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Vamos falar sobre câncer de pulmão?🎀

É o tipo de câncer que mais mata no mundo e pode ter sua letalidade anual aumentada em 66,7% até 2040. O maior fator de risco para câncer de pulmão é o tabagismo, em 85% dos casos. Portanto, muitas das mortes por câncer de pulmão são evitáveis, alertam especialistas 🚬

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e fumando

A epidemia de tabagismo é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública que o mundo já enfrentou, segundo alerta da OMS, o impacto global do cigarro, narguilé e outras formas de consumo de tabaco são prejudiciais à saúde. “Se todas as pessoas no mundo largarem o cigarro hoje, 8 entre 10 casos de câncer de pulmão deixariam de existir nos próximos anos”.

Diagnóstico tardio: o fumante naturaliza os sintomas de tosse, pigarro e secreção e negligencia a possível evolução de um tumor. Outra situação é que quando um pulmão está afetado pelo tumor, o outro mantém a pessoa viva. Assim, a pessoa demora a procurar um médico, atrasando ainda mais o diagnóstico. As chances de sucesso no tratamento aumentam quando a doença é diagnosticada em fase inicial.

O câncer de pulmão acomete principalmente pessoas com mais de 65 anos. Porém, a doença pode acometer mais jovens, inclusive, com menos de 45 anos.

Evolução do tratamento – é uma das doenças oncológicas que mais se beneficia de terapias-alvo e de imunoterapias, tratamentos da era da Medicina de Precisão. Ao contrário do início do milênio, quando todo tumor pulmonar era tratado com quimioterapia.

O caminho que a fumaça do cigarro percorre no corpo humano é devastador. O cigarro contém a nicotina, o alcatrão e um composto de mais de 40 substâncias comprovadamente cancerígenas. O tabagismo aumenta o risco de vários tipos de câncer, além do de pulmão, os de cabeça e pescoço, bexiga, esôfago, estômago, pâncreas, intestino grosso e reto. E também está ligado ao aumento de risco de alguns cânceres ginecológicos e leucemia.

Portanto Cats, começar a fumar nunca é uma boa decisão. Parar de fumar o quanto antes é o melhor que se pode fazer para diminuir o risco de câncer de pulmão e outras doenças oncológicas. Vamos nos cuidar ao máximo!!💖

Fontes: SBCO (Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica) e 
SBP (Sociedade Brasileira de Patologia)

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Semana especial sobre fertilização, inseminação e câncer

Cats, especialmente esta semana trataremos sobre o tema fertilização, inseminação e câncer.

Ouvimos suas perguntas e convidamos o Dr. Fernando Prado, médico ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana, doutor pelo Imperial College London e pela Universidade Federal de São Paulo, diretor técnico da Neo Vita e diretor do setor de embriologia do Labforlife, para respondê-las.

Confira:

Qual a diferença entre fertilização in vitro e inseminação artificial?

“A inseminação artificial é um pouco mais simples do que a FIV (fertilização in vitro) e é usada quando existe a necessidade de diminuir o percurso do espermatozóide ao óvulo, como quando o sêmen tem baixa mobilidade ou o colo do útero da mulher impede a subida do gameta masculino, por exemplo. Neste caso selecionamos os espermatozoides mais móveis e os depositamos diretamente dentro do útero, sem ter contato com o muco (que poderia matar os gametas), quando a mulher já está ovulando, facilitando a fecundação.

Já a FIV é feita totalmente em laboratório, com a coleta prévia de ambos os gametas. Realizamos a fertilização fora do corpo feminino e deixamos os embriões em uma incubadora. Depois de alguns dias esses óvulos fecundados serão transferidos para o útero.

A fertilização in vitro é indicada em casos mais complexos, por exemplo quando a mulher teve endometriose, tem algum tipo de obstrução nas trompas, tem mais de 40 anos, ou quando o homem teve uma varicocele, que é a dilatação dos vasos na região dos testículos.”

