Publicado em Deixe um comentário

CANTORA DA BANDA FLORENCE AND THE MACHINE CANTA EM HOSPITAL PARA FÃ COM CÂNCER

A vocalista da banda Florence and the Machine, Florence Welch, fez uma apresentação particular para uma fã com câncer em um hospital nos Estados Unidos, segundo o Yahoo News.

Karinya Chen, de 15 anos, sofre com uma forma rara de câncer e por isso não pôde ir ao show que a banda faria no Texas. Por isso, Welch resolveu levar a apresentação a ela.

Acompanhada pelo guitarrista Rob Ackroyd, a vocalista cantou versões das canções “Dog days are over” e “Shake it out”.

Fonte: G1

Publicado em Deixe um comentário

MULHER SUPERA MEDO DO CÂNCER DANDO “AMOR INCONDICIONAL” A ESTRANHOS

A médica norte-americana Shamanie Thompson, de 40 anos, curada recentemente de um câncer de mama, encontrou uma maneira diferente para lidar com o medo da reincidência da doença: oferecer seu amor incondicional a estranhos.

Há dois anos, a mulher foi diagnosticada com a doença e, segundo informações do site “Good News Network“, lidava diariamente com a ansiedade de que houvesse uma reincidência do câncer, fazendo com que o medo se tornasse presente em sua rotina.

“Uma das cirurgias que eu fiz tinha causado complicações no meu braço direito. Todos os dias tenho dor constante, o que é um lembrete do câncer que tentou me matar. Isso afetou minha capacidade de trabalhar, afetou minha energia, me fez ter medo, criou limitações”, contou Shamanie, em blog pessoal no qual conta sua trajetória.

Seis meses após remover o tumor cancerígeno, a mãe de três filhos recebeu uma notícia que a desestabilizou ainda mais: “Meu oncologista me ligou para me dizer que eu tinha uma chance de 67% de recorrência nos próximos anos. A partir daí, desenvolvi uma síndrome de ansiedade por medo da reincidência – meu médico disse que isso é normal e que a maioria dos sobreviventes de câncer têm isso em algum nível”.

Shamanie passou vários meses rejeitando os pensamentos negativos, até que decidiu utilizar a informação que havia recebido a seu favor. “Por que não começar a tomar decisões com base nesta ideia de que você vai morrer jovem?”, pensou ela. “Naquele momento, eu decidi que eu iria escolher me amar de qualquer maneira!”.

Desde então, a mulher, que vive no Colorado, Estados Unidos, começou a ter esperança e decidiu “dar seu amor incondicional por zero dólares”. A ideia era ir a lugares públicos e manifestar seu carinho às pessoas desconhecidas: “Eu decidi fazer recibos de amor com palavras de encorajamento sobre eles”.

Seus filhos e suas irmãs a ajudaram a fazer um cartaz, ir para um parque e se aproximar de estranhos com palavras amáveis. “Imediatamente senti uma sensação de ansiedade, de intimidação, de ‘o que é que eu acho que eu estou fazendo aqui?’ Eu queria me esconder de volta no carro e sentar com meu medo novamente”, contou.

Porém, Shamanie resistiu ao pavor e decidiu dar tudo que tinha de melhor. As primeiras pessoas que se aproximavam eram dois jovens adultos: “Cheguei lá e disse: ‘Eu não quero nada de você. Eu sou um sobrevivente recente de câncer de mama. Meu médico diz que eu tenho uma grande chance de recorrência. Tenho vivido com medo sobre isso. Acredito que o amor cura medo, então eu estou fazendo atos aleatórios de bondade hoje. Eu estou querendo saber se você vai receber uma palavra de encorajamento de mim?”. E ela estendeu as 40 receitas para que eles pudessem escolher uma palavra aleatória de encorajamento. Como recompensa, recebeu abraços e carinho.

“Meu coração encheu por dar e receber amor”. Após o dia de ‘amor incondicional’, ela disse ter sentido o coração “três vezes maior”: “E onde havia medo, passou a ter amor e respeito”.

Fonte: RedeTV

Publicado em Deixe um comentário

CARTILHA DO ICESP ORIENTA PESSOAS COM CÂNCER A COMER MELHOR

Sopa de grão de bico, flan de laranja e espumante de maçã com hortelã são algumas das deliciosas receitas da cartilha criada pelo Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo) para pacientes em tratamento do câncer.

O cardápio montado pelo Instituto, em parceria com a Secretaria da Saúde, tem o objetivo de ajudar os pacientes a driblar os sintomas do tratamento contra o câncer na hora da refeição.

