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História da Cat Nalu Arruda

“Olá Cats!!! Venho contar um pouco da minha história e de como me tornei uma paciente oncológica. O ano de 2020 não começou muito bem pra mim, logo em fevereiro perdemos nossa filha de 4 patas, uma labradora carentona chamada Jady. Em março chegou o covid na minha cidade e com isso ocorreu um grande desligamento de funcionários na empresa que eu trabalhava. Em abril foi a minha vez de ser demitida, infelizmente não havia nada que eu pudesse fazer. Fiquei em casa com minha filha, até então com 9 meses. Eu amamentava ela normalmente, até que após o meu aniversário de 32 anos comecei a sentir um caroço no seio esquerdo, que no primeiro momento achei que fosse leite empedrado, mas como esse leite não se desfazia e o bico do peito começou a retrair decidi então procurar um médico. Em agosto, já havia feito ultrassom e mamografia e em ambos os exames constava uma grande possibilidade daquele nódulo ser um câncer. Em setembro consegui realizar a biopsia pelo Sus e no mês do outubro rosa eis que tenho a confirmação do diagnóstico: Carcinoma invasivo ductal grau 2. A ficha demorou a cair, eu estava num estado de piloto automático, fui sentir o baque quando as quimioterapias começaram. Foi difícil admitir que eu precisava de acompanhamento psicológico, mas eu estava chegando no meu limite.

Em fevereiro desse ano decidi criar uma loja on-line de camisetas, onde coloquei o nome de Lookcura, foi a forma que encontrei de me sentir útil e gerar uma renda. Porque pra mim, na minha cabeça não haveria mais espaço no mercado de trabalho para uma mulher com câncer e uma filha pequena. Mas Deus sempre esteve comigo, me dando forças junto com a minha família maravilhosa, meu esposo e filha. E em abril deste ano recebi uma mensagem que mudou tudo. Eu havia enviado vários currículos antes de descobrir o câncer, cheguei a fazer algumas entrevistas, mas não deram em nada, porém uma das empresas na qual enviei currículo estava com uma nova vaga em aberto e por um milagre divino o meu currículo foi selecionado. O gestor da área entrou em contato comigo, ele sabia que eu estava em tratamento, foi muito atencioso e me desejou forças, e ali me viu como uma profissional, alguém que poderia trabalhar, me viu além do câncer e suas limitações. Passei em todo o processo de seleção, a empresa aguardou eu me recuperar da adenomastectomia e no dia 24/05/2021 eu realizei meu exame admissional para empresa Heineken.

Desde que descobri o câncer tenho compartilhado minha luta contra ele, alertando as mulheres e informando, porque o câncer ainda é um tabu para muitos. Fiz recentemente um ensaio fotográfico para marcar essa fase da minha vida e sigo vivendo um dia de cada vez!!!!”

Ensaio lindo Cat, e saber que conseguiu retomar sua carreira profissional após o câncer, nos deixa muito esperançosas. 🙌 O retorno ao trabalho nos resgata, nos devolve a cidadania, pois o impedimento ao direito de trabalho ofende a dignidade humana. Seguimos na luta por todas nós!! 👊🎀

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História da Cat Regina Izar

A Cat Regina Izar ao deixar seu depoimento falou “quero muito ajudar outras pessoas, acho tão importante nesse momento. Tudo tem um propósito na vida, né? E se eu puder ajudar uma só mulher, já vale!! O bem que vs me fizeram, e fazem para outras mulheres é impagável!!!”

Vem ler sua jornada oncológica:

“Muito obrigada pelo conforto, pelo acolhimento que sinto quando entro aqui. Meu nome é Regina, em setembro do ano passado fui diagnosticada com câncer colorretal. Foi uma porrada na cara. Fiz quimio via oral (eram 12 comprimidos por dia), junto com a radio por 45 dias seguidos. Em janeiro fiz a cirurgia e retirei todo o intruso…como estava bem no final do intestino e começo do canal do reto, tive que fazer uma ileostomia (a bolsa de 💩), é temporária, mas uma adaptação difícil em todos os sentidos. Agora estou desde março fazendo a quimio preventiva…faltam 4 sessões, acabo em setembro e em outubro faço a reversão e retiro a bolsa.