O SUS realiza tratamento de fertilização para pacientes que não podem engravidar naturalmente?

“O SUS não faz cobertura da reprodução assistida, mas alguns hospitais públicos acabam recebendo verbas de fundações ou de governos para realizar alguns tratamentos. Como são poucas vagas, demora para ser aceito no programa, já que é um processo que requer muita análise. Também não está disponível em todos os estados, apenas em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.

Os requisitos nesse caso são um pouco mais rígidos, por exemplo se você já teve algumas gravidezes, provavelmente não será aceito no centro de fertilidade gratuito.

Os planos de saúde são obrigados a cobrir o tratamento desses pacientes?

Por lei, os planos de saúde não são obrigados a cobrir casos de infertilidade. Porém, existem pessoas que foram a justiça com o assunto e ganharam, mas é raro. Varia muito de caso para caso.

O congelamento de óvulos ainda é possível após a quimioterapia?

O tratamento quimioterápico é super danoso para o sistema fértil feminino, e pode diminuir muito a qualidade dos óvulos, mas não é possível prever o quanto e se será possível conceber depois. Por isso, indicamos que entre o período de descoberta do câncer e início da quimioterapia, seja feita a coleta desses gametas quando estão na sua melhor versão possível.

Para estas pacientes, existe também a opção da transposição de ovários, que é um procedimento cirúrgico (videolaparoscopia), que colocará os ovários atrás do útero durante o período do tratamento ou em outra localização distante do local que será atingido pela radiação, assim após o tratamento radioterápico os ovários podem voltar ao seu devido lugar com uma pequena cirurgia, garantindo assim a fertilidade dessas pacientes. Claro, é preciso conversar tanto com o obstetra e oncologista, para verificar se seria a melhor opção.

Como funciona o procedimento para ser beneficiária de ovodoação?

A ovodoação é um último caso, mas seu ginecologista irá realizar os exames necessários para saber se você precisa ser uma beneficiária. Se qualificam casos de danos por tratamentos oncológicos, falência ovariana, menopausa precoce ou até se existe uma doença genética grave que a mulher não deseje passar para o bebê.

Após o congelamento de óvulos, por quanto tempo eles podem permanecer armazenados? Há custo mensal?

O óvulo, ou embrião já fecundado, pode ser mantido por um período de até 20 anos atualmente. Existe um custo anual, que na maioria das clínicas varia em torno de R$1.500.

A fertilização representa um risco para pacientes que tiveram câncer de mama com receptores hormonais?

“A fertilização em si não é um problema, pois existem protocolos para estimular a ovulação em pacientes portadoras de tumores. Esses protocolos são extremamente seguros e protegem contra um avanço ou desenvolvimento de câncer.

Porém, quando a mulher quiser engravidar, não temos como usar esses mesmos protocolos e ela estará exposta a hormônios naturais durante todo o período gestacional. Neste caso cabe ao oncologista liberar a paciente para engravidar com segurança após a cura da doença.”

Há uma forma de proteção para as pacientes que tiveram câncer de mama com receptores hormonais? Há diferença no protocolo?

“Sim e são protocolos bastante seguros. Usamos um tipo de hormônio para estimular a ovulação que bloqueia a ação dessas substâncias nas células cancerígenas. Então os óvulos se desenvolvem normalmente sem acelerar ou estimular o desenvolvimento de câncer.”

A fertilização aumenta as chances de gestação de múltiplos?

Existe um grande aumento no risco de gêmeos, mas só quando colocamos mais de um embrião no útero. Em uma gravidez natural as chances são ao redor de 1%. Já nos casos de FIV, fica em torno de 20% a 30%. Porém, as melhores clínicas do mundo preconizam transferir para útero apenas um embrião de cada vez, justamente para prevenir gêmeos e os riscos para a mãe e bebê quando temos gravidez gemelar.

Qual o melhor momento para pacientes realizarem o congelamento de óvulos e a fertilização?

