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CONHEÇA OS QUATRO SUBTIPOS DE CÂNCER DE MAMA E AS ESTRATÉGIAS DE TRATAMENTO PARA CADA UM DELES POR FELIPE ADES

Bom dia Cats!!  O nosso diretor científico Dr. Felipe Ades – Oncologista fez uma matéria que vale a pena ler nos informando sobre os quatro subtipos de câncer de mama e as estratégias de tratamentos que existem para combater cada um deles. Confiram!! 

No começo dos anos 2000 os cientistas, analisando o DNA de diversos tumores da mama, identificaram que o que nós classificávamos como câncer de mama não era uma doença única, com pequenas diferenças de pessoa para pessoa, mas sim 4 doenças diferentes. Foi identificado que esses quatro tipos de câncer de mama têm características moleculares, comportamento biológico e resposta a tratamentos diferentes.

Os cânceres de mama foram classificados como câncer de mama luminal (A e B), câncer de mama HER2 positivo e câncer de mama triplo negativo. Esses nomes foram dados de acordo com as características das células cancerosas.

Os cânceres luminais apresentam receptores de hormônios femininos, sendo bastante responsivos a tratamentos hormonais com medicamentos como o Tamoxifen, Anastrozol (nome comercial Arimidex), Letrozol (nome comercial Femara) entre outros. Estes são os cânceres de mama mais comuns. Eles são divididos entre luminal A, caso seja uma célula que cresça lentamente, e luminal B, caso seja uma célula que cresça mais rapidamente. A quimioterapia tem pouco efeito nesses tipos de câncer, mas funciona um pouco melhor nos cânceres luminais B.

O câncer de mama HER2 positivo apresenta o receptor HER2 na membrana celular. Este tipo de doença apresenta um crescimento mais acelerado e tinha uma resposta ao tratamento bastante ruim, antes do desenvolvimento dos medicamentos que bloqueassem o HER2. Depois do desenvolvimento do medicamento Trastuzumab (nome comercial Herceptin) o tratamento do câncer de mama HER2 positivo melhorou dramaticamente e hoje conseguimos boas taxas de cura e controle de doença quando usamos a quimioterapia em conjunto com o Trastuzumab. Hoje existem vários medicamentos que agem bloqueando o HER2, como o Lapatinib (nome comercial Tykerb), o Pertuzumab (nome comercial Perjeta) e o TDM1 (nome comercial Kadcyla).

O último subtipo de câncer de mama é conhecido como câncer de mama triplo negativo. Ele tem a característica de não apresentar receptores hormonais (de estrogênio e de progesterona) e não apresentar o HER2. Justamente por não apresentar estes 3 receptores, é chamado de triplo negativo. Como ele não apresenta receptores, as medicações descritas anteriormente não funcionam. O principal tratamento desta doença se faz com a quimioterapia. Hoje existem muitas pesquisas sendo feitas para desenvolver novos medicamentos para o câncer de mama triplo negativo, como os inibidores da PARP e os bloqueadores do receptor de androgênio. Estes medicamentos seguem em estudos e ainda não estão disponíveis no dia a dia.

É importante notar que o tratamento com cirurgia e radioterapia é o mesmo para todos os tipos de câncer de mama, o que muda são os tipos de medicamentos que podemos fazer.

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Para ser fisicamente ativas por Claudia Arab

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Bom dia Cats!!  Confiram mais um texto da nossa nova colunista, a Claudia Arab, criadora e coordenadora do Programa de Exercícios Físicos para Mulheres em Tratamento de Câncer de Mama, nos incentivando a ter um maior nível de atividade física em nossas vidas. 

