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Saiba como funciona a touca hipotérmica

Cats, sabemos que um dos principais efeitos colaterais da quimioterapia é a queda dos cabelos e com ela nossa autoestima fica muito abalada. Mas, existe um produto que promete conservar de 50% a 80% dos fios, a touca hipotérmica.

Como funciona a touca hipotérmica?

Dentro da touca de plástico há um gel térmico que atinge temperaturas de até -20ºC, atuando então com o princípio da vasoconstrição. Ou seja, a baixa temperatura tem o poder de estreitar os vasos sanguíneos, diminuindo assim o fluxo de sangue no local.

Com os vasos mais contraídos, uma menor quantidade de medicamentos atingirá os fios de cabelo e, assim, a chance de perda será menor.

Os pacientes que optarem por este tipo de tratamento devem colocar a touca 30 minutos antes de receber a quimioterapia. Vale lembrar que para ser efetivo, é necessário que este método seja utilizado desde as primeiras sessões do tratamento contra o câncer. A touca só pode ser retirada após cerca de uma hora do encerramento da sessão.

A touca térmica está disponível em clínicas especializadas e hospitais em todo o Brasil. Você pode alugar ou contratar as sessões, não é barato! É possível encontrar este método em poucos hospitais do SUS, sendo necessária uma pesquisa prévia da disponibilidade.

Apesar da sua funcionalidade, o uso é bastante incômodo e as pacientes reclamam de muita dor de cabeça, que pode ser resolvida com analgésicos até se acostumarem. Outros cuidados continuam em casa: não lavar o cabelo por sete dias, sensibilidade do couro cabeludo, não pentear com força e evitar prender.

E vocês, Cats, já usaram a touca hipotérmica? Conte sua experiência nos comentários. A nossa Cat Celebrity Sabrina Parlatore (foto) usou e ficou bem satisfeita com o resultado durante seu tratamento.

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O combate ao câncer pode começar pela boca

O tratamento oncológico afeta diversos aspectos e um deles é a saúde bucal. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de boca é o mais comum entre a população masculina, com mais de 11 mil novos casos em 2020. 

Especialistas explicam que, dependendo do tratamento contra o câncer, o paciente deve buscar um tratamento odontológico mais atencioso. “É muito comum que os pacientes submetidos a quimioterapia consultem um cirurgião-dentista para fazer a adequação da boca com remoção de focos de infecção que poderiam complicar durante o tratamento do câncer. Sendo assim, os procedimentos odontológicos devem ser pensados a curto prazo, baseado na toxicidade aguda da quimioterapia e/ou radioterapia e, a médio e longo prazo, segundo os efeitos tardios da radioterapia e da cirurgia”, conta Fábio Luiz Coracin, presidente da Câmara Técnica de Patologia Oral e Maxilo Facial do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP). 

Os cuidados com a boca e dentes devem ser criteriosos para todas as pessoas, porém, para pacientes oncológicos, devem ser intensificados antes do início do tratamento ou ao receber o diagnóstico. Isso é essencial para que os prováveis focos de infecção sejam removidos. 

Para Fábio de Abreu Alves, presidente da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP, o acompanhamento do cirurgião-dentista pode ser parte de uma estratégia multidisciplinar de combate à doença. “Pacientes que farão tratamento para câncer de boca (outras regiões de cabeça e pescoço também), por exemplo, ou um transplante de medula óssea, devem passar por uma avaliação odontológica para melhorar a saúde bucal, receber instruções de higiene oral e remoção de focos de infecção da boca”.

Para o caso de pacientes com imunossupressão (diminuição da defesa imunológica), o tratamento odontológico deve ser postergado para evitar o período de maior risco de infecções. Além disso, caso haja alguma emergência odontológica, o médico deve ser consultado para avaliar a melhor ação a ser tomada.

