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SENSOR DETECTA ESTÁGIO INICIAL (E INVISÍVEL) DO CÂNCER DE MAMA

Dispositivo permite, com uma gota de sangue, identificar proteína antes do surgimento de nódulos

Tem notícia boa no mundo! Uma pesquisa inédita do Instituto de Química (IQ) da Unicamp permitiu a fabricação de um dispositivo altamente sensível, do tamanho de uma moeda de cinquenta centavos com 64 sensores integrados, capaz de identificar precocemente o câncer de mama, o mais frequente entre as mulheres, com 8,2 milhões de óbitos anuais em todo o mundo, conforme relatório divulgado em 2013 pela Agência Internacional para a Pesquisa em Câncer (Iarc, na sigla em inglês), órgão vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS).

O dispositivo, desenvolvido pela pesquisadora Cecília de Carvalho Castro e Silva e pelo professor Lauro Tatsuo Kubota, pode detectar de forma bastante simples e em poucos minutos a presença de uma proteína que indica o surgimento de um tumor mamário, ainda em seu estágio de pré-desenvolvimento, antes do aparecimento do nódulo. O exame com o dispositivo, que ainda não foi testado em seres vivos, permitirá a detecção do câncer por meio de uma única gota de sangue.

Como funciona? A pesquisadora Cecília de Carvalho Castro e Silva explica que o biossensor é capaz de identificar a proteína HER2 (Human Epidermal Growth Factor Receptor 2, na sigla em inglês) que, em quantidades anormais, se expressa em 25% a 30% dos casos de câncer de mama. A proteína HER2 torna-se desta forma, conforme a estudiosa, um importante biomarcador para o câncer mamário.

“Estudos demonstram que há células em desenvolvimento no tecido mamário antes do aparecimento do tumor. Portanto, antes do surgimento de um nódulo, seria possível detectar precocemente o câncer de mama. Os métodos tradicionais utilizam o exame do toque da mama e a mamografia. No exame do toque a mulher só consegue identificar o câncer quando o nódulo já está com um centímetro ou mais. Na mamografia é possível detectar nódulos de até quatro milímetros. Nestes casos o câncer já está instalado e, muitas vezes, pode ser tarde”, observa Cecília Castro e Silva.

Ainda de acordo com ela, o objetivo foi desenvolver uma ferramenta analítica para que pacientes ou grupos de riscos pudessem fazer o monitoramento, mês a mês, nos níveis desta proteína. “Muitos estudos mostram que, seis meses antes da paciente começar a desenvolver o tumor, os níveis do HER2 no soro sanguíneo aumentam, passando do que seria um nível normal de 12 nanogramas por mililitros, até chegar ao estágio de 15 nanogramas por mililitros ou mais”, relaciona.

O biossensor: desenvolvido à base de grafeno modificado com nanopartículas de ouro, identifica a proteína HER2, presente em 25% a 30% dos casos de câncer de mama. O dispositivo capaz de fazer esta detecção foi elaborado como um tipo de transistor de efeito de campo à base de grafeno modificado com nanopartículas de ouro. A pesquisadora explica que a condutividade elétrica nestes dispositivos pode ser modulada através da interação com espécies químicas e biológicas.

A ultrassensibilidade deste biossensor foi possível graças a três fatores, conforme a autora do trabalho: o tipo de grafeno empregado; a incorporação das nanopartículas de ouro; e a imobilização orientada de anticorpos sobre o grafeno. Os anticorpos, proteínas produzidas pelo sistema imunológico para identificar e neutralizar bactérias, vírus ou células tumorais, foram utilizados como elementos receptores do dispositivo.

“O biossensor possui uma folha de grafeno com nanopartículas de ouro. Estas partículas estão imobilizadas, e foi isso que permitiu um nível de detecção ainda maior. Depois que estas partículas de ouro são imobilizadas sobre o grafeno, fizemos a imobilização dos anticorpos. Os anticorpos reconhecem especificamente esta proteína HER2. Portanto, quando estes anticorpos interagem com essa proteína, há mudanças nos valores de condutividade. E nós conseguimos associar a concentração deste biomarcador com as mudanças na condutividade do dispositivo”, revela.