O congelamento é ideal entre 20 e 35 anos que é o período mais fértil e de maior qualidade dos óvulos da mulher. Depois desse período, eles já vão decaindo em qualidade. Porém, podem ser congelados óvulos em qualquer idade, desde que seja possível obtê-los (antes da menopausa).

Já a FIV pode ser feita sempre que houver um problema que necessite o tratamento, como endometriose, obstrução nas trompas uterinas ou alteração no espermograma. E é especialmente recomendável para quem deseja engravidar após os 40 anos, já que pode ser feita uma biópsia nos embriões que diagnostica síndromes e podem ser escolhidos os embriões normais para colocar no útero. Porém após os 44 anos as chances já são bem baixas, e talvez seja melhor considerar a ovodoação ou até mesmo a barriga solidária.

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Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário

Cats, hoje, dia 08 de maio, é considerado o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, data criada para conscientizar e difundir informações sobre este tipo de câncer. 

O câncer de ovário é uma doença silenciosa, pois não apresenta sintomas específicos em seu estágio inicial. Dessa forma, 8 em cada 10 casos são diagnosticados em fase avançada, quando o câncer se espalhou do ovário para outros órgãos da região pélvica e abdominal, reduzindo assim as chances de recuperação. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, a cada ano, mais de 6 mil mulheres desenvolvem câncer de ovário. Embora este não seja o tipo de câncer mais comum entre as mulheres, ele é o mais letal entre os tumores de origem ginecológica.

SINAIS DE ALERTA

Como os sintomas do câncer de ovário só surgem quando a doença está em sua fase avançada, eles podem ser confundidos com outras condições clínicas. 

Por isso, os médicos recomendam procurar por um especialista assim que as mulheres notarem problemas como: dor e aumento do volume abdominal, urgência urinária (causada pela compressão da bexiga), perda de peso, sangramento anormal, dificuldade para evacuar e alterações digestivas.

FATORES DE RISCO

Em cerca de 80% dos casos, o surgimento do câncer é influenciado diretamente pelos hormônios. Além disso, a maior incidência está entre as mulheres acima de 60 anos. Dentre outros fatores de risco estão a infertilidade, início precoce da menstruação, menopausa tardia, nunca ter tido filhos (nuliparidade), obesidade e tabagismo.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

O diagnóstico precoce é um elemento fundamental para o sucesso no tratamento. 

Quando descoberto na fase inicial, a taxa de sobrevida chega a 90% das pacientes. Nos estágios mais avançados, o índice cai para menos de 50%.

Por isso, Cats, o alerta para os sinais do seu corpo são tão importantes. Caso percebam alguma irregularidade, procure o médico imediatamente. Vamos nos cuidar sempre!

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Juíza do Trabalho manda Walmart readmitir repositora demitida durante tratamento de câncer

Cats, cada vez mais vemos movimentos preconceituosos no que se refere as mulheres em tratamento e carreira profissional, mas também temos visto movimentos inversos que nos enche de esperança, como em recente decisão da Juíza do Trabalho que mandou o Walmart readmitir repositora demitida durante tratamento de câncer.🎀

Comentário da nossa colaboradora jurídica Marilia Buccini (@mariliambb):
“Justiça Trabalhista aplica Súmula que presume discriminatória a dispensa de empregados que possuam algum tipo de doença grave que suscite estigma ou preconceito e determina a readmissão, no prazo de 48 horas, de empregada demitida durante tratamento de câncer de tireóide.

A funcionária foi demitida sem justa causa, com o consequente cancelamento do seu plano de saúde, às vésperas da cirurgia agendada para remoção do câncer.

Como bem pontuou a juíza Tamara Gil Kemp, “sem emprego, não há salário; sem salário não há como enfrentar com dignidade a doença”.
A decisão é um passo importante para as mudanças necessárias no campo câncer x trabalho. Principalmente quando se observa que cada vez pessoas mais jovens, em plena idade produtiva, têm sido diagnosticadas com câncer”.

