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Aleitamento materno auxilia na prevenção do câncer de mama

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), divulgou um estudo epidemiológico, realizado por médicos da Universidade de Curtin (Austrália), que revelou uma queda de 4,3% nas chances de a mulher ter a doença no período de 12 meses de amamentação e a diminuição do desenvolvimento da doença em sua forma mais agressiva. 

Para o Dr. Anastasio Berrettini Jr, membro da SBM, a amamentação é extremamente benéfica na prevenção da doença, já que substitui o tecido glandular por gorduras nas mamas, gerando assim uma proteção contra os tipos mais agressivos do tumor. “Nesse período, ocorrem trocas de substâncias em que os hormônios agem como fator de proteção em relação ao câncer de mama. Esse mecanismo hormonal acontece a partir da estimulação do seio da mãe pela criança e, por isso, quanto mais a mãe amamentar, mais protegida ela está”, afirma o mastologista.

Porém, é preciso ressaltar que a amamentação não funciona como uma espécie de blindagem. Por isso, é preciso estar sempre atenta às saúdes das mamas. “No período da amamentação – em que os peitos ficam cheios de leite – pode surgir, em alguns casos, um nódulo ou até mesmo um câncer, os quais acabam sendo mascarados pelo volume das mamas e podem ainda obstruir a saída do leite”, afirma o mastologista, acrescentando que é essencial o acompanhamento médico durante toda a gestação.

Amamentação x Mastite

Outro ponto importante que merece atenção é o risco de inflamações e doenças mamárias, como a mastite, que na mulher que está amamentando ocorre quando o leite fica empedrado e o seio se torna uma porta de entrada para infecção. 

“A amamentação ofusca o diagnóstico precoce do câncer de mama, portanto o exame delas no período da gravidez é de extrema importância”, conclui o mastologista.

Na foto nossa fundadora Flavia Flores e seu bebê Lyon, de uma gravidez pós-câncer. Devido à sua mastectomia total não pode amamentá-lo, mas transformou o momento da mamadeira, único de mãe e filho, num ritual cheio de carinho e amor.

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Cat Samira Andrade Valente

Cats, a Cat Samira compartilhou o seu depoimento para inspirar outras mulheres e mostrar como é importante acreditar e ter fé ao longo de todo o tratamento.💖Confira:

“Me chamo Samira Andrade Valente, tenho 40 anos, em julho de 2018 descobri um nódulo na mama direita, (obs: parei de tomar o anticoncepcional para engravidar e achei o nódulo), e fui diagnosticada com câncer de mama após realização de exames. Tenho a mutação do BRCA1 positiva.

Fiz 4 sessões de quimioterapia vermelha, 12 sessões de quimioterapia branca e 26 sessões de radioterapia. Após o término do tratamento passei por uma mastectomia bilateral, sendo que a esquerda eu fiz por prevenção. A cirurgia foi realizada em abril de 2019, minha recuperação foi tranquila, mas a mama esquerda, da prevenção, começou a doer muito. Na terceira semana, a cirurgia rompeu, saindo muita secreção. Realizei 5 cirurgias seguidas para descobrir o que estava acontecendo, até que eu perdi o expansor e fui fazer um tratamento com um infectologista, tomando uma dosagem alta de antibióticos por 8 meses.  

No dia 29 de novembro fui à Basílica de Nossa Senhora de Aparecida agradecer pela cura do câncer e pedir para me dar forças para aguentar a dor e me mostrar o que estava acontecendo comigo. No dia 01 de dezembro, quando fui fazer a higienização da fissura aberta, notei que tinha algo parecido com uma compressa usada em bloco cirúrgico. No dia seguinte fui ao meu mastologista e não deu outra, esqueceram mesmo uma compressa de bloco cirúrgico. 

Após ter passado por tudo isso, procurei um ginecologista para saber as minhas chances de engravidar. 

