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História da Cat Camila Lima

“Meu nome é Camila Lima e tenho 34 anos! Aos 31 anos, senti um carocinho na mama esquerda e procurei um médico que na consulta apalpou e não sentiu nada, falou que poderia ser glândula mamária e não pediu nenhum exame. Como sempre, fiquei preocupada, e no mês seguinte sentindo ainda mais o tal carocinho, procurei um especialista que falou a mesma coisa. Para ambos pedi uma mamografia e a resposta foi a mesma, que eu era nova e, o plano ou SUS não autorizam, pois não havia suspeita e que ficasse tranquila que não tinha nada! Assim, tentei ficar.

Passados dois anos, meu marido e eu, resolvemos tentar o segundo filho. Comentei com o ginecologista que acompanhou minha primeira gestação, sobre o carocinho e que gostaria de fazer uma mamografia pra desencargo de consciência! Ele me explicou que realmente alguns convênios não aprovam por conta da idade, mas faria o pedido. Assim, com pedido e exame autorizados, o resultado veio: Birads 4, constando uma suspeita.

Corri ao mastologista indicado por uma amiga que havia passado pelo câncer de mama. Após vários exames e uma biópsia simples, constatou-se fibrose. Fiquei super hiper mega feliz com esse resultado! Muito aliviada. Mas, quando levei ao médico, foi como se jogasse um balde de água fria, ele falou que não estava tranquilo com o resultado pois os outros exames estavam muito suspeitos. Indicou uma cirurgia pra biópsia. Sai de lá arrasada e chateada. No dia 05/11/20 fiz a cirurgia pensando que poderia estar fazendo “a toa”. No dia 26/11 tive o diagnóstico: Sim… nesse dia parecia que o mundo estava acabando. Receber um diagnóstico de câncer seja onde for, o grau que for, é um diagnóstico de câncer! 

Perdi minha sogra pro câncer, 17 dias antes do meu casamento, então o desespero tomou conta!! Chorei… chorei… não acreditava. Não consigo explicar o susto e o desespero que é receber essa notícia!! Mas, tenho um filho de 6 anos que sempre foi meu maior motivo pra nunca desistir! Olhava pra ele e via esperança, e via Deus!! Minha mãe sofreu tanto que isso me dava força pra mostrar pra ela, que eu iria ficar bem, que tudo iria passar, e comecei a colocar os pensamentos no lugar e lembrar de pessoas e relatos vencedores do câncer, assim como essa minha amiga, o meu sogro, a professora do meu filho, e outros. Isso foi me aliviando, e os dias ficando mais leves até iniciar o tratamento. 

Em 12 de dezembro, fiz a mastectomia radical com expansor. O apoio da família e amigos nesse momento foi tão maravilhoso que me senti fortalecida! Em janeiro/21 fiz minha primeira quimioterapia (de 4), com várias reações e que me deixou muito mal. E 15 dias depois os cabelos começaram a cair. O sinal de que eu teria que raspar, foi quando eles saíam nos dedos e o couro cabeludo doía, sem poder colocar nem a mão na cabeça. No início de fevereiro raspei, mas me preparei pra esse momento com ajuda de uma amiga pra make profissional e acabou sendo mais leve. O pensamento era que tudo passa e cabelo cresce, bora curtir a careca. Algumas pessoas se incomodavam com a carequinha, mas eu mesma nem ligava, o maior problema de muitas pessoas que sentem-se mal por alguma coisa, é pelo o que o outro está “achando ou pensando”, eu gostei da careca e estava me sentindo tão livre, que se dane as pessoas. Pude usar turbantes e muitos lenços de várias cores.

Depois da segunda quimioterapia, mais uma notícia mudou meus pensamentos e faria me manter mais forte ainda!! Meu pai recebeu o diagnóstico de câncer na próstata! Sim, nós dois com câncer! Eu tinha que ser forte e mostrar pra ele, que iríamos vencer!! Dia 23/03 o tão sonhado sino tocou!! Minha última quimio! Uma emoção sem igual. Um mês depois, fiz minha primeira radio, das 16 sessões, sem reação nenhuma, graças a Deus! Só a cicatriz da mastectomia que abriu novamente, mas tudo dentro do esperado. Finalizei a radio no dia 17/05,  um dia antes de completar 34 anos. Um presente encerrar mais um ciclo e recomeçar uma vida nova!! 

