Não sei se muitas cats gostam de histórias de super heróis e quadrinhos, mas o post de hoje vai contar sobre a nova HQ da MARVEL, em que a personagem é uma super heroína que enfrenta câncer de mama. Para quem quiser entender mais sobre, tem esse post do Tecmundo que explica sobre:
Os fãs provavelmente já sabem, mas muitos que não acompanham de perto os lançamentos da Marvel no universo dos quadrinhos nem imaginam. No novo arco narrativo batizado de “Guerras Secretas” (“Secret Wars”, no inglês), Thor Odinson, o Deus do Trovão, é substituído por uma mulher. Até o começo de maio, a identidade desse “novo Thor” ainda era um mistério, mas a oitava edição da série esclareceu a questão.
Aquele que agora empunha o martelo Mjölnir e é considerado o Deus do Trovão é ninguém menos que a parceira do antigo Thor, tanto nos quadrinhos como nos cinemas: a doutora Jane Foster. Interpretada por Natalie Portman nas telonas, ela recebeu os poderes de seu amado e foi a escolhida para ser a super-heroína na nova saga da Marvel.
Por que a Jane Foster?
Na época da revelação, Jason Aaron – responsável por escrever o novo arco narrativo – explicou o motivo de ter escolhido a doutora para ser a Deusa do Trovão: “Jane Foster tem sido uma parte importante das histórias em quadrinhos e da mitologia de Thor desde o começo, praticamente. O fato de ela pegar o martelo, de ser Thor, está matando-a. A história começa agora, de onde vamos a partir daqui”, disse ao The New York Times.
Aaron também introduz uma questão muito importante que envolve a vida da personagem. No atual momento da série, Jane está lutando contra um câncer de mama e, quando deixa o poderoso martelo de lado, volta a sua forma mortal e sofre com a doença. Esse é o motivo pelo qual o “novo Thor” está careca.
Mas logo uma mulher? Sim, uma mulher!
A presença de super-heroínas no universo Marvel é uma questão que tem ganhado destaque nos últimos tempos – assim como a falta de personagens femininos nesse meio. A própria interpretação que o estúdio deu para a Viúva Negra – Scarlett Johansson – nos cinemas com o seu envolvimento com o Hulk (Mark Ruffalo) em “Os Vingadores: Era de Ultron” é a prova disso.
Atores do elenco, como Robert Downey Jr. e o próprio Ruffalo, demonstraram apoio a essa “mudança”. Aaron também mostrou não estar desconfortável com essa proposta: “A maior parte dos novo leitores parece ser mulheres e garotas, o que é ótimo. Estamos vendo cada vez mais quadrinhos com apelo para essa audiência”, afirma.
A cat celebrity da semana é a atriz Claudia Jimenez, nascida em 18 de novembro de 1958 (hoje com seus 56 anos). A carioca é famosa por roubar tantas risadas com seus papéis na televisão – ela sabe bem como trabalhar no mundo do humor. Descobriu cedo a paixão pelo teatro, logo aos 11 anos fez suas estréia em cima dos palcos. Em 2014 participou de “Sexo e as Negas”, mas é muito lembrada por participação em “Escolinha do Professor Raimundo”, “Sai de Baixo”, “Zorra Total”. E também em novelas como “América”, “Sete Pecados” e”Negócios da China”.
Foi casada durante 10 anos com a personal trainer Stella Torreão, terminaram o relacionamento, mas ainda são amigas. Inclusive, Cláudia diz sempre que Stella sempre esteve ao seu lado, durante todos os momentos difíceis.
A atriz enfrentou câncer em 1986, um câncer no mediastino (região do tórax, e teve que ouvir do médico que sua expectativa de vida era de um mês! Fez o tratamento e se curou, mas as suspeitas dos médicos é que esse tratamento pode ter “danificado” o tecido cardíaco. 2 anos depois do tratamento do câncer, passou por um infarte e teve que operar para colocar cinco pontas de safena. Em 2012, teve que substituir a válvula aórtica por sintética.
Em entrevista para o Fantástico, com Renata Vasconcellos, Cláudia conta:
Claudia Jimenez: Quando eu falo para o meu médico: ‘Ô, radioterapia desgraçada’. Ai ele fala: ‘Mas se não fosse ela, você já estava há muito tempo lá em cima, né’. E é verdade, quer dizer, a gente tem sempre que agradecer em vez de reclamar.
