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ONG arrecada lenços para doar a mulheres que lutam contra o câncer em Bauru

Site Spiai – 21/10/2020

Ação faz parte do Outubro Rosa e lenços serão entregues às pacientes do Hospital Estadual. Confira os pontos de arrecadação.

ONG arrecada lenços para doar a mulheres que lutam contra o câncer em Bauru Divulgação/PMI O Instituto Quimioterapia e Beleza, em parceria com um Rotary Clube de Bauru (SP), está promovendo uma campanha para arrecadar lenços às mulheres que fazem tratamento contra o câncer no Hospital Estadual.

A ação faz parte do Outubro Rosa, campanha de conscientização para alertar as mulheres sobre a prevenção do câncer de mama. O lenço é utilizado como acessório pelas pacientes que perdem os cabelos durante o tratamento de quimioterapia e ajudam a melhorar a autoestima.

Em campanhas anteriores, o instituto já doou 450 lenços para o HE. Neste ano, as doações podem ser feitas até 30 de outubro em quatro pontos de arrecadação.

(Confira abaixo)

Avenida Nossa Senhora de Fátima, 11-08, Rua Araújo Leite, 27-73, Avenida Octávio Pinheiro Brisolla, 14-28, Rua Saint Martin, 13-40.

Fonte: https://www.spiai.com/ong-arrecada-len%C3%A7os-para-doar-a-mulheres-que-lutam-contra-o-c%C3%A2ncer-em-bauru-113465.html

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Testes genéticos para detecção de câncer hereditário através do plano de saúde: quem tem direito?

Sabemos que a realização de testes genéticos auxilia muito na avaliação do risco e prevenção de diversas doenças, como é o caso do câncer de mama e de ovário de origem hereditária, por exemplo, através da análise dos genes BRCA1/BRCA2.

Observada alguma alteração no resultado dos exames, é possível se realizar acompanhamentos médicos ou procedimentos cirúrgicos personalizados e preventivos, como, por exemplo, a famosa cirurgia profilática para retirada das mamas e ovários realizada pela atriz Angelina Jolie.

Ocorre que o mapeamento genético ainda é um exame muito caro e não realizado pelo Sistema Único de Saúde, embora exista um Projeto de Lei em andamento visando a obrigatoriedade da realização pelo SUS para mulheres com histórico familiar de câncer de mama e/ou ovário.

Contudo, importante saber que este exame tem cobertura obrigatória pelos planos de saúde em determinadas hipóteses, como o diagnóstico de câncer de ovário em qualquer idade e o diagnóstico de câncer de mama em pacientes com menos de 35 anos de idade ou, quando diagnosticada com mais idade, tenha algum histórico familiar relevante, por exemplo.

No entanto, caso o paciente não se enquadre nas hipóteses previstas, mas tenha indicação médica para a pesquisa de genes, é possível pleitear a realização do exame perante o Poder Judiciário, que em muitos casos tem sido favorável ao paciente. Em São Paulo, por exemplo, o Tribunal de Justiça firmou o entendimento que “havendo expressa indicação médica, é abusiva a negativa de cobertura de custeio de tratamento sob o argumento da sua natureza experimental ou por não estar previsto no rol de procedimentos da ANS” (Súmula 102, TJSP).

Confira abaixo as hipóteses de cobertura assistencial mínima nos planos privados de assistência à saúde, previstas no rol de procedimentos e eventos em saúde da Agência Nacional de Saúde – ANS:

“110.7 – CÂNCER DE MAMA E OVÁRIO HEREDITÁRIOS – GENES BRCA1 e BRCA2

1. Cobertura obrigatória para mulheres com diagnóstico atual ou prévio de câncer de mama quando preenchido pelo menos um dos seguintes critérios:

a. Diagnóstico de câncer de mama em idade ≤ 35 anos;

b. Diagnóstico de câncer de mama em idade ≤ 50 anos e mais um dos seguintes critérios:

I. um segundo tumor primário da mama (*);

II. ≥ 1 familiar de 1º, 2º e 3º graus com câncer de mama e/ou ovário;

c. Diagnóstico de câncer de mama em idade ≤ 60 anos se câncer de mama triplo negativo (Receptor de estrogênio (RE), Receptor de progesterona (RP) e Receptor HER2 negativos);

d. Diagnóstico de câncer de mama em qualquer idade e mais um dos seguintes:

I. ≥ 1 familiar de 1º, 2º e 3º graus com câncer de mama feminino em idade ≤ 50 anos;

II. ≥ 1 familiar de 1º, 2º e 3º graus com câncer de mama masculino em qualquer idade;

III. ≥ 1 familiar de 1º, 2º e 3º graus com câncer de ovário em qualquer idade;

IV. ≥ 2 familiares de 1º, 2º e 3º graus do mesmo lado da família com câncer de mama em qualquer idade;

V. ≥ 2 familiares de 1º, 2º e 3º graus do mesmo lado da família com câncer de pâncreas ou próstata (escore de Gleason > 7) em qualquer idade.

(*) (*) No caso de câncer de mama bilateral ou duas neoplasias primárias na mesma mama (comprovado por laudos anatomo-patológicos), cada um dos tumores deve ser considerado independentemente.