Ainda temos 5 anos pela frente, serão 60 injeções, 1825 comprimidos, mas uma vida inteira de realizações e sonhos que ainda estão por vir!! Ah, e daqui uns dias vamos, meu pai e eu levantar a plaquinha “VENCEMOS O CÂNCER”. Agradeço sempre, em primeiro lugar a Deus por nos dar sabedoria e força em passar por tudo isso, permitindo entender que tudo tem seu propósito. A minha mãe, que sempre está ao meu lado, me ajudando em tudo e dando força total, uma mulher guerreira que me inspira!! Meu marido e meu filho por tudo!! E claro aos amigos e familiares por todo apoio e mensagens de fé e esperança que neste momento é o que mais precisamos!!”

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História da Cat Regina Izar

A Cat Regina Izar ao deixar seu depoimento falou “quero muito ajudar outras pessoas, acho tão importante nesse momento. Tudo tem um propósito na vida, né? E se eu puder ajudar uma só mulher, já vale!! O bem que vs me fizeram, e fazem para outras mulheres é impagável!!!”

Vem ler sua jornada oncológica:

“Muito obrigada pelo conforto, pelo acolhimento que sinto quando entro aqui. Meu nome é Regina, em setembro do ano passado fui diagnosticada com câncer colorretal. Foi uma porrada na cara. Fiz quimio via oral (eram 12 comprimidos por dia), junto com a radio por 45 dias seguidos. Em janeiro fiz a cirurgia e retirei todo o intruso…como estava bem no final do intestino e começo do canal do reto, tive que fazer uma ileostomia (a bolsa de 💩), é temporária, mas uma adaptação difícil em todos os sentidos. Agora estou desde março fazendo a quimio preventiva…faltam 4 sessões, acabo em setembro e em outubro faço a reversão e retiro a bolsa.

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Recebi a noticia de que estou livre do câncer, já não tenho nenhum resquício de um dia do intruso…não tem noticia melhor. Mas como ainda não acabei a quimio, e minha médica disse que a quimio vai evitar que essa porcaria volte, como ainda não tirei a bolsa, parece que a ficha não caiu. Meu cabelo não caiu todo, mas faço 5 horas de aplicação da quimio e volto para casa com um infusor, e só retiro depois de 36 horas. Tenho náuseas, manchas e sensibilidade na pele, fraqueza, dor no corpo, formigamento nas mãos e nos pés, e uma sensibilidade ao frio que me judia…estava bem para baixo, me sentindo feia, triste por passar por isso…e entrar aqui me ajudou a ressignificar tudo isso!!! Tenho muita sorte por estar passando por isso e ter a chance de mudar, de enxergar tudo de outra maneira…de viver o caminho, não apenas a ansiedade na linha de chegada.Obrigada, de todo meu coração, muito obrigada!!! ❤

Cat, estamos todas nesta batalha e não precisamos passar por isso sozinhas. Histórias como a sua nos fortalece e inspira pra erguermos a cabeça e seguirmos em frente com força e leveza.

Obrigada por dividir com tanta gente sua história e confiar no nosso apoio! 🎀💖

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Cat Giu Nardini

Cats, a Giulianna Nardini compartilhou o depoimento falando da importância de dar atenção à uma vida saudável depois de vencer o câncer de mama aos 21 anos!

“”nossa, você teve câncer tão nova”
Toda vez que alguém descobre que eu tive câncer de mama com 21 anos eu ouço isso. Entendo o espanto (eu, minha família e até meus médicos achávamos que não seria não seria nada por causa da idade), mas precisamos falar, sempre que possível: CÂNCER NÃO TEM IDADE 🗣️

O câncer não é uma doença que tem que tremer as pernas só de ouvir o nome, não é igual a gente vê nos filmes. Tenho certeza que todo mundo conhece alguém que não fala nem a palavra câncer, bate na boca ou fala “aquela doença”.

Enquanto o nome dessa doença não for falada, enquanto a gente não falar que câncer não tem idade e que todos precisamos nos cuidar, ela continuará assustando milhares de pessoas.

