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USP VAI ENTREGAR PÍLULA CONTRA O CÂNCER PELO CORREIO

Com o aumento da procura e a correria ao câmpus de São Carlos (SP), a Universidade de São Paulo (USP) resolveu enviar pelo correio a partir de agora a fosfoetanolamina sintética, substância que muitos pacientes acreditam ser capaz de combater o câncer. Com isso, os doentes beneficiados até agora por 742 liminares terão de aguardar a fórmula em casa.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica pretende apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para barrar a distribuição.

A procura ocorre no Instituto de Química de São Carlos (IQSC), que na sexta-feira, 16, divulgou um comunicado e uma cartilha com perguntas e respostas para orientar as pessoas. O material diz que ninguém deve ir buscar a substância no campus, mesmo quem obteve autorização judicial.

“O IQSC será notificado da liminar por oficial de Justiça e encaminhará a substância via Sedex/AR no endereço constante na petição inicial. O serviço do correio será cobrado do destinatário”, diz a nota.

O instituto informa ainda que a encomenda “não é acompanhada de bula ou informações sobre eventuais contraindicações e efeitos colaterais”.

E ressalta que “não dispõe de médico e não pode orientar nem prescrever a utilização da referida substância”. Também garante não ter “dados sobre a eficácia no tratamento dos diferentes tipos de câncer em seres humanos”.

Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Evanius Wiermann diz que a entidade pretende procurar o STF para tentar reverter a distribuição.

“Estamos nos movimentando para tentar sensibilizar o Supremo Tribunal Federal (STF). O que nos preocupa é o uso de uma droga sem segurança comprovada. Essa situação está criando uma jurisprudência para que qualquer pessoa use uma substância que não tem comprovação científica.”

Polêmica

A fosfoetanolamina foi estudada pelo professor aposentado Gilberto Orivaldo Chierice, que era ligado ao Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros. Na ocasião, segundo o IQSC, algumas pessoas chegaram a usar a substância como medicamento, o que era permitido pela legislação. Daí teriam surgido as primeiras informações de que a fórmula combateria o câncer.

Desde o ano passado, qualquer droga experimental somente pode ser testada com o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um homem chegou a fabricar a substância em casa e acabou preso.

O instituto informou ainda que não distribui a fosfoetanolamina, porque a USP não assumiu a titularidade das pesquisas de Chierice. Entretanto, como tem capacidade de produção, o IQSC tem sido obrigado pela Justiça a fazer a droga sintética. A substância não foi testada clinicamente. O criador diz que chegou a acionar a Anvisa e não obteve retorno. Já o órgão divulgou nota nesta semana para garantir que nunca foi procurado para qualquer análise.

Segundo Chierice, o organismo produz a fosfoetanolamina. “O que fizemos foi sintetizar isso, em alto nível de pureza e em grande concentração.” Ele tem a patente da fórmula no Brasil.

Diretor-geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, Paulo Hoff afirma que os estudos clínicos são essenciais para que a vida dos pacientes não seja colocada em risco.

“O estudo determina os efeitos colaterais, a melhor administração e as indicações de medicação. Isso vale para um antibiótico e para um remédio contra o câncer. É o que dá noção de eficácia e segurança para ser usado.”

De acordo com Felipe Ades, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, uma substância não pode ser considerada um medicamento sem que estudos em seres humanos sejam feitos.

“Isso não é uma burocracia, ou uma exigência legal, isso faz parte do processo científico que visa a produzir medicamentos verdadeiramente eficazes”, disse Ades. “A fosfoetanolamina não é, atualmente, uma opção de tratamento contra o câncer”, concluiu.

Justiça

O assunto também chegou ao governo. Uma paciente de câncer abordou o governador Geraldo Alckmin durante visita ao interior pedindo para que liberasse a substância. Nas redes sociais, advogados se colocam à disposição de quem quer pedir uma liminar.

O Tribunal de Justiça de São Paulo havia suspendido as liminares favoráveis à retirada da substância, a pedido da USP, mas depois liberou a distribuição, pois um paciente derrubou o veto no Supremo. O Estado procurou o Ministério Público Estadual, que informou não ter nenhum processo sobre o caso.