Estamos de olho, lutando por nossos Direitos e combatendo preconceitos e discriminações!👁️⚖️

Confira a matéria na íntegra:

A juíza Tamara Gil Kemp, titular da Vara do Trabalho do Gama, determinou ao Walmart Brasil que reintegre ao emprego e restabeleça o plano de saúde de uma repositora que foi dispensada sem justa causa há poucos dias da realização de uma cirurgia para retirada de um câncer de tireóide. Para a magistrada, que considerou a dispensa discriminatória, é preciso combater a rejeição do trabalhador pelo fato de ser portador de doença grave que gere estigma ou preconceito, ainda quando relacionado ao risco de redução da produtividade.

Consta dos autos que a trabalhadora, admitida em abril de 2014 na função de repositora, descobriu em agosto de 2020 que estava com carcinoma papilífero de tireóide, um nódulo maligno e cancerígeno com risco de se espalhar para outras áreas do corpo. Após a realização de exames, cobertos pelo plano de saúde e sempre com ciência da empresa, foi marcada cirurgia para novembro de 2020.

Poucos dias antes do procedimento, contudo, a trabalhadora diz que foi dispensada pela empresa sem justa causa – mediante aviso prévio indenizado – de forma ilegal, arbitrária e discriminatória. Segundo ela, a empresa não queria pagar a sua parte nas despesas médicas e hospitalares de internação e procedimento cirúrgico, com valor estimado de R$ 10 mil. Por fim, contou que às vésperas da cirurgia ficou sabendo, por uma mensagem de whatsapp, que o procedimento fora desmarcado porque ela tinha sido desligada do convênio. Com esse argumento, acionou a Justiça do Trabalho pedindo a reintegração ao emprego e o restabelecimento do plano de saúde.



Dispensa discriminatória

Em sua decisão, a magistrada lembrou que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) presume que, uma vez tomada ciência da enfermidade, toda dispensa sem justa causa de empregados que possuam algum tipo de doença grave que suscite estigma ou preconceito presume-se discriminatória (Súmula 443). Para além do receio de contágio, julgamento moral negativo ou discriminação de raça, gênero, ascendência, etnia, orientação sexual, nacionalidade, religião e situação social, entre outros, salientou a magistrada, “é imperioso combater a discriminação do trabalhador pelo fato de ser portador de doença que acarrete ou implique em risco de redução da produtividade. Sem emprego, não há salário; sem salário não há como enfrentar com dignidade a doença”.

No caso dos autos, revelou a juíza, há provas inequívocas de que a empresa sabia da doença da sua empregada e da necessidade de tratamento. Já em novembro de 2020, próximo à data da cirurgia, a trabalhadora apresentou um atestado médico de 20 dias. Diante desse fato, a empresa deveria ter suspendido a contagem do aviso prévio durante o período de afastamento por motivo de saúde, ao invés de considerá-la apta à demissão. Mas, de acordo com a magistrada, a empresa não considerou esse atestado, “revelando assim sua urgência em descartar a trabalhadora do seu quadro funcional”.

Para a juíza, a doença presumivelmente gerou estigma e preconceito, no mínimo, relativo à baixa produtividade e afastamento do trabalho que certamente implicariam. Além disso, a empresa sabia que teria que participar do custeio de procedimentos médicos junto ao plano de saúde. “Desta maneira, entendo tratar-se de dispensa presumidamente discriminatória, que atrai os efeitos do artigo 4º da Lei nº 9.029/1995 e súmula 443 do TST”.

A magistrada deferiu o pedido de concessão da antecipação da tutela para condenar a empresa a reintegrar a trabalhadora ao emprego imediatamente e, no prazo de 48 horas da ciência da decisão, restabelecer o seu plano de saúde, nas mesmas condições anteriormente praticadas, autorizando a internação da trabalhadora para realização de todos os procedimentos cirúrgicos, tratamentos, exames, materiais médicos e hospitalares, e medicamentos necessários, conforme prescrição médica e observadas as regras originais do plano de saúde contratado.

