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SABRINA PARLATORE CONTA COMO ENFRENTOU O DIAGNÓSTICO E O TRATAMENTO

A querida Cat Sabrina Parlatore deu uma entrevista para a revista Marie Claire e resolvi compartilhar. Vejam:

Aos 40 anos, Sabrina Parlatore precisou lidar com um inimigo que nunca imaginou ter que enfrentar: o diagnóstico de câncer de mama. A descoberta aconteceu em 2015, após uma negligência médica, que tardou o resultado e, segundo ela, impactou no tratamento recém-finalizado. “Se eu tivesse feito a biópsia um ano antes, talvez não precisasse de quimioterapia e ter passado por esse sofrimento que passei”, disse em entrevista à Marie Claire. Agora, curada, ela pretende impactar outras mulheres a se cuidarem mais.

Primeira da família a ter tido a doença, Sabrina culpa os picos de estresse com o trabalho pelo aparecimento do tumor. Por isso, hoje, tenta se cobrar menos e focar no seu prazer. Todo o processo contribuiu também para que ela repensasse suas relações. Durante o tratamento, colocou um ponto final no casamento de dois anos com Alfredo Motta.

“Senti que não estava feliz ali e precisava de um tempo comigo mesma. Faz oito meses e estou totalmente sozinha, feliz, me cuidando”, contou. Além de se dedicar à mente, Sabrina está focada também nos cuidados com o corpo para se manter saudável e evitar prognósticos negativos.

Referência de beleza, ela precisou lidar também com as mudanças físicas, resultado da quimioterapia e que impactaram diretamente em sua autoestima. “Por mais que você saiba que é passageiro, só quem passa sabe o sofrimento que é não se reconhecer no espelho. Mexe com a sua identidade mesmo”, desabafa.

Agora, curada, ela dá detalhes do processo enfrentado, fala sobre receios e conta como tem impactado na vida de outras mulheres.

Marie Claire – O seu tratamento está completamente finalizado? Quais são os próximos passos?
Sabrina Parlatore – 
Terminei meu tratamento em março do ano passado. Agora, por protocolo, faço um acompanhamento com exames. Era um tumor inicial que foi totalmente removido. A recuperação é lenta, principalmente por conta do protocolo de quimio que eu recebi, que foi bem pesado, de 16 sessões. Sofri bastante. É uma pancada, um atropelamento. Então até tudo voltar ao normal, demora. Inchei, perdi muita massa muscular e fiquei com muitas dores nas articulações. Isso leva tempo para recuperar.

MC – Existe algum outro caso na sua família ou você foi a primeira?
SP – 
Fui a primeira, “premiada”. Depois a gente acaba descobrindo que só 10% dos casos de câncer de mama são de ordem hereditária, genética. Os médicos nunca culpam alguma coisa. Pode ser estresse, alimentação industrializada e cheia de hormônio que a gente tem hoje em dia, tem também a questão hormonal… Mas é difícil culpar um agente só. No meu íntimo, só eu sei o que passei de estresse, tristeza e angústia na vida, tudo relacionado a trabalho. Então, culpo o estresse. Acho que o corpo o absorve e alguma coisa acontece aqui dentro.

MC – Quando você fala de estresse no trabalho, quais foram as suas decepções neste sentido?
SP –
 Já passei por momentos muito estressantes na minha carreira, de acúmulo de trabalho ou de não estar fazendo aquilo que eu realmente gostava. E isso foi me abatendo. Não fazer alguma coisa com vigor e amor, é se contrariar o tempo inteiro. Isso é muito ruim para a saúde. Então, agora estou respeitando muito isso.

MC – É verdade que houve negligência médica no seu caso?
SP – 
Sim. Eu fui diagnosticada em maio de 2015, quando descobri o caroço e fiz o exame. Só que um ano antes, esse mesmo tumor já havia aparecido em um ultrassom de rotina, mas o médico ignorou o nódulo. Na ocasião, a médica do laboratório onde fiz o exame orientou a biópsia. Mas ele disse que não era o caso, que bastava acompanhar o nódulo. Esse tipo de comportamento médico tem sido muito comum. A maioria das mulheres com quem converso, que tiveram câncer, disseram ter passado pela mesma situação. As pessoas precisam estar muito atentas ao seu próprio corpo, porque nem sempre o médico está tendo a melhor conduta.

MC – Ainda assim você descobriu bem no início…
SP –
 Sim, eu consegui detectar a tempo e era um tumor inicial. É claro que, quanto antes a gente identificar, melhor. O tratamento pode ser mais leve e tranquilo. Se eu tivesse feito a biópsia um ano antes, talvez não precisasse de quimioterapia e ter passado por esse sofrimento que passei. A quimio mexe com o organismo de forma geral, eu sentia cansaço, fiquei inchaço, tive enjoo, dor de cabeça, insônia, frequência cardíaca alta… É o tal do mal necessário. Por isso, se puder evitá-la, melhor. Para isso é preciso detectar o tumor cedo.

MC – Você não fez a mastectomia?
SP – 
Não precisei. Só fiz o quadrantectomia, que tira o tumor e uma margem de segurança em volta, que no meu caso foi muito pouco, então nem necessitei de prótese. Tive muita sorte em relação a isso.

Sabrina Parlatore faz comparação de fotos um ano após finalizar tratamento de quimioterapia (Foto: Reprodução / Instagram)

MC – A mudança física foi um receio inicial? Isso mexeu com a sua autoestima?
SP – 
Quando a gente inicia tratamento, ninguém te diz que você vai ficar feia. É uma coisa que se descobre ao longo do tempo, até porque existem protocolos diferentes de tratamento. O meu foi violento. Algumas mulheres precisam de poucas sessões e quase não apresentam muita alteração. No meu caso, a autoestima foi uma questão com a qual comecei a me preocupar por conta da aparência. Por mais que você saiba que é passageiro, só quem passa sabe o sofrimento que é não se reconhecer no espelho. Mexe com a sua identidade mesmo. Você literalmente se questiona: “Quem sou eu?”