Fonte: Exame

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AMAPAENSE TORNA-SE CUIDADORA DE ANIMAIS ENQUANTO TRATAVA CÂNCER

Geiza Albuquerque é amapaense, tem 27 anos e foi diagnosticada com câncer no colo do útero. Foi em 2012 que descobriu a doença -já em grau avançado -, na época trabalhava como promotora de vendas. Começou o tratamento pago pela empresa, mas seis meses depois foi demitida. A partir de então, foi atrás de realizar seu tratamento pelo SUS.

Como já sabemos, exames são caros! Ela, que é mãe de um menino de 7 anos, precisava ter alguma renda. Foi então que começou a trabalhar em casa, enquanto estava em tratamento. Em julho de 2014 tornou-se cuidadora de animais. “Cuidar deles me ajuda a enfrentar os problemas”, falou. Geiza também é voluntária na Associação Amigos dos Animais de Rua (Amar).

Seu amor pelos animais então foi usado como um emprego. E não é que deu certo?

(Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

“Não sei se estou curada. Os exames são caros e eu não tenho condições de pagar. Não consegui mais arrumar emprego em nenhum lugar”, disse.

Ela passou a cuidar dos gatos e cachorros da advogada Suelen Penafort, de quem é amiga há 3 anos. Atualmente, a advogada tem cerca de 70 gatos e 4 cães. O número de animais oscila bastante no local, já que todos recebem cuidados e são colocados para adoção.

“A Suelen sempre me acompanha e me ajuda de forma inexplicável. Sem cabeça para sofrer com a doença, me agarro aos bichinhos para cuidar e oferecer carinho. Tenho esse amor pelos animais desde criança”, contou Geiza, que diz que tinha em casa 26 gatos e 10 cachorros quando descobriu o câncer. A maioria foi doada, segundo diz.

Trabalho e amor

A Geiza faz o serviço sempre com muita dedicação. E olha que não é fácil! Primeiro solta os gatos, dá o café da manhã para os bichanos enquanto o gatil é limpo e mais tarde eles são soltos para brincadeiras.

“Desde o problema de saúde não voltei a trabalhar. Eu ajudo ela [Suelen] e ela me ajuda. Cuido dos ‘meninos’ [os gatos e cães] para ela. Hoje em dia sou cuidadora de animais”, definiu.

A amapaense diz que não consegue explicar esse amor tão imenso pelos animais. “É algo incrível”. Apesar da doença, Geiza garante que não vai desistir de continuar o trabalho que faz, de salvar e cuidar dos animais.

“Eu não desisto deles assim como creio que Deus nunca desiste de mim. E tenho certeza que um dia vou conseguir fazer meus exames e o resultado vai dar positivo e eu estarei curada”, acredita.

Fonte: G1

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CAT COLUNISTA: NO ÂMBITO DO SUS

O diagnóstico de uma doença sempre causa certa aflição, ainda mais quando se trata de uma doença grave como a neoplasia.

Provavelmente, a primeira coisa que se vem à mente é:

“Será que vou sobreviver ao tratamento? Como vou custeá-lo? Como conseguirei me tratar no sistema público de saúde?”

O que normalmente não é sabido pelas pessoas é que há leis cujo objetivo consiste em assegurar ao paciente o seu direito ao tratamento, seja pelo Estado (SUS), seja por hospitais particulares ou iniciativa privada.

Há, ainda, direitos que, neste momento, podem ser grande ajuda por repercutirem no patrimônio do portador da neoplasia.

No tocante ao prognóstico, é preciso ter em mente que o médico-assistente é quem define o tratamento a ser seguido.

A operadora do plano de saúde não pode, simplesmente, negar a sua concessão sem nenhum embasamento técnico. A negativa do tratamento é considerada abusiva, nos termos artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor, bem como em razão do prescrito no artigo 12 da lei dos planos de saúde (Lei 9656/98), pois ninguém melhor que a autoridade médica para decidir qual a melhor terapêutica a ser adotada. Ainda, neste mesmo entendimento o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo editou as Súmulas nº 95 e 102.

Noutro giro, o parágrafo 2º, do artigo 17 da Lei 9656/98 assegura ao paciente o seu direito de manter o tratamento até a sua alta efetiva no nosocômio por si eleito, ainda que seja descredenciado.

No âmbito do SUS, o artigo 2º da Lei 12.732/2012 prevê que o paciente terá direito ao início do tratamento no prazo de 60 dias contados.

As pessoas que foram mastectomizadas têm direito à cirurgia de reconstrução mamária de forma gratuita, nos termos da Lei nº 9.797/99. As operadoras de planos de saúde, também, são obrigadas a cobrir este procedimento e a sua negativa será considerada abusiva (artigo 10-A da Lei 9656/98).

