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MINISTÉRIO DESTINA R$ 14 MI PARA AMPLIAR TRATAMENTO DE CÂNCER NO PARANÁ

Mais de R$ 14 milhões serão aplicados na ampliação e modernização da atenção oncológica do Sistema Único de Saúde (SUS) em Curitiba, no Paraná.

Os recursos serão destinados ao Hospital Erasto Gaertner, na capital paranaense, por meio de dois convênios firmados entre o Ministério da Saúde e a Liga Paranaense de Combate ao Câncer. No último sábado (11), o ministro Ricardo Barros visitou a unidade, onde anunciou os novos investimentos.

Do total de recursos destinados pelo Ministério da Saúde, R$ 9,7 milhões serão voltados à inovação do centro cirúrgico do Hospital com sistema robótico. Outros R$ 4,3 milhões vão ser destinados para a qualificação dos serviços de endoscopia e cuidados paliativos na unidade. A finalidade dos investimentos é ampliar as possibilidades de tratamento do câncer e o bem-estar dos pacientes.

A aplicação dos recursos do Ministério da Saúde ocorre por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon). Destinado ao incentivo de ações e serviços desenvolvidos por entidades, associações e fundações privadas sem fins lucrativos no campo da oncologia e da pessoa com deficiência, o Pronon permite dedução fiscal no Imposto de Renda a pessoas físicas e jurídicas que contribuírem com doações para projetos nessas áreas.

Serviços

O Hospital Erasto Gaertner é um dos principais centros oncológicos do Estado do Paraná. No ano passado, a unidade registrou média mensal de 113 mil procedimentos, incluindo cirurgias, quimioterapia e radioterapia.

Nos últimos anos, o Ministério da Saúde vem ampliando os repasses para o Hospital. Entre 2010 e 2015, o valor referente à produção dos serviços ambulatoriais e hospitalares cresceu 33,4%, passando de R$ 34,6 milhões para R$ 46,2 milhões. Esses recursos custearam a ampliação de 22,4% nos atendimentos, que passaram de 676,3 mil para 827,9 mil no período.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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LEI LIBERA O USO DA “PÍLULA DO CÂNCER”

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que libera o uso da chamada pílula do câncer e isso está dividindo opiniões. De um lado, os pacientes estão esperançosos, de outro, entidades pedem cautela, já que a substância não passou por testes na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Pela lei publicada no Diário Oficial da União, pacientes com câncer podem tomar afosfoetanolamina desde que apresentem um laudo médico comprovando a doença. Também é preciso assinar um termo de responsabilidade.

O uso da substância foi definido como de relevância pública e independentemente do registro sanitário, em caráter excepcional, fica permitido produzir distribuir e prescrever enquanto os estudos clínicos ainda não estão concluídos.

Os laboratórios que quiserem produzir a fosfoetanolamina têm que estar legalizados e conseguir com os pesquisadores donos da patente, a autorização. Como não é considerada um remédio por não ter aprovação da Anvisa, a fosfoetanolamina poderá ser vendida como um farmoquímico, como o álcool e a água boricada.

fosfoetanolamina está sendo produzida em um laboratório em Cravinhos, mas só para os testes químicos que serão feitos pelo governo do estado de São Paulo, com pacientes do Instituto do Câncer. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação também começou a fazer testes sobre a eficiência da substância no combate ao câncer. Até agora, o que ficou comprovado é que ela não é tóxica.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica diz que vai seguir o posicionamento do Conselho Federal de Medicina, que é de recomendar aos médicos que não prescrevam a substância. E afirma que a lei sem que a eficácia tenha sido comprovada abre um precedente perigoso.

“Quando você coloca na proposta que o paciente precisa assinar um termo de responsabilidade, ele vai se responsabilizar pelos efeitos de uma substância que não tem dose, que não tem posologia, que não tem efeitos adversos relatados, nem efeitos positivos comprovados. É muita responsabilidade para uma pessoa que está em condição de fragilidade assumir”, diz Gustavo Fernandes, presidente da Sociedade
Brasileira de Oncologia Clínica.