Pode ser uma imagem de 1 pessoa

Recebi a noticia de que estou livre do câncer, já não tenho nenhum resquício de um dia do intruso…não tem noticia melhor. Mas como ainda não acabei a quimio, e minha médica disse que a quimio vai evitar que essa porcaria volte, como ainda não tirei a bolsa, parece que a ficha não caiu. Meu cabelo não caiu todo, mas faço 5 horas de aplicação da quimio e volto para casa com um infusor, e só retiro depois de 36 horas. Tenho náuseas, manchas e sensibilidade na pele, fraqueza, dor no corpo, formigamento nas mãos e nos pés, e uma sensibilidade ao frio que me judia…estava bem para baixo, me sentindo feia, triste por passar por isso…e entrar aqui me ajudou a ressignificar tudo isso!!! Tenho muita sorte por estar passando por isso e ter a chance de mudar, de enxergar tudo de outra maneira…de viver o caminho, não apenas a ansiedade na linha de chegada.Obrigada, de todo meu coração, muito obrigada!!! ❤

Cat, estamos todas nesta batalha e não precisamos passar por isso sozinhas. Histórias como a sua nos fortalece e inspira pra erguermos a cabeça e seguirmos em frente com força e leveza.

Obrigada por dividir com tanta gente sua história e confiar no nosso apoio! 🎀💖

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Cat Giu Nardini

Cats, a Giulianna Nardini compartilhou o depoimento falando da importância de dar atenção à uma vida saudável depois de vencer o câncer de mama aos 21 anos!

“”nossa, você teve câncer tão nova”
Toda vez que alguém descobre que eu tive câncer de mama com 21 anos eu ouço isso. Entendo o espanto (eu, minha família e até meus médicos achávamos que não seria não seria nada por causa da idade), mas precisamos falar, sempre que possível: CÂNCER NÃO TEM IDADE 🗣️

O câncer não é uma doença que tem que tremer as pernas só de ouvir o nome, não é igual a gente vê nos filmes. Tenho certeza que todo mundo conhece alguém que não fala nem a palavra câncer, bate na boca ou fala “aquela doença”.

Enquanto o nome dessa doença não for falada, enquanto a gente não falar que câncer não tem idade e que todos precisamos nos cuidar, ela continuará assustando milhares de pessoas.

Existe prevenção? Não. Não existe nada que te garanta que você não vai nunca ter câncer, mas existem cuidados: ter uma vida saudável (lembrando que é pra cuidar da saúde física e psicológica, hein) e ir ao médico com frequência. O papo da vida saudável é sério, a educação alimentar é tão importante quanto exercício e terapia. Somos uma maquininha complexa 🤖

E a necessidade de ir ao médico e fazer exames com a frequência indicada é de extrema importância. Procure um médico que você confie, que dê o match paciente-médico, e tire todas as suas dúvidas.

A única coisa que a gente tem é nosso corpo. Beba água, come frutinha e tome sol, ok?”

Vamos seguir o conselho da Giu e cuidar do nosso corpo! 💖🎀

Gostaram desse depoimento? Se quiser compartilhar o seu, encaminhe junto com uma foto para o email [email protected] Nossas histórias nos uni na luta contra o câncer. 🎀

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Cat Samira Andrade Valente

Cats, a Cat Samira compartilhou o seu depoimento para inspirar outras mulheres e mostrar como é importante acreditar e ter fé ao longo de todo o tratamento.💖Confira:

“Me chamo Samira Andrade Valente, tenho 40 anos, em julho de 2018 descobri um nódulo na mama direita, (obs: parei de tomar o anticoncepcional para engravidar e achei o nódulo), e fui diagnosticada com câncer de mama após realização de exames. Tenho a mutação do BRCA1 positiva.

Fiz 4 sessões de quimioterapia vermelha, 12 sessões de quimioterapia branca e 26 sessões de radioterapia. Após o término do tratamento passei por uma mastectomia bilateral, sendo que a esquerda eu fiz por prevenção. A cirurgia foi realizada em abril de 2019, minha recuperação foi tranquila, mas a mama esquerda, da prevenção, começou a doer muito. Na terceira semana, a cirurgia rompeu, saindo muita secreção. Realizei 5 cirurgias seguidas para descobrir o que estava acontecendo, até que eu perdi o expansor e fui fazer um tratamento com um infectologista, tomando uma dosagem alta de antibióticos por 8 meses.  

