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Açúcar pode aumentar o risco de câncer de mama e metástases

Cats, separamos um estudo bem interessante para vocês sobre a influência do açúcar em nosso organismo e como ele pode ter um papel fundamental no desenvolvimento do câncer de mama e nas metástases. Confira abaixo:

Quantidades elevadas de açúcar na dieta típica ocidental podem aumentar o risco de câncer de mama e metástases para os pulmões. Os resultados do estudo dos pesquisadores da Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, publicados na edição de 1 de janeiro da revista Cancer Research, demonstraram o efeito do açúcar em uma via de sinalização enzimática conhecida como 12-LOX (12-lipoxigenase). Estudos epidemiológicos anteriores demonstraram que a ingestão de açúcar tem um impacto sobre o desenvolvimento do câncer de mama.

“Os pesquisadores descobriram que em camundongos, a ingestão de sacarose em níveis comparáveis aos de dietas ocidentais levou a um aumento do crescimento de tumores e metástases quando comparado a uma dieta de amido não-açúcar”, afirma o oncologista Antônio Carlos Buzaid, chefe-geral do Centro Oncológico Antonio Ermírio de Moraes (COAEM).

Isto se deve, em parte, ao aumento da expressão de 12-LOX e de um ácido graxo relacionado chamado 12-HETE”, explica Peiying Yang, uma das autoras do estudo, professora assistente de Cuidados Paliativos, Reabilitação e Medicina Integrativa.

Segundo Buzaid, identificar fatores de risco para câncer de mama é uma prioridade de saúde pública. “O consumo moderado de açúcar é fundamental”, acrescentou o especialista.

O consumo per capita de açúcar nos EUA subiu para mais de 100 libras (45 kilos) por ano e um aumento no consumo de bebidas adoçadas com açúcar tem sido identificado como uma contribuição significativa para uma epidemia de obesidade, doenças cardíacas e câncer em todo o mundo.

Métodos e resultados

O estudo investigou o impacto do açúcar na dieta sobre o desenvolvimento de tumores da glândula mamária em vários modelos de camundongos, juntamente com mecanismos que podem estar envolvidos. Segundo os pesquisadores, especificamente a frutose, no açúcar comum, e o xarope de milho de alta frutose, altamente presente no nosso sistema alimentar, foram responsáveis por facilitar a metástase pulmonar e a produção de 12-HETE em tumores de mama. Os dados sugerem ainda que o açúcar induz a sinalização 12-LOX para aumentar os riscos de desenvolvimento de câncer de mama e metástases.

A equipe de MD Anderson realizou quatro estudos diferentes em que os camundongos foram randomizados para alimentação em diferentes grupos de dieta. Aos seis meses de idade, 30% dos animais com uma dieta de controle de amido tinham tumores mensuráveis, ao passo que 50% a 58% daqueles em dieta enriquecida em sacarose tinham desenvolvido tumores mamários. O estudo também mostrou que o número de metástases pulmonares foi significativamente maior nos animais em uma dieta rica em sacarose ou frutose, em comparação com os animais com uma dieta de controle de amido.

Pesquisas anteriores examinaram o papel do açúcar, especialmente a glicose, e sua relação com vias metabólicas baseadas em energia no desenvolvimento do câncer. No entanto, a cascata inflamatória pode ser uma rota alternativa para estudar a carcinogênese impulsionada pelo açúcar, e segundo os pesquisadores, merece um estudo mais aprofundado.

“Não há estudos anteriores investigando o efeito direto do consumo de açúcar no desenvolvimento do câncer de mama utilizando modelos animais de câncer de mama ou examinando mecanismos específicos. Este estudo sugere que a sacarose ou frutose na dieta induz a produção de 12-LOX e 12-HETE em células tumorais de mama in vivo, e indica uma possível via de sinalização responsável pelo crescimento do tumor promovida pelo açúcar”, acrescentaram.

A equipe acredita que o mecanismo pelo qual a sacarose ou frutose na dieta afeta o crescimento do tumor de mama e metástases, especialmente através das vias 12-LOX, merece uma investigação mais aprofundada.