Fonte: CROSP – Conselho Regional de Odontologia de São Paulo

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Tratamento contra o câncer de mama pode causar ressecamento vaginal

Durante o tratamento, a paciente oncológica pode sentir diversos efeitos adversos, dentre eles o ressecamento vaginal que, se não for realizada a devida hidratação da região, pode ocasionar lesões e outras complicações.

A maioria dos casos é recorrente, pois todos os tipos de tratamento da doença que causam alterações na função ovariana, como a anexectomia, radioterapia e quimioterapia, resultam em um quadro chamado atrofia vaginal. A complicação pode impactar diretamente no desejo e vida sexual da mulher.

A ginecologista Dra. Ana Carolina Gabina Lazari explica: Quando o epitélio vulvovaginal (tecido que reveste a vulva e a vagina) encontra-se mais fino e não existe lubrificação, é bastante possível o surgimento de úlceras e fissuras locais, que causam dor durante a relação sexual. Assim, o vaginismo – espasmos dolorosos da musculatura vaginal – pode ocorrer, por causa do estado de ansiedade pela expectativa de dor durante o ato.

Lubrificante X Hidratante Vaginal

Na busca por soluções, mulheres em tratamentos oncológicos acabam recorrendo aos lubrificantes íntimos que, apesar de trazer uma solução momentânea durante o ato sexual, não proporciona um resultado duradouro. O hidratante vaginal, por sua vez, é um tratamento que restaura, de forma natural, a umidade local, já que são livres de hormônio, podendo ser usados independente do ato sexual e promovendo uma ação de longa duração.

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Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que para 2021 sejam diagnosticados no Brasil 8.460 novos casos de câncer infanto-juvenis (4.310 em garotos e 4.150 em garotas). Esses valores correspondem a um risco estimado de 137,87 casos novos por milhão no sexo masculino e de 139,04 por milhão para o sexo feminino. 

O câncer infantojuvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. 

Para chamar a atenção ao assunto, em 2002 foi criado o Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, pela organização Childhood Cancer International e simboliza uma campanha global para conscientizar sobre o tema e expressar apoio às crianças e adolescentes e suas famílias. Assim como nos países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. Porém, em torno de 80% deles podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados, por isso a importância de que a família esteja atenta e busque tratamento adequado já no início. 

Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças e jovens o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que originam os ovários e os testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Sintomas

Segundo o Inca, os sinais do câncer pediátrico, muitas vezes, são parecidos com os de doenças comuns entre crianças e adolescentes, então caso persistam, precisam ser investigados por profissionais de saúde o mais breve possível. Alguns sintomas são: palidez, manchas roxas, sangramento, dor na perna, caroços e inchaços indolores, perda de peso inexplicável, aumento da barriga, alterações nos olhos, dor de cabeça, fadiga, tontura, sonolência, vômitos pela manhã com piora ao longo do dia, tosse persistente, sudorese noturna e falta de ar.

Por isso, é importante o acompanhamento constante com um pediatra. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais. Compreende três modalidades principais (quimioterapia, cirurgia e radioterapia), sendo aplicado de forma racional e individualizada para cada tumor específico e de acordo com a extensão da doença.

Prevenção

A hematologista e hemoterapeuta pelo Inca, Maria Cunha Ribeiro Amorelli (CRM 13.399), que atende na clínica AngioGyn, no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, explica que em núcleos familiares nos quais se percebe um aumento no número de casos de câncer ou tumores graves, raros ou consanguinidade entre os pais, isto é, sejam parentes, é possível fazer o aconselhamento genético pré-natal. “Nas famílias onde já se detectou uma síndrome de hereditariedade do câncer, doenças genéticas herdadas ou raras está indicado o aconselhamento pré-natal para que a família entenda e calcule os riscos de surgimento da doença no seu filho.”

Ela, que também é especialista em hereditariedade do câncer pelo Hospital Albert Einstein, salienta que já existe a possibilidade de seleção do embrião para as famílias submetidas a reprodução assistida. “A técnica é um sequenciamento de nova geração feito nos genes do embrião que permite selecionar embriões que não possuam mutação hereditária”, revela Maria Amorelli.

