Ele decidiu aproveitar um momento delicado da vida para ajudar outras pessoas na mesma situação. Lucas Garcia, de Florianópolis, descobriu que tinha câncer de testículo em março do ano passado. Poucos dias após o diagnóstico, ele mal conseguia andar — o tumor havia crescido muito e rápido. Começaram então os tratamentos: a cirurgia, a quimioterapia no Cepon, na Capital, os efeitos colaterais no sistema digestivo, além de cabelo caindo, sobrancelhas e cílios também. Mas ele deu “um olé” em tudo isso!
— Meu principal remédio foi o otimismo e o pensamento positivo — eles têm uma ação muito importante na cura, assim como a fé. Foi isso que ajudou na minha cura e é essa certeza que pretendo levar para todo o Brasil agora, conta o rapaz.
Força em grupo
Depois da experiência com a doença, Lucas teve a ideia de criar uma rede, que funciona por aplicativo de celular e Website, para conectar pacientes, ex-pacientes, familiares e demais interessados no assunto, criando uma rede de apoio mútuo. Esse projeto ganha vida hoje, dia 23, com o lançamento do portal do aplicativo Rede Vitalis, um importante aliado para quem faz tratamento de câncer, especialmente jovens e adolescentes. Tudo será na sede do Centro de Pesquisas Oncológicas, o Cepon, na Capital, às 13h30min.
Por enquanto, o portal vai oferecer três serviços: informações sobre os direitos dos pacientes com câncer, depoimentos e vídeos de histórias de superação da doença e o apoio à causa —instituições também poderão se inscrever e cadastrar suas demandas para que os usuários possam fazer doações.
—Embora o aplicativo, que será oferecido gratuitamente nas plataformas Androind e iOS, ainda esteja sendo desenvolvido, o lançamento desta quarta-feira celebra o pleno funcionamento do site, onde já é possível realizar o cadastro de usuários e de instituições, além de utilizar a comunidade de apoio —, explica Lucas, que recebe todo nosso apoio!
Em 2014, as fotógrafas Lora Scantling e Christy Goodger foram responsáveis por uma imagem que se tornou um viral nas redes sociais. Na foto, três meninas aparecem abraçadas de olhos fechados com a seguinte frase sobreposta: “Às vezes a força vem em saber que você não está sozinha.”
A mensagem é um incentivo às meninas que lutavam contra o câncer. A foto, publicada na página das fotógrafas, foi curtida mais de cinco mil vezes e compartilhada por quase três mil pessoas. Dois anos depois, elas recriaram o ensaio para comemorar a vitória na batalha contra a doença: todas estão em remissão ou curadas. As informações são do jornal Today.
Rheann Franklin, hoje com 8 anos, está completamente curada do tumor que teve na região da cabeça. A perda do cabelo e os olhinhos fechados foram as únicas sequelas da doença. Ainsley, na direita da foto, com 6 anos, está vencendo a batalha contra o câncer, que está em remissão. E, segundo a fotógrafa, Rylie Hughey, de 5 anos, está cada vez mais forte e é monitorada a cada três meses.
— O vínculo que elas têm é incrível e é realmente puro. Elas entendem que a foto foi vista em todo o mundo e que fizeram uma enorme diferença para a consciência do câncer — disse Lora ao Today.
Você vai vibrar e se emocionar com a disputa de 23 modalidades Paralímpicas. Em 11 dias de competição, 528 provas valerão medalhas: 225 femininas, 265 masculinas e 38 mistas.
Roseana dos Santos é uma das atletas e é uma Cat também! É recordista mundial, medalhista paralímpica e medalhista parapanamericana. E tem uma história e tanto, de muita garra, força, beleza e superação!
Aos 18 anos trabalhava como empregada doméstica e morava em Recife. Um caminhão passou por cima de sua perna,o motorista estava bêbado e a amputação foi inevitável. Ela contou em entrevista para BBC Brasil: “Eu perguntava pra Deus, por quê? A gente já sofre preconceito por ser negro, pobre, mulher, agora deficiente… é muita coisa. Por que tanta coisa em cima de uma pessoa só? Era muito peso pra carregar.”