FONTE: INSTITUTO VENCER O CÂNCER

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Vulgarização da informação: Linfedema e câncer de mama

A querida Marcia Aquino, fisioterapeuta, acupunturista e professora de dermato-funcional, especializada pelo INCa em fisioterapia em Oncologia e Boiética no Instituto Fernandes Figueira, fez um artigo ótimo sobre linfedema e câncer de mama pra gente entender um pouco mais sobre o tema. Confira abaixo:

O linfedema é o acúmulo de líquidos no espaço intersticial devido à reduzida capacidade de transporte linfático por lesões a vasos linfáticos ou linfonodos… Explicando: é um inchaço que pode atingir o braço após a mastectomia radical ou radioterapia.

O diagnóstico do linfedema é feito através da anamnese, ou pelo exame físico. O inchaço do braço, quando não tratado, aumenta progressivamente, assim como aumenta a frequência das complicações a ele relacionadas, como infecções, dificuldade na movimentação do braço, alterações posturais, dor e a perda da autoestima.

  • O tratamento do linfedema consiste em:
  • Cuidados com a pele
  • Drenagem linfática manual (DLM)
  • Contenção na forma de enfaixamento ou por braçadeiras
  • Meias elásticas
  • Cinesioterapia (execícios fisioterapêuticos) específica.

IMPORTANTE: a drenagem linfática deve ser feita por um fisioterapeuta com especialização e conhecimento no assunto. Caso contrário, há riscos de complicação.

10 dicas de cuidados com a pele que devem ser seguidas desde a quimioterapia

  1. Hidrate-se: beba bastante água: você vai escutar muito isso, mas é fundamental;
  2. Use filtro solar com mínimo de FPS 30: o sol, mesmo mormaço somente até as 10h ou após as 16h. Use chapéu ou boné, e invista no protetor solar e um pó compacto com FPS que segura o creme solar. O filtro solar deve ser usado com generosidade e retocado ao longo do dia se você sair de casa;
  3. Hidrate sua pele com um creme que não tenha hormônios, parabenos etc, e com data de validade em dia. Evite usá-lo se ele estiver aberto há muito tempo, pois corre o risco de ter contaminação de bactérias;
  4. Não utilize alicate de unhas, nem tire cutículas, pois isso é uma porta para infecções;
  5. Não faça as unhas no salão: mesmo que você não tire as cutículas, o esmalte e os outros instrumentos podem conter fungos por serem utilizados em outras pessoas e não termos muito controle sobre isso. Não arrisque-se;
  6. Se você se cortou em alguma parte do braço do lado do câncer ou mastectomia, utilize um bactericida para evitar que infeccione;
  7. Use creme repelente para evitar mosquitos e insetos sempre!
  8. Não use o braço comprometido para a coleta de sangue ou qualquer outra intervenção: fale sempre antes com a enfermeira que você não pode utilizar esse braço;
  9. Converse com sua família e amigos: conscientização, participação e, principalmente, adesão ao tratamento são fatores importantes para o sucesso do resultado;
  10. Procure seu oncologista, mastologista ou fisioterapeuta se você sentir um peso, incomodo ou aumento no volume (inchaço) somente de um lado do braço afetado, ou se notar que esse braço está “mais gordinho”. O linfedema pode ser bem controlado se diagnosticado, tratado e controlado se diagnosticado imediatamente.

Seja feliz e não tenha medo…VIVA a vida!

