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POR MAIS TEMPO

As estatísticas indicam que no tempo que você vai levar para chegar ao fim deste texto cinco mulheres terão recebido um diagnóstico de câncer de mama no mundo. E uma delas vai descobrir esse câncer já́ com metástase, quando o tumor atinge outros órgãos do corpo.

O câncer de mama é bem conhecido pela sociedade, mas poucos sabem sobre os estágios mais avançados da doença. A Campanha Por Mais Tempo, lançada em junho, chegou para mudar esse cenário, ao propor um novo olhar sobre câncer de mama metastático e trazer à tona a realidade das pacientes diagnosticadas com a doença.

A proposta da campanha é discutir a necessidade do acesso igualitário aos tratamentos adequados para mulheres atendidas pelo sistema público de saúde – Com os avanços da medicina, já existem terapias personalizadas e específicas para o câncer de mama metastático que proporcionam mais tempo e qualidade de vida. Só que as pacientes do sistema público não têm acesso a esses cuidados! A luta é para mudar essa realidade e permitir que elas possam ter a chance de viver mais e melhor.

Hoje, mais da metade dos casos da rede pública são diagnosticados já em fases avançadas, o que dificulta o tratamento e impacta diretamente no prognóstico da paciente.

Gostaria de contar com todas as Cats e seus amigos para ajudar mulheres diagnosticadas com câncer de mama metastático a ter a chance de viver mais, participando da campanha, compartilhando, divulgando e assinando a petição pela oferta de novos medicamentos para câncer de mama metastático no sistema público de saúde. Acesse Por Mais Tempo.

Com um minuto do seu tempo, você poderá ajudar a dar mais tempo de vida às mulheres com câncer de mama metastático, assinando a petição da campanha #PorMaisTempo. Faça parte desse movimento!

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IMUNOTERAPIA PODE ABRIR CAMINHO PARA A VACINA CONTRA O CÂNCER

Quando Alexander Fleming descobriu a penicilina, em um laboratório de um hospital em Londres, a humanidade entrou em uma nova era, entre os anos 30 e 40, com o surgimento do antibiótico. Antes, no século 19, os avanços de Louis Pasteur na microbiologia culminaram com conquistas como a vacina anti-rábica. Tudo acontecia em ambientes acanhados, no fundo de clínicas, em meio a pipetas, buretas, cientistas bigodudos, suando em seus ternos e forçando a vista em seus pincenês.

Atualmente, de maneira mais requintada, em plena época molecular, cheia de alarde, em avançados centros de pesquisa e com apoio financeiro de peso, o mundo talvez esteja assistindo à consolidação de um novo caminho para a cura do câncer: a imunoterapia. Segundo médicos brasileiros que estiveram na Asco (American Society of Clinical Oncology), em Chicago, a conferência, encerrada na última terça-feira (2) mostrou que tal tratamento já é um dos pilares no combate a essa doença dramática, mas já menos misteriosa.

São os casos dos oncologistas Marcelo Cruz, do Centro Avançado de Oncologia na Beneficiência Portuguesa (SP), e Fábio André Franke, coordenador do Centro de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS). Entusiasmados, eles cogitaram até que, a partir dos novos conceitos da imunoterapia, se possa chegar a uma vacina contra o câncer. Cruz afirmou:

— Caso se consiga encontrar uma terapia que atue no sistema imunológico e ele tenha uma ação rápida contra alguma célula que pode aparecer (e provocar o câncer), ele irá agir desta maneira. E até para prevenção com pacientes de alto risco portadores de mutações hereditárias, para que eles utilizem algum procedimento como vacina para proteção contra o câncer. Não dá para saber quando isso será possível, mas está evoluindo muito rápido (a pesquisa neste sentido).