MC – Passou por acompanhamento psicológico?
SP – 
A maioria procura e é recomendado mesmo. Eu não senti a necessidade, embora durante o tratamento na clínica recebesse um acompanhamento terapêutico com especialistas em pacientes com câncer, mas não era uma terapia semanal. É legal fazer, sim, porque é muito fácil cair em depressão durante a quimioterapia. Principalmente no final do tratamento, quando você vai ficando mais desgastada e o emocional prejudicado. Eu chorava muito por qualquer coisa, estava muito fragilizada, tudo me emocionava.

MC – Quem mais esteve ao seu lado durante todo esse tempo?
SP –
 Sem dúvida, a minha mãe. Ela foi uma fortaleza. Me dava apoio, estava sempre de alto astral, porque sabia que eu precisava estar forte também. E lógico que o ambiente que eu estava contribuiu. Eram enfermeiros extremamente sensíveis e carinhosos. A companhia é bem importante. Tanto que, quando terminei, fiquei com saudades das pessoas de lá. Se não fosse pelos efeitos tão ruins da quimio, eu diria que é uma delícia estar ali, porque eram horas muito agradáveis na companhia deles. Tive uma experiência que foi a melhor possível. Diante de tudo, teve essa coisa boa.

MC – Isso te fez repensar as suas relações?
SP –
 Sempre faz. A gente começa a dar mais atenção às pessoas, olhar de outra forma. Nunca sabemos o que o outro está passando. Como diz a música [‘Dom de Iludir’, de Caetano Veloso]: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Nunca podemos julgar o outro.

MC – Nesta fase você estava se relacionando com alguém?
SP –
 Eu estava casada, mas me separei depois. Quando a gente passa por uma experiência dessa, revemos tudo. Certamente teve um pouco a ver com a minha mudança interior. É curioso isso. Senti que não estava feliz ali e precisava de um tempo comigo mesma. Faz oito meses e estou totalmente sozinha, feliz, me cuidando. Não dei um beijo em todo esse período. Mas também não sinto falta. Estou em um relacionamento sério comigo mesma, descobri meu amor próprio.

MC – Quando você olha para trás, o que tira de tudo isso?

SP – Sem dúvida é um baque muito grande. Por incrível que pareça, eu ganhei algumas coisas. Agora, me sinto uma pessoa menos ansiosa, preocupada. Diante disso, o resto dos problemas ficou pequeno. A gente se cobra muito e é muito cobrado na vida. Espero que com isso, eu me torne uma pessoa mais tranquila. E veio uma coisa muito forte de realmente aproveitar o presente, porque a gente não sabe como vai ser daqui a uma hora. Isso te tira angústias, preocupações… Não que a gente não tenha que se planejar, que se prevenir. Mas que seja só com o que for realmente importante.

MC – De certa forma, depois do fim do tratamento, o câncer fica como uma espécie de fantasma?
SP – 
Tem aquela coisa de a alta vir só depois de cinco anos. O câncer ainda  está ligado a uma doença incurável. Mas o de mama é o mais curável desde que diagnosticado no início. Internamente me sinto curada, porque estou dentro dessa estatística das mulheres que descobriram no início. Então realmente sou muito otimista e acho que nunca mais vou ter nada. Lógico que agora vou me cuidar mais do que nunca. A preocupação existe, é natural. Depois do tratamento, quando você vai fazer novos exames, fica apreensiva até sair os resultados. Porém, o que eu ganhei – a força, a paz – é maior do que a doença. Claro que minha história pode ser considerada feliz. Nem todas são. Infelizmente, vejo muitas mulheres com metástase e com prognósticos ruins. Por isso, a minha maior intenção enquanto luta é incentivar a todas que façam os exames preventivos para que possam diagnosticar um possível câncer o mais cedo possível. Estamos falando de uma doença extremamente grave, com um tratamento horroroso.

MC – De que outras formas você pretende impactar na vida das mulheres?
SP – 
Acho que já estou impactando. Desde que tornei pública a minha história, comecei a atuar mesmo nesse tema, a me engajar. Tenho um grupo de WhatsApp com centenas de mulheres, e todas se ajudam muito. Muitas me procuram pelas redes sociais. Coloco no grupo, converso por telefone. Dedico o maior tempo para elas, que se sentem muito confortadas. Os grupos de apoio são muito importantes. A gente se sente “normal”, não mais sozinha. Ter exposto o que passei de uma forma tão clara e honesta, faz com que as pessoas se identifiquem. Desde colocar uma imagem forte como a que eu coloquei – sem maquiagem, sem cílios, sem sobrancelha, inchada e com o olhar sem brilho -, até dizer que isso passa. Isso realmente faz a diferença para outras mulheres. Por ser apresentadora, isso é uma coisa fácil, natural, prazerosa de fazer, e que acaba me ajudando também. Algumas pessoas me questionam se isso não é uma maneira de reviver um sofrimento. E digo sempre que não. Pelo contrário, me ajuda a superar ainda mais. Sempre quis trabalhar por uma causa e não sabia qual. De repente ela apareceu para mim. É uma coisa para o resto da vida, um trabalho que quero levar adiante.

MC – Durante o tratamento você continuou trabalhando?
SP – 
Dentro das minhas possibilidades. Eu não estava com um emprego fixo, então não tinha uma rotina de trabalho. Continuei com meus compromissos de apresentar eventos e fazer show. Mas nos últimos dois meses de tratamento, parei com tudo, porque estava muito desgastada.

