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RETRATOS DE AFETO: OBRA REVELA INTIMIDADE DE PESSOAS COM CÂNCER

Habituado a longas viagens pela Amazônia, o fotógrafo paranaense Valdir Cruz passou os últimos anos dedicado a outro tipo de expedição: embrenhar-se por hospitais e cidades do interior para acompanhar pessoas com câncer em sua rotina e intimidade.

Entre as várias viagens e a edição das imagens, foram cinco anos de “muitas emoções, choros, abraços e mais choros”, ele conta à BBC Brasil.

“Neste projeto eu tinha uma missão e uma grande responsabilidade: manter a dignidade de todos os retratados e dar vida a essas histórias, que não são únicas”, diz Cruz.

Radicado em Nova York desde os anos 1980, o fotógrafo também pretendia contar, por meio dos relatos e das imagens, a história do Hospital de Câncer de Barretos, em São Paulo.

Fundado em 1967 pelo casal de médicos Paulo e Scylla Prata, o hospital é referência nacional no tratamento da doença, com atendimento gratuito pelo SUS. Hoje, além da sede em Barretos, a instituição tem unidades em outras oito cidades, além de 12 carretas que viajam o Brasil realizando exames e pequenas cirurgias.

O trabalho, que mescla fotografias e entrevistas, deu origem ao livro Retratos de Afeto, que será lançado em 17 de maio no Conjunto Nacional, em São Paulo, onde as obras ficarão expostas até 2 de junho.

A BBC Brasil apresenta a seguir algumas das pessoas retratadas por Valdir Cruz.

Maria Madalena Rodrigues da Silva

Moradora de Juazeiro (BA) e viúva há dez anos, Maria Madalena Rodrigues da Silva, de 60 anos, descobriu um câncer nas mamas em 2013. Ela diz que, mesmo após a cirurgia, jamais abandonou as tarefas domésticas. “Eu faço tudo, eu lavo, eu passo, eu arrumo casa e ainda faço comida de fim de semana pra vender, faço buchada.”

É católica, mas isso não impede que cultue Iemanjá. Questionada se já escondeu a doença, responde: “Pois eu não, meu filho. Pode falar que eu tô com câncer onde for. Enquanto com vida, esperança, não é isso?”

Isabely Alves Modesto

Talita e Isabely durante o tratamento

Quando notou sangue na urina da filha, Talita Modesto a levou para o hospital e descobriu que a pequena Isabely tinha câncer nos rins. A família viajou de Roraima a Barretos, onde a menina retirou os órgãos no Hospital de Câncer.

Ela resistiu bem ao tratamento. Hoje, um ano depois, está curada, mas terá de fazer exames anuais pelo resto da vida. “Isabely é calada, mas é forte e guerreira, a bichinha”, diz a mãe.

Maria Lúcia Barbosa de Souza

‘Depois nós caímos na risada’

Maria Lúcia Barbosa de Souza, de 67 anos, descobriu ter câncer no colo do útero aos 21, quando trabalhava como doméstica em Ribeirão Preto (SP). Desde então, passou por quatro cirurgias.

Ela conta como soube que teria de ser operada da última vez: “A doutora disse ‘eu vou te contar uma coisa, você não vai gostar, mas eu vou ter que te falar’.

“Eu falei: ‘a senhora não fala pra ver que eu brigo com a senhora’. Ela falou: ‘vai ter que fechar a sua xoxota’. Eu falei: ‘doutora, essa xoxota já está velha e cansada, já usei muito’. Mas eu não sabia que a equipe dela estava atrás dos panos ali, pensava que só estávamos eu e ela, e depois nós caímos na risada.”

Beatriz Carvalho de Freitas

Medula doada, quimioterapia e mais dois anos de tratamento

Beatriz Carvalho de Freitas descobriu um sarcoma (câncer em tecidos moles) na mão esquerda ao tratar uma fratura que demorava a curar, aos 13 anos. Hoje, aos 17, se trata de leucemia. Ela conseguiu um doador de medula e passou por várias sessões quimioterapia. No tratamento, mudou até de tipo sanguíneo.

Hoje estuda numa escola vizinha ao Hospital de Câncer de Barretos e espera o dia em que poderá levar uma vida normal. A mãe, Zelma, diz que o tratamento levará mais dois anos. “Ela vai poder ir a festa, frequentar muita gente. Mas passam logo os anos, passam sim.”