Tive várias respostas negativas: “você não pode engravidar pois não tem idade, seus óvulos são velhos”; “o tratamento infelizmente te impossibilitou de gerar um feto”…. Eu poderia fazer inseminação, mas é muito caro e não tinha condições. Já tinha desistido, até que procurei o ginecologista para a retirada dos ovários e trompas. Na consulta ele perguntou se eu já tinha filhos e respondi que não, então falou “vamos tentar”? Respondi “claro que sim”. Voltei para casa feliz da vida. 

Em junho de 2020, realizando exames de rotina para meu oncologista, a médica do ultrassom que me acompanhou desde o diagnóstico do câncer de mama me disse: “Samira, você está com uma alteração no endométrio. Ou você está grávida ou irá menstruar. Se você não menstruar volte aqui semana que vem para ver se está grávida. 

Voltei lá umas 3 segundas-feiras seguidas e notou-se um corpo lúteo, mas ainda não tinha embrião, até que no dia 16 de julho fiz o exame Beta HCG Quantitativo. Resultado: 28,9 mUI/mL. Eu estava Grávida. Uhuuuu!!! 

Minha Gravidez foi super tranquila.  

Em 1 de abril de 2021, nasceu o meu pequeno Gabriel com 3.800Kg e medindo 51cm. Depois do seu nascimento conheci o mundo mágico de ser mãe, estou amando. 

Sem expectativa nenhuma, no dia 06 de abril, a mama que eu perdi o expansor começou a sair leite e meu Gabrielzinho está mamando. 

Desde o início do tratamento tive muita FÉ e durante todo tempo AGRADECIA a Deus para dar tudo certo.  

Então Cats nunca percam as suas esperanças.”

Gostaram desse depoimento? Se quiser compartilhar o seu, encaminhe junto com uma foto para o email [email protected] Nossas histórias nos uni na luta contra o câncer.🎀

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Cat Cris Martins

Meu nome é Cristina Martins, 25, paulista, residente em Curitiba/PR há 8 anos. Sou mãe da Sophia (5) e da Helena (chegada prevista para Janeiro/2020).

Minha história se inicia em Março/2016, quando por uma dificuldade de evacuar procurei um Gastro. Após 1 mês e 13 dias sem conseguir ir ao banheiro fui encaminhada à dita BIOPSIA do estômago e vias intestinais, pois nesta fase já sangrava, tinha dores nas costas, cabeça e meu corpo se tornou pesado.

Em Maio/2016 veio o resultado – MELANOMA estagio lll – reto e intestino grosso. Às pressas fomos para as lavagens, retomoidoscopias, colonoscopias e então a cirurgia. Sem muito sucesso, já em Julho/2016 fui encaminhada às quimioterapias e radioterapias, que no início exitei. Pois de 67 kg já pesava 55 kg, não tinha mais psicológico para seguir adiante. Não tinha mais desejo, auto estima, ânimo.

Mas tive algo muito importante: Primeiramente DEUS ao meu lado que em momento algum me deixou só; Sophia que, ao acordar e dormir, dizia me amar infinitamente; minha família e meus amigos, que de todas as formas possíveis me deram forças e coragem para seguir adiante.

Então, em Agosto/2016, demos início às sessões semanais de quimio e radio (18 amarelas e 24 vermelhas). Na primeira sessão já pude perceber a queda de pelos como: sobrancelhas, braços e cílios. A partir da quarta meu cabelo se iniciou com a queda. Foi ai que a ficha realmente caiu.

Ficaria careca! Perderia a única coisa em mim que ainda me animava! Com indicação da psicologa, conheci o Instituto Flavia Flores, onde pude acompanhar na íntegra histórias como a minha, pude ver mulheres guerreiras vencerem, se assumir, aceitar.

Chegamos então a conclusão da doação do que ainda me restava do cabelo. 05/09/2016 na sede da Atitude na Cabeça em Curitiba/PR fiz minha doação, foram 36 rolinhos de cabelo, cada rolinho com fios de 62cm (Foto de capa).