Para ser fisicamente ativas

Há muitas questões sobre atividade física que surgem quando você ouve alguém defendendo e disseminando esta prática ou mesmo quando alguém decide fazer atividade física. O que fazer? Quando? Quanto? Onde? Como? As primordiais são quanto à definição e finalidade da atividade física. Tudo que requer movimento corporal, locomoção, tarefas rotineiras, lazer, entre outros, pode ser considerado atividade física. Alguém que tem como trabalho algo que o exija muito tempo sentado em frente ao computador tem o nível de atividade física diferente de alguém que trabalhe com descarregamento de mercadorias. Essa questão começou a ser abordada lá nos anos 50, por Morris, na Inglaterra, quando descobriu que doenças do coração eram mais comuns em homens fisicamente inativos no trabalho (motoristas) do que em trabalhadores que tinham funções mais ativas. O nível de atividade física também pode ser diferente entre duas pessoas que tenham a mesma função no trabalho, pois as demais atividades da vida diária também interferem. Assim, uma pessoa que pratica
exercícios físicos tem maior nível de atividade física do que quem não pratica exercícios físicos.
O exercício físico é aquele realizado periodicamente, sob prescrição (ou, ao menos, deveria) que tem objetivos, continuidade, progressividade, controle, etc. Então, quando falarmos de exercício físico, necessariamente este está dentro de atividade física, mas falar em atividade física não necessariamente significa que há exercício físico, ok? Vamos para o assunto que mais nos importa: atividade física, exercício físico e câncer.
É muito comum que, após o diagnóstico de câncer, os pacientes diminuam seus níveis de atividade física geral por diversos motivos. Várias vezes as pacientes já me relataram que faziam academia ou dança até 5x por semana, mas que pararam ou foram diminuindo quando tiveram a suspeita e o diagnóstico da doença. Além disso, o baque emocional é forte e é normal que os pacientes queiram ficar mais “recolhidos”. As barreiras para praticar atividade física são inúmeras. Falta vontade e tempo, cansaço, o local de prática é longe de casa, não gostam ou mesmo sentem medo e dores. Às vezes, pode ser por recomendação médica, daí é preciso conversar direitinho com a equipe para entender os motivos da não recomendação – cada caso um caso e aqui falamos no geral (a individualidade dos pacientes é imprescindível!).
O recomendado, porém, é que os pacientes retornem suas atividades normais o mais rápido possível. Quanto mais nos movermos (e nos ocuparmos), melhor. O movimento é analgésico – ouvi um professor dizer essa expressão e achei fantástica. Afinal, quando decidimos não fazer nada, logo começam as dores: é joelho que chia, costas que reclamam, sem contar o desânimo cada vez maior. O que leva as pessoas a praticarem atividade física, ou seja, a motivação para a prática, pode ser explicada por diversas teorias como a da autodeterminação, mas não entraremos nessas teorias. O que nos importa aqui hoje são algumas dicas que podem ser adicionadas à rotina de vocês para aumentar o nível de atividade física. As sugestões são simples e fazem toda diferença. Se você anda de ônibus, pare um ponto antes ou depois do mais perto da sua casa e aproveite para caminhar até seu destino. Se você
usa o carro para ir logo ali ao mercado ou padaria, troque por uma bicicleta ou vá caminhando, se possível. A clássica troca do elevador pelas escadas também é muito útil. Faça atividades em grupo, chame os amigos e os familiares, são mais divertidas e já aproveitam para colocar o papo em dia. Façam um passeio a pé em parques ao invés de irem ao cinema. Hoje em dia, os smartphones têm aplicativos que vocês conseguem ver quantos passos deram no dia ou qual a distância percorrida a pé. Tentem aumentar essa quantidade gradualmente. São sugestões super simples e até comuns de ouvirmos por aí, mas fazem bastante diferença para nossa saúde e, por vezes, não percebemos que podemos aproveitar esses momentos para sermos mais fisicamente ativos. Começando assim, já fica bem mais fácil de se engajar num programa de exercícios físicos futuramente! Façam o teste por uma semana. Avaliem como está seu ânimo, nível de ansiedade, cansaço e dores antes e depois dessa semana ativa. Percebam as diferenças e depois contem pra gente! ��

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Musicoterapia para pacientes com câncer

Cats, vocês conhecem a musicoterapia??  É uma forma de terapêutica que utiliza a música para ajudar especialmente pacientes oncológicos que fazem quimioterapia!! Vários estudos recentes têm mostrado que a musicoterapia apresenta muitos benefícios no enfrentamento do câncer e, um deles, realizado em 2011 pela Universidade de Drexel (Estados Unidos) com atualizações divulgadas em agosto de 2016, mostrou que esse tipo de terapia pode contribuir para o alívio da dor, da ansiedade e da fadiga, além da diminuição do número de medicamentos tomados pelos pacientes oncológicos e do tempo de internação.A musicoterapia pode melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de câncer, e também pode ajudar a aliviar alguns sintomas da doença e efeitos colaterais da quimio como indisposição e enjoos. Ouvir música durante o tratamento pode aumentar a resiliência dos pacientes e deixá-los preparados para para encarar as sessões de quimioterapia ou de radioterapia.Esse tipo de terapêutica envolve a orientação de um musicoterapeuta, o profissional com formação na área. Ele provavelmente vai selecionar cantores, estilos e letras que agradem o paciente e fazem sentido naquele contexto, porque os resultados geralmente são mais positivos quando a melodia possui significado pessoal para a pessoa que está se tratando.“O musicoterapeuta emprega instrumentos musicais, o corpo, a voz e demais sons com a intenção de estabelecer canais de comunicação com seus pacientes”, explica a coordenadora do serviço de Musicoterapia do Hospital Sírio-Libanês, a musicoterapeuta Juliana Duarte Carvalho. “Desse modo, o musicoterapeuta auxilia indivíduos ou grupos no desenvolvimento de potenciais, na educação ou no restabelecimento de funções físicas, mentais e sociais”, acrescenta.Alguns hospitais grandes já oferecem esse serviço, como o Sírio-Libanês e o Albert Einstein, por isso é sempre bom entrar em contato com o seu médico de confiança e procurar por práticas como essa que façam bem ao seu tratamento.