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GUENDA

Sou Guenda, tenho 49 anos e estou em tratamento de câncer de mama.
Como tudo começou…
Faço meus exames regularmente e início deste ano (2017) fui surpreendida com um nódulo na mama esquerda. Tinha feito ultrassom em outubro do ano passado e não apareceu. Já na mamografia feita em janeiro deste ano, o danado estava lá. Então vamos investigar!
Repeti a mamografia bilateral e a imagem era a mesma. Humm?
Vamos fazer outra US? Nesse tempo, descobri que o tal de BIRads que sempre via na US e nunca dava importância, é um parâmetro importante para o diagnóstico (a gente só mergulha numa questão quando ela tem algum significado para nós kkk). E esse BIRads, grosso modo, tem uma classificação, BIRads de 0 a 2, sinal verde, vc está ótima! BIRads 3, sinal amarelo, fique alerta! E de 4 em diante, sinal vermelho, câncer! Fui pegar o resultado da US já sabendo disso e na torcida pra ser pelo menos o 3, meu Deus!
O resultado deu BIRads 4C e sabia que não era animador. Confesso que esse foi um momento difícil. Estava com minha mãe, coitada, já atenta tbm ao tal do BIRads, mas enfim, passado o choque inicial, saímos com o pensamento de confiança na espiritualidade, tudo vai dar certo! E parti para a última etapa da investigação. A core biopsy.
Fiz a core biopsy, exame chatinho que dá umas grampeadas pra retirar pedacinhos do tecido do nódulo, dói..Numa dessas, dei um grito que o médico, disse: Eita, esse foi bater no coração, né? O resultado só sai com 10 dias, haja ansiedade. Porém depois do BIRads 4 eu já estava meio que preparada para enfrentar o que viesse.
Engraçado que eu estava num momento de muita mudança em minha vida, abrindo um parêntese para vcs imaginarem como estava meu emocional, um namoro de 7 anos e finalmente resolvemos morar juntos. Ele estava mudando para minha cidade, atravessando o país de mala e cuia e acompanhando tudo à distância.
O resultado da biópsia saiu justamente no dia em que meu amor chegou pra ficar. Combinamos de controlar a ansiedade e só abrir o exame na consulta com a mastologista. Pois bem, no dia seguinte estávamos os dois de mãos dadas no consultório quando a médica nos falou que o resultado foi positivo.
Não desesperei, mas fiquei meio fora do ar por alguns instantes, parecia que estava vendo alguém falar sem som, só o gesto da boca, bla, bla, bla kkk. E olha que pensei que não seria surpresa.Ter alguém junto nesse momento é importante pois além do apoio é muita coisa para providenciar…
Daí começou a maratona de exames para a cirurgia. A médica nos explicou que o tumor estava bem no início e que a cirurgia seria reparadora. E fiz “A pergunta que não quer calar”. Vou precisar de quimioterapia?? Talvez!
Ahh isso me deu mais medo de enfrentar do que a própria doença, mas já cortei as madeixas pra ir desapegando kkk
Fiz quadrantectomia em março/2017 e minha recuperação foi excelente. Alta no dia seguinte, cicatrização ótima.
O material colhido na cirurgia vai para análises, histopatológico e imunohistoquimico. Esses exames é que vão direcionar o tratamento pós cirúrgico. Vamos aguardar os próximos capítulos!!

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OLIVIA NEWTON-JOHN REVELA QUE ESTÁ COM CÂNCER DE MAMA

Olivia Newton-John, a eterna Sandy de “Grease”, usou as redes sociais nesta terça-feira (30) para revelar que foi novamente diagnosticada com câncer de mama. A cantora foi forçada a cancelar sua turnê pelos Estados Unidos e Canadá e explicou a situação.

De acordo com o comunicado, Olivia incialmente sentiu uma forte dor nas costas e somente depois de exames teve o diagnóstico de câncer confirmado.

“A dor nas costas que inicialmente levou Olivia a adiar a primeira metade de sua turnê acabou se tornando um câncer de mama que sofreu metástase para o sacro [osso na parte inferior das costas]”, diz o comunicado. A nota afirma que a atriz irá passar por sessões de terapias naturais e radioterapia e “está confiante em seu retorno no fim do ano”.

Olivia Newton-John foi inicialmente diagnosticada com câncer de mama em 1992, no mesmo fim de semana em que seu pai morreu de câncer. A atriz conseguiu vencer a doença depois de passar por uma mastectomia parcial, quimioterapia e reconstrução das mamas.

Em 2008, ela abriu uma instituição para ajudar no tratamento de câncer, o Olivia Newton-John Cancer and Wellness Centre em Melbourne, na Austrália.