Renata Vasconcellos: O que te faz rir na vida? Claudia Jimenez: Na vida? Humor. Sempre fui palhaça, sempre. No colégio de freira me pagavam um chocolate, bala para eu não deixar de ir na aula de religião, porque quando eu ia era um divertimento só.
Renata Vasconcellos: Você começou também, teve uma experiência, eu me lembro, você no Jô Soares ‘Viva o Gordo’. Claudia Jimenez: Eu fiquei 4 anos com o Jô, eu comecei dançando na abertura.
Renata Vasconcellos: Se você pudesse lembrar de um trabalho teu hoje que você guarda no teu coração? Claudia Jimenez: Foi a ‘Escolinha do Professor Raimundo’. A Dona Cacilda. Não era nem propriamente pelo personagem, mas pelo que eu vivi ali dentro sabe. Foram seis anos de gargalhadas.
Renata Vasconcellos: Você mudou o teu estilo de vida? Claudia Jimenez:Totalmente. A nutricionista me ajudou a comer direito agora. Eu faço a hidroginástica, que para mim tem sido maravilhosa, com a Stela. Ela é a minha alma gêmea. Nós fomos casadas por 10 anos. E foi, eu sinto que foi a primeira vez que eu amei e a primeira vez que eu me senti amada. Agora que a gente virou irmã, o amor não termina nunca, uma coisa que só aumenta.
Renata Vasconcellos: Você ainda não sonha com o amor? Claudia Jimenez:Sonho, tem até uns coroas pintando, mas tão querendo ir para uma casinha na floresta com chaminé saindo fumaça.
Renata Vasconcellos: E aí, não é bom? Claudia Jimenez: Forno à lenha, não. Não é isso que eu quero agora.
Renata Vasconcellos: E o que você quer agora? Claudia Jimenez:Fazer muito teatro, porque eu estava com ânsia disso
Renata Vasconcellos: Você se sente mais interessante hoje do que você era antes? Claudia Jimenez: Maturidade ela faz você ficar mais bacana. Às vezes, eu percebo que, internamente, não estou legal eu vou em busca de alguma coisa que me faça ficar legal. Tem gente que fala assim para mim: ‘Ai, como você é frágil’. Eu falo: ‘Frágil? Eu sou a pessoa mais forte que eu conheço’. Chegam perto de mim e falam: ‘Vamos trocar válvula aórtica’. Eu falo: ‘Ok, vamos’. ‘Vamos fazer cinco pontes de safena’. ‘Ok, vamos’. ‘Botar o marca-passo’. ‘Ok’. Eu faço qualquer coisa para ficar aqui.
Em entrevista na Marie Claire, a atriz contou ainda mais sobre ela! Falou sobre o câncer, sua carreira, o apoio da família… Vejam:MC No diagnóstico do câncer, sua estimativa de vida era de um mês. O que você pensou ao ouvir isso? CJ Nessa hora, você só quer lutar contra aquela coisa. Mas, no fundo, nunca achei que ia morrer. Nas duas vezes em que adoeci, via a doença como alguma coisa que eu estava precisando viver. Pensava: “Esse caminho deu nessa estrada ruim, tenho que mudar”. E ia correr atrás do prejuízo. Às vezes, a doença é uma salvação. Se é uma gripe, talvez você esteja precisando reformular uma coisa pequena. Mas quando a doença é muito grande, é questão de aprender a viver.MC O que você estava precisando reformular? CJ Até descobrir o câncer, eu levava minha vida segundo as necessidades dos outros. Fazia as coisas do jeito que achava que as pessoas iam gostar. Não tinha coragem de dizer: “Sou assim, quem quiser que goste”. Melhorei muito, mas até hoje sou carente.
MC Em quanto tempo você se curou? CJ Em um ano e meio. O tumor era altamente maligno, mas respondeu muito bem à quimioterapia.
