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Brasil é líder no ranking mundial de casos de Câncer de Pele

O câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais frequente no mundo. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil lidera as estatísticas com cerca de 30% da população com a doença, mais de 180 mil novos casos todo ano.

Porém, é preciso ressaltar que, segundo o Fundo Mundial para Pesquisa em Câncer (World Cancer Research Fund International), os números citados acima não são tão precisos, pois o não melanoma nem sempre entra nas estimativas mundiais.

Para conscientizar a população para os riscos da doença, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) criou a campanha do Dezembro Laranja. Mas, os cuidados com este tipo de câncer devem permanecer ao longo de todo o ano. Pensando nisso, a dermatologista e membro da SBD, Dra. Nádia Bavoso, deu algumas dicas essenciais para o combate.

“Somos um país tropical, com temperaturas agradáveis para atividades ao ar livre na maior parte do ano e com um litoral enorme, o que nos deixa mais vulneráveis a esse tipo de câncer que é bem silencioso. Além disso, temos uma cultura de que o corpo bronzeado é mais atraente, o que acaba potencializando os riscos da exposição solar inadequada”, explica a Dermatologista e membro da SBD, Dra. Nádia Bavoso.

“A pele é o maior órgão do corpo humano e que não fica 100% coberta. Agora, imagine poucos minutos por dia de exposição à radiação ao longo de 30 anos. Por isso, o uso do protetor solar é obrigatório para todo mundo, todos os dias, sem exceção. Essa é a forma mais eficaz de prevenir todos os tipos de câncer de pele”, afirma a médica.

Tipos de câncer de pele – podemos dividir em não melanoma, que são a maioria, e melanoma, o mais agressivo. Todos eles podem, se diagnosticados de forma precoce, ter grandes chances de cura. Por isso, é importante consultar frequentemente um dermatologista.

  • Carcinoma basocelular (não melanoma): tipo mais comum da doença, com evolução lenta de ferida ou nódulo;
  • Carcinoma espinocelular (não melanoma): assim como o basocelular, também surge por meio de uma verruga na face ou crosta sobre uma cicatriz, principalmente as decorrentes de queimadura. É considerado o tipo mais grave do não melanoma já que apresenta chance de metástase;
  • Melanoma: apesar de ser o mais agressivo, é também o tipo mais raro. A sua característica principal são pintas irregulares, com crescimento progressivo e alteração de formato, cor e textura.

Como se prevenir

  • Protetor solar: item indispensável e que deve ser usado todos os dias, até mesmo em regiões que não ficam expostas. Tanto as peles claras como as negras devem investir em fatores altos, nunca abaixo de 30. É sempre interessante conferir se o produto escolhido é resistente à água, principalmente em situações de praia e piscina. Quanto mais clara a pele e mais manchas, maior deve ser a proteção. Ah!, e não esqueça de passar nas orelhas e pés, regiões que não damos tanta importância, mas recebe radiação do mesmo jeito;
  • Sol apenas em horários específicos: sol faz muito bem para a saúde se “consumido” com responsabilidade. Antes das 10h e depois das 16h, pode ser tomado no dorso das pernas ou nas costas durante 15 minutos, o que garante a produção de vitamina D diária necessária para a maioria dos adultos. Mas sempre é interessante uma avaliação multidisciplinar com um Endocrinologista, pois a quantidade necessária de sol pode variar conforme cor da pele, peso e idade; 
  • Chapéu e óculos de sol: mesmo não ficando exposto diretamente ao sol proibido, o couro cabeludo é muito sensível e mais difícil de receber o protetor solar, por isso, use e abuse de chapéus ou bonés. A pele da região dos olhos também é bem sensível e quanto mais protegida, melhor. Use e abuse do óculos de sol também;
  • Roupas especiais para proteção solar mecânica: vai para a piscina, praia ou passear de barco? Use roupas especiais com proteção UV por cima do protetor. #ficaadica: ao lavar esse tipo de roupa, nunca use amaciante, pois o produto pode retirar a proteção;

“Mesmo com todos os cuidados, se perceber manchas, nódulos irregulares ou se tiver sangramento nas pintas, procure um Dermatologista imediatamente. E se você tem casos de câncer de pele na família, recomendo fazer um mapeamento das pintas a cada seis meses”, explica Dra. Nádia.

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Mensagem de Final de Ano

Encerramos o ano com essa mensagem da nossa Diretora de Relações Humanas, psicóloga e coach em resiliência Diana Vilas Boas.