A cartilha traz uma série de receitas para ajudar o paciente e aliviar os sintomas desagradáveis do tratamento, diminuindo as alterações no organismo. Acesse o material em pdf e aprenda a preparar os pratos saudáveis.

Orientação por telefone
O Icesp também criou um serviço telefônico 24h, inédito no SUS, para facilitar o acesso de seus pacientes ao nutricionista e evitar interrupções ou atrasos no tratamento. O Alô, Nutrição foi criado porque muitos apresentam dúvidas em relação à alimentação e precisam de um retorno rápido. Metade das ligações está relacionada ao tipo de alimento adequado ao tratamento, e para orientações sobre alimentação via sonda. A equipe de nutrição fica disponível 24 horas por dia. Veja, abaixo, uma das receitas da cartilha do Icesp:

Almôndega de aveia
Ingredientes:
1 xícara (chá) de aveia em flocos
1 litro de água
½ xícara (chá) de manjericão fresco picado
½ xícara (chá) de farinha de trigo
½ xícara (chá) de cebolinha picada
½ xícara (chá) de farinha de rosca
1 xícara (chá) de salsinha picada
1 xícara (chá) de cenoura ralada
2 ovos batidos
½ colher (chá) de sal
Margarina para untar

Modo de preparo:
Cozinhe a aveia na água até os grãos ficarem macios.
Coe e reserve.
Em uma travessa misture a aveia coada e os demais ingredientes.
Modele em formato de almôndegas, coloque-as em uma assadeira untada com
margarina e asse a 180° por 20 minutos.
Rendimento: 11 porções de 50g
Calorias: 86 kcal por porção

Fonte:  Governo de São Paulo

Publicado em Deixe um comentário

A REALIZAÇÃO DE UM SONHO: COM CÂNCER, MANICURE SE CASA DENTRO DO HOSPITAL

O Hospital Regional do Cariri, no interior do Ceará, foi palco da realização de um sonho na manhã desta segunda-feira (2). Com 36 anos e portadora de câncer de colo de útero, a manicure Sandra Raquel Nogueira Pereira é casada no civil e mãe de três filhos, mas sempre quis casar no religioso.

Diagnosticada com a doença em setembro de 2015, Sandra está internada há no hospital há mais de dois meses. Devido a complicações decorrentes da doença, a realização do casamento se tornou mais premente. “Vou casar com o Sérgio com a certeza de que Deus está nos abençoando”, comemorou.

“É uma paciente jovem que teve diagnóstico de neoplasia de colo uterino e, infelizmente, por não ter realizado o tratamento precocemente, a doença se disseminou. A gente tem invasão do sistema urinário e de outros órgãos que fazem com que a paciente tenha mais complicações, sangramentos e intercorrências, sangramentos e sangramentos. Intercorrências que fazem com que o internamento se prolongue e que a gente tenha mais dificuldade de estabilizar o quadro da paciente para dar alta”, explica o médico Carlos Eduardo Alencar.

Para realizar o sonho de Sandra e Sérgio, muitas pessoas se mobilizaram, entre enfermeiras, assistentes sociais, maquiadora, cabeleireira e uma cerimonialista. “Eu tomei conhecimento  através das redes sociais e, de imediato, entrei em contato com o hospital para procurar realizar esse sonho da melhor maneira possível”, relata a cerimonialista Gleise Amâncio.

O passo seguinte foi organizar a cerimônia, a comemoração e buscar parcerias. Vestido de noiva, alianças, decoração,  doces e o bolo de casamento foram doados.

O terceiro andar do Hospital Regional do Cariri foi transformado em palco para a cerimônia religiosa e a recepção. A noiva, já vestida de branco, maquiada e com o cabelo arrumado, não escondia a emoção.

“Eu estou emocionada. Só que não vou chorar, pois hoje não é dia de choro, é de alegria. Eu já passei por tanta coisa e não chorei e não vai ser neste momento feliz que vou chorar. Sempre sonhei em casar diante de Deus. Já até tínhamos pensado sobre o assunto, mas com pouco dinheiro e muita coisa para fazer, o sonho sempre era adiado”.

Após a cerimônia religiosa, os convidados e funcionários do hospital não conseguiam esconder a emoção. O noivo, companheiro de 16 anos, aposta que vai envelhecer ao lado de Sandra.

“Estamos recebendo a bênção de Nosso Senhor Jesus Cristo. Estou casando com ela na doença, na alegria e na tristeza até que um dia Deus nos chame, ou eu ou ela. Que seja feita a vontade de Deus. Tenho muita esperança de que esse casamento vai melhorar o quadro de saúde dela”, relata.