2. Cobertura obrigatória para mulheres com diagnóstico atual ou prévio de câncer de ovário (tumor epitelial) em qualquer idade e independente da história familiar.

3. Cobertura obrigatória para homens com diagnóstico atual ou prévio de câncer de mama em qualquer idade e independente da história familiar.

4. Cobertura obrigatória para pacientes com câncer de pâncreas e ≥ 2 familiares de 1º, 2º e 3º graus do mesmo lado da família com câncer de mama e/ou ovário e/ou pâncreas ou próstata (escore de Gleason ≥ 7) em qualquer idade.

5. Cobertura obrigatória para pacientes com câncer de próstata (escore de Gleason ≥ 7) e ≥ 2 familiares de 1º, 2º e 3º graus do mesmo lado da família com câncer de mama e/ou ovário e/ou pâncreas ou próstata (escore de Gleason ≥ 7) em qualquer idade.

6. Cobertura obrigatória para teste das 3 mutações fundadoras Ashkenazi nos genes BRCA1 e BRCA2 em pacientes de origem judaica Ashkenazi quando preenchido pelo menos um dos seguintes critérios:

a. câncer de mama em qualquer idade e independente da história familiar;

b. câncer de ovário em qualquer idade e independente da história familiar;

c. câncer de pâncreas em qualquer idade com ≥ 1 familiar de 1º, 2º e 3º. graus com câncer de mama, ovário, pâncreas ou próstata (escore Gleason ≥ 7).

7. Cobertura obrigatória para pacientes maiores de 18 anos, diagnosticados ou não com câncer, independente do sexo, quando houver mutação deletéria em BRCA1 ou BRCA2 em familiar de 1º, 2º e 3º graus.

8. Cobertura obrigatória para indivíduos com câncer de mama isolado, que tenham estrutura familiar limitada. Estrutura familiar limitada é a ausência, em pelo menos um dos ramos (materno ou paterno) da família, de pelo menos 2 mulheres familiares de 1o, 2o ou 3o graus que tenha vivido além dos 45 anos de idade no momento da avaliação. Incluem-se nesta descrição indivíduos que desconhecem dados de sua família biológica.

9. Cobertura obrigatória para indivíduos com câncer de mama, mas com estrutura familiar limitada (ausência de 2 familiares de 1º, 2º ou 3º graus do sexo feminino em uma das linhagens – materna ou paterna – que tenha vivido além dos 45 anos de idade).

Método de análise utilizado de forma escalonada:

1. Nos casos em que a mutação genética já foi identificada na família, realizar apenas a pesquisa da mutação específica. Para pacientes de origem judaica Ashkenazi nos quais a mutação familiar for uma mutação fundadora, está justificada a realização da análise das 3 mutações fundadoras Ashkenazi ao invés da análise somente da mutação familiar pela possibilidade da ocorrência de mais de uma mutação em genes BRCA em famílias Ashkenazi. Se a família for de origem judaica Ashkenazi e a mutação familiar não for uma das 3 mutações fundadoras, ainda assim justifica-se a realização do teste destas 3 mutações além da mutação que sabidamente segrega na família.

2. Nos casos de pacientes elencados nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 8 realizar o exame Sequenciamento de Nova Geração de toda região codificadora de BRCA1 e BRCA2 e MLPA de BRCA1 e BRCA2;

3. Nos casos de pacientes enquadrados no item 6, realizar teste das 3 mutações fundadoras Ashkenazi nos genes BRCA1 e BRCA2, a saber: BRCA1 185delAG (c.66_67delAG, p.Glu23fs), BRCA1 5382insC (c.5263insC, p.Gln1756fs), e BRCA2 6174delT (c.5946delT, p.Ser1982fs). Se nenhuma destas mutações for identificada eoutros critérios de elegibilidade forem contemplados conforme descrito nos itens 1, 2, 3, 4, 5, 7 e 8, deve ser realizada a análise seguindo os critérios de análise escalona descrito para cada item.

OBS 1: Pacientes enquadradas nesta diretriz e com sequenciamento e MLPA para BRCA1 e BRCA2 negativos, devem ser referenciadas para Diretriz de Painel de câncer de mama e/ou ovário.

OBS 2: Pacientes enquadradas nesta diretriz e que simultaneamente preencham os critérios da Diretriz de Painel de câncer de mama e/ou ovário podem ser referenciadas diretamente para a Diretriz de Painel de câncer de mama e/ou ovário.

OBS 3: Nos pacientes em que forem encontradas mutações patogênicas ou provavelmente patogênicas nos genes BRCA1 ou BRCA2, mesmo que assintomáticos, a mastectomia e a salpingo-ooforectomia redutoras de risco, bem como a reconstrução das mamas são de cobertura obrigatória da mesma forma que a cobertura prevista para pacientes com diagnóstico de câncer, quando indicado pelo médico assistente. Caso a beneficiária não deseje realizar mastectomia a ressonância magnética das mamas anual é de cobertura obrigatória.