Utilizando estas três estratégias, o dispositivo com 64 sensores é capaz de identificar uma quantidade da proteína HER2 de até 500 fentogramas por mililitros, ou seja, um volume dez vezes elevado a menos quinze gramas por mililitros. Além da ultrassensibilidade, o método elaborado prevê o desenvolvimento em larga escala do biossensor.

O dispositivo foi desenvolvido como parte da tese de doutorado de Cecília Castro e Silva, defendida recentemente junto ao Programa de Pós-Graduação do IQ. O estudo, orientado pelo docente Lauro Tatsuo Kubota, do Departamento de Química Analítica da Unidade, faz parte de uma linha de pesquisa destinada à criação de sensores eletroquímicos para detecção de espécies de interesse biológico, farmacêutico e ambiental.

Uma parte dos experimentos foi realizada na Rutgers University, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, por meio de doutorado sanduíche entre as duas instituições. Em Nova Jersey, no laboratório coordenado pelo professor Manish Chhowalla, a pesquisadora realizou a síntese e caracterização do grafeno.

O professor Lauro Tatsuo Kubota e a química Cecília de Carvalho Castro e Silva”Sintetizamos via processo de deposição química em fase de vapor. Por esta técnica é possível sintetizar essa monocamada de átomos de carbono de até quatro polegadas”, pontua Cecília Castro e Silva, que é graduada em química pela Universidade Estadual de Maringá.

Após o período de um ano nos Estados Unidos, financiado pelo programa federal Ciência sem Fronteiras, Cecília e o professor Lauro Kubota começaram a trabalhar com a fabricação do dispositivo e os processos envolvendo a área de microeletrônica. Nesta etapa, houve a colaboração de técnicos e pesquisadores do Centro de Componentes Semicondutores (CCS) da Unicamp, coordenado pelo docente José Alexandre Diniz, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC).

“Um ponto importante a salientar é que para desenvolver este dispositivo nós aprendemos o funcionamento e a fabricação do transistor. E isso não é uma tarefa trivial para um químico. Nós não pedimos simplesmente a um engenheiro elétrico para desenvolver o transistor, mas com o auxílio dele, desenvolvemos o dispositivo. Isso porque nós queríamos aprender a fazer o transistor, entender o seu funcionamento para utilizar o seu princípio de acordo com nossos objetivos. Nós, agora, conseguimos configurar o transistor da forma que acreditamos ser a melhor para fazer a detecção. Isso é um ganho muito relevante”, avalia o orientador Lauro Kubota.

Além das parcerias, a pesquisa foi desenvolvida no âmbito do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) em Bioanalítica, coordenado pelo professor Lauro Kubota. Os INCTs são centros de excelência criados pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). A Unicamp possui nove INCTs até o momento.

POTENCIALIDADES

O dispositivo apresenta uma série de potencialidades, conforme o orientador Lauro Kubota. “Nós poderíamos, por exemplo, em cada um dos 64 biossensores, desenvolver procedimentos para o reconhecimento de marcadores para diferentes tipos de doença. Portanto, com uma simples gota de sangue, seria possível, no futuro, um diagnóstico completo do indivíduo”, prevê.

Neste ponto, Cecília Castro e Silva informa que o próximo passo da pesquisa é trabalhar no sentido de mobilizar diferentes tipos de anticorpos para o reconhecimento de diferentes biomarcadores para o câncer de mama. “Teríamos um teste extremamente exato, conseguindo detectar, por exemplo, se aquela mulher está expressando outros tipos de biomarcadores para o câncer de mama, não apenas aquele oriundo da proteína HER2. Portanto, mais mulheres poderiam ser diagnosticadas pelo teste.”

Além disso, a miniaturização do dispositivo permite que ele possa ser produzido em larga escala a um custo relativamente baixo. A pesquisadora ressalta que o biossensor poderá ser fabricado em substratos plásticos, o que baratearia ainda mais o custo, tornando-o, ao mesmo tempo, descartável, por conta do tipo de amostra utilizada.

“Poderíamos ainda fazer com que este substrato flexível se torne biocompatível. Isso permitirá, por exemplo, que no futuro estes dispositivos possam ser bioimplantáveis, fazendo um monitoramento contínuo, tanto em mulheres que estão em tratamento, quanto nos grupos de risco”, acrescenta.

