Cats, vocês já conhecem o Careca Tv? Se ainda não conhecem, fica a indicação desse canal do youtube da Lorena, que é uma Cat de 12 aninhos que sempre sonhou com isso.
Ela com todo seu jeito fofo fez seu primeiro vídeo e lançou no dia 14 de março. Seu sonho está se concretizando porque a pequena já alcançou mais de 800 mil inscritos!!
Claro que virou fenômeno e vários sites de notícias contam um pouco sobre ela:
“Lorena Reginato, que é de Jaú, no interior de São Paulo, está na luta contra o câncer e explica tudo resumidamente no vídeo: “Eu tinha um câncer, mas já não tenho mais. Está tudo bem, já, mas o tratamento ainda está acontecendo… Logo, logo termina”, prenuncia ela, com uma voz tão fofa que a internet foi à loucura. Ela está em processo de cura da doença há 11 meses, e, em outubro deste ano, ficará livre do tratamento. Até lá, há a ideia de fazer vídeos diários, acompanhando todo o andamento do processo.
Tímida, a garotinha promete falar sobre seus youtubers favoritos: Kéfera Buchmann, Pedro Rezende e Júlio Cocielo; e também sobre games, dos quais ela é uma grande fã. Mas há um adendo: “Posso falar sobre tudo o que o pessoal me pedir também”, disse ela. “Amanhã mesmo (quarta-feira) pretendo fazer um vídeo-resposta das perguntas que tenho recebido”, informa.” (Fonte: