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BRITÂNICAS CRIAM SEIOS DE TRICÔ PARA DEVOLVER AUTOESTIMA A MULHERES APÓS CÂNCER DE MAMA

Uma ONG de apoio a mulheres com câncer de mama encontrou uma maneira única para recuperar a autoestima das sobreviventes da doença: seios de tricô. (Assista ao vídeo)

A britânica Sharon Simpson, de 52 anos, vem tricotando próteses desde 2014 ao lado de outras 300 voluntárias.

Intitulada Knitted Knockers (“Seios de tricô”, em tradução livre), a instituição distribui gratuitamente cerca de 300 seios de tricô todos os meses a mulheres que tiveram de se submeter à mastectomia (remoção completa da mama) ou à lumpectomia (quando é retirada uma parte).

Os seios de tricô são uma alternativa às próteses de silicone, criticadas por serem quentes, pesadas e grudentas.

“As nossas são muito mais leves”, orgulha-se Sharon.

A própria Sharon, que é natural da Escócia, mas vive na Irlanda, enfrentou a batalha contra o câncer.

“O câncer de mama não é cor-de-rosa ou fofo; é uma doença horrível e desagradável que muda as vidas das pessoas”, diz ela, diagnosticada em janeiro de 2013.

Sharon já tricotava havia anos e fazia parte de grupos sobre a prática na internet quando, durante o tratamento, descobriu a ONG Knitted Knockers nas redes sociais.

O tricô tinha um papel terapêutico para a paciente, que passava por procedimentos como quimioterapia ou radioterapia.

“Trata-se de uma atividade relaxante”, conta. “Você pode fazê-lo da cama ou do sofá. Quem não ama tricotar?”

Cirurgia

Muitas mulheres, como Sharon, decidem não passar pela cirurgia reconstrutiva.

“É necessária anestesia geral – ou seja, você vai para a faca de novo. Não é algo tranquilo”, acrescenta.

Para ela, a parte mais recompensadora de tricotar seios é ver as mulheres recuperarem a autoestima.

“Para uma mulher, perder um seio é como perder parte de sua identidade”, diz.

“Olhar-se no espelho para ver um seio que ou está desfigurado ou não está mais lá pode ser angustiante”, completa.

Segundo Sharon, as reações de algumas das mulheres que recebem os seios de tricô fazem “todo mundo chorar”.

“Tivemos o caso de uma mulher que só usava camisetas largas. Ela recebeu um dos nossos seios, foi até o armário e o experimentou com cada peça de roupa. Exatamente como ela era antes de se submeter à mastectomia”, lembra.

Os seios de tricô são feitos em diferentes tamanhos, formatos e cores, e podem ter ou não mamilos. Eles são tricotados com fios de algodão e preenchidos com pelúcia macia de brinquedos.

‘Dias sombrios’

Sharon, que trabalhava como radiologista, passou por momentos muito difíceis na luta contra o câncer.

“Nem sempre achei que conseguiria vencê-lo. Tive meus dias sombrios, aqueles em que senti que estava desistindo.”

Em 2018, ela completa cinco anos sem a doença.

“É um marco histórico para mim”, diz. “O que eu vou fazer é focar nos próximos cinco anos”, acrescenta.

“Minha motivação e meu objetivo é melhorar a vida das pessoas que estão sofrendo com câncer e é isso que estou fazendo. Por isso, decidi tricotar seios.”

Fonte: G1

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MULHERES QUE ENFRENTARAM CÂNCER DE MAMA PRATICAM CANOA HAVAIANA NO ES

Um grupo, formado por mulheres que enfrentaram o câncer de mama, está buscando mais saúde e qualidade de vida na prática da canoa havaiana, no Espírito Santo. Neste sábado de sol, elas se reuniram na Praia da Costa, em Vila Velha, para remar.

Para essas mulheres, um mundo novo se abre, o horizonte ganha uma união capaz de trazer ainda mais força. Antes, elas enfrentaram o câncer e agora, com os pés na areia, iniciam uma nova etapa.Elas vão virar remadoras em um projeto que além de trazer mais saúde vai melhorar a autoestima.

“As nossas saídas são de manhã, então a gente vê o sol nascer. A gente está também em um ambiente de entrosamento. A canoa havaiana proporciona isso. Nenhuma tarefa é grande demais quando a gente faz em conjunto”, afirmou a professora de canoa havaiana, Tais Piccinini.