(Mauro Burlamaqui)

Processo n. 0000057-40.2021.5.10.0111

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Saiba como funciona a touca hipotérmica

Cats, sabemos que um dos principais efeitos colaterais da quimioterapia é a queda dos cabelos e com ela nossa autoestima fica muito abalada. Mas, existe um produto que promete conservar de 50% a 80% dos fios, a touca hipotérmica.

Como funciona a touca hipotérmica?

Dentro da touca de plástico há um gel térmico que atinge temperaturas de até -20ºC, atuando então com o princípio da vasoconstrição. Ou seja, a baixa temperatura tem o poder de estreitar os vasos sanguíneos, diminuindo assim o fluxo de sangue no local.

Com os vasos mais contraídos, uma menor quantidade de medicamentos atingirá os fios de cabelo e, assim, a chance de perda será menor.

Os pacientes que optarem por este tipo de tratamento devem colocar a touca 30 minutos antes de receber a quimioterapia. Vale lembrar que para ser efetivo, é necessário que este método seja utilizado desde as primeiras sessões do tratamento contra o câncer. A touca só pode ser retirada após cerca de uma hora do encerramento da sessão.

A touca térmica está disponível em clínicas especializadas e hospitais em todo o Brasil. Você pode alugar ou contratar as sessões, não é barato! É possível encontrar este método em poucos hospitais do SUS, sendo necessária uma pesquisa prévia da disponibilidade.

Apesar da sua funcionalidade, o uso é bastante incômodo e as pacientes reclamam de muita dor de cabeça, que pode ser resolvida com analgésicos até se acostumarem. Outros cuidados continuam em casa: não lavar o cabelo por sete dias, sensibilidade do couro cabeludo, não pentear com força e evitar prender.

E vocês, Cats, já usaram a touca hipotérmica? Conte sua experiência nos comentários. A nossa Cat Celebrity Sabrina Parlatore (foto) usou e ficou bem satisfeita com o resultado durante seu tratamento.

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O combate ao câncer pode começar pela boca

O tratamento oncológico afeta diversos aspectos e um deles é a saúde bucal. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de boca é o mais comum entre a população masculina, com mais de 11 mil novos casos em 2020. 

Especialistas explicam que, dependendo do tratamento contra o câncer, o paciente deve buscar um tratamento odontológico mais atencioso. “É muito comum que os pacientes submetidos a quimioterapia consultem um cirurgião-dentista para fazer a adequação da boca com remoção de focos de infecção que poderiam complicar durante o tratamento do câncer. Sendo assim, os procedimentos odontológicos devem ser pensados a curto prazo, baseado na toxicidade aguda da quimioterapia e/ou radioterapia e, a médio e longo prazo, segundo os efeitos tardios da radioterapia e da cirurgia”, conta Fábio Luiz Coracin, presidente da Câmara Técnica de Patologia Oral e Maxilo Facial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). 

Os cuidados com a boca e dentes devem ser criteriosos para todas as pessoas, porém, para pacientes oncológicos, devem ser intensificados antes do início do tratamento ou ao receber o diagnóstico. Isso é essencial para que os prováveis focos de infecção sejam removidos. 

Para Fábio de Abreu Alves, presidente da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP, o acompanhamento do cirurgião-dentista pode ser parte de uma estratégia multidisciplinar de combate à doença. “Pacientes que farão tratamento para câncer de boca (outras regiões de cabeça e pescoço também), por exemplo, ou um transplante de medula óssea, devem passar por uma avaliação odontológica para melhorar a saúde bucal, receber instruções de higiene oral e remoção de focos de infecção da boca”.