Publicação

Tese: “Desenvolvimento de biossensores do tipo transistor de efeito de campo a base de grafeno (GraFETs) decorados com nanopartículas de ouro aplicados na detecção ultrassensível de biomarcadores de câncer de mama”

Autora: Cecilia de Carvalho Castro e Silva

Orientador: Lauro Tatsuo Kubota

Unidades: Instituto de Química (IQ) e Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC)

Financiamento: Fapesp e CNPq

fonte: matéria do Jornal da Unicamp (publicado esta semana)

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MENINA DE 8 ANOS É A MAIS JOVEM A LUTAR CONTRA CÂNCER DE MAMA

A britânica Chrissy Turner, de 8 anos, é a pessoa mais jovem sofrer de câncer de mama. A garota descobriu um nódulo em seu peito no mês de outubro deste ano. Exames provaram que ela tem uma forma rara da doença, conhecida como carcinoma secretor.

Os pais menina, Tory e Annette, já tiveram câncer. A mãe venceu a doença no colo do útero, e Troy foi diagnosticado com linfoma, na época em que Chrissy era um bebê.

Agora, Chrissy irá se submeter a uma mastectomia no Instituto de Câncer Huntsman, em Utah, nos Estados Unidos. A família criou uma campanha no site GoFundMe para arrecadar dinheiro para as contas médicas.

Fonte: Catraca Livre

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REABILITAÇÃO FUNCIONAL PÓS MASTECTOMIA

O período de recuperação de pacientes em tratamento é muito importante e varia de acordo com as características individuais, a extensão da doença e o tratamento recebido.

A prática de exercícios físicos após a cirurgia ajuda a restabelecer os movimentos e a recuperar a força no braço e no ombro. Auxilia, também, na diminuição da dor e da rigidez nas costas e no pescoço.

Os exercícios são cuidadosamente programados e devem ser iniciados tão logo o médico autorize, o que costuma ocorrer um ou dois dias após a cirurgia. Inicialmente, os exercícios são leves e podem ser feitos na cama.

Gradativamente, passam a ser mais ativos e devem ser incorporados à rotina diária.

No hospital, no dia seguinte ao da cirurgia

Mantenha o braço 20 cm afastado do corpo e a mão, punho e cotovelo do lado operado apoiados sobre um travesseiro, de modo a ficarem mais altos que o ombro para evitar inchaço e diminuir a tensão.

nicie movimentos suaves de dedos, punho, cotovelo e ombro assim que seu médico permitir. Faça 10 séries em cada articulação, 3 vezes ao dia. Se você fez a reconstrução, movimente tudo menos o ombro, faça também movimentos com pé e joelhos e eleve de vez em quando o quadril.

Respiração profundaÉ necessário e saudável praticar respiração profunda para aumentar a movimentação do tórax, ajudar no relaxamento e na redução de tensões do corpo e mente:

  • Deite-se de costas, respire normalmente 3 vezes.
  • Respire profundamente enchendos os pulmões com o máximo de ar que puder. Segure o ar por alguns segundos e relaxe. Imagine suas tensões e preocupações saindo com o ar exalado. Repita 5 vezes.
  • Respire 3 vezes normalmente para finalizar.

No hospital

Você pode permanecer de 2 a 5 dias internada, período em que pode ficar com as pernas flexionadas e elevadas no leito, conforme orientação médica. É importante não forçar o ombro do lado operado nos primeiros dias, mas cotovelos e mão podem ser movimentados normalmente.

Para não sentir dores nas costas, dobre e estique as pernas sempre que puder. Você pode levantar e abaixar o quadril mantendo os joelhos flexionados de forma a aliviar a pressão nas costas na cama.

Em casa

Procure fazer exercícios somente com os braços, deixando o restante do corpo relaxado. Respire profundamente. Quando sentir algum desconforto, relaxe um pouco antes de continuar os movimentos. Se possível faça os exercícios diante de um espelho, pois assim você terá uma melhor visão de si mesma. Faça os exercícios duas vezes ao dia e aos poucos. Aumente o número de repetições, começando por 5 até chegar ao máximo de 15 vezes.

Fique de pé, procure deixar a cabeça reta, os braços soltos ao lado do corpo. Separe os pés um pouco e procure deixá-los um ao lado do outro. Deixe as costas retas, alinhadas e relaxadas, encoste a nuca e as nádegas na parede.