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Novos tratamentos para câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas, apesar de ser um tipo de tumor com baixa incidência na população brasileira, pode ser um dos mais agressivos e mais difíceis de serem tratados, por conta do seu comportamento desfavorável. Além disso, na maioria das vezes o seu diagnóstico acaba acontecendo de forma tardia, sendo esse o fator determinante para a doença que representa 4% das mortes no Brasil, mesmo representando apenas 2% dos casos por ano. 

“A estatística mostra que este é um câncer agressivo e difícil de ser detectado em estágio inicial, o que pode levar a um tratamento um pouco mais complexo. Por isso, o acompanhamento médico frequente pode salvar vidas, ao permitir a detecção precoce da doença”, afirma o Dr. Rodrigo Surjan, cirurgião do Centro de Gastroenterologia do Hospital 9 de Julho, que irá enumerar mais algumas opções terapêuticas.

Entre os sintomas apresentados pela doença estão fraqueza, perda de peso, falta de apetite, dor abdominal, urina escura, olhos e pele de cor amarela, náuseas e dores nas costas. Mas, a maior parte deles também pode ser sintoma de outras doenças, o que acaba colaborando para a demora no diagnóstico. 

A diabetes, por exemplo, pode ser tanto um fator de risco quanto um sintoma do câncer de pâncreas. Por isso, quando ela surge em adultos, é importante buscar ajuda médica para fazer os exames como ultrassonografia (convencional ou endoscópica), tomografia computadorizada, ressonância magnética e/ou exame de sangue, incluindo a dosagem do marcador tumoral Ca 19-9.

Uma das formas mais avançadas de tratamento contra tumores no pâncreas hoje é a cirurgia robótica. A técnica oferece mais segurança ao paciente, ao proporcionar maior precisão para o médico, que opera de um console. Além disso, o campo cirúrgico é visualizado em alta definição e em três dimensões preservando melhor órgãos e estruturas delicadas. 

“A robótica eliminou muitas das limitações técnicas antes resultantes da outra forma de cirurgia minimamente invasiva, a laparoscopia”, explica o médico. O Dr. Surjan também ressalta que o pós operatório tem menor risco de infecção, dor e sangramento, além de reduzir o tempo de internação hospitalar.

Os tratamentos pós-cirúrgicos também têm avançado. Um exemplo é a quimioterapia adjuvante, feita após a cirurgia de retirada do tumor para destruir as possíveis células cancerígenas remanescentes, o que possibilita melhora de sobrevida aos pacientes. “Ao utilizarmos uma combinação de tratamentos, conseguimos ter resultados de longo prazo melhores, com taxa de recidiva menor”, acrescenta o Dr. Surjan.

Outra forma promissora de tratamento que está em ampla investigação são as terapias-alvo que, diferentemente da quimioterapia, reúnem um grupo de medicamentos que atacam alvos específicos das células tumorais, como receptores celulares. “São medicamentos que bloqueiam a reprodução do tumor ao se ligar a estruturas (alvos) específicos das células tumorais, bloqueando sua multiplicação”, explica.

Apesar de os avanços na medicina serem constantes, o primeiro passo a ser tomado é ter hábitos que não contribuam para o surgimento da doença, como não fumar, manter uma rotina de exercícios físicos, controlar o peso para evitar a obesidade e fazer acompanhamento médico regularmente.

Fonte: Hospital 9 de Julho

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Mastologista, Mamografia e dicas para prevenir o câncer

Hoje é o Dia do Mastologista, médico especializado na saúde e doenças das mamas, em especial o câncer. Recomenda-se visitar anualmente este profissional e realizar a mamografia anualmente, a partir dos 40 anos. Este exame é importante para a detecção precoce do câncer de mama, e por isso, hoje também é marcado como o Dia Nacional da Mamografia.