Fonte da foto: Blog

Fonte da matéria: G1

Publicado em Deixe um comentário

DRA REGINA CHAMON: VACINA DE GRIPE – PODE OU NÃO PODE?

Nas últimas semanas a tal da gripe pelo vírus H1N1 virou uma febre! Aproveitando o trocadilho, a infecção por esse vírus dá sim um baita febrão! Além da febre alta, dor no corpo, nariz escorrendo e congestão nasal, também são sintomas desta infecção. Há algum tempo tivemos um surto de gripe bem parecido. Lembra da gripe suína? Pois é, são vírus da família do Influenza!E porque tanta gente preocupada, se é só uma gripe?A infecção pelo H1N1 preocupa pois, em pessoas que têm a defesa fragilizada, ou seja, pessoas com câncer, crianças pequenas, grávidas, pessoas com doenças crônicas (como a Asma) e idosos, esta gripe pode dar um quadro bem grave, com alterações na pressão arterial, dificuldades de respiração e em alguns casos mais raros pode até levar à morte.Assim, quem se enquadra nos casos de maior risco (esse pessoal que citei aí em cima) têm indicação de tomar a vacina, para prevenir a infecção.As pessoas que têm câncer,  tanto os que estão em tratamento, quanto os que já acabaram a quimioterapia e estão em algum tipo de manutenção (por exemplo uso de hormonioterapia), PODEM e DEVEM receber esta vacina.Podem, porque a vacina é feita de vírus morto, ou seja, não há risco nenhum de desenvolver a infecção, só pelo fato de ter tomado a vacina.Devem, porque a vacina garante uma proteção extra para a infecção pelos vírus da família Influenza.Na rede de saúde pública a vacinação é gratuita e contempla três vírus (H1N1, H3N2 e Influenza B), por isso é chamada de tríplice. Na rede privada pode-se encontrar a vacina que protege para um tipo adicional de Influenza B.As únicas contraindicações para receber esta vacina são: já ter tido alergia deste tipo de vacina em anos anteriores, ou ter alergia a ovo (sim, porque a vacina é feita com componentes do ovo!).Então, consulte o seu médico e vamos vacinar!Um abraço e até breve,

Dra Regina Fumanti Chamon

HematologistaCRM 120.010/SP

www.cuoremi.com “

Publicado em Deixe um comentário

ADOLESCENTE EM TRATAMENTO DO CÂNCER GANHAM FESTA DE 15 ANOS

Muitas meninas nutrem  o sonho com o dia em que celebrarão os 15 anos,   data  cheia de significado para uma adolescente. Agora, imagine   manter a chama desse sonho acesa quando se está em uma batalha  contra uma doença como o câncer. Como a fada madrinha do conto da Cinderela, a  Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace) realizou, ontem, o sonho de dez moças assistidas pela instituição.

O evento   contou com toda pompa e requinte das festas tradicionais:  decoração exclusiva, valsa com pais e com fuzileiros navais, doces refinados, bufê, DJ e grupo de animadores. Tudo patrocinado pela solidariedade de empresários  da capital federal que, pelo quinto ano consecutivo, tornaram o projeto Um Sonho de 15 anos possível.

Terapia

“A Abrace não arcou com nenhum centavo dessa festa.  Tudo é fruto da boa vontade de quem acredita no projeto”, afirma a presidente da Abrace, Ilda Peliz. Segundo ela, esse dia  funciona como uma terapia. Um resgate da autoestima das debutantes. “É uma alegria muito grande para elas e para nós, que nos emocionamos junto. Algo que dá ânimo para nós e, principalmente, para que elas continuem  as suas batalhas pessoais”, considera Ilda.

Dia de princesa

Giovana de Souza só vai completar 15 anos em agosto, mas diz ter adorado antecipar as comemorações. “É uma oportunidade única para quem, como nós, não teria nunca a condição de ter um dia e uma festa como essa”, garante a jovem, que começou o domingo participando de ensaios fotográficos e dia de beleza no salão Ricardo Maia, com direito a produção de cabelo e maquiagem para a noite.

“Para a gente, é uma celebração também por ela ter passado por esse processo doloroso e difícil do tratamento e ter vencido”, completa a atendente Gasparina Carmo de Souza, mãe de Giovana, que há poucas semanas ainda fazia as últimas sessões de quimioterapia. “Eu estou tão nervosa e emocionada quanto ela. Os pais sempre se realizam nos sonhos dos filhos”, finaliza Gasparina.