Maria Alice Alves de Oliveira

“Usei peruca, usei lenço, saí careca, fiz tudo”

Mãe de três filhos, Maria Alice Alves de Oliveira descobriu ter câncer de mama aos 39 anos, em 2012. Quando soube da doença, temeu ser abandonada pelo marido, mas isso nunca ocorreu.

O cabelo caiu com a quimioterapia. “Aí eu usei peruca, usei lenço, saí careca, fiz tudo”. Nos últimos cinco anos, perdeu amigos que conheceu no hospital, mas se diz animada com a perspectiva de terminar o tratamento neste ano.

Francisca dos Santos

“Eu vi que é um bicho de sete cabeças, não”

Francisca dos Santos, de 57 anos, chorou quando soube que teria de extrair a mama. O tumor, que se originara seis meses antes, estava em estágio avançado.

“Quando eu cheguei a Salvador, que eu vi minhas amiguinhas tudo sem peito, tudo boa, tudo sadia, aí pronto, aí eu vi que não é um bicho de sete cabeças.”

O cabelo caiu com a quimioterapia, mas já voltou a crescer. “Eu fui tão curada, de um jeito que eu não tomo comprimido nenhum.”

Casada há 37 anos, diz que o marido a apoiou durante todo o tratamento. “Meu marido é novo, tem 61 anos. Mas se eu tivesse um marido que não me aceitasse sem a mama, aí eu podia ter ficado abalada.”

Diego Araújo Rabelo

“Tô ficando bonito”

Desde os dois anos de idade, Diego Araújo Rabelo tem xeroderma pigmentoso, rara doença genética que deixa o paciente mais suscetível a câncer de pele.

Recentemente, teve de retirar parte do nariz. A mãe conta que, quando se viu pela primeira vez numa foto após a cirurgia, devolveu a câmera rapidamente. Hoje, segundo ela, o filho se acostumou.

Quando o médico lhe disse que estava ficando bonito, concordou: “Tô ficando bonito”.

Henrique Prata

Henrique Prata, que deixou os estudos aos 15 anos, administra o Hospital de Câncer de Barretos

Filho dos fundadores e atual administrador do Hospital de Câncer de Barretos, na foto de 2015, Henrique Prata posa na área onde foi erguido o Hospital de Câncer da Amazônia, em Porto Velho.

Prata abandonou os estudos aos 15 anos, quando passou a trabalhar nas fazendas do avô materno. Hoje, aos 64 anos, comanda uma estrutura que realiza 6 mil atendimentos por dia, todos gratuitos, e é parcialmente financiada por doações de artistas e apresentadores de TV.

A médica que trouxe técnicas modernas de exames para o Brasil

Scylla Duarte Prata

Filha de pecuaristas e fundadora do Hospital de Câncer de Barretos ao lado do marido, Paulo Prata, morto em 1997, a ginecologista e obstetra Scylla Duarte Prata tirou dinheiro do bolso muitas vezes para quitar dívidas da instituição.

Como médica, ajudou a trazer ao Brasil técnicas modernas de colposcopia e de exame papanicolau.

Hoje, aos 93 anos, continua a trabalhar e a acompanhar a rotina do hospital, agora administrado pelo filho Henrique.

FONTE:  BBC http://www.bbc.com/portuguese/internacional-39383273

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ESTETICISTA E CABELEIREIRA ELEVAM AUTOESTIMA DE PACIENTES

Um esteticista de Taubaté e uma cabeleireira de Pindamonhangaba decidiram fazer a diferença na vida de mulheres que precisam de ajuda. Elas tentam amenizar, por meio da estética e da autoestima, a dor e as marcas deixadas nas mulheres em tratamento contra o câncer.

Em 2010 a cabeleireira Nadir dos Santos Moreira descobriu que tinha um câncer de mama. Na cirurgia, todo seio foi retirado. Para ela, esse foi um período difícil. “No momento da descoberta da doença a gente só pensa que vai morrer, aí você começa a se olhar e ver que tem algo faltando na gente. As mulheres gostam de se olhar e se sentir bem”, disse.