Ela se escondeu em sua casa. Não queria ouvir as pessoas fazerem perguntas sobre o que aconteceu. “Eu nem sabia que existia esporte para deficiente. Se eu soubesse, eu poderia até ter procurado antes. Mas eu não saía de casa, passei anos lá porque não queria ouvir as pessoas fazerem perguntas sobre o que aconteceu. Algumas pediam ver como era a amputação e eu não queria passar por isso.”
Quase seis anos após o acidente, estava andando na rua com seu irmão e recebeu o convide de um desconhecido. Rosinha conta: “Eu fui atravessar a rua com o meu irmão e um rapaz, que passava de carro, disse: ‘Ei, quer ser atleta e recordista do mundo?’.” Ela ignorou achando que fosse alguém zombando de sua deficiência, mas seu irmão não, que insistiu para que ela fosse à associação de deficientes fazer o teste. Ela foi e se sentiu bem onde estava. “Nunca tinha visto tanto deficiente junto. Eu olhava cada um deles e me perguntava: como eles podem ter uma deficiência dessas e sorrir tanto? Foi aí que caiu minha ficha, percebi que eu não tinha nada, era só uma perna amputada”, relembra.
De acordo com a reportagem do IG:
Descobrindo o esporte ao acaso, com um convite de um desconhecido na rua, Rosinha treinou apesar da falta de recursos básicos, como comida, até conquistar dois ouros na Paralimpíada de Sidney em 2000 – no arremesso de peso e no lançamento de discos – e conseguir dar uma casa para sua mãe, um de seus principais objetivos.
Em 2014, depois de medalhas e recordes mundiais conquistados, a descoberta de um câncer a fez querer abandonar o esporte e quase impediu sua participação no Parapan 2015, em Toronto.
Convocada e recuperada, um ano depois, ela conquistou o bronze na competição, que diz ter sido sua “medalha mais difícil”.
Ciente de que o esporte mudou sua vida, Rosinha se diz ‘realizada’ na carreira, mas também desabafa: “O preconceito é muito. Hoje eu não vejo tanto em cima de mim, porque sou atleta e medalhista. Mas às vezes eu fico triste, porque eu queria ser respeitada como ser humano, antes de qualquer vitória e de qualquer medalha.”
Graziella Batista Roseane usou o esporte para vencer o preconceito e se tornou campeã do mundo.
DIVULGAÇÃO/CPB Rosinha Santos em ação pelo Brasil no Parapan: ela foi bronze no arremesso de peso.
‘Filha, você tá onde?’ Ela fez o teste para arremesso de peso e lançamento de disco, duas modalidades do atletismo paralímpico, enquanto ouvia do treinador, Francisco Matias, que “seria recordista do mundo” – mas não se animou muito.
“Eu achava aquilo bobo. Ficar jogando aquela bola pesada”, lembra, rindo. O namorado, na época, também não a incentivava. “Ele dizia que eu nunca seria uma atleta, era besta demais. Hoje, acho que acabou me desafiando a treinar mais.”
Por causa da insistência do irmão, Rosinha seguiu com os treinamentos e conquistou suas primeiras medalhas, três ouros no Aberto de Recife. Mesmo assim, a deficiência em sua alimentação a impedia de treinar em período integral.
“Eu teria que treinar de manhã e à tarde, mas eu tinha que escolher um, porque não tinha alimentação para os dois períodos. Eu ia treinar com fome?”
Quando os técnico descobriu o motivo das faltas de Rosinha a alguns treinos, passou a levá-la para almoçar na casa dele – assim, ela poderia se dedicar plenamente ao esporte. E o resultado veio logo: três ouros no Parapan-Americano de 1999.
No ano seguinte, na Paralimpíada de Sydney, Rosinha teria a primeira grande conquista de sua carreira, ao ganhar o ouro no arremesso de peso e no lançamento de disco e bater o recorde mundial nas duas provas.
Quando voltou ao Brasil, recebeu de um empresário um apartamento em Recife para dar à sua mãe. Na infância, elas moravam com a avó, primos e irmãos – um total de 14 pessoas – em uma casa de um só cômodo.