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CÂNCER DE COLO UTERINO – PRINCÍPIOS BÁSICOS POR DR. FELIPE ADES

Bom dia, Cats!! 

 Vocês conhecem os princípios básicos da prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de colo uterino?? 

 O oncologista Dr. Felipe Ades, nosso diretor científico, explica bastante sobre o assunto para nós nesse texto!! 

 Confiram:

O Câncer de colo uterino, também conhecido como câncer de útero, é um dos cânceres mais comuns entre as mulheres no Brasil, principalmente nas regiões norte e nordeste. O colo uterino é a região do útero que fica por fora do órgão, no fundo da vagina (veja na imagem abaixo a anatomia da vagina e do útero). O principal fator de risco para o câncer de colo uterino é a infecção pelo vírus HPV.

O HPV pertence a uma grande família de vírus conhecidos como Human Herpes Virus. A infecção é, em geral, por contato sexual e costuma ser mais perigosa quando acontece na adolescência. Isto ocorre porque durante este período existem modificações no corpo da mulher, incluindo mudanças nos órgãos sexuais, que preparam a mulher para gerar uma criança no futuro. Este período de modificação diminui temporariamente a capacidade do corpo da mulher de se defender da infeção pelo HPV e, caso a infecção ocorra, ela pode causar uma espécie de inflamação prolongada no colo do útero, que no futuro pode levar ao câncer.

Existem vários tipos de vírus HPV, alguns causam apenas verrugas genitais, já outros são capazes de gerar essa inflamação prolongada no colo uterino e o câncer. Esses são os vírus HPV16 e HPV18. A identificação desses vírus foi muito importante para o combate ao câncer de colo uterino. Através dessa pesquisa foi possível criar vacinas capazes de ensinar o sistema imunológico a combatê-los. Hoje dispomos de três vacinas no mercado contra o HPV e se formos competentes em vacinar todas as meninas e meninos antes que entrem em idade sexualmente ativa é provável que possamos praticamente fazer desaparecer essa doença do mundo em 20 ou 30 anos (veja aqui uma matéria sobre a vacinação contra o HPV). Outra importante medida de saúde é que continuemos com campanhas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis através do uso da camisinha. Assim como AIDS, gonorreia e herpes genital, o câncer de colo uterino também pode ser prevenido com o uso da camisinha.

Para este tipo de câncer dispomos de um exame capaz de detectar a doença quando ela ainda está pequena e com grandes chances de cura, conhecido como exame de Papanicolau ou o exame preventivo do colo de útero (veja aqui uma matéria sobre exames de prevenção do câncer). Neste exame o ginecologista faz um raspado do colo do útero, com uma espécie de escova especial para isso, retirando algumas células do colo do útero que já descamariam normalmente. Estas células são então observadas no microscópio para avaliar se estão normais ou se existem alterações que sugiram a presença de um câncer.

Caso o exame seja suspeito o médico vai solicitar uma biópsia do colo do útero para confirmar se realmente o diagnóstico está correto. Assim como nos outros cânceres, Isto é feito pela retirada de um pequeno pedaço da pele do colo do útero. O tratamento vai depender de uma série de fatores que o médico ginecologista e oncologista vão avaliar. Será necessário que se façam alguns exames de imagem para avaliar o tamanho da doença, como exames de tomografia e ultrassonografia da pelve.

Caso a doença esteja pequena é possível fazer um tratamento apenas com cirurgia local com a retirada de todo o tumor e do colo do útero. Quando a doença está um pouco maior, mas apenas no útero e por vezes nos linfonodos em volta dele, o melhor tratamento é a radioterapia. Este tratamento é feito com aplicação de radiação externa, como uma radiografia, porém mais concentrado onde está o tumor, e com uma quantidade de radiação maior, capaz de matar a célula tumoral. Por vezes fazemos também pequenas doses de quimioterapia semanais para aumentar o efeito da radioterapia. A radiação é feita apenas nessa hora e não há chance da mulher ficar “radioativa” e espalhar radiação para outras pessoas, é exatamente como um raio X normal.

Em algumas situações podemos complementar o tratamento com braquiterapia, um outro tipo de aplicação de radioterapia. A diferença deste tipo de tratamento para o tratamento com radioterapia externa é que neste caso a radiação é feita apenas no local onde esta o tumor, através de uma espécie de sonda, que é colocada dentro do colo do útero para a aplicação da radiação, e retirada após alguns minutos. Este é um tratamento que pode ser desconfortável durante sua aplicação, mas não tem efeitos colaterais muito importantes e a mulher pode voltar às suas atividades normais no mesmo dia.