Movimentos de relaxamento

Movimento pendular: em pé, próxima de uma parede, dobre seu corpo até que o braço do lado não operado encoste-se à parede com um apoio. Solte bem o outro braço e balance para frente e para trás, de um lado para outro.

Girando a cabeça: deixe os ombros e braços bem soltos do lado do corpo e gire a cabeça imaginando desenhar um círculo bem amplo com o topo da cabeça, para um lado e para outro. Repita 3 vezes para cada lado.

Girando o ombro: em pé, deixe os braços soltos e gire o ombro imaginando desenhar um círculo. Primeiro para frente e depois para trás. Repita o exercício 3 vezes para cada lado.

Movimentos de abertura

Elevando o braço:

Fique em pé próximo à parede, mas não muito perto dela. Toque a parede com os dedos do lado operado e vá subindo 3 vezes, com movimento dos dedos, lentamente, até o ponto máximo que você conseguir, conte até 10 e abaixo o braço.

Abrindo o braço:

Fique em pé, coloque o braço do lado operado voltado para a parede. Vá subindo com os dedos até o ponto máximo que você conseguir, conte até 10, e coloque o braço no ombro contralateral, descanse.

Alcançando a orelha oposta:

Fique em pé com as mãos ao longo do corpo. Coloque a mão do lado operado sobre a cabeça, tente alcançar a orelha do lado oposto passando o braço por cima da cabeça. Conte até 10, relaxe.

Alcançando as costas:

Coloque o braço nas costas. Mantendo-se reta, dobre o cotovelo, levando a mão para cima e para baixo.

Eleve os braços estendidos lateralmente até a altura dos ombros. Com a palma das mãos para cima, dobre os cotovelos tentando colocar as mãos na nuca.

Eleve o braço lateralmente com a palma da mão para baixo. Tente alcançar o ombro do lado oposto, mantendo o cotovelo na altura do nariz.

Polia:

Passe uma corda ou barbante por cima de uma barra de chuveiro, varal ou sobre a porta. Sente-se e segure as pontas com as mãos, estique-as para frente, puxe alternadamente, para cima e para baixo, ajudando a abrir o braço afetado com o braço bom. Também pode ser feito com os braços esticados ao lado do corpo.

Bastão:

Segurando o bastão em frente ao corpo, eleve os braços até a altura dos ombros. Volte à posição inicial.

Segurando o bastão atrás do corpo, dobre os cotovelos lateralmente, levando-o até a altura da cintura, sem dobrar os punhos. Volte à posição inicial. Deixe o bastão sempre bem junto ao corpo.

Segurando o bastão em frente ao corpo, eleve os braços sem dobrar os cotovelos, até acima da cabeça. Dobrando os cotovelos lateralmente, tente colocar o bastão na nuca.

Amassando a bolinha:

Você pode ficar de pé ou deitada com os braços elevados acima do ombro. Este exercício pode ser feito a qualquer hora do dia.

Na posição de sua escolha, aperte uma bolinha de borracha 20 vezes (2 vezes ao dia) contraindo todos os músculos do braço. Mantendo por três segundos cada contração.

Exercícios especiais

Deite-se, entrelace os dedos das mãos, mantendo os cotovelos esticados. Eleve os braços a partir da barriga até o chão no alto da cabeça, pare nesta posição, respire fundo, conte até 5 e volte. Repita 10 vezes.

Deite-se de lado com o braço operado para cima ao longo do corpo e a mão encostada no quadril. Levante o braço até tocar o chão acima de sua cabeça. Pare com a mão nesta posição, conte até 5 e volte. Repita 10 vezes.

Atividades da vida cotidiana

Higiene:

Pentear os cabelos ajuda muito na recuperação. No começo, se este movimento, for difícil, faça-o sentada, apoiando o cotovelo em uma mesa, para aliviar o peso do braço. Com o tempo faça sem o apoio.

Vestuário:

Comece sempre vestindo uma blusa ou camiseta pelo lado operado, tendo o outro braço como ajudante. Para despir, deixe o braço do lado operado por último.

Procure carregar a bolsa do lado que não foi operado. É importante não carregar muito peso.

Atividades domésticas:

Ao lavar e pendurar roupas, comece com as peças leves como meias, lenços e calcinhas, aumentando o volume aos poucos, mas fazendo tudo sem pressa e com atenção.