OBS 4: Quando da realização de salpingo-ooforectomia redutora de risco em portadoras de mutação de BRCA1 e/ou BRCA2, a análise patológica dos anexos excisados deve ser realizada minuciosamente seguindo protocolo específico. COLOCAR REFERENCIA

OBS 5: Para fins desta DUT, tumores invasivos e in situ da mama serão considerados igualmente na definição “câncer de mama”. Para fins desta DUT, serão incluídos na definição “câncer de ovário” os tumores epiteliais de ovário, trompas de falópio e tumores primários de peritônio.”

“110.26 – PAINEL DE GENES PARA CÂNCER DE MAMA E/OU OVÁRIO

1. Cobertura obrigatória para mulheres com, diagnóstico atual ou prévio de câncer de ovário epitelial quando preencherem critérios para pelo menos 2 das seguintes síndromes: Síndrome de Câncer de Mama e Ovário Hereditários, Síndrome de Lynch e/ou Síndrome de Peutz-Jeghers.

2. Cobertura obrigatória para mulheres com diagnóstico atual ou prévio de câncer de mama quando preencherem critérios para pelo menos 2 das seguintes síndromes: Síndrome de Câncer de Mama e Ovário Hereditários, Síndrome de Cowden, Síndrome de Li-Fraumeni, Síndrome de Câncer Gástrico Difuso Hereditário e/ou Síndrome de Peutz-Jeghers.

3. Cobertura obrigatória para mulheres com diagnóstico atual ou prévio de câncer de mama e/ou ovário epitelial com critérios para câncer de mama e ovário hereditários e que tenham resultado negativo na análise de mutações germinativas de BRCA1 e BRCA2 por sequenciamento e MLPA.”

Marília Masiero Buccini Biscuola – Colaboradora de Assuntos Jurídicos

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Droga moderna contra câncer de mama metastático será oferecida pelo SUS

Cats, a área relacionada à produção de medicamentos oncológicos está constantemente em evolução. E a nova descoberta é algo que pode revolucionar a saúde pública no Brasil.

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No início de julho, o Ministério da Saúde e a empresa farmacêutica Roche chegaram a um acordo quanto à distribuição pelo Sistema Único de Saúde (SUS) do pertuzumabe, medicamento importante no tratamento de um tipo de câncer de mama em estágio avançado. Com o acordo da compra centralizada, as secretarias estaduais de saúde começam a receber a droga nos próximos dias ou semanas.

O pertuzumabe é um anticorpo usado como terapia-alvo em combinação com outro anticorpo, o trastuzumabe, e um quimioterápico, o docetaxel. O alvo dos anticorpos é a proteína HER2 (da sigla para receptor para fator de crescimento endotelial humano), cuja superativação aumento o crescimento e a proliferação celulares. Até 20% dos cânceres de mama são HER2+.

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Essa combinação de drogas, conhecida como duplo bloqueio, é usada há vários anos contra câncer de mama metastático HER2+ e aumenta a sobrevida das pacientes. Embora também haja benefícios importantes no uso em estágios iniciais da doença, a combinação só está aprovada, para uso no SUS, contra a fase avançada (metastática) do câncer de mama HER2+. Além disso, a combinação não funciona em outros tipos de câncer de mama que não envolvam a proteína HER2.

Por serem terapias-alvo, o pertuzumabe e o trastuzumabe têm efeitos colaterais geralmente brandos e bem tolerados. Os mais sérios são possíveis alterações cardíacas, que podem ocorrer em uma minoria de pacientes e cessam quando parado o tratamento. Por esse motivo, é importante o acompanhamento por ecocardiograma.

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Segundo a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio a Saúde da Mama (Femama), cinco estados e o Distrito Federal devem receber o pertuzumabe ainda em julho, enquanto outros dez estados, incluindo São Paulo, ficam para o início de agosto. Os estados restantes provavelmente buscarão a droga diretamente no almoxarifado do Ministério da Saúde.

Confira a matéria na íntegra no link https://bit.ly/3f7Qntx

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Cat Fernanda Oliveira

Meu nome é Fernanda Oliveira, 38 anos moro em BH e vou compartilhar com vocês minha trajetória de muita luta, superação e grandes vitórias! 

Tive o primeiro diagnóstico de câncer de mama em 2016. Um susto imenso, medo, insegurança e incerteza tomaram conta de mim. Então eu decidi não deixar a tristeza e a negatividade prevalecerem.

Durante o meu processo tentei sempre buscar ver o lado positivo de todas as situações, até as mais difíceis. Graças a Deus tive muito apoio da minha família e amigos sempre ao meu lado em todos os momentos!

Fiz o tratamento com cirurgia (quadrantectomia), quimioterapia (4 vermelhas e 12 brancas), 14 sessões de HERCEPTIN, radioterapia (33 sessões) e Tamoxifeno. Terminei o tratamento em janeiro de 2018.

Ah quanta alegria ver minha vida retomada, de volta o trabalho, minhas aulas de dança do ventre, caminhada, academia, ensaios fotográficos e viagens.

Mesmo estando tudo bem criei o hábito de fazer o autoexame todos os dias, e em um deles percebi um nódulo bem pequeno no mesmo seio em que havia operado. Imediatamente procurei meu mastologista que já solicitou um ultrassom que constatou um pequeno caroço e 3 nódulos. Realizei depois 3 punções e biópsia, aquele frio na barriga e ao abrir o resultado…CÂNCER.

