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3 ANOS DE QUIMIOTERAPIA E BELEZA!!!!

Hoje a página Quimioterapia e beleza completa 3 anos! Um canto que começou sendo meu, hoje é canto também de todas as Cats. Se é motivo para comemorar? Com certeza! O projeto tomou grandes proporções e hoje minha vida é para que cada vez cresça mais, para que cada vez mais melhore.

Eu fui diagnosticada com câncer de mama em Outubro de 2012. Em Dezembro fiz minha primeira quimioterapia e essa página maravilhosa. Em Outubro de 2013 lancei meu livro, meu xodó! Eu sou muito sincera em tudo. Claro que receber um diagnóstico não é fácil. Se alguém falar que lidou superbem com o diagnóstico de câncer, não vou acreditar, porque eu chorei, descabelei, pensei que fosse morrer. Fiquei 10 dias de cama, só me encharcando com minhas próprias lágrimas. Pensava que meu cabelo cairia, eu ficaria pálida e sozinha, que todo mundo se afastaria de mim.

Perdi namorado, amigos se afastaram… Mas eu queria mostrar que as pessoas podiam falar comigo! Eu não queria ser tratada como “pobre coitadinha”. Então fui para a luta com muita força e alto astral. Eu queria me sentir bem durante todo o tratamento, mesmo nos dias que meu corpo pedia cama. Nesses dias eu ficava ali, quietinha na cama, mas sem deixar o alto astral de lado.

“Quimioterapia e beleza” nasceu como um canal de comunicação, já que meus amigos e parentes não sabiam muito como falar comigo. Então eu postaria tudo sobre meu dia a dia, para eles verem que eu estava bem. Com o passar do tempo o número de seguidores cada vez aumentava. E quando eu percebi, pessoas do mundo todo começaram a interagir comigo! As pessoas sempre me procuravam para tirar dúvidas sobre o tratamento, que cuidados tomar. E eu sentia falta de conteúdo pela internet relacionando beleza com câncer. Então fiz da página um lugar de dicas valiosas para todas as pessoas que passaram/passarão pelo mesmo que eu.

O nome da página foi instintivo, foi em homenagem à pesquisa que fiz na internet durante alguns dias, querendo saber que artifícios eu poderia usar para ficar mais bonita durante a quimioterapia. eu sempre trabalhei com moda, o mercado sempre me cobrou ser bonita, magra e bem vestida; não havia como eu ser diferente durante o tratamento.

E de repente, comecei a receber convites para programas de tevê e portais da internet. Foi lindo ver como uma adversidade se tornou algo tão maior! Foi muito especial! Hoje a página faz aniversário. Nesses 3 anos minha vida mudou completamente. Eu conheci pessoas maravilhosas, eu viajei pelo projeto, montamos até um Banco de Lenços – meu outro xodó! Os planos são que em breve, esse canto virtual venha para o mundo “real” em forma de Instituto Quimioterapia e Beleza.

Receber mensagens do quanto o “Quimioterapia e beleza” ajudou outras pessoas é como a realização de um sonho. Quero que todas essas Cats vejam que receber um diagnóstico pode ser muito assustador, e apesar de difícil, o tratamento não é um bicho de sete cabeças.Se sentir bem, estar com a autoestima elevada só faz bem. Quero que as Cats vejam que não é porque os cabelos vão cair que você não pode ser linda e maravilhosa. Aqui é canto de todas! Aqui a gente compartilha histórias, a gente soma!

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FLÁVIA FLORES

Me chamo Flávia Flores, natural de Florianópolis, tenho 38 anos e tive um filho no começo da minha adolescência, atualmente Gregorio tem 22 anos. Muitas pessoas acham que eu tenho 22 anos… acho que a minha vontade de viver não deixa eu envelhecer, e hoje posso provar que “o cancer, se não mata embeleza”; porque comigo foi assim!

Trabalho com moda desde os 13 anos de idade e apesar de gostar da área, sempre me questionei o motivo de me dedicar a algo que considerava tão fútil e superficial. 

Tentei até mesmo ser piloto de avião, mas acabei me formando em Administração de Empresas. Mesmo assim minha carreira sempre seguiu atrelada à moda apesar das inúmeras tentativas de mudar meu seguimento profissional. Já fui modelo, dava aulas de passarela e como posar para fotografias; fui figurinista, representante comercial de marcas de luxo, gerente comercial, gerente de marketing, desenvolvi produtos, e era muito boa no que eu fazia.