Oi queridas Cats, o que foi esse ano? Foi muito diferente de tudo o que podíamos imaginar, e nos fez enfrentar o desconhecido, até dentro de nós mesmos…

Como foi para cada uma de vocês?

Seja lá o que tenha sido, trouxe experiências inéditas em nossas vidas, reflexões importantes a respeito de trabalho, família, relacionamentos, propósitos, objetivos, e muitas coisas mais.

São novos tempos, em que tivemos que aprender a ter paz em meio do caos, da mudança, na capacidade de adaptação, de transformação, buscar a felicidade no momento presente, nas pessoas que nos rodeiam, e a ter fé e esperança mesmo sem saber o que o futuro nos reserva. Que louco tudo isso…

Mas estamos aqui firmes e fortes e podemos dizer que o mundo mudou, nós mudamos, nada mais vai ser como era antes!

Tudo muda rápido, por isso ainda teremos muito trabalho pela frente, para conseguirmos a criação de novas realidades, a expansão de nossa consciência, e a adaptação ao que é esperado de nós.

Ufa, não é fácil! Mas como diz o ditado, “a adversidade revela o gênio, e o sucesso o esconde”, temos que buscar a nossa genialidade, e revelar talentos que possam estar escondidos, mas estão lá!

Vamos refletir sobre tudo isso e quem sabe encontrar outros caminhos…recebemos uma grande sacudidela, que pode ter nos deixados tontos, mas não nos derrubou!

Realmente foi um ano diferente, muito difícil para as pessoas do mundo inteiro, mas que com certeza proporcionou grandes lições!

Lembrem-se também de que sempre poderemos usar o Amor como uma arma poderosa para enfrentar as adversidades!

O Amor é uma frequência, uma vibração alta, que podemos sintonizar, dar o tom, e que com certeza vai abrir caminhos e guiar nossa conduta.

Que venha 2021, pois com certeza estaremos mais fortes e poderosas!
Desejo a todos vocês queridas Cats, que os novos tempos tragam boas energias, muita Paz e Amor no coração!

Diana Vilas Boas – Diretora de Relações Humanas, Psicóloga e Coach em Resiliência

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IQeB – Resultados da Solidariedade e Amor ao próximo em um ano tão difícil

Cats, finalizar este ano tão difícil é até um alívio e nos enche de esperança de dias melhores.

Apesar do 2020 atípico, nosso time deu o máximo para realizar muitas ações e beneficiar milhares de mulheres em tratamento oncológico por todo o país.

Nos reinventamos no Outubro Rosa on-line, fomos pra TV disseminar informações, realizamos muitas Lives com especialistas convidados. Lançamos um novo projeto, coordenamos uma pesquisa com pacientes, contamos muitas histórias de Cats e impactamos muitas pessoas.

Solidariedade e amor ao próximo moveram nossos voluntários, estimularam nossos parceiros e despertaram estes sentimentos em apoiadores.

Agradecemos a todos que contribuíram de alguma maneira com o QeB, atuando como agentes de mudanças, de transformações e promovendo o bem-estar do outro.

Confira nossos resultados e comente se você participou de alguma atividade que promovemos, se recebeu um lenço ou se esteve conosco em algum momento.

Cuidem-se! A pandemia não acabou!
Que a esperança de dias melhores renasça em 2021!
Equipe QeB

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Cuidados para manter o tratamento durante a pandemia

Cats, a pandemia ainda não acabou e precisamos redobrar os cuidados ainda mais nesta época de final de ano.

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Mastologia alerta novamente sobre os cuidados essenciais que temos de tomar para nos protegermos e não pararmos nosso tratamento. Confira:

“O #COVID_19 nos colocou diante de um novo normal, onde precisamos ser cautelosos para evitar a propagação da contaminação do vírus. Sabemos também que enquanto isso outras doenças não nos darão trégua. Logo, é essencial que todos os pacientes não deixem seus tratamentos de lado, em especial as que estão na jornada contra o câncer de mama. Confira abaixo algumas orientações importantes:

🔸Seu tratamento oncológico não deve ser interrompido.

🔸Não se relacione presencialmente com pessoas que apresentem sinais de síndrome gripal, em investigação ou não por coronavírus.

🔸Evite exposições hospitalares desnecessárias.

🔸Leve no máximo 1 acompanhante às idas aos serviços de saúde.

🔸Evite aglomerações. Dê preferência ao deslocamento com carros particulares, se possível.