MC E o problema no coração? CJ Eu era muito ingênua na relação com o mundo, com as pessoas. Achava que todo mundo é bom, todo mundo é lindo, todo mundo me ama e torce pelo meu sucesso. Geralmente a gente acha do outro o que a gente é. E eu quero que as pessoas se dêem bem porque detesto baixo-astral. Mas a vida não é bem assim. Tenho, sim, que me preservar de algumas pessoas, dizer não para outras.MC Quem te ajudou nesse período? CJ Minha família. Tenho minha mãe, quatro irmãs e sobrinhos que eu adoro. Somos um grude. Também tive o apoio de amigos, principalmente da Stella Torreão [personal trainer e sócia de Claudia em uma academia de ginástica]. Ela é meu anjo da guarda.MC De onde vem sua veia humorística? CJ Venho de uma família alegre. Morávamos em uma rua sem saída, na Tijuca. Com o apagão, estou lembrando que era comum faltar luz à noite naquela época. E eu adorava porque as pessoas ficavam conversando na varanda, meu pai cantava tangos, tinha vaga-lume. Eu era muito ativa, já gostava de fazer palhaçadas. Lá em casa tinha um ventilador enorme, antigo. Aquele troço fazia um barulhão, parecia um avião que ia decolar. Eu fingia ser aeromoça: “Senhores passageiros, apertem os cintos”. Não deixava minhas irmãs dormirem.MC Seu pai morreu quando você tinha 22 anos. Você tinha uma boa relação com ele? CJ Sou parecida com ele no temperamento, no gênio. Ele cantava no cassino da Urca, ganhou várias vezes o primeiro lugar no progama do Ary Barroso, na Rádio Nacional. Minha veia artística vem dele. Mas nossa relação foi difícil. Ele era um espanhol bravo e me deu uma rejeitada. Quando nasci, ele já não queria mais filhos. Acho que por isso eu amava tanto ele, porque ficava tentando conquistá-lo. E sei que no fim da vida ele já estava apaixonado por mim. Quando fiz a “Ópera do Malandro”[peça de Chico Buarque], minha mãe fez um jantar em casa e foram a Marieta[Severo] e o Chico com todo o elenco. E o Chico passou a noite inteira tocando violão com meu pai. Nessa noite, meu pai viu que eu estava trabalhando com gente séria e passou a me olhar com outros olhos.MC Quando você viu que tinha talento? CJ Desde os 11 anos. Eu não queria porra nenhuma com os estudos, mas era a alegria da turma. Tinha amigo que me pagava com chocolates para eu não faltar às aulas de religião, para imitar a freira. Minhas redações eram em forma de diálogo. Um dia, a professora sugeriu interpretar minha redação e fui tomando gosto. Soube que no Tijuca Tênis Clube tinha um grupo de teatro amador. A [atriz] Bia Seidl, minha vizinha de porta de prédio, foi comigo. Lá a gente fazia peças infantis de Maria Clara Machado, Ziraldo. Na primeira peça, “Sereia de Prata”, arrebentei. A Bia era a Sereia e eu, claro, a Dona Baleia. Virei a estrela do clube. Os sócios perguntavam: “A peça é com aquela gordinha?”. Senão nem iam.
MC Como foi parar na Globo? CJ Um dia esse grupo amador passou a vender espetáculos, porque o salário no Tênis Clube era um cachorro-quente com guaraná. Aos 18 anos, bati na porta do Luiz Antonio Corrêa, que dirigia a “Ópera do Malandro”, e falei: “Sou muito boa atriz”. Ganhei o papel da prostituta Mimi Bibelô. O Mauricio Shermann [produtor da Globo]me viu na peça e me convidou para ir à TV Globo. Meu primeiro papel foi a namorada do Alberto Roberto, no “Chico City”. Quando surgiu o “Viva o Gordo”, indicaram a gordinha engraçada para a abertura. Fiquei três anos com o Jô, depois voltei para o Chico Anysio e fiquei 12 anos com ele.Fonte: Marie Claire, Fantástico
A cantora Elba Ramalho nasceu no dia 17 de agosto de 1951 (63 anos), e além de cantar é atriz também. Paraibana, nasceu na zona rural de Conceição. Quando a família se mudou para Campina Grande (PB) em 1962, seu pai tornou-se proprietário de um teatro. Elba então foi ficando cada vez mais interessada nessa vida artística.
Em 1966 Elba já estava se encontrando! Participou de teatro e até de uma banda de rock (As Brasas), tocando guitarra e bateria. O pai não gostou tanto assim da ideia, então um ano depois enviou ela e suas duas primas para um pensionato em João Pessoa. Mas foi lá que ela foi formando novas amizades, descobrindo gostos em comum e formou a banda Golden Girls, com colegas da escola.
