrer’. Não. Eu aprendi a olhar ‘isso aqui não está bom, mas olha quanta coisa boa você tem’. Eu não me permito. Quando eu estou triste, eu mudo essa energia (…) Eu sou um exemplo de superação para as pessoas”, afirmou. “Depois de doente, comecei a sentir mais os prazeres da vida”, completou.

Ainda durante o programa, ele recebeu a homenagem de familiares e amigos próximos, e ganhou uma festa de comemoração dos seus 52 anos.

Em 2015, Biaggi descobriu um linfoma e submeteu-se a seis sessões de quimioterapia para tratar o tumor. Ele começou a perder os cabelos quando decidiu raspar tudo de uma vez e exibiu o visual careca em selfies com seus clientes famosos em seu salão de beleza.

O cabeleireiro também implantou duas pontes de safena e uma mamária. Curado, ele recuperou os cabelos e assumiu os fios brancos.

Biaggi chegou a perder mais de 30 quilos durante o processo. Na ocasião, um dos médicos falou em apenas 5% de chances de sobreviver.

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APÓS SE CURAR DO CÂNCER, YOUTUBER LORENA VIVE ADAPTAÇÃO À NOVA ROTINA

Quase três meses após ter anunciado que estava curada do câncer, a youtuber Lorena Reginato, da TV Careca, vive uma nova rotina com vários tratamentos que fazem parte da reabilitação da adolescente, de 13 anos. Além da escola nova, Lorena também faz natação, sessões de fonoaudiologia e fisioterapia. Tudo para dar mais qualidade de vida e amenizar as sequelas deixadas pelo tumor na parte posterior do cérebro, que fez com que Lorena perdesse parte dos movimentos na época do diagnóstico, em 2015, inclusive da fala. “Eu ainda estou me acostumando com as coisas, mas está legal, é uma nova vida”, comenta Lorena.

jovem de Jaú (SP) comoveu milhões de internautas ao criar o canal de vídeos, há pouco mais de um ano, no primeiro registro contar a sua história de superação da doença. Desde então, a luta de Lorena contra o câncer é acompanhada pelos seguidores da youtuber. Em janeiro desse ano, ela divulgou o vídeo em que falava sobre a alta das sessões de quimioterapia e a cura do câncer.

Por conta dessa nova rotina após a cura, com vários deslocamentos, a família iniciou uma campanha para conseguir um carro para fazer o transporte da Lorena para todos os tratamentos que ela realiza. “Agora ela está com tudo na reabilitação. Está corrido, mas prazeroso. No entanto, como nós não temos um carro, então dependo de carona, da ajuda de amigos para levar a Lorena em todos os lugares. Por isso, um veículo nosso facilitaria muito a nossa rotina”, ressalta a mãe da adolescente Fiorella Reginato.

Fonte: G1

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APÓS VENCEREM O CÂNCER, HOMEM PEDE NAMORADA EM CASAMENTO DENTRO DE AVIÃO

Rio – A história que será escrita nas próximas linhas poderia ser enredo de um livro de Nicholas Sparks, roteiro de um filme de Woody Allen ou cantada em uma música de Elton John. Mas é real e aconteceu aqui mesmo, no Rio de Janeiro. Na verdade, no trecho entre Rio e Goiânia do voo 5052 da companhia Azul, na última quinta-feira, dia 30 de março. Foi ali que o carioca Paulo Teles, de 34 anos, pediu a mão da namorada, a goiana Ana Caroline, de 33 anos, em casamento.

Paulo combinou com os tripulantes do voo para fazer a surpresa. No alto falante, o comandante contou, resumidamente, parte da história de cinema do casal. Entre os episódios, o câncer que atingiu ambos e uma perda brusca de um parente. Mas acima de tudo, muita fé, cumplicidade e amor, tão necessários nos tempos atuais.

De constipação a um grave câncer

A vida de Paulo era parecida com a de muitos homens da mesma faixa etária e classe social. O delegado da Polícia Federal conseguia unir a dura rotina da profissão com campeonatos de polo aquático. Praticante de esporte, bom emprego, tipo físico saudável, nada disso foi suficente para impedir que uma grave doença mudasse sua vida.