Em 2012 eu estava passando por uma fase em que sentia necessidade de me encontrar espiritualmente. Morava em São Paulo e trabalhava muito, eu sentia que estava patinando, aquilo não me levava a lugar nenhum. Eu nao estava feliz profissionalmente, amorosamente, pessoalmente, totalmente! Fiz um programa espiritual onde eu tinha direito a fazer um pedido a Deus, não sabia o que pedir, então, por estar infeliz com tudo, pedi para que minha vida mudasse completamente, e na mesma semana que terminei o programa fui diagnosticada com cancer de mama. Era outubro de 2012 e eu pensava: “Poxa, Deus! Poderia ter me mandado outra coisa! Quem sabe uma viagem ao exterior, um novo amor, um novo rumo profissional…. Mas não um câncer”.

Por cerca de 10 dias após o diagnóstico fiquei deprimida e chorando deitada na cama do quarto de hospedes da casa da minha avó, que então foi meu quarto durante o tratamento. Eu sentia vergonha apenas de me imaginar na ruas sem cabelo, ou usando um lencinho simplório, que a quem me visse de fora pudesse perceber o cancer, o lenço pra mim naqueles dias era atestado de doença, precisaria comprar uma peruca!

Tudo o que eu conseguia associar a palavra câncer era: gente doente, gente na cama, gente ficando inchada por causa do tratamento, gente sem cabelo, gente sem cor, gente com dor, gente de lencinho com as orelhas de fora, gente sem forma e o pior, gente sem alegria.

Eu namorava há poucos meses quando soube da doença, e o meu namorado simplesmente desapareceu. Até nas redes sociais ele me bloqueou e nunca mais atendeu minhas ligações. O irônico é que antes de tudo acontecer, nós já tínhamos planos para morar juntos. Hoje em dia eu sei de muitas mulheres que passaram pela mesma situação quando se viram diante dessa doença, como eu, foram abandonadas. Seus companheiros e até amigos e famílias tomaram chá de sumiço. Por sorte tenho uma família incrível que está sempre ao meu lado: minha mae, que se tornou minha melhor amiga; minha família que não se dava bem se uniu em volta de mim, meu filho sempre esteve pertinho de mim, meus três irmãos, meu pai e minha avó materna, tive que me mudar para Florianópolis e me tratar perto da família. Sem condições de ficar sozinha em São Paulo fazendo o tratamento.

Passado o desespero, que é super natural, resolvi reagir e aceitei a doença e o tratamento; decidi que eu lidaria com ele da melhor maneira possível. 

Passado o baque inicial notei que meus amigos haviam sumido. Liguei para cada um para saber o que estava acontecendo e eles pareceram constrangidos. Então me dei conta sobre o quanto era difícil para as pessoas lidarem com essa nova realidade. Eles ficavam cheios de dedos para lidar com uma pessoa doente. Talvez eu fizesse o mesmo na situação deles.

Foi então que um mês após o diagnóstico, um dia antes da minha primeira quimioterapia, veio a ideia de criar uma página no Facebook, a “Quimioterapia e Beleza”, para que todos vissem que eu não estava à beira da morte e que poderia, na medida do possível, levar uma vida normal. 

As pessoas me ligavam para saber em que hospital eu estava internada e se poderia receber visita… Como assim? Eu estou na praia, ou jantando com as amigas… Ninguém tinha noção de que a vida era a mesma, so que eu estava passando por um tratamento, claro que tinha dias que não me dava vontade de levantar da cama, mas nos demais dias eu queria viver!

Na pagina eu comecei a compartilhar minha rotina, mostrava como eu me alimentava bem, mostrava as perucas que eu comprava, mostrava os lenços que ganhei, assim meus amigos me viam no facebook feliz, cheia de novidades então muitos deles voltaram, me visitavam, ou me acompanhavam no facebook.

Nao sei por que, mas alguns amigos até hoje fogem de mim.

Em novembro de 2012 fiz mastectomia dupla seguida do implante de próteses, em dezembro iniciei a quimioterapia e meu cabelo começou a cair no dia 21 de dezembro de 2012, exatamente no dia em que estava marcado o tão falado “dia do fim do mundo”. Naquele dia só o meu mundo acabou.