Ao passar roupas, faça com o lado operado com muito cuidado para não se queimar. Se o braço cansar, pare e descanse.

Trabalho e lazer:

Os trabalhos manuais podem ser realizados desde que os braços sejam movimentados a cada 20 minutos para que relaxem.

Esporte:

Com a movimentação do ombro normalizada, pratique alguns esportes como hidroginástica, natação, ioga, danças de salão e ginástica. Todos com intensidade moderada.

Desenhos: Vera Liebing

Fonte: Oncoguia

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INSTAGRAM DESATIVA PERFIL DE ONG QUE TATUA MULHERES MASTECTOMIZADAS

No último fim de semana o Instagram excluiu a página Pink Ink Fund, de uma ONG norte-americana que oferece tatuagens a mulheres que foram submetidas à mastectomia. Após receber inúmeras críticas dos internautas, a rede social reativou o perfil na manhã desta terça-feira (17) e pediu desculpas pelo erro.

Em entrevista ao ‘BuzzFeed‘, a administradora da conta, Amy Black, disse que sempre teve cuidado com as fotos compartilhadas, buscando ressaltar que a pessoa na imagem é uma sobrevivente do câncer de mama ou que a tatuagem foi feita após a mastectomia.

Logo depois da desativação da página, Black respondeu ao Instagram que aquilo era um erro e apresentou um relatório com a justificativa. No entanto, a rede social enviou um e-mail afirmando que não iria reativar a conta por conter “conteúdo sexualmente sugestivo e nudez”.

A ONG tem como voluntários cirurgiões plásticos e artistas que oferecem tatuagens a sobreviventes do câncer de mama ou mulheres que fizeram a mastectomia preventiva.

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CAMPANHA OUTUBRO ROSA TERMINA COM BONS RESULTADOS

De janeiro a junho, as unidades do SUS fizeram 1,8 milhão de mamografias, 31% a mais que 2014

Rio – Outubro Rosa, mês de conscientização das mulheres para a necessidade da prevenção do câncer de mama, acabou com um balanço positivo, segundo a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). “De janeiro a junho, as unidades do SUS fizeram 1,8 milhão de mamografias. São 31% a mais do que no mesmo período de 2010. Além disso, o Senado aprovou o projeto que garante exames mamográficos a mulheres com elevado risco de desenvolvimento de câncer, independentemente da idade”, destacou em discurso no Congresso Nacional.

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, mas também pode afetar mais raramente os homens, que aderiram ao Outubro Rosa em apoio às mulheres. Por ano, surgem cerca de 57 mil novos casos no Brasil, sendo 15% só no Rio de Janeiro. Em média, quase 15 mil brasileiras morrem por ano da doença.

Diagnosticado precocemente, a chance de cura é de aproximadamente 90%, porém, muitas vezes, durante o tratamento, os médicos têm que retirar o seio, o que gera sofrimento nas pacientes.

Essa dor é amenizada pela reconstrução da mama, oferecida, desde 2013, gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) às vítimas da mastectomia, quando há condições clínicas para o implante. A reconstrução ajuda as mulheres a recuperarem a vaidade e a autoestima também mutiladas pela doença. “Há dez anos eu tive um câncer de mama e a mutilação me deixou em depressão, me sentia incompleta e feia. Só depois da reconstrução, voltei a me sentir bem, a me olhar com orgulho e me achar bonita de novo”, declarou a dona de casa Maria Aparecida, de 55 anos.

A cirurgiã plástica Bruna Salvarezza esclarece que não ocorre uma reconstrução, e, sim, uma imitação da mama. “Não é possível reconstruir efetivamente uma mama. O que fazemos é uma “imitação” da mama original, semelhante na aparência e no formato. As mulheres que se submetem ao procedimento levam uma vida relativamente normal, sem restrições ao uso de roupas, biquínis ou relações sexuais”, diz Bruna.

A médica explica que o processo de reconstrução pode retardar o início do tratamento complementar e é importante que a paciente esteja ciente disso antes de tomar a decisão. “Isso pode acontecer nos casos de reconstrução imediata (a mama é ressecada e reconstruída na mesma cirurgia), por se tratar de procedimento mais longo, complexo e mais suscetível a complicações pós-operatórias”, avalia.