Agora, a relação dela com o espelho é bem diferente. Nadir reconstruiu o formato do mamilo com ajuda da esteticista Sueli Arone, que é especialista em micropigmentação. Ela atende de graça as mulheres que tratam a doença pelo SUS.

“Os próprios médicos indicam que seja feito esse trabalho, até mesmo para finalizar o trabalho deles. Eu faço isso porque além da minha profissão, algo que sei fazer bem, é algo que possibilita que eu ajude alguém. Se a cliente fica satisfeita, a minha satisfação é em dobro”, disse.

Em um salão de beleza em Pindamonhangaba, mulheres que também passaram pelo tratamento contra um câncer ganharam um incentivo para recuperar a autoestima. A dona do estabelecimento, Gabriela Martuscelli vivenciou de perto os prejuízos causados pela doença.

“Há dois anos eu fui diagnosticada com câncer de mama, um câncer agressivo e invasivo, com tratamento sério, vi que ficaria careca e percebi o quanto é importante se sentir bela, se sentir bem. Aí eu passei a trabalhar com doações de cabelo para poder juntar e fazer uma peruca. Graças a Deus a gente tem conseguido”, disse.

A filha, Isabella Martuscelli, apoiou a mãe abrindo mão do cabelo longo para deixar a mãe mais bonita e feliz durante o tratamento. “Na hora eu falei: ‘Mãe eu vou cortar, vou doar, ficar com o cabelo curto que nem o seu’. Nós tínhamos cabelo comprido e eu reforcei que ela não estava sozinha nessa, que eu estava junto, vamos arrumar o cabelo juntas”, afirmou.

A vaidade, amor próprio e ao próximo, são dons que as mulheres mostram que têm de sobra em momentos difíceis. “Você tem que olhar no espelho e pensar eu estou bonita, mas o mais importante é estar viva”, concluiu Gabriela.

Fonte: G1

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GATOS E HUMANOS EM TRATAMENTO

Ter um gato é muito gratificante e pode ajudar você a se sentir melhor e mais feliz. Para muitas pessoas, os gatos, apesar de serem animais de estimação muito independentes, têm uma personalidade própria e sendo assim, podem ajudar na melhora da estima, além da enorme troca de “energias” positivas e satisfação que proporcionam. Porém, é importante ficarmos alertas para os riscos em ter e cuidar desses “bichanos”, pois existem muitos tipos de diferentes infecções que eles podem transmitir.

Quem tem um Gato em casa sabe como ele alegra, ensina e até cura. Isso mesmo. A veterinária Karen Sueda, do American College of Veterinary Behaviorists decidiu comprovar. “Tive uma paciente que estava passando por radioterapia e quimioterapia, e ela realmente sentiu muito conforto e apoio através de seu gato, durante todo esse processo. Muitos tutores relatam que os pets- sejam eles cães ou gatos – promovem grande conforto e o mais importante, aceitação incondicional enquanto batalham em seus tratamentos contra o câncer”, afirma Karen Sueda em entrevista.

De acordo com uma pesquisa realizada por uma fabricante de Alimentos Pet, 84% das mulheres que batalham contra o câncer de mama disseram que seus gatos as trouxeram calma. “Há diversos estudos que mostram que os animais diminuem a pressão sanguínea e podem até mesmo aumentar a longevidade”.

ENFERMIDADES:

Dentro de um contexto geral, na relação Gatos & Humanos devemos levar em consideração três enfermidades zoonóticas:

  1. Leucemia Felina: o agente da doença é um vírus, porém os gatos com esta enfermidade são mais vulneráveis a outras doenças, além de emagrecimento rápido e logo será percebida.
  2. Toxoplasmose: o agente é um protozoário, mas é fácil a detecção com simples exame de sangue sorológico.
  3. Esporotricose: doença fúngica de contato, pode ser facilmente vista e adquirida porém acomete mais gatos de rua e superpopulação. Um sintoma característico é o nariz de palhaço.(gato fica com a ponta do nariz bem avermelhada e ulcerada)

CUIDADOS:

Algumas das maneiras mais eficazes para não acometimento dessas enfermidades no seu gato(a):

  • Vacinação (V4+R) e vermifugação periódica (de 6 em 6 meses);
  • Castração; (além da importância da POSSE RESPONSÁVEL, gato(a) castrado(a) é super “caseiro”, levando-se em consideração que essas doenças são adquiridas principalmente na rua);
  • Aparar as unhas; (desde que seu gato não vá para rua)
  • Higiene oral (Orozyme®) e da pelagem; (1 banho/mês)
  • Manter a liteira (caixa higiênica) sempre limpa;(trocando a areia)
  • Evitar presença de Ectoparasitas; (Produtos Específicos-fipronil)
  • Levá-lo pelo menos duas vezes por ano no Veterinário.