Apesar do choque pela perda dos cabelos, eu estava preparada para aquele momento. Os cortei bem cuidadosamente para fazer uma peruca com os fios depois, mas jamais cheguei a fazer. Meus cabelos foram destinados a serem de outra pessoa. Os dei de presente a uma das seguidoras que acompanha a minha página que não tinha dinheiro para uma peruca e que estava completamente deprimida por conta da perda de seus cabelos. Eu nunca a vi pessoalmente, mas me senti imensamente feliz por tê-la ajudado. 

Hoje em dia entendo porque meu destino sempre acabava me levando de volta ao mundo da moda e da beleza. Tudo o que aprendi em anos de trabalho na área me ajudaram a fazer com que eu continuasse me sentindo bonita e isso manteve minha autoestima la em cima, apesar de todas as adversidades. O câncer não precisa ter cara de infelicidade. Quem disse que uma mulher com câncer não pode se arrumar, se maquiar e disfarçar os efeitos que essa doença traz? Afinal a vida nao para, precisamos ir ao mercado, pegar o filho no colegio, que façamos essas tarefas com um sorriso no rosto, uma maquiagem bem feita, uma peruca ou um lenço bem amarrado, sem vitimismo e sem assustar as pessoas na rua; nada de sair de casa sem produção, senão ninguém vai querer chegar perto de vc.

Durante o tratamento eu nao sai de casa nem um dia sequer sem uma boa produção, como eu perdi cada pelo do corpo, precisava usar cílios postiços diariamente, refazer o traço da sombrancelha e usava blush para tirar a cara de minhoca e corar as bochechas falseando um bronzeado ou uma cara de saudável.

Com isso em mente comecei a compartilhar tudo o que vivenciei durante meu tratamento quimioterapico que foi ate maio/14, em minha página no Facebook. Se aprendo uma nova maneira de amarrar o lenço na cabeça, eu ensino, faço vídeo, se tenho uma nova dica em relação a perucas, como lavar, como guardar, eu escrevo. Muitas pessoas passaram a me procurar perguntando dicas específicas sobre como se arrumar, sobre o tratamento e sobre muitas coisas relacionadas ao câncer.

Não só pacientes de câncer escrevem comentários e perguntas no “Quimioterapia e Beleza”, mas familiares e amigos de pessoas que estão enfrentando a doença também. São comuns mensagens comoventes falando sobre como ter se inspirado em minha alegria de viver fez diferença em suas vidas. No entanto, a maior diferença aconteceu realmente em mim. Através dessas pessoas encontrei uma razão, uma sensação de estar fazendo algo realmente importante mostrando que é possível viver e sobreviver a esta doença sem se vitimar e encarando tudo de frente. 

Aos olhos de alguns poucos que já comentaram em minha página, que eu não deveria me preocupar com vaidade num momento tão terrível, que a vaidade esta  ultimo lugar; mas eu discordo, sem autoestima você se entrega, definha. 

Ficar em casa na cama esperando o tempo passar nao fazia sentido pra mim, de repente eu estava em vários jornais, revistas, tvs e cada vez mais próxima das outras pacientes e todos ao seu redor, e foram 800 seguidores, 2.000, 10.000 e hoje mais de 89.000 interessados no meu conteúdo. Chegamos a ter 2milhoes de visitas na pagina e nao são apenas pacientes que me procuram; são familiares e amigos de pacientes.

Hoje, quem nao tem ou teve um caso de cancer na família ou de algum amigo?

No final das contas, cílios postiços, maquiagens, lenços e perucas foram as ferramentas que encontrei para tirar o câncer do patamar de ‘doença-monstro’ a qual ninguém sequer pode mencionar, e consegui inspirar tantas mulheres a passar pelo tratamento em alto estilo, bom humor e sem medo.

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CAMPANHA MILHARES DE DECLARAÇÕES

A Ofner, em parceria com Quimioterapia e Beleza, fez uma campanha linda e você pode participar! Como funciona? É só fazer um vídeo de 15 segundos pelo Instagram com palavras de incentivo para todas as mulheres que estão enfrentando o câncer de mama. Depois é só marcar as Hashtags: #OutubroRosa e #Milharesdedeclarações e você vai ajudar muitas Cats com o poder das palavras!!

No vídeo eu explico direitinho:

“São apenas alguns segundos, como tantos outros que passam por nossa vida sem deixar nenhum recado, mas esses possuem a vontade de transformar e de levar surpresas e esperança.

Nem por isso eles precisam ser rebuscados, cheios de metáforas ou de meias palavras, devem ser simples e de coração.