No dia 29 de novembro fui à Basílica de Nossa Senhora de Aparecida agradecer pela cura do câncer e pedir para me dar forças para aguentar a dor e me mostrar o que estava acontecendo comigo. No dia 01 de dezembro, quando fui fazer a higienização da fissura aberta, notei que tinha algo parecido com uma compressa usada em bloco cirúrgico. No dia seguinte fui ao meu mastologista e não deu outra, esqueceram mesmo uma compressa de bloco cirúrgico. 

Após ter passado por tudo isso, procurei um ginecologista para saber as minhas chances de engravidar. 

Tive várias respostas negativas: “você não pode engravidar pois não tem idade, seus óvulos são velhos”; “o tratamento infelizmente te impossibilitou de gerar um feto”…. Eu poderia fazer inseminação, mas é muito caro e não tinha condições. Já tinha desistido, até que procurei o ginecologista para a retirada dos ovários e trompas. Na consulta ele perguntou se eu já tinha filhos e respondi que não, então falou “vamos tentar”? Respondi “claro que sim”. Voltei para casa feliz da vida. 

Em junho de 2020, realizando exames de rotina para meu oncologista, a médica do ultrassom que me acompanhou desde o diagnóstico do câncer de mama me disse: “Samira, você está com uma alteração no endométrio. Ou você está grávida ou irá menstruar. Se você não menstruar volte aqui semana que vem para ver se está grávida. 

Voltei lá umas 3 segundas-feiras seguidas e notou-se um corpo lúteo, mas ainda não tinha embrião, até que no dia 16 de julho fiz o exame Beta HCG Quantitativo. Resultado: 28,9 mUI/mL. Eu estava Grávida. Uhuuuu!!! 

Minha Gravidez foi super tranquila.  

Em 1 de abril de 2021, nasceu o meu pequeno Gabriel com 3.800Kg e medindo 51cm. Depois do seu nascimento conheci o mundo mágico de ser mãe, estou amando. 

Sem expectativa nenhuma, no dia 06 de abril, a mama que eu perdi o expansor começou a sair leite e meu Gabrielzinho está mamando. 

Desde o início do tratamento tive muita FÉ e durante todo tempo AGRADECIA a Deus para dar tudo certo.  

Então Cats nunca percam as suas esperanças.”

Gostaram desse depoimento? Se quiser compartilhar o seu, encaminhe junto com uma foto para o email [email protected] Nossas histórias nos uni na luta contra o câncer.🎀

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Cat Hanny Angele

A Cat Hanny Angele Barros compartilhou o seu depoimento para inspirar e ajudar muitas pacientes oncológicas. 💖 Confira:

“Há 15 anos tive câncer maligno de estômago e me curei após várias sessões de quimioterapia. Ao longo do tratamento, perdi 30kg, todo meu cabelo e, inclusive, meu ex-marido na época, pai do meu Lucas, que tinha apenas 1 aninho de vida.

Após a cura, comecei faculdade, me formei em Relações Públicas, tirei a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), me casei de novo e hoje tenho minha 3° filha, linda e saudável, com 1 ano e 5 meses”

Que lindo depoimento, Hanny! É muito emocionante ver alguém superar a luta contra o câncer e seguir a vida, criando novos laços e se fortalecendo.

Quer deixar seu depoimento também? Encaminhe junto com uma foto para o email [email protected] Vamos compartilhar nossas histórias e nos unir na luta contra o câncer.🎀

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Cat Cris Martins

Meu nome é Cristina Martins, 25, paulista, residente em Curitiba/PR há 8 anos. Sou mãe da Sophia (5) e da Helena (chegada prevista para Janeiro/2020).

Minha história se inicia em Março/2016, quando por uma dificuldade de evacuar procurei um Gastro. Após 1 mês e 13 dias sem conseguir ir ao banheiro fui encaminhada à dita BIOPSIA do estômago e vias intestinais, pois nesta fase já sangrava, tinha dores nas costas, cabeça e meu corpo se tornou pesado.

Em Maio/2016 veio o resultado – MELANOMA estagio lll – reto e intestino grosso. Às pressas fomos para as lavagens, retomoidoscopias, colonoscopias e então a cirurgia. Sem muito sucesso, já em Julho/2016 fui encaminhada às quimioterapias e radioterapias, que no início exitei. Pois de 67 kg já pesava 55 kg, não tinha mais psicológico para seguir adiante. Não tinha mais desejo, auto estima, ânimo.