Quando saiu da escola, tentou fazer direito e economia, mas não terminou nenhuma das faculdades. Em 1973 trabalhou com produções de show, e em 1974 mudou-se para o Rio de Janeiro. No Rio ela começou estreiando em teatro. Em 1978 Elba assina contrato com gravadora, mas não deixa o teatro de lado. Inclusive já foi indicada em prêmios como melhor atriz! Ela estreia como cantora com Chico Buarque, cantou mais algumas vezes com ele. Foi realizando suas turnês, tanto nacional como internacional, inclusive participando de festivais como Rock in Rio. Ganhou prêmios como cantora, sua música já foi abertura de novela, já rodou Brasil e Mundo.
Ela é vegetariana, está sempre praticando ioga e meditação e procura cuidar bem de sua saúde. Mas teve um momento que deu uma relaxada em se cuidar. Mais que isso, teve um momento que viveu uma relação conturbada: “Não estava cuidadosa naquele momento. E estava vivendo uma relação conturbada, muito aflita”. E então, foi em 2010 que foi diagnosticada com câncer. Ela contou no programa Encontro: “Comecei a sentir minha voz mais grave, nasciam cabelos enormes na minha perna. Eu tinha um cisto, observava ele há seis anos, e ele começou a sofrer uma transformação. Foi uma infiltração de hormônio”.
Claro que depois do diagnostico foi atrás de se curar: “Fiz radioterapia, tirei um pedaço da mama. Mas me livrei da quimioterapia, porque o câncer era totalmente hormonal. Quando é assim, não precisa”. Depois do tratamento, ela conta que voltou para sua vida saudável, além de prestar atenção nos exames preventivos: “O nome câncer tem um fardo muito mais pesado do que a doença em si. Descobrindo no início como o meu, é tranquilo. A prevenção é tudo. Eu fiz tudo o que o médico disse, terminei meu namoro, virei a página”, contou.
E ela não para! Entre tantos shows e peças na sua vida, nesse ano (2015) ela lançou seu 32º disco da carreira, que foi produzido por Yuri Queiroga e seu filho Luã. Fez shows de lançamento em abril, em São Paulo. Faz o que gosta, com muita energia boa e voz marcante!
A atriz e humorista Márcia Cabrita tem 51 anos, nasceu em Niterói no dia 20 de janeiro. É filha de imigrantes portugueses, e aqui fez sua vida. Estudou teatro e então apareceu em vários papéis na televisão.
É muito lembrada pelo seu papel como Neide, no programa Sai de Baixo. Mas parou as gravações por conta de uma gravidez. Participou de “Sítio do Pica Pau Amarelo”, das novelas “Sete Pecados”, “Pé na Cova”, “Beleza Pura”, entre outros. Apareceu em filmes também como em “Xuxa Gêmeas” e “Trair e Coçar é só Começar”.
Foi em 2010 que Márcia descobriu câncer no ovário, passou por sessões de quimioterapia e fez operação retirando útero e ovários. Em outubro do mesmo ano finalizou o tratamento, e durante 5 anos deveria realizar o acompanhamento de perto. A cat voltou na telinha em 2013 em “Sai de Baixo” e se diz feliz por poder retomar ao que gosta. Não gosta de dizer que “está curada” pois ainda está em acompanhamento.
A Cat tem um blog “Força na Peruca” em que conta suas mil situações e sentimentos desde que descobriu o câncer. Em um dos posts ela diz:
“Escrevi essa crônica para revista do Globo há tempos, mas até hoje me param na rua para comentá-la. como ando sumida por aqui resolvi reproduzi-la. Bjs Eu fiquei gravemente doente. Ao contrário do que muitos fantasiam, não tirei de letra. Não sei o porquê, mas existe uma idéia estapafúrdia de que quem está com câncer tem que, pelo menos parecer herói. Nãnanina não! Quem recebe uma notícia dessas não consegue ter pensamentos belos. Bem… eu não conseguia. A cobrança de positividade acabou se tornando um problema. Me olhava no espelho branca, magrela e de cabelos curtinhos (antes de caírem) e me achava pronta para fazer figuração na Lista de Shindler. Achava que não tinha chance de sobreviver à cirurgia, só pessoas que não tinham maus pensamentos sobreviviam. Muitas vezes deixei de comprar coisas para mim porque tinha que deixar tudo para minha filha. Bem, se na minha cabeça era esse o pensamento que reinava … Sem chance. O mundo moderno é incrível. Tudo é maravilhoso, não existe sofrimento! As separações são sempre amigáveis e sem lágrimas, as