Fonte: Jornal de Brasília

Publicado em Deixe um comentário

VELHINHA DE 90 ANOS DIAGNOSTICADA, RESOLVE VIAJAR ESTRADA AFORA

Se você anda meio cabisbaixo, acha que a vida é uma eterna penitência e está desacreditado do futuro, a história desta senhorinha vem em boa hora.

Norma é uma velhinha fofa de 90 anos de idade que foi diagnosticada com câncer apenas dois dias após seu marido falecer da mesma doença.

E se você pensa que Norma se entregou, está muito enganado. Ao invés de partir para o procedimento médico esperado, a quimioterapia, ela optou por outro caminho: viajar o mundo.

Há mais de meio ano na estrada com seu filho, Tim, sua nora, Ramie, e o cachorro de estimação, Ringo, Norma documenta todos os seus passeios no Facebook, em uma fanpage chamada “Driving Miss Norma”, que já conta com mais de 87 mil seguidores.

Por enquanto, eles só percorreram lugares dos EUA, como Florida, Mississippi, South Dakota, Louisiana, New Mexico, Arizona e outros.

E, aparentemente, a viagem tem feito bem à sua saúde. “Ela continua a surpreender a gente. Sua saúde tem melhorado. Acredito que estar se alimentando bem e conhecendo novos lugares está ajudando”, contou Ramie em entrevista ao site ABC News.

Fonte: Catraca Livre

Publicado em Deixe um comentário

NOVA TÉCNICA DÁ ESPERANÇAS A MULHERES COM CÂNCER QUE QUEREM ENGRAVIDAR

A criopreservação ovariana consiste em retirar fragmentos ou até metade do ovário por meio de uma videolaparoscopia. Em seguida, o tecido é congelado em pedaços de 1cm, em nitrogênio líquido, a uma temperatura de -196º C. Depois de congelado, pode permanecer assim por tempo indeterminado, até que a paciente possa e queira reimplantá-lo(Hank Morgan/Latinstock/VEJA)
Mulheres que vão se submeter a tratamentos que afetam a fertilidade, como a quimioterapia, agora têm um novo recurso para ter filhos: o congelamento ou criopreservação do tecido ovariano.

Ainda considerada experimental, a técnica consiste em retirar um pedaço ou até metade do ovário por meio de uma videolaparoscopia. Em seguida, o tecido é congelado em fragmentos de 1 centímetro, em nitrogênio líquido, à temperatura de -196º C. O ovário pode permanecer congelado por tempo indeterminado, já que o tecido não envelhece.

Após a liberação do oncologista, a paciente pode realizar o reimplante do tecido ovariano, caso o órgão remanescente tenha sido danificado durante o tratamento, o que ocorre na maioria dos casos. O tecido é reimplantando por meio de uma nova videolaparoscopia. Espera-se que entre dois e três meses após a cirurgia o órgão retome suas funções hormonais e a paciente possa engravidar de forma natural ou por fertilização in vitro (FIV).

Os especialistas ressaltam que a opção do reimplante é importante mesmo para mulheres que não querem engravidar, já que o ovário desempenha uma importante função endócrina.

Congelamento de óvulos versus tecido ovariano – Em comparação com o congelamento de óvulos ou de embriões, técnicas já estabelecidas há mais de uma década, a criopreservação do ovário é mais complexa. Entretanto, em alguns casos, ela é a única esperança para mulheres que desejam engravidar – e é a única forma de tentar restaurar a função hormonal do ovário, caso ela se deteriore após o tratamento.

“A grande inovação desta técnica é que ela dispensa tratamento prévio e o tempo necessário para o congelamento de óvulos. Além disso, é a única esperança de meninas pré-púberes tentarem manter a fertilidade”, explica Maurício Chehin, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Explica Edson Borges, diretor clínico do Centro de Fertilização Assistida Fertility, em São Paulo: “Meninas que ainda não entraram na puberdade não podem fazer congelamento de óvulos, simplesmente porque elas não têm óvulos. Nesses casos, a criopreservação do tecido é a única opção para elas tentarem engravidar no futuro.”

No entanto, Borges ressalta que ainda não se sabe como é a recuperação da fertilidade nas crianças. “Ao contrário das mulheres que já menstruaram, o ovário de meninas pré-púberes ainda não amadureceu e por isso não teve sua função reprodutiva ativada. Assim, quando há o reimplante de um ovário nessas condições é necessário realizar a maturação do tecido retirado em laboratório antes do reimplante. É algo que ainda não podemos garantir que irá acontecer. Mas acredito que vale muito a pena tentar”, afirma.