Existe prevenção? Não. Não existe nada que te garanta que você não vai nunca ter câncer, mas existem cuidados: ter uma vida saudável (lembrando que é pra cuidar da saúde física e psicológica, hein) e ir ao médico com frequência. O papo da vida saudável é sério, a educação alimentar é tão importante quanto exercício e terapia. Somos uma maquininha complexa 🤖

E a necessidade de ir ao médico e fazer exames com a frequência indicada é de extrema importância. Procure um médico que você confie, que dê o match paciente-médico, e tire todas as suas dúvidas.

A única coisa que a gente tem é nosso corpo. Beba água, come frutinha e tome sol, ok?”

Vamos seguir o conselho da Giu e cuidar do nosso corpo! 💖🎀

Gostaram desse depoimento? Se quiser compartilhar o seu, encaminhe junto com uma foto para o email [email protected] Nossas histórias nos uni na luta contra o câncer. 🎀

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Droga moderna contra câncer de mama metastático será oferecida pelo SUS

Cats, a área relacionada à produção de medicamentos oncológicos está constantemente em evolução. E a nova descoberta é algo que pode revolucionar a saúde pública no Brasil.

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No início de julho, o Ministério da Saúde e a empresa farmacêutica Roche chegaram a um acordo quanto à distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do pertuzumabe, medicamento importante no tratamento de um tipo de câncer de mama em estágio avançado. Com o acordo da compra centralizada, as secretarias estaduais de saúde começam a receber a droga nos próximos dias ou semanas.

O pertuzumabe é um anticorpo usado como terapia-alvo em combinação com outro anticorpo, o trastuzumabe, e um quimioterápico, o docetaxel. O alvo dos anticorpos é a proteína HER2 (da sigla para receptor para fator de crescimento endotelial humano), cuja superativação aumento o crescimento e a proliferação celulares. Até 20% dos cânceres de mama são HER2+.

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Essa combinação de drogas, conhecida como duplo bloqueio, é usada há vários anos contra câncer de mama metastático HER2+ e aumenta a sobrevida das pacientes. Embora também haja benefícios importantes no uso em estágios iniciais da doença, a combinação só está aprovada, para uso no SUS, contra a fase avançada (metastática) do câncer de mama HER2+. Além disso, a combinação não funciona em outros tipos de câncer de mama que não envolvam a proteína HER2.

Por serem terapias-alvo, o pertuzumabe e o trastuzumabe têm efeitos colaterais geralmente brandos e bem tolerados. Os mais sérios são possíveis alterações cardíacas, que podem ocorrer em uma minoria de pacientes e cessam quando parado o tratamento. Por esse motivo, é importante o acompanhamento por ecocardiograma.

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Segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio a Saúde da Mama (Femama), cinco estados e o Distrito Federal devem receber o pertuzumabe ainda em julho, enquanto outros dez estados, incluindo São Paulo, ficam para o início de agosto. Os estados restantes provavelmente buscarão a droga diretamente no almoxarifado do Ministério da Saúde.

Confira a matéria na íntegra no link https://bit.ly/3f7Qntx

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Alerta ao câncer de boca

O Instituto Quimioterapia e Beleza alerta, conforme informações do HAC, à prevenção do câncer de boca. 

A Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal tem como objetivo chamar atenção das pessoas para essa doença e estimular ações de prevenção. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, o câncer de boca é a doença mais comum entre homens e 70% dos casos são diagnosticados em pessoas com mais de 40 anos. Além disso, o tumor é caracterizado por ferimentos na boca, podendo afetar a mucosa, a língua e os lábios. O principal sintoma é a não cicatrização. 

O cirurgião dentista do Hospital Amaral Carvalho em Jaú, Giovane Furlanetto, afirma ser necessário ficar atenta às alterações na boca e explica que o autoexame pode auxiliar na identificação de lesões, feridas, caroços ou inchaço nas bochechas. “O autoexame não substitui o exame clínico. É importante visitar o médico ou dentista de confiança com frequência, pelo menos uma vez ao ano”, ressalta.

Durante o ano inteiro o hospital mantém o Programa de Prevenção do Câncer de Boca, com atendimento para Jaú e região. 