O câncer de colo uterino é uma doença que pode ser prevenida e tratada com bons resultados

Caso a doença se encontre espalhada para outros órgãos como o fígado ou pulmões, ainda não existe tratamento capaz de fazer a doença desaparecer por completo. Neste caso o objetivo do tratamento é a redução da doença e seu controle pelo maior tempo possível. Isto é feito com a aplicação de medicamentos na veia, a quimioterapia. Quando aplicamos estes medicamentos no sangue eles conseguem chegar a todas as partes do corpo e, desta maneira, atingir a doença onde quer que ela esteja. Existem vários tipos de quimioterapia disponíveis hoje para o tratamento do câncer de colo uterino que são capazes de controlar a doença por um período longo.

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Atividade física está relacionada ao câncer? por Claudia Arab

Bom dia Cats!! 

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 Estamos felizes em anunciar que temos uma nova colunista, a Claudia Arab, criadora e coordenadora do Programa de Exercícios Físicos para Mulheres em Tratamento de Câncer de Mama (2012-2014 UDESC – Florianópolis). 

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 Ela vai escrever sobre o assunto “atividade física”. 

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 Confiram o primeiro texto dela! 

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Atividade física está relacionada ao câncer?

Essa é uma boa pergunta para iniciarmos a temática aqui no Quimioterapia e Beleza.
Atualmente, um estilo de vida fisicamente ativo é alvo de grande parcela da população em
geral. É comum vermos pessoas correndo, caminhando e pedalando pelas ruas, além dos
diversos tipos de academias, espaços ao ar livre, estúdios e modalidades de práticas de
exercícios físicos oferecidos no mercado. A população tem se preocupado mais com a saúde (e
também com a estética!) e a prática de atividade física entra como protagonista nessa história.
A grande e boa notícia é que os efeitos da atividade física também se aplicam para
pacientes oncológicos (eba!). Daí surge a pergunta: como a atividade física está relacionada ao
câncer? Cats, a atividade física está relacionada ao câncer dos modos mais belos que se possa
imaginar! Com o decorrer das colunas (estaremos juntas quinzenalmente!), vamos abordando
mais cada tema. Como uma boa pessoa ansiosa que sou, já adianto as principais relações de
atividade física e câncer que são importantes vocês saberem e irem mentalizando essa ideia,
são elas:
– A atividade física age como fator de proteção para risco, incidência, recorrência do
câncer, e de mortalidade, específicas por câncer e em geral;
– A prática de exercícios físicos age como fator de proteção para os efeitos indesejáveis
dos tratamentos oncológicos como, por exemplo, diminuindo a famosa fadiga ocasionada pelos
exaustivos tratamentos;
– Atividade física e exercício físico têm grande efeito positivo sobre aspectos psicológicos
de pacientes oncológicos, como, por exemplos, sobre a depressão, ansiedade e autoestima,
além do caráter social envolvido;
Precisamos de mais relações? Tudo bem, podemos citar os efeitos esperados no “físico”,
ou seja, melhoras na resistência e força muscular, melhora da função cardiovascular, melhoras
nas limitações físicas (como aquela fraquezinha ou limitação no braço do lado referente ao da
mama operada, sabe?) e, de quebra, uma melhora na composição corporal, auxiliando no
ganho ou perda de peso corporal (cada caso, um caso).
Todas essas relações são comprovadas cientificamente, mas nem sempre são de saber
da população. Infelizmente, ainda há muito mito em cima disso: o repouso, a figura do enfermo

frágil, mas não é assim que tem que ser (como bem podemos ver aqui no site). Nessa fase da
vida, as barreiras para iniciar uma prática de atividade física parecem ser infinitas e invencíveis.
As escolhas diárias que fazemos refletem em nosso agora e nosso amanhã. As razões para
praticar atividade física sobrepõem qualquer justificativa que pareça impedir, naquele dia, de
se mexer o mínimo que seja. É comum as pacientes cessarem a prática de atividade física
quando inicia aquele processo diagnóstico-tratamento. Às vezes, por indicação médica. Às
vezes (ou muitas vezes e com razão), por falta de vontade própria.
A verdade é que, a prática de atividade física de pacientes oncológicos quando bem
orientada por um profissional de Educação Física qualificado em conjunto com médicos,
enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e demais profissionais da saúde envolvidos, é
altamente recomendada e benéfica. Essa orientação é imprescindível e a individualidade dos
pacientes é fundamental na prescrição de exercícios físicos.
No próximo texto, falaremos mais especificamente sobre os efeitos da prática de
atividade física (e a diferença entre esta e exercício físico), como e por que eles ocorrem, nos
pacientes oncológicos, ok? Por hoje, ficamos com a sementinha plantada. Para fechar, o que
gosto de dizer: o exercício físico faz bem em qualquer fase da vida!

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CONHEÇA O PAPEL FUNDAMENTAL DO ENFERMEIRO ESPECIALISTA EM ONCOLOGIA NO TRATAMENTO DOS PACIENTES COM CÂNCER POR DR. FELIPE ADES

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Cats,  esse texto do nosso diretor científico Dr. Felipe Ades – Oncologista nos conta qual o verdadeiro papel do enfermeiro da área oncológica, um dos profissionais que mais auxilia os pacientes com câncer. 