Um estudo da Universidade de Medicina de Graz, na Áustria, aponta que há mais consciência sobre as opções de cirurgia reconstrutora após decisão da atriz Angelina Jolie de se submeter a uma mastectomia dupla e posterior reconstrução, em 2013. A medida foi preventiva, já que a atriz descobriu ser portadora da mutação do gene BRCA1, que aumenta o risco de câncer de mama.

Fonte: IG

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SE TOCA E FALA!

Que o peito feminino ainda é tabu, a gente sabe. Mamilos são polêmicos. As pessoas só falam ou mostram o peito se for de maneira sexualizada. O corpo feminino não deve ser mostrado como objeto sexual. Nós temos um corpo, um lindo corpo, que precisa de cuidados e precisamos falar de cuidados também!

A fundação Laço Rosa fez a campanha “Se toca e fala”. A campanha mostra que peito não devo ser escondido. Peito deve ser tocado, falado e cuidado. É com a prevenção que podemos mudar os números relacionados ao câncer de mama no Brasil.

Saiba mais sobre:

“No mês mundial de combate ao câncer de mama, a Fundação Laço Rosa estreia campanha pelo fim do tabu que cerca essa parte do corpo feminino. A intenção é fazer com que as mulheres encarem com maior naturalidade seus próprios seios e, claro, ajam com mais agilidade nas decisões que previnem e tratam a doença.

Theo Rocha, diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi, revela que “o mais importante é que os peitos deixem de ser um assunto exclusivo dos consultórios médicos ou que estampem as mídias apenas em poses sensuais. Queremos empoderar ainda mais as mulheres e estimular o conversa.”

Por isso, ao longo do mês, mulheres de diferentes perfis aparecerão segurando seus próprios peitos na comunicação da ONG e divulgarão a hashtag #setocaefala em referência ao ato de tocar o corpo para o autoexame e, também, de tomar consciência sobre a prevenção da doença e falar sobre ela.

A empresária Marcelle Medeiros, que comanda a ONG desde 2011, ressalta que ainda hoje as imagens de peitos e cicatrizes causam incômodo, desconforto e até censura. “É fundamental colocar os ‘peitos’ na pauta diária porque a informação é o primeiro passo para combater o câncer de mama”, diz.

Uma parceria com o site enjoei.com.br vai colocar à venda produtos da campanha como bottons, ecobags e camisetas com peitos em primeiro plano.

Camiseta R$ 45,00

Ecobag R$ 25,00

Botons R$ 10,00

Kit (Camiseta + Ecobag + Adesivo + 1 Boton) R$ 70,00

Kit de Botons (12 unidades) R$ 70,00

https://www.enjoei.com.br/setocaefala

http://www.fundacaolacorosa.com/setocaefala/”

Fonte: http://www.fnazca.com.br/index.php/2015/10/05/se-toca-e-fala/

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AZEITE DE OLIVA PREVINE CÂNCER DE MAMA

Mulheres que consomem uma grande quantidade de azeite de oliva extravirgem, como parte de uma dieta mediterrânea, têm menos chance de desenvolver câncer de mama em cinco anos. O estudo, feito na Espanha e publicado no portal de medicina JAMA Internal Medicine, mulheres com este costume às que estão em uma dieta com baixo consumo de gordura.

Pesquisas anteriores já sugeriam uma incidência menor de câncer no Mediterrâneo, mas não era claro como a dieta poderia interferir no risco de manifestação de câncer de mama. Agora, além das vantagens já conhecidas da dieta – como benefícios cardiovasculares, metabólicos e cognitivos -, ela também pode ser associada à prevenção desta doença.

O estudo analisou 4.300 mulheres que já passaram pela menopausa. Elas foram instruídas a comer refeições tradicionais mediterrâneas, que geralmente consistem em muitas frutas e vegetais, grãos integrais, peixe, azeite e vinho vermelho. A dieta tem baixo teor de açúcar, pouca comida processada, carne vermelha e derivados do leite. Parte dessas mulheres recebeu um litro a mais de azeite de oliva extravirgem por semana para elas e suas famílias. Enquanto isso, outro grupo recebeu 30 gramas de castanhas diferentes, como amêndoas, avelãs e nozes. Um grupo de controle seguiu uma dieta com baixo teor de gordura no lugar da mediterrânea.