Mas tive algo muito importante: Primeiramente DEUS ao meu lado que em momento algum me deixou só; Sophia que, ao acordar e dormir, dizia me amar infinitamente; minha família e meus amigos, que de todas as formas possíveis me deram forças e coragem para seguir adiante.

Então, em Agosto/2016, demos início às sessões semanais de quimio e radio (18 amarelas e 24 vermelhas). Na primeira sessão já pude perceber a queda de pelos como: sobrancelhas, braços e cílios. A partir da quarta meu cabelo se iniciou com a queda. Foi ai que a ficha realmente caiu.

Ficaria careca! Perderia a única coisa em mim que ainda me animava! Com indicação da psicologa, conheci o Instituto Flavia Flores, onde pude acompanhar na íntegra histórias como a minha, pude ver mulheres guerreiras vencerem, se assumir, aceitar.

Chegamos então a conclusão da doação do que ainda me restava do cabelo. 05/09/2016 na sede da Atitude na Cabeça em Curitiba/PR fiz minha doação, foram 36 rolinhos de cabelo, cada rolinho com fios de 62cm (Foto de capa).

Fiz da minha tristeza a alegria de alguém.E isso me deixava feliz. Na mesma semana recebi do Instituto vários lenços, de cores diferentes para poder abusar no visual. Enfim, Janeiro de 2017 minha luta chegou ao fim. Deus me concedeu a cura.

Hoje, 04/10/2019, sou uma mulher saudável. Sophia está com 5 anos e nossa família irá aumentar, pois em Janeiro/2020 receberemos nossa Helena que será a Luz de nossas vidas.

Sou grata pelo universo e pelas pessoas que me acompanharam e me acompanham até hoje, vivenciando comigo o meu relato!

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Descobrindo um câncer

O ano de 2017 começamos em família todos juntos, porém no mês de fevereiro meu filho mais velho sofreu um acidente gravíssimo onde meus olhos se redirecionaram todos para ele. Uma lesão do plexo braquial interrompeu a carreira dele e tivemos que aprender a lidar com o resultado da perda de todos os movimentos do braço esquerdo. Nesse período percebi o bico do meu peito retraído e o surgimento de um caroço, mostrei ao meu marido que me alertou pra que procurasse um médico.

Em agosto procurei um ginecologista que me examinou e pediu uma bateria de exames e quando realizei o ultrassom a médica me orientou a marcar o retorno ao médico o mais breve possível.

Neste mesmo mês já com os exames em mãos, iniciei meu tratamento. Ali meu chão se abriu numa junção de medo e segurança ao mesmo tempo, por ter sido diagnosticada com um câncer de mama que não era agressivo mais que infelizmente iria me levar uma mama.

Em outubro, em prantos no consultório do mastologista, recebi a notícia que teria que realizar uma mastectomia. Fui acolhida por uma senhora de nome Fátima que realizava naquele local ações de apoio às mulheres com câncer de mama da Associação Recomeçar é Possível. Foi como se Deus colocasse um anjo na vida naquele momento. Passei a frequentar aqueles encontros e perceber que não estava sozinha e ainda conheci pessoas que tinham passado pelo que eu iria passar e que estavam ótimas e seguindo a vida. Tive a oportunidade de receber orientações de como ser vitoriosa.

A cirurgia foi marcada para 11 de dezembro de 2017. Estava confiante, meus médicos me passaram sempre muita segurança. Nesta mesma data mas em 1992, eu dava à luz ao meu filho Hélio.

Fui submetida a uma mastectomia com reconstrução da mama utilizando o tecido da barriga, uma cirurgia grande, dolorida, recuperação lenta, mas com a ajuda dos meus familiares e colegas de serviço superei mais uma etapa.

Em Fevereiro de 2018, iniciei as quimioterapias, com seis seções de Docetaxel com ciclofosfamida. Quando o cabelo começou a cair resolvi cortar bem curtinho para não passar pelo que muitas mulheres relatavam, acordar careca, pentear os cabelos e eles caírem em tufos. Foi difícil mais tenho certeza que menos doloroso.