Dentre os principais fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão a ingestão de bebidas alcoólicas e uso de cigarros e outros fumos. Além disso, a má higiene da boca e a má alimentação também são apontadas como causa do câncer. 

O doutor Giovane Furlanetto orienta que a prevenção está em uma alimentação saudável, bons hábitos, prática de atividades físicas e proteção solar. Se houver um diagnóstico precoce, a doença pode ser tratada com cirurgia e tem altas chances de cura.


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ALIMENTOS UMAMI COMO ALTERNATIVA DURANTE O TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER

Alterações no paladar durante o tratamento contra o câncer são reações comuns geradas pelo organismo e que incomodam as pacientes.

O assunto foi pauta do XIV Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica, que apresentou alguns estudos realizados com diferentes pacientes em tratamento, e que mostram bons resultados com terapias que podem atuar significativamente nos receptores dos sentidos do olfato e paladar, alterando-os ou mesmo destruindo-os.

Quando o tratamento contra o câncer começa, as primeiras alterações no paladar são a perda da sensibilidade aos gostos (disgeusia), principalmente ao doce, além de sensação de amargor e metal na boca, mais percebidos nos casos de tratamento quimioterápico por conta da própria medicação, e a sensação de boca seca (xerostomia).

Isso tudo dificulta a alimentação dos pacientes, o que ajuda a gerar alterações nutricionais e impactos significantes na qualidade de vida. Outra implicação que foi discutida no Congresso, e que pode influenciar o paladar, é o tempo em que os pacientes ficam submetidos às dietas enterais e parenterais.

Alimentos Umami durante o tratamento contra o câncer

Uma das descoberta da pesquisa aponta que alimentos da categoria Umami proporcionam sensibilidade no paladar dos paciente de radioterapia em diferentes ciclos do tratamento contra o câncer.

Já outro estudo mais completo relata que o paladar de alimentos Umami é sentido pelo pacientes até a terceira semana de tratamento, quase sem alteração. Após esse período, ocorre um decaimento com uma leve melhora na sensibilidade após a oitava semana.

Umami é chamado de o quinto gosto básico, ou seja, alimentos que não se encaixam em nenhuma das quatro categorias mais conhecidas: doce, salgado, amargo e azedo. É possível identificá-lo nos alimentos que possuem aminoácidos livres (principalmente ácido glutâmico ou glutamato) e nucleotídeos (inosinato e guanilato) como queijo parmesão, tomate e cogumelos.

Crianças e idosos

No Brasil, um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), testou a sensibilidade ao gosto Umami em crianças com LLA (Leucemia Linfoide Aguda) e LNH (Linfoma não-Hodgkin) com soluções em diferentes concentrações do realçador de sabor MSG e alimentos que o contém.

Foram avaliados 102 pacientes entre 6 e 15 anos. A maioria deles detectou o gosto Umami a partir da segunda concentração das soluções oferecidas no teste, nas duas sessões a que foram submetidos. Isto pode vir a concluir que as crianças são sensíveis a este gosto e a utilização desse componente nas concentrações tecnológicas recomendadas (<1%) em diferentes preparações e uma orientação alimentar adequada poderia colaborar para a melhora do estado nutricional das crianças em tratamento contra esses tipos de câncer.

Estudos realizados no Japão demonstraram que idosos hospitalizados, que também possuem alterações no paladar e xerostomia, tiveram um aumento significativo da salivação, quando estimulados com soluções de glutamato monossódico em comparação com soluções de ácido cítrico. O aumento da salivação fez com que os idosos se alimentassem melhor e ainda melhorassem o estado nutricional.

Essa estratégia também poderia ser utilizada em pacientes com câncer para reduzir a sensação de boca seca, mas ainda não há nenhuma pesquisa efetiva sobre isso.

Mais estudos são necessários para verificar a sensibilidade ao quinto gosto Umami, bem como o aumento da salivação e aceitação de alimentos fontes de Umami em pacientes com diferentes tipos de câncer. Porém, pelos estudos já publicados, verificamos que a diversidade no cardápio, bem como o estímulo constante das sensações gustativas, podem auxiliar os pacientes a não perderem o sentido do paladar durante o tratamento, já que mantê-lo é extremamente importante para a melhora do estado nutricional durante e após o tratamento contra o câncer.