O projeto vai começar nesta semana, por isso a primeira aula foi na areia mesmo, de qualquer forma. Para algumas, esse foi o primeiro contato com o remo e a proximidade com a canoa havaiana.

Ana é mais experiente. Ela venceu a doença e quando foi liberada pelo médico voltou a remar. No início, ela achou que não daria conta, mas conseguiu.

“Tem três meses de remada, não tem vestígio do tratamento no meu corpo. A minha movimentação voltou completamente. Eu não sinto dores, as dores físicas desapareceram”, disse a advogada Ana Rocha.

É Ana quem dá força para as outras mulheres que vão iniciar agora. Juntas vão remar para uma rotina mais saudável e mais gostosa de se viver. O grupo decidiu encarar o desafio, porque vencer desafio é mesmo com elas.

“É um desafio e depois que passa por essa situação e você vê que você sobrevive e tem a capacidade de continuar, você se desafia a continuar”, disse uma participante.

A Bianca vai atuar como voluntária no projeto. Assim como ela, ninguém vai receber para trabalhar e nem as mulheres vão pagar para participar. A ideia é fazer uma troca de experiências para ajudar na recuperação.

“É bom a gente trazer vida para a vida de outras pessoas. Foi por isso que eu decidi ajudar nesse projeto”, afirmou a voluntária Bianca Rocha.

Fonte: G1

Veja a reportagem: http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/mulheres-que-enfrentaram-cancer-de-mama-praticam-canoa-havaiana-no-es.ghtml

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MULHER LISTA 50 DESEJOS APÓS DESCOBRIR CÂNCER DE MAMA GRAÇAS A POST NA WEB

Uma postagem por meio de uma rede social ajudou a fisioterapeuta Roberta Baraçal Perez, de 27 anos, a descobrir que estava com câncer de mama. Um texto de uma amiga, que falava do próprio diagnóstico sobre a doença, fez Roberta procurar um médico e, por coincidência, descobrir que também estava com câncer. A princípio, com medo do que viria pela frente, ela resolveu fazer uma lista com 50 sonhos que gostaria de realizar. Boa parte dos desejos já foram concretizados e, agora, ao saber que está curada, ela não vê a hora de continuar realizando cada uma das metas propostas durante a doença.

“O câncer de mama não é uma sentença de morte. Quando você conta que está com a doença, a maioria das pessoas pensa que você é um fantasma ou já está morta e não é assim. O mais importante é você lembrar que está viva. Claro que no início foi difícil me acostumar com a ideia de ter câncer aos 27 anos, mas isso não é uma sentença de morte. Como tudo na vida, há riscos. A doença me fez lembrar, por exemplo, que eu morava em Santos, no litoral de São Paulo, e não tomava água de coco”, afirmou a fisioterapeuta em entrevista ao G1.

Roberta ao lado do marido antes e depois do
tratamento (Foto: Arquivo Pessoal)

Durante as sessões de quimioterapia, Roberta resolveu colocar em um caderno uma lista com cerca de 50 desejos. Alguns já estão concluídos, mas a “lista”, na verdade, é uma maneira que ela encontrou para não deixar de valorizar o que parece simples e fácil. “Antes do câncer eu tinha uma rotina de muito trabalho e deixava de fazer pequenas coisas”, conta.

Os desejos de Roberta envolvem viagens, observar a aurora boreal, mergulhar e até conhecer o apresentador Jô Soares, objetivo realizado durante o ano passado. Ela afirma que, apesar de tudo que foi colocado no papel, não há uma ordem para que cada ponto seja cumprido. “Posso dizer que estou mais feliz agora do que antes. Estou me dando tempo de realizar a lista. Estou vivendo”, reforça.

Ao lado do apresentador Jô Soares, de quem é fã (Foto: Arquivo Pessoal)

A descoberta
A fisioterapeuta faz questão de destacar que, além da força de vontade e da ajuda do marido no dia a dia, a postagem de uma colega da época de escola no Facebook foi o ponto chave para que ela descobrisse a doença.