Em junho de 2019 tive recidiva com metástase óssea, hepática e subcutânea. Fiquei careca pela segunda vez, fiz quimioterapia novamente, fiz mastectomia e esvaziamento axilar. Ao terminar o ciclo de 6 sessões de quimio, surgiram novos nódulos, tive que realizar outra cirurgia dia 18 de janeiro deste ano. Atualmente sigo em tratamento, sem previsão de término.

Dia 04/05 venci os meus medos realizei outra cirurgia para colocar o cateter e graças a Deus estou bem. Seguindo firme e confiante sempre.

O que mais aprendi com tudo que tenho vivenciado é viver um dia de cada vez, fortalecer minha fé, ter resiliência, positividade e muita gratidão.

Gostaria de ressaltar também o meu amor pela dança. A dança cura a tristeza e alegra a alma. Eu tentei me manter sempre em contato com a dança durante todo o processo. Quando não tinha condições de fazer as aulas, ia em todos os eventos prestigiar. Mês passado até consegui fazer uma aula online. Uma felicidade sem fim.

O que eu diria para quem vai iniciar o tratamento: Não desistam nunca! A caminhada é longa mas a vitória é certa! Nenhuma tempestade dura para sempre e sairemos ainda mais fortes! “Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses…”(Rubem Alves)

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Algoritmo detecta quem não pode esperar pelo tratamento do câncer na pandemia

Com a atual pandemia do novo coronavírus, algumas cirurgias e procedimentos foram remarcados, deixando casos urgentes como prioridades. A medida tem como objetivo ajudar a evitar a propagação do COVID-19, já que os ambientes hospitalares são locais mais propícios para a contaminação.

Para decidir quais operações precisam ser feitas com urgência, pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Câncer, em Londres, criaram um algoritmo que consegue fazer essa identificação facilmente. O projeto, que usa como base dados de diversos testes internacionais, tem como foco os pacientes com câncer de mama e que precisam de cirurgia ou quimioterapia.

O algoritmo é capaz de identificar as pacientes que estão na pós-menopausa com câncer de mama primário ER + HER2-, existente em 70% dos casos e que possuem tumores menos sensíveis ao sistema endócrino, e aquelas que precisam ser prioridade para cirurgia precoce ou quimioterapia neoadjuvante.

Com a pandemia, pacientes diagnosticados com câncer de mama triplo negativo ou HER2 positivo ainda são direcionadas para quimioterapia urgente ou cirurgia. Já um outro grupo de pacientes estão tendo seus tratamento adiados, recebendo prescrição para terapia endócrina neoadjuvante, que reduz a estimulação da doença por estrogênio, sem a necessidade da remoção cirúrgica da mama.

Segundo informações divulgadas pelo estudo, 85% das pacientes que tiveram suas cirurgias adiadas estavam seguras para ter o procedimento adiado por até seis meses e serem tratadas pela terapia endócrina neoadjuvante, enquanto 15% podem ser identificadas como resistentes ao tratamento, correndo o risco de ver a doença se espalhar. “O tratamento pode bloquear o crescimento do tumor com sucesso em muitas mulheres, mas uma em seis que são resistentes há um risco de que o tumor continue a crescer e a se espalhar”, conta o professor Mitch Dowsett, um dos colaboradores do estudo.

Dowsett conta também que o algoritmo foi criado com dados não-publicados de testes clínicos envolvendo milhares de pacientes, usando ainda informações dos receptores de estrogênio e progesterona, e tumores de pacientes recém-diagnosticadas. Os dados, então, foram aplicados no algoritmo que é capaz de identificar imediatamente o melhor tratamento para cerca de 80% dessas mulheres.

“É importante que possamos tratar a maior quantidade de pacientes que precisam de tratamento ou cirurgia urgente, da maneira mais segura possível durante a pandemia da COVID-19”, completa Peter Barry, consultor de cirurgia de mama do instituto de pesquisa.

FONTE: Canal Tech

Cats, o Instituto Quimioterapia e Beleza quer te ouvir! Queremos entender como o seu tratamento oncológico foi afetado durante a pandemia do COVID-19 e quais suas expectativas futuras no que tange a prosseguir o tratamento. É rapidinho para responder o formulário e só acessar este link https://forms.gle/p66W5HacmU2MaxK98

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Descubra as vantagens do Tamoxifeno

O tamoxifeno foi um dos primeiros bloqueadores hormonais utilizados no tratamento do câncer de mama. Sua função é impedir que a célula cancerígena perceba os hormônios femininos, bloqueando seu crescimento e causando a morte dessas células.
É um medicamento usado desde a década de 1970, sendo extremamente eficaz e seguro. É certamente o medicamento que mais salvou vidas na história da oncologia.
A maioria das pessoas não apresenta efeitos colaterais do seu uso. De cada 10 mulheres, 7 não têm nenhum efeito colateral. Em geral, quando os efeitos colaterais ocorrem, eles são limitados, se resolvendo em semanas a poucos meses. Os efeitos colaterais mais significantes são as ondas de calor, semelhantes às que ocorrem com a menopausa, o aumento do endométrio (que não causa maiores transtornos na vida da mulher), alteração na menstruação e aumento de risco de trombose em pessoas que têm predisposição ou já tiveram trombose antes (também um evento muito raro). Uma minoria das pessoas pode ter efeitos mais intensos necessitando da troca do tratamento. Isto é extremamente raro.
Não se deve ter medo de usar este tratamento. Como dito anteriormente, são extremamente eficazes contra o câncer de mama com receptores hormonais positivos, aumentando de maneira importante a chance de cura. É um medicamento altamente seguro, tem baixíssimo índice de complicações, que na maioria das vezes se resolvem sozinhas em poucas semanas.
Converse sempre com seu médico!