Para o caso de pacientes com imunossupressão (diminuição da defesa imunológica), o tratamento odontológico deve ser postergado para evitar o período de maior risco de infecções. Além disso, caso haja alguma emergência odontológica, o médico deve ser consultado para avaliar a melhor ação a ser tomada.

Fonte: CROSP – Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

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Tratamento contra o câncer de mama pode causar ressecamento vaginal

Durante o tratamento, a paciente oncológica pode sentir diversos efeitos adversos, dentre eles o ressecamento vaginal que, se não for realizada a devida hidratação da região, pode ocasionar lesões e outras complicações.

A maioria dos casos é recorrente, pois todos os tipos de tratamento da doença que causam alterações na função ovariana, como a anexectomia, radioterapia e quimioterapia, resultam em um quadro chamado atrofia vaginal. A complicação pode impactar diretamente no desejo e vida sexual da mulher.

A ginecologista Dra. Ana Carolina Gabina Lazari explica: Quando o epitélio vulvovaginal (tecido que reveste a vulva e a vagina) encontra-se mais fino e não existe lubrificação, é bastante possível o surgimento de úlceras e fissuras locais, que causam dor durante a relação sexual. Assim, o vaginismo – espasmos dolorosos da musculatura vaginal – pode ocorrer, por causa do estado de ansiedade pela expectativa de dor durante o ato.

Lubrificante X Hidratante Vaginal

Na busca por soluções, mulheres em tratamentos oncológicos acabam recorrendo aos lubrificantes íntimos que, apesar de trazer uma solução momentânea durante o ato sexual, não proporciona um resultado duradouro. O hidratante vaginal, por sua vez, é um tratamento que restaura, de forma natural, a umidade local, já que são livres de hormônio, podendo ser usados independente do ato sexual e promovendo uma ação de longa duração.

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DISPENSA DE EMPREGADO PORTADOR DE DOENÇA GRAVE E A PRESUNÇÃO DE DISCRIMINAÇÃO

Sabemos que muitas “Cats” que querem e precisam retornar ao mercado de
trabalho após o tratamento oncológico, ou até mesmo manterem-se ativas durante o processo (quando possível), passam por algumas situações constrangedoras e até mesmo discriminatórias em decorrência do tabu que ainda existe em torno do câncer.

Nesse sentido, o Tribunal Superior do Trabalho editou em 2012 a Súmula nº
443 1 que presume discriminatória a dispensa de empregados portadores de doença grave, capaz de gerar estigma ou preconceito.

Vale esclarecer que as denominadas “Súmulas” são entendimentos editados
para registrar a posição majoritária do Tribunal, visando trazer uniformidade e estabilidade no ordenamento jurídico.

No tocante às “doenças” mencionadas, sempre foram inclusos os portadores
de HIV, havendo divergência quanto outras patologias, como algumas cardiopatias e neoplasias, por exemplo.

Entretanto, no ano passado, o Tribunal Superior do Trabalho confirmou, por maioria de votos, que é válido presumir a discriminação em demissão de empregado com câncer de próstata.

O voto vencido do Relator sustentou que o câncer, “apesar de ser uma doença grave, não possui, por si só, caráter estigmatizante”.

Contudo, prevaleceu, coerentemente com a realidade vivenciada pelo
paciente oncológico, que o câncer é sim uma doença que ainda gera estigmas. Nesse sentido, afirmou o Ministro Lelio Bentes Corrêa:

Durante o diagnóstico, por exemplo, é comum que o paciente sinta-se
estigmatizado uma vez que, no imaginário coletivo, a doença é
frequentemente associada à morte.

Citou, ainda, como exemplo de discriminação, o caso de uma escola
particular de Brasília que sugeriu a uma de suas professoras que usasse peruca e chapéu, pois a sua imagem seria “agressiva”.

O objetivo da Súmula nº 443 do TST foi assegurar a função social da
empresa, a valorização do trabalho e a dignidade da pessoa humana. Visou proteger os empregados, que dedicam as suas vidas profissionais às empresas, de ficarem desprovidos de assistência em um momento da vida no qual mais precisam de assistência, tanto financeira, quanto emocional.