mães não tem mais o direito de embarangar e ficar em casa lambendo a cria. Um mês depois estão lindas, magras, com barriga sarada! Os atores não ficam desempregados, estão sempre felizes com um convite que ainda não pode ser revelado! Quimioterapia é moleza! Vem cá, só eu que não moro na Disney? Hoje percebo que precisei viver esse luto. Ele passou, apesar do medo fui confiante para o hospital. Mas outras angústias vieram. Sofri pelo que é “o de menos”, chorei pelos cabelos, pelas sobrancelhas, pelos cílios e pelo … resto que vocês sabem. Chorei pelas dores , enjôos, injeções e tudo mais. Eu me dei esse direito. Eu me dei o direito de ser humana. A Mulher Maravilha mora na televisão, eu moro na Gávea mesmo. A Mulher Maravilha dá aquela giro e sai linda e poderosa correndo para salvar pessoas. Se eu fizesse a mesma coisa cairia estabacada com a careca no chão. Então meu giro foi bem devagarzinho segurando na mão de minha mãe, de minha irmã e de meus queridos amigos e familiares. Girei amparada por dr Eduardo Bandeira, por Virginia Portas, dr Celso Portela e todos enfermeiros e profissionais de medicina que foram simplesmente maravilhosos comigo. Girei rindo e chorando com centenas de comentários no meu blog onde eu virei praticamente uma conselheira oncológica. Girei brincando com minha filha que fez questão de ir para escola de lenço na cabeça “igual a mamãe porque é muito legal”. Girei para salvar a mim mesma. Sinceramente, não acredito em uma seleção divina. Muitas pessoas bacanas e crianças morrem e isso não é nem um pouquinho justo. Acho um saco quando dizem “ Fulano perdeu a batalha contra o câncer” , “Fulana tem tanta vontade e alegria de viver que foi salva”ou “ O amor por meus filhos me salvou”. Me parece tremendamente injusto. Quer dizer que quem morre não amava a vida? O amor pelos filhos não era grande o suficiente? A fé foi pouca? Pensamento bem cruel, não é mesmo? E é uma coisa bem esquisita, isso só acontece com o câncer, a única doença tão estigmatizada. Ninguém diz que alguém perdeu a batalha para o enfarte, nem que amava tanto a vida que ficou bom da tuberculose. Re-mis-são. Estou em remissão. Quem não apresenta mais sinais da doença pelo corpo não pode sair correndo gritando que está curada, então saio correndo e gritando que estou em remissão!!! Eba! Remissão é muito bom!! Vi uma foto minha na internet com meus companheiros de Subversões Aloísio e Salem em que estou com um largo sorriso. Eu estava verdadeiramente feliz. Sem a pílula da felicidade, sem fingir meus sentimentos, sem bancar a maravilhosa. Era eu simplesmente feliz. E agora … chega desse assunto! Eu sou atriz e tô mais preocupada com o um convite que não pode ser revelado.”
Quem não conhece Patrícia Pillar? Nascida em 11 de janeiro de 1964, em Brasília, filha de um oficial da Marinha e de uma funcionária pública. A capricorniana morou em várias cidade por conta da profissão do pai, mas foi no Rio de Janeiro que ela foi atuar profissionalmente. Ela até tentou fazer Jornalismo, mas desistiu, pois queria focar na sua carreira como atriz. E ela era bem focada quanto isso, sabia bem que queria crescer atuando. Quando adolescente, trabalhava para poder pagar a aula de teatro. Teve sua estreia profissional nos palcos em 1981, em “Os Banhos” e em 1983, atuou em “Para Viver um Grande Amor”, ao lado de Djavan.
Foi com o sucesso do filme que ela foi escolhido para seu primeiro papel em uma novela: “Roque Santeiro” (1985) exibida pela rede Globo. Na novela, fez o papel de Linda Bastos, uma atriz de cinema. Depois disso ela foi só crescendo! Atuou em mais de 20 novelas e seriados. Foram muitas as personagens marcantes: a bóia-fria Luana de “O Rei do Gado” (1996), a protagonista de “Salomé” (1991), a Doutora Cris do seriado “Mulher” (1998) e a Flora, de “A Favorita” (2008). No papel da vilã da novela de João Emanuel Carneiro, ganhou mais de dez prêmios, entre eles o de melhor atriz segundo a APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Em 2012, interpretou mais uma vilã notória, a ex-baronesa Constância de “Lado a Lado”. A obra ganhou o 41º Emmy Internacional, em 2013, na categoria melhor telenovela.