Fiz da minha tristeza a alegria de alguém.E isso me deixava feliz. Na mesma semana recebi do Instituto vários lenços, de cores diferentes para poder abusar no visual. Enfim, Janeiro de 2017 minha luta chegou ao fim. Deus me concedeu a cura.

Hoje, 04/10/2019, sou uma mulher saudável. Sophia está com 5 anos e nossa família irá aumentar, pois em Janeiro/2020 receberemos nossa Helena que será a Luz de nossas vidas.

Sou grata pelo universo e pelas pessoas que me acompanharam e me acompanham até hoje, vivenciando comigo o meu relato!

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APÓS PASSAR POR TRATAMENTO DE CÂNCER DURANTE A GRAVIDEZ, ESTUDANTE TEM PARTO HUMANIZADO DE SUCESSO

Michelle Oliveira de Moraes, 31, esperou seu filho Vinícius querer vir ao mundo. Nada de cirurgia ou injeções para acelerar o processo. A decisão assustou os mais conservadores, principalmente por um motivo em especial: durante a gestação, a estudante descobriu um câncer de mama, passou por cirurgia e quimioterapia.

Ela é mãe de primeira viagem, e só descobriu o nódulo depois que seu marido, com muita insistência, a convenceu a ir ao médico. “Ano passado apareceu um cisto na minha mama esquerda, nada preocupante. Daí este ano meu marido detectou um nódulo na minha mama direita. Quando ele descobriu, pediu para eu ir ao médico ver exatamente o que era. Eu demorei uns dias e ele cobrando. Até que um dia ele me disse que se eu não fosse ao médico analisar isso, não ia me deixar entrar em casa (radical ele não?!). Neste dia fui ao médico e ele me pediu uma ultrassonografia”, lembra.

O resultado foi claro: nódulo sólido na mama direita. Na biópsia, logo depois, a futura mamãe teve certeza do carcinoma. A cirurgia para retirada do nódulo veio um mês depois. Nesta época, grávida de quatro meses, Michelle teve medo e, quando acordou, só queria saber de seu bebê. “(…) o anestesista pegou um ultrassom portátil e me mostrou o meu bebê. Quando vi que ele estava bem, que o coraçãozinho dele estava batendo, respirei aliviada. No mesmo dia ele também mexeu, era como se dissesse: mamãe, fique tranquila, eu estou bem!”.

Apesar de já ter retirado o nódulo, o tratamento não acabou. Michelle passou por sessões de quimioterapia e, para ajudar na recuperação, pesquisou muito sobre a gravidez em mulheres com carcinoma mamário, “e todas que estudei tiveram seus filhos saudáveis”, conta. Além disso, se apegou em sua fé.

“O médico que fez as ultrassons da gravidez, que já tinha acompanhado casos parecidos com o meu, me alertou que o meu filho poderia nascer um pouco menor e com poucos quilos, mas que ele recuperaria fora do útero. Isso foi um enorme alívio”. Vinícius nasceu dia 9 de dezembro de 2016, num parto natural e humanizado.

“Meu parto foi humanizado sim, pude contar com ótimos profissionais da área que me incentivaram. Ter parto natural é de grande importância tanto para a mãe quanto para o bebê, este nasce mais esperto, fora a recuperação da mãe que é bem melhor e rápida. Engraçado que quando as pessoas me perguntavam quando eu ia ter o bebê, eu respondia que quando ele quisesse, ou seja, ele que ia decidir a hora de nascer. Daí ficavam intrigados e perguntavam: ‘mas como Michelle? Você está passando por um tratamento de câncer!’, e eu respondia que fora o câncer eu era uma pessoa muito saudável”, afirma a mãe.

Vinícius nasceu saudável e no coração da mãe o que existe hoje é a gratidão. O tratamento não terminou, já que ela terá que fazer radioterapia neste mês de janeiro, e continuar com acompanhamento médico ainda por um ano. “A mensagem é: deu vontade de chorar, chore, pois é uma notícia muito triste que ninguém espera receber num momento tão sublime como a gravidez. Esse choro traz um certo alívio, mas que tenha fé, esperança em nosso Criador, Jeová Deus, que ele dará forças na medida que precisares para ir avante”, finaliza.