Depois de cinco anos, as mulheres das duas dietas foram consideradas com menos chance de serem diagnosticadas com câncer de mama do que as mulheres na dieta de baixa gordura. Aquelas que suplementaram suas refeições com azeite de oliva reduziram em 68% o risco de manifestar a doença. O grupo de pesquisa calculou que a cada 5% de calorias adicionais que vinham do azeite de oliva, mulheres poderiam reduzir suas chances de ter câncer de mama em cerca de 28%.

Aquelas que comeram as castanhas mostraram uma redução de 41%, mas isso não foi estaticamente significante – o que significa que pode ter ocorrido apenas por acaso.

No entanto, há algumas advertências em relação ao estudo. O maior é que houveram apenas 35 casos de câncer de mama em todo o grupo, o que é pouco. E, apesar dos resultados significativos, pode não ser o suficiente para tirar conclusões finais.

Além disso, o estudo original não estava procurando especificamente por câncer de mama – no começo ia estudar vantagens cardiovasculares na dieta – então não houve uma triagem uniforme para câncer de mama.

Fonte: Forbes

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JOINVILLE CONTRA O CÂNCER DE MAMA

A partir de desta segunda-feira, uma série de ações vai marcar o engajamento do “A Notícia” na luta contra o câncer de mama. A programação começa com a Sessão Rosa de Cinema, no GNC do Shopping Mueller, em que será exibido o filme Evereste, com pipoca e refrigerante de graça para os selecionados. As vagas foram preenchidas com inscrições feitas no AN.com.br na semana passada.

A programação também terá palestras e workshops, sendo um dos destaques a participação de Flávia Flores em uma palestra no dia 14. Pelo quarto ano consecutivo o jornal abraça esta causa durante o mês de outubro.

Outra grande novidade da edição 2015 do Projeto Outubro Rosa do “AN” é a obra feita pelo artista plástico Juarez Machado exclusivamente para a campanha, a pedido do jornal. A arte estampará camisetas da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Joinville, que serão vendidas no período e toda a receita de comercialização das peças será revertida para a instituição. A camiseta custa R$ 40. O posto de vendas ficará no primeiro piso, em frente à Renner, nos dias 9, 16, 23 e 30 de outubro.

Na quarta-feira, dia 7, às 19h30, será realizado um workshop de fotografia para iniciantes, com Rodrigo Philipps, em parceria com o curso de Jornalismo da Associação Educacional Bom Jesus – Ielusc. A atividade será aberta ao público, no entanto, é importante que cada participante leve uma câmera fotográfica ou celular com câmera para a atividade prática.

No dia 14, também às 19h30, ocorre a primeira palestra do ciclo de ações do Outubro Rosa “AN”. Intitulada Química da vida, a apresentação de Flávia Flores, do site Quimioterapia & Beleza, conta sua história de enfrentamento do câncer de mama e relata como sua vida mudou no processo de superação e cura. Ela contará sobre as mudanças que aconteceram na sua vida quando descobriu que estava doente e como conseguiu encontrar forças para dar a volta por cima.

No dia 21, será realizado o workshop Alimentação Saudável, em parceria com Univille, no Mueller Gourmet. A oficina gastronômica será realizada em dois períodos: às 14 horas e às 19 horas. Para participar, é necessário fazer a inscrição ao valor de R$ 15 e as vagas são limitadas.

Para finalizar as ações, no dia 28, será realizada a palestra Mulheres Empreendedoras, em parceria com Consulado da Mulher que, desde 2002, trabalha pela transformação social por meio do incentivo ao empreendedorismo para mulheres de baixa renda e escolaridade. Dessa forma, o bate-papo tem com proposta fazer com que elas se sintam confiantes e capazes de empreender ou ampliar seus negócios. O evento será às 19h30, no primeiro piso, em frente à Marisa.

Programe-se:

Sessão Rosa de Cinema
Quando: hoje, às 19 horas
Onde: GNC Cinemas (vagas já preenchidas).
Quanto: Gratuito.

Workshop de Fotografia
Quando: 7 de outubro.
Onde: primeiro piso, em frente à Marisa, às 19h30.
Quanto: Gratuito.

Palestra Química da vida com Flávia Flores
Quando: 14 de outubro
Onde: primeiro piso, em frente à Marisa, às 19h30.
Quanto: Gratuito.