🔸O uso de corticoides para os pacientes em quimioterapia devem ser continuados, pois fazem parte do tratamento medicamentoso.

🔸Mantenha as orientações de higiene preconizadas.

🔸Contate seu médico urgentemente em caso de febre, tosse seca, mal estar e coriza.

🔸Se seu médico estiver em isolamento, ele deverá indicar um substituto.

🔸As orientações dietéticas permanecem as mesmas em relação ao já orientado previamente.

Sendo assim, busque sempre por orientações do seu médico e respeite as recomendações passadas por ele. Entendemos que são muitas as dúvidas que surgem nesse período e a melhor conduta somente um especialista será capaz de sugerir!”

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Paciente comemora última quimio em carro com balões

Cats, não há nada melhor do que comemorar o final do tratamento, não é mesmo? A Aparecida Conceição e Silva, de 59 anos, que venceu o câncer de mama nesta semana, encontrou uma forma super divertida de comemorar esta vitória.

Um carro branco decorado com balões vermelhos chamou a atenção de quem passava pela Avenida 23 de Maio na manhã da última terça-feira (8). No vidro, a frase explicava a razão do buzinaço e da celebração: “Minha última quimioterapia”. A cena foi registrada pela equipe da TV Globo e comoveu os motoristas que percorriam a via.

“Aquilo aconteceu porque foi uma maneira das minhas filhas levantarem minha autoestima, apesar de que estou bem, e comemorar mais uma etapa da químio, que não é fácil. É um dia de cada vez”, afirma Aparecida em entrevista ao G1.

A neta de Aparecida, Isabela Oliveira Serra, participou da organização da comemoração. “Pensei em fazer isso para minha avó porque ela está longe da casa dela, dos parentes e amigos. É uma forma de ela celebrar mais uma etapa”

“E na hora a gente pensou, ligou para a moça das bexigas, compramos bolo para levar par o hospital, para comemorar com as pessoas e aí foi essa alegria desde a hora que a gente saiu de casa, a gente mesmo já saiu buzinando feliz e no meio do caminho muito motoboy e mais pessoas tirando foto e filmando, foi muito legal”, conta a filha Patrícia Carvalho.

Aparecida não esconde a felicidade e a gratidão.

“Foi tudo de bom, graças a Deus, à minha família e aos profissionais do IBCC. Estou muito feliz, muito contente, muito esperançosa. Quero agradecer a minhas filhas, netos e genros, toda minha família, mas essas pessoas que citei sempre estiveram juntinho a mim, choraram comigo, correram comigo e não me deixaram faltar nada. Só tenho a agradecer a eles e a Jesus que me amparou e ampara. É tudo o que tenho.”

Vem conferir o lindo vídeo da comemoração da Aparecida nesse link https://glo.bo/37TW6lh

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Estudo mostra que a radioterapia durante a cirurgia é tão segura quanto à convencional

A crise provocada pela pandemia de Covid-19 possibilitou mais um avanço para o tratamento do câncer de mama. Um recente estudo, chamado TARGIT-A, publicado por um grupo internacional de pesquisadores, mostrou que a radioterapia intraoperatória (realizada já no ato da cirurgia) em mulheres em casos iniciais (tumores menores que 3 cm) pode oferecer a mesma segurança que a radioterapia convencional, feita entre duas e quatro semanas após a cirurgia. E mais, pode proteger essas mulheres ao diminuir os deslocamentos, que são necessários logo após a operação, mas ao mesmo tempo inseguros por conta da pandemia.

Os resultados do estudo também mostraram que o controle loco regional do câncer, assim como a sobrevivência em longo tempo no grupo de mulheres que fizeram a radioterapia intraoperatória foram tão bons quanto da radioterapia convencional.

Para Dr Ruffo de Freitas Junior, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Mastologia, o estudo surge em um momento extremamente importante e já está sendo discutido com as pacientes brasileiras nessa fase de pandemia. “As mais favorecidas são as mulheres acima de 50 anos que poderão fazer seu tratamento de câncer com segurança, correndo menos risco também em relação à pandemia`”, explica o médico.

A radioterapia intraoperatória foi realizada em 32 centros especializados distribuído em 10 países, com 2.298 mulheres com 45 anos ou mais com câncer de mama inicial, de até 3,5 cm de tamanho. O TARGIT-A apresentou longa eficácia e segurança no controle do câncer de mama inicial e foi discutido com pacientes quando a cirurgia conservadora da mama é planejada.