MC – Quais são os seus planos profissionais?
SP – 
Quero atuar nessas três frentes: TV, música e palestras. Espero voltar com um programa. Já tenho alguns projetos e vou correr atrás das oportunidades, porque esperar sentada está difícil. Tenho meu projeto musical que quero retomar agora, montar um novo show. E também estou preparando uma palestra sobre a minha vida, focada no que eu passei com o câncer de mama, porque a demanda para isso tem sido muito grande. Estou muito animada!

Fonte: Marie Claire

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APÓS PASSAR POR TRATAMENTO DE CÂNCER DURANTE A GRAVIDEZ, ESTUDANTE TEM PARTO HUMANIZADO DE SUCESSO

Michelle Oliveira de Moraes, 31, esperou seu filho Vinícius querer vir ao mundo. Nada de cirurgia ou injeções para acelerar o processo. A decisão assustou os mais conservadores, principalmente por um motivo em especial: durante a gestação, a estudante descobriu um câncer de mama, passou por cirurgia e quimioterapia.

Ela é mãe de primeira viagem, e só descobriu o nódulo depois que seu marido, com muita insistência, a convenceu a ir ao médico. “Ano passado apareceu um cisto na minha mama esquerda, nada preocupante. Daí este ano meu marido detectou um nódulo na minha mama direita. Quando ele descobriu, pediu para eu ir ao médico ver exatamente o que era. Eu demorei uns dias e ele cobrando. Até que um dia ele me disse que se eu não fosse ao médico analisar isso, não ia me deixar entrar em casa (radical ele não?!). Neste dia fui ao médico e ele me pediu uma ultrassonografia”, lembra.

O resultado foi claro: nódulo sólido na mama direita. Na biópsia, logo depois, a futura mamãe teve certeza do carcinoma. A cirurgia para retirada do nódulo veio um mês depois. Nesta época, grávida de quatro meses, Michelle teve medo e, quando acordou, só queria saber de seu bebê. “(…) o anestesista pegou um ultrassom portátil e me mostrou o meu bebê. Quando vi que ele estava bem, que o coraçãozinho dele estava batendo, respirei aliviada. No mesmo dia ele também mexeu, era como se dissesse: mamãe, fique tranquila, eu estou bem!”.

Apesar de já ter retirado o nódulo, o tratamento não acabou. Michelle passou por sessões de quimioterapia e, para ajudar na recuperação, pesquisou muito sobre a gravidez em mulheres com carcinoma mamário, “e todas que estudei tiveram seus filhos saudáveis”, conta. Além disso, se apegou em sua fé.

“O médico que fez as ultrassons da gravidez, que já tinha acompanhado casos parecidos com o meu, me alertou que o meu filho poderia nascer um pouco menor e com poucos quilos, mas que ele recuperaria fora do útero. Isso foi um enorme alívio”. Vinícius nasceu dia 9 de dezembro de 2016, num parto natural e humanizado.

“Meu parto foi humanizado sim, pude contar com ótimos profissionais da área que me incentivaram. Ter parto natural é de grande importância tanto para a mãe quanto para o bebê, este nasce mais esperto, fora a recuperação da mãe que é bem melhor e rápida. Engraçado que quando as pessoas me perguntavam quando eu ia ter o bebê, eu respondia que quando ele quisesse, ou seja, ele que ia decidir a hora de nascer. Daí ficavam intrigados e perguntavam: ‘mas como Michelle? Você está passando por um tratamento de câncer!’, e eu respondia que fora o câncer eu era uma pessoa muito saudável”, afirma a mãe.

Vinícius nasceu saudável e no coração da mãe o que existe hoje é a gratidão. O tratamento não terminou, já que ela terá que fazer radioterapia neste mês de janeiro, e continuar com acompanhamento médico ainda por um ano. “A mensagem é: deu vontade de chorar, chore, pois é uma notícia muito triste que ninguém espera receber num momento tão sublime como a gravidez. Esse choro traz um certo alívio, mas que tenha fé, esperança em nosso Criador, Jeová Deus, que ele dará forças na medida que precisares para ir avante”, finaliza.

Fonte: Olhar Direto

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DRª REGINA CHAMON: MASSAGEM DURANTE O TRATAMENTO DO CÂNCER: PODE OU NÃO PODE?

Durante o tratamento do câncer muitas pessoas ficam na dúvida: posso ou não posso fazer massagem?

Cada dia temos um maior número de estudos científicos sobre os benefícios e os malefícios da massagem, então vamos falar um pouco sobre  isso. A massagem faz parte de um conjunto de técnicas de manipulação corporal, em que o terapeuta aplica pressão nos músculos e tecido conjuntivo a fim de reduzir tensão e dor, melhorar a circulação sanguínea e estimular o relaxamento.
Vários estudos sugerem que a massoterapia alivia a dor relacionada ao câncer, alivia a ansiedade e a fadiga, relacionadas tanto à doença quanto ao seu tratamento, e melhora o humor. Além de ser um cuidado muito gostoso com a gente mesmo, não é?
Existem várias técnicas de massagem, e as mais recomendadas para pacientes com câncer são a reflexologia (massagem nos pés) e as técnicas de relaxamento que utilizam um toque mais suave. Em pacientes com câncer
de mama a drenagem linfática auxilia na redução do inchaço do braço após a cirurgia, e geralmente é recomendada como parte do tratamento médico.
A massagem, em geral, é segura quando realizada por um terapeuta qualificado e que tenha experiência em pacientes com câncer. Malefícios são raros, mas podem ocorrer com o uso de técnicas exóticas ou quando realizadas por profissionais destreinados ou inexperientes.
Em pacientes com câncer, o terapeuta deve evitar a aplicação de pressão profunda ou de forte intensidade, especialmente em locais próximos a lesões, gânglios aumentados, locais de cirurgia ou próximo a dispositivos médicos como cateter, sonda e dreno, a fim de prevenir deslocamento destes dispositivos, desconforto ou aumentar o risco de infecções. Pacientes com tendência a sangramento devem receber apenas toques suaves. Cada caso deve ser avaliado individualmente quanto a indicações ou contraindicações para o uso das terapias complementares.
Portanto, antes de iniciar qualquer terapia complementar, consulte o seu médico. E comunique sempre ao seu terapeuta sobre o tratamento da sua doença, a fim de que ele tenha as precauções necessárias.