“Chorei muito na hora de entregar a chave pra ela. Minha mãe sempre dizia: um dia a gente vai estar em uma casa, eu vou estar no quarto, você na sala, e eu vou gritar: filha, você tá onde? E você vai dizer: mainha, tô na sala. E eu vou dizer: tô no quarto”, conta.
“São coisas assim que pra muitos são tão pequenas, mas para a gente era como se tivéssemos ganhado na Mega Sena.”
O maior desafio Em abril de 2014, ao ser diagnosticada com câncer linfático, a atleta pensou em desistir do esporte. “Na minha cabeça, passou um filme de que eu não estaria aqui por muito tempo, não. Achava que eu ia embora logo.”
A técnica, Vanessa Melo, conta que foi difícil motivá-la. “Eu estava junto na hora do diagnóstico. E fazia de tudo pra não chorar perto dela. Não queria que ela me visse triste, eu dizia para ela: você vai passar por isso, já passou por tanta coisa, vai voltar ainda melhor”, disse à BBC Brasil.
Arquivo pessoal
Rosinha e a técnica Vanessa Melo quando ainda se recuperava do câncer “Ela queria desistir de tudo, até de prosseguir com o tratamento.”
Com a ajuda das treinadoras e das amigas, Rosinha continuou com o treinamento – mais leve –, mesmo após uma cirurgia e durante a quimioterapia. Sem poder ficar exposta ao sol, chegava a treinar durante a madrugada para não perder o ritmo. Ainda assim, ficou cerca de um ano sem participar de competições.
“Meu medo era perder o único patrocinador que eu tinha, então eu quis ir para o Circuito Caixa Loterias, em março de 2015, mesmo fazendo quimioterapia. Passei mal no avião, mas acabei quebrando o recorde brasileiro.”
No início do ano, Rosinha foi considerada curada câncer e voltou a pensar na Paralimpíada. Mas na convocação para o Parapan-Americano 2015, uma das principais competições antes dos Jogos do Rio 2016, seu nome não estava na lista.
“Ela desistiu do esporte, até engordou cinco quilos em semanas, porque não queria mais treinar. Foi uma frustração muito grande”, diz Vanessa Melo.
Uma das atletas convocadas, no entanto, acabou cortada após sua prova ser cancelada por falta de atletas inscritos – foi aí que Rosinha ganhou a chance de viajar para Toronto, a uma semana da competição.
Mesmo sem treinar com o mesmo ritmo de antes, ela conquistou o bronze no arremesso de peso. “Foi a medalha mais difícil de toda a minha vida”, afirma.
CPB/Divulgacao
Roseane na vila panamericana de Toronto
Após a Paralimpíada do Rio, ela diz que pretende se dedicar a sua associação para atletas com deficiência, que ajuda jovens a se tornarem atletas de alto rendimento na região de Mato Alto, na capital carioca. “Meu papel é o de motivá-los, passar minha experiência para eles. Eu não estou treinando lá no momento e eles reclamam muito”, diz.
Prestes a deixar as competições, Rosinha afirma se considerar uma atleta completa, mas tem claro qual foi o seu principal ganho no esporte, para além das medalhas e recordes: “O movimento paralímpico me deu algo que ninguém vai tirar: meus amigos. Quero ser lembrada como uma atleta amiga e guerreira.”
Na cerimônia de abertura que aconteceu ontem, Rosinha disse: “Nessas horas, passa um filme na sua cabeça, lembrando tudo que eu passei para estar aqui. Esta é a minha quarta Paralimpíada e acho que essa foi a cerimônia mais importante da minha vida de atleta, porque é na minha casa. É diferente de tudo que eu já vi. Agora caiu a ficha que os Jogos Paralímpicos começaram”.
Seis dias após anunciar o fim das sessões de quimioterapia, em consequência de um câncer de mama, Suzana Gullo e Marcos Mion embarcaram numa viagem para a Europa. O objetivo do casal, além de fazer turismo, é visitar símbolos religiosos. “Essa é uma viagem de peregrinação. O real motivo é agradecer, rezar. comemorar a vida”, contou ele.