Fonte: Olhar Direto

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AMERICANA TEM QUADRIGÊMEOS ENQUANTO QUE LUTA CONTRA CÂNCER

NASHVILLE, Tennessee — A americana Kayla Gaytan, de 29 anos, ganhou quatro presentes especiais neste fim de ano. Diagnosticada com Linfoma de Hodgkin em janeiro do ano passado, ela deu à luz a quadrigêmeos (dois meninos e duas meninas) saudáveis no penúltimo dia de 2016, enquanto luta para sobreviver à doença.

— Foi emocionante — disse Kayla, em entrevista à emissora local WKRN. — Estava nervosa, mas vê-los sair e ouvi-los chorar foi realmente emocionante.Após a descoberta do linfoma, Kayla passou por cinco meses de quimioterapia e estava em remissão quando engravidou. Entretanto, há cerca de um mês, uma biópsia constatou o retorno da doença.

— Você acha que venceu pela primeira vez. Quando ele volta, você apenas se pergunta por que ficar grávida com esses quatro bebês e então, você sabe, algo como isso acontece — disse Kayla.

Apesar do câncer, a gravidez se desenvolveu sem maiores problemas. O objetivo, tanto da mãe quanto da equipe médica, era manter os bebês na barriga da mãe até as 34 semanas, mas o parto aconteceu um pouco antes, com 30 semanas, no Centro Médico da Universidade Vanderbilt, em Nashville, no Tennessee. Por terem nascido antes do tempo, Lilianm Victoria, Michael e Charles devem ficar no hospital por mais um mês e meio.

Daqui a duas semanas, Kayla, que já era mãe de dois filhos, retornará à quimioterapia, em tratamento previsto para durar cerca de 16 meses. De acordo com os médicos, ela tem 50% de chance de sobreviver à doença.

— Ela teve que lutar duro na primeira vez, e agora terá que passar por tudo isso de novo. Isso quebra o meu coração — disse Charles, marido de Kayla.

Fonte: O Globo

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NOVA TÉCNICA DÁ ESPERANÇAS A MULHERES COM CÂNCER QUE QUEREM ENGRAVIDAR

A criopreservação ovariana consiste em retirar fragmentos ou até metade do ovário por meio de uma videolaparoscopia. Em seguida, o tecido é congelado em pedaços de 1cm, em nitrogênio líquido, a uma temperatura de -196º C. Depois de congelado, pode permanecer assim por tempo indeterminado, até que a paciente possa e queira reimplantá-lo(Hank Morgan/Latinstock/VEJA)
Mulheres que vão se submeter a tratamentos que afetam a fertilidade, como a quimioterapia, agora têm um novo recurso para ter filhos: o congelamento ou criopreservação do tecido ovariano.

Ainda considerada experimental, a técnica consiste em retirar um pedaço ou até metade do ovário por meio de uma videolaparoscopia. Em seguida, o tecido é congelado em fragmentos de 1 centímetro, em nitrogênio líquido, à temperatura de -196º C. O ovário pode permanecer congelado por tempo indeterminado, já que o tecido não envelhece.

Após a liberação do oncologista, a paciente pode realizar o reimplante do tecido ovariano, caso o órgão remanescente tenha sido danificado durante o tratamento, o que ocorre na maioria dos casos. O tecido é reimplantando por meio de uma nova videolaparoscopia. Espera-se que entre dois e três meses após a cirurgia o órgão retome suas funções hormonais e a paciente possa engravidar de forma natural ou por fertilização in vitro (FIV).

Os especialistas ressaltam que a opção do reimplante é importante mesmo para mulheres que não querem engravidar, já que o ovário desempenha uma importante função endócrina.