Porém, depois de uns dez dias a cabeça começa a coçar e a melhor solução foi raspar.

Segui firme! Quando me sentia bem procurava frequentar o encontro semanal na Associação Recomeçar é Possível que me emprestou uma peruca, alguns lenços e um livro que nos primeiros capítulos já me apaixonei pela escritora, “Quimioterapia e Beleza” de Flávia Flores.

Com a leitura aprendi várias dicas de amarração de lenço, maquiagem e que além do câncer de mama e os seus tratamentos pós cirurgia serem doloridos poderia estar descobrindo o quanto eu era forte. Recebi um lenço muito bonito do Instituto Quimioterapia e Beleza e passei a acompanhar as dicas da querida Flávia Flores.

Tive a oportunidade de participar da oficina de automaquiagem promovida pelo Instituto Quimioterapia e Beleza e o projeto De bem com você-A beleza contra o câncer, onde percebi que a autoestima me ajudaria, mesmo com todo mal estar sempre tentei me manter alegre e confiante.

As duas últimas seções de quimioterapia foram difíceis e passei a me sentir muito mal, passei por mais uma bateria de exames. Após o término das quimioterapias iniciei o tratamento de hormonoterapia com Tamoxifeno.

Em junho, fui diagnosticada com um tumor na hipófise, mais um tratamento iniciado e superado com cirurgia.

Em setembro de 2018 tive a oportunidade de participar do Congresso Todos Juntos Contra o Câncer e conhecer a linda e carismática Flávia Flores, quem me convidou para participar de alguns eventos que iriam acontecer no mês de outubro. Pude conhecer várias meninas, muitas jovens, não tinha noção de como essa doença atingia mulheres tão novas. Tive contato com meninas que venceram o câncer, que lutaram e aproveitaram a vida até o seu último dia e muitas que ainda lutam. Me juntar a mulheres que também tiveram câncer de mama teve uma importância muito grande pra mim, aprendi a dar mais valor na minha vida, mudando a minha maneira de viver melhor e de me olhar.

Hoje sou voluntária da Associação Recomeçar e procuro ajudar as pessoas assim como um dia fui ajudada.

Alessandra Marques da Silva, diagnóstico de câncer aos 41 anos, dois filhos, casada, profissão. Policial Militar.

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Especial Dia das Mães: confira o depoimento da Catmamãe Kaka e sua filha

Chegando o Dia das Mães e trazemos o depoimento da Catmamãe Kaka @katiacris e sua filha Debora, minicat

As duas são pacientes oncológicas e fazem tratamento para combater a doença

Mãe e filha na batalha. Incentivamos uma a outra.
No começo do tratamento da minha filha, houve um incentivo por parte dela pois me assustei muito, não imaginava que a minha filha com 15 anos iria desenvolver uma doença tão cruel, com a qual eu luto há tantos anos. Eu supunha qualquer coisa menos câncer e no dia em que ela recebeu o diagnóstico, eu passei muito mal. Praticamente tive que ser internada. Fui socorrida onde eu estava com ela e já queriam me transferir para o hospital onde eu sou tratada porque realmente perdi o chão e não tive forças. Estava sendo atendida no pronto socorro e recebi mensagens no celular: “Mãe, levanta pelo amor de Deus. Se for assim toda vez que eu vier para o hospital, não vou querer me tratar. Eu preciso que a senhora fique bem.”

Foi então que percebi que não poderia mostrar nenhuma das minhas fraquezas naquele momento, pois seria fundamental para que ela tivesse coragem de iniciar o tratamento. Com esse chacoalhão, pude prosseguir e assumi meu lugar de mãe, dizendo que tudo passaria e daria forças. A princípio nós não nos desgrudamos. Eu não conseguia deixar ela dormir nem no seu quarto, e sim comigo porque queria ficar perto dela durante 24h, sempre que precisasse. Foi muito difícil nos primeiros dois meses, porque ela sentia muitas dores e chorava muito. Mas eu sempre me lembrava da mensagem do começo, que me mantém de pé mediante a tudo o que temos vivido.  