Fonte: Evidence-Based Clinical Practice Guidelines for Integrative Oncology

Um abraço, e até
breve!
Dra Regina Fumanti
Chamon
Hematologista
CRM 120.010/SP
www.cuoremi.com

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O FIM DO TRATAMENTO DE EDSON CELULARI

O ator Edson Celulari, de 58 anos, publicou neste domingo (27) uma foto em seu perfil no Instagram em que falou sobre o fim de seu tratamento contra o câncer. Em junho, ele havia revelado que tinha um linfoma não-Hodking, que afeta o sistema de defesa do organismo.

“Graça recebida. Graça agradecida. Um coração pleno de obrigados. Vida que segue com muito Amor. Dia de um Sol lindo por aqui, e que ele ilumine a todos. #diadenossasenhoradasgraças #dianacionaldecombateaocancer”, escreveu Celulari na legenda da imagem.

Em entrevista à coluna de Ancelmo Gois no jornal “O Globo” publicada neste domingo, o ator também comentou o término das sessões de quimioterapia e radioterapia às quais se submeteu nos últimos meses.

“Estou eufórico. É a alegria da página virada. Quando terminei de fazer as sessões de quimioterapia, descobri que, por precaução, teria de me submeter a mais doze sessões de radioterapia”, afirmou na entrevista. “Terminei quinta passada. Agora, sinto uma sensação de alívio, uma vontade de comemorar, de agradecer a todos, de fazer uma festa. Mas todas as pessoas não caberiam no Maracanã.”

O linfoma não-Hodgkin
Há mais de 20 tipos de diferentes de linfomas não-Hodgkin, doença que já atingiu, por exemplo, personalidades com a presidente afastada Dilma Rousseff, o ator Reynaldo Gianecchini e o governador licenciado do Rio, Luiz Fernando Pezão.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) lista os seguintes sintomas do linfoma não-Hodgkin: aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e/ou virilha; sudorese noturna excessiva; febre; prurido (coceira na pele); e perda de peso inexplicada.

Na maioria dos casos, o tratamento é feito com quimioterapia, radioterapia ou ambos. De acordo com o Inca, o Brasil deve registrar 10.240 casos de linfoma não-Hodgkin em 2016, com incidência maior em homens do que em mulheres.

Linfomas não têm, maioria das vezes, causa específica que contribua para seu surgimento, como é o caso, por exemplo, do câncer de pulmão, que tem no fumo um agente catalisador.

Linfoma Hodgkin x não-Hodgkin
Estima-se que os linfomas sejam a nona ou décima ocorrência de câncer no Brasil, variando de acordo com a região do país. Os linfomas são divididos em dois grandes subtipos: os Hodgkin e os não-Hodgkin, porque possuem células com características diferentes.

Os não-Hodgkin são mais comuns, acometendo cerca de 80% dos pacientes. Os Hogdkin atingem apenas 20% do total de pessoas que têm linfoma e costuma ser mais frequente nos dois extremos da vida, principalmente pacientes jovens e os mais velhos.30

Fonte: G1

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TRANSFORMAÇÃO: DO INÍCIO DO TRATAMENTO A CURA

Ao receber o diagnóstico de câncer o desespero e o medo são inevitáveis, muitas pessoas pensam que não vão vencer a doença e ficam deprimidas, isoladas, enquanto outras buscam maneiras de combater o problema e se tornam mais proativas.
Um dos maiores problemas de ter um câncer é o impacto psicológico que causa, tanto no longo como no curto prazo. Mesmo com o avanço da medicina e na detecção precoce da doença, ainda existem dúvidas de como será a vida após o câncer. A verdade é que existe vida sim após a doença e precisa ser vivida da melhor maneira possível.
Flávia Flores descobriu em outubro de 2012 um câncer de mama, após o choque do diagnóstico ela decidiu combater a doença de uma maneira diferente: com muita beleza. Ela fez uma pesquisa na Internet sobre algo que falasse de beleza e autoestima durante o tratamento de quimioterapia, mas nada encontrou. Resolveu então, criar sua própria página no Facebook: “Quimioterapia e Beleza” onde ajuda outras mulheres que estão na mesma situação e mostra como a vida durante a quimioterapia pode ser menos dolorosa, mais leve, como aproveitar essa fase e que a busca da cura é o foco principal. “Com minhas fotos e dicas, inspiro muitas mulheres. O câncer se mata, embeleza”, afirma.
A vida após o câncer não é a mesma como antes da doença, a sensibilidade aflora, as prioridades mudam e para muitas pessoas é o começo da melhor fase da vida.
Clicada por Attahualpa César, Flávia Flores mostra a transformação um ano após o diagnóstico. Ela superou muitos obstáculos durante os meses de tratamento, desde os efeitos colaterais até ao sumiço de “amigos” e também do namorado.
A careca de Flávia ficou famosa, tornou-se um ícone fashion e inspiração para milhares de mulheres mundo afora, que antes se sentiam envergonhadas, com medo de pronunciar a palavra câncer… E onde muitos viam um fim, Flávia transformou em um lindo recomeço.

https://www.youtube.com/watch?v=sJe5B3LiEzE

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CÂNCER ME MAMA: TRATAMENTOS E RECOMEÇO

Fonte: O Dia Domingo 

Post Que Nem Mocinha:

Olá meninas, mocinhas, amadinhas. Hoje finalizo a coluna especial sobre o câncer de mama trazendo informações sobre tratamentos, acompanhamento psicológico e o recomeço dessas mulheres maravilhosas. Foi muito bacana ter esse espaço aqui, para falar dessa doença que deve ser levada muito a sério. Vamos lá?