Para congelar óvulos ou embriões, a mulher passa por uma indução de ovulação que demora entre 10 e 15 dias. Já na nova técnica, o procedimento é cirúrgico e não precisa de preparação prévia. A desvantagem é que o método é mais invasivo e requer internação hospitalar de um a dois dias.

Fonte: VEJA

Publicado em Deixe um comentário

SUPER HERÓIS FAZEM AS ALEGRIAS DOS PACIENTES DO HOSPITAL DO CÂNCER DE PERNAMBUCO

Pacientes, acompanhantes e funcionários do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) receberam a visita de super-heróis e integrantes de um grupo de Maracatu para fazer o Carnaval de quem ainda não pode curtir a folia nas ruas. A festa aconteceu na manhã desta quinta-feira (4), na sede da unidade, no bairro de Santo Amaro, e trouxe alegria aos internados.

Durante a visita, feita nas alas infantil e de cuidados paliativos, foram entoadas marchinhas cujas letras buscam incentivar o combate ao Aedes aegypti. Os heróis visitaram os quartos da Enfermaria São Rafael, exclusiva para crianças, e fizeram a festa para cerca de 20 pequenos que permanecem internados na unidade.

Além da visita dos personagens de filmes e desenhos, a festa também chegou à ala de cuidados paliativos, onde há pacientes sem chances de tratamento terapêutico. O local recebeu a visita Maracatu Renascer, formado por pacientes de câncer de mama do próprio hospital.

“Nessa ala, alguns pacientes não podem nem mesmo sair da cama. Nesses períodos de festas, sempre fazemos uma celebração alusiva ao que está sendo comemorado, seja Carnaval, Páscoa, São João. Os pacientes sempre pedem para abrirmos as portas das salas para que eles possam participar da festa”, explica Cláudia Barbosa, superintendente administrativa da unidade.

Ainda de acordo com Cláudia, nem mesmo os imprevistos tiraram a alegria do grupo. “Os instrumentistas que iriam acompanhar as nossas pacientes do Maracatu Renascer não conseguiram chegar, mas aqui a gente se renova a todo minuto. Elas cantaram, dançaram e trouxeram muita alegria aos pacientes”, comemora. Segundo ela, o Maracatu atraiu a atenção de cerca de 200 pacientes, funcionários e acompanhantes durante o percurso.

Fonte: G1

Publicado em Deixe um comentário

HOSPITAL DE CÂNCER BARRETOS: ONDE O AMOR RESISTE

A Revista Época fez uma reportagem sobre o Hospital de Barretos. Eles passaram alguns dias por lá e relataram como foi a experiência. Vale a pena conferir:

“Em anos como 2015, marcados por desmandos políticos e escândalos de corrupção, há quem perca a fé no país. Sempre existem, no entanto, antídotos para tempos de descrença – e o Hospital de Câncer de Barretos, no interior de São Paulo, é um deles. Trata-se de uma ilha de excelência médica com atendimento 100% SUS – e uma das maiores obras da generosidade do brasileiro. Num ano de crise econômica, o povo foi ainda mais solidário. As doações cresceram 10%. Durante uma semana, ÉPOCA viveu o cotidiano e os bastidores dessa bolha onde o amor resiste.

Na manhã do último sábado de novembro, Joaquim Esperidião Almeida Rodrigues, de 7 anos, tinha os olhos colados à tela do gameMortal kombat na brinquedoteca da unidade infantojuvenil. Longe de casa havia três meses, ele fazia planos ambiciosos:

– Amanhã, eu capo o gato.

Com o ditado popular, ele tentava explicar que, logo, logo, iria embora. Joaquim não via a hora de brincar solto pelas ruas de Érico Cardoso, na Bahia. Estava em Barretos por um cruel desvio de rota. Uma leucemia que, depois de ser tratada em Salvador, voltou a se manifestar. O garoto cumpria o sétimo bloco de quimioterapia. Depois da alta, descansaria 21 dias antes de ser submetido à oitava rodada. Se a doença persistisse, seu destino poderia ser a fila do transplante de medula. Enquanto a estratégia de combate à doença era assunto de adulto, Joaquim passava o tempo em luta contra monstrengos eletrônicos que ele podia comandar e, quase sempre, vencer. Sub-Zero, Scorpion, Reptile… um mais feio que o outro. Vibrava a cada fatiamento sem dó.

– Esse corta de faca. Corta de tudo.