2. Ainda em tratamento, você recebe o diagnóstico de câncer da sua filha adolescente, qual foi sua reação?

Eu não imaginava. Esperava qualquer doença para a minha filha menos o câncer. Me senti culpada porque o tipo de câncer dela é embrionário, ou seja, eu passei para ela no ventre. Primeiro bate um sentimento de culpa, mesmo sabendo que não passei voluntariamente, eu não sabia que tinha essa células. Foi a pior sensação que já senti na vida. Passei por muitos problemas na vida e achava que tinha sofrido muito, mas percebi que não sofri nada. Quando olhei minha filha com o rosto deformado, porque o câncer dela foi no olho,  chorando de dor e eu impotente, além de tentar confortar, passar horas debaixo do chuveiro tentando acalmar, colocando ela embaixo do meu peito tentando acalentar, mas com certeza foi a pior notícia, a pior dor e eu tive meu momento de fraqueza onde achei que não  conseguiria ajudar. Mas com a mensagem dela, que é uma menina muito guerreira, me mandando reagir por ela senão não ia nem se tratar, fui buscar forças por ela e me levantei, continuamos lutando juntas, como deve ser. Eu por ela e ela por mim. É esse o nosso combinado!         

3. Além de todo autocuidado no tratamento, temos agora a preocupação da pandemia do Covid-19, como vcs estão lidando com mais esse fator?                                                                                                                                                           

A questão do COVID-19 não assusta nós que temos câncer há bastante tempo, porque a gente já lida com tantos cuidados, e a princípio, não parecia ser algo tão sério. Mas agora tem sido preocupante, porque ela faz quimio a cada 15 dias e necessita estar internada por passar muito mal, eu a acompanho. Tenho lesões pulmonares então sou fator de risco iminente. Só que, sempre penso que a minha filha precisa de mim e eu preciso dela também, então estaremos bem se estivermos uma ao lado da outra. Sei que ela vai ficar mais tranquila se eu estiver lá. Então a gente tenta tomar todas as precauções de higiene, lavagem das mãos a toda hora e usar máscaras. A reação é viver com medo, mas o amor ainda é maior que tudo isso e não deixei de cumprir com minhas obrigações de mãe e estar com ela, acompanhá-la nas consultas e passar os dias hospitalares na sua companhia. O nosso amor é maior do que o medo do COVID.         

4. O que você destacaria como aprendizado desta luta da sua filha?                                                                                                                             

Meu maior aprendizado, com certeza, é que achava que eu era uma pessoa com uma história de sofrimento que ninguém tinha igual. Acreditava que já tinha sofrido mais do que qualquer pessoa. Quando eu ouvi do médico “a sua filha está com câncer” e tomei conhecimento do resultado do exame com o tipo de tumor, aquilo foi como se meu mundo desabasse. Senti uma dor que eu nunca tinha sentido em toda a minha vida. Foi aí que eu vi que todas as outras dores que eu já tinha reclamado não era nada. Percebi que muitas vezes eu reclamei de dores que eu podia ter me calado, podia ter enfrentado, porque tinha forças para enfrentá-las mas muitas vezes eu chorei e me escondi, achando que era demais para mim, mas não era nada perto da dor de ver um filho sofrer. 

Destaco que se temos os nossos filhos ao nosso lado com saúde, muitas vezes até dando trabalho, que a gente agradeça mais do que reclame, porque ter um filho sofrendo é a pior dor que uma mãe pode sentir na vida. Acho que pior do que vê-lo sofrer é perdê-lo. Mas eu agradeço a Deus por estar aqui, apesar de ter passado por momentos horríveis em coma na UTI e ter voltado, ressignificado a minha vida e entender porque Deus me manteve aqui com tudo isso…havia um propósito por trás de tudo. Meu maior aprendizado é não reclamar, porque existem dores maiores que não posso nem imaginar e nem passei por elas. Tudo que tenho passado é porque tenho capacidade de passar, nao reclamo de mais nada, apenas agradeço por tudo. Esse foi meu maior aprendizado.     

5. A relação de vocês ficou mais fortalecida?                                                                                                                                        

Sim, com certeza absoluta. Nossa relação ficou fortalecida e íntima. Ficou única. Nós já éramos muito próximas e amigas, mas agora somos dependentes uma da outra, nos aproximou mais. Ela voltou a ser meu bebê, porque eu tenho que dar banho, cuidar, passar pomada, enxugar, as vezes sustentá-la com o peso do meu corpo porque não consigo pegá-la  no colo. Consigo perceber quando ela está passando mal e já trago o saquinho, com seu olhar já abro o saquinho sem que ela precise pedir. As vezes ela fala para eu  descansar um pouco porque sabe do meu cansaço, das dores expressas no meu rosto apesar de não precisar revelar isso pra ela.  