Pensando no autocuidado, na saúde e bons hábitos preparamos algumas dicas de prevenção para você. Confira:

1. Conheça o seu corpo 

Não esqueça de fazer os exames de mamografia regularmente a partir dos 40 anos!

O câncer de mama tem 90% de chances de cura se diagnosticado precocemente 

2. Vá ao médico periodicamente

As mulheres devem realizar exame preventivo ginecológico (papanicolau) a partir dos 21 anos, a cada 2 a 3 anos (se tudo estiver normal), e mamografia uma vez por ano, a partir dos 40 anos. A partir dos 50 anos, homens e mulheres devem fazer exames de rastreamento para o câncer de intestino. Os homens entre 50 e 70 anos devem conversar com seus médicos sobre os riscos e benefícios do rastreamento do câncer de próstata. 

90% das mulheres com câncer de mama não têm histórico familiar – quem tem histórico familiar deve redobrar os cuidados! 

3. Controle de peso e alimentação saudável 

Faça exercícios por pelo menos 30 minutos todos os dias. Troque o elevador pelas escadas, leve o cachorro para passear, cuide do jardim, varra a casa, caminhe, dance!

Evite o consumo excessivo de carne vermelha, sal e açúcar, faça pequenas refeições ao longo do dia, mastigue bem e lentamente.

Tenha uma alimentação rica em hortaliças, frutas, cereais e grãos integrais.

Evite comer alimentos processados.

4. Não fume!

O cigarro libera no ambiente mais de 4.700 substâncias tóxicas e cancerígenas, inaladas por fumantes e não fumantes

5. Cuidado com o amado SOL

Evite a exposição ao sol, principalmente no horário das 10h às 16 horas. Use chapéu e protetor solar, inclusive nos lábios.

6. Cuide do seu sorriso

Cuidar do seu sorriso é cuidar da mente, do corpo e da saúde. Realize diariamente a higiene bucal – Capriche na escovação dos dentes, língua e gengivas, e não deixe de consultar o dentista regularmente

7. Amamente

O aleitamento materno é a primeira alimentação saudável. A amamentação exclusiva até os seis meses de vida protege as mães contra o câncer de mama e as crianças contra a obesidade infantil ​ 

8. Evite bebidas alcoólicas

A ingestão excessiva de bebidas alcoólicas está ligada a um risco maior de câncer de mama, prejudica a memória e aumenta a incidência de doenças hepáticas.

9. Vacine-se

Vacine-se contra a hepatite B: pessoas que apresentam infecções crônicas com o vírus da hepatite B possuem maior chance de desenvolver o câncer de fígado. Por isso, é recomendado tomar a vacina, que tem o objetivo de prevenir a infecção do vírus e, consequentemente, reduzir o risco do câncer de fígado.

Vacinas contra HPV são indicadas para meninas e meninos e disponíveis no SUS. Apesar de vacinados, na vida adulta devem realizar exames preventivos. 

05 de Fevereiro Dia do Mastologista e Dia Nacional da Mamografia

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Câncer de mama é o mais comum do mundo

Cats, nesta terça-feira (02) foi divulgado pela Organização Mundial da Saúde que o câncer de mama tornou-se a forma mais comum da doença.
É a primeira vez que este tipo de câncer possui maior ocorrência global, já que nas últimas décadas, o câncer de pulmão foi considerado o mais comum no mundo. Agora, esse tipo de câncer fica atrás do câncer de mama e na frente do de coloretal.

Segundo o especialista em câncer da OMS, Andre Ilbawi, a obesidade é um fator de risco comum ao câncer de mama e está entre os fatores que levaram ao aumento de casos da doença.

Com o crescimento da população global e o aumento da expectativa de vida, o câncer deverá se tornar ainda mais comum e deve chegar a 30 milhões de novos casos por ano em 2040. Em 2020, o número de casos registrados foi de 19,3 milhões.