ATENÇÃO
Em luta contra a leucemia, Joaquim, de 7 anos, joga videogame no hospital. A mãe, Katiele Rodrigues, elogia o atendimento: “Isto aqui é uma maravilha” (Foto: Filipe Redondo/ Época)

Os golpes faziam a mãe franzir a testa. Diante da imprevisibilidade do câncer, Katiele, de 27 anos, tinha uma única certeza: a de que o filho não poderia receber tratamento melhor. “Isto aqui é uma maravilha”, dizia. Além do acesso aos melhores recursos e do conforto inimaginável na maioria dos serviços públicos, o que mais encantava aquela mãe era o respeito. O propósito máximo da instituição, que adota o título de “O hospital do amor”, é tratar todos os pacientes da mesma forma. Sem distinção de classe social e com o que a medicina produz de melhor. As disputas financeiras e as contenções de orçamento ocorrem nos bastidores. Não alcançam os pacientes e suas famílias. Os mais de 400 médicos trabalham em período integral, com dedicação exclusiva. Dentro do universo da saúde, Barretos é um mundo paralelo, onde a gentileza e a fraternidade estão no ar.

Se apenas cumprisse suas obrigações, o atendente da lanchonete Sinomar Rogério Gonçalves, o Mazinho, serviria sanduíches, sucos e frutas com presteza e educação. No hospital, dinheiro não entra. A cada visita ao ambulatório, pacientes e acompanhantes recebem um total de pontos para consumo na lanchonete. A escolha é livre. Alguns gastam tudo em refrigerante. Outros, em frutas que raramente têm em casa. Mazinho faz mais do que seria exigido dele. Quando o movimento diminui, salta da lanchonete para a sala de brinquedos e convida as crianças para cantar e dançar. É o xodó dos pequenos pacientes. De longe e com admiração, o diretor do hospital infantojuvenil, Luiz Fernando Lopes, observa a cena. “Esse cara é iluminado”, diz.

AMOR
Sinomar Gonçalves, o Mazinho, é o xodó das crianças. Trabalha na lanchonete, mas gosta mesmo é de cantar e dançar com elas na brinquedoteca (Foto: Filipe Redondo/ Época)

Em 2009, Lopes realizava uma pesquisa importante numa universidade britânica, quando aceitou o convite para trocar Londres por Barretos. Diz que nunca se arrependeu. “Isto aqui não é Brasil”, afirma. “Trabalhar neste hospital ou na Alemanha é a mesma coisa.” O pediatra afirma ter todos os testes, as drogas e os especialistas necessários para fazer pesquisa de alto nível e oferecer o melhor tratamento. A unidade atende cerca de 500 novos casos por ano. A chance de cura é alta, desde que a doença seja detectada nas fases iniciais. Dois anos depois do tratamento, 83% das crianças que tiveram leucemia linfoide aguda e foram atendidas em centros de excelência como Barretos estão vivas. No caso do linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer no sistema linfático, o índice sobe para 93%.

A facilidade de acesso surpreendeu os pais do bebê Hugo Gabriel Diverno Lopes. Um tumor no abdome havia sido diagnosticado em Franca, no interior de São Paulo. A mãe, Débora, de 24 anos, resolvera tentar uma vaga em Barretos. Após dois dias de conversas telefônicas e envio de exames, a médica respondeu: “Traga seu filho amanhã”. A cirurgia realizada em Barretos foi bem-sucedida. Algumas horas depois da visita de ÉPOCA, Hugo recebeu alta.

ESPERANÇA
Hugo, de 1 ano e 6 meses, no colo do padrasto. O bebê se recuperava da extração de um tumor no abdome (Foto: Filipe Redondo/ Época) 

A instituição existe por uma conjunção de fatores raros. Nos anos 1980, o fazendeiro Henrique Prata pretendia fechar o Hospital São Judas Tadeu, uma instituição de 70 leitos criada pelos pais (os oncologistas Paulo e Scylla Prata), duas décadas antes. O governo, como de praxe, pagava pouco pelos serviços prestados. Sempre deficitário, o hospital drenava a fortuna da família. Henrique, um habilidoso negociante, resolveu sanear a instituição para fechá-la quanto antes. Ele conta que os planos mudaram quando, numa certa noite, sonhou com um hospital horizontal, composto de vários pavilhões e frequentado por milhares de pessoas.

Religioso, Henrique interpretou o acontecimento como um sinal divino. Fez da causa uma missão. Teve a ideia de pedir doações aos grandes empresários do agronegócio e às celebridades. Cada novo pavilhão construído e equipado receberia o nome do doador. A dupla Chitãozinho & Xororó abriu as portas e os contatos. Desde os anos 1990, muitos outros artistas populares ajudaram a obra a crescer: Leandro & Leonardo, Daniel, Zezé Di Camargo &  Luciano, Sérgio Reis, Bruno & Marrone, Jorge & Mateus, Ivete Sangalo, Alexandre Pires, Xuxa… Em geral, os artistas doam a renda de um show – R$ 300 mil líquidos. Dessa forma, o hospital arrecada cerca de R$ 6 milhões por ano.