Outro direito de suma importância é o custeio do tratamento fora do local de residência do paciente. È o chamado TDF ( tratamento fora do domicilio).Nos termos do artigo 04º, da Portaria/SAS/ nº 55 da de 24 de fevereiro de 1999, o paciente desprovido de recurso financeiro terá direito ao custeio de transporte aéreo, terrestre e fluvial, diárias para alimentação e pernoite.No caso do acompanhante, deverá haver indicação médica com o devido esclarecimento.

Esses são apenas, alguns exemplos de direitos do paciente com câncer. Outros há que não estão ligados efetivamente ao tratamento, mas que também podem ajudar de certa de forma, neste momento tão delicado. Pode-se citar o saque do FGTS (artigo 20, XI, Lei nº 8.036/1990), a quitação total ou parcial de um financiamento imobiliário (seguro contratado no momento do financiamento), isenções de tributos na aquisição de um veículo, liberação de rodízio (no caso da cidade de São Paulo), isenção de imposto de renda ( no caso de aposentados) etc.

Não deixe de exigir os seus direitos e os faça valer

Por: Janaina Linhares

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POR MAIS TEMPO

As estatísticas indicam que no tempo que você vai levar para chegar ao fim deste texto cinco mulheres terão recebido um diagnóstico de câncer de mama no mundo. E uma delas vai descobrir esse câncer já́ com metástase, quando o tumor atinge outros órgãos do corpo.

O câncer de mama é bem conhecido pela sociedade, mas poucos sabem sobre os estágios mais avançados da doença. A Campanha Por Mais Tempo, lançada em junho, chegou para mudar esse cenário, ao propor um novo olhar sobre câncer de mama metastático e trazer à tona a realidade das pacientes diagnosticadas com a doença.

A proposta da campanha é discutir a necessidade do acesso igualitário aos tratamentos adequados para mulheres atendidas pelo sistema público de saúde – Com os avanços da medicina, já existem terapias personalizadas e específicas para o câncer de mama metastático que proporcionam mais tempo e qualidade de vida. Só que as pacientes do sistema público não têm acesso a esses cuidados! A luta é para mudar essa realidade e permitir que elas possam ter a chance de viver mais e melhor.

Hoje, mais da metade dos casos da rede pública são diagnosticados já em fases avançadas, o que dificulta o tratamento e impacta diretamente no prognóstico da paciente.

Gostaria de contar com todas as Cats e seus amigos para ajudar mulheres diagnosticadas com câncer de mama metastático a ter a chance de viver mais, participando da campanha, compartilhando, divulgando e assinando a petição pela oferta de novos medicamentos para câncer de mama metastático no sistema público de saúde. Acesse Por Mais Tempo.

Com um minuto do seu tempo, você poderá ajudar a dar mais tempo de vida às mulheres com câncer de mama metastático, assinando a petição da campanha #PorMaisTempo. Faça parte desse movimento!

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IMUNOTERAPIA PODE ABRIR CAMINHO PARA A VACINA CONTRA O CÂNCER

Quando Alexander Fleming descobriu a penicilina, em um laboratório de um hospital em Londres, a humanidade entrou em uma nova era, entre os anos 30 e 40, com o surgimento do antibiótico. Antes, no século 19, os avanços de Louis Pasteur na microbiologia culminaram com conquistas como a vacina anti-rábica. Tudo acontecia em ambientes acanhados, no fundo de clínicas, em meio a pipetas, buretas, cientistas bigodudos, suando em seus ternos e forçando a vista em seus pincenês.

Atualmente, de maneira mais requintada, em plena época molecular, cheia de alarde, em avançados centros de pesquisa e com apoio financeiro de peso, o mundo talvez esteja assistindo à consolidação de um novo caminho para a cura do câncer: a imunoterapia. Segundo médicos brasileiros que estiveram na Asco (American Society of Clinical Oncology), em Chicago, a conferência, encerrada na última terça-feira (2) mostrou que tal tratamento já é um dos pilares no combate a essa doença dramática, mas já menos misteriosa.