Mudança no padrão de tratamento

Seria uma vacina inovadora, específica, possivelmente em função da reação individual de cada paciente. O HPV (de colo de útero) já é um tipo de câncer prevenido com vacina. Mas o leque pode ganhar uma dimensão muito mais ampla. Por enquanto, a imunoterapia tem uma ação mais conhecida em casos graves como câncer de pulmão, que mata cerca de 1,3 milhão de pessoas ao ano (segundo o Inca) e melanoma já avançados. Trata-se de um processo no qual há a liberação do sistema imunológico para que ele combata as células cancerígenas, conhecidas por bloquear a capacidade de defesa do organismo.

É a mudança de paradigma no combate a esse inimigo que até então debochava da angústia de pacientes e médicos cada vez que doses cavalares de quimioterapia se acumulavam, combalindo sistemas imunológicos. Isso para, no fim, lamentar, muitas vezes, pela multiplicação das células cancerígenas. Cruz acredita que a nova alternativa agride menos o corpo do paciente.

— Quimioterapia gera toxicidade e, com a imunoterapia, são utilizadas drogas menos tóxicas que possibilitam com isso o uso prolongado para que se possa garantir ainda mais sobrevida ao paciente.

Na imunoterapia, o próprio organismo se torna aliado do paciente, permitindo que o sistema imunológico ataque determinadas proteínas produzidas pelo câncer. Um novo medicamento, o Nivolumabe, foi testado em 582 pacientes com câncer de pulmão escamoso, aumentando a sobrevida, em alguns casos, de 9,4 meses para 19,4 meses, segundo o laboratório Bristol-Myers Squibb.

O medicamento, no estágio 3 de pesquisa, já está sendo comercializado nos Estados Unidos, segundo Franke. No Brasil, já é comercializado o Ipilimumabe, que combate outro tipo de proteína, a CTLA-4 (o Nivolumabe combate a PD-L1). Estuda-se também a combinação dos dois medicamentos, ambos aplicados de maneira intravenosa.

Caminho a ser seguido

Há, ainda, muitas questões a serem desvendadas, neste complexo mundo do sistema imunológico, feito, entre outros, de macrófagos, linfócitos e muitas dúvidas. Uma delas, segundo a ONG Cancer Research, em artigo da BBC, é o desconhecimento, em longo prazo, das mudanças no sistema imunológico provocadas pelos medicamentos.

Outra indagação busca desvendar mecanismos de resistência do organismo, que ainda limitam a duração da sobrevida, apesar do avanço já verificado. Franke ressalta.

— Temos de usar com cautela os dados para definir tratamento. Os dados nos mostram um caminho a ser seguido. O tratamento, no caso da utilização dos medicamentos voltados ao câncer de pulmão e melanoma, pode ter efeitos colaterais, auto-imunes, como tireoidite, colite, inflamação intestinal e inflamação pulmonar, controláveis na maioria dos casos, segundo Franke. Cruz ressalta, porém, que a imunoterapia já é uma realidade, mesmo com a necessidade de ainda ser mais estudada.

— A Asco 2015 entrou para a história do tratamento do câncer. Partiu de um ponto que não tem volta. Cada sessão do Congresso foi uma verdadeira plenária relativa à imunoterapia, em várias áreas. Todos os prêmios foram dados a pesquisas sobre o tema. A imunoterapia já é um quarto pilar no tratamento do câncer, sendo uma alternativa para a quimioterapia, a radioterapia e a terapia alvo.

Na Asco, foram apresentadas alternativas de utilização de imunoterapia em outros casos, como câncer de intestino e de rim. A imunoterapia também pode ser utilizada em alguns casos de neoplasias hematológicas, câncer que, diferentemente de tumores sólidos, não está restrito a um ponto e envolve componentes como sangue, medula óssea, baço, gânglios linfáticos e fígado. Um exemplo é o linfoma.

Nesse universo de alta complexidade que é o corpo humano, muita coisa ainda precisa ser decifrada. Isso instigava Fleming na busca da penicilina e Pasteur antes de cada descoberta. Também se veem em um mar de dúvidas os atuais pesquisadores do tratamento do câncer, mesmo com todos os recursos atuais. A palavra que prevaleceu para todos eles é “talvez”. Assim como prevalece agora para a imunoterapia, que talvez seja o caminho da cura. A palavra talvez às vezes intimida. Mas, bem aceita, é aquela que abre portas para as descobertas da Ciência e para a própria evolução da humanidade. Com toda a certeza.