Acreditamos que a sua declaração contagia, leva sentimento positivo e transmite alegria mesmo em momentos em que sorrir é muito difícil.

A Ofner deseja levar essa atitude ao maior número de pessoas possível e transformar esse engajamento do bem em um manifesto de apoio a quem realmente precisa.

Grave seu vídeo e compartilhe um sentimento bom com quem precisa.”

Veja os vídeos no site da Ofner: http://ofner.com.br/milharesdedeclaracoes/

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FLÁVIA FLORES REALIZA PALESTRAS EM CANTEIROS DE OBRAS DA BROOKFIELD INCORPORAÇÕES

Eventos fazem parte das ações da empresa para o Outubro RosaPelo segundo ano consecutivo, a Brookfield Incorporações participa do Outubro Rosa na luta contra o câncer de mama. Com o objetivo de sensibilizar os colaboradores que trabalham em seus canteiros de obras, a empresa recebeu durante todo o mês a blogueira e ex-modelo Flávia Flores para conversas sobre a importância do apoio dos familiares na recuperação da paciente. Os encontros aconteceram em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília, reunindo cerca de 1 300 colaboradores.A Brookfield Incorporações acredita que ações como essa são importantes para conscientizar seus colaboradores, em especial os homens que trabalham em canteiros de obras e que tiveram pouco acesso à educação básica. O intuito dessas palestras é esclarecer questões sobre o câncer por meio da ótica e experiência de uma mulher que viveu a doença, levando conhecimento e sensibilizando-os sobre a importância do apoio da família durante o tratamento. Esta é uma  oportunidade deles se tornarem agentes multiplicadores da informação.Flávia se curou recentemente de um câncer de mama e, durante o evento, falou de temas relevantes como a importância do companheiro para a paciente, o apoio da família e o papel do homem, seja ele pai, irmão, filho, tio; conversou sobre espiritualidade e solidariedade. “Durante o meu diagnóstico foi muito difícil para os meus familiares entenderem a gravidade da doença porque não falávamos muito sobre o assunto, mas, depois de um tempo, consegui juntar todo mundo para acompanhar o meu tratamento. Hoje em dia até nos reunimos para almoçar aos finais de semana”.Nos encontros, Flávia também destacou a importância de realizar consultas médicas preventivas, já que o câncer de mama também afeta os homens. Por mais que seja raro, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) revela que o câncer de mama masculino representa 1% do total de casos da doença no país. Para a diretora de Recursos Humanos da Brookfield Incorporações, Lygia Fray Villar, este contato dos colaboradores com o depoimento da Flávia é muito importante.  “Noventa por cento dos colaboradores dos canteiros de obras são formados por homens, a maior parte entre 30 e 50 anos e com baixa escolaridade devido à dificuldade de acesso à educação. A maioria tem apenas o ensino fundamental e nunca teve oportunidade de saber mais sobre o câncer, suas implicações e mitos. Por essa razão, queremos conscientizá-los para que se tornem agentes multiplicadores sobre a importância de apoiar suas mães, filhas, irmãs, namoradas e esposas nesse momento tão delicado — desde o descobrimento da doença até o difícil período de tratamento”, destaca.Um dos colaboradores presentes na palestra da Flávia Flores no Rio de Janeiro, Vinícius Martins, 38 anos, relatou casos de câncer em sua família e contou um pouco sobre a luta de sua madrasta contra o câncer de mama. “Perdi meu pai para o câncer. Ele tinha mieloma múltiplo. Um homem que era cheio de vitalidade, aos poucos foi se definhando. Foram meses de sofrimento até o seu falecimento. Após sua morte, nossa família se uniu ainda mais. Mas um ano e meio depois, descobrimos que nossa madrasta também está com a doença, sendo agora um câncer de mama. Continuamos unidos e sabemos como a família é importante nesse momento de luta. Tenho fé da recuperação dela, assim como a Flávia Flores conseguiu. Estamos juntos com ela e cada vez mais fortes nesse momento difícil. Sabemos que o apoio de toda família deve vir, mais que nunca, agora”.

Fotos no Flickr

Fonte: Segs

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BANCO DE LENÇOS AJUDAM MULHERES QUE ENFRENTAM QUIMIOTERAPIA

Vocês já conhecem o Banco de Lenços Flávia Flores? Tem uma reportagem que saiu na Veja falando sobre!! Confira a seguir:

“No Hospital Santa Paula, Flávia Flores e Paula Gallo coordenam projeto que já ajudou mais de 1 000 pacientes.