Marido deu apoio durante tratamento
(Foto: Arquivo Pessoal)

“Uma menina que estudou comigo teve câncer de mama aos 26 anos. Foi em 2015. Eu fiquei chocada na época. Ela fez uma post público falando e eu contei para a minha irmã. Assustada, eu resolvi marcar médicos e fazer exames. Foi quando, no ‘meio de 2016’, senti um nódulo na mama esquerda”, lembra a jovem, que afirma ter ficado assustada só de pensar na possibilidade de ter câncer.

Pouco tempo depois dos primeiros sintomas, veio o resultado do exame confirmando o diagnóstico de câncer de mama. “Foi no dia 7 de julho de 2016, um mês depois de eu completar um ano de casada. No dia que descobri, fui procurar essa menina, porque possivelmente ela salvou a minha vida. Ficamos mais próximas, trocamos figurinhas, mas eu ainda não tinha externado para ninguém porque não sabia como fazer. Aos poucos tomei coragem e comecei a contar a minha história nas redes sociais”, lembra.

Roberta manteve os exercícios e garante que fizeram bem à saúde (Foto: Arquivo Pessoal)

Força compartilhada
A ideia de Roberta era manter o ciclo informativo que a alertou sobre a doença e continuar passando a mensagem de que é possível conviver com o câncer. Com postagens quase que diárias no Instagram, no endereço @vai.por.mim_, ela mostra o “outro lado” do tratamento e conta que, apesar de gostar do próprio cabelo, se sentiu bem careca.

Roberta usa lenço e diz que continua se sentindo
atraente (Foto: Arquivo Pessoal)

“Eu descobri que poderia estar doente por causa da internet. Tinha que continuar esse ciclo e ajudar de graça. Nunca ia imaginar que saltaria dos 300 seguidores para mais de 4 mil. As pessoas mandam mensagens perguntando o que fazer e como fazer. Até marido de mulher diagnosticada me procurou. Nessa hora, é muito importante a presença do companheiro. Eu poderia ter descoberto aos 50 anos que tinha um parceiro fantástico, mas tudo isso foi antes, porque ele nunca ficou inseguro ou se lamentou na minha frente”, disse.

“Apesar da mudança na aparência, ficar sem cabelo ou sem os seios, que são pontos que dizem muito para a mulher sobre feminilidade, eu não tive medo de ser menos mulher, de ficar menos atraente ou não ser reconhecida. Você aprende a lidar com as transformações físicas do corpo. Eu sei meus limites, mas continuo fazendo minhas caminhadas, me exercitando e me alimentando mesmo durante a químioterapia, que já terminei”, diz.

Próximo desejo
Praticamente sete meses após ser diagnosticada com câncer de mama, Roberta está curada. Ela comemorou não precisar fazer radioterapia, mas optou por retirar as duas mamas e fazer a reconstrução, além de colocar silicone. A jovem sabe que a rotina nos próximos anos será de alerta e muitos exames para que a doença não volte. Mais importante que isso, é não parar de sonhar e realizar cada desejo da lista que ela mesma criou.

“Serei uma paciente oncológica pelo menos pelos próximos cinco anos. Tenho que continuar me adaptando. Antes do câncer eu trabalhava em uma UTI pediátrica e tinha sonhos. Meus planos mudaram e a prioridade dos desejos também. Quero conhecer as sete maravilhas do mundo. O próximo da lista é conhecer o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e agradecer a cura”, finaliza.

Fonte: G1

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MAMAS DO AMOR

O câncer de mama é hoje, o tipo mais comum entre as mulheres, no mundo e no Brasil, respondendo por cerca de 25% dos casos novos de câncer, a cada ano.  A Fernanda Aguiar foi diagnosticada com câncer de mama em 2016, realizou a mastectomia e colocou a prótese interna. Mas o que ela não esperava aconteceu: houve uma infecção, e ela teve que retirar. Foi quando ela buscou comprar próteses mamárias externas, mas eram caríssimas! Pesquisou muito e decidiu fazer as próprias próteses externas – que seriam colocadas no sutiã. Com muita pesquisa, ela aprendeu a fazer uma prótese mamária em casa e deu super certo! Ela conta: “Constatei que os decotes das roupas me caíam bem novamente e de uma forma simples, recuperei minha autoestima. As próteses externas, se moldam perfeitamente ao peito, não esquentam, não incomodam e devolvem a aparência estética natural de uma mama no sutiã.
Descobri, que uma maneira rápida, eficiente e de baixo custo é a manufatura da prótese externa, feita com alpiste. Quero compartilhar essa ideia, com outras mulheres, que como eu, desejam seguir adiante, com coragem e determinação.”