A primeira parada do casal foi Portugal, onde visitaram o Santuário de Fátima. “Coração sorrindo. Espírito em paz. Um cansaço no corpo, do dia puxado, mas que parece só complementar a energia indescritivelmente 100% positiva que esse lugar abençoado, hoje um santuário de peregrinação e oração, nos proporciona.”, escreveu o apresentador.
Depois de Portugal, Marcos Mion e Suzana Gullo seguiram para Lourdes, na França. A cidade foi cenário das visões de Bernadette e hoje é um dos principais santuários católicos do mundo. Por lá, o casal participou de uma procissão: “E eu achava que isso era coisa pra tia-avó sem muitas atividade social que sempre lembra de rezar por toda família e se junta a outras tias avós pra rezarem juntas andando! Kkkk! Mas foi indescritível! Quase um transe! Uma das movimentações mais lindas e intensas das quais já fiz parte! Recomendo”.
Marcos Mion publicou em seu facebook, no dia 20 de agosto, um texto escrito por Suzana Gullo, em que revelava ter encerrado o ciclo da quimioterapia para tratar um câncer de mama. Junto com as palavras dela, o apresentador afirmou que eles haviam vencido a luta contra a doença. ” Assim como milhares e milhares de mulheres, minha esposa Suzana, teve um diagnóstico de câncer de mama ao qual, com a orientação de grandes médicos, conseguimos agir rápido e vencemos”, escreveu ele, que ainda se declarou para a mulher. “Segue o texto que ela escreveu, dando esse passo à frente e me enchendo de orgulho. Você é a mulher mais incrível que já conheci, meu amor! Te amo”.
Leia o texto da Suzana na íntegra: Querida amiga quimioterapia,
Enfim chegamos ao final do nosso íntimo relacionamento. Obrigada por todos os benefícios que você me deu, obrigada por me acompanhar durante os últimos seis meses e me mostrar que o melhor de mim nem mesmo eu conhecia. Obrigada por me mostrar a força e a coragem que descobri ter, dia após dia. Obrigada por me ensinar que o cansaço exaustivo, o mal estar constante, enjoo, fadiga, dores que nunca imaginei, a rápida mudança de aparência, entre tantos outros, são fatores que se tornam tão pequenos, tão insignificantes perto dos valores e virtudes que passamos a apreciar. Sei bem que não sentirei saudades, mas me despeço com um profundo agradecimento. Prometo sempre te defender acima de tudo e prometo sempre passar adiante um segredo que descobri sobre você. És muito mais eficiente e menos devastadora quando trabalha junto com a crença e a fé. Minha fé católica e a de todos que me querem bem me provaram isso sobre vc. Meu Pai e Senhor, sem você nada somos. Minha luta foi e sempre será pela minha família, pelos meus amores… pela VIDA!! Sempre venceremos JUNTOS! Sem vocês, meus amores, essa caminhada não seria possível da forma como foi. Toda minha coragem, força e confiança vieram do meu Senhor, meu Deus e da minha família. Então preciso agradecer em primeiro lugar a Jesus e à Nossa Senhora por estarem comigo em todos os momentos, me dando muita paz, serenidade e confiança. Mesmo quando fisicamente não tinha ninguém ao meu lado, sempre senti a presença deles e soube que estavam comigo.