Em nota, a Anvisa disse que a liberação da substância afronta o sistema regulatório em vigor, que foi estabelecido pelo próprio Congresso Nacional, e pode trazer riscos para a população.

Fonte: G1

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ADOLESCENTE EM TRATAMENTO DO CÂNCER GANHAM FESTA DE 15 ANOS

Muitas meninas nutrem  o sonho com o dia em que celebrarão os 15 anos,   data  cheia de significado para uma adolescente. Agora, imagine   manter a chama desse sonho acesa quando se está em uma batalha  contra uma doença como o câncer. Como a fada madrinha do conto da Cinderela, a  Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace) realizou, ontem, o sonho de dez moças assistidas pela instituição.

O evento   contou com toda pompa e requinte das festas tradicionais:  decoração exclusiva, valsa com pais e com fuzileiros navais, doces refinados, bufê, DJ e grupo de animadores. Tudo patrocinado pela solidariedade de empresários  da capital federal que, pelo quinto ano consecutivo, tornaram o projeto Um Sonho de 15 anos possível.

Terapia

“A Abrace não arcou com nenhum centavo dessa festa.  Tudo é fruto da boa vontade de quem acredita no projeto”, afirma a presidente da Abrace, Ilda Peliz. Segundo ela, esse dia  funciona como uma terapia. Um resgate da autoestima das debutantes. “É uma alegria muito grande para elas e para nós, que nos emocionamos junto. Algo que dá ânimo para nós e, principalmente, para que elas continuem  as suas batalhas pessoais”, considera Ilda.

Dia de princesa

Giovana de Souza só vai completar 15 anos em agosto, mas diz ter adorado antecipar as comemorações. “É uma oportunidade única para quem, como nós, não teria nunca a condição de ter um dia e uma festa como essa”, garante a jovem, que começou o domingo participando de ensaios fotográficos e dia de beleza no salão Ricardo Maia, com direito a produção de cabelo e maquiagem para a noite.

“Para a gente, é uma celebração também por ela ter passado por esse processo doloroso e difícil do tratamento e ter vencido”, completa a atendente Gasparina Carmo de Souza, mãe de Giovana, que há poucas semanas ainda fazia as últimas sessões de quimioterapia. “Eu estou tão nervosa e emocionada quanto ela. Os pais sempre se realizam nos sonhos dos filhos”, finaliza Gasparina.

Fonte: Jornal de Brasília

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NOVO TRATAMENTO CONTRA CÂNCER FEZ TUMORES ENCOLHEREM EM 11 DIAS

Um novo tratamento contra o câncer, feito com a combinação de remédios, obteve resultados inesperados ao eliminar ou encolher tumores na mama em apenas 11 dias.

O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (10) na Conferência Europeia de Câncer de Mama e especialistas consideraram os dados apresentados “espantosos”.

O tratamento foi feito com a combinação de dois medicamentos – o trastuzumab e o lapatinib -, que devem ser administrados antes da cirurgia de remoção de um dos tipos mais agressivos da doença, o HER2 positivo.

Realizado pela Universidade de Manchester, no Reino Unido, o estudo foi feito com 257 mulheres com a doença, que foram divididas em três grupos.

O grupo de controle não tomou nenhuma das substâncias. Já o segundo grupo recebeu o trastuzumab, normalmente receitado após a cirurgia. E, finalmente, o terceiro grupo recebeu a combinação do trastuzumab com o lapatinib.

Deste último grupo, 87% demonstrou alguma redução de células cancerosas. Em 28% dos casos, a combinação causou uma “redução significativa”. Em 11% o tumor desapareceu completamente.

O estudo iria testar a combinação para saber se os medicamentos são efetivos no combate às células do câncer. 11 dias depois, os cirurgiões operariam. Mas os médicos não esperavam que em muitos casos os tumores sumiriam ou diminuiriam.

“Tumores sólidos desaparecerem em 11 dias é uma coisa desconhecida. Esses resultados são inacreditáveis de tão bons”, disse o professor Nigel Bundred, chefe da pesquisa, ao jornal britânico “Telegraph“.