E foi assim que nasceu o projeto!!  Hoje a ONG Mamas do Amor atende o mundo todo! Aumenta a autoestima e a confiança de milhares de mulheres, que passaram por momentos tão difíceis! A meta é doar cada vez mais próteses para mastectomizadas.

Para saber mais sobre o projeto e apoiar, acesse: www.mamasdoamor.com Para solicitar uma prótese também é pelo site.

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FASHION WEEK TEM ESTILISTA COM DOWN E COLEÇÃO PARA MULHERES COM CÂNCER

Uma jovem estilista com síndrome de Down lançou sua linha esportiva, e outro desfile mostrou lingerie especialmente adaptada para mulheres com câncer de mama. A Semana de Moda de Nova York foi, no domingo, uma ocasião para desafiar os cânones da moda.

Madeline Stuart, a modelo com Down que em setembro de 2015 desfilou sob ovações em Nova York, regressou no domingo para apresentar sua primeira coleção. Para a estreia da sua marca, “21 Reasons Why”, esta australiana de 20 anos apresentou uma linha esportiva e casual em lycra, com calças, saias e tops com mensagens como “Super manequim” ou “Eu sou a Fashion Week”. “É uma linha na qual todos podem estar confortáveis e se sentir bem em sua pele”, disse à AFP Rosanne Stuart, a mãe de Madeline.

O nome da marca é uma referência ao cromossomo 21, cuja anomalia é a causa da síndrome de Down, mas também a vontade de ver o mundo ganhar em diversidade e ao desejo compartilhado de ter 21 anos, acrescentou, ressaltando que a coleção foi totalmente criada por ela e por sua filha.

Madeline pretende continuar deixando sua marca na moda: ela ia participar em um desfile nesta segunda-feira, trabalhar como modelo em Los Angeles e Londres, e espera mostrar em breve sua coleção em Denver e na Semana de Moda de Paris.
Madeline obteve recentemente um visto de trabalho americano, tornando-se a “única pessoa com uma deficiência mental” a receber um, ressaltou a mãe.

O desfile de Madeline foi parte de uma série de apresentações originais organizadas em uma galeria de arte no bairro de Lower East Side. Antes de “21 Reasons Why”, os convidados assistiram a outro desfile de fortes emoções, dedicado a mulheres com câncer de mama.

Um total de 16 mulheres, de diferentes idades e origens étnicas, apresentaram roupas íntimas da Ana Ono, que concebe peças especialmente pensadas para mulheres que foram submetidas a uma mastectomia ou a uma operação nos seios.
Algumas participantes exibiram orgulhosamente seus seios reconstruídos ou as mastectomias duplas sofridas, em um desfile de moda projetado para melhorar o conhecimento sobre a doença e incentivar a pesquisa científica.

Fonte: Diário de Pernambuco

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DIA NACIONAL DA MAMOGRAFIA

SBM alerta às mulheres que “rosa” é o ano todo e a prevenção é fundamental

Para celebrar o Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro) e o Dia Nacional da Mamografia (5 de fevereiro), a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) faz o alerta para que as mulheres fiquem atentas o ano todo quanto à questão da prevenção e diagnóstico precoce. Embora, a entidade reconheça e valorize a importância do Outubro Rosa, ela lembra que o engajamento deve ser constante, pois o câncer de mama segue como a segunda maior causa de morte das mulheres no Brasil e esse quadro está longe de ser revertido.

De acordo com a coordenadora da SBM, Paula Saab, a população brasileira, essencialmente as mulheres, não pode desconsiderar a gravidade do cenário. “Ainda estamos perdendo muitas vidas e isso não pode continuar assim. As mulheres precisam de informação, de acesso e atendimento”, diz a mastologista, lembrando que elas que têm pelo menos 100 vezes mais chances de desenvolver câncer de mama do que os homens.

Segundo Paula, embora pareça um discurso repetitivo, é preciso reforçar a mensagem da realização da mamografia anualmente, a partir dos 40 anos. “A SBM defende essa rotina nessa faixa etária, baseada em estudos. Chega de divergir e discutir o sexo dos anjos. O fato é que estamos perdendo vidas. A realidade é que o quanto antes diagnosticarmos o câncer, maiores são as chances de cura. A mulher tem o direito de se cuidar, de se prevenir e de ter acesso rápido ao tratamento quando necessário. Ela precisa fazer valer esses direitos e, para isso, pode contar com a Sociedade Brasileira de Mastologia”, afirma.