Congelamento de óvulos versus tecido ovariano – Em comparação com o congelamento de óvulos ou de embriões, técnicas já estabelecidas há mais de uma década, a criopreservação do ovário é mais complexa. Entretanto, em alguns casos, ela é a única esperança para mulheres que desejam engravidar – e é a única forma de tentar restaurar a função hormonal do ovário, caso ela se deteriore após o tratamento.

“A grande inovação desta técnica é que ela dispensa tratamento prévio e o tempo necessário para o congelamento de óvulos. Além disso, é a única esperança de meninas pré-púberes tentarem manter a fertilidade”, explica Maurício Chehin, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Explica Edson Borges, diretor clínico do Centro de Fertilização Assistida Fertility, em São Paulo: “Meninas que ainda não entraram na puberdade não podem fazer congelamento de óvulos, simplesmente porque elas não têm óvulos. Nesses casos, a criopreservação do tecido é a única opção para elas tentarem engravidar no futuro.”

No entanto, Borges ressalta que ainda não se sabe como é a recuperação da fertilidade nas crianças. “Ao contrário das mulheres que já menstruaram, o ovário de meninas pré-púberes ainda não amadureceu e por isso não teve sua função reprodutiva ativada. Assim, quando há o reimplante de um ovário nessas condições é necessário realizar a maturação do tecido retirado em laboratório antes do reimplante. É algo que ainda não podemos garantir que irá acontecer. Mas acredito que vale muito a pena tentar”, afirma.

Para congelar óvulos ou embriões, a mulher passa por uma indução de ovulação que demora entre 10 e 15 dias. Já na nova técnica, o procedimento é cirúrgico e não precisa de preparação prévia. A desvantagem é que o método é mais invasivo e requer internação hospitalar de um a dois dias.

Fonte: VEJA

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GRAVIDEZ E QUIMIOTERAPIA

Descobrir que está grávida é um dos momentos mais especiais para a maioria das mulheres. E se ao mesmo tempo ela recebe o diagnóstico de câncer? Segundo o Inca – Instituto Nacional do Câncer, ao ano, são registrados no país 57.120 novos casos somente de câncer de mama, um dos tipos de maior índice.

Dr. Waldemir Rezende, mastologista do Centro de Medicina Fetal e Perinatal do Hospital Samaritano de São Paulo, explica que o País já conta com atendimento de ponta, diferenciado e especializado para casos de alta complexidade, com acesso à procedimentos inovadores.

“É necessário desvendar o mito de que a quimioterapia prejudica o desenvolvimento do bebê ou a saúde da mãe, durante a gestação. A droga escolhida para cada tratamento não oferece qualquer agressão ao feto, já que a placenta retém a maior parte da quimioterapia”.

Segundo o médico, a quimioterapia é realizada a partir da 12ª. semana de gestação e, no fim, faz uma pausa programada de três semanas antes do parto. “Quando o bebê nasce não há qualquer contato com a droga. O próprio organismo elimina”, destaca o especialista.

Os tipos mais relevantes de câncer em gestantes são: mama, tireoide, linfoma, leucemia, estômago e colorretal (cólon e reto).

“Antecedentes familiares, de primeiro grau, além de gravidez cada vez mais tardia, são os principais fatores de risco. Mas, acima de tudo, deve-se entender que não é necessário desespero. Todos têm oportunidade ao atendimento especializado”, aconselha o especialista.

E, para finalizar, Dr. Rezende destaca: “Com diagnóstico e tratamento precoce, a cura aproxima-se de 100%”.

Fonte: Tribuna na Bahia

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LEIDIANE CORRÊA

Receber um diagnostico de câncer nunca é fácil! Já não sendo fácil todo o medo e toda a situação, nem sempre as pessoas que a gente espera que vão estar ao nosso lado, estão. Algumas pessoas simplesmente não ficam. Saem. Correm. Correm e rápido. E não é fácil se ver sozinha nisso! Esse é um dos motivos da página Quimioterapia e Beleza também. Vocês, cats, não estão sozinhas! Não mesmo! Nós estamos com você. Mesmo que alguém tenha te deixado.