Atuou no cinema também como em: “O Quadrilho” (1995), “Zuzu Angel” (2006), “Pequenas Histórias” (2008), entre outros filmes. Também já trabalhou fora das câmeras, sendo diretora do DVD “Waldick Soriano Ao Vivo” (2007) e do documentário “Waldick, Sempre no Meu Coração” (2008). Já dirigiu peças de teatro também, além de estrelar nos palcos. Em 2013, Patricia dirigiu o clipe da cantora Márcia Castro, “Vergonha“. Em janeiro de 2014, estreou a minissérie “Amores Roubados”. Em 2015, Patricia retornou ao cinema ao lado de Claudia Raia, Joaquim de Almeida e do saudoso José Wilker (em um de seus últimos papéis), no longa “O Duelo”, adaptação do diretor Marcos Jorge para a obra “Os Velhos Marinheiros”, de Jorge Amado. Neste momento, a atriz se prepara para a minissérie “Ligações Perigosas”.
Foi em 2001, aos 37 anos, que a atriz percebeu um nódulo em sua mama esquerda. O câncer foi tratado em fase inicial. A cat fez questão em aparecer careca para incentivar a conscientização em relação ao câncer de mama.
As estatísticas indicam que no tempo que você vai levar para chegar ao fim deste texto cinco mulheres terão recebido um diagnóstico de câncer de mama no mundo. E uma delas vai descobrir esse câncer já́ com metástase, quando o tumor atinge outros órgãos do corpo.
O câncer de mama é bem conhecido pela sociedade, mas poucos sabem sobre os estágios mais avançados da doença. A Campanha Por Mais Tempo, lançada em junho, chegou para mudar esse cenário, ao propor um novo olhar sobre câncer de mama metastático e trazer à tona a realidade das pacientes diagnosticadas com a doença.
A proposta da campanha é discutir a necessidade do acesso igualitário aos tratamentos adequados para mulheres atendidas pelo sistema público de saúde – Com os avanços da medicina, já existem terapias personalizadas e específicas para o câncer de mama metastático que proporcionam mais tempo e qualidade de vida. Só que as pacientes do sistema público não têm acesso a esses cuidados! A luta é para mudar essa realidade e permitir que elas possam ter a chance de viver mais e melhor.
Hoje, mais da metade dos casos da rede pública são diagnosticados já em fases avançadas, o que dificulta o tratamento e impacta diretamente no prognóstico da paciente.
Gostaria de contar com todas as Cats e seus amigos para ajudar mulheres diagnosticadas com câncer de mama metastático a ter a chance de viver mais, participando da campanha, compartilhando, divulgando e assinando a petição pela oferta de novos medicamentos para câncer de mama metastático no sistema público de saúde. Acesse Por Mais Tempo.
Com um minuto do seu tempo, você poderá ajudar a dar mais tempo de vida às mulheres com câncer de mama metastático, assinando a petição da campanha #PorMaisTempo. Faça parte desse movimento!
Sabe quem faz aniversário nessa semana? A atriz Arlete Salles que também lutou contra câncer e ela venceu!!
Nasceu em 17 de junho de 1942, então completará seus 73 anos amanhã. É pernambucana, mãe de dois filhos e hoje interpreta a Consuelo na novela Babilônia.
Ela começou a trabalhar em um consultório odontológico como instrumentadora, depois foi para a rádio e só depois experimentou a vida de atriz. E aí foi amor logo de cara! Começou na Tv Tupi mas foi demitida por causa do declínio da emissora. Depois foi pra globo e lá fez vários papéis, mas o marcante mesmo foi a Copélia em Toma Lá Dá Cá (2007 – 2009).
O baque mesmo é que seis meses antes de descobrir o tumor, perdeu sua mãe, dona Severina com seus 93 anos.E aí foi no início de 2014 que foi diagnosticada com câncer de mama (descobriu um nódulo na mama esquerda que foi removido com cirurgia) e quando soube ficou sem chão. E conta que logo em seguida quando perguntou se ficaria sem os cabelos, soube da resposta temida e ficou sem chão novamente! Passou por cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Ela não gosta desses teus momentos pesados, se sentiu muito sozinha mesmo com os amigos por perto. Disse que Cissa Guimarães e Taís Araújo super apoiaram ela, ligavam, convidavam para sair… E hoje está curada! O que quer mesmo agora é trabalhar, e isso ela sabe fazer e faz bem.