#cancer#cancerdemama#tamoxifeno#seguro#cura#hormonioterapia#medicina

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Descubra as vantagens do Tamoxifeno

O tamoxifeno foi um dos primeiros bloqueadores hormonais utilizados no tratamento do câncer de mama. Sua função é impedir que a célula cancerígena perceba os hormônios femininos, bloqueando seu crescimento e causando a morte dessas células.
É um medicamento usado desde a década de 1970, sendo extremamente eficaz e seguro. É certamente o medicamento que mais salvou vidas na história da oncologia.
A maioria das pessoas não apresenta efeitos colaterais do seu uso. De cada 10 mulheres, 7 não têm nenhum efeito colateral. Em geral, quando os efeitos colaterais ocorrem, eles são limitados, se resolvendo em semanas a poucos meses. Os efeitos colaterais mais significantes são as ondas de calor, semelhantes às que ocorrem com a menopausa, o aumento do endométrio (que não causa maiores transtornos na vida da mulher), alteração na menstruação e aumento de risco de trombose em pessoas que têm predisposição ou já tiveram trombose antes (também um evento muito raro). Uma minoria das pessoas pode ter efeitos mais intensos necessitando da troca do tratamento. Isto é extremamente raro.
Não se deve ter medo de usar este tratamento. Como dito anteriormente, são extremamente eficazes contra o câncer de mama com receptores hormonais positivos, aumentando de maneira importante a chance de cura. É um medicamento altamente seguro, tem baixíssimo índice de complicações, que na maioria das vezes se resolvem sozinhas em poucas semanas.
Converse sempre com seu médico!

#cancer#cancerdemama#tamoxifeno#seguro#cura#hormonioterapia#medicina

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CONHECENDO MELHOR O CÂNCER DE MAMA TRIPLO NEGATIVO POR DR. FELIPE ADES

Cats, essa matéria do nosso diretor científico Dr. Felipe Ades MD PhD – Oncologista sobre câncer de mama triplo negativo está ótima e esclarece muito sobre esse tipo de diagnóstico!! 

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 Confiram!

Câncer não é uma única doença e sim um conjunto de diversas enfermidades que têm comportamentos, localizações, e resposta a tratamentos diferentes. O câncer de mama é um bom exemplo de como os diversos tipos de câncer podem ser diferentes, apenas esta doença hoje é dividida em 4 subtipos. São eles os cânceres luminais A e B, o câncer HER2 positivo e o triplo negativo.

O câncer de mama conhecido como triplo negativo tem características bem diferentes dos demais cânceres de mama. A cada 10 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, duas terão o tipo triplo negativo. Em geral estes são cânceres que se formam nas células dos ductos por onde passa o leite materno, e têm como característica o crescimento acelerado das células cancerígenas.

O nome triplo negativo é dado pela análise de algumas características do câncer de mama que estão ausentes nesta doença. Sempre que se faz o diagnóstico de câncer de mama é necessário avaliar se a doença apresenta moléculas conhecidas como receptor de estrogênio, receptor de progesterona e receptor HER2. Nenhum destes 3 receptores está presente neste tipo de câncer de mama, por isso são chamados de triplo negativo.

Muito progresso tem sido feito na compreensão dos mecanismos de desenvolvimento e diferenciação do câncer de mama.

Nas células normais, estes receptores funcionam como antenas que percebem os hormônios e fatores de crescimento que circulam normalmente pelo organismo, e crescem estimulados por eles. Quando células cancerígenas apresentam estes receptores elas crescem de maneira descoordenada e com muita velocidade quando os receptores se ativam. Por isso foram desenvolvidos medicamentos que bloqueiam justamente esses receptores. Para os receptores hormonais usamos medicamentos como tamoxifeno, anastrozol, letrozol, exemestano e fulvestranto; para o HER2 podemos usar o trastuzumab, o pertuzumab, lapatinib e o TDM1.

No câncer triplo negativo nenhum destes remédios pode ser utilizado, pois este tipo de câncer não apresenta os seus alvos. Isto, no entanto, não muda a escolha de tratamento com cirurgia e radioterapia, mas orienta a escolha dos medicamentos a serem utilizados, em geral quimioterapia citotóxica. Como a quimioterapia age atacando as células que se dividem rapidamente ela é o tratamento mais efetivo nesta doença. A quimioterapia no câncer de mama triplo negativo tem melhores resultados que em cânceres de mama de outros tipos. Por vezes utilizamos a quimioterapia antes da cirurgia, com o intuito de reduzir a doença e facilitar a cirurgia. Existe uma boa chance do câncer triplo negativo desaparecer com a quimioterapia, mas mesmo assim é necessária a cirurgia. Caso ainda sobre doença após a cirurgia é possível complementar o tratamento com dose adicionais de quimioterapia no pós operatório para aumentar a chance de cura.