São os casos dos oncologistas Marcelo Cruz, do Centro Avançado de Oncologia na Beneficiência Portuguesa (SP), e Fábio André Franke, coordenador do Centro de Alta Complexidade em Oncologia do Hospital de Caridade de Ijuí (RS). Entusiasmados, eles cogitaram até que, a partir dos novos conceitos da imunoterapia, se possa chegar a uma vacina contra o câncer. Cruz afirmou:

— Caso se consiga encontrar uma terapia que atue no sistema imunológico e ele tenha uma ação rápida contra alguma célula que pode aparecer (e provocar o câncer), ele irá agir desta maneira. E até para prevenção com pacientes de alto risco portadores de mutações hereditárias, para que eles utilizem algum procedimento como vacina para proteção contra o câncer. Não dá para saber quando isso será possível, mas está evoluindo muito rápido (a pesquisa neste sentido).

Mudança no padrão de tratamento

Seria uma vacina inovadora, específica, possivelmente em função da reação individual de cada paciente. O HPV (de colo de útero) já é um tipo de câncer prevenido com vacina. Mas o leque pode ganhar uma dimensão muito mais ampla. Por enquanto, a imunoterapia tem uma ação mais conhecida em casos graves como câncer de pulmão, que mata cerca de 1,3 milhão de pessoas ao ano (segundo o Inca) e melanoma já avançados. Trata-se de um processo no qual há a liberação do sistema imunológico para que ele combata as células cancerígenas, conhecidas por bloquear a capacidade de defesa do organismo.

É a mudança de paradigma no combate a esse inimigo que até então debochava da angústia de pacientes e médicos cada vez que doses cavalares de quimioterapia se acumulavam, combalindo sistemas imunológicos. Isso para, no fim, lamentar, muitas vezes, pela multiplicação das células cancerígenas. Cruz acredita que a nova alternativa agride menos o corpo do paciente.

— Quimioterapia gera toxicidade e, com a imunoterapia, são utilizadas drogas menos tóxicas que possibilitam com isso o uso prolongado para que se possa garantir ainda mais sobrevida ao paciente.

Na imunoterapia, o próprio organismo se torna aliado do paciente, permitindo que o sistema imunológico ataque determinadas proteínas produzidas pelo câncer. Um novo medicamento, o Nivolumabe, foi testado em 582 pacientes com câncer de pulmão escamoso, aumentando a sobrevida, em alguns casos, de 9,4 meses para 19,4 meses, segundo o laboratório Bristol-Myers Squibb.

O medicamento, no estágio 3 de pesquisa, já está sendo comercializado nos Estados Unidos, segundo Franke. No Brasil, já é comercializado o Ipilimumabe, que combate outro tipo de proteína, a CTLA-4 (o Nivolumabe combate a PD-L1). Estuda-se também a combinação dos dois medicamentos, ambos aplicados de maneira intravenosa.

Caminho a ser seguido

Há, ainda, muitas questões a serem desvendadas, neste complexo mundo do sistema imunológico, feito, entre outros, de macrófagos, linfócitos e muitas dúvidas. Uma delas, segundo a ONG Cancer Research, em artigo da BBC, é o desconhecimento, em longo prazo, das mudanças no sistema imunológico provocadas pelos medicamentos.

Outra indagação busca desvendar mecanismos de resistência do organismo, que ainda limitam a duração da sobrevida, apesar do avanço já verificado. Franke ressalta.

— Temos de usar com cautela os dados para definir tratamento. Os dados nos mostram um caminho a ser seguido. O tratamento, no caso da utilização dos medicamentos voltados ao câncer de pulmão e melanoma, pode ter efeitos colaterais, auto-imunes, como tireoidite, colite, inflamação intestinal e inflamação pulmonar, controláveis na maioria dos casos, segundo Franke. Cruz ressalta, porém, que a imunoterapia já é uma realidade, mesmo com a necessidade de ainda ser mais estudada.

— A Asco 2015 entrou para a história do tratamento do câncer. Partiu de um ponto que não tem volta. Cada sessão do Congresso foi uma verdadeira plenária relativa à imunoterapia, em várias áreas. Todos os prêmios foram dados a pesquisas sobre o tema. A imunoterapia já é um quarto pilar no tratamento do câncer, sendo uma alternativa para a quimioterapia, a radioterapia e a terapia alvo.

Na Asco, foram apresentadas alternativas de utilização de imunoterapia em outros casos, como câncer de intestino e de rim. A imunoterapia também pode ser utilizada em alguns casos de neoplasias hematológicas, câncer que, diferentemente de tumores sólidos, não está restrito a um ponto e envolve componentes como sangue, medula óssea, baço, gânglios linfáticos e fígado. Um exemplo é o linfoma.