Embora os resultados sejam surpreendentes, pesquisadores afirmam que mais estudos serão necessários. Leia a reportagem na íntegra (em inglês) aqui.

Fonte: Catraca Livre

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NOVA TÉCNICA DÁ ESPERANÇAS A MULHERES COM CÂNCER QUE QUEREM ENGRAVIDAR

A criopreservação ovariana consiste em retirar fragmentos ou até metade do ovário por meio de uma videolaparoscopia. Em seguida, o tecido é congelado em pedaços de 1cm, em nitrogênio líquido, a uma temperatura de -196º C. Depois de congelado, pode permanecer assim por tempo indeterminado, até que a paciente possa e queira reimplantá-lo(Hank Morgan/Latinstock/VEJA)
Mulheres que vão se submeter a tratamentos que afetam a fertilidade, como a quimioterapia, agora têm um novo recurso para ter filhos: o congelamento ou criopreservação do tecido ovariano.

Ainda considerada experimental, a técnica consiste em retirar um pedaço ou até metade do ovário por meio de uma videolaparoscopia. Em seguida, o tecido é congelado em fragmentos de 1 centímetro, em nitrogênio líquido, à temperatura de -196º C. O ovário pode permanecer congelado por tempo indeterminado, já que o tecido não envelhece.

Após a liberação do oncologista, a paciente pode realizar o reimplante do tecido ovariano, caso o órgão remanescente tenha sido danificado durante o tratamento, o que ocorre na maioria dos casos. O tecido é reimplantando por meio de uma nova videolaparoscopia. Espera-se que entre dois e três meses após a cirurgia o órgão retome suas funções hormonais e a paciente possa engravidar de forma natural ou por fertilização in vitro (FIV).

Os especialistas ressaltam que a opção do reimplante é importante mesmo para mulheres que não querem engravidar, já que o ovário desempenha uma importante função endócrina.

Congelamento de óvulos versus tecido ovariano – Em comparação com o congelamento de óvulos ou de embriões, técnicas já estabelecidas há mais de uma década, a criopreservação do ovário é mais complexa. Entretanto, em alguns casos, ela é a única esperança para mulheres que desejam engravidar – e é a única forma de tentar restaurar a função hormonal do ovário, caso ela se deteriore após o tratamento.

“A grande inovação desta técnica é que ela dispensa tratamento prévio e o tempo necessário para o congelamento de óvulos. Além disso, é a única esperança de meninas pré-púberes tentarem manter a fertilidade”, explica Maurício Chehin, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Explica Edson Borges, diretor clínico do Centro de Fertilização Assistida Fertility, em São Paulo: “Meninas que ainda não entraram na puberdade não podem fazer congelamento de óvulos, simplesmente porque elas não têm óvulos. Nesses casos, a criopreservação do tecido é a única opção para elas tentarem engravidar no futuro.”

No entanto, Borges ressalta que ainda não se sabe como é a recuperação da fertilidade nas crianças. “Ao contrário das mulheres que já menstruaram, o ovário de meninas pré-púberes ainda não amadureceu e por isso não teve sua função reprodutiva ativada. Assim, quando há o reimplante de um ovário nessas condições é necessário realizar a maturação do tecido retirado em laboratório antes do reimplante. É algo que ainda não podemos garantir que irá acontecer. Mas acredito que vale muito a pena tentar”, afirma.

Para congelar óvulos ou embriões, a mulher passa por uma indução de ovulação que demora entre 10 e 15 dias. Já na nova técnica, o procedimento é cirúrgico e não precisa de preparação prévia. A desvantagem é que o método é mais invasivo e requer internação hospitalar de um a dois dias.

Fonte: VEJA

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FOSFOETANOLAMINA

Vocês já devem ter ouvido falar sobre a fosfoetanolamina – também conhecida como a pílula da Usp ou a pílula do câncer. De uns tempos para cá as notícias sobre este remédio circularam pela internet e televisão. Algumas pessoas defendem, outras não. Antes de qualquer coisa, é importante saber um pouco sobre.