Um Gato bem assessorado e acompanhado será saudável e o risco dele transmitir alguma doença fica muito remota.

TIPOS DE GATOS:

Existem mais de 200 espécies de gatos, distintas em cor, tamanho e tipo. Mas, o importante é o gosto e individualidade de cada um. DICA: gatos com pelagem curta têm mais descamações de pele que os gatos de pelagem longa, portanto se você sofre de algum tipo de alergia respiratória, a sua melhor escolha é um gato de pelagem longa.

IMPORTÂNCIA: o melhor de se ter um gato é o AMOR incondicional que só ele pode te oferecer. Na realidade, não é você que o tem, mas sim: ele é seu dono. Desde o antigo Egito eram considerados seres superiores. Um Amigo que te respeita, te ama e não quer nada em troca. Gato é tudo de bom … Vale a pena experimentar.

Dr. Franklin Mamoru Kasama – Médico Veterinário

CRMV-SP 10045 mamoruk@hotmail.com

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JOVEM DE FLORIPA SUPERA CÂNCER E CRIA PROJETO PARA AJUDAR PACIENTES

Ele decidiu aproveitar um momento delicado da vida para ajudar outras pessoas na mesma situação. Lucas Garcia, de Florianópolis, descobriu que tinha câncer de testículo em março do ano passado. Poucos dias após o diagnóstico, ele mal conseguia andar — o tumor havia crescido muito e rápido. Começaram então os tratamentos: a cirurgia, a quimioterapia no Cepon, na Capital, os efeitos colaterais no sistema digestivo, além de cabelo caindo, sobrancelhas e cílios também. Mas ele deu “um olé” em tudo isso!

— Meu principal remédio foi o otimismo e o pensamento positivo — eles têm uma ação muito importante na cura, assim como a fé. Foi isso que ajudou na minha cura e é essa certeza que pretendo levar para todo o Brasil agora, conta o rapaz.

Força em grupo

Depois da experiência com a doença, Lucas teve a ideia de criar uma rede, que funciona por aplicativo de celular e Website, para conectar pacientes, ex-pacientes, familiares e demais interessados no assunto, criando uma rede de apoio mútuo. Esse projeto ganha vida hoje, dia 23, com o lançamento do portal do aplicativo Rede Vitalis, um importante aliado para quem faz tratamento de câncer, especialmente jovens e adolescentes. Tudo será na sede do Centro de Pesquisas Oncológicas, o Cepon, na Capital, às 13h30min.

Por enquanto, o portal vai oferecer três serviços: informações sobre os direitos dos pacientes com câncer, depoimentos e vídeos de histórias de superação da doença e o apoio à causa —instituições também poderão se inscrever e cadastrar suas demandas para que os usuários possam fazer doações.

—Embora o aplicativo, que será oferecido gratuitamente nas plataformas Androind e iOS,  ainda esteja sendo desenvolvido, o lançamento desta quarta-feira celebra o pleno funcionamento do site, onde já é possível realizar o cadastro de usuários e de instituições, além de utilizar a comunidade de apoio —, explica Lucas, que recebe todo nosso apoio!

Para acessar AQUI.

FONTE: Laine Valgas, Diário Catarinense

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JANTAR BENEFICENTE “DE MÉDICA À PACIENTE”

Em setembro, aconteceu o primeiro Jantar Beneficente “De médica à paciente”, da querida Dra Fabíola La Torre. Foi incrível! Encontrei Cats como a Sabrina Parlatore, a Dra Fabíola e a Rê Vitoratto. Pensa quanto amor envolvido?! Claro né? Não podia ser diferente.