Oncologia é uma área da medicina que requer um cuidado multidisciplinar. Para que um tratamento seja feito com sucesso é necessário que se trabalhe em equipe com um grande número de especialistas das mais diversas áreas da saúde. Veja no texto abaixo o papel fundamental do enfermeiro especialista em oncologia no tratamento dos pacientes com câncer. Texto elaborado por Iracema Coelho, enfermeira do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein.

O enfermeiro oncológico é o profissional que vai prestar assistência ao paciente, em todas as fases do tratamento do câncer. Desde o diagnóstico da doença, passando pelas várias fases do tratamento como a cirurgia, a radioterapia, e o tratamento com medicamentos e quimioterapia. A oncologia é uma área muito específica, portanto é importante que os enfermeiros tenham formação de especialista na área e que estejam sempre se atualizando.

Além de prestar assistência, o enfermeiro oncologista tem outras atribuições, como tomar providências administrativas para a liberação e agendamento dos procedimentos de tratamento além de ter papel educacional, orientando tanto o paciente quanto os familiares durante o tratamento.

No dia-a-dia da assistência o enfermeiro recebe o paciente após a decisão de tratamento pelo médico oncologista. Neste momento o paciente é acolhido pelo enfermeiro que realiza a conferência do protocolo de tratamento, checando informações como o peso e altura, doses de medicações e medicações de suporte para a quimioterapia, conhecidas com “pré-QT”. Isto garante uma maior segurança na administração dos protocolos de tratamento.

Um aspecto muito importante para o tratamento é a escolha de dispositivo para a infusão dos quimioterápicos que serão feitos pela veia. Nesta avaliação o enfermeiro avalia as veias do paciente, e junto com a equipe médica, escolhe a melhor opção para a aplicação dos medicamentos. Algumas medicações podem ser feitas nas veias superficiais dos braços ou das mãos, por cateteres que chamamos de periféricos; já outros medicamentos precisam de veias mais fortes, sendo necessária a colocação de cateteres profundos. A escolha depende do tipo de tratamento e das veias de cada pessoa.

A maior parte das vezes o tratamento é feito no ambulatório. O paciente vem ao hospital apenas para a aplicação do medicamento e retorna para casa no mesmo dia. Quando o paciente chega ao centro de infusão, é realizada uma consulta inicial de enfermagem, onde são coletadas todas as informações relevantes para o tratamento e também são dadas as orientações importantes ao paciente e acompanhante, como possíveis efeitos colaterais dos medicamentos, coleta de exames, cuidados com cateter, como realizar os agendamentos, o que muda no dia-a-dia do paciente durante o tratamento, quando entrar em contato com a equipe médica ou quando e como procurar um pronto atendimento em caso de necessidade.

Realiza-se também um exame físico geral e analisa-se a necessidade de avaliação e acompanhamento de outros profissionais, como psicólogos, dentistas, fonoaudiólogos, etc. Após realizar esta consulta inicial, o enfermeiro fornece todas as orientações e esclarece as dúvidas, para então dar início ao tratamento.

Tão importante quanto os medicamentos quimioterápicos, é o controle e manejo dos sintomas colaterais; que podem ser determinantes para o sucesso e continuidade do tratamento. É importante estar atento à prevenção e controle destes sintomas indesejados.

Equipe de Multidisciplinar de Oncologia do Hospital Albert Einstein
Equipe de Multidisciplinar de Oncologia do Hospital Albert Einstein

Atualmente, com o avanço das pesquisas, há no mercado uma ampla gama de opções de tratamento de suporte que amenizam os transtornos causados pelos quimioterápicos como, por exemplo, os medicamentos para enjôo de última geração, que podem reduzir significativamente o surgimento de náuseas. O uso da touca gelada para diminuir a queda de cabelo, pode ser uma opção, principalmente para pacientes do sexo feminino, que buscam manter a autoestima.

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Equipe de Multidisciplinar de Oncologia do Hospital Albert Einstein na festa de aniversário do Centro de Oncologia

O enfermeiro oncológico atua não apenas durante o período da quimioterapia, a assistência é integral também durante o tratamento radioterápico (caso este seja necessário); onde o enfermeiro também intervém fazendo a avaliação pré-tratamento, acompanhamento durante a radioterapia e orientando após o fim deste tratamento. Caso seja necessária a internação hospitalar, quer seja para tratamento quimioterápico, ou para controle dos sintomas, a equipe de enfermagem oncológica acompanha o paciente durante todo este período. Tanto para o paciente ambulatorial, quanto para o paciente internado, existe enfermeiro especializado em curativos para pacientes com câncer, caso haja essa necessidade.