Tratamento

O tratamento irá depender muito do tipo e estágio do tumor. Assim, a definição terapêutica é determinada caso a caso. Vale lembrar que, quando mais cedo for descoberta a doença, maiores serão as suas chances de cura. Por isso é muito importante fazer o autoexame regularmente, ok?

Vamos dividir essa etapa em duas: terapia local e sistêmica.

1. Terapia Local

Cirurgia e radioterapia visam tratar o tumor no local, sem afetar o resto do organismo.

Cirurgia: é a modalidade de tratamento mais antiga e, quando o tumor encontra-se em estágio inicial e em condições favoráveis para a retirada, a mais efetiva.

Radioterapia: utiliza a radiação ionizante. É muito utilizada para tumores localizados, para os quais não há necessidade de retirada de grande parte da mama ou para tumores que não podem ser retirados totalmente por cirurgia, ou quando se quer diminuir o risco de que o câncer volte a crescer.

2. Terapia Sistêmica

São medicamentos administrados via oral ou diretamente na corrente sanguínea para atingir as células cancerosas em qualquer parte do corpo. A quimioterapia, a terapia hormonal e a terapia-alvo são exemplos de terapias sistêmicas.

Quimioterapia: Tratamento que utiliza medicamentos, orais ou intravenosos, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.

Terapia Hormonal: Tem como objetivo impedir a ação dos hormônios que fazem as células cancerígenas crescerem. Age bloqueando ou suprimindo os efeitos do hormônio sobre o órgão afetado.

Terapia-alvo: Denomina-se de terapias-alvo drogas anti-cancerígenas relativamente novas e que têm como alvo uma determinada proteína ou mecanismo de divisão celular apenas (ou preferencialmente) presente nas células tumorais.

O tratamento é escolhido pela equipe médica levando em consideração todas as características da paciente.

Psico-oncologia cuidando das feridas da alma

A psico-oncologia é uma especialidade da Psicologia e uma subespecialidade da oncologia que procura compreender as dimensões psicológicas presentes no diagnóstico oncológico, tais como o impacto do câncer no funcionamento emocional do paciente, de sua família e dos profissionais de saúde envolvidos em seu tratamento. Antes de fazer as considerações necessárias acerca da Psico-Oncologia, faz-se necessários a definição de alguns conceitos básicos.

A confirmação do diagnóstico oncológico e a realização de procedimentos invasivos durante o tratamento podem desencadear um desequilíbrio emocional no paciente e na sua família. Ocorre uma mudança significativa na vida das pessoas após o diagnóstico de câncer, e tudo isso pode ser concebido como algo ameaçador à integridade física e mental desses indivíduos. O câncer é uma enfermidade ainda repleta de estigmas, associada à morte, e apesar de todo o conhecimento e informações, o diagnóstico do câncer costuma ter um efeito devastador.

Em maior ou menor número, em diferentes momentos do processo da enfermidade, o paciente apresentará algum desconforto frente à essa nova realidade — independentemente de ter uma rede de apoio (família, amigos, associações, igreja) fortalecida ou uma crença religiosa. O psicólogo, juntamente com a equipe competente, precisam prontamente atender as demandas desses pacientes a fim de obter melhores resultados durante o tratamento. Ou seja, o ponto de união desta área é o paciente de câncer. Suas dificuldades, necessidades, problemas precisam ser atendidos, seja facilitando um melhor enfrentamento da doença e permitindo uma convivência melhor com ela, seja melhorando o estado psicológico e levando a um melhor estado geral orgânico, auxiliando na recuperação e na cura, se possível.

Na atuação do psicólogo juntamente com a equipe de saúde, existe ainda um desafio do trabalho do profissional de psicologia em uma equipe multidisciplinar. A chegada da psico-oncologia no hospital é recente e sua função ainda é frequentemente desconhecida ou distorcida. Mas já existem situações em hospitais onde o psicólogo não é só é muito valorizado como também é requisitado pelo corpo médico e equipe de saúde.

Mesmo com todo o avanço da medicina, não se sabe ainda quais são todos os fatores que podem desencadear o processo cancerígeno e quais os fatores curativos. Os mesmos tratamentos não surtem os mesmos efeitos em pacientes com os mesmos diagnósticos e prognósticos, atravessando a mesma fase da doença. A priori, o que se pode fazer é o investimento no tratamento e o fortalecimentos das redes de apoio bem como a assistência pessoal, psicológica a esse paciente.

O impacto psicológico causado pelo câncer de mama traz uma significativa repercussão na vida da paciente. Quando esse momento é vivido com conhecimento e compreensão, através de um apoio psíquico, torna-se possível o entendimento dos seus medos e angústias que podem interferir em uma resposta ao seu tratamento terapêutico. Desta forma, é importante que o acompanhamento multidisciplinar e especializado seja promovido à paciente com dedicação e confiança, oferecendo assim, o restabelecimento da saúde em seu sentido mais amplo.

A presença da depressão e estado de dor e angústia é perfeitamente aceitável na descoberta da doença. É patológico se a mulher apresentar uma outra postura, isso significaria a negação do câncer. Para que esse cenário seja menos doloroso, a equipe de saúde pode, também, ser participativa positivamente nesse cenário psicoterapêutico, o que possibilitará uma maior tranquilidade e apoio durante todo o processo de tratamento, assim como de seus familiares.

O temor ao câncer de mama acomete a retirada de parte do corpo da mulher, que, em muitas culturas, desempenha função significativa. Sua estética, fantasias e intimidade ficam comprometidas. Aceitar sua nova condição e adaptar-se à nova imagem do seu corpo exige um esforço muito grande para o qual, muitas vezes, a mulher não está preparada e por isso ela precisa de um apoio próximo, de alguém confiável.