Fonte: Sociedade Brasileira de Mastologia

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Câncer de colo do útero | Tratamento

Cats, o oncologista Dr. Fernando Maluf nesta matéria super completa explica sobre o câncer de útero, tipo de câncer que despertou muitas dúvidas após a revelação do diagnóstico da apresentadora Fatima Bernardes.

É um dos mais frequentes tumores na população feminina, atrás somente do câncer de mama, pulmão e do colorretal. Afeta cerca de meio milhão de mulheres a cada ano no mundo, com a maior parte ocorrendo antes dos 50 anos.

Confiram os tratamentos necessários, os tipos deste câncer e muito mais.

ESTADIAMENTO

O câncer de colo uterino tem quatro estádios, que estão descritos abaixo:

Tabela com estadiamento do câncer de colo do útero.

Requer a combinação de procedimentos como cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio em que a doença se apresenta:

TRATAMENTO

Neste estádio, em que o câncer está confinado ao colo de útero, podemos separar os tumores que apresentam pequenas áreas de invasão (tumores com milímetros de tamanho e microinvasivos – Estádio IA) daqueles maiores, com tamanho acima de 7 mm (Estádio IB).colotrat

Câncer confinado ao colo uterino e o tratamento específico para estas fases da doença.

Estádio IA

Nos tumores microinvasivos (Estádio IA), a cirurgia poderá ser conservadora, com retirada de apenas uma porção do colo uterino, permitindo a preservação do órgão para gestações futuras. As duas técnicas mais empregadas são a conização e a traquelectomia, mas também há a técnica da histerectomia, conforme descrito a seguir.

  • Conização

O cirurgião retira o canal do colo de útero, desde sua abertura na vagina até a parte que penetra a extremidade inferior do útero. Para que a cirurgia seja considerada radical, todo o material deve ser examinado pelo patologista, para confirmar se o tumor realmente era microinvasor e se as margens cirúrgicas estão livres. Caso se constate que o tumor era maior do que o esperado ou que as margens estão comprometidas, haverá necessidade de cirurgias mais amplas.

  • Traquelectomia radical

É uma técnica relativamente nova, realizada com o objetivo de retirar todo o colo de útero, o tecido em seu redor e os linfonodos da bacia, para ter certeza de que o câncer não os atingiu. Como o corpo do útero é preservado, em cerca de 50% dos casos há possibilidade de nova gravidez. É indicada principalmente nas pacientes que tem a intenção de uma gestação no futuro

  • Histerectomia simples

É importante mencionar que em mulheres não desejosas de futuras gravidezes é possível realizar a remoção de todo o útero.

Estádio IB

Esses casos podem ser tratados pela cirurgia ou por radioterapia.

  • Histerectomia ampliada (Wertheim-Meigs)

O tratamento tradicional para os tumores com mais de 7 mm, porém ainda localizados no colo, consiste na remoção do colo e do corpo uterinos, acompanhada da retirada da parte superior da vagina, dos tecidos e ao redor do colo (paramétrios) e dos linfonodos no interior da bacia. A retirada dos ovários será necessária em alguns casos, mas na maioria das vezes eles podem ser preservados.

É uma cirurgia relativamente grande e pode apresentar algumas complicações transitórias, como retenção e incontinência urinária ou obstipação intestinal. A preservação da vagina e da função ovariana auxilia a manter a libido e a vida sexual.

  • Radioterapia

Nas pacientes que não desejam cirurgias mais amplas, ou naquelas com idade avançada ou com problemas de saúde que contraindiquem a cirurgia, podemos optar pela aplicação de radioterapia direcionada ao colo de útero, como alternativa, sem prejuízo do resultado final. Existem duas formas de administrar radioterapia: externa e interna.

Na radioterapia externa, o equipamento libera os raios ao redor da bacia para que eles atinjam o colo de útero e os tecidos ao seu redor. Para isso, são utilizados exames de tomografia, que calculam o trajeto da radiação até o colo uterino, com prejuízo mínimo para os órgãos sadios da bacia. O procedimento é indolor e dura cerca de 15 a 20 minutos diariamente, de segunda a sexta-feira, no total aproximado de cinco semanas.