Nesse universo de alta complexidade que é o corpo humano, muita coisa ainda precisa ser decifrada. Isso instigava Fleming na busca da penicilina e Pasteur antes de cada descoberta. Também se veem em um mar de dúvidas os atuais pesquisadores do tratamento do câncer, mesmo com todos os recursos atuais. A palavra que prevaleceu para todos eles é “talvez”. Assim como prevalece agora para a imunoterapia, que talvez seja o caminho da cura. A palavra talvez às vezes intimida. Mas, bem aceita, é aquela que abre portas para as descobertas da Ciência e para a própria evolução da humanidade. Com toda a certeza.

Fonte: R7

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MÃE QUE TEVE SEU SEIO REMOVIDO POR CAUSA DE CÂNCER AMAMENTA SEU FILHO

Após descobrir a doença em estágio avançado no meio da gravidez, ela consegue dar à luz.

Alguns fotógrafos passam a vida inteira tirar a foto perfeita. A fotógrafa Kate Murray parece ter conseguido esse momento ao fotografar uma mãe que passou por uma mastectomia radical amamentando seu filho recém-nascido. A mulher que não teve a identidade revelada, recebeu o diagnóstico de câncer de mama em estágio avançado na metade de sua gestação.

Ela passou por sessões de quimioterapia. Quando chegou na 36ª semana, precisou passar por uma indução do parto, para poder receber remédios mais fortes.

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EMPRESÁRIA CARIOCA FAZ A DIFERENÇA NA LUTA CONTRA O CÂNCER INFANTIL

empresária-carioca-cancer-infantil

A empresária Renata Cordeiro Guerra poderia escrever um livro daqueles para se ler com uma caixa de lenços do lado, para aplacar poças de lágrimas. Mas muito pelo contrário: ela encontrou na doença do filho, Felipe – um tumor cerebral que o venceu em abril deste ano -, forças para lutar, resistir e continuar sua história com a inauguração do Instituto Todos Com Felipe, num escritório montado em sua própria casa, na zona sul carioca.

Mas muito antes disso, desde 2009, Renata presta assistência a crianças e adolescentes com algum tipo de enfermidade, sobretudo àquelas com câncer. “Consegui construir a emergência do INCA, porque a falta de qualidade no atendimento era absurda. A taxa de mortalidade diminuiu e as crianças ganharam sobrevida desde então”, diz ela. Por causa do tempo dedicado a Felipe, a empresária se tornou uma referência de luta e os amigos começaram a contar com sua consultoria sobre doações para ONGs que realizam bons trabalhos. “Eu fazia o meio-campo para as pessoas que queriam ajudar e vi um caminho se abrir. Por que não fazer um instituto? Meu pai é advogado e disse que não era tão difícil”, contou ela, que, em setembro, através de doações de pessoas físicas e jurídicas, também conseguiu construir a Brinquedoteca Felipe Cordeiro Guerra Nigri, no Hospital Nossa Senhora do Loreto, na Ilha do Governador, uma referência no estado para cirurgia e tratamento de crianças e adolescentes com lábio leporino e fissura lábio-palatal.“Enquanto esperavam as consultas, as crianças brincavam na lama. Aquilo me emocionou, juntei parceiros e construí uma área de 100 metros quadrados que atualmente atende 300 crianças. Hoje elas não querem mais sair de lá e o local virou um oásis”, explica.

Renata descobriu a doença do filho em 2005. De lá até abril deste ano, quando o heroico rapazinho faleceu, aos 13 anos, foram inúmeros tratamentos, incluindo quimioterapias, radioterapias, cirurgias, fisioterapias, tratamentos em hospitais no exterior e no Brasil. “Não consigo ficar parada. Se ficar pensando na morte do Felipe, enlouqueço. Esse trabalho me dá uma satisfação tão grande que transforma minha dor em amor”, ensina ela.”Não adianta ficar jogada numa cama chorando. Não faria bem para mim, nem o Felipe gostaria disso e tenho uma filha a quem dar atenção”, diz.