Fosfoetanolatemina ainda não é reconhecida oficialmente como remédio, pois não passou por testes em humanos. A pílula com essa substância sintética começou a ser estudada no Instituto de Química da USP em São Carlos, pelo pesquisador Gilberto Chierice, hoje aposentado. Foi distribuída para pacientes oncológicos por mais de 20 anos, mesmo sem testes. A distribuição está suspensa atualmente, por decisão judicial, mas passará por testes e no prazo de 6 meses, os pesquisadores deverão saber mais sobre os efeitos dessa pílula.No geral, há relatos de pessoas que usaram que dizem que funcionou, mas também relatos que dizem que a pílula não cura nada.

A pesquisa será realizada em pacientes e critério ainda será definido, no entanto, sem previsão quanto o início (ainda será necessário um consenso da Secretaria Estadual da Saúde,Ministério da Saúde e os pesquisadores da USP de São Carlos). No ínicio, 10 pessoas vão receber a substância. Se nenhum paciente tiver efeitos colaterais graves, o estudo continua. Serão separados 10 grupos de cada tipo de câncer, com 21 pacientes cada. Se pelo menos dois pacientes responderem bem, a pesquisa será ampliada. Progressivamente, a inclusão de novos pacientes continuará até atingir o máximo de 1 mil pessoas.

A Anvisa diz que é preciso comprovar a eficácia e a segurança do produto, e que os prazos dos estudos devem ser respeitados. Agora, o Instituto do Câncer de São Paulo vai começar os testes em pacientes. A produção da substância será feita por uma fundação.O coro deveria ser no sentido de cobrar a eficácia e segurança do composto no ponto de vista científico, não de liberar; isso é uma inversão de valor”, diz.Abaixo, ouvimos duas pessoas, filha e neta de quem tomou a substância — uma conta das melhoras na avó; outra, que a mãe não conseguiu sobreviver.Fez efeito

“Droga da USP contra câncer fez minha avó desenganada voltar a viver”

“Ela vomitava demais, tinha muita diarreia e foi baixando de peso depois que começou a quimioterapia. Mas o tumor no intestino não diminuiu e o do fígado dobrou de tamanho. A médica falou que ela não teria nem um ano de vida; chorei muito”, lembra a enfermeira Fabricia Boni, 39, quando ouviu este ano que a avó estava desenganada.

A catarinense Lacy Cordeiro da Silva, 79, luta contra um câncer metastático que começou no intestino e hoje atinge o fígado, o pulmão e os gânglios linfáticos. Mesmo se submetendo a cirurgia e a quimioterapia, ela sofria com dores abdominais intensas porque um dos tumores praticamente fechou o intestino.

A idosa dependia da neta para se levantar e tomar banho e só conseguia se alimentar com duas colheres de sopa por dia. Passava o dia deitada no quarto e estava pesando apenas 29kg.

Sem saber o que fazer, Fabricia buscou na internet o que poderia melhorar a qualidade de vida da avó. Achou informações sobre a fosfoetanolamina sintética produzida na USP de São Carlos e optou pelo tratamento alternativo. Ela entrou na Justiça com pedido de liminar que lhe custou R$ 300 de honorários e um mês e meio depois um pacote de cápsulas com a substância chegou a sua casa em Curitiba (PR).

Segundo Fabricia, a saúde da avó, que abandonou a quimioterapia para tomar as cápsulas, começou a melhorar poucos dias depois de ela ter começado a tomar o composto diluído em iogurte e azeite. Dona Lacy voltou a comer, ganhou peso e agora fala bastante e quer “até dar umas voltas”.

“Em seis dias ela engordou, parou de sentir dor. Eu estou espantada, chorei de alegria. Ela se levanta, senta, toma banho sozinha. Só a ajudo a se trocar”, conta.

Questionada se não tem medo de efeitos colaterais, Fabricia diz que neste primeiro mês de uso da fosfoetanolamina dona Lacy não mostrou nenhuma reação adversa.