A aniversariante da semana participou da campanha “Para todas as Marias“, que luta pelos direitos iguais no tratamento do câncer de mama. Em um trecho do vídeo publicado na página oficial da campanha, Arlete explica que “além de enfrentar o problema, a mulher tem que lutar por tratamento igualitário, justo no momento mais crítico da doença, quando ela está mais fragilizada do que nunca”. O portal conta também com uma petição pública online, na qual a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) convoca e incentiva o público a envolver-se com o tema.
A catarinense Mariana Leone foi diagnosticada com um raro tipo de câncer ósseo em março de 2013. Ela tem 41 anos, é bioquímica e tinha uma vida normal e ativa (trabalhava bem, malhava cerca de duas horas por dia). Foi um grande choque quando descobriu a doença. Sentiu que perdeu o chão, que nada mais fazia sentido. Mas depois desse momento do “E agora, o que eu faço?”, ela foi ao combate lindamente! Em entrevista com Marie Claire ela diz que pensou que como o problema já existia, o negócio era enfrentá-lo. E escolheu passar por ele bem, e então surgiu sua página no facebook: “Câncer com Alegria“. Na verdade, esse nome tem como inspiração a conversa que teve com seu marido que lhe disse “Ou você escolhe viver o câncer com tristeza, e isso não vai funcionar, ou vai viver com alegria”.
Na página dela ela procura desmistificar essa ideia de que mulher com câncer é triste e feia. Nada disso!!! Entre os projetos apresentados na página, ela tem um ensaio fotográfico lindo com vestido de noiva, é a Campanha Noiva! Casada por 25 anos, ela conta: “Na minha caminhada, encontrei jovens, entre 20 e 25 anos, que estavam com casamento marcado quando receberam o diagnóstico. “Tive a ideia de mostrar que a mulher é bonita mesmo estando careca”. Então incentiva as mulheres a darem continuidade com a cerimônia, mesmo que estejam carequinhas. A cat conta: “A ideia da minha campanha é mostrar que não é preciso cabelo para ter autoestima elevada. A gente se prende muito a isso, que o cabelo é tudo. A beleza está no brilho dos olhos, na clareza da alma”. Ela diz que o Fábio, seu marido, foi um grande incentivador de sua autoestima. Conta inclusive que logo depois que raspou seus cabelos ele foi fantástico e a careca até virou fetiche. Ela brinca: “Se era verdade ou não, me fez sentir muito bem”
E esse não é o único projeto dela! Ela tem mais dois que realiza no Hospital Marieta Konder Bornhausen (Itajaí – SC): um que um que viabiliza perucas para mulheres com câncer e outro que leva fisioterapeutas para alegrar os pacientes da instituição.
Sabe essas pessoas que tem o dom de fazer o bem, alegrar outras pessoas, se preocupar com o outro? Ela é assim! O melhor remédio que encontrou foi organizar ações de voluntariado que beneficiam pessoas em situações semelhantes à dela. “Sempre ocupo minha cabeça para não ficar na triste. Gosto trabalhar com coisas boas, ajudar pessoas e levar o amor”, afirmou. A catarinense recebe doações de amigos e conhecidos para manter seus projetos.
Claro que nem sempre foi assim, mas teve muito apoio de seu marido. Logo que viu seu diagnostico ela ficou super abalada e ele nem mesmo reconhecia. Eles se conheceram no colégio, namoraram a distância quando ele mudou de cidade, mas a família não apoiava. E então eles bolaram um plano: aos 16 anos ela engravidou para que assim eles pudessem se casar. Casaram e estão juntos nesse companheirismo lindo até hoje! Inclusive realizaram uma segunda cerimônia para comemorar os 25 anos de casamento. O câncer não é a história dela, é só uma partezinha disso. Ainda não terminou o tratamento, está nessa batalha, mas seus cabelos já começaram a crescer. Ela segue confiante ao lado de seu marido e seu filho, sendo essa cat inspiradora e incrível.
Veja as fotos produzidas por Beto Bocchino, ela super linda vestida de noiva:
E claro, não podia faltar no mundo das Cats Celebritys a guerreira Ana Maria Braga né?
Nasceu no interior de São Paulo no dia 1º de abril de 1949. Tem seus 66 anos e muita bagagem e conhecimento. Filha de italiano, e com muito gosto pela cozinha, mas é formada em ciências biológicas (especializada em zoologia) pela UNESP. A apresentadora tem dois filhos, e é apaixonada pelos seus animais de estimação.