Barretos transformou-se num complexo gigantesco que realiza 1,2 milhão de atendimentos por ano. São 134.000 metros quadrados de área construída em diferentes cidades. Três hospitais no município, um em Jales, no interior de São Paulo, e um em Porto Velho, em Rondônia. Há também sete unidades fixas de prevenção ao câncer em Barretos (SP), Fernandópolis (SP), Jales (SP), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS), Nova Andradina (MS) e Juazeiro (BA). Além de 11 unidades móveis – carretas equipadas com mamógrafos. Em 2015, elas realizaram 98 mil exames em 200 municípios.

EXCELÊNCIA
Numa delicada microcirurgia, os médicos realizam uma biópsia do tumor localizado no cérebro de uma garota de 14 anos (Foto: Filipe Redondo/ Época)

Segundo as demonstrações financeiras da Fundação Pio XII, a mantenedora do hospital, o complexo todo custou R$ 407 milhões em 2014. As receitas somaram R$ 198 milhões. São os pagamentos feitos pelo governo federal por serviços prestados ao Sistema Único de Saúde e outros convênios. O deficit é assustador: R$ 208 milhões. Pouco mais da metade (R$ 116 milhões) é coberta por subvenções de Estados e municípios. Quase o mesmo valor (R$ 114 milhões) é resultado de doações.

É a parte mais surpreendente da história. Do total de doações, R$ 46 milhões são oferecidos por pessoas jurídicas. O restante (R$ 67 milhões) é resultado das mais variadas formas de captação: doações pelo site, leilões, DVDs, livros etc. Só os cofrinhos espalhados em pontos comerciais de todo o país rendem, de centavo em centavo, R$ 1,6 milhão por ano. “O brasileiro anônimo é o nosso maior apoiador”, diz Henrique. “Oitenta por cento do que fizemos até hoje só foi possível graças ao dinheiro do povão.” Trinta e quatro funcionários orientam moradores de centenas de municípios que trabalham como coordenadores voluntários de doação. É um exército não remunerado de 674 colaboradores. Cada cidade se esforça para fazer mais bonito que a vizinha.

A principal apoiadora, entre os doadores pessoa física, é a fazendeira Eunice Diniz, uma das cinco maiores acionistas do Banco Itaú. Ela doou R$ 8 milhões. Aos 89 anos, viúva e sem filhos, Eunice mora com quatro empregados num apartamento de 380 metros quadrados na capital paulista. “O dinheiro não me faz falta”, diz. O aposentado Pedro Sanches, de 75 anos, de Taiaçu, no interior de São Paulo, demonstra uma generosidade inabalável. Duas vezes por semana, dirige 100 quilômetros para entregar frutas e legumes à cozinha do hospital (40% dos alimentos usados nas 7 mil refeições diárias são provenientes de doação). Quando tinha saúde, pedia permissão para cultivar alimentos nas beiras de cerca e nas curvas de nível dos sítios da região e depois doava a produção ao hospital. “Faço tudo isso por amor”, diz.

Os leilões de gado são outra importante fonte de recursos. A cada ano, os produtores doam 50 mil cabeças ao hospital – um patrimônio que se transforma em R$ 50 milhões. Nesses eventos populares, há quem se levante para doar a aliança de casamento. Ou a única máquina de lavar. Uma galinha. Um ovo. Quem arremata o produto costuma doá-lo novamente. Dois rolos de papel higiênico, doados na cidade de Santa Clara d’Oeste, no interior paulista, foram arrematados por R$ 1.520. O entusiasmo chega a ser maior que o saldo bancário. Durante a visita de ÉPOCA, um funcionário tentava receber R$ 2 milhões doados por diversos contribuintes com cheques sem fundos. Na maioria dos casos, o crédito não acontece por erro de assinatura. “O povo bebe demais nesses leilões”, diz o gerente de captação de recursos Luiz Antonio Zardini. “Em vez de assinar João, assina Joaquim.”

Barretos é um exemplo único no Brasil. “Aquele hospital conseguiu fazer um mix muito bem-sucedido: tem uma estrutura competente de arrecadação, bons resultados clínicos, cultura organizacional, credibilidade da população e uma forma competente de gestão financeira”, diz a professora Ana Maria Malik, coordenadora do Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da Fundação Getulio Vargas. “As pessoas que trabalham lá realmente acreditam na causa.” Esse comprometimento é construído diariamente.