Somos cúmplices uma da outra. Não tem preço ter na sua filha a sua melhor amiga. É muito bom, tiro muito proveito!    

6. Qual sua mensagem pra outras mães que estão passando pelo mesmo desafio que vcs?

É muito difícil falar sobre isso. O que eu diria para outras mães…, é uma dor tão grande que não podemos nem mensurar. Porém destacaria o meu aprendizado. Diria para tentar  fortalecer ainda mais a sua relação com o seu filho que passa por isso. Converso muito com outras mães durante o tratamento da minha filha tentando entender o sentimento delas e identificar a reação de cada uma. O que eu poderia sugerir é que continuem se esforçando, pois a situação nos obriga a ser melhores, mesmo com todos os obstáculos que enfrentamos por conta da nossa limitação com o câncer, vira uma formiguinha perto da limitação do nosso filho. Pode ser até menor do que a nossa, mas um filho precisa da gente e nos transformamos em um leão para proteger a cria,  mesmo machucada e debilitada. A mãe não sai de perto da cria, não larga. Digo para todas as mães que vão ler essa entrevista: fiquem perto dos seus filhos o máximo de tempo possível e deem o melhor de si, porque podemos muito mais do que imaginamos! 

Muito obrigada. 

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Depoimento da Cat Maira Dias

Descobri meu câncer de mama no dia 20/03/2017, dia do meu aniversário, mas Deus foi tão bom que me enviou uma palavra através de uma amiga. O fato de o resultado ter saído no dia do aniversário foi um presente de Deus, pois era ele me dando uma nova chance, um novo renascimento e com essa fala eu me apeguei…. e realmente assim se fez. Eu me descobri e redescobri nas diversas fases que passamos.

Na descoberta da doença encontrei a força que deveria ter para vencer essa batalha. Depois vem as consequências, como não poder ser mãe devido o tratamento e a minha idade, mas lendo uma de suas matérias vejo que tem mulheres que tiveram filhos. Caso eu não consiga ter um filho, posso adotar, pois o amor será igual. A doença me deu de presente conseguir enxergar diante das dificuldades, pois tudo tem uma maneira para ser resolvido.

Logo após a descoberta veio também a cirurgia e o tratamento que tem como consequência a queda dos cabelos. Em nenhum instante questionei o porque disso estar acontecendo e hoje vejo porque tudo isso aconteceu comigo. Na época, estava iniciando um namoro e a minha primeira reação foi falar para ele que não teria necessidade de ele passar aquilo comigo por ser recente. Hoje, ao ler a reportagem de uma moça que teve câncer e o marido a largou, revivi um pouco este momento da minha vida e lembrei como meu namorado foi essencial. 

Ele parecia médico kkkk. Leu várias coisas no Google e dizia para mim: “isso é simples, você vai tirar de letra”. Além das brincadeiras que ele fazia com a minha careca. Ele ficou do meu lado o tempo todo me dando apoio e não se importou pela minha aparência. Ahh e Deus foi tão bom que me deu amigos e família que me apoiaram a todo momento nas diversas fases.

E não tem como esquecer dos meus alunos, crianças tão pequenas e com almas tão grandiosas. Quando conseguia ir na escola, eles queriam passar a mão na minha cabeça, pois achavam engraçado, elogiavam os lenços. Foi tudo tão maravilhoso…

Aprendi a me descobri… Me amar da maneira que eu era… O que importa é que eu estou viva. Tenho Deus, família e amigos… Isso é o alicerce… Descobri minha beleza… Beleza essa que vem de dentro e que deve ser cultivada todos os dias. Não tinha cabelo, mas tinha brincos e maquiagem que aumentava minha autoestima e assim se passaram sete meses de tratamento.

Nesse período aconteceram coisas tão maravilhosas que não teria acontecido se eu não tivesse passado por esse momento. Cresce de dentro pra fora, cresce a alma, aflora sentimentos, valoriza gestos, pessoas. Agradeço a vida.

Mande também o seu depoimento para [email protected]