Na radioterapia interna, também chamada de braquiterapia, a fonte de radiação é colocada o mais próximo possível das células tumorais. A técnica reduz a quantidade de radiação para os tecidos normais e, ao mesmo tempo, permite que se possa utilizar uma dose mais alta de radiação por período mais curto do que o da radiação externa. Para tanto, são introduzidas no interior do colo de útero pequenas “sementes” de material radioativo. O procedimento exige sedação.

Em alguns casos de adenocarcinomas ou de tumores maiores, mas ainda limitados ao colo, a radioterapia poderá ser utilizada previamente à cirurgia. A radioterapia com ou sem quimioterapia também é indicada quando o exame anatomopatológico (biópsia) revela características mais agressivas ou quando a lesão está mais avançada do que se esperava.

Embora as técnicas de radioterapia tenham evoluído bastante na última década, ainda pode ocorrer inflamação secundária das estruturas vizinhas ao colo uterino, surgir secura vaginal, dor na relação sexual, estreitamento da vagina, ardor no reto, sangramento retal, diarreia, urgência para evacuar ou urinar, sensação de ardor ao urinar e osteoporose dos ossos da bacia.

Estádios II, III e IVA

Nestas situações, em que o tumor já cresceu além do colo e invadiu outras estruturas, a cirurgia não consegue ser radical e pode lesar os órgãos das proximidades, portanto não é realizada de rotina. O tratamento nesta fase é realizado com radioterapia na pelve associado ao tratamento com quimioterapia, seguida de uma fase de braquiterapia.uteriono2

Câncer que invade estruturas bem próximas, como a vagina e o paramétrio, e o tratamento específico para esta fase da doença.uterino3

Câncer que invade estruturas vizinhas, porém mais distantes da pelve, e o tratamento específico para esta fase da doença.Vencer o cancer.indb

Câncer que invade os órgãos adjacentes, mostrando crescimento do tumor por proximidade (Estádio IVA) e metástases para órgãos distantes, como pulmões, fígado e ossos (Estádio IVB), e o tratamento específico para esta fase da doença.

Estádio IVB 

Nesta fase da doença, em que as células tumorais se espalharam para órgãos distantes, como pulmões, fígado e ossos, através da corrente sanguínea e/ou linfática, a estratégia é atacar as células malignas onde quer que elas estejam

O tratamento de escolha nesta situação é a quimioterapia, administrada com o objetivo de reduzir os tumores, possibilitando controlar a doença pelo maior tempo possível.

Há também benefício da associação da quimioterapia com drogas que inibem a formação de vasos sanguíneos no tumor, sendo a medicação mais conhecida chamada bevacizumabe.

A imunoterapia foi recentemente incorporada no tratamento do câncer de colo uterino metastático para pacientes que fizeram uso de quimioterapia com platina sem resposta ao tratamento. A imunoterapia aprovada é com a droga pembrolizumabe.

FONTE: Instituto Vencer o Câncer

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Episódios de câncer relacionados ao trabalho

“Temos uma quantidade expressiva de agentes carcinogênicos e muitas dessas substâncias podem ser encontradas no ambiente de trabalho”, resume o médico Alfredo Scaff, consultor da Fundação do Câncer, no RJ.

Se o contato com os composto for esporádico, o perigo é pequeno. Porém, ao se submeter a anos de exposição sem qualquer tipo de proteção aumenta muito a probabilidade de o trabalhador desenvolver câncer.

Um dos elementos dessa lista é o benzeno. Dessa forma, a exposição frequente a esse agente está ligada a cânceres no sangue, como a leucemia. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), pessoas que trabalham na siderurgia, na produção de tintas, na fabricação de plástico, na indústria de borracha (com pneus e outros produtos) e como frentistas em postos de gasolina estão especialmente sujeitas à convivência com o benzeno.

Mas, não somente os composto químicos merecem destaques, já que os físicos devem ser vistos com cautela também. Um exemplo é a alta exposição solar típica de certos empregos (agricultores, carteiros, treinadores de corrida de rua). Afinal, está mais do que comprovado que a radiação ultravioleta dispara processos que culminam em câncer de pele.

Por que o assunto é urgente

Cerca de 10% dos tumores malignos têm como pano de fundo os tais carcinogênicos ocupacionais. É muita coisa. “Se as empresas seguirem as normas que já existem, seria um grande passo para a proteção da saúde do trabalhador”, analisa Scaff.

Nas atividades realmente insalubres, deve ocorrer a maior automação possível e o uso de equipamentos que distanciem o funcionário da principal fonte de contaminação.

“Outra medida importante é banir determinados produtos cancerígenos do processo industrial”, adiciona.