Ainda não existe nenhum alvo para tratamentos específicos contra o câncer de mama triplo negativo. Muitas pesquisas têm sido feitas a procura destes alvos e conforme vamos conhecendo mais a doença, novos e melhores medicamentos vão sendo desenvolvidos.

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Dois Anos do meu Diagnóstico por Dra. Fabíola La Torre

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Cats,  se passaram dois anos desde o diagnóstico nossa Cat Master Dra. Fabíola La Torre e ela fez um texto comparando as fases que passou nessa jornada. Vale a pena conferir! 

Dois anos do meu diagnóstico
Câncer. Aquele nome que não deve ser pronunciado. Mais terrível que “Voldemort” é palavra que você nunca espera nunca ouvir. Sim, aconteceu comigo. Aconteceu com minha tia, minha amiga, com meu paciente. E pode acontecer com você. Eu encontrei um nódulo no meu peito D em 2016, durante o autoexame. No meu íntimo, eu sempre soube o que eu estava prestes a enfrentar. Recebi um diagnóstico oficial em junho de 2016: carcinoma ductal invasivo sem comprometimento de linfonodo e fiz o tratamento com quimioterapia de 16 ciclos, rádio e quadrantectomia com reconstrução. A preparação começou, com consultas, exames, perucas, raspar o cabelo e parar de planejar enquanto me preparava para fazer uma grande viagem. Nesses momentos você aprende a viver por um dia de cada vez. Agora avancemos para hoje. Eu acabei meu tratamento, mas tenho mais 10 anos de Tamoxifeno e o mais importante é que eu saí dessa escuridão livre de câncer. É claro que eu na época do tratamento mudei e não fui o mínimo da pessoa que eu era, porque o câncer não dá a mínima para quem você é, é preciso tudo. Ele quer tudo para te deixar livre dele. Dá para entender ? Você tem que se dar bem com o seu câncer e aceita-lo, inclusive aceitar as mudanças que ele faz em sua vida e em sua própria estrutura pessoal, para vence-lo. Para minha família amada, eu nunca poderia recompensá-la pelo que todos vocês fizeram e fazem por mim. Sua benevolência em doar amor significa o mundo para mim. Eu vi uma vitória para Fabíola La Torre e uma derrota para o câncer. E com isso eu quase voltei ao meu antigo eu…eu disse quase.
Porque após um diagnóstico de câncer, nada mais será como antes, inclusive você.

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Diagnosticada com câncer de mama – Mas e os meus cabelos???

Cats, a nossa Cat Master Dra. Fabiola La Torre traz um texto super legal sobre suas opções ao ficar careca, onde ela explica, através de sua experiência própria, como foi.

“Olá , Lhennnnndassss

Venho com esse post contar um pouco para vocês como eu me virei ao ficar careca.

Sabe, aquela história de que somos mais fortes do que imaginamos é a mais pura verdade.
Quando recebi o diagnóstico de câncer não foi fácil, pois com ele surgem inseguranças e dúvidas. Tive que enfrentar os efeitos colaterais do tratamento, dentre eles, a queda de cabelo.
Meus cabelos sempre foram meu glamour mulher até porque sabemos que eles emolduram nossa face. A maior parte das pessoas consideram essa a pior parte da quimioterapia, pois a perda de cabelo acaba afetando sua própria identidade.

Também conhecida como alopecia, a queda de cabelo ocorre porque a quimioterapia atua tanto nas células cancerígenas como nas saudáveis, atingindo principalmente as células que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos, responsáveis pela produção dos cabelos. Além da perda dos cabelos, a quimioterapia faz os pelos do corpo caírem também. Ou seja, a gente vira uma lagartixa. Definitivamente, não dá para se sentir bonita nem sensual, não é?

No geral, entre 16 e 21 dias após a primeira sessão de quimioterapia os cabelos se desprendem. Eles podem se soltar aos poucos ou em grandes chumaços, inclusive causando dor no escalpo. E olha, vou contar para vocês: nossa, como dói.

Por isso, a minha melhor dica é raspar antes de os cabelos começarem a cair de fato, porque diminui bastante a dor. Além disso, foi muito angustiante a sensação de ver meus cabelos caindo aos poucos e em chumaços.

Mas, não é preciso sair desesperada e raspar assim que se tem o diagnóstico. Dá para aproveitar um tempo ainda com os cabelos e, sobretudo, economizar as perucas e as próteses que serão usadas depois.

E prestem atenção: em dois ou três meses após a quimioterapia acabar, seu cabelo voltará a crescer. Esse novo cabelo poderá ter a mesma aparência do anterior ou alterar-se um pouco.