Confira o comunicado na íntegra:

“Olivia Newton-John está relutantemente adiando sua turnê nas datas de junho nos EUA e no Canadá. A dor nas costas que inicialmente a fez adiar a primeira metade da turnê acabou se tornando um câncer de mama que sofreu metástase no sacro.

Além de terapias naturais, Olivia vai completar um período curto de Terapia de Radiação Fotônica e está confiante em seu retorno no fim do ano para, mais do que nunca, celebrar seus shows.

‘Decidi seguir minha direção de terapias depois de consultar meus médicos e terapeutas naturais e minha equipe medica na Olivia Newton-John Cancer Wellness and Reserche Centre em Melbourne, na Austrália’, diz Olivia.

Não serão permitidas entrevistas nesse momento enquanto Olivia se concentra em seu tratamento e recuperação”.

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TAI CHI ALIVIA INSÔNIA EM MULHERES QUE TIVERAM CÂNCER DE MAMA

Atualmente, um dos tratamentos mais usados para ajudar mulheres que passaram por um câncer de mama a superar a insônia é a terapia cognitiva comportamental. Esse método consiste em, com a ajuda de um profissional, identificar e mudar pensamentos e comportamentos negativos que afetam a capacidade de pegar no sono. Agora, experts da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, realizaram uma pesquisa que aponta um novo caminho: o tai chi chuan.

Essa arte marcial milenar chinesa é um tipo de meditação em movimento: o praticante executa gestos lentos, que exigem concentração, boa postura e respiração adequada. Veja um exemplo no vídeo abaixo:

A avaliação foi feita com 90 voluntárias entre 44 e 83 anos que já tiveram esse tipo de tumor, sendo que todas demoravam para adormecer em pelo menos três dias da semana. Uma parte desse grupo frequentava sessões semanais de terapia comportamental e a outra participava de aulas também semanais de tai chi. Ao final do experimento, as duas turmas relataram melhoras significativas e, surpreendentemente, em proporções semelhantes.

O tai chi chuan não só se provou tão eficiente quanto, em uma investigação prévia dos mesmos pesquisadores, apresentou um benefício extra: controlar inflamações do corpo. Isso, em teoria, reduziria o risco de o tumor voltar.

Os cientistas ressaltam ainda que a maioria das mulheres continuou a praticar o exercício em questão após o fim da análise. “(…) Elas reconhecem que as abordagens de atenção plena, ou intervenções no estilo de vida, podem realmente protegê-las”, interpreta Michael Irwin, líder do estudo.

Fonte: Saúde Abril

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ESTUDANTES CRIAM PROTÓTIPO DE SUTIÃ QUE “DETECTA SINAIS DE CÂNCER DE MAMA”

Um adolescente mexicano diz ter criado um sutiã que consegue, em até 90 minutos, detectar o câncer de mama em mulheres.

Protótipo de sutiã, que ainda precisa passar por testes médicos, ganhou prêmio internacional para estudantes empreendedores
Foto: Higia Technologies / BBCBrasil.com

Com um protótipo do sutiã Eva, Julian Rios Cantu, de 18 anos, e três amigos, arrecadaram dinheiro para dar começar os testes e ganharam o primeiro prêmio do Global Student Entrepreneur Awards – uma premiação internacional para universitários empreendedores.

A empresa dos mexicanos, Higia Tchnologies, ganhou US$ 20 mil para desenvolver comercialmente o produto.

Mas como um sutiã que detecta câncer funcionaria?

Tumores malignos podem aumentar a temperatura da pele por causa de um aumento no fluxo de sangue para a região onde estão. Biossensores colocados no sutiã Eva tomariam medidas de temperatura periódicas da mulher que seriam registradas em um aplicativo de celular.

O aplicativo, por sua vez, alerta a usuária caso os sensores detectem mudanças de temperatura que possam ser preocupantes.

Seria necessário usar o sutiã por 60 a 90 minutos para ter medições precisas.