Felipe era superpopular entre os coleguinhas e seus amigos, que sempre o visitavam nos hospitais depois das cirurgias, vão fazer uma festa com renda revertida para o Instituto no dia 25.  “Amigos e familiares têm que estar do lado da criança e isso faz total diferença no tratamento. No caso do câncer, o acompanhamento dos pais e a fé movem montanhas, as portas se abrem e as pessoas encaram a doença de uma outra forma. Se você é derrotada e faz quimioterapia, sai sofrida da sala. Mas se você leva um jogo de tabuleiro e joga com as crianças, eleva o astral, dá esperança e motivação. Nunca desabei quando Felipe estava entre nós e só chorei quando ele morreu. Minhas amigas dizem que têm vergonha de falar que estão chateadas porque o filho fez algo que elas não gostaram, porque eu estou sempre bem. Ainda tenho uma filha e deixo para ficar triste na análise, nos quilômetros de corrida. Cada um pensa de uma forma”, diz Renata, afirmando que o filho sabia por tudo o que estava passando. “Quando ele ficou doente pela segunda vez (2009), falou: ‘Mãe, não tive infância e não vou ter adolescência, né?’. Nunca neguei, mas também não falava sobre como iriam acontecer certas coisas. Sempre dizia que estávamos juntos e que nunca iria deixá-lo de lado. Éramos grudados. Ele era uma pessoa que trocava energia, muito resignado, persistente, queria ir aos tratamentos e lutava pela vida. Tinha maior bom astral e o poder de me acalmar. Transmitia uma paz…Converso sempre com ele”

Renata tem o coração tão grande, cheio de esperança e amor, que ainda divide um sonho: “Construir um hospital para crianças com câncer, que seja referência no assunto”.

Fonte:(Revista Época)

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COMO MANTER A SENSUALIDADE DURANTE O TRATAMENTO?

Dentre as diversas más notícias que podemos ouvir, certamente, descobrir um câncer está entre uma das piores. Assim aconteceu com a ex-modelo catarinense Flávia Flores, na época com 35 anos.
Logo após o diagnostico, Flávia soube que teria que retirar as duas mamas. Como manter a sensualidade diante de uma situação como esta? Como fica a sensualidade de mulheres que se submetem à mastectomia para salvar suas vidas? A sensualidade perde espaço para o medo, para a insegurança e fica oculta aos olhos.
Dois anos se passaram, Flávia finalizou o tratamento com louvor, idealizou um projeto que inspira e ajuda milhares de mulheres pelo mundo. Ela passa por acompanhamento e divide suas experiências em seus canais na Internet.  No ensaio a seguir, através das lentes de Attahualpa César, Flávia mostra que é possível manter a autoestima elevada e resgatar a sensualidade.  O ensaio vai além de uma história de superação e esperança, propõe conscientizar o público feminino acerca da importância da prevenção da doença e que pode sim, resgatar a sensualidade que cada mulher tem mesmo nos momentos mais difíceis.

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NOVO REMÉDIO PARA CÂNCER DE PELE CHEGA AO MERCADO AMERICANO

NOVO REMÉDIO PARA CÂNCER DE PELE CHEGA AO MERCADO AMERICANO

Chegou às farmácias dos Estados Unidos um remédio que pode ajudar a combater o câncer de pele em estágio avançado. Por enquanto, a venda é só por lá e os preços são astronômicos.


Fortalecer o nosso sistema imunológico para combater o câncer é o que faz uma nova geração de remédios que tem despertado a esperança de médicos e pacientes. A agência que regulamenta os medicamentos nos estados unidos, a FDA, recentemente aprovou o uso de uma substância indicada para pessoas que tem melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele.


Nas células de defesa do corpo, existe uma proteína chamada PD-1. Ela evita que o nosso sistema imunológico ataque tecidos saudáveis. O problema é que ela reage com uma proteína da célula tumorosa, facilitando o ataque do câncer. O pembrolizumabe – que é a base desse novo medicamento – bloqueia essa reação permitindo que o organismo lute contra o tumor.


Esse tratamento pode ser feito em pacientes que já estão com o câncer de pele em estado avançado e que não respondem mais aos outros tratamentos. Em um dos estudos feitos, a nova droga foi dada a 173 pacientes. Ao todo, 26% dos voluntários tiveram ou a redução do tumor ou o desparecimento dele.


O novo tratamento contra o melanoma chega ao mercado com um preço bem salgado: em média cada paciente deve gastar US$ 12,5 mil por mês para comprar o medicamento, o equivalente a cerca de R$ 30 mil. Em um ano, são R$ 360 mil. A expectativa é que a concorrência entre os laboratórios possa aos poucos ajudar a reduzir esse preço e tornar o tratamento acessível a cada vez mais pessoas.

Fonte:(Portal G1)