No Brasil, o câncer de mama é o segundo tipo mais comum em mulheres. Segundo a estimativa da Fundação do Câncer, com base nos dados do Sistema Único de Saúde (SUS), em 2020 houve uma redução de 84% no número de mamografias realizadas no país, em comparação com 2019.

Quando descoberto em estágio inicial, o câncer de mama tem 90% de chance de cura e uma das formas mais eficaz de detectar a doença é através da mamografia, que deve ser realizada anualmente a partir dos 40 anos.

Fonte: Jornal O Globo

Amanhã, 04 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer convidamos todos os pacientes e população em geral a unir esforços na conscientização e importância da prevenção e controle do câncer, por meio da adoção de hábitos saudáveis e cuidados gerais com a saúde.

O IQeB e o Banco de Lenços Flavia Flores apoia a Campanha #Vádelenço realizada pela Abrale.

Participe você também e se amarre nesta causa!

Na foto de @nheiniger, a Cat Taluana Jamel @pitadapositiva

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Desodorante pode causar câncer de mama?

Cats, nosso diretor científico Dr. Felipe Ades em parceria com o Onco e Pele, esclarece uma dúvida muito comum na área oncológica: Desodorante pode causar câncer de mama?

Confira e entenda como funciona o desodorante ao entrar em contato com a nossa pele.

“Alguns culpam o alumínio presente nos desodorantes como causa de câncer de mama. Não há comprovação científica disso.⁣

Os sais de alumínio são utilizados no desodorante para bloquear a saída do suor no orifício das glândulas sudoríparas. Com menos suor, as bactérias que vivem na pele e causam odor desagradável não têm o substrato para produzir o mau cheiro.⁣

Estudos mostram que o alumínio pode ser encontrado na mama, e que em células mamárias estudadas em laboratório ele pode causar mutações ou ativar mutações pré-existentes naquelas células. ⁣

Mas isso não faz assumir que esse efeito carcinogênico possa ser extrapolado para a mama de mulheres. Uma coisa é “in vitro” (células de laboratório) e outra coisa é “in vivo” (corpo humano), em que muitas outras células estão juntas e implicadas na defesa e no controle de distúrbios decorrentes de tantos fatores internos ou externos. ⁣

Alguns estudos compararam mulheres que usam desodorante com sais de alumínio e outras que não usam e os dados são conflitantes: uns concluíram que as que usaram tiveram maior risco de câncer e outros estudos, não. Essa amostra que teve câncer de mama, ⁣ pequena nesses estudos, pode ter viéses (seriam mulheres com mutação? teriam herança genética para câncer de mama? outros fatores pessoais ou de hábitos de vida que predispõem ao câncer?).⁣

Além disso, não há estudo que explique como o sal de alumínio aplicado na axila faz o alumínio chegar no tecido mamário. Não teria vindo dos alimentos, fonte mais comum de alumínio, sejam naturais ou processados? Outra questão é, se for comprovada a relação do desodorante com câncer de mama, não poderia ser outro componente que não o sal de alumínio? ⁣

É interessante que se questionem fatores externos como causadores de câncer de mama. Porém, precisamos de mais estudos que avaliem essa relação com os sais de alumínio do desodorante.” ⁣

A sugestão é: “fica a critério de cada um usar ou não desodorante com sais de alumínio. Com o que dispomos atualmente, não podemos culpá-lo”, declara Dr. Felipe Ades.

Fonte: Dras. Giselle Barros e Adriana Mendes | @oncoepele e @drfelipeades

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SBOC defende vacinação de pacientes oncológicos

Com a emergência da vacinação contra a COVID-19, a discussão sobre vacinação de pacientes oncológicos ganha mais relevância, trazendo à tona muitas incertezas. A crescente disseminação de fake news impactou a confiança da população na vacinação, mas, segundo a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), as vacinas aprovadas no Brasil são eficazes e imprescindíveis para a proteção daqueles que vivem com câncer e no combate à pandemia de forma geral.