Isso aconteceu recentemente por aqui com o asbesto (ou amianto), uma fibra demandada em diferentes produtos da construção civil — telhas, caixas d´água e por aí vai — e que foi muito explorada comercialmente no Brasil.

Além disso, a empresa precisa empoderar o colaborador com informação. “Ele tem que saber onde está trabalhando, quais os processos em que está envolvido, quais equipamentos deve usar e quais os produtos que está manipulando”, enumera Scaff.

Fonte: VEJA Saúde

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Dia Nacional de Combate ao Câncer

Vacinação – Fake News – Prevenção – Oncologia

Na última década, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram queda de, pelo menos, 14% na cobertura vacinal no Brasil. Após o início da pandemia, esses números são ainda mais expressivos, principalmente devido ao impacto da propagação de fake news.

Para combater a desinformação, Dr. Sandro Cavallero, diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e Coordenador do Comitê de Tumores do Sistema Nervoso Central, defende que todas as condutas médicas devem ser baseadas na ciência e nas pesquisas clínicas. “Infelizmente, por conta do alastramento da desinformação por grandes lideranças, parte da população ficou no escuro, sem saber no que acreditar. Com isso, no meio de uma crise de saúde global, tivemos também uma crise política, ampliando o cenário de incertezas”, comenta.

A crescente disseminação de fake news impactou a confiança da população em vacinação, principalmente em torno dos testes realizados para a vacina contra o coronavírus. Para Dr. Cavallero, as notícias falsas se disseminaram tanto quanto, ou talvez até mais, que o próprio vírus. “Não só os médicos, mas todo cidadão, tem como dever o combate às fake news. Disseminá-las é grave em todos os aspectos, desde moral e ético até gerar riscos para a saúde da população”.

Foi por meio das vacinas que o Brasil erradicou diversas doenças, entre elas a poliomielite e a varíola. “A erradicação seria possível, também, com o câncer do colo de útero, em que 90% dos casos são causados pelo vírus HPV, se a vacina fosse mais divulgada e tivesse maior adesão de meninas dos 9 aos 14 anos e meninos dos 11 aos 14 anos, o que já é realidade em outros países”, acrescenta Dr. Cavallero.

Em relação ao câncer, existem dois pontos importantes: as vacinas para tratar o câncer, criadas com o intuito de atuar contra a doença já existente, mas que ainda são experimentais; e também as vacinas para prevenir o câncer, como é o caso da própria vacina anti-HPV e, também, as vacinas contra a hepatite B e C, que são responsáveis pelo desenvolvimento de cirrose e câncer de fígado em pacientes crônicos. Ou seja, todas essas doenças também podem ser prevenidas.

Por outro lado, ainda de acordo com o diretor da SBOC, é um desafio muito grande vacinar a população por completo. “Existe uma demanda estratégica e logística para que consigamos atingir o sucesso nacional. O Ministério tem um programa respeitável, que perde força nesse cenário. Nosso papel é continuar educando que todas as vacinas são seguras, com eficácia comprovada e não causam disfunções cerebrais, como demência, epilepsia, Alzheimer, autismo ou outras consequências.”

Pacientes oncológicos podem (e devem) tomar vacinas, mas levando em consideração as orientações médicas. “Se a imunidade do paciente estiver baixa, seja por conta da própria doença ou pelo tratamento quimioterápico, não é aconselhado tomar as que chamamos de vacinas de vírus vivo, como as de febre amarela, catapora e sarampo, por exemplo. Já as vacinas de vírus não vivo, como a da gripe e, em breve, a do coronavírus, que possuem a função de aumentar a imunidade do paciente, não há contraindicação. Uma das vacinas mais recomendadas para os pacientes de câncer é a pneumocócica, contra pneumonia e meningite, mas que, infelizmente, é pouco divulgada”, completa Dr. Cavallero.

A mensagem da SBOC para aqueles que não acreditam nas vacinas é para que confiem na ciência, pois é possível deter doenças altamente contagiosas através da vacinação. A entidade sempre defendeu com afinco a importância do incentivo às pesquisas clínicas, além de ter como compromisso disseminar informações de qualidade e que sigam protocolos baseados em evidências científicas, como meio de educar a população. Afinal, quanto mais a população souber a respeito, maior a mobilização para que mudanças sejam concretizadas.