Em outubro de 2012, a ex-modelo Flávia Flores recebeu a notícia de que havia desenvolvido um câncer de mama. O que seria motivo de tristeza, no entanto, transformou-se em desafio para não deixar baixar a autoestima. “Após enfrentar as primeiras sessões de quimioterapia, comecei abuscar formas para me manter bonita”, relembra.Sua estratégia foi criar uma página no Facebook e oferecer dicas de beleza a outras pacientes em situação semelhante.

A iniciativa chamou a atenção da economista Paula Gallo, diretora de marketing do Hospital Santa Paula, na Vila Olímpia, que a procurou para propor uma parceria. Assim, no fim do ano passado, as duas fundaram o Banco de Lenços, com o objetivo de arrecadar e distribuir as peças a mulheres que perdem o cabelo durante o tratamento contra a doença. “A inspiração veio de uma ação parecida, mas envolvendo perucas”, explica Flávia. Em menos de um ano, o projeto recebeu mais de 4 000 doações. Cerca de 1 000 itens, a maioria de segunda mão, foram passados adiante após ser higienizados e esterilizados. “Enviamos lenços até para fora do Brasil, para países como Portugal e Espanha”, diz Paula.

Para receber o acessório, é preciso preencher um cadastro no site da organização.Caso a interessada se sinta à vontade, também pode compartilhar sua história pessoal.“Escolhemos até a cor do lenço que vamos entregar, de acordo com a personalidade de cada paciente”, afirma Flávia. Feito o pedido,o
artigo é enviado pelo correio. O principal ponto de coleta de doações é o Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula, mas há parceiros que colaboram na arrecadação das peças, como a escola de inglês CNA, a lavanderia Lavebras, o instituto CIEE e a agência de viagens LeBlog.
A própria Flávia às vezes dá “expediente” no centro de saúde,como conselheira das mulheres em tratamento no local. “Costumo ficar ali ensinando-as a fazer diversos tipos de nó nos lenços”,explica. “O momento de enfrentar um câncer é muito complicado e triste. Meu objetivoé devolver a alegria e a vontade de viver às pacientes”, completa.

Banco de Lenços. Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula – Avenida
Santo Amaro, 2382, Vila Olímpia, 3040-8000. www.bancodelencos.com.br

Fonte: VEJA

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OUTUBRO ROSA: “QUIMIOTERAPIA É PUNK”

Saiu uma linda matéria no site Gazeta contando sobre o projeto Quimioterapia e Beleza e minha história, confira:

“Aos 35 anos e no ápice da carreira de modelo, Flávia ficou 10 dias isolada, até aceitar o câncer.

“Quimioterapia é punk”, alerta a ex-modelo Flávia Flores na página do Facebook Quimioterapia e Beleza, criada por ela para compartilhar “dicas de beleza, receitas, truques, makes e cosméticos para passar essa barra com estilo e sem tristeza”. Feita em 2012, junto com o diagnóstico do câncer de mama, hoje a página tem mais de 85 mil seguidores, um milhão de acessos por mês, e ganhou um site.

Quando recebeu o diagnóstico da doença, aos 35 anos, a ex-modelo ficou em estado de choque. Durante 10 dias se isolou, passou por uma cirurgia de emergência, sessões de quimioterapia e teve muita relutância em aceitar o câncer. Por estar envolvida com o mundo da moda e da beleza, ela tinha uma certeza: “Vou perder meu cabelo e ficar diferente por conta do tratamento, mas feia e gorda eu não vou ficar”. Para amenizar o período de luta com algo que elevasse a sua autoestima, Flávia procurou na web sites que falassem sobre os tratamentos contra o câncer e sobre se sentir bem – palavras que, a princípio, parecia ser impossível de serem pronunciadas juntas – e não encontrou nada. Resolveu então, criar a Quimioterapia e beleza. “A gente pensa em tantos motivos pra doença ter escolhido logo eu!!! Doença da alma, muita mágoa guardada, dietas malucas, separação agressiva, stress, muita pressão no trabalho, agrotóxicos, telefone celular, microondas, água da chuva…. Mas o caso não é esse, o caso é que estou doente e quero passar por isso da melhor maneira possível!”, diz a ex-modelo na página do Facebook.