“Vamos supor que dê um efeito colateral daqui 10, 20 anos. Ela teria esse tempo de vida com a quimioterapia? Não. Já vi relatos de pessoas que ficaram curadas do câncer depois de dois anos tomando e sem ter efeitos colaterais”, afirma.Não teve efeito

Minha mãe morreu tomando fosfo, mas ninguém me prometeu a cura

A professora Valda Rocha, que vive em São Carlos, viu a mãe morrer depois de começar a lhe dar o composto.

Clarice de Oliveira Rocha teve um câncer que começou no pâncreas e se espalhou para o intestino, estômago e fígado. Era 2003, quando a família descobriu a doença já em metástase, a idosa de 73 anos morreu em apenas uma semana.

Valda conseguiu as cápsulas diretamente com o químico Gilberto Chierice, do Instituto de Química de São Carlos, por intermédio de um amigo professor de química. Segundo Valda, Chierice a recebeu em sua sala do Departamento de Química da USP de São Carlos onde lhe deu um pequeno pacote com “umas cinquenta cápsulas em um saco plástico transparente, sem bula”.

O cientista fez perguntas sobre o estado de saúde de dona Clarice e não lhe prometeu a cura, conta Valda.

“Ele disse que talvez não tivesse efeito, deixou claro que era uma pesquisa experimental e pediu sigilo senão viria uma romaria de pessoas até lá para pegar as cápsulas e ele não teria condições de fabricar tantas”, conta.

Valda diz não saber se o composto foi ou não eficaz ou se a mãe precisava de mais tempo com o tratamento alternativo. Segundo ela, a mãe tomou cápsulas em apenas dois dias e depois morreu.

Valda voltou a procurar Chierice tempos depois para saber sobre o andamento da pesquisa, mas encontrou resistência do químico em falar “por conta da falta de comprovação científica”.

Fonte: Bem EstarUOL

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PRIMEIRA FASE DE TESTE DA PÍLULA DEVE SER CONCLUÍDA EM 7 MESES

A fosfoetanolamina, substância que vem criando polêmica nos últimos meses por ter sido anunciada como cura para o câncer, terá sua primeira fase de testes pré-clínicos – aqueles feitos em cobaias, antes de a substância ser usada em humanos – concluída em sete meses.O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Celso Pansera, que explicou que os testes serão feitos a partir de duas amostras da molécula. Uma, que será requisitada à Universidade de São Paulo (USP), e outra, que será manufaturada com base na descrição do composto registrado no pedido de patente apresentado ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Segundo o MCTI, depois da primeira etapa de análises, estão previstas as fases seguintes do estudo em humanos.O composto gerou controvérsia após sua distribuição ter sido aprovada, por decisão judicial, para alguns pacientes em tratamento contra o câncer. No último dia 12, no entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo proibiu o fornecimento da substância, mas os debates em torno da eficácia da substância continuam.“Existe uma polêmica provocada por decisões judiciais no sentido de mandar a Universidade de São Paulo distribuir essa molécula. Não existe informação, por parte da Anvisa, nem de nenhum outro órgão, que certifique o uso desse remédio no Brasil ou no mundo; não há ninguém que tenha certificado essa molécula como remédio de combate a doença”, afirmou hoje o ministro Pansera, em entrevista coletiva.A molécula foi sintetizada pela equipe de pesquisadores chefiada por Gilberto Chierice, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, em São Carlos, há cerca de 20 anos, e ficou conhecida nas redes sociais como “pilula do câncer”. Isso ocorreu antes de a sbstância ter passado oficialmente pelas etapas de pesquisa exigidas pela legislação, que prevê uma série de estudos antes de um medicamento ser usado por seres humanos. O MCTI já disponibilizou R$ 2 milhões para a síntese da droga e para o início das pesquisas. A estimativa é que, nos próximos anos, sejam gastos, aproximadamente, R$ 10 milhões na pesquisa.Em nota publicada no dia 13 de outubro de 2015, a Universidade de São Paulo informou que “por liminares judiciais”, foi obrigada a fornecer o produto, mas esclareceu que, em respeito aos doentes e seus familiares, informou que a substância não é remédio.Segundo a USP, a fosfoetanolamina foi estudada como um produto químico e não existe demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença. “A USP não desenvolveu estudos sobre a ação do produto nos seres vivos, muito menos estudos clínicos controlados em humanos. Não há registro e autorização de uso dessa substância pela Anvisa e, portanto, ela não pode ser classificada como medicamento, tanto que não tem bula”, diz a nota.Em audiência no Senado, em outubro, os donos da patente concordaram em cumprir as exigências científicas para determinar a eficácia da droga e também participam do grupo composto por representantes do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o apoio do Instituto Nacional do Câncer e da Fiocruz.