No último Outubro Rosa, a SBM aderiu à campanha “A vida pede atitude. Movimente-se: faça mamografia anualmente” após seus pesquisadores membros concluírem em um estudo que o risco de ter câncer de mama aumenta consideravelmente em mulheres na pré e pós-menopausa que apresentam excesso de gordura corporal. Logo, não só a prática de exercício físico, mas ter uma alimentação saudável pode ajudar a prevenir a doença. Alimentos como cúrcuma (açafrão-da-terra), mirtilo, tomate, abacate, vinho tinto (com moderação), couve, suco de romã, óleo de linhaça, chá verde, alho, brócolis, couve-flor, cereja e alcachofra podem ajudar, lembrando que seu consumo não é garantia do não aparecimento da doença.

Um mastologista deve ser procurado em caso de qualquer alteração na mama, como:

Caroço nos seios

O nódulo pode ter o conteúdo líquido, conhecido como cisto, e geralmente é regular, móvel e não está relacionado a câncer. Nódulos sólidos, endurecidos e fixos geram uma maior preocupação.

Alergia nos mamilos

Traços vermelhos semelhantes à picada de inseto, erupção cutânea ou reação alérgica podem ser um aviso de doença grave e até mesmo câncer de mama.

Pele retraída

Alguns tumores podem crescer dentro da mama e repuxar a pele perto dele. Uma entrada na pele que não existia deve chamar a atenção.

Inchaço e sensação de calor

O inchaço do seio com a sensação de calor e peso pode ser um sinal de câncer de mama, principalmente quando for de um lado só.

Ferida nos seios

Aparição de ferida ou úlcera que não cicatriza.

Mudança na pele ao redor do mamilo

A pele que fica ao redor do peito fica mais quente, escamosa, vermelha ou inchada.

Secreção pelo bico

A aparição de secreção sanguinolenta ou aquosa no bico do seio deve sempre ser investigada.

O autoexame hoje é utilizado como um meio da mulher conhecer seu corpo e identificar o que é normal nas suas mamas. A palpação das mamas pode gerar desconforto em algumas mulheres, mas deve ser feito para que ela se conheça melhor. Qualquer dúvida deve ser tirada com um mastologista.

A junção da mamografia, do exame clínico e do auto exame é fundamental para a prevenção de novas mortes pela doença.

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MULHERES QUE VENCERAM CÂNCER CRIAM GAME PARA AUXILIAR CRIANÇAS

Desenvolvedores de Santos, no litoral de São Paulo, criaram um game para auxiliar crianças e familiares na luta contra o câncer infantil. A ideia do jogo surgiu da dona de uma produtora da cidade e da fundadora do Instituto Beaba. As duas tiveram câncer e sentiam a necessidade de levar informações sobre a doença de uma forma mais lúdica e leve para as crianças. No jogo, os personagens passam pelas fases do tratamento, de uma maneira clara, otimista e bem didática.

Ludmilla Rossi, a fundadora da produtora de games Mukutu, recebeu o diagnóstico do câncer de língua no final de 2011. “Você recebe a notícia e é um susto. Vê que a doença é mais complexa do que parece. Tem uma série de tabus. Fiz o meu tratamento e vi que como a informação é importante para o paciente”, comenta.

Paciente oncológica em remissão, ela conheceu Simone Mozzilli, sócia fundadora do Beaba, uma entidade sem fins lucrativos que tem como missão informar sobre a doença e o tratamento para crianças, adolescentes e seus acompanhantes. As duas foram vítimas do câncer e sabiam da importância do acesso a informação aos pacientes e familiares. “A primeira coisa que você faz é ir para a internet pesquisar e, o paciente que faz isso, tem certeza de que vai morrer. A criança que recebe a notícia e tem acesso ao Google vai fazer a mesma coisa. Ela acaba encontrando informações que não são legais”, diz.