Flávia Flores dá dicas de moda, beleza e bem-estar para mulheres que,
como ela, passaram pelo câncer de mama. Dicas preciosas “Bom dia pra quem está se arrumando agora! Você pode sair de lenço, turbante, peruca, ou com seus cabelos ao vento; mas pra ficar bonita de verdade, não saia de casa sem um sorriso no rosto!”, saúda Flávia na página
da rede social pela manhã. Ao longo do dia, a seguidora recebe dicas de “Como tirar a cara de minhoca”, aprende que “Garotas carecas provam que cabelo é *apenas* acessório”, e descobre que as unhas também são afetadas pela quimioterapia no post “Unhas? Elas precisam de atenção especial”.”
Link: Gazeta do Povo

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À MODA DO OUTUBRO ROSA

A Tufi Duek está fazendo uma iniciativa muito legal para esse Outubro Rosa, momento em que muitas empresas -a moda entrou com tudo na história- criam ações para ajudar a conscientizar, angariar e se solidarizar com mulheres que possuem ou possuíram câncer de mama e para dizer da importância de fazer os exames em quem não passou por isso.

O estilista Eduardo Pombal, o nome por trás do estilo da Tufi Duek, criou a ação Think Pink, que tem um lenço desenhado por ele e a renda obtida com a venda da peça revertida à Unaccam (União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama). Cada peça vendida vale uma mamografia. O local é indicado pela instituição.

Além disso, a loja da Oscar Freire, nos Jardins, em São Paulo, recebe exposição com fotos de mulheres que passaram pela doença, clicadas por Nicole Heiniger, até 31 de outubro. Vale a visita!

Think Pink @ Tufi Duek

Rua Oscar Freire, 916, Jardins – São Paulo

www.blogdacarolribeiro.blogspot.com.br

@caropita

Fonte: http://vida-estilo.estadao.com.br/blogs/carol-ribeiro/a-moda-do-outubro-rosa/

Veja as fotos aqui: Flickr

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QUIMIOTERAPIA E BELEZA NO DIÁRIO CATARINENSE

E tem Quimioterapia e Beleza no Diário Catarinense também!! A matéria saiu na terça feira e falou sobre o que rolaria ontem em Joinville (como eu já contei pra vocês!) e tem uma entrevista em que contei como foi pra mim receber o diagnóstico, passar pelo tratamento e muito mais!! Confira:

Escritora em tratamento contra o câncer de mama faz palestra sobre autoestima e moda em Joinville

Flávia Flores dá dicas de beleza para mulheres que enfrentam a mesma doença nesta quarta-feira

“O tratamento não é um bicho de sete cabeças. Ele é suportável.” Este é uma das frases usadas pela empresária e escritora Flávia Flores, de 38 anos, para incentivar e apoiar mulheres de todo o Brasil a prosseguirem com o tratamento do câncer de mama sem perderem a autoestima e a vontade de viver.

Nesta quarta-feira, às 19h, ela faz a palestra “Química da vida”, no Shopping Mueller, no Centro de Joinville, faz parte do ciclo de ações do Outubro Rosa “AN”. A escritora contará sua história de enfrentamento do câncer de mama e também sobre as mudanças que aconteceram na vida dela quando descobriu que estava doente e como conseguiu encontrar forças para dar a volta por cima.

Além de palestrar, a catarinense é autora do livro “Quimioterapia e Beleza”, escrito a partir de anotações em seu diário feitas enquanto passava pelo tratamento. Tudo começou em outubro de 2012, quando Flávia descobriu o câncer na mama direita enquanto tomava banho e estava prestes a fazer uma cirurgia plástica. Depois de fazer ultrassom e a mamografia, o resultado veio: era câncer, precisaria retirar o seio. Flavia estava com 35 anos, fora da idade de risco.

— A pior parte é o diagnóstico médico. Quando você descobre que tem câncer, seu chão cai — diz.

Ela lembra que os tratamentos contra o câncer são agressivos, o cabelo cai e retirar os seios é um trauma que afeta a autoestima. Como ex-modelo, a moda sempre esteve presente na vida da escritora. Depois de fazer buscas na internet sobre quimioterapia e beleza, estética e oncologia, câncer e cuidados pessoais e não encontrar praticamente nenhum conteúdo relacionado, Flávia criou uma página no Facebook intitulada Quimioterapia e Beleza para compartilhar dicas. Hoje, a página tem mais de 90 mil curtidas.