O apoio do companheiro ou companheira é muito importante, embora, seja uma situação de dificuldade e aceitação também para ele ou ela. A mulher, na maioria das vezes, apresenta um sentimento de isolamento, se torna fria e distante e se recusa a ter relações sexuais, por acreditar que não é mais atraente para o marido ou esposa, e que não é capaz de trocar experiências que antes eram compartilhadas. O suporte psicológico deve ser oferecido ao casal, para que os dois saibam como lidar com essa nova fase.

O amadurecimento, cumplicidade e a confiança estabelecida nesse relacionamento também será um fator de peso para a condução psicoterapêutica do problema.

Depois do câncer

O cabelo volta a crescer e a angústia (felizmente!) é superável, mas o tempo não cura todas as marcas deixadas pelo câncer de mama. Para as mulheres que passam por mastectomia há a possibilidade de reconstrução do seio e até mesmo do bico do mamilo, mas a pigmentação característica acaba sendo perdida. Alguns cirurgiões plásticos realizam a micropigmentação da aréola e do mamilo, mas os tatuadores são cada vez mais requisitados, pois dominam melhor a técnica artística do desenho.

Do ponto de vista médico, não há contraindicações para esse tipo de procedimento. “Mas é muito importante que a mama esteja totalmente cicatrizada”, alerta o Dr. Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Para ele, o ideal é que haja o intervalo de um ano entre a mastectomia e a tatuagem reparadora.

Além da espera pela cicatrização total, a escolha de um tatuador entendido no assunto também é superimportante. Por isso, o preço pode sair salgado e chegar a R$1.300 em alguns estúdios — mas há profissionais gabaritados que oferecem esse trabalho gratuitamente. É a junção de muito talento com uma grande vontade de fazer o bem!

No Rio de Janeiro, o tatuador Roberto Santos já realiza esse trabalho há cinco anos e já atendeu voluntariamente cerca de 400 sobreviventes do câncer de mama. Hoje, ele se dispõe a tatuar entre quatro e cinco mulheres mastectomizadas por semana, sem cobrar nada. O estúdio Beto Tatto Leblon fica na Av. Ataulfo de Paiva, 1174 – Leblon, Rio de Janeiro, e o telefone para contato é (21) 983-461-172.

Divulgação BettoTattoo

O tatuador Miro Dantas, de São Paulo, também é um desses artistas e desde 2014 comanda o projeto “Uma Tatuagem por uma Vida Melhor”. Há seis anos ele vem aperfeiçoando uma técnica própria de redesenho realista de mamilos, e tatua gratuitamente uma mulher por semana. Miro já atendeu mais de 160 mulheres de forma voluntária e a agenda do projeto está lotada até agosto de 2017. Atualmente, o tatuador não está realizando novos agendamentos e busca patrocínio para continuar atendendo gratuitamente. É possível entrar em contato pelo site www.mirodantas.come através do WhatsApp pelo número (11) 984431264, ou pelo telefone do estúdio WaW Tattoo (Rua

Fradique Coutinho, 1225 – Vila Madalena – São Paulo): (11) 3360-3609.

Divulgação / Miro Dantas

Também na capital paulista, o estúdio Led’s Tattoo conta com dois profissionais que realizam esse trabalho específico há mais de dez anos. Esse mês o estúdio está atendendo gratuitamente mulheres encaminhadas pelo SUS e também fechou uma parceria com o Instituto Quimioterapia e Beleza. Através dessa ação, mulheres que passaram pela mastectomia poderão fazer o redesenho do malilo com 15% de desconto. Para ter direito ao desconto, basta acessar o site www.quimioterapiaebeleza.com.br e anotar o código promocional. Em seguida é só agendar uma sessão direto no Led’s Tattoo. O estúdio fica na Av. Ibirapuera, 3478 – Moema – São Paulo, e os telefones são: (11) 5561-2351 ou (11) 942-289-204.

Divulgação / Led’s Tattoo

Já no interior do estado de São Paulo, em São José dos Campos, a tatuadora Tati Stramandinoli coordena o projeto Reviva, que visa atender gratuitamente mulheres que fizeram mastectomia. A técnica que ela utiliza é a de micropigmentação, específica para esse tipo de trabalho (e que deve ser retocada a cada dois anos). O estúdio de Tati fica na  Av. Aclimação 205 – São José dos Campos/SP e é possível agendar horários através do telefone (12) 3931-8033.

Reprodução/Facebook Reviva

A partir de hoje acontece o Mutirão Nacional de Reconstrução Mamária. O intuito da ação é, além de acelerar a fila de pacientes que aguardam na fila para reconstrução, ajudar a recuperar a autoestima da mulher que acaba ficando abalada após a mastectomia. Cerca de 840 que passaram por mastectomia serão atendidas gratuitamentes. O mutirão deve  contar com a participação de mais de 800 profissionais da área. As pacientes que vão participar do mutirão já foram selecionadas e realizaram previamente todos os exames necessários para a cirurgia.

Uma coisa é certa: para as mulheres mutiladas pela mastectomia, esse tipo de trabalho vai além da estética. É um sorriso no rosto de quem já passou por momentos de dor profunda e é uma etapa importante na reconquista da autoestima fragilizada. Parabéns por esse trabalho maravilhoso, seus lindos! Quem luta contra o câncer de mama agradece e todas nós aplaudimos de pé. 

LINK: http://quenemmocinha.com/cancer-de-mama-tratamento/

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TRATAMENTO DO CÂNCER E GOSTO METÁLICO

A percepção do paladar é formada pelo gosto e pelo cheiro dos alimentos. A grande maioria das pessoas em tratamento do câncer apresentam alteração no paladar, no sabor e no cheiro dos alimentos, podendo sentir um gosto metálico desagradável, prejudicando o apetite.