Fonte: R7

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CAT CELEBRITY: REYNALDO GIANECCHINI

Quem não conhece o galã Reynaldo Gianecchini?

Ele começou como ator em peças de teatro, e sua primeira participação em novela foi em “Laços de Família” (fez o papel do médico Eduardo, que se envolve em um triângulo amoroso com mãe e filha: a Helena e Camila – Aliás, quem não se lembra da cena em que Camila raspa os cabelos?). Desde então vem aparecendo em várias novelas (Esperança, Mulheres Apaixonadas, Da Cor do Pecado, Guerra dos Sexos, Em Família, etc). Também fez papel em peças de teatro e alguns filmes. Iniciou como modelo mas gosta mesmo é de atuar.

Nasceu em 12 de novembro em Birigui, interior de São Paulo. Foi casado com Marília Gabriela, fato que repercutiu muito por ela ser 24 anos mais velha que ele. Depois do fim dessa relação, não assumiu estar com mais ninguém. Ele sempre foi muito reservado, nunca foi de aparecer em muitos escândalos, mas já apareceu em notícias que dizem que teve um caso com Carolina Ferraz em uma época em que ela namorava, ai ai ai!

Em 2011 foi para o hospital com uma faringite, mas acabou descobrindo uma grande bomba: linfoma não-hodgkin. Foi diagnosticado aos 38 anos, e claro, não esperava ter que encarar a morte tão cedo! Ele disse em uma entrevista: “É como se um buraco se abrisse em sua vida, como se tudo começasse a passar em câmera lenta.”

E então foi pra luta! Começou as quimioterapias em 22 de agosto de 2011 e raspou os cabelos antes mesmo que começassem a cair. Deu aquela sumidinha, não pôde trabalhar, então tornou-se caseiro. Em outubro sofreu um baque: perdeu o pai que também lutava contra o câncer.

Ele lidou com tudo isso e não se enquadrou na tristeza. Ele diz: “O importante para mim era saber que valores eu precisava rever, qual o sentido de tudo isso. A primeira questão foi, sim, a morte. Caramba, pensei, a gente age como se não tivesse de lidar com isso. Estou lidando muito cedo, muito jovem, é claro que não quero morrer agora. Mas ela está aqui na minha frente. Comecei a fazer terapia para fuçar em mim tudo o que havia para fuçar, porque era o momento. A gente vive o dia a dia como se a morte não fosse uma certeza. A gente devia viver sempre com a certeza de que amanhã a gente pode morrer. Tanta coisa fica tão pequena, tão sem valor diante da possibilidade da morte. Decidi viver o presente, que é maravilhoso, sem passado e futuro. Comecei a viver de forma tão intensa que até nos momentos de introspecção eu ia muito fundo”.

Quando seus cabelos voltaram, voltaram enroladinhos! Ele conta que antes de tudo, sua sala era só de móveis pretos e brancos, frieza em toda casa. Mas agora tem objeto em todo canto: DVDs como Um Conto Chinês e O Artista nas prateleiras, CDs de músicas de carnaval, girassol artificial para decorar, placa de carro de Montevidéu como lembrança, livros de fotos de Steve McCurry, e até uma instalação colorida da artista plástica e grafiteira Nina Pandolfo que energiza a entrada da cozinha. Formou seu lar, então agora sua casa expressa todo seu desejo de aventura, representa um pouco quem ele é.

Foram seis meses de quimioterapia e um autotransplante de medula óssea (realizado em 2012). Desde então seus exames não mostram mais sinais da doença. Ufa! Mas ainda é aquele cuidado por estar com a imunidade meio abalada. Soube dar a volta por cima, não deixou a beleza de lado e foi eleito o homem mais sexy do ano de 2012 pela revista Quem.