Simone apresentou a cartilha Beaba do Câncer para Ludmila, que foi criada especialmente para trazer as principais informações necessárias para os pequenos pacientes e suas famílias. Ludmila teve a ideia de deixar o material mais atrativo e com um acesso muito maior. Assim, junto com a equipe da Mukutu, ela criou um aplicativo com games baseado nas informações contidas na cartilha.

Simone Mozzilli, sócia fundadora do Beaba (Foto: Arquivo Pessoal/Simone Mozzilli)

O projeto teve o apoio da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE).  Programadores, pacientes e profissionais da saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, pedagogos, entre outros, ajudaram na criação e validação do aplicativo. A ilustradora Elisa Sassi criou os personagens e deu a cara infantil que o game precisava para ser compatível com as crianças. Assim, surgiu AlphaBeatCancer.

O aplicativo conta com 20 minigames para divertir e trazer informações sobre a doença de maneira clara e otimista. O usuário percorre o caminho do tratamento, passando por procedimentos que vão da quimioterapia à radioterapia, do ultrassom à tomografia, dos cuidados com alimentação à rotina de higiene, de maneira lúdica e interativa. Na fase da tomografia, por exemplo, as crianças precisam segurar o mascote do Beaba para que ele não se mexa durante o exame.

“A ideia era ter o aplicativo 100% grátis para atingir o máximo de pessoas possíveis. A nossa intenção não é só quem é doente que jogue, a gente quer que qualquer criança possa jogar. Além da questão da conscientização, se ela tem um parente ou amiguinho com a doença, vai entender muito mais”, comenta ela.

Danilo Costa foi um dos produtores do jogo e foi o responsável pelo desenvolvimento, desde a construção inicial até cada detalhe das fases do jogo. Geralmente, um game tem um perfil mais relacionado à ficção do que a fatos reais. Por isso, para Danilo, a parte mais difícil foi deixar o jogo divertido e com informações verídicas sobre a doença.

“O game conta a realidade. O assunto do jogo, em si, é pesado. Mas, a forma como ele foi explicado e o layout o deixou muito leve. Mostra realmente como acontece. A parte mais complexa foi alinhar com os médicos para que tudo que estivesse no jogo estivesse dentro da realidade com o que a criança irá encontrar no hospital. A gente teve que eliminar partes dos jogos porque não condizia com a realidade”, explica ele.

O aplicativo foi lançado em novembro no Brasil, mas já tinha sido apresentado no G4C 2016, maior evento de jogos impactos do mundo, que aconteceu em junho de 2016 em Nova York.  O próximo passo do projeto é traduzi-lo para o inglês. “É um projeto que precisa de mais incentivo. A gente espera ter parceiros para levar o game para o mundo inteiro. O nosso sonho é que ele sirva como um suporte nos hospitais para o tratamento oncológico”, disse Costa.

Para Ludmila, transformar um game em um canal de informação sobre saúde é uma conquista pessoal. “Me sinto realizada por transformar um momento horrível da minha vida em um projeto desse. Já tivemos informações de que existem muitas crianças em hospitais jogando. A reação das crianças é incrível. A gente vê a criança jogando como qualquer outro jogo. Esse resultado é imediato”, finaliza.

Fonte: G1

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MULHERES EXIBEM SUAS CICATRIZES EM PROJETO FOTOGRÁFICO

Está aberta para visitação até o dia 4 de novembro, na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), em Xanxerê, a exposição do projeto “Cicatriz”, da fotógrafa Cátia Line Rissi. A obra retrata cicatrizes deixadas pelo câncer de mama em 32 mulheres que venceram a doença.

O trabalho foi desenvolvido ao longo do mês de agosto, quando Cátia entrou em contato com a Rede Feminina de Combate ao Câncer e apresentou o projeto. As mulheres, com idades entre 23 e 80 anos, foram fotografadas no estúdio da fotógrafa. 

“A região aqui tem muito preconceito, então, inicialmente, a ideia era que elas não mostrassem o rosto. Mas, no fim, apenas seis das 32 não toparam expor a identidade, o que me deixou muito feliz, pois elas estão ali pra encorajar e empoderar outras mulheres”, conta Cátia.

A exposição está locada na Unoesc, com visitação gratuita de segunda a sexta, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 22h30, e também aos sábados, das 7h30 às 12h, com entrada gratuita.

Fonte: G1

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CÂNCER DE MAMA: VAMOS FALAR SOBRE ISSO?