Veja as fotos aqui:

https://www.flickr.com/photos/quimioterapiaebeleza/albums/72157675606841835/with/30439357992/

E tem um videozinho também de quanto nos jogamos no karaokê:

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DE MEDICA À PACIENTE

Hoje é o dia do médico!!! Eu tenho um super carinho por todos os médicos que me acompanham, confio muito neles e sei que eles fazem a diferença na minha vida!

E nesse dia, que tal conhecer uma figura inspiradora? A doutora Fabíola Torres é médica, e também paciente! Ela conta sobre sua experiência no blog dela:

O que acontece quando quem atende e ajuda pacientes com câncer e é diagnosticada com a doença?

Eu sou uma médica que trabalha com crianças em uti pediátrica oncológica. Nessa hora, confesso que pensei, “Não vejo como isso me afetou” com relação ao câncer. Porém, quando pensei mais profundamente, percebi algumas coisas que ainda não tinham passado pela minha cabeça a ponto de me preocupar.

Como intensivista, passei mais de 16 anos da minha vida entre apitos de aparelhos, luzes, tubos, cateteres, etc. Terminei meu mestrado nesse ano sobre fatores de risco relacionado a infecções de cateteres venosos centrais. E há cerca de um ano publiquei um livro sobre emergências oncológicas em pediatria. Tudo isso significa, por exemplo, que conheço segredos sobre meu diagnóstico de câncer… Conheço-os, antes de você.

No entanto, quando  fui diagnosticada com câncer de mama há 3 meses, bloqueei todo esse conhecimento. Recusei-me a interferir em  quaisquer informações ou conduta. Eu sei como são os tumores e como se formam. Mas, como é que informações como essas poderiam me ajudar? Em nada. Quem pode me ajudar são meus médicos.

O que eu nunca fiz foi perguntar como vocês já sabem  “por que eu?”. Talvez seja por causa de todas as sequências de DNA “erradas”. E sabemos que todos os dias milhões de lugares podem potencialmente sofrer mutações, então eu sei que a pergunta mais pertinente seria: “por que não eu?”

Tenho orgulho de ser parte de uma equipe por trás das linhas inimigas do câncer, ajudando a combater suas complicações em um momento em que os pacientes estão tão fragilizados e precisando de grande apoio e interferência imediata, sem a qual a sobrevivência seria impossível. Tenho orgulho em ser intensivista. Cuidar de famílias afetadas pela doença, para que, possamos trazer de volta, seus filhos após a vida estar por um fio, como é na UTI. Eu sei os numerosos controles e cuidados diários que temos de fazer para cada resultado de cada paciente dentro da UTI, antes de ser liberado de alta para a família.  Imagino a família, sorrindo com alívio, levando seus filhos para casa.

Quando recebi o meu diagnóstico de câncer, as coisas com as que não me preocupei, foram:

•    As drogas irão funcionar?

•    O cirurgião saberá o que está fazer?

•    Será que minhas amostras serão extraviadas?

•    Fizeram o diagnóstico correto?

.     Vou sobreviver?

Como médica, eu sei que, obviamente, as coisas podem e dão errado. Mas, trabalhar em um hospital de referência para o câncer, mostrou-me que cada pessoa trabalha de forma extremamente dura para os pacientes, expandindo as técnicas a medida que novas tecnologias estão disponíveis, tudo isso também para ter maior conhecimento e experiência para futuros pacientes.

Agora, como uma paciente com câncer, me sinto afortunada por estar vivendo em um mundo cheio de conhecimento científico. O duro trabalho dos funcionários do hospital foi o que ajudou a tornar mais fácil a minha experiência: o médico oncologista que faz uma pesquisa extra para descobrir se um caso apropriado é para a terapia de reposição hormonal, a enfermeira que é especializada em oncologia e sempre chega sorrindo, a técnica da ressonância que admira o meu esmalte de unha (rsrs), as voluntárias de rosinha que todos os dias da quimioterapia vêm trazer balinhas, meu mastologista tão, mas tãoooooooooooooo experiente e ainda um geneticista super nerd estudando todos os DNAs da minha vida. Rsrs

Eu fico sempre muito surpresa  sobre o quanto nossos corpos são capazes de lidar com a quimioterapia, radioterapia e cirurgia. A gente aguenta mesmo as bombas, viu gente?