No entanto, cumpre ressaltar que a presunção de dispensa discriminatória
não é absoluta. Ou seja, admite prova em contrário. Como mecanismo de defesa, o empregador poderá demonstrar que a demissão não se deu por caráter discriminatório, mas sim por motivos disciplinares, por exemplo.

Por fim, destaca-se que a consequência lógica da aplicação da Súmula é a reintegração ao emprego, podendo, a depender do caso, haver indenização.

E você, “Cat”, passou por alguma situação semelhante ou conhece alguém que tenha passado? Conte aqui para nós.

Marília Masiero Buccini Biscuola
Colaboradora de Assuntos Jurídicos

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Ação arrecada lenços a pessoas com câncer

Site JC Net – 17/10/2020

O Instituto Quimioterapia e Beleza, em parceria com o Rotary Clube Vitória Régia, promove uma campanha de arrecadação de lenços que serão doados para pacientes em tratamento oncológico no Hospital Estadual de Bauru (HEB), unidade estadual de saúde sob gestão da Famesp. As doações podem ser feitas até 30 de outubro em quatro locais de arrecadação: av. Nossa Senhora de Fátima, 11-08; rua Araújo Leite, 27-73; av. Octávio Pinheiro Brisolla, 14-28; e na rua Saint Martin, 13-40. O instituto já doou 450 lenços para o HEB em campanhas anteriores. Mais informações pelo telefone (14) 99641-5521.

Fonte: https://www.jcnet.com.br/noticias/geral/2020/10/738643-acao-arrecada-lencos-a-pessoas-com-cancer.html

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Tratamento oncológico: o que levar na mala? por Cyntia Soares

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Olá, Cats!  Hoje a nossa colaboradora, a Cat Cyntia Soares, do grupo Cancer Sem Tabu, fala nesse texto sobre o que devemos levar conosco no início de um tratamento do câncer e o que deveríamos deixar para trás. 

Hoje estava fazendo minha mala para uma viagem e depois de um tempo comecei a refletir sobre o que precisamos colocar na nossa bagagem quando vamos começar um tratamento oncológico e o que precisamos retirar para diminuir o peso!

Primeiro temos que começar retirando o que está ocupando espaço desnecessariamente para depois podermos adicionar o que realmente importa, né?! Vamos lá!

Eu começaria retirando o medo, a vergonha, a ansiedade, a culpa, a raiva por estar doente, as dúvidas, os curiosos de plantão, as receitinhas milagrosas e a sensação de estar sem chão!

Depois adicionaria os elementos principais para que o tratamento seja o menos sofrido possível, como fé (independente de religião), esperança, coragem, muitas peças de paciência (precisamos de muito paciência para esperar a próxima etapa, para guardar o repouso, etc), humildade para aceitar ajuda, força, energia física/mental, resiliência e determinação.

Você percebeu que está faltando alguma coisa na mala? Pois é, não adicionei os nossos fiéis escudeiros (família, amigos e profissionais de saúde). Sei que eles não medem esforços para diminuir as dores físicas e acalmar o nosso coração, mas eles não entram na mala… você sabe o motivo? É muito simples: eles não entram na mala porque precisamos da ajuda deles para carregá-la! E eles lindamente carregam a bagagem com a gente durante toda a jornada, assim temos a adição de amor, alegria (dá para ser feliz durante o tratamento), compreensão, cuidado, carinho e companheirismo!

Sei que a tarefa de retirar alguns dos itens que citei é bem difícil, talvez até impossível, mas, pelo menos, se esforce para adicionar os que citei… você poderá até pagar excesso de bagagem, mas com certeza terá um voo mais tranquilo e chegará ao destino com um sentimento enorme: gratidão!

Agora fiquei curiosa!
O que você retiraria da sua mala? E o que adicionaria?