A SBOC mantém orientações atualizadas sobre vacinação em seu site e determinou metas e estratégias para incentivar a vacinação anti-HPV e erradicar o câncer de colo de útero, alinhadas à campanha global lançada recentemente pela OMS e adaptadas para a realidade do Brasil. São elas atingir 90% de cobertura vacinal em meninas e meninos, 70% de rastreamento da doença e 90% de acesso a diagnóstico e tratamento precoce, até 2030.

Atualmente, o Brasil atinge 70% de cobertura vacinal na primeira dose e menos de 50% na segunda; apenas 25% de rastreamento da doença; e 50% de mulheres que têm dificuldade no acesso ao tratamento. A SBOC acredita que com a união de forças das sociedades de saúde na conscientização da população, na divulgação de programas de vacinação, no aprimoramento e atualização dos exames de rotina e no aumento do acesso a melhores tratamentos em todas as regiões do país, o país pode alcançar essas metas dentro do prazo estabelecido.

SOBRE A SBOC – SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) é a entidade nacional que representa mais de 2,2 mil especialistas em oncologia clínica distribuídos pelos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Fundada em 1981, a SBOC tem como objetivo fortalecer a prática médica da Oncologia Clínica no Brasil, de modo a contribuir afirmativamente para a saúde da população brasileira. É presidida pela médica oncologista Dra. Clarissa Mathias, eleita para a gestão do biênio 2019/2021.

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IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Pacientes oncológicas não se surpreenderam com o isolamento social e o uso de máscaras são práticas cotidianas indicada devido à baixa imunidade, porém o receio do pós pandemia existe e foi declarado por cerca de 77,2% das entrevistadas

O Instituto Quimioterapia e Beleza – IQeB, maior banco de lenços do Brasil, lança a pesquisa ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’, com o intuito mostrar a dimensão do impacto da pandemia em pacientes oncológicas. A pesquisa ouviu cerca de 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil, entre 18 e 70 anos, e aponta que muitas pacientes deixaram de se consultar com médicos, realizar exames, receber diagnóstico, iniciar ou manter tratamentos e tiveram até procedimentos importantes cancelados, como cirurgias, radio e quimioterapia.

Para além da pesquisa, as sociedades de saúde já informaram que muitas mulheres deixaram de ser diagnosticadas, devido a diferentes movimentos da área da saúde, com o foco na erradicação do Covid-19. Segundo o INCA em estudo realizado em 2019, para este ano de 2020, a incidência do câncer em mulheres foi estimada em mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama.

Estes dados impactam diretamente no quadro e avanço da patologia e a pesquisa realizada pelo IQeB ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’ dá um panorama sobre o comportamento e também os receios dessas pacientes em relação ao término da pandemia. 77,2% das respondentes informaram estar em tratamento para o câncer de mama e embora 17,7% delas tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria comenta que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Além disso, 77,2% das entrevistadas pela pesquisa do IQeB também declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia. Lembrando que, além dos tratamentos em curso, há os novos casos que deixaram de ser diagnosticados neste período.

Essas pacientes apresentam vulnerabilidade imunológica, uma característica do câncer e, segundo a Sociedade Brasileira de Patologia, cerca de 50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia. Um dado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica informa que 70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril de 2020, além disso, segundo o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Icesp, no período 30% menos pacientes iniciaram tratamento.

Comportamento

O cotidiano destas pacientes não foi alterado, mas a modificação aconteceu no principal cenário: rotina médica, uma exigência para os casos de câncer, para que se possa desacelerar, tratar e minimizar os sintomas e avanços da doença. Além disso, o receio sobre o pós-pandemia e a retomada da rotina de tratamentos é o que deixa as pacientes mais receosas.

43,5% das respondentes declararam que não saíram de casa durante a pandemia e ficaram em total isolamento social. Elas informaram ter utilizado a internet e as facilidades da tecnologia para fazer compras, evitando contato com possíveis infectados.

“Este estudo mostra apenas um recorte sobre a situação das pacientes com câncer e deixa a reflexão sobre o setor de saúde, levantando algumas questões importantes: Depois do Covid-19 como será o impacto disso quando a área da saúde voltar a fazer estes atendimentos? O setor da saúde está com a estrutura preparada para dar atendimento a esta demanda que irá surgir?”, comenta Deborah Duarte Presidente e sócia-fundadora do Instituto Quimioterapia e Beleza e responsável por conduzir a pesquisa, junto com o oncologista Dr. Felipe Ades, diretor científico do IQeB. “Muitas pacientes relatam ter medo do futuro, de como poderão ter mais qualidade de vida e sobrevida, pois é uma crescente o número de casos diariamente e a estrutura se mostra despreparada para isso”.