Para enfatizar as condutas médicas baseadas em evidências científicas, a SBOC organizou um grupo técnico especializado para desenvolver recomendações sobre a aplicação da vacina contra a COVID-19 em pacientes oncológicos. 

  • Por que vacinar pacientes oncológicos contra a COVID-19?

Pessoas com câncer foram classificadas como grupo de risco para complicações da COVID-19. Estudos mostraram maior gravidade da infecção em pacientes oncológicos, com mortalidade variando de 6 a 61%, com risco de óbito por volta de 26%, muito acima do que na população geral (2 a 3%). Portanto, o intuito da vacinação é diminuir a morbidade e mortalidade da COVID-19 nos pacientes oncológicos.

Segundo Dr. Sandro Cavallero, diretor da SBOC e coordenador do Comitê de Tumores do Sistema Nervoso Central, há vários riscos envolvidos entre a associação do câncer e do novo coronavírus. “Além do impacto mais severo, a infecção pelo Sars-CoV-2 pode ter desdobramentos também no cuidado oncológico, levando a atrasos em exames diagnósticos, de triagem, tratamentos e monitoramento da doença, podendo levar a consequências devastadoras”, alerta.

“É importante lembrar que as vacinas contra COVID-19 aprovadas no Brasil são definitivamente seguras. A única vacina contraindicada para pacientes imunossuprimidos, ou seja, quando a eficácia do sistema imunológico é reduzida, é a vacina de Oxford, por conter vírus vivo. De qualquer forma, é imprescindível a avaliação médica individual de cada paciente quanto a possíveis restrições à vacinação”, afirma.

  • As vacinas contra a COVID-19 são eficazes nesses pacientes?

A princípio, sim. Dados de vacinação em pacientes oncológicos em outros contextos, como influenza, doença pneumocócica e herpes, sugerem haver um efeito protetor.

“A vacinação contra influenza, reduziu hospitalizações relacionadas à doença, interrupção de quimioterapia ou risco de morte”, explica Dr. Sandro. Baseados nesses dados e de outras vacinas, associado à interpretação dos mecanismos de ação das vacinas contra a COVID-19 (com agentes não vivos), pressupõe-se que a eficácia e a segurança da vacinação contra o Sars-CoV-2 seja similar à população geral. “A eficácia pode variar em diversos contextos, como tipo de tumor, extensão da doença, tratamento imunossupressor, entre outros. Entretanto, os benefícios da vacinação parecem ultrapassar substancialmente e significativamente os riscos”, complementa.

  • A equipe de saúde envolvida no tratamento oncológico deve ser vacinada?

Sim, desde que não haja contraindicação à vacinação ou componente da vacina.

“A vacinação da equipe de saúde contra influenza mostrou reduzir a transmissão da infecção em ambientes hospitalares. Além disso, alguns pacientes imunocomprometidos podem não adquirir resposta imune suficiente à vacinação, dessa forma, podemos evitar que a equipe, que trabalha em um cenário de alto risco, contamine esses pacientes”, esclarece Dr. Sandro.

  • Pacientes com história prévia de COVID-19 ou que já possuam anticorpos devem ser vacinados?

Sim. Alguns pacientes já infectados por Sars-CoV-2 foram incluídos em estudos clínicos e mostraram melhorar a resposta imune sem nenhum acréscimo à toxicidade da vacina.

Segundo Dra. Ignez Braghiroli, diretora da SBOC e coordenadora do Comitê de Tumores Gastrointestinais, não existe garantia de que a presença de anticorpos seja sinal de proteção futura. “Até o momento, não existe experiência suficiente relacionando a já existência deles no organismo com a proteção futura, e a duração da imunidade não está claramente estabelecida. O teste sorológico antes da vacinação não é recomendado, assim como não é utilizado para guiar o momento da vacinação”, completa.