Claro, que existem dias chatos. Como quando a pele fica horrorosa. Mas aí a gente vai fazer um make com a Ari lhennnda lá no cKamura e aproveita para fazer um trato na prótese capilar enquanto o laser da Dra Daniela Pellegrino faz efeito. E tudo fica bem. vejam as fotos. Make é vida.

Espere e aceite os dias ruins. Acredite, você passará por eles. Você sentirá medo e ansiedade apenas ao  pensar na possibilidade de recidiva. Mas, lembre-se, ter um dia ruim e ficar emotivo não significa que não esteja curtindo sua segunda chance na vida, significa apenas que é humano. Sinta o que sente no momento e não deixe ninguém lhe dizer como você deve se sentir. Elabore um plano para o que fará nesses dias ruins — talvez comer sua comida favorita com seu melhor amigo, fazer uma viagem ou assistir seu filme preferido. Crie o “plano de emergência do dia ruim” isso poderá garantir que sempre terá um lugar para voltar.

E lembre-se, lindo mesmo é o corpo e o espírito, que continuam…

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CÂNCER NA POLÍTICA

O que houve?

Novos projetos de lei que tratam sobre a “pauta do câncer” foram apresentados na Câmara dos Deputados.

PL 5706/2016, de autoria do Deputado Hildo Rocha – PMDB/MA, que atribui ao Serviço Social das unidades privadas de saúde a responsabilidade de encaminhar o paciente para outras unidades, quando necessário.

Situação: Aguardando Despacho do Presidente da Câmara dos Deputados.

Explicação da Ementa: O projeto tem como objetivo modificar o quadro
de noticias divulgado na imprensa de pessoas que vagam à procura de um serviço que os atenda, sem o grande sofrimento de sempre. Para tanto, a seguinte proposição assegura que os pacientes sejam encaminhados de forma adequada para serviços que tenham condição de prestar-lhes  atendimento digno e responsável para a população.

PL 5702/2016, de autoria do Deputado Celso Russomanno – PRB/SP, que altera a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), para garantir ao paciente o direito ao acesso ao prontuário médico.

Situação: Aguardando Despacho do Presidente da Câmara dos Deputados.

Explicação da Ementa: O projeto visa reiterar o direito de o consumidor acessar seus dados médicos inscritos no prontuário. Essa norma é prevista no art. 88 do Código de Ética Médica e na Carta de Direitos dos Usuários da Saúde, do Ministério da Saúde. O próprio Código de Defesa do Consumidor garante o acesso a qualquer registro referente ao consumidor, bastava apenas esclarecer o alcance do Código de que os prontuários médicos também estão inseridos nesse contexto.

PL 5691/2016, de autoria do Deputado Flavinho – PSB/SP, que altera a Lei nº 8.137, de 27 de dezembro de 1990, para dispor sobre a doação de alimentos e de remédios.

Situação: Aguardando Despacho do Presidente da Câmara dos Deputados.

Explicação da Ementa: O projeto referente à doação de remédios é uma medida que visa diminuir o desperdício de medicação que perecem em farmácias particulares por todo país, sendo justo que quando esses produtos estiverem na iminência de perecer, sejam doados para consumo imediato de quem deles necessita. Desta forma, a presente proposição poderá auxiliar a todos os envolvidos nesse processo e, principalmente, as pessoas que clamam pelo acesso aos medicamentos que tanto necessitam.

Fonte: Oncoguia

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AOS 70 ANOS, IDOSA COM CÂNCER REALIZA SONHO DE VOAR DE ASA DELTA

Há um ano e meio, Norma Rico, de 70 anos, trata um câncer de pulmão. A uruguaia, que mora em Porto Alegre com o marido desde a década de 1960, sabe que não há mais procedimentos que possam impedir o avanço da doença, o que não parece ser um problema. A aposentada valoriza cada minuto de sua vida, e aproveita para buscar os sonhos que têm. Um deles, voar de asa-delta, já entrou para a lista dos realizados.

“Quem tem a doença é o meu pulmão. Eu estou ótima, linda e maravilhosa!”, diz, bem-humorada, ao receber a reportagem em sua casa, em Porto Alegre, no último sábado (18).

Foi durante tratamento no programa de Cuidados Paliativos da Santa Casa, que ajuda pacientes e familiares a lidar com doenças terminais, que Norma comentou sobre seu desejo de voar de asa-delta.