A sensação do sabor é percebida por terminações nervosas, chamadas de botões gustativos que formam as papilas gustativas localizadas na língua. Esses botões gustativos são capazes de perceber 5 tipos diferentes de sabores: doce, amargo, salgado, azedo e umami (o sabor específico para glutamato que é encontrado em carnes, queijos e frutos do mar).

A gustação é uma propriedade de defesa do corpo que produz a sensação do sabor que nos permite distinguir alimentos potencialmente perigosos daqueles deliciosos e agradáveis. Usamos o sabor para escolhermos alimentos gostosos e nutritivos para uma dieta que contém sais minerais e calorias. Contrapondo-se a isso, esse sistema de sabores pode rejeitar o sabor amargo que indica que o alimento deve conter toxinas, substâncias nocivas para nossa saúde, que podem provocar desconforto e náuseas. O azedo também pode ser percebido indicando que o alimento pode estar ácido, fermentado e até mesmo estragado.

O tratamento do câncer altera as células que formam os botões gustativos levando à mudança na percepção dos sabores. O sabor doce é geralmente o primeiro a ser alterado ou perdido, provocando um aumento do sabor amargo e ou do salgado, em que pode surgir a sensação de gosto metálico ou diminuição da percepção geral dos sabores, alterando todo o paladar. O sabor umami, é alterado a partir da terceira semana de tratamento e essa alteração pode produzir um impacto significativo na qualidade da dieta, uma vez que alimentos podem ser rejeitados, ou não mais percebidos como saborosos e nutritivos.

Muitos pacientes podem ter suas percepções de sabores normalizadas após o término do tratamento. Mas até que isso se aconteça parcial ou completamente, é extremamente importante o acompanhamento nutricional para manutenção de uma dieta adequada que contribua para o tratamento.

Durante as alterações de sabores alguns cuidados podem beneficiar os pacientes como o uso de chicletes ou balas para aliviar sabores desagradáveis. Pode-se também incrementar o sabor, temperando os alimentos diversificando-se os condimentos, mudando a dieta ou aumentando- se o uso de alimentos e temperos com sabor umami, como o molho shoyu. O umami tem se destacado por promover saúde regulando a nutrição e ingestão de alimentos em indivíduos em tratamento.

Alguns medicamentos podem ser úteis para algumas pessoas, porém ainda estudos não mostraram benefícios para a grande maioria dos pacientes. É o caso da suplementação com zinco e do uso medicinal do cannabinol.

Os efeitos orais adversos do tratamento do câncer devem ser cuidadosamente avaliados pois também podem produzir alterações no sabor como a diminuição na salivação e inflamações na boca como mucosites e gengivites.

Recomenda-se que todo paciente que irá iniciar tratamento de câncer seja encaminhado para avaliação odontológica pelo menos 15 dias antes, quando possível, e que seja acompanhado durante todo o tratamento pelo dentista.

Dicas para as alterações do paladar (adaptado da Sociedade Americana do Câncer):

  • Experimente usar talheres de plástico e copos e pratos de vidro.
  • Experimente usar gomas, dropes e balas de limão ou hortelã, sugar free.
  • Usar frutas frescas, ou mesmo congeladas, ao invés de enlatadas.
  • Temperar os alimentos com condimentos ácidos como raspas de limão, sumo do limão, frutas cítricas, vinagre e alimentos em conserva (exceto para pessoas com sensibilidade na boca e garganta).
  • Experimente temperos ou especiarias como alho, cebola, manjericão, orégano, pimenta em pó, alecrim, estragão, molhos caseiros como barbecue, mostarda , ketchup e hortelã.
  • Sabor muito salgado acrescente doce, sabor doce acrescente limão e sal, sabor amargo acrescente adoçante.
  • Enxaguar a boca com bicarbonato de sódio, sal, depois lavar com água antes das refeições (1 colher de chá de sal + 1 colher de chá de bicarbonato de sódio em 250 ml de água. Misturar bem, bochechar e cuspir, depois lavar a boca com água).
  • Manter uma ótima higiene bucal para afastar gosto ruim da boca.
  • Os alimentos devem estar frios ou a temperatura ambiente. Isto pode diminuir o gosto e o cheiro dos alimentos tornando-os mais facilmente toleráveis.
  • Congelar frutas como melão, uvas, laranjas e sirva-as como sobremesas geladas.
  • Prefira vegetais frescos.
  • Experimente marinar carnes que ficam mais tenras e macias.
  • Se carnes vermelhas possuírem sabor estranho, tente outras fontes ricas em proteínas como frangos, peixes, ovos e queijos.
  • Misturar, fazendo shakes de frutas frescas com sorvete ou yogurte.
  • Para aliviar odores, tampe as bebidas e use canudinho; escolha alimentos que não precisem ser cozinhados e evite comer nos quartos ou em ambientes que são abafados ou muito quentes.

Por: Prof.Dr. Eduardo Rollo ; CD, Periodontista-Protesista, Dentista do Sono, Dor Orofacial e ATM. Site: www.eduardorollo.com.br

Referências Bibliográficas :