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, parabenizou Julian e seus colegas pelo prêmio internacional para estudantes empreendedores
Foto: Reprodução Twitter / BBCBrasil.com

Ressalvas

Julian afirmou que a ideia de colocar os sensores dentro de um sutiã pode melhorar a precisão das medições, já que os seios da mulher estariam na mesma posição a cada vez que sua temperatura for medida.

Mas, como o protótipo ainda não foi testado, especialistas têm ressalvas em relação a sua eficácia para detectar o câncer.

“Sabemos que tumores costumam ter um sistema anormal de vasos sanguíneos, mas também sabemos que o aumento do fluxo sanguíneo para uma região não é necessariamente um indicativo confiável de câncer”, disse à BBC Anna Perman, do instituto de pesquisa Cancer Research UK.

“É ótimo ver jovens como Julian se envolvendo com ciência e tendo ideias que podem ajudar no diagnóstico, mas uma parte importante da ciência são os testes rigorosos para garantir que uma inovação realmente beneficiará os pacientes.”

Julian quase perdeu a mãe para o câncer de mama quando tinha 13 anos de idade, porque a doença foi diagnosticada tardiamente.

O médico que a acompanhava disse que os caroços encontrados em seu seio não eram malignos, mas ele estava errado. Seis meses depois, uma segunda mamografia revelou o câncer. A mãe de Julian teve ambos os seios removidos.

Depois de pesquisar sobre a doença e seus atuais métodos de diagnósticos, o adolescente teve a ideia, registrou a patente e pediu a ajuda de amigos para administrar a empresa. Eles esperam poder vender o sutiã no fim de 2018.

Depois da experiência com o câncer de sua mãe, Julian decidiu pesquisar novas formas de diagnosticar a doença
Foto: Reprodução Twitter / BBCBrasil.com

Sinais

De acordo com Perman, detectar o câncer de mama em seu estágio inicial pode aumentar muito as chances de sobreviver à doença.

“Nosso conselho é que a pessoa conheça seu corpo, saiba o que é normal para ela e, se vir algo incomum, procure um clínico geral”, diz.

Alguns dos primeiros sinais de câncer de mama são:

  • Caroços na área do peito ou das axilas;
  • Mudanças no tamanho, no formato ou na sensação do seio;
  • Vazamento de fluido pelo bico do seio, que não seja leite materno.

Saiba mais sobre os sintomas no site do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Fonte: Terra

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BRITÂNICAS CRIAM SEIOS DE TRICÔ PARA DEVOLVER AUTOESTIMA A MULHERES APÓS CÂNCER DE MAMA

Uma ONG de apoio a mulheres com câncer de mama encontrou uma maneira única para recuperar a autoestima das sobreviventes da doença: seios de tricô. (Assista ao vídeo)

A britânica Sharon Simpson, de 52 anos, vem tricotando próteses desde 2014 ao lado de outras 300 voluntárias.

Intitulada Knitted Knockers (“Seios de tricô”, em tradução livre), a instituição distribui gratuitamente cerca de 300 seios de tricô todos os meses a mulheres que tiveram de se submeter à mastectomia (remoção completa da mama) ou à lumpectomia (quando é retirada uma parte).

Os seios de tricô são uma alternativa às próteses de silicone, criticadas por serem quentes, pesadas e grudentas.

“As nossas são muito mais leves”, orgulha-se Sharon.

A própria Sharon, que é natural da Escócia, mas vive na Irlanda, enfrentou a batalha contra o câncer.

“O câncer de mama não é cor-de-rosa ou fofo; é uma doença horrível e desagradável que muda as vidas das pessoas”, diz ela, diagnosticada em janeiro de 2013.

Sharon já tricotava havia anos e fazia parte de grupos sobre a prática na internet quando, durante o tratamento, descobriu a ONG Knitted Knockers nas redes sociais.

O tricô tinha um papel terapêutico para a paciente, que passava por procedimentos como quimioterapia ou radioterapia.

“Trata-se de uma atividade relaxante”, conta. “Você pode fazê-lo da cama ou do sofá. Quem não ama tricotar?”

Cirurgia

Muitas mulheres, como Sharon, decidem não passar pela cirurgia reconstrutiva.