A equipe médica logo se mobilizou para concretizar o sonho, com apoio de familiares. Casado com Norma há 50 anos, seu Ramon, duas filhas e netos ajudaram nos preparativos.

É com essa premissa que a equipe de Cuidados Paliativos trabalha. Além de tentar amenizar a dor física, eles recomendam que os pacientes se livrem das pendências emocionais, daquilo que ainda não foi resolvido. Ouvem desejos, desde os mais simples aos mais inusitados, como o de dona Norma.

“Apesar de todos nós sabermos que nascemos e que um dia iremos morrer, hoje não falamos livremente sobre a morte, então é um grande tabu”, diz a enfermeira Karyne Reis.

Os detalhes foram ajustados para a chegada do grande dia de dona Norma. Feliz que iria realizar o sonho de voar de asa-delta, ela se agasalhou – fazia frio em Porto Alegre -, colocou um batom, entrou no carro da família e partiu para Sapiranga. Na cidade do Vale do Sinos, distante cerca de 60 quilômetros da capital, o Morro Ferrabrás é o lugar ideal para a prática.

Além dos familiares, o médico que cuida de dona Norma também compareceu para acompanhar a aventura da paciente. Após o abraço do doutor Rodrigo Castilho, das palavras de apoio do marido Ramon e de filhos e netos, os equipamentos foram ajustados pelo instrutor. Antes do salto, ele avisava que a sensação seria indescritível.

O salto foi tranquilo. Dona Norma voou alto. Mais uma aventura enfrentada por ela. “Espetacular”, resumiu ela após a aterrissagem. Pronta para realizar o próximo desejo: andar de moto.

Fonte: G1

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NO DIA DOS NAMORADOS, AÇÃO ESTIMULA AMOR ENTRE ACOMPANHANTES E PACIENTES

Aproveitando o Dia dos Namorados, o Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP) lança nesta quinta-feira a ação “Cuide Bem do seu Amor”. Pelo terceiro ano consecutivo, a Rede Feminina Estadual de Combate ao Câncer de Pernambuco comemora a data dentro da unidade de saúde com uma ação motivacional para mostrar a importância do parceiro para os pacientes e as pacientes em tratamento.

Ao som de músicas românticas, voluntários e a equipe dos Doutores da Felicidade distribuem esta manhã pelas enfermarias do HCP kits com chocolates, incentivando pacientes e cônjuges a se declarem uns aos outros.

“Pensamos nas pessoas que precisam se sentir amadas e por causa do dia a dia terminam deixando de demonstrar esse afeto e esse apoio. Portanto, será um momento para que todos se sentam amados, na saúde e na doença”, enfatiza  Maria da Paz Azevedo, coordenadora das voluntárias.

Fonte: Diário Pernambuco

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PROJETO INSTITUI MEIA ENTRADA EM SHOWS E CINEMA PARA PORTADORES DE CÂNCER

Um projeto de lei apresentado nesta segunda-feira (30), na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), institui o pagamento de meia-entrada para portadores de câncer e doenças degenerativas em espetáculos teatrais e musicais, exposições de arte, cinema e demais manifestações culturais e esportivas do Piauí. A proposta é de autoria do deputado estadual Dr Pessoa (PSD).

A lei atinge eventos promovidos por entidades públicas ou particulares em todo o Piauí. Ainda de acordo com o projeto, o benefício não será cumulativo com quaisquer promoções e convênios e, também, não se aplica ao valor dos serviços adicionais eventualmente oferecidos em camarotes, áreas e cadeiras especiais.

Para ter direito ao benefício, o portador da doença deverá apresentar laudo médico. “Os produtores dos eventos deverão  disponibilizar o total de ingressos disponíveis para a meia-entrada, bem como informar se houve o esgotamento.

O projeto foi lido no expediente da Alepi nesta segunda-feira e segue para  a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

“É de conhecimento geral que, usualmente, os portadores de câncer têm um elevado dispêndio financeiro com cirurgias, internações, medicamentos, o qual prejudica o orçamento familiar e, consequentemente, a realização de atividades de lazer que são tão importantes para a melhora do quadro geral do paciente”, justificou o deputado.

Fonte: Cidade Verde