Era 2 de junho de 2016 e o carioca estava em Brasília fazendo um curso da corporação. Uma simples constipação o levou à emergência do Hospital de Brasília, onde uma tomografia detectou um câncer de colón, com metástase no fígado e obstrução parcial no intestino. Diagnóstico grave, que exigia operação de urgência. “Na hora, o mundo para e a cabeça gira. Você se sente num pesadelo, ou filme de terror, no qual é o protagonista, sem querer jamais ter sido indicado sequer para o papel de coadjuvante”, conta Paulo.

A equipe de polo aquático onde joga Paulo, o segundo da esquerda para direita na fila de trásReprodução/Facebook

Em meio ao espanto da notícia, decidiu fazer o tratamento no Rio, onde mora. A internação foi imediata e o primeiro procedimento seria a desagradável colostomia. Mas decidiu ouvir uma segunda opinião e se consultou com Dr. Alemar Roger Salomão, cirurgião-geral e oncológico. Foi Dr. Salomão que iniciou a recuperação, ou, como chama Paulo, o milagre, sem passar pelo procedimento delicado, que significava abrir o cólon e usar uma bolsa para a eliminação das fezes.

O médico decidiu desobstruir o intestino, evitando a desagradável colostomia. Deu certo. Depois, era operar o órgão, quimioterapia, operação no fígado e mais quimioterapia. “Parece simples e rápido. No dia a dia, é um mundo de provação, medo e muitas incertezas”, revela o delegado.

A nova vida de Paulo apenas começava. Sempre ao lado dele, os pais, seu José Luiz e dona Isabel. E claro, Ana Caroline, a “leoa”, nas palavras do próprio noivo.

Depressão, questionamentos, fé

Paulo, na cama do hospital. Em depressão, o carioca pensou em se matarReprodução/Facebook

Durante a árdua caminhada em direção a cura, Paulo sofria. Não só com as dores físicas, mas também as psicológicas. Como quando contou aos pais sobre a doença que lhe atingiu. “Eu chorava e pedia desculpas, como se fosse culpado de algo. Sempre levei uma vida saudável, praticando esporte e alimentando-me bem, então por que adoeci?”, questionava-se.

Após a cirurgia, Paulo percebeu que se recuperava da doença. Mas não recuperava a sua vida. Com uma série de limitações, o delegado entrou em depressão. Veio a sofrida quimioterapia e o poço ficava cada vez mais fundo. “Querer acabar com a própria vida era uma questão de quando e como”, admite.

Foi quando apareceu a fé. Paulo recebeu cartas psicografadas do irmão, o agente penitenciário Tiago Teles de Castro Domingues, que foi morto aos 31 anos após reagir a um assalto na Tijuca, na Zona Norte do Rio. O alento veio na hora necessária.

Para ajudar a vida dos médicos – e a sua própria – Paulo recorreu ao celebrado médium João de Deus, que em seu currículo tem cirurgias espirituais nos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, entre outras personalidades. “Fiquei mais grogue do que as cirurgias físicas”, conta o delegado sobre a cirurgia espirtual feita com médium.

A equação para a esperada cura se fechava com a operação espiritual feita por João de Deus. Paulo, que já contara com o providencial tratamento urgente do Dr. Alemar Roger Salomão, tinha também aos seus cuidados a equipe do oncologista Dr. Carlos Gil Moreira Ferreira, e claro, todo amparo da família e da namorada, além da ajuda da amiga e psicológa Drª. Tereza Vasconcellos.

A batalha da ‘leoa’

Auditora fiscal, a goiana Ana Caroline Rabelo Umbelino, de 33 anos, passou por provação parecida um pouco antes. Em 20 de janeiro de 2015, retirou um tumor do seio maxilar de cerca de 5 cm, que os médicos descobriram mais tarde ser maligno. Cinco meses depois, passaria por nova cirurgia, dessa vez, para que fossem retiradas as margens de risco da doença voltar ou se espalhar.