“É necessária anestesia geral – ou seja, você vai para a faca de novo. Não é algo tranquilo”, acrescenta.

Para ela, a parte mais recompensadora de tricotar seios é ver as mulheres recuperarem a autoestima.

“Para uma mulher, perder um seio é como perder parte de sua identidade”, diz.

“Olhar-se no espelho para ver um seio que ou está desfigurado ou não está mais lá pode ser angustiante”, completa.

Segundo Sharon, as reações de algumas das mulheres que recebem os seios de tricô fazem “todo mundo chorar”.

“Tivemos o caso de uma mulher que só usava camisetas largas. Ela recebeu um dos nossos seios, foi até o armário e o experimentou com cada peça de roupa. Exatamente como ela era antes de se submeter à mastectomia”, lembra.

Os seios de tricô são feitos em diferentes tamanhos, formatos e cores, e podem ter ou não mamilos. Eles são tricotados com fios de algodão e preenchidos com pelúcia macia de brinquedos.

‘Dias sombrios’

Sharon, que trabalhava como radiologista, passou por momentos muito difíceis na luta contra o câncer.

“Nem sempre achei que conseguiria vencê-lo. Tive meus dias sombrios, aqueles em que senti que estava desistindo.”

Em 2018, ela completa cinco anos sem a doença.

“É um marco histórico para mim”, diz. “O que eu vou fazer é focar nos próximos cinco anos”, acrescenta.

“Minha motivação e meu objetivo é melhorar a vida das pessoas que estão sofrendo com câncer e é isso que estou fazendo. Por isso, decidi tricotar seios.”

Fonte: G1

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MULHERES QUE ENFRENTARAM CÂNCER DE MAMA PRATICAM CANOA HAVAIANA NO ES

Um grupo, formado por mulheres que enfrentaram o câncer de mama, está buscando mais saúde e qualidade de vida na prática da canoa havaiana, no Espírito Santo. Neste sábado de sol, elas se reuniram na Praia da Costa, em Vila Velha, para remar.

Para essas mulheres, um mundo novo se abre, o horizonte ganha uma união capaz de trazer ainda mais força. Antes, elas enfrentaram o câncer e agora, com os pés na areia, iniciam uma nova etapa.Elas vão virar remadoras em um projeto que além de trazer mais saúde vai melhorar a autoestima.

“As nossas saídas são de manhã, então a gente vê o sol nascer. A gente está também em um ambiente de entrosamento. A canoa havaiana proporciona isso. Nenhuma tarefa é grande demais quando a gente faz em conjunto”, afirmou a professora de canoa havaiana, Tais Piccinini.

O projeto vai começar nesta semana, por isso a primeira aula foi na areia mesmo, de qualquer forma. Para algumas, esse foi o primeiro contato com o remo e a proximidade com a canoa havaiana.

Ana é mais experiente. Ela venceu a doença e quando foi liberada pelo médico voltou a remar. No início, ela achou que não daria conta, mas conseguiu.

“Tem três meses de remada, não tem vestígio do tratamento no meu corpo. A minha movimentação voltou completamente. Eu não sinto dores, as dores físicas desapareceram”, disse a advogada Ana Rocha.

É Ana quem dá força para as outras mulheres que vão iniciar agora. Juntas vão remar para uma rotina mais saudável e mais gostosa de se viver. O grupo decidiu encarar o desafio, porque vencer desafio é mesmo com elas.

“É um desafio e depois que passa por essa situação e você vê que você sobrevive e tem a capacidade de continuar, você se desafia a continuar”, disse uma participante.

A Bianca vai atuar como voluntária no projeto. Assim como ela, ninguém vai receber para trabalhar e nem as mulheres vão pagar para participar. A ideia é fazer uma troca de experiências para ajudar na recuperação.

“É bom a gente trazer vida para a vida de outras pessoas. Foi por isso que eu decidi ajudar nesse projeto”, afirmou a voluntária Bianca Rocha.