Workshop de Alimentação Saudável
Quando: 21 de outubro
Onde: Mueller Gourmet, às 14 e às 19 horas.
Valor: R$ 15.

Plaestra Mulheres Empreendedoras
Quando: 28 de outubro

Fonte: A Notícia

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COMO A AVENIDA PAULISTA FICOU ROSA

Ansiedade me tomava. Domingo, dia 04/10, o relógio marcava 07h e eu fora da cama preparando tudo para ir para a Paulista. O termômetro estava lá e apontava 19 graus. Garoa, daquelas bem fininhas e geladas, me deu um medo de que ninguém fosse. Mas o que é esse frio perto dessa causa tão importante né? Percebi isso assim que comecei a distribuição das camisetas rosas. Até faltou camiseta!! O público estava todo animado, e o frio acabou sendo um detalhe pequeno, muito pequeno.

Cada vez mais a praça do Ciclista se enchia e quando eu vi já estava tomada de muito rosa e muitas bikes! Todos super preparados e animados para o início – mal eles sabiam que já havia começado. Havia começado nos primeiros abraços, nos primeiros sorrisos e trocas de olhares. Havia começado quando as pessoas vestiam a camiseta. E foi lindo!

Tudo preparado? Sim! Mas antes, organização de nossa tenda – em parceria com Conviva. Nessa tenda além das camisetas e ecobags, tinha broches Quimioterapia e Beleza e muita água para que todo mundo se hidratasse. E então foi só buscar minha bicicleta, chamar algumas pessoas e quando eu vi já vinha todo mundo atrás! Todinhas aquelas pessoas de rosa, pedalando por uma causa. Todos aqueles movimentos sincronizados, todos aqueles corações batendo pela luta contra o câncer de mama. Me arrepia só de lembrar!

Algumas voltas pela ciclofaixa Paulista, voltar para a tenda e ver todo mundo exibindo sorrisos! Eram mulheres, homens, crianças e até tinham os cachorros (no plural, eu mesma vi uns três!). Não tenho palavras para agradecer toda a equipe envolvida, todos os patrocinadores, todos que apoiaram e todos que participaram!

Ano que vem tem mais!! E ano que vem vai ser maior!

Veja o álbum completo em nosso Flickr

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PESQUISA MOSTRA CONEXÃO ENTRE MENOPAUSA E CÂNCER DE MAMA

Londres – Um grupo de pesquisadores das Universidades de Cambridge e Exeter estabeleceu uma conexão entre a idade com que uma mulher entra na menopausa e o câncer de mama, mostrou um estudo divulgado pela revista “Nature Genetics”.

A pesquisa indicou que as mulheres que têm menopausa antes dos 40 anos são menos propensas a desenvolver este tipo de câncer; no entanto, têm mais probabilidades de sofrer de outras doenças, como a osteoporose e o diabetes tipo dois.

Além disso, os pesquisadores descobriram que, por cada ano que a menopausa demora a aparecer, o risco de câncer de mama sobre 6%.

A co-autora do estudo Deborah Thompson, do departamento de Saúde Pública e Atenção Primária da Universidade de Cambridge, indicou que isto é porque quem teve menopausa mais cedo “estiveram menos expostas ao estrogênio durante sua vida”.

Além disso, a investigação concluiu que a idade natural da menopausa, que marca o final da vida reprodutiva da mulher, é geneticamente determinada.

Os autores realizaram um estudo de associação do genoma completo de 70 mil mulheres de ascendência europeia e identificaram no total 56 variantes genéticas associadas com a idade natural desta etapa reprodutiva.

Por sua vez, Anna Murray, geneticista da Universidade de Exeter, explicou que a pesquisa ajudou a compreender como acontece o envelhecimento reprodutivo feminino e que isto poderia dirigir “ao desenvolvimento de novos tratamentos para evitar a menopausa precoce”.

“Muitas mulheres hoje em dia optam por ter filhos em uma idade mais avançada, mas podem ter dificuldades para conceber de forma natural porque a fertilidade começa a diminuir, pelo menos, dez anos antes da menopausa”, acrescentou.

A descoberta sugere que as células reprodutivas dos ovários que reparam o DNA de maneira mais eficiente sobrevivem mais tempo, e isto se traduz em um atraso da menopausa.

Fonte: EXAME