E ele também sabe como inspirar a gente:”É louco eu falar isso, mas nem sei se tive momentos de tristeza. Eu pensava: tenho de ter uma participação ativa na minha cura. Não quero ficar aqui sentado na minha cama de hospital recebendo os remédios. Para falar a verdade, só chorei de emoção ao constatar o amor que vinha para mim. Uma carta ou uma pessoa que me parava no hospital com um sorriso enorme, força, estou junto com você. Falo e me arrepio. Eu embarquei muito nisso. De trazer o amor para mim. Voltar para o sentido real da vida. E o sentido era este: troca. Um aprendizado. Só pode ser esse o sentido. Trocar um olhar de amor. É isso que move a gente para um outro patamar. É isso que faz a gente até se curar.”

Tem seus 42 anos e muitos planos pela frente. Mostrou que um baque desse é um bom motivo para se achar, para se descobrir. Mas que nada disso precisa necessariamente estar ligado a tristeza né?

Fonte: Entrevista Época

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O CÂNCER SUTRA

Vocês conhecem o Cancer Sutra (The Cancer Sutra)? A Associação Americana de Luta Contra o Câncer lançou esse site que funciona como um Kama Sutra para detectar o câncer. A ideia na verdade é que entre as posições sexuais, o parceiro possa também estar esperto em relação a sinais precoces de câncer. E aí quem sabe assim as pessoa levem mais a sério o auto exame, né? Ao menos assim é bem mais divertido, e não tão assustador! Afinal, nada mais certo do que sentir e conhecer o corpo durante o sexo.

O câncer de pele, mama ou próstata adoram deixar seus sinais. O site explica com ilustrações como cada posição pode detectar os primeiros sintomas de possíveis tumores (caroços, manchas, eczemas, pintas etc) Claro que para realmente diagnosticar, é preciso de um médico. Mas com isso já é possível ter maiores cuidados, até porque quanto mais cedo detectar a doença, maiores são as chances de cura.

Ah, e o site acertou na questão de não cair apenas no “tradicional”, pois além de abordar posições de casais heterossexuais, também mostra imagens para casais lésbicos e gays. Até porque o câncer não escolhe pela opção sexual né, então todos devem se cuidar!

Confira aqui as posições!

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CAT CELEBRITY: BETTY LAGO

O nome dela é Elizabeth Lago Netto, nascida em 24 de junho de 1955. É uma atriz poderosíssima, apresentadora de programa, modelo e também vlogger.

Foi “descoberta” no começo da decada de 1970 e traçou sua carreira como modelo. Foi tentar a sorte no exterior, e passou 15 anos nas passarelas europeias.

No Brasil ela volta como atriz, faz participação em filmes e novelas. Até dirigiu o programa GNT Fashion, o qual também apresentou, assim como Saia Justa.

Betty vem lutando contra um câncer na vesícula. Aos 59 anos, ela mostra que é uma cat guerreira e afirma para mídia afora “Parece que eu sou uma pobre coitada. E eu não sou! (…) Sou uma mulher forte e sei enfrentar os problemas que vêm para mim com coragem” (!!!!).

Uau né? Ela ainda diz que não larga a fé e que mudou sua perspectiva de vida depois de tudo, porque se desapegou de objetos que são vistos como valiosos. Para ela, tudo que importa agora é poder pegar um voo e ficar perto do seu amado.

Sabe uma dessas pessoas que tem olhar de sede pela vida? Ela é assim. São dois anos nessa luta, já perdeu os cabelos, assumiu a careca. Arrasa nos looks, super entende de moda!!

A revista Contigo fez uma matéria incrível com ela, quem tiver a oportunidade, confira!