FONTE: PORTAL UMAMI

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ENTENDER SUAS EMOÇÕES AJUDA A TER MELHOR QUALIDADE DE VIDA DURANTE O TRATAMENTO

Você já ouviu as suas emoções, hoje? Essa pergunta pode soar um pouco estranha, mas é muito importante, acredite. A cada ano, uma nova área da medicina se expande para estudar e entender como as emoções agem no corpo humano: a psiconeuroimunologia.

Apesar do nome complicado e difícil de falar logo de primeira, a sua base é muito simples: mostrar como cada emoção tem um componente direto no sistema imunológico, que consequentemente reflete no físico. É importante notar que não há emoção que cause diretamente uma doença, nem mesmo o câncer. A relação está entre o estado de saúde mental e a fragilização do sistema imunológico.

Sua mente está ligada e atuando em conjunto com o seu corpo 24 horas por dia, 7 dias por semana desde o momento do seu nascimento. Isso pode soar óbvio, mas a novidade está no efeito que determinadas emoções, positivas ou negativas, estimulam. O conceito está ganhando muita força, mas a ideia não é nova. Algumas pesquisas feitas em 1930 já revelavam a influência de estados emocionais e estruturas de personalidades no funcionamento de vários sistemas orgânicos, podendo ocasionar um desequilíbrio da homeostase (condição de estabilidade que o organismo precisa para realizar suas funções corretamente).

“A saúde mental regula nossos hormônios e o funcionamento do nosso organismo. O emocional mais abalado pode diminuir a imunidade e, assim, a pessoa estará mais vulnerável a determinadas doenças”, explica a psicóloga e neuropsicóloga Thais Quaranta.
O organismo nada mais é que uma fábrica de substâncias. Ao se desregular, ele sobrecarrega outros componentes e gera o desequilíbrio. Por sua vez, os órgãos ficam comprometidos e problemas mais graves podem ser detectados. “Nossos sentimentos precisam ser entendidos como sinais de alerta do nosso corpo, assim como a febre indica que algo está errado”, esclarece Quaranta.

Um artigo para a Revista Med da USP escrito pelo especialista em psiconeuroimunologia, Wimer Bottura, traça um mapa de processamento e sugere quais elementos têm mais impacto no sistema imunológico. Acontecimentos ou situações traumáticas e os significados que cada indivíduo constrói ao redor dele resultam em uma série de fases, como o desenvolvimento de ansiedade, insônia e depressão, que podem influenciar a saúde física.

Ainda segundo Bottura, uma investigação mais profunda mostra que fatos aparentemente sem tanta importância podem desencadear as “agressões silenciosas”. Essas agressões consistem em micro traumas originários de fatos corriqueiros que, ao se repetir, geram respostas inadequadas do organismo. O estresse, irritação e mau humor são exemplos perfeitos de alertas para parar, relaxar e procurar ajuda profissional.

Por que é tão difícil escutar nosso corpo?

A psicóloga e psicanalista Marianne de Toni acredita que ainda não superamos o tabu criado em torno da saúde mental: “Não fomos acostumados a expressar nossos sentimentos e angústias. Desde muito crianças ‘engolir o choro’ é exigido e reconhecido como a melhor alternativa para lidar com as mais diferentes situações, seja de dor, angústia, frustração etc.”.

Com o corpo fragilizado e a mente abalada fica ainda mais difícil lidar com o surgimento de uma doença grave como o câncer. Nesse momento, o apoio de um psicólogo pode significar melhor qualidade de vida durante o tratamento e ajudar a entender o que acontecendo com mais clareza e estabilidade.

Muita atenção: não existe nenhum estudo que comprove a relação direta entre as emoções e o surgimento do câncer. Tudo o que se sabe é a ligação entre o estado emocional e o sistema imunológico. Estados de depressão, por exemplo, favorecem queda da imunidade, o que abre espaço para o desenvolvimento de doenças, mas não causam o desenvolvimento de um tumor.

“A aceitação da doença exige adaptabilidade, o que significa que várias pequenas mudanças, como adoção de estilo de vida saudável, relação com a família e um possível afastamento do trabalho precisam acontecer”, explica Regina Liberato, Coordenadora de Oficinas e Programas do Instituto Oncoguia.