Quando completam um ano de casa, todos os funcionários são convidados a celebrar. O “Café com o Henrique” é um acontecimento. O chefe chega trajando o figurino de todos os dias: calça jeans, botas de couro texano com pespontos que parecem um bordado, camisa branca, paletó bem cortado (da grife Burberry, de Londres). A intenção dele é checar se a cultura do hospital foi bem assimilada. “Tratar por amor é um exercício de humildade para todos nós”, afirma. “Cada um neste projeto tem tanto valor quanto um remédio. Não achem que o importante é o remédio. Importantes são vocês.” A reunião termina com o pai-nosso.

Por mais que o diretor acredite em milagres, a mão de Deus não se manifesta facilmente no balanço financeiro. Todo ano, o hospital fecha com um deficit, que Henrique se esforça para cobrir. Calça os botinões de couro, entra no jatinho ou no teco-teco que ele mesmo pilota e aterrissa nos gabinetes dos deputados de Brasília. Ou chora miséria nas secretarias de Saúde. É um estilo de administração temerário. Primeiro ele gasta. Depois, corre atrás. “Tudo o que ele faz é muito bem feito, mas, financeiramente, o hospital é vulnerável”, afirma o secretário estadual de Saúde de São Paulo, David Uip. “Não gosto do tom messiânico. Amor todo mundo tem. Arrumar dinheiro é mais complicado.” Os desafetos de Henrique apontam outros defeitos. Dizem que ele é vaidoso, centralizador, autoritário. Apesar das críticas, no hospital o saldo do chefe segue positivo. É voz corrente que ele “acerta no atacado e erra no varejo”.

A boa fama de Barretos atrai desassistidos do país todo. No hospital adulto, a espera pelo início do tratamento costuma variar entre 30 e 60 dias. A paraense Gilvania dos Santos Rodrigues, de 25 anos, veio de Breu Branco, a 400 quilômetros de Belém, para combater um linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer no sistema linfático. No Pará, o resultado de uma biópsia demoraria até 60 dias para sair. A mãe, Evandir, largou o trabalho e os outros filhos e embarcou com a filha no tudo ou nada que a vida impôs. Bateram às portas de Barretos, mesmo sem ter encaminhamento.

ABRIGO
Gilvania Rodrigues monta um quebra-cabeça no alojamento onde vive há dois anos. Ela deixou o Pará para se tratar em Barretos (Foto: Filipe Redondo/ Época)

Há dois anos e três meses, elas moram no alojamento de 116 quartos, oferecido gratuitamente pelo hospital. Dividem a casa com 300 pessoas, todas vindas de longe. É um Big Brother involuntário, no qual saber conviver é questão de sobrevivência. Gilvania sente saudade da casa confortável em que morava, mas diz que soube se adaptar. “Na terra de sapo, de cócoras com ele.” Ao final da terceira fase de quimioterapia, ela aguardava um transplante autólogo (feito com células de sua própria medula). Sem o abrigo gratuito, a família não teria como se manter em Barretos.

Apesar de todos os esforços e recursos disponíveis, nem sempre é possível vencer o câncer. Dizem que as pessoas não escolhem trabalhar com pacientes com chances escassas de cura. Por alguma razão, são escolhidas. A vocação da geriatra Heloisa Scapulatempo e da gerente de enfermagem Veronica Faustino se manifesta nos detalhes. A essência do trabalho delas na unidade de cuidados paliativos é o acolhimento. Heloisa acolhe com o sorriso. Veronica, com os olhos. “O que esses pacientes têm de especial é a urgência da vida”, diz Heloisa.

PAZ
A médica Heloisa Scapulatempo (à esq.) e a enfermeira Veronica Faustino atendem a paciente Maria Betania na unidade de cuidados paliativos (Foto: Filipe Redondo/ Época)

Além de controlar a dor e oferecer conforto, a equipe se desdobra para realizar desejos. Casamentos, reencontros familiares, solução de pendências… Os profissionais fazem o possível para que os pacientes e familiares fiquem em paz. “Vocês são uns anjos que vieram do céu ajudar a gente”, diz um dos acompanhantes ao avistar Veronica. Ela engole o choro e entra no quarto da professora de línguas Maria Betania Gandia. Aos 47 anos, com câncer no cérebro, ela aguardava a visita do filho de 10 anos. Heloisa e Veronica se aproximam. A paciente se anima. Quanta comunicação naquele silencioso olho no olho. Sonolenta, Maria Betania trafega naquele vão entre consciência e inconsciência no qual o sentimento suplanta o raciocínio. Palavras para quê?”

Fonte: Época