— O câncer se não mata, embeleza. A beleza pra mim é uma ferramenta contra o câncer.  Essa beleza que vem durante o tratamento vem de dentro, devagar, e o seu jeito de pensar e de ver o mundo muda. Sonho e autoestima andam juntos. Tanto faz realizar o meu sonho ou o dos outros — afirma.

Serviço

O quê: palestra Química da vida com Flávia Flores
Quando: hoje, às 19h30
Onde: Shopping Mueller, primeiro piso, em frente à loja Marisa
Quanto: Gratuito.

Confira abaixo a entrevista que a escritora concedeu ao jornal “A Notícia”

Como era a sua vida antes de descobrir o câncer?
Flávia Flores —
 Eu trabalhava muito, cuidava pouco de mim, sustentava a casa, meu filho e eu me cobrava muito, parecia que meu corpo pedia para eu ficar quieta até que veio o câncer e me deixou de cama.

Depois do choque inicial, quais foram suas primeiras medidas para lidar com a doença?
Flávia —
 Descobri o câncer de mama em outubro de 2012. Foram três anos de tratamento e agora tem 17 meses que estou sem fazer quimioterapia, mas continuo com o tratamento. Agora faço hormonioterapia.

Você notou certo desconforto das pessoas ao seu redor na hora de tocar no assunto da doença e do tratamento? O que fez para driblar isso?
Flávia — 
Sim, muito. Muitas pessoas se afastaram, ficaram assustadas, penalizaram, vinham falar comigo como se eu tivesse dia marcado para morrer. No começo foi horrível. Aos poucos, fui usando isso como filtro, separando quem realmente se importava comigo, porque os amigos mesmo, as pessoas que se importavam não sumiram, me apoiaram desde sempre. Isso me ajudou a driblar a situação.

Você sempre foi uma pessoa muito vaidosa e sempre encarou a vida com alto-astral. Foi difícil manter esse olhar depois das primeiras sessões de quimioterapia e os efeitos colaterais começarem a aparecer?
Flávia —
 Depois de um ano longe da quimioterapia, hoje avalio a vida de forma diferente e com outros olhos. Eu fui modelo e sempre estive ligada ao mundo da moda, estava acostumada com a beleza dos editoriais de moda, com a cobrança pela nossa aparência impecável. O diagnóstico caiu como uma bomba na minha cabeça. Chorei por dez dias, entrei em desespero. O que seria da minha vida? Cheguei até a sentir vergonha do que estava acontecendo comigo, eu queria me esconder. Você recebe uma notícia dessas e perde o rumo, acha que o mundo acabou ali, só que não. É apenas um recomeço. Não foi fácil, mas ficar chorando pelos cantos também não iria amenizar a doença. O jeito foi vestir o melhor lenço e encarar de frente. Nesses tempos, aprendi a resgatar a autoestima, a ver o outro lado das coisas, a não encarar tudo como o fim, como as vezes fazemos com os alguns problemas diários.

Qual foi a parte que mais mexeu com a sua autoestima durante o tratamento?
Flávia — 
Perder os cabelos não é nada para quem poderia perder a vida não é. Com esse pensamento levei um dia após o outro, da mesma forma que sempre encarei tudo, com alegria, beleza e leveza. Pesquisando e convivendo com pessoas que passavam pelas mesmas dificuldades, descobri que muitas deixaram a autoestima de lado. Desde então, tento ajudá-las a resgatar isso. Com autoestima elevada, o tratamento se torna menos doloroso. Cursos de make, fundação de um banco de lenços, ensaios fotográficos que inspiram qualquer pessoa são provas de que mesmo com algumas limitações a vida pode ser vivida de forma plena. Em março, completei um ano sem quimioterapia e sou uma pessoa muito melhor.

Você acha que a felicidade e o alto-astral são fundamentais para o tratamento do câncer?
Flávia —
 Acho que é fundamental não se deixar entregar, é um período difícil, a gente fica com cara de minhoca, sem cabelo, cílios, sobrancelha. Se a make já é difícil para algumas mulheres tendo tudo isso, imagina sem. Não ter a sobrancelha para se basear e fazer a sombra, passar o delineador. Ficar sem os cabelos é chocante para a maioria, pois é o mais perceptível num primeiro momento. Aí, você se acostuma usar lenços, perucas e vai criando um novo visual.