O enfermeiro é provavelmente o profissional com o qual o paciente tem mais contato durante o tratamento. Por isso é muito comum que o enfermeiro seja o primeiro profissional a reconhecer possíveis alterações clínicas ao longo do tratamento, podendo detectar problemas quando ainda estão em sua fase inicial, mesmo que não sejam ainda notados pelo paciente. É o enfermeiro que faz, muitas vezes, o primeiro alerta dentro da equipe assistente, para que se avaliem possíveis problemas ao longo do tratamento.

O enfermeiro oncologista é um elo fundamental no tratamento multidisciplinar dos pacientes com câncer, trabalhando em conjunto com os demais profissionais e assim promovendo uma assistência integral e de qualidade aos pacientes.

Iracema Coelho - Enfermeira do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein
Iracema Coelho – Enfermeira do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein

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Relação duradoura: Qual é o segredo? por Diana Vilas Boas

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Cats, vamos falar sobre relacionamentos?  Confiram o texto maravilhoso da nossa Coach em Resiliência, Diana Vilas Boas, refletindo sobre respeito, vida e os desafios de uma vida a dois!! 

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Se interessou pelo trabalho da Di? Só clicar aqui e fazer cadastro:
http://quimioterapiaebeleza.com.br/coaching-em-resili…/ ou ir direto no banner do nosso site do IQeB! 

Hoje eu quero conversar com vocês a respeito de vida e relacionamentos, considerando que
acabei de completar 50 anos de casamento, o que vale uma boa reflexão…

Ufa! 50 anos ao lado de uma pessoa é um tempo enorme, a gente nem imagina que pode chegar a tanto e assim vamos passando e ano após ano cravando essa experiência. Tudo é muito desafiante, conviver com pessoas, entender o sentido do outro, aceitar e respeitar as limitações de cada um e principalmente seguir em frente quando os obstáculos e as dificuldades aparecem.
Qual é o segredo?
Não existe uma fórmula mágica, a gente vai aprendendo com as experiências, com os desafios
do dia a dia, com os tropeços que são inevitáveis e com a convivência com um outro ser
diferente de nós…
Mas no meu entender existe algo muito importante e que pode ser a base de um casamento saudável e duradouro, que é justamente a possibilidade de cada um poder seguir os seus próprios sonhos, e poder ter os seus objetivos de vida alcançados. Poder seguir e conquistar o que se almeja, realizar-se profissionalmente, ter sua independência pessoal e financeira, pode fazer toda a diferença!
Não se deve viver a vida do outro, mas sim, ter sua vida própria, fazer o que gosta, ter amigos,
frequentar grupos, ser feliz da forma que achar melhor, mas sempre tendo em mente o
respeito e a confiança. Por isso minhas queridas, casadas ou não, vamos correr atrás do que queremos para nossas vidas. O que é importante para nós? O que gostamos de fazer? O que nos faz feliz? Quais os nossos valores? Metas? Ambições?
Simples assim…
Temos que começar com pequenas ações para caminhar rumo ao que pode nos fazer feliz, pensar um pouco em nós mesmas, procurar lá dentro, no âmago do nosso ser, quem somos e o que é importante para nós. Desejo que sejam muito felizes hoje e sempre, solteiras, casadas, separadas, divorciadas, não importa, mas sempre mulheres corajosas e poderosas!

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Campanha Julho Verde 2018

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Cats,  vamos aproveitar que hoje é o último do mês para lembrar do Julho Verde!!  A campanha nacional Julho Verde é um alerta para a prevenção do câncer de cabeça e pescoço, que atingem boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago cervical, tireoide e seios paranasais!! Confiram a matéria para saber mais sobre essa campanha:

O Julho Verde foi criado para divulgar informações sobre esses tipos de cânceres que têm como principais fatores de risco o tabagismo, o consumo de álcool e as infecções por HPV.

São cerca de 10 mil mortes por ano no país, só para os cânceres de laringe e cavidade oral. Os sobreviventes enfrentam perdas significativas na qualidade de vida durante e após o tratamento.

Em 2018, o tema escolhido para o Julho Verde é “Toda voz merece ser ouvida” já que, na maioria dos casos, o tratamento compromete a fala do paciente. Independente da modalidade terapêutica escolhida (cirurgia, radio e/ou quimioterapia), a doença causa sequelas psicológicas e funcionais irreversíveis, que prejudicam a qualidade de vida do paciente.

O Brasil registra a cada ano cerca de 40 mil novos casos desses tumores malignos, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Os números correspondem a 4% de todos os tipos da doença, sendo terceiro mais incidente entre os homens brasileiros. No Brasil, o câncer de boca chega a ser o 3º tipo de tumor mais frequente em algumas regiões, ocorrendo 7 vezes mais em homens do que em mulheres.

O tabagismo está relacionado a 97% dos diagnósticos de câncer de laringe. O álcool associado ao fumo aumenta o risco em 10 vezes para câncer nessa região. A infecção pelo HPV (papilomavírus humano) tem contribuído com o aumento na incidência da doença em jovens nos últimos anos em virtude da falta de uso de preservativos na prática do sexo oral. Esta é uma tendência mundial, que também já é identificada no Brasil.