Obrigada meus amores, meu MARIDO, meus médicos, meus filhos, minha mãe, meu pai, irmãos, cunhadas, meus sogros e amigos queridos que durante esse período foram o meu tudo! Minha base, força, alegria, confiança e serenidade. O pior já passou, vencemos! Mas ainda não acabou o tratamento. Temos radioterapia pela frente, acompanhamentos, etc, mas é isso aí. Que venha! Tenho fé e confiança no caminho que Deus traçou pra mim. Só tenho que AGRADECER, principalmente pela descoberta precoce feita pelo meu marido que com certeza foi um sinal de Deus. Com Fé não nos falta nada. Claro que receber um diagnóstico, ainda que precoce, de câncer de mama, não é fácil para nenhuma mulher. Ainda mais antes dos 40, que foi meu caso. Temos várias fases, o questionamento, a tristeza, medo, insatisfação, até que atingimos a aceitação. E com ela vem a coragem, a luta! Para mim, a fé foi e será sempre uma grande aliada. Agradeço todos os dias por ter Deus na minha família. Sempre deposito nele o meu caminhar! Assim como me ensinou meu diretor espiritual, um sacerdote, às vezes precisamos pedir os olhos de Deus emprestado, como fazia João Paulo II, quando passamos por tribulações que são difíceis de compreender. Os olhos de Deus nos mostram os porquês. Eu acredito que a cruz é o sinal de Cristo. Deixou de ser o símbolo do mal para ser o símbolo da VITÓRIA. É muito bom poder falar sobre tudo isso, pois como diz o meu marido, tudo tem seu tempo e sinto que o meu foi agora. Nossa vida é feita de momentos, de alegrias, de tristezas, incertezas, felicidades. A vida nos apresenta muitos obstáculos, mas é nesse vai e vem que ela nos mostra que tudo tem um motivo para ser vivido, nada nos é dado sem que tenhamos condição de superação. É nas dificuldades e tb nas alegrias que, com a graça de Deus, tiramos força para nosso crescimento, evolução e sabedoria. E sabendo que nada é eterno, temos que buscar um equilíbrio na certeza que ” isso também passará”. O câncer de mama precisa ser muito divulgado, é muito importante que todas as mulheres saibam da importância dos exames frequentes, do auto exame, mesmo antes dos 40 anos. Os maridos podem e devem ajudar. Preciso muito dizer que no meu caso, como já disse, quem descobriu foi o meu marido. Meu exame de rotina seria em novembro e olha quantos meses ele antecipou! 10 meses! Fez toda diferença, tendo em vista que meu tipo era de crescimento rápido. Sim, somos muito católicos e acredito que tenha sido um sinal de Deus, mas o que realmente importa é que os maridos podem ajudar! Afinal que marido não gosta de fazer uma vistoria nesse setor não é mesmo rsrsrsrs? Sei que nem todas mulheres tem a sorte da descoberta precoce, então fica aqui o nosso apelo familiar, façam exames médicos de rotina, exames de auto toque e também exames de toque do marido! Um beijo,
A luta da atleta Fabienne St Louis, das Ilhas Maurício, para participar da prova de triatlo neste sábado na Rio-2016 foi muito além dos treinos pesados. Em dezembro, a triatleta de 28 anos foi diagnosticada com um câncer raro na glândula salivar.
Às vésperas da Olimpíada, Fabienne teve de ser submetida a duas cirurgias para a retirada do tumor e de células cancerígenas. Complicações no segundo procedimento atrapalharam ainda mais a sua corrida contra o tempo: a atleta teve paralisia facial nos meses que se seguiram à cirurgia. “Eu não conseguia sorrir com o lado direito do rosto. Tinha muita vergonha”.
Fabienne contou à rede britânica BBC que teve muito apoio da família, do namorado e do técnico durante o tratamento. “Acho que foi o que me fez sobreviver.”
Quando perguntada por que ela veio ao Rio em pleno período de recuperação, Fabienne se emociona. “Estou aqui porque amo meu esporte, me qualifiquei para estar aqui, sacrifiquei quatro anos da minha vida”, diz. “Esta é a mensagem que eu quero passar. Nós temos que lutar até o fim.”
Wagner Domingos lançou seu martelo a 74,17m, liderou sua série semifinal no estádio do Engenhão e se garantiu na final da prova nos Jogos Rio-2016. A classificação por si só já simbolizaria uma grande conquista para o brasileiro ao se tratar de um esporte sem muita popularidade no país. A chance de disputar uma medalha olímpica, no entanto, representa muito mais para “Montanha”, como é chamado desde pequeno por conta de seu físico avantajado.
A vaga ao lado de gigantes do leste europeu na final do lançamento de martelo é praticamente uma medalha para quem há cinco anos tomou o maior susto da vida: Wagner foi diagnosticado com um câncer na bexiga em 2011.
“A gente nunca imagina. A palavra câncer assusta, é muito forte, dá muito medo. Fiquei abalado. Começamos a pensar em muitas coisas ruins, é difícil. Mas a única coisa que eu podia era lutar. Não adiantava chorar, tive que ir para cima. Lutei, e agora estou nessa final”, recordou Montanha.