1. American Cancer Society. www.cancer.org

2. Barlow, L.A. Development. 2015

3. Belqaid K. Eur J Oncol Nurs. 2016

4. Cohen J. Curr Pharm Des. 2016

5. Kapisimali, M. Semin Cell Dev Biol. 2014

6. Thorne T. Support Care Cancer. 2015

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BIOPSIA LÍQUIDA – BOAS NOVAS NO TRATAMENTO DO CÂNCER

Por estes tempos tem se falado bastante na mídia sobre a Biópsia Líquida. Então, vamos entender o que é e para que serve isto.
Biópsia é um termo utilizado para o ato de tirar um pedacinho de um órgão ou um tecido do corpo. Após essa retirada, o “pedacinho” vai para o exame anatomopatológico, ou seja, o material sofre um preparo, é colocado em uma lâmina, que é analisada no microscópio a fim de identificar células anormais, como as células do câncer. Quando células anormais são identificadas, também é necessário fazer um exame complementar chamado de imunohistoquímica. Este exame permite identificar marcadores específicos das células, que tornam preciso o diagnóstico de câncer e qual o seu tipo.
Quando falamos em câncer, além da biópsia, existem alguns marcadores tumorais, ou seja, algumas substâncias que podem ser liberadas pelas células do tumor, e caem na corrente sanguínea, mostrando indiretamente a presença ou atividade do câncer. Estes marcadores variam de acordo com cada tipo de câncer, e os mais conhecidos são o PSA (câncer de próstata), CA 125 (câncer de ovário), CA 19-9 (câncer de intestino ou do pâcreas) e HER2 (câncer de mama). Estas substâncias são importantes no seguimento do câncer, mas também podem estar alteradas em outras condições como inflamações importantes, portanto, não são específicas para o diagnóstico de câncer, como a biópsia é.
Outro método de identificar a presença de células do câncer no organismo é procurando vestígios do material genético (DNA) destas células. Estes “vestígios” podem estar circulando na corrente sanguínea e serem detectados através de  características específicas deste DNA, que são algumas mutações, cada uma presente em um tipo de tumor. Essa pesquisa das mutações na corrente sanguínea, é o que chamamos carinhosamente de Biópsia Líquida.
Atualmente a Biópsia Líquida não é utilizada para fazer o diagnóstico do câncer. Para isto ainda é necessário fazer uma biópsia convencional, ou seja, tirar um pedacinho do local suspeito, e fazer os exames anatomopatológico e imunohistoquímico.
Mas a Biópsia Líquida já está em uso como marcador tumoral para alguns tipos de câncer. Isso se faz através da pesquisa da mutação em uma amostra de sangue do paciente e essa pesquisa é utilizada para acompanhar a resposta ao tratamento e decidir se é necessário trocar o tipo de medicações que estão sendo utilizadas e também para detectar precocemente se o câncer voltou e precisa ser tratado novamente.
No Brasil temos disponível a pesquisa do gene EGFR, específico para câncer de pulmão.
Atenção, a Biópsia Líquida é utilizada para avaliar alterações do DNA presentes nas células cancerígenas. Isso é diferente da pesquisa de mutações do DNA presentes nas células do indivíduo, que sugerem maior predisposição da  pessoa ou de seus familiares a desenvolver câncer, como no caso das mutações BRCA 1 e 2 para câncer de mama e ovário. Nestes casos avalia-se um risco e a pessoa pode ou não desenvolver câncer, enquanto na Biópsia Líquida avalia-se uma mutação de um câncer que já está presente!
Em breve, com os avanços da tecnologia aplicada à saúde, é possível que a biópsia líquida seja utilizada como marcador de resposta ao tratamento de diversos tipos de câncer, e, quem sabe, em substituição a biópsia convencional para o diagnóstico.

Um abraço e até breve,
Dra Regina Fumanti Chamon
CRM 120.010/SP
www.doutorasanguebom.wordpress.com

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EM TRATAMENTO, ATRIZ DE “BARRADOS NO BAILE” RASPA O CABELO

Shannen publicou em sua página no Facebook uma sequência de fotos cortando o cabelo e, por fim, com ele raspado. Nas imagens, ela aparece ao lado da mãe e de uma amiga.

As publicações da atriz emocionaram seus seguidores na rede social. “Shannen, você está linda! Seja forte! Orações a você”, escreveu um fã. “Estou rezando por você todo dia e espero que você esteja forte. Muitas pessoas te amam e torcem por você”, comentou outro admirador.

Em agosto do ano passado, Shannen Doherty revelou ter sofrido de câncer de mama, segundo o “Hollywood Reporter”. Na época, ela afirmou que a doença se desenvolveu num período em que estava descoberta por seu plano de saúde.

Segundo a atriz, a culpa seria de seu antigo empresário, que ela está processando por negligência. A informação veio à tona justamente pela briga na Justiça americana. Shannen alegou que o ex-empresário seria o responsável por manter o seguro em dia.

Fonte: UOL

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PESQUISA TRAZ ESPERANÇA PARA TRATAR CÂNCER DE MAMA MAIS AGRESSIVO

Um grupo de pesquisadores do Cancer Research UK descobriu um medicamento que pode reduzir a expansão do tipo mais agressivo de câncer de mama, segundo publicou nesta segunda-feira (13) a revista “Oncogene”.

O composto conhecido como JQ1 altera a reação das células cancerígenas perante a hipoxia, ou falta de oxigênio, um processo que se encontra presente em mais de 50% dos tumores e é mais comum nos cânceres de mama do tipo triplo negativo, o mais difícil de tratar.

Cientistas das universidades de Oxford e Nottingham (no centro da Inglaterra) concluíram em seu estudo que o JQ1 faz com que o tecido cancerígeno deixe de adaptar-se à carência de oxigênio, o que desacelera seu desenvolvimento.

O coautor da pesquisa, Alan McIntyre, afirmou que “o tratamento da hipoxia às vezes compromete o tratamento do câncer de mama e o JQ1 pode ser a chave para ajudar às pacientes desta doença”.

Quando este tipo de tumor se acostuma aos níveis baixos de oxigênio, sua biologia se altera e se torna resistente a tratamentos comuns, razão pela qual este novo remédio poderia mudar a forma de combater este câncer, segundo os pesquisadores.

Nell Barrie, do Cancer Research UK, ressaltou que “o estudo mostra como funciona este fármaco”, que “poderia ser uma forma de deter a expansão do câncer”, embora ressalte que agora se deve examinar “a efetividade do JQ1 sobre os pacientes”.

Fonte: Bem Estar