Dados da Pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Faixas etárias das entrevistadas

36,5% – 41 a 50 anos
19,8% – 36 a 40 anos
19,3% – 50 a 60 anos
11,6% – 31 a 35 anos
5,9% – 26 a 30 anos
4,6% – 61 a 70 anos
1,3% – 18 a 25 anos

Tipo de tratamento em andamento

77,2% Das respondentes declararam estarem em tratamento para o câncer de mama. As demais declararam câncer de pele, útero, linfoma ou leucemia, ovário, pulmão e intestino.

Tipo de tratamento

32,9% – Curativo
– 74,8 câncer de mama
29,4% – Adjuvante
– 89,2% câncer de mama
18,7% – Para doença metastática
– 52,9% câncer de mama
14,1% – Neoadjuvante
– 96,6% câncer de mama
4,9% – Paliativo exclusivo
– 57,5% câncer de mama

Impacto da pandemia no tratamento

54,6% – Não houve alteração
15,7% – Consultas remanejadas
11,2% – Consultas remanejadas, exames prorrogados
6,0% – Exames prorrogados
2,6% – Cirurgias canceladas ou adiadas
1,6% – Consultas remanejadas, cirurgias canceladas ou adiadas
1,3% – Interrupção no tratamento (quimioterapia, radioterapia, outros)

Local de tratamento: Hospital particular, público ou convênio médico

53,4% – Hospital particular com convênio médico
44,3% – Hospital público
– 80,7% – Câncer de Mama
2,3% – Hospital particular
– 74,4% – Câncer de Mama

Comportamento durante a pandemia

43,5% – Não saíram de casa durante a pandemia – ficaram em total isolamento social e utilizaram-se de ferramentas on-line para fazer compras, evitando contato com possíveis contaminados.
39,5% – Saíram unicamente para irem ao supermercado, realizar compras de alimentos e à farmácia para compra de medicamentos.
9% Saíram para trabalhar
8% Para se exercitar

Segurança para manter atendimentos durante a pandemia

Embora 17,7% tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria delas declara que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Capacidade do Sistema de Saúde no momento pós pandemia

77,2% declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia.

Pesquisa “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Realização: IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza
Validada por oncologista: Dr. Felipe Ades (CRM 168018/SP), Diretor científico do IQeB
Respondentes: 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil
Entrevistas por e-mail
Período de coleta de dados: 21/06 a 05/07/2020

Sobre o Instituto Quimioterapia e Beleza

O Instituto Quimioterapia e Beleza iniciou as atividades em 2014, cresceu e segue com seu time ampliando as suas ações e impactando a vida de milhares de mulheres diagnosticadas diariamente. Mantém seu maior projeto, o Banco de Lenços Flavia Flores, que já doou mais de 25 mil lenços por todos os Estados do Brasil. O IQeB também oferece suporte psicológico e jurídico, dissemina informação de saúde, engaja voluntários, promove Oficinas de beleza para autoestima e, com sua diretoria científica, desenvolve pesquisas junto às pacientes.

Outras informações

50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia (Fonte: Sociedade Brasileira de Patologia, 2020)

70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril (Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, 2020) 30% menos pacientes iniciando tratamento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, no período (Fonte: Icesp, 2020)

Recomendação do INCA para a não orientação sobre diagnóstico precoce

“No contexto da atual pandemia de Covid-19, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), recomenda que os profissionais de saúde orientem as pessoas a não procurar os serviços de saúde para rastreamento de câncer no momento, remarquem as coletas de exame citopatológico e a realização de mamografias de rastreamento, adiando consultas e exames para quando as restrições diminuírem.” Nota Técnica – DIDEPRE/CONPREV/INCA – 30/3/2020 Detecção precoce de câncer durante a pandemia de Covid-19 As ações de

Estimativa geral Brasil

Para 2020, a incidência do câncer em mulheres é mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama. (Fonte: INCA, 2019)

Nossa pesquisa na mídia

Portal Hospitais Brasil – Instituto divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Site Medicina S/A – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site Federação Brasileira de Hospitais – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site O Tempo – IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’

Autores
Deborah CB Duarte
– Presidente do IQeB
Dr. Felipe Ades – oncologista e Diretor Científico do IQeB – CRM 168018/SP