“Descobri em um exame de rotina, tive que parar minha vida e fazer a operação. Foi algo muito forte. Tive muita sorte de o tumor estar pequeno e ter uma equipe médica excelente que me ajudou lá atrás e me acompanha até hoje”, completou.
E a vitória não é apenas pessoal. Domingos quebrou um jejum de 84 anos de um esporte que não via brasileiros em Olimpíadas desde 1932, em Los Angeles (EUA).
“É muito simbólico. Estou realmente muito feliz. Desde o início da preparação, lá atrás, só pensava nessa final. É muito gratificante. Talvez esteja um pouco abaixo dos principais atletas que brigam por medalha, mas vou fazer ajustes para chegar. Sei da importância para o país”.
Na próxima sexta (19), novamente no Estádio Olímpico, o renovado Wagner utilizará sua história como motivação para novos capítulos de sua história e da trajetória do atletismo brasileiro.
“Sempre que entro ali para competir busco forças em toda história que passei. Me tornei uma pessoa melhor depois daquilo. Sou um cara novo, até mesmo no lado de mente e concentração. Isso ajuda. Na final será assim mais uma vez”, prometeu.
O brasileiro irá encarar nomes como os líderes Wojciech Nowicki, da Polônia, que lançou o martelo a 77m64, e Ivan Tsikhan, de Belarus, com 76m51. “Quero fazer uns 76 metros. Se bater 78, acho que dá medalha”, finalizou Montanha.
O italiano Daniele Lupo, um dos adversários de Bruno e Alison na final do vôlei de praia masculino dos Jogos Olímpicos Rio 2016, marcada para as 23h59 desta quinta-feira (18), enfrentou e venceu, há pouco mais de um ano, um adversário muito mais perigoso: um câncer.
Em março de 2015, quando se preparava ao lado do parceiro Paolo Nicolai para o Mundial da Holanda, Lupo, hoje com 25 anos, sentiu fortes dores no joelho e procurou um médico. O diagnóstico foi cruel: tumor ósseo. Temendo não poder voltar mais às quadras, o atleta azzurro foi submetido a uma cirurgia.
Mas, por sorte, essa partida ele ganhou rapidamente. A operação foi suficiente para extirpar o câncer, e o italiano não precisou nem mesmo passar por quimioterapia. Um mês depois, já estava dando suas cortadas novamente. E agora, pouco mais de um ano depois, sonha com o ouro olímpico.
“Algumas coisas acontecem para te ensinar algo. Agora não tenho medo de mais nada, aquilo que aconteceu me fortaleceu como pessoa e como atleta”, conta o finalista. Mas a decisão do vôlei de praia masculino será parada dura. Pela frente, Lupo e Nicolai terão a melhor dupla do mundo, Bruno e Alison, e uma torcida inflamada.
Contudo, uma coisa já está garantida: os italianos colocarão no peito a primeira medalha da Itália na modalidade, seja de prata, seja de ouro. “Jogar uma final contra os brasileiros na casa deles é o máximo da vida. Mas agora que estamos aqui queremos chegar ao topo”, afirma Nicolai. (ANSA)
O nadador sul africado, Chad le Clos, conquistou uma medalha de prata na piscina do Rio de Janeiro. Ele que em Londres (2012) venceu o favorito Michael Phelps nos 200m borboleta por 5 importantíssimos centésimos de segundos.
Hoje, essa medalha é muito além de vencer. Ele nada também para tentar dar alegria para a família: seu pai e sua mãe estão em luta contra o câncer. A senhora Geraldine Le Clos foi diagnosticada recentemente com câncer de mama e passou por mastectomia bilateral, enquanto o senhor Bert recebeu o diagnostico de câncer de próstata.
“É difícil, tem sido difícil. É uma semana muito emotiva, vocês sabem. Quando eu vou para o bloco e ouço meu pai gritar para mim é muito importante. Eu só quero que eles fiquem orgulhosos”, diz Le Clos em entrevista.
O técnico conta: “Ele é um garoto duro, com muita bravura. Agora ele está nadando por outras razões e talvez isso o ajude”.