Os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos no princípio da doença. O diagnóstico das lesões iniciais é fundamental para garantir que os índices de cura se aproximem de 100%. Com o seu desenvolvimento, alguns sinais e sintomas podem aparecer, como manchas brancas na boca, dor local, lesões com sangramento ou cicatrização demorada, nódulos no pescoço, mudança na voz e rouquidão, e dificuldade para engolir.

“Por estas razões, nosso objetivo é alertar sobre os fatores de risco, muito presentes entre a população brasileira, e falar da importância do diagnóstico precoce. Em 60% dos casos, a doença já está mais avançada quando é descoberta”, destaca a presidente e fundadora da ACBG Brasil, Melissa A. R. Medeiros. As chances de cura são maiores se a doença for detectada no início. Com o autoexame, por exemplo, é possível e identificar se existem feridas na boca que não cicatrizam há mais de duas semanas ou inchaços no pescoço.

Além das terapias tradicionais, nos últimos anos algumas drogas promissoras têm conseguido melhorar o prognóstico dos pacientes, com uma ação mais eficiente e menos agressiva ao organismo, como as imunoterapias e terapias-alvo. A conscientização sobre essas doenças também reforça o trabalho de entidades como a ACBG, pelo maior acesso a tratamentos inovadores e suporte ao paciente pós-terapias.

Em 2017, a campanha Julho Verde foi destaque em veículos de comunicação em 23 estados brasileiros, com presença em emissoras de rádio, TV e grandes portais de notícias.

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CÂNCER E VACINAÇÃO: QUEM JÁ TEVE CÂNCER OU ESTÁ EM TRATAMENTO PODE SER VACINADO? por Dr. Felipe Ades

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Bom dia, Cats!!  Essa é uma dúvida que muita gente tem: Quem está em tratamento contra o câncer, ou quem já tratou, pode ser vacinado?  O Dr. Felipe Ades, nosso diretor científico, responde para nós nesse texto!!  Confiram:

Uma questão que aparece com frequência durante surtos de doenças infecciosas é: Quem está em tratamento contra o câncer, ou quem já tratou, pode ser vacinado? Recentemente esta questão tem aparecido muito em consultas, visto que estamos no meio de um aumento de casos da gripe H1N1.

Para responder essa pergunta são necessários alguns conhecimentos sobre a imunidade, o tratamento do câncer e sobre a composição das vacinas.

Os vírus e bactérias que atacam nosso corpo possuem uma composição de moléculas diferentes das nossas. Nossa imunidade natural funciona identificando essas partes das bactérias ou dos vírus, e assim criando anticorpos capazes de identificar essas substâncias. Os anticorpos, por sua vez, são moléculas produzidas pelas nossas células de defesa, direcionadas contra essas substâncias dos agentes invasores, como uma bala teleguiada. Os anticorpos são produzidos por uma célula de defesa, conhecida como linfócito B, e em seguida despejados no sangue. O anticorpo então circula pelo corpo e, assim que encontra o agente invasor, se gruda a ele. Isto faz com que este agente invasor se torne visível para as demais células de defesa, que então destroem o vírus ou bactéria que está grudado ao anticorpo.

Este processo de identificação da bactéria ou vírus até a produção dos anticorpos leva alguns dias para se completar. Por isso que, em geral, demoramos entre 3 a 7 dias para ficar curados de um resfriado. Os anticorpos feitos desta maneira geram o que chamamos de memória imunológica. Sempre que o mesmo agente invasor tentar entrar no corpo novamente nós já teremos os anticorpos e o sistema imunológico irá destruir o agente invasor antes que ele possa nos fazer ficar doentes por uma segunda vez.

É por causa desta característica da memória imunológica que as vacinas são tão eficazes na prevenção de doenças infecciosas. A ideia é “treinar” as células de defesa com as vacinas para que elas aprendam a combater a doença, sem precisar que nós fiquemos doentes.

Vacinação e câncer.

Vacinação e câncer.

Existem tipos diferentes de vacinas. Algumas são feitas com vírus ou bactérias mortas. Quando são injetados em uma pessoa, o sistema imunológico consegue reconhecer as partes das bactérias e vírus mortos e fazer anticorpos que ficam “guardados”. Se por acaso a pessoa entrar em contato com o vírus vivo ela já terá as armas para combater a doença, e não ficará doente. Este é o caso das vacinas da gripe, do tétano, da meningite, do pneumococo, da hepatite e do HPV.

Um outro tipo de vacina é feita com vírus ou bactérias vivas atenuadas. Neste tipo de vacina o vírus ou bactéria é modificado em laboratório para ficar bem mais fraco, com pouca capacidade de causar qualquer tipo de doença. Assim quando é injetado o agente invasor não consegue se espalhar no corpo e a imunidade rapidamente consegue destruí-lo, fazendo também anticorpos. Estes anticorpos funcionarão caso a pessoa entre em contato com o vírus ou bactéria normal, impedindo que a pessoa fique doente. Este é o caso das vacinas com BCG, sarampo, caxumba, catapora, poliomielite (gotinha, Sabin), febre amarela e rubéola.