Quando descobriu que Paulo estava com câncer, Ana Caroline demorou a acreditar. “Achei que ele estivesse brincando. Afinal, fazia apenas um ano e alguns meses que tínhamos passado pela minha doença. Nos primeiros dias, eu chorava muito. Depois, passado o susto, tinha muita fé que ele ficaria curado”, confessa.

Estar ao lado do namorado no momento mais difícil exigia não só fé, mas também muita paciência e compreensão. “Tinha que me recompor porque precisava passar confiança pra ele. Ele estava com depressão, falando o tempo todo que iria se matar”, revela.

O amor está no ar, literalmente

Vencida as batalhas de saúde, chegava o momento de sacramentar os três anos de amor entre Paulo e Ana Caroline, que se conhceram em uma festa no Rio de Janeiro. O noivo escolheu um lugar que tivesse a ver com o namoro. A rota Rio-Goiânia, feita pela Azul, era parte do relacionamento do casal ao longo da união. Bastou então combinar com a tripulação e fazer o esperado pedido. “Estávamos vindo pra Goiânia, como fazíamos sempre. Para mim, seria apenas mais um voo nosso, igual a todos os outros. Fiquei sem acreditar quando comecei a ouvir o comandante contando a nossa história”, se emociona Ana.

O casamento ainda não tem data marcada, e eles pensam em ter filhos, mas não por enquanto. Paulo se sente “200% melhor do que antes” e diz que torce para que seja “o fim de uma guerra e não apenas de uma batalha”. E tal qual Rocky Balboa, o personagem do histórico filme, sabe que ninguém vai bater mais forte que a vida. “Não importa como você bate, e sim, o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha”, finaliza.

Reportagem do estagiário Caio Bellandi

Fonte: O Dia

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RENASCIDA APÓS CURAR CÂNCER DE MAMA, SABRINA PARLATORE CONTA SOBRE SUA LUTA

Por Maurício Targino

Fonte: ESPNW

Quem vê o andar confiante e o semblante otimista de Sabrina Parlatore dificilmente imaginaria que menos de dois anos atrás a apresentadora e cantora viveu o maior pesadelo de sua vida: o câncer de mama. E não apenas o venceu como adquiriu uma nova percepção sobre si mesma e o mundo.

Dona de hábitos saudáveis como exercícios físicos regulares e alimentação balanceada sem histórico da doença na família, ela recebeu o diagnóstico em maio de 2015. Apesar, do susto, não se abateu. “Eu já estava meio preparada, já tinha feito a biópsia e sabia que a chance era grande”, conta ela à espnW Brasil. “Então foi um misto de susto e de força. No primeiro momento perguntei ao médico se eu ia morrer”, continua. “Como ele respondeu que não, que tinha tratamento, então eu disse ‘beleza’”.

Rosto bastante conhecido graças a duas décadas de trabalho na TV, Sabrina optou por se isolar durante o tratamento. “Sempre tive cuidado em não expor minha vida pessoal e em nenhum momento pensei em tornar isso público”, afirma. “E foi muito bom ter ficado na minha, porque o tratamento era muito forte e eu tive que me concentrar. Só a família e alguns amigos sabiam”.

Ela também diz ter contado com a sorte para se manter longe dos holofotes. “O local em que eu fiz o tratamento não me deixava muito exposta, eu chegava discretamente e fazia o tratamento em uma suíte sem ninguém”, conta. “De vez em quando alguém perguntava ‘você não é aquela menina da TV?’, mas nada demais”.

A vida durante o tratamento

Sabrina aponta a quimioterapia como o período mais difícil. “Foi terrível, e a fama de que é muito agressiva procede”, diz. “Cada um sente de um jeito, e eu senti bastante. Enjoo, dor de cabeça, cansaço descomunal, insônia… a pele fica fina, não pode tomar sol, qualquer coisa corta”, prossegue. “E o intestino e o estômago ficam sensíveis, tem que tomar remédio pra tudo”.