Começou sua carreira como jornalista na imprensa escrita, na revista Cláudia. Foi para a Record e alcançou sua fama apresentando o programa Note e Anote e o talkshow Ana Maria Braga (por sete anos!). Mas desde 1999 se firmou no Mais Você, na globo, ao lado de seu fiel companheiro Louro José (controlado por Tom Veiga, que antes era figurante de um dos quadros e “Note e Anote” mas foi para a globo com ela). E quem é que nunca ouviu o “Acorda menina” que só ela faz né? O programa Mais Você apresenta receitas, artesanato, entrevista com atores e entre outros quadros. Mas a marca registrada mesmo é a mensagem do dia, em que ela acaba emocionando sempre com muita sabedoria.
Guerreira, teve câncer de pele em 1991 e retirou um tumor benigno em 1998. E em 2001 teve que enfrentar um câncer na virilha e no reto. Quando contou da doença em seu programa, ela não deixou o bom humor de lado e brincou com o fato de enfrentar um câncer raro: “Que graça teria se fosse igual ao de todo mundo?” e “Eventualmente terei de usar umas peruquinhas”. Passou por todo o tratamento, e voltou a apresentar o cabelo sem os cabelos e os colaboradores vestiam uma camiseta com a frase “Time da guerreira” estampado.
No livro “A Força da fé”, Ana conta como lidou com a doença e mostra a importância da fé. Em um trecho do livro, ela diz:
“É muito difícil falar sobre uma experiência tão dolorosa como um câncer porque ainda estou digerindo tudo o que aconteceu. Nesses anos de convivência com a doença, aprendi que a gente tem que sobreviver a ela. Cada dia é um dia.
Tive um momento de revolta quando foi diagnosticado o meu segundo câncer, porém, hoje, penso diferente. Acho que é uma experiência que nunca termina e o mais importante é a lição de vida que você tira dos acontecimentos trágicos que acontecem na sua vida. Para mim, o câncer me deu a certeza da finitude e isso me fez passar a ver a vida com muito mais sensibilidade. Posso dizer que os meus dias ficaram melhores porque hoje é muito raro eu acordar e reclamar das coisas. Estou sempre disposta a superar os problemas que possam aparecer. Aprendi a me relacionar melhor com as pessoas e comigo mesma. Muitos problemas pequenos para os quais dava muita importância, hoje simplesmente passam batidos. Tudo o passei me deu mais tranqüilidade de alma.”
Hoje ela está curada e continua marcando as manhãs com seu programa. No Dia Mundial do Combate ao Câncer ela postou uma foto com peruca e deixou seu recado: “Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Câncer. Vamos despertar dentro de nós a vontade imensa de ficar bem com nosso corpo e adotar hábitos saudáveis. Faz bem para o corpo e alma. Não se esqueça dos exames periódicos para a detecção do câncer. Espalhe #forçanaprevenção beijos”
O nome dela é Elizabeth Lago Netto, nascida em 24 de junho de 1955. É uma atriz poderosíssima, apresentadora de programa, modelo e também vlogger.
Foi “descoberta” no começo da decada de 1970 e traçou sua carreira como modelo. Foi tentar a sorte no exterior, e passou 15 anos nas passarelas europeias.
No Brasil ela volta como atriz, faz participação em filmes e novelas. Até dirigiu o programa GNT Fashion, o qual também apresentou, assim como Saia Justa.
Betty vem lutando contra um câncer na vesícula. Aos 59 anos, ela mostra que é uma cat guerreira e afirma para mídia afora “Parece que eu sou uma pobre coitada. E eu não sou! (…) Sou uma mulher forte e sei enfrentar os problemas que vêm para mim com coragem” (!!!!).
Uau né? Ela ainda diz que não larga a fé e que mudou sua perspectiva de vida depois de tudo, porque se desapegou de objetos que são vistos como valiosos. Para ela, tudo que importa agora é poder pegar um voo e ficar perto do seu amado.
Sabe uma dessas pessoas que tem olhar de sede pela vida? Ela é assim. São dois anos nessa luta, já perdeu os cabelos, assumiu a careca. Arrasa nos looks, super entende de moda!!
A revista Contigo fez uma matéria incrível com ela, quem tiver a oportunidade, confira!