Fonte: Diário de Pernambuco

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TJ DETERMINA SUSPENSÃO DE FORNECIMENTO DE “CÁPSULAS CONTRA O CÂNCER” DA USP

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo determinou a suspensão do fornecimento da substância fosfoetalonamina, nesta quarta-feira (11). Assim, foram cassadas todas as liminares de primeira instância que obrigavam a Universidade de São Paulo (USP) a fornecer as polêmicas pílulas que supostamente teriam algum efeito contra o câncer. Também foi proibido que juízes do Estado tomem decisões futuras sobre o assunto.

A decisão foi tomada após recurso interposto pelo Estado de São Paulo, que compreendeu que a substância tem efeitos desconhecidos em seres humanos, não é considerada um medicamento e não possui o registro necessário perante a autoridade sanitária competente, podendo causar graves consequências aos pacientes.

O desembargador Sérgio Rui afirmou que a liberação da substância sintetizada em laboratório não é prudente.”É irresponsável a liberação de substância sintetizada em laboratório, que não é medicamento aprovado e que vem sendo utilizada sem um mínimo de rigor científico e sem critério por pacientes de câncer que relatam melhora genérica em seus quadros clínicos, porque não foram realizadas pesquisas exaurientes que permitam estabelecer uma correlação segura e indubitável entre seu uso e a hipotética evolução relatada.”

Mais de duas mil liminares já tinham pedido a droga, que era distribuída pela USP São Carlos. A USP recorreu, afirmando que não tinha condições de produzir o remédio em larga escala e que, além disso, não há pesquisas que atestem a eficácia da droga.

Entenda

Após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) no começo de outubro, o Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou a suspensão da distribuição das cápsulas do IQSC para quem conseguisse liminar na Justiça. A partir de então a USP estava obrigada a voltar a produzir e distribuir a fosfoetanolamina sintética. Com isso, o IQSC ficou sobrecarregado.

Oncologistas, a USP, o ICQS e os próprios pesquisadores alertam que a substância nunca foi testada em humanos, o que a inviabiliza como remédio. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), responsável por registrar e permitir o comércio de qualquer medicamento no país, diz que a distribuição da droga é ilegal por nunca ter passado por testes clínicos.

Fonte: UOL

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GOVERNO FEDERAL CRIA GRUPO PARA ESTUDAR PÍLULA DO CÂNCER

O Ministério da Saúde vai criar um grupo de trabalho para estudar a fosfoetanolamina, a chamada “pílula do câncer”, substância com suposta ação contra o câncer produzida no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos. “Temos de colocar um fim nessa celeuma. Precisamos dar uma resposta para sociedade. Nas redes sociais, não se fala em outra coisa”, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

A portaria deve ser publicada nesta sexta-feira, 30, no Diário Oficial. O texto, ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, estabelece o prazo de 60 dias para que a comissão apresente uma linha básica de atuação. Para que as pesquisas sejam feitas, no entanto, é preciso o aval do grupo que desenvolveu a substância, da USP.

O formato proposto pelo governo prevê a análise da molécula, a realização de estudos não clínicos até um eventual realização de pesquisa clínica. “Nunca foi feito nada disso. Se criou uma tensão nacional. A grande preocupação é que pessoas deixem de fazer o tratamento adequado para usar um produto que não tem eficácia comprovada”, disse o ministro.

A ideia é que Instituto do Câncer e Fiocruz participem dos trabalhos. Castro afirmou que o Ministério vai arcar com os custos do financiamento. “Não serão necessários muitos recursos”, disse. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai acompanhar os trabalhos. “Todas as etapas serão respeitadas, incluindo, por exemplo, o aval das comissões de ética em pesquisa.”