(INCA)

Na década de 1990, nasce o movimento conhecido como Outubro Rosa, para estimular a participação da população no controle do câncer de mama. A data é celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.

O INCA participa do movimento desde 2010, promove eventos técnicos, debates e apresentações sobre o tema, assim como produz materiais e outros recursos educativos para disseminar informações sobre prevenção e detecção precoce da doença.

Campanha Outubro Rosa 2016

Em 2016, a campanha do INCA no Outubro Rosa tem como tema “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?”. O objetivo é fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama e desmistificar conceitos em relação à doença. A campanha:

  • enfatiza a importância de a mulher conhecer suas mamas e ficar atenta às alterações suspeitas;
  • informa que para mulheres de 50 a 69 anos é recomendada a realização de uma mamografia de rastreamento a cada dois anos;
  • mostra a diferença entre mamografia de rastreamento e diagnóstica;
  • esclarece os benefícios e malefícios da mamografia de rastreamento;
  • informa que o Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias.  

O CÂNCER DE MAMA:

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos.Para o Brasil, em 2016, são esperados 57.960 casos novos de câncer de mama. Tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano. Especificamente no Brasil, esse percentual é um pouco mais elevado e chega a 28,1%. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.Existe tratamento para câncer de mama, e o Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS.

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MULHERES QUE VENCERAM O CÂNCER VIRAM HEROÍNAS EM ENSAIO FOTOGRÁFICO

A fotógrafa Mayne Rabello encontrou um jeito alegre e inspirador para falar sobre o câncer de mama durante o Outubro Rosa. Em um ensaio fotográfico em parceria com o Projeto Laços de Amizade, ela transformou 16 mulheres que venceram o câncer em heróinas. Com uniformes coloridos e poses divertidas, elas contam como venceram a doença. As capas – que tradicionalmente completam o uniforme dos heróis – neste caso, são os lenços usados pelas pacientes durante as sessões de quimioterapia.

A ideia surgiu quase que naturalmente, segundo a fotógrafa Mayne Rabello. “Eu já havia fotografado algumas pacientes em eventos no setor oncológico do hospital Luzia de Pinho Melo e depois no Parque Centenário [em Mogi das Cruzes]. Desta vez, quando a Francesca Valenti me chamou, eu sabia que não queria fazer algo muito clichê ou pesado. Meu trabalho sempre foi muito colorido, tenho muito figurino, então pensei nessa possibilidade de fazer uma coisa bem alegre e que fosse divertido pra elas de fazer.  Na hora que elas colocaram as roupas foi bem engraçado. Algumas mulheres não usavam salto, quando se caracterizaram até as feições mudaram”, detalhou.

Com roupas coloridas, salto alto e capa, as mulheres que venceram o câncer ainda ganharam na foto uma espécie de “classificação de força”.

Silvana Zugaib, que está em tratamento contra um câncer de mama, revela seus segredos: a tática contra a doença é persistência e sua habilidade é “falar com as pessoas, palestrar”. ” A sensação é de estar no comando da doença, onde a heroina vai aumentando a força que temos que renovar diariamente”, disse.

Os ensaios foram feitos em parceria com o projeto Laços de Amizade, criado pela paciente oncológica Francesca Valenti. O projeto distribui lenços, maquiagens e outros produtos que ajudam na beleza e auto-estima das mulheres vítimas do câncer. “Nós já fizemos algumas ações em que a Mayne participou e quando pedi ajuda pra ela para fazer algo este ano, surgiu esse projeto lindo. Eu retirei duas mamas e as cicatrizes são mesmo marcas de um guerreiro. Achei a ideia muito legal e bem diferente de tudo o que já fizemos sobre o tema”, disse Francesca.

Em apenas duas sessões, separadas em dois dias, o grupo foi fotografado no estúdio em Mogi. A exposição já percorreu a abertura da campanha Outubro Rosa, em Mogi das Cruzes, além do saguão do hospital Luzia de Pinho Melo e do shopping de Mogi, onde permanece até sábado (22). “Para mim foi um aprendizado muito grande. Fiquei emocionada de ver todas elas se divertindo durante o ensaio, depois de ter passado por um período bem difícil na quimioterapia. Foi uma experiência engrandecedora e espero que no ano que vem tenhamos mais heroínas”, disse Mayne.

Fonte: G1