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ELGE WERNECK: O CÂNCER MUITO ALÉM DO PRÓPRIO PACIENTE

O processo do adoecimento traz consigo inúmeras ansiedades e medos, mesmo quando a doença é uma patologia benigna, sem maiores complicações, os sentimentos habitualmente precedem o diagnóstico, sendo deixados de lado a medida que tomamos consciência da real gravidade (ou não) do quadro em questão.
Entretanto, quando a doença que acomete o paciente é o câncer, a tendência é que esses sentimentos negativos sejam amplificados com seu diagnóstico e sofram uma série de transformações com o decorrer do tratamento.
Elisabeth Kubler-Ross, falecida pesquisadora suíça, que trabalhou durante décadas com o processo adaptativo no luto (entre os quais, inclui-se o adoecer), afirmava que, definido como um mecanismo de preenchimento de uma perda e fundamental a nova realidade daquele indivíduo, o luto decorre de uma gama de ocasiões, dentre as quais já citamos a doença, mas também de problemas financeiros, mudanças de rotinas de vida, rupturas amorosas entre outras. Todos os acontecimentos que culminam na redução ou suspensão de alguma forma de contato que se encontrava em uma “zona de conforto”, remete o ser humano ao sentimento da dor, justamente por encontrar na ausência um risco para aquilo que o deixava feliz e realizado. Uma vez que se considera a saúde o que há de mais nobre, provavelmente decorra desta perda a maior expressão do luto. A autora, após observar e estudar a relação do fato com as consequências aplicadas ao indivíduo, classificou o luto em 5 fases:
1) A negação: surge a primeira fase do luto, é no momento em que nos parece impossível a perda, em que não somos capazes de acreditar. A dor da perda seria tão grande que não poderia ser real;
2) A raiva: surge depois da negação, mas mesmo assim, apesar da perda já consumada, negamo-nos a acreditar. Pensamentos de por que comigo? surgem nesta fase, como também sentimentos de inveja; qualquer palavra de conforto parece-nos falsa, sendo difícil acreditar em sua veracidade;
3) A negociação: surge quando o indivíduo começa a enxergar a hipótese da perda e, perante isso, tenta negociar, a maioria das vezes com Deus, para que não seja verdade. Tais negociações são sempre sob forma de promessas ou sacrifícios;
4) A depressão: surge quando o indivíduo se dá conta de que a perda é inevitável e incontornável. Não há como escapar a ela, assim, sente-se o espaço vazio deixado pela pessoa (ou coisa) perdida e se toma consciência de que nunca mais irá ver aquela pessoa (ou coisa), e, com o desaparecimento dela, vão juntos todos os sonhos, projetos e lembranças associados;
5) A aceitação,última fase do luto. Ela ocorre quando a pessoa aceita a perda com paz e serenidade, sem desespero nem negação, o espaço vazio deixado pela perda é preenchido. Esta fase depende muito da capacidade da pessoa mudar a perspectiva e preencher o vazio.  O diagnóstico do câncer, desde o início dos sintomas ou a partir de achados silenciosos de exames de rotina, é associado a uma forma de medo muito grande, que, não raramente, manifesta-se como pânico, e talvez, constitua uma das formas mais claras de exemplificar o luto e as fases a ele atribuídas.   Há aqueles pacientes que optam pelo silêncio inquebrável, como também, encontramos outros que preferem se abrir com todos que os rodeiam. A fase do tratamento não é mais simples ou menos pesada que o choque do diagnóstico. Apesar do desespero inicial habitualmente não ser mais tão intenso, a morbidade atribuída aos mecanismos terapêuticos como cirurgias extensas, quimioterapia e radioterapia faz com que os pacientes padeçam de uma ansiedade muito grande. É uma fase em que a dor física se associa ao sofrimento emocional e tornam acentuados aqueles sentimentos que tenderiam a ser mais leves.O desfecho do tratamento é a última fase desse processo que se iniciou no diagnóstico e se divide em duas frentes completamente distintas: a cura ou a terminalidade da vida.

É óbvia a expectativa gerada por essa polaridade.