Vou listar aqui algumas dicas de como lidar com a queda de cabelos:

  • Nunca se esqueça de consultar seu médico e perguntar se o seu tratamento poderá gerar queda de cabelo.
  • A utilização de xampus e loções especiais não evita que os cabelos caiam.
  • Cortes de cabelo: corte o cabelo curtinho ou raspe. Isso ajuda a lidar
    melhor com a situação, uma vez que é possível perceber melhor a queda sem um grande impacto.

É doloroso perceber seus fios de cabelo no travesseiro, nas roupas, nas mãos, no carro, etc.
Se for raspar a cabeça, prefira um barbeador elétrico a uma lâmina de barbear. Quando for cortar ou raspar seus cabelos, prefira estar acompanhada e, sempre que possível, escolha um profissional acostumado com essa situação.

Durante meu tratamento após raspar meus cabelos, eu usei prótese capilar ou perucas. Isso me ajudou demais. Eu juro, que admiro quem use lenços ou tenha coragem de assumir a carequinha.

Se você acredita que se sentirá melhor com uma peruca, é melhor experimentá-la enquanto ainda possui cabelo. Esse procedimento é indicado para que você mantenha o mesmo tipo de coloração de cabelo, formato e comprimento. Veja se o seu plano ou seguro de saúde também cobre o valor da peruca. Caso contrário, entre em contato com alguma entidade de ajuda ao câncer ou peça orientação ao seu médico, pois ambos podem oferecer uma opção para que você tenha acesso a perucas. Não se esqueça de pedir ajuda também ao seu cabeleireiro, principalmente se tiver um como o meu – o Pedro, que, além de meu cabeleireiro, é meu amigo.

  • Cuidados com os cabelos: seja cuidadosa ao lavar, secar e pentear os seus cabelos. Use um xampu suave, como os de bebê. Lave-os com delicadeza. Seque utilizando uma toalha macia, fazendo leves toques contra o cabelo, e não use um secador. Procure não escová-lo com muita força.
  • Como o seu couro cabeludo pode ficar sensível, não utilize os seguintes itens: sprays de cabelo, produtos para soltar ou relaxar as madeixas, secadores, colorações, bobes e produtos que enrolem o cabelo.
  • Após a perda de cabelo: proteja sempre seu couro cabeludo, pois ele pode se machucar facilmente durante e após a queda dos fios. É essencial evitar contato com o sol e lugares muito quentes ou frios. Sempre aplique filtro solar e use chapéus para proteger o seu couro cabeludo. Tente manter a sua cabeça sempre aquecida com chapéu, gorro, lenço ou outras peças de roupa.
  • Use fronha de cetim, pois a de algodão pode irritar o couro cabeludo. O cetim fornece menos fricção com o corpo e, portanto, é mais confortável.

Os cabelos voltam a nascer em cerca de 90 dias após o fim do tratamento. Em alguns casos, ficam um pouco mais crespos. As modificações estruturais do cabelo depois da quimioterapia acontecem porque a matriz (região que controla a espessura e a simetria da bra capilar) é afetada pelo tratamento. Os fios podem crescer também em ciclos diferentes, primeiramente mais grossos e depois mais finos, o que deixará o cabelo desigual. A diferença no aspecto dos fios decorre da redução da espessura da fibra capilar e da elevada variação na espessura dos os no couro cabeludo do paciente. Após um ano do término do tratamento, a maior parte dos pacientes já está com o cabelo completamente normal.

Lembrem-se de que nós não somos Sansão, portanto, nossa força não está somente em nossos cabelos. Continuaremos em pé e lutando mesmo sem eles. E podemos utilizar os cabelos de outras pessoas. Então, vamos que vamos aproveitar as perucas, próteses capilares e mega-hair.

E COMO FOI COM OS MEUS CABELOS?

Eu estou compartilhando com vocês essa minha experiência em detalhes, porque espero que ela sirva para muita gente. A maioria das pessoas com quem conversei, quando recebeu o diagnóstico, saiu correndo para cortar ou raspar os cabelos ao som de uma música bem triste.

Nesse sentido, sinto-me afortunada por ter sido bem orientada pelo meu amado cabeleireiro e amigo Pedro Porciúncla (“Pedroca”). Ninguém mais, ninguém menos que ele para me ajudar. Ele foi a primeira pessoa que soube que meus cabelos originais não ficariam comigo por um tempo. Passei a conversar mais frequentemente com ele para discutir sobre o que fazer quando meus cabelos começassem a cair.

Um dia, ele me disse: “Bi, quando você quiser, venha me visitar. Por enquanto, vai aproveitando seu cabelo. Não pense em raspar agora!”.

E, eu aproveitei os meus cabelos enquanto pude. Após 16 dias do início da quimioterapia, meus cabelos começaram a cair mais intensamente. Posso dizer que esses dias antes de a quimioterapia fazer efeito nos meus os de cabelo foram essenciais para que eu me adaptasse à queda deles!

Dia 25 de junho de 2016, a renovação

Além de ser aniversário do meu marido, Mario La Torre Junior, esse dia em 2016 foi muito especial!
Como disse, os meus cabelos começaram a cair, de forma mais intensa, somente após 16 dias da primeira sessão de quimioterapia (ainda antes da segunda sessão).