O principal papel do profissional está nas intervenções psicossociais, que não atendem somente aos aspectos psicológicos. Eles guiam os pacientes desde o diagnóstico, passam pela fase de tratamentos e chegam até a reabilitação e cuidados especiais que aparecem durante o seu desdobramento.

“Os temas que trabalhamos com mais frequência estão relacionados às áreas de expressão como a identidade pessoal, a autoestima, a imagem corporal, sensualidade e sexualidade, os relacionamentos interpessoais, as relações de amor, a reinserção social e adaptação profissional”, conta Regina.

A especialista também aponta que oferecer um espaço seguro para a expressão de sentimentos, promover meios para reduzir e controlar o estresse, ansiedade e depressão, melhorar a comunicação e criar a possibilidade para o desenvolvimento da esperança são fundamentais para quem está vivendo esta fase extremamente difícil.

Reconhecer fracassos, medos e angústias conta pontos no processo de aceitação e busca de ajuda profissional. Nem todos conseguimos resolver os problemas sozinhos e a boa notícia é que você não precisa.

Fale, chore, desabafe e não guarde dentro de si. As consequências podem ser muito maiores no futuro.

Fonte: Vencer o Câncer

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BENEFÍCIOS DA IOGA NO TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER

RIO — Se encarar o cotidiano de cabeça erguida às vezes é uma tarefa difícil, o desafio aumenta diante de uma doença tão imprevisível quanto o câncer. Foi para tentar aliviar o sofrimento dos pacientes que o professor Thiago Leão decidiu oferecer aulas de ioga para os que precisam se submeter à quimioterapia. As aulas são ministradas nas clínicas do Grupo Oncologia D’Or às terças, das 8h às 11h, em Botafogo; e às quintas, das 9h ao meio-dia, na unidade de Copacabana. Durante os encontros, familiares, acompanhantes e enfermeiros são bem-vindos.

Neto do professor Hermógenes, precursor da ioga no Brasil, e à frente do instituto que leva o nome do avô, Leão ensina aos pacientes técnicas de respiração, relaxamento e meditação. São exercícios simples e pensados de forma que possam ser feitos em casa. Leão diz que a filosofia repassada em sala se estende a questões como boa alimentação e pensamento positivo em relação à doença.

— A ioga considera o ser humano como um todo. Hoje sabe-se que o estresse pode piorar o quadro de várias doenças. Então, quando cuidamos dessa estafa, ajudamos no tratamento do paciente — diz Leão.

Márcia Almeida, de 55 anos, descobriu um tumor no intestino em abril de 2016. Ela fez quimioterapia de junho a janeiro deste ano, quando ingressou nas aulas. Moradora de Botafogo, ela diz se sentir menos ansiosa e mais equilibrada emocionalmente.

— Logo depois da quimioterapia, eu não podia andar nem dez minutos que sentia falta de ar. Agora, vou andando de Botafogo à Marina da Glória (no Flamengo) — conta Márcia.

Segundo Leão, as aulas podem ser feitas independentemente do tipo de câncer diagnosticado. Mas ele ressalta que a ioga não serve para curar a doença, e sim como uma terapia que acompanha o trabalho dos profissionais de oncologia:

— Fazemos exercícios para ajudar os remédios a fazerem o trabalho deles. O tratamento, de fato, é com o médico.
FONTE: http://oglobo.globo.com/rio/bairros/os-beneficios-da-ioga-no-tratamento-contra-cancer-21127083#ixzz4cu90bQOx

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DENTISTA ANTES, DURANTE E DEPOIS DO TRATAMENTO

Procurar o dentista antes de iniciar o tratamento quimioterápico é muito importante para manter a saúde bucal durante todo o processo. O uso de medicamentos que afetam as células do corpo podem causar sérios danos aos dentes.

Os chamados efeitos colaterais que podem acometer a boca são:

  • boca e gengivas doloridas;
  • boca seca;
  • língua ardente, inflamada ou esfolada;
  • infecções de gengivas;
  • alterações do paladar;
  • dor e dificultar a mastigação, a deglutição e a fala.

Iniciar o tratamento com algum problema bucal pode potencializar esses efeitos colaterais, mas lembre-se que embora chatos, duram somente até o final do tratamento.