Mas o que faz com que o paciente A que enfrenta de forma diferente, mais leve e menos sofrida essa situação do que o paciente B?  O que leva o paciente a não ter raiva e o outro a manifestá-la continuamente durante seu tratamento? Essa talvez seja a grande dúvida e a resposta mais buscada por todos aqueles vinculados ao processo de cuidar.
O conhecimento desse questionamento conseguiria uniformizar tratamentos, tanto físicos como emocionais, buscando oferecer a todos os pacientes uma excelência de serenidade para o enfrentamento dessa fase de vida. Embora ainda não reconheçamos essas respostas, alguns fatos são claros e influenciam nesse curso. A individualidade marcada aqui pela expressão genética e pela interferência do meio em que o cidadão vive, configura peculiaridades que por si só são capazes de explicar quão diferentes são as reações perante o câncer. Visto que a expressão genética é imutável (são as características que temos trazidas pelos nossos genes: cor do cabelo, altura, inteligência etc.), o meio ambiente e social no qual o paciente está inserido é a chave para fortalecê-lo e torná-lo mais preparado para essa luta, e nada constitui de forma mais importante esse meio do que a família.  A relação existente entre o paciente e sua família, definida aqui como aqueles entes com parentesco consanguíneo, é de suma importância em todo esse processo. Olhando pelo lado médico, a presença da família transmite segurança à medida que todas as responsabilidades pelo tratamento e desfecho do caso serão divididas. Oferece um meio de comunicação transparente para aqueles momentos críticos e informações as quais poderão interferir no humor do doente. Já pela ótica do paciente, é a família, na grande maioria das vezes, a responsável pelo primeiro desabafo ao surgimento dos sintomas ou achado de exame; é ela o acompanhante da primeira consulta, da segunda opinião, da definição de onde e com quem será feito o tratamento, de qual opção terapêutica será a escolhida; é com ela que o paciente estará na antessala cirúrgica ou no apartamento para receber a quimioterapia; é dela a opinião sobre qual lenço ou peruca lhe caiu melhor; é nela que está depositada a confiança pela solução de problemas em momentos nos quais estiver impossibilitado e é com ela que se espera receber palavras de cura ou estar nos momentos mais críticos do tratamento.
Esses momentos acima citados, abrangem todas as fases do luto, desde a negação, passando pela raiva, negociação e depressão, até atingir a aceitação, nada mais são que sensações vividas durante o processo de doença. Muitas das vezes eles se misturam, sobrepõe-se, duram mais ou menos, mas uma característica lhes é comum em praticamente todos os pacientes: aqueles que mantém uma relação sólida e harmoniosa com sua família aceitam e enfrentam de maneira muito mais clara esse período. Não que eles sofram menos ou que tenham menos efeitos colaterais, mas geralmente são tomados por um objetivo de superação muito grande, focados na manutenção daquele elo e nas responsabilidades familiares, como a formatura de um filho, um casamento de outra filha, o nascimento do neto e assim por diante. O vínculo familiar oferece substrato energético emocional para a manutenção da luta e advém desse laço o estímulo para as várias crises de desânimo que invariavelmente ocorrerão. Além disso, há várias publicações na literatura que confirmam que seres humanos envolvidos com suas famílias são mais felizes e padecem menos de depressão. Esta, que a cada dia acomete mais e mais pessoas em fases mais precoces da vida, parece estar relacionada com redução de imunidade e níveis mais baixos de células de defesa orgânica. Talvez decorra dessa associação o fato de que aqueles pacientes envolvidos nesse elo familiar tenham melhor aceitação e tolerância ao tratamento.  Assim, vista a amplitude desse cenário, o qual se estende da ansiedade pré-diagnóstica à aceitação da doença e reconhecendo o doente como um ser humano repleto de sentimentos e afazeres, é que concluímos o quanto a família é a principal alavanca de apoio. O reconhecimento da frustração, a consciência da dificuldade de tolerância ao tratamento até a lucidez pela recuperação, situações do dia a dia de um paciente oncológico, confirmam que esses entes mais próximos são de extrema importância nessa trajetória.
Cuide de quem você ama. Ame quem lhe cuida. A estrada será mais leve, tenha certeza.