Fonte: G1

Veja a reportagem: http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/mulheres-que-enfrentaram-cancer-de-mama-praticam-canoa-havaiana-no-es.ghtml

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RENASCIDA APÓS CURAR CÂNCER DE MAMA, SABRINA PARLATORE CONTA SOBRE SUA LUTA

Por Maurício Targino

Fonte: ESPNW

Quem vê o andar confiante e o semblante otimista de Sabrina Parlatore dificilmente imaginaria que menos de dois anos atrás a apresentadora e cantora viveu o maior pesadelo de sua vida: o câncer de mama. E não apenas o venceu como adquiriu uma nova percepção sobre si mesma e o mundo.

Dona de hábitos saudáveis como exercícios físicos regulares e alimentação balanceada sem histórico da doença na família, ela recebeu o diagnóstico em maio de 2015. Apesar, do susto, não se abateu. “Eu já estava meio preparada, já tinha feito a biópsia e sabia que a chance era grande”, conta ela à espnW Brasil. “Então foi um misto de susto e de força. No primeiro momento perguntei ao médico se eu ia morrer”, continua. “Como ele respondeu que não, que tinha tratamento, então eu disse ‘beleza’”.

Rosto bastante conhecido graças a duas décadas de trabalho na TV, Sabrina optou por se isolar durante o tratamento. “Sempre tive cuidado em não expor minha vida pessoal e em nenhum momento pensei em tornar isso público”, afirma. “E foi muito bom ter ficado na minha, porque o tratamento era muito forte e eu tive que me concentrar. Só a família e alguns amigos sabiam”.

Ela também diz ter contado com a sorte para se manter longe dos holofotes. “O local em que eu fiz o tratamento não me deixava muito exposta, eu chegava discretamente e fazia o tratamento em uma suíte sem ninguém”, conta. “De vez em quando alguém perguntava ‘você não é aquela menina da TV?’, mas nada demais”.

A vida durante o tratamento

Sabrina aponta a quimioterapia como o período mais difícil. “Foi terrível, e a fama de que é muito agressiva procede”, diz. “Cada um sente de um jeito, e eu senti bastante. Enjoo, dor de cabeça, cansaço descomunal, insônia… a pele fica fina, não pode tomar sol, qualquer coisa corta”, prossegue. “E o intestino e o estômago ficam sensíveis, tem que tomar remédio pra tudo”.

A família exerceu um importante papel, mas Sabrina faz questão de destacar sua mãe, Márcia Tauil. “Ela sempre foi a figura central e não poderia ser diferente”, conta. “Ela me acolheu, cozinhou para mim, deu muita força psicológica naquele momento”.

A música também foi uma grande aliada nesse período. “Sempre esteve presente na minha vida. Eu cantava para mim mesma, me dava força e me tranquilizava”, conta. “Também fiz alguns shows entre uma e outra sessão de quimio”, continua. “Ninguém sabia pelo que eu estava passando, eu colocava a peruca, subia no palco e o público não percebia”.

Curiosamente, foi uma canção fora do seu repertório habitual que acabou se tornando um símbolo dessa época. “A letra de ‘Começar de Novo’, do Ivan Lins, me tocou muito”, diz, e logo solta a voz: “Começar de novo e contar comigo… vai valer a pena ter amanhecido…”.

Vistos hoje, os versos da canção fazem todo o sentido. “Passei a ter muito mais fé na vida e confiar mais em mim”, conta. “Estou feliz agora e mais tranquila do que antes, tentando aproveitar mais coisas, indo atrás do que me faz bem e largando aquilo que não me faz”, completa.

O papel do esporte

No começo do tratamento, Sabrina conseguiu manter parte de sua rotina de atividades físicas, com um pouco de musculação e exercícios aeróbios. “É muito legal falar sobre isso, porque antes recomendava-se ao paciente ficar quieto para poupar energia durante o tratamento”, diz. “Mas depois se viu que o esporte ajuda na recuperação, por liberar endorfina, e isso ajuda a aguentar o tranco”, prossegue. “Então eu ficava dentro do limite, e meu rendimento caiu muito! Não conseguia fazer nem metade do que fazia antes”.