A família exerceu um importante papel, mas Sabrina faz questão de destacar sua mãe, Márcia Tauil. “Ela sempre foi a figura central e não poderia ser diferente”, conta. “Ela me acolheu, cozinhou para mim, deu muita força psicológica naquele momento”.

A música também foi uma grande aliada nesse período. “Sempre esteve presente na minha vida. Eu cantava para mim mesma, me dava força e me tranquilizava”, conta. “Também fiz alguns shows entre uma e outra sessão de quimio”, continua. “Ninguém sabia pelo que eu estava passando, eu colocava a peruca, subia no palco e o público não percebia”.

Curiosamente, foi uma canção fora do seu repertório habitual que acabou se tornando um símbolo dessa época. “A letra de ‘Começar de Novo’, do Ivan Lins, me tocou muito”, diz, e logo solta a voz: “Começar de novo e contar comigo… vai valer a pena ter amanhecido…”.

Vistos hoje, os versos da canção fazem todo o sentido. “Passei a ter muito mais fé na vida e confiar mais em mim”, conta. “Estou feliz agora e mais tranquila do que antes, tentando aproveitar mais coisas, indo atrás do que me faz bem e largando aquilo que não me faz”, completa.

O papel do esporte

No começo do tratamento, Sabrina conseguiu manter parte de sua rotina de atividades físicas, com um pouco de musculação e exercícios aeróbios. “É muito legal falar sobre isso, porque antes recomendava-se ao paciente ficar quieto para poupar energia durante o tratamento”, diz. “Mas depois se viu que o esporte ajuda na recuperação, por liberar endorfina, e isso ajuda a aguentar o tranco”, prossegue. “Então eu ficava dentro do limite, e meu rendimento caiu muito! Não conseguia fazer nem metade do que fazia antes”.

A cirurgia para retirada do nódulo a afastou de uma de suas atividades preferidas: a natação. “Eu não podia fazer os movimentos”, conta. “Então quando pude voltar a nadar, foi uma espécie de iluminação, mexer o corpo inteiro, esse tipo de coisa”, segue. “Passei a prestar ainda mais atenção ao que acontece com meu corpo. Sempre fui muito saudável em tudo, para você ver que o câncer não escolhe”.

As origens da doença importância da conscientização

Aos 23 anos, Sabrina teve sua primeira crise de síndrome do pânico. “É um fantasma na minha vida, e te digo que não sei o que é pior, essa dor na alma ou o próprio câncer”, conta. “Acho até que veio do meu estado emocional, dos estresses que eu já passei na vida. O pânico não mata diretamente, mas pode fazer isso por outras vias”.

Superado o câncer, Sabrina se sente com a missão de alertar sobre os perigos da doença. “Durante o tratamento, percebi que passo uma imagem de credibilidade, então comecei a usá-la para algo bom, já que tinha usado para outras coisas e não sabia o porquê”, diz ela.

Ao notar que as pessoas a recebiam isso bem, Sabrina resolveu falar ao vivo em um programa de rádio. “Comecei a receber mensagens de mulheres do Brasil dizendo que eu salvei a vida delas, que foram ajudadas ao ouvirem meu depoimento”, conta. “Se informem, questionem o médico, corram atrás. O que aconteceu comigo poderia ser evitado se o médico não ignorasse um nódulo de 1,5 cm de diâmetro, e era do tipo mais agressivo. No ano seguinte, estava com o dobro do tamanho”, completa.

“Ninguém conhece melhor o corpo do que a própria pessoa”, diz Sabrina. “Alguns médicos não são tão atenciosos e atualizados, e nem sempre é por culpa dele”, continua. “Então, mulheres, prestem atenção aos sinais, façam os exames preventivos para não passarem esse sofrimento”.

Por fim, Sabrina Parlatore também recomenda cuidar da mente e da alma. “Precisamos resgatar nossa essência e fazer coisas boas para nós mesmas”, pede. “Nossos corpos foram moldados há milhões de anos e não estão aguentando mais alimentos industrializados, poluição, pressão de trabalho e toda essa loucura atual”, finaliza.