Essa matéria saiu no G1 e claro que me deixou abalada! Quem puder ajudar a Leidiane, ajude. A cat foi deixada pelo marido, está grávida e está com câncer. Como lidar? Veja a história dela:

“Aos 23 anos e grávida, a vendedora Leidiane Pereira Corrêa recebeu há quatro meses o diagnóstico inesperado de que estava com câncer de mama. A notícia da doença veio no final de maio, um mês depois dela ter descoberto que estava esperando o segundo filho. E, em julho, três dias após a retirada de uma mama, ela recebeu mais um duro golpe: o marido a abandonou. A jovem mora com a filha na casa dos pais no Bairro Jardim Mossoró, em Cuiabá, e precisa de ajuda financeira.

Mas, a despeito das adversidades, Leidiane afirma que não se deixou abater. “Deus não dá nada que a gente não possa carregar. Eu não fico triste e não reclamo porque estou com a doença. Não pode deixar abater. Não é o câncer que mata, o que mata é entrar em depressão. Eu não vou deixar o câncer me vencer. Eu vou vencer. E ele já perdeu. Pra mim, ele não teve vez não”, disse.

A jovem contou que nem o abandono do marido – com quem estava junto havia cerca de um ano e que sumiu sem dar qualquer satisfação – a desestabilizou. “Em nenhum momento eu chorei por causa disso, porque se saiu da minha vida é porque é um traste e não me merece”, falou.

Mas, apesar do otimismo e serenidade, Leidiane tem passado por momentos delicados, como os dias após a cirurgia de retirada de uma das mamas.

“Meu nenê ficou três dias sem mexer. Quando tive alta, me permitiram ir ao hospital e aí vi que o coraçãozinho dele estava batendo. Aquilo foi um alívio”. O bebê, que ganhou o nome de João Miguel, está atualmente com 2,3 kg. A outra filha de Leidiane tem 6 anos e se chama Ana Júlia.

Leidiane começou a fazer quimioterapia em agosto, depois de autorização médica. O tratamento contra o câncer, entretanto, é agressivo e traz sofrimento tanto para a mãe quanto para o bebê. “Na hora que estou fazendo, meu nenê vai mexendo, como se quisesse sair da barriga. Parece que está pedindo socorro”, relatou.

Por causa do câncer e da quimioterapia, Leidiane não vai poder amamentar. Até agora, a jovem fez duas das oito sessões do tratamento. E deverá retomá-lo depois de dar à luz. De acordo com Leidiane, o médico disse que não vai esperar a gestação chegar aos 9 meses. A data exata do parto deve ser definida ainda nesta semana.

Amamentar durante a quimioterapia não é recomendado, segundo o médico oncologista e mastologista, Wilson Garcia Pereira. “Os medicamentos podem fazer mal para a criança. Não é aconselhável amamentar o filho”, explicou.

Ana Júlia, de 6 anos, beija a barriga da mãe Leidiane. A família vive em Cuiabá. (Foto: Carolina Holland/G1)

Cisto e câncer
Em julho do ano passado, Leidiane percebeu que estava com um caroço no seio esquerdo. Exames de ultrassom constataram a alteração e foi receitado um medicamento à jovem, que recebeu ainda a recomendação para voltar ao consultório seis meses depois.

Na volta foi feito novo ultassom, que mostrou novamente o caroço. O mesmo remédio foi receitado para Leidiane. Após uma punção, nada de anormal foi detectado. Entretanto, após descobrir que estava grávida, foi feita biópsia e aí veio o diagnóstico do câncer de mama.

A notícia de que estava com a doença foi recebida como uma tragédia pela família. “Foram duas semanas terríveis, chorando. Parece que a fé da gente passa por provação. Mas agora as coisas estão caminhando”, disse Maria Aparecida Corrêa, de 44 anos, mãe da jovem.

Doações
A família precisa de doações, principalmente de fraldas e de leite especial para recém-nascidos. João Miguel já ganhou um berço.

Fonte: G1