A cirurgia para retirada do nódulo a afastou de uma de suas atividades preferidas: a natação. “Eu não podia fazer os movimentos”, conta. “Então quando pude voltar a nadar, foi uma espécie de iluminação, mexer o corpo inteiro, esse tipo de coisa”, segue. “Passei a prestar ainda mais atenção ao que acontece com meu corpo. Sempre fui muito saudável em tudo, para você ver que o câncer não escolhe”.

As origens da doença importância da conscientização

Aos 23 anos, Sabrina teve sua primeira crise de síndrome do pânico. “É um fantasma na minha vida, e te digo que não sei o que é pior, essa dor na alma ou o próprio câncer”, conta. “Acho até que veio do meu estado emocional, dos estresses que eu já passei na vida. O pânico não mata diretamente, mas pode fazer isso por outras vias”.

Superado o câncer, Sabrina se sente com a missão de alertar sobre os perigos da doença. “Durante o tratamento, percebi que passo uma imagem de credibilidade, então comecei a usá-la para algo bom, já que tinha usado para outras coisas e não sabia o porquê”, diz ela.

Ao notar que as pessoas a recebiam isso bem, Sabrina resolveu falar ao vivo em um programa de rádio. “Comecei a receber mensagens de mulheres do Brasil dizendo que eu salvei a vida delas, que foram ajudadas ao ouvirem meu depoimento”, conta. “Se informem, questionem o médico, corram atrás. O que aconteceu comigo poderia ser evitado se o médico não ignorasse um nódulo de 1,5 cm de diâmetro, e era do tipo mais agressivo. No ano seguinte, estava com o dobro do tamanho”, completa.

“Ninguém conhece melhor o corpo do que a própria pessoa”, diz Sabrina. “Alguns médicos não são tão atenciosos e atualizados, e nem sempre é por culpa dele”, continua. “Então, mulheres, prestem atenção aos sinais, façam os exames preventivos para não passarem esse sofrimento”.

Por fim, Sabrina Parlatore também recomenda cuidar da mente e da alma. “Precisamos resgatar nossa essência e fazer coisas boas para nós mesmas”, pede. “Nossos corpos foram moldados há milhões de anos e não estão aguentando mais alimentos industrializados, poluição, pressão de trabalho e toda essa loucura atual”, finaliza.

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SABRINA PARLATORE EXIBE CABELEIRA E CELEBRA: “O CÂNCER DEFINITIVAMENTE FICOU PRA TRÁS”

Sabrina Parlatore exibiu sua cabeleira antes de ir para uma consulta médica e celebrou a cura de um câncer de mama. “Esperando pra consulta com minha amada oncologista Dra Mariana Laloni. Muito bom voltar agora pra este lugar que tanto me acolheu, cuidou de mim, me tratou, me acarinhou. Volto aliviada, curada e com fé de que o câncer definitivamente ficou pra trás”, disse.

A apresentadora, de 42 anos, enfrentou o câncer de mama, entre 2015 e 2016. No começo deste ano, ela usou uma montagem do antes e depois do seu rosto, com foto da época da quimioterapia, para compartilhar a doença com seus fãs.

“Hoje faz 1 ano que terminei as 16 sessões de quimioterapia para o tratamento do câncer de mama. A foto da esquerda foi feita no réveillon do ano passado. Estava completamente esgotada física e emocionalmente. Ainda encararia 33 sessões de radioterapia. A outra foto tirei hoje, quando respiro aliviada com minha energia recuperada e me sentindo forte, pronta para os desafios que a vida nos impõe”, escreveu ela.

O desabafo dela não parou por aí. “Para as pessoas que enfrentam o duro tratamento do câncer, muita paciência, fé e foco! Meu agradecimento especial a todos os familiares, amigos, médicos e enfermeiros que estiveram comigo e me ajudaram muito. Agradeço a Deus pela fé e tranquilidade que me deu. Obrigada à todos que me mandam diariamente mensagens de força e carinho. Um grande ano a todos! Vamo que vamo!”, finalizou Sabrina.

Sabrina Parlatore na época da quimioterapia e um ano depois (Foto: Reprodução/Instagram)

Fonte: Revista QUEM