  • Quem se vacinou ainda precisa usar máscara e seguir o distanciamento social?

Sim. Mesmo após a aprovação das vacinas e o início da vacinação no Brasil, temos um longo período até toda a população estar vacinada.

Fonte: SBOC – Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica – jan. 21

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Atraso no diagnóstico dificulta tratamento contra câncer ginecológico

Com a chegada do novo coronavírus, todos se viram em um cenário de isolamento e profunda mudança de hábitos. Uma das principais consequências foi o adiamento de consultas médicas e da realização de exames preventivos, que impactou diretamente na detecção precoce de doenças como os cânceres ginecológicos. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), de 50 mil a 90 mil casos de câncer podem ter ficado sem diagnóstico no Brasil apenas nos dois primeiros meses de pandemia.  

A pesquisa que realizamos ouviu cerca de 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil, entre 18 e 70 anos, e aponta que muitas pacientes deixaram de se consultar com médicos, realizar exames, receber diagnóstico, iniciar ou manter tratamentos e tiveram até procedimentos importantes cancelados, como cirurgias, radio e quimioterapia.

Os cânceres ginecológicos são aqueles que afetam útero, ovário, endométrio, vulva e vagina. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são registrados aproximadamente 30 mil novos casos por ano dessas doenças combinadas.

Dr. Tiago Kenji Takahashi, diretor técnico do Instituto de Oncologia do Hospital Santa Paula, explica os principais sintomas e como é feito o diagnóstico de cada tipo.

Colo do útero

O câncer do colo do útero é um dos mais frequentes entre as mulheres e, na maioria das vezes, é resultado de infecção pelo Papilomavírus Humano – HPV. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), mais de 16 mil casos são registrados por ano, com mais de seis mil mortes.

“A grande maioria desses óbitos, no entanto, poderia ser evitada com um diagnóstico precoce graças ao Papanicolau, um exame simples e rápido, que pode ser realizado no consultório e deveria ser feito por todas as mulheres anualmente”, diz o especialista. Uma forma também simples de prevenir o surgimento desse câncer é a vacinação de mulheres e homens contra o HPV.

Corpo do útero / Endométrio

Quando a doença afeta o corpo do útero ela tem origem, na maioria das vezes, no endométrio (tecido que reveste o órgão internamente). Dr Tiago explica que é esse câncer é mais comum em mulheres após a menopausa e seu principal sintoma é sangramento e dor pélvica. O INCA estima que o país tem cerca de 6.500 casos ao ano, com aproximadamente 1.700 mortes. O diagnóstico é feito com imagens clínicas e de imagem, como o ultrassom transvaginal.

Ovário

Com apenas cerca de 6.600 casos ao ano, segundo o INCA, esse câncer tem alta taxa de mortalidade. Isso acontece porque é uma doença que não apresenta sintomas em seus estágios iniciais, começando a dar sinais somente quando já está avançado.

Dr Tiago Kenji conta que os primeiros sintomas costumam ser inchaço e dor no abdômen e na região pélvica, dores nas costas e mudança no hábito urinário ou intestinal, como indigestão, prisão de ventre ou diarreia. O diagnóstico precoce, no entanto, é possível com a realização de exame clínico periódico, exames laboratoriais e de imagem.

Vulva e vagina

Menos comum entre os cânceres ginecológicos, esse tipo raro costuma ter desenvolvimento lento e acomete principalmente mulheres idosas. Entre sinais que podem indicar a doença estão o surgimento de uma área na vulva com aparência diferente, com pele mais clara, mais escura ou coloração avermelhada, e com textura distinta da pele ao redor, mais áspera ou espessa. Também podem ocorrer coceiras que não passam, dor local e sangramentos.

“Para o diagnóstico precoce é importante a realização periódica do exame ginecológico clínico, complementado por Papanicolau, colposcopia e, se necessário, uma biópsia da região”, reforça o oncologista.