Depois de criar o “Quimioterapia e Beleza” você notou que pouquíssimos blogs traziam dicas de beleza para mulheres durante o tratamento de câncer. Como foi descobrir sozinha todo esse “nicho”?
Flávia —
 Durante minhas pesquisas, percebi que muito se fala sobre a prevenção, cuidados, o que não fazer durante o tratamento, mas em nenhuma pesquisa se falou de beleza, por isso criei a página e escrevi o livro Quimioterapia e Beleza. A maneira leve de ver a vida, além de ajudar no tratamento, incentiva outras mulheres a cuidar da beleza e resgatar a autoestima. O período de tratamento é delicado física e emocionalmente. Não perdemos apenas os cabelos, muitas ainda perdem também o companheiro, pois ele não consegue segurar a onda de ter ao lado uma pessoa doente e passando por tantos “traumas”. Por isso autoestima é fundamental para seguir em frente.

Mesmo depois de superar o câncer você notou que sua vida mudou no sentido de ter uma vida mais saudável? Ainda é importante discutir a doença?
Flávia — 
Sim, depois do tratamento meus hábitos mudaram em todos os sentidos. Presto mais atenção na minha alimentação, evito situações estressantes, me preocupo muito mais comigo mesma, me preocupo mais com minha saúde.

Movimento
O jornal “A Notícia” se une a movimentos de luta contra o câncer de mama em todo o mundo ao realizar, pelo quarto ano consecutivo, o Projeto Outubro Rosa, que oferece palestras, workshops e conteúdos especiais ao público joinvilense sobre a prevenção da doença.

Na edição de 2015, uma das principais novidades é uma obra do artista plástico Juarez Machado, criada exclusivamente para a campanha. A arte estampa camisetas da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Joinville, e todo o dinheiro arrecadado com as peças será revertido para a instituição. A colunista Adri Buch dá destaque diário para quem adere a causa na sua coluna no “AN”.

Link: http://diariocatarinense.clicrbs.com.br/sc/noticia/2015/10/escritora-em-tratamento-contra-o-cancer-de-mama-faz-palestra-sobre-autoestima-e-moda-em-joinville-4877006.html

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QUIMIOTERAPIA E BELEZA NO R7

Cats, hoje saiu reportagem sobre Quimioterapia e Beleza no R7!!! A reportagem é bem linda e conta um pouquinho sobre como surgiu a página. Adorei as fotos também! Não deixem de conferir:

“Como a mulherada passa por isso?”. Foi o que a ex-modelo Flávia Flores pensou ao ser diagnosticada com câncer de mama e não ter encontrado nenhuma página na internet que pudesse ajudá-la a se manter linda durante a quimioterapia.

— Não encontrei dicas de amarrações [de lenços] e nem de maquiagem pra quem estava passando pelo tratamento. Pesquisei “quimioterapia e beleza”, “câncer e estética”, “oncologia e maquiagem” e nada!

Flávia aproveitou seu vasto conhecimento do mundo da moda e da beleza e decidiu ajudar mulheres que, como ela, procuram na autoestima e na vaidade aliadas para lutar contra o câncer.

A catarinense lançou uma página no Facebook, na qual posta dicas de beleza para pacientes oncológicas, e o projeto fez tamanho sucesso que acabou virando o livro Quimioterapia e Beleza, publicado em 2013.

Quer aprender a fazer amarrações incríveis com lenços? Como cuidar das suas perucas? E a se maquiar?”

Veja toda a matéria em: http://noticias.r7.com/saude/assista-ex-modelo-da-dicas-simples-para-manter-autoestima-na-luta-contra-o-cancer-14102015

E a matéria não para por aí!!

Também tem a parte das fotos e claro, sobre o Banco de Lenços, esse lindo projeto que cresce com muito amor envolvido!! Você ainda não conhece sobre? Não deixe de conhecer: www.bancodelencos.com.br . O Banco de Lenços Flávia Flores doa lenços para as mulheres que estão em tratamento sem custo para elas! Quando a paciente recebe um lenço, ela vai sentir que não está sozinha, que ela tem uma amiga em algum lugar, que passou pela mesma coisa que ela. As mulheres enviam textos com as histórias delas, então, a gente já escolhe o lenço de acordo com o perfil daquela pessoa.

Veja aqui sobre o Banco de Lenços Flávia Flores: http://noticias.r7.com/saude/fotos/ex-modelo-usa-vaidade-para-lutar-contra-o-cancer-de-mama-fiquei-mais-bonita-14102015#!/foto/1