Em geral essa imunidade é permanente, quem já teve uma doença não tem a mesma doença de novo. O que acontece com o caso da gripe é que o vírus muda muito rapidamente, de um ano para o outro. Ele muda tanto que consegue escapar dos anticorpos que nós possamos já ter. Por isso é importante se vacinar todos os anos. Todos os anos é feita uma nova vacina, para atacar essas novas partes do vírus que mudam com o tempo.

Qual é o problema de tomar a vacina durante um tratamento contra o câncer?

A pessoa que está em tratamento pode estar usando medicamentos, como a quimioterapia, que reduzem a imunidade e a capacidade de lutar contra bactérias e vírus. Para estas pessoas, mesmo o vírus ou bactéria atenuado e enfraquecido pode ser um problema. A pessoa sem imunidade pode ficar doente se entrar em contato com as bactérias ou vírus atenuados destas vacinas. Logo, pessoas em tratamento contra o câncer, que estejam com imunidade baixa, não podem de nenhuma maneira tomar vacinas com vírus ou bactérias vivos e atenuados.

Já as vacinas de vírus ou bactérias mortos não são capazes de causar nenhum problema para a pessoa em tratamento. A questão aqui é que talvez essas vacinas não sejam eficazes. Como a imunidade está baixa pelo tratamento, é possível que o corpo não consiga produzir os anticorpos. A pessoa então teria tomado a vacina “à toa”. Para saber se a vacina funcionou a única maneira é fazer um exame de sangue, depois de algumas semanas, e medir a quantidade de anticorpos.

Depois de 3 a 6 meses do fim do tratamento a imunidade volta completamente ao normal. Qualquer pessoa que esteja nessa situação pode fazer qualquer vacina sem nenhum problema.

E o que fazer agora durante o surto de gripe H1N1?

Esta vacina é feita de vírus morto. Não há chance da pessoa em tratamento contra o câncer contrair a gripe pela vacina, no entanto, existe uma chance razoável da vacina não fazer efeito. Pessoalmente eu não vejo nenhum problema em vacinar, mesmo que a eficácia da vacina seja reduzida nessas pessoas. Lembrando que a melhor medida para prevenir a gripe, em quem está em tratamento, é a lavagem das mãos, e evitar o contato com pessoas que apresentem os sintomas de gripe. Ao menor sinal de febre, tosse, ou qualquer outro sintoma que sugira infecção das vias respiratórias deve-se entrar em contato com a equipe médica em que se esta tratando.

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Tratamento oncológico: o que levar na mala? por Cyntia Soares

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Olá, Cats!  Hoje a nossa colaboradora, a Cat Cyntia Soares, do grupo Cancer Sem Tabu, fala nesse texto sobre o que devemos levar conosco no início de um tratamento do câncer e o que deveríamos deixar para trás. 

Hoje estava fazendo minha mala para uma viagem e depois de um tempo comecei a refletir sobre o que precisamos colocar na nossa bagagem quando vamos começar um tratamento oncológico e o que precisamos retirar para diminuir o peso!

Primeiro temos que começar retirando o que está ocupando espaço desnecessariamente para depois podermos adicionar o que realmente importa, né?! Vamos lá!

Eu começaria retirando o medo, a vergonha, a ansiedade, a culpa, a raiva por estar doente, as dúvidas, os curiosos de plantão, as receitinhas milagrosas e a sensação de estar sem chão!

Depois adicionaria os elementos principais para que o tratamento seja o menos sofrido possível, como fé (independente de religião), esperança, coragem, muitas peças de paciência (precisamos de muito paciência para esperar a próxima etapa, para guardar o repouso, etc), humildade para aceitar ajuda, força, energia física/mental, resiliência e determinação.

Você percebeu que está faltando alguma coisa na mala? Pois é, não adicionei os nossos fiéis escudeiros (família, amigos e profissionais de saúde). Sei que eles não medem esforços para diminuir as dores físicas e acalmar o nosso coração, mas eles não entram na mala… você sabe o motivo? É muito simples: eles não entram na mala porque precisamos da ajuda deles para carregá-la! E eles lindamente carregam a bagagem com a gente durante toda a jornada, assim temos a adição de amor, alegria (dá para ser feliz durante o tratamento), compreensão, cuidado, carinho e companheirismo!

Sei que a tarefa de retirar alguns dos itens que citei é bem difícil, talvez até impossível, mas, pelo menos, se esforce para adicionar os que citei… você poderá até pagar excesso de bagagem, mas com certeza terá um voo mais tranquilo e chegará ao destino com um sentimento enorme: gratidão!

Agora fiquei curiosa!
O que você retiraria da sua mala? E o que adicionaria?