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VOLUNTÁRIAS EM NOME DA BELEZA

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Um programa pioneiro no Brasil está levando para as mulheres com câncer, mais beleza e autoestima.

O programa “De Bem com Você – A Beleza contra o câncer”, em associação ao Look Good Feel Better, e coordenado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), leva até as mulheres que estão passando por tratamentos oncológicos (quimioterapia e radioterapia) oficinas de automaquiagem, onde o ensino da recuperação da beleza e aumento da autoestima através de técnicas de maquiagens, colocação de cílios, entre outros, é o objetivo principal.

Além de um grupo de profissionais voluntários, o projeto conta com o patrocínio de grandes marcas da indústria de cosméticos e beleza que contribuem com o material utilizado nas ações e nos brindes que as participantes levam para casa para dar continuidade ao trabalho. A madrinha do projeto no Brasil é a Flávia Flores, que sempre que pode acompanha de perto as oficinas e se diverte junto com a mulherada.

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BIGODES PARA A CONSCIENTIZAÇÃO DO CÂNCER MASCULINO

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Se em outubro o mês foi cor de rosa, em novembro será azul!
Novembro é o mês escolhido para a conscientização e prevenção do câncer masculino, sobretudo o de próstata, testículos e também a depressão.

Para chamar atenção à causa, um movimento mundial criado na Austrália em 1999 convida homens de todo o mundo de uma forma bem divertida, ressuscitar a moda do bigode.

Movember Foundation, responsável pela campanha, é a principal organização mundial empenhada em mudar a cara da saúde dos homens. A comunidade Movember já angariou até o momento, mais de U$ 559 milhões dólares e atualmente financia mais de 800 programas/ano em 21 países.

Movember (anteriormente conhecido como Novembro), desafia os homens a deixarem o bigode crescer durante o mês para iniciar a conversação e levantar fundos vitais para os programas de saúde masculina. Até o momento, 4 milhões de bigodes foram cultivados em todo o mundo, mas a Fundação afirma que não vai parar de incentivar os homens a deixa-los crescer enquanto existirem sérios problemas de saúde.

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REDE CONECCTE: NOVA PLATAFORMA SOBRE CÂNCER

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Aconteceu na tarde de ontem (21) na sede do Hospital Santa Paula, em São Paulo, o lançamento da Rede Coneccte, uma plataforma inovadora que tem como principal objetivo a comunicação entre pacientes, ex-pacientes e familiares de pacientes com câncer.

Pacientes, ex-pacientes e profissionais de medicina e tecnologia fizeram um bate papo leve e divertido sobre superação, enfrentamento e importância da comunicação através das redes sociais.

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Estiveram presentes no evento a escritora e palestrante Flávia Flores, do Quimioterapia e Beleza, Renata Vitoratto, do Câncer com Leveza e a “cara” que estampa a campanha de lançamento é da blogueira Patricia Mattos (leblog.com.br), os jornalistas Joyce Pascowitch e Marcelo Tas, o ator Herson Capri, corpo clínico e diretoria do Hospital Santa Paula e Fabrício Proti, diretor de negócios do Facebook no Brasil.]

Além da mesa redonda o evento contou com uma exposição fotográfica com pacientes e ex-pacientes.

Acesse www.coneccte.com.br

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FOTÓGRAFO FAZ FOTOS LUMINOSAS PARA ALERTAR SOBRE CÂNCER DE MAMA

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O fotógrafo e publicitário Hid Saib é especialista em usar maquiagem facial fluorescente para produzir imagens incríveis e para o Outubro Rosa 2104 se inspirou em seu projeto “Neon” e produziu lindas fotos e cheias de luz  para chamar atenção para a causa.

A ideia do trabalho, segundo o fotógrafo capixaba, é fazer as mulheres se sentirem mais livres, desinibidas com seus seios, se sentirem à vontade e posar frente a câmera com as cores rosa. Como se o brilho fosse uma proteção e uma ajuda para a superação ao problema.