O ministro fez um apelo para que pessoas não usem a substância. “É temerário. Não sabemos os efeitos que ela pode causar. Não quero entrar no mérito porque testes não foram feitos até agora. O importante é esclarecer.”

Castro observou que, ao longo dos últimos meses, criou-se no imaginário da população a falsa ideia de que a droga somente não é comercializada por pressões de grandes grupos econômicos. “Não é isso”, disse. Ele observa que o produto não passou por estudos que demonstrem sua eficácia, sua segurança. Não há prazo para que estudos sejam concluídos.

“Vamos fazer de forma ágil. Se ela for boa, aí sim, médicos poderão prescrevê-la, liminares poderão ser concedidas. E se ela não tiver efeitos esperados, se não for segura, que se descarte e não fique essa celeuma.”

Desenvolvida por um grupo de pesquisadores liderados pelo químico Gilberto Chierice, hoje professor aposentado, a substância foi durante anos fornecida gratuitamente para pessoas interessadas, mesmo sem ter passado por testes necessários.

Em setembro, o Tribunal de Justiça de São Paulo vetou a distribuição. Dias depois, no entanto, o Supremo Tribunal Federal decidiu em favor de um pedido feito por pacientes. O descompasso acabou gerando uma onda de liminares solicitando a liberação do produto.

Fonte: UOL

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OUTUBRO ROSA: “QUIMIOTERAPIA É PUNK”

Saiu uma linda matéria no site Gazeta contando sobre o projeto Quimioterapia e Beleza e minha história, confira:

“Aos 35 anos e no ápice da carreira de modelo, Flávia ficou 10 dias isolada, até aceitar o câncer.

“Quimioterapia é punk”, alerta a ex-modelo Flávia Flores na página do Facebook Quimioterapia e Beleza, criada por ela para compartilhar “dicas de beleza, receitas, truques, makes e cosméticos para passar essa barra com estilo e sem tristeza”. Feita em 2012, junto com o diagnóstico do câncer de mama, hoje a página tem mais de 85 mil seguidores, um milhão de acessos por mês, e ganhou um site.

Quando recebeu o diagnóstico da doença, aos 35 anos, a ex-modelo ficou em estado de choque. Durante 10 dias se isolou, passou por uma cirurgia de emergência, sessões de quimioterapia e teve muita relutância em aceitar o câncer. Por estar envolvida com o mundo da moda e da beleza, ela tinha uma certeza: “Vou perder meu cabelo e ficar diferente por conta do tratamento, mas feia e gorda eu não vou ficar”. Para amenizar o período de luta com algo que elevasse a sua autoestima, Flávia procurou na web sites que falassem sobre os tratamentos contra o câncer e sobre se sentir bem – palavras que, a princípio, parecia ser impossível de serem pronunciadas juntas – e não encontrou nada. Resolveu então, criar a Quimioterapia e beleza. “A gente pensa em tantos motivos pra doença ter escolhido logo eu!!! Doença da alma, muita mágoa guardada, dietas malucas, separação agressiva, stress, muita pressão no trabalho, agrotóxicos, telefone celular, microondas, água da chuva…. Mas o caso não é esse, o caso é que estou doente e quero passar por isso da melhor maneira possível!”, diz a ex-modelo na página do Facebook.

Flávia Flores dá dicas de moda, beleza e bem-estar para mulheres que,
como ela, passaram pelo câncer de mama. Dicas preciosas “Bom dia pra quem está se arrumando agora! Você pode sair de lenço, turbante, peruca, ou com seus cabelos ao vento; mas pra ficar bonita de verdade, não saia de casa sem um sorriso no rosto!”, saúda Flávia na página
da rede social pela manhã. Ao longo do dia, a seguidora recebe dicas de “Como tirar a cara de minhoca”, aprende que “Garotas carecas provam que cabelo é *apenas* acessório”, e descobre que as unhas também são afetadas pela quimioterapia no post “Unhas? Elas precisam de atenção especial”.”
Link: Gazeta do Povo