Mas a expectativa mesmo é quando Phelps e Le Clos se encontrarem nessa terça feira. “Eu estou muito animado para isso. Estou esperando esse reencontro há um tempo. Há um bom tempo”, diz Le Clos.
Os Jogos Olímpicos começam essa semana, aqui no Brasil. Ao todo são 19 dias de competição, 306 provas valerão medalhas: 136 femininas, 161 masculinas e nove mistas. São jogos de diferentes modalidades, então imagine só quantos atletas e quantas histórias de vida! Então que tal essa semana conhecermos alguns atletas incríveis?
Esse é o atleta americano Jacob “Jake” Spiker Gibb, que joga vôlei de praia e é conhecido como símbolo de determinação e força. Jacob tem 40 anos (!) e participará de sua terceira Olimpíadas. Nasceu no dia 6 de fevereiro, tem 2 metros de altura e mostra que sua grandeza não está só aí: o atleta superou o câncer duas vezes!
O Cat foi diagnosticado pela primeira vez em 2002, um melanoma maligno no ombro esquerdo e pela segunda vez em 2011, câncer no testículo. Claro que foi uma batalha complicada, ele mesmo não fala muito sobre o assunto, mas em entrevista já disse:
“Foram dois períodos diferentes na minha vida. O câncer testicular foi assustador. Mas, naquela época, eu não percebia o quanto me afetava em quadra. Se você olhar para 2011 agora, verá que foi meu pior ano em termos de torneios. Mentalmente, eu estava vulnerável. Fico meio emocionado de pensar nisso porque foi uma época muito complicada que me fez ainda mais forte. Depois, tivemos um ano maravilhoso. Em 2012, ganhamos o Circuito Mundial, éramos o time número 1 do mundo e meio que retomei meu equilíbrio de novo. Eu me sinto orgulhoso de como lutei ao lado do meu ex-parceiro, Sean Rosenthal. Eu me sinto feliz de lembrar desse ano (2012). Eu não fico muito confortável de contar minha história. Não é algo que amo, sabe? Até mesmo em entrevistas, não me sinto muito confortável. Mas se eu puder ajudar pessoas, eu vou fazer, mesmo sendo duro para mim. A minha família me ajudou muito. Minhas duas crianças, minha esposa. Isso me fez apreciá-los ainda mais.” – conta.
O começo da carreira dele como jogador profissional de vôlei de praia foi aos 26 anos. Antes disso, ele jogava no quintal de sua casa, foi como descobriu sua paixão. É formado em Negócios, pela Universidade de Utah (Estados Unidos). Provavelmente essa será sua última participação nos jogos Olímpicos e mesmo que não ganhe nenhuma medalha, já é com toda certeza um vencedor.
Ah, quer ver o Cat jogar? Segue um pouco da programação:
Sábado, 06 de agosto, 16:30h, EUA x Catar
Segunda feira, 08 de agosto, 16:30h, EUA x Áustria
A reação emocionante de um menino ao descobrir que havia se curado de um câncer conquistou internautas e virou destaque na imprensa americana. Aos sete anos, Bejamin Morris sofria de leucemia e por anos enfrentou um duro tratamento para vencê-la. E conseguiu. Em um vídeo, compartilhado na internet, a mãe do garoto mostrou o momento em que dá ao filho a notícia da cura. Feliz, o pequeno sorri e dança pela casa ao lado do irmão.
“Adivinhe só? Fizeram os testes […] E você não tem mais câncer!”, conta a mãe do filho, antes da “explosão de felicidade”. Veja o vídeo aqui.
O vídeo gerou comoção nas redes sociais, impressionando internautas, que se apaixonaram pela história de superação: “Lágrima! Parabéns, Ben! Estávamos torcendo por você”, comentou um deles. A história do menino acabou sendo noticiada em diversos jornais americano e programas de televisão, como o da apresentadora Ellen DeGeneres.
Benjamin começou a lutar contra o câncer aos 4 anos de idade. Desde então, sua mãe usava uma página no Facebook para falar sobre o progresso do filho sobre a doença.
Agora, a família tenta fazer uma campanha para arrecadar fundos e ajudar outras crianças com câncer.