Houve ainda outro relevante motivo para eu ter deliberado essa renovação: na consulta anterior, recebi a excelente notícia de que, após a primeira sessão de quimioterapia, meu tumor já havia começado a reduzir! Quer razão maior para renovar?

Então, fui até o Pedro fazer um corte. A ideia foi encurtar o cabelo, para ir acostumando com a ideia de não o ter. Depois de cortar, o Pedro já colocou a peruca. Em um primeiro momento, surpreendi-me com o fato de que a gente, paciente com câncer, vai perdendo o medo de coisas bobas e deixa de se estressar com coisas pequenas, pois percebe que algo muito maior existe. A peruca era incrível, pois era muito parecida com o corte que eu estava antes.

Assim, comemoramos o aniversário do meu marido com um almoço maravilhoso, contando com a presença de minha mãezoca.

Alguns dias depois, no dia 30 de junho, eu fui para minha segunda sessão de quimioterapia, desta vez acompanhada de minha mãe e minha irmã, que fizeram questão de vir a São Paulo para estar ao meu lado naquele momento.

Elas notaram que meus lhendos cabelos estavam caindo, caindo, caindo… (Ops, se eu continuar, não paro de escrever, porque caem, caem, caem… rsrs.) Naquele dia, eu tinha uns 35% dos meus os de cabelo.

Naquela tarde do mesmo dia, minha irmã fez duas surpresas para mim. Primeiro, ela levou-me à Hair Look, onde conheci o Carlos Cirqueira, cabeleireiro especializado em perucas e próteses capilares. A outra surpresa foi um presente: uma peruca nova, linda, mais comprida que a outra, uma prótese capilar.

Carlos raspou de vez os meus cabelos e fiquei carequinha. E não, não teve drama, mas foi muito simbólico.

Quando cheguei na Hair Look pela primeira vez junto com minha irmã e minha mãe, sentamos e esperamos o Carlos para nos atender. Logo chegou uma cliente (que depois soubemos que era antiga), com uma prótese toda torta e com a cola se desprendendo. Minha irmã e eu olhamos e ficamos apavoradas, achando que o câncer a tinha deixado louca. Ela estava com roupa de ginástica e com a prótese solta. Depois perguntamos para o Carlos se estava tudo bem com aquela cliente e ele disse assim: “Ah, filha, em uns dois meses você estará chegando aqui e já jogando a sua prótese/peruca no lavatório.”

É bem assim mesmo. A gente se acostuma com tudo. E hoje entendo completamente a maluca com a peruca torta.
Ah, outra coisa: para mim, não há necessidade alguma dos amigos ou familiares também cortarem ou rasparem! As perucas são muito caras!

Atualmente o mundo feminino gira em torno de procurar novas opções e novos caminhos para ficar sempre mais bonita. E com nós mulheres que tivemos ou estamos em tratamento para o câncer não deve ser diferente. Então vou contar um pouco do que fez parte do meu tratamento:

1. Próteses capilares

A prótese capilar é a solução mais moderna e confortável para mulheres em tratamento de quimioterapia e alopécia. Ela é feita com fios de cabelo naturais implantados fio a fio em uma micropele que tem o desenho da nossa linha de cabelo. Diferente da tradicional peruca ela é leve, confortável, permite vida normal podendo dormir e tomar banho.

A peça é fixada com uma micro fita antialérgica transparente colocada somente nas bordas.

Vantagens

  • Melhora a auto-estima, pois o cabelo é a “moldura do rosto” e rejuvenesce.
  • Não há necessidade de ficar tirando a prótese para dormir e tomar banho.
  • Se alguém puxar ou tocar seu cabelo não percebe a peça, pois a fixação é perfeita e não faz ondulações ou volume.
  • É confortável, pois não aperta ou incomoda.
  • Pode praticar esporte, entrar no mar, piscina, ter vida social com naturalidade e segurança.
  • A impressão é de que o fio está saindo do seu próprio couro cabeludo.
  • Não precisa usar franja, você faz o corte de cabelo desejado e pode movimentá-lo para qualquer lado.

Eu usei e abusei das próteses.

2 ) Mega Hair:

Assim que meus cabelinhos já deram para colocar o megahair eu coloquei. Foi uma das melhores sensações da minha vida.

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Meu primeiro megahair 

  • Os fios são costurados com micro link e a sensação é de que os cabelos estão saindo do seu próprio couro cabeludo.
  • Desenvolveram um método exclusivo para pacientes pós quimioterapia.
  • Lhennnnndas para mim foi um método incrível para amenizar os efeitos da quimioterapia e a técnica que o Carlos criou em 2012 “mega hair pós quimioterapia” .
  • O método é incrível, feito nos primeiros cm de cabelo, super seguro e confortável.
  • O melhor, não agride seus cabelos e você pode ter uma vida normal.
  • É feito uma base de sustentação no seu próprio cabelo para receber o alongamento no msm e trabalhado a cor e o corte, muitas cats já aderiram ao método e ficaram varios meses até os seus cabelo estarem de volta.
  • Eu fiquei com mega por 1 ano e 2 meses.
  • Coloquei um mais curto e um enormeeeeee.

Tirei essa semana pois meus cabelos cresceram bem.

Mas, logo volto a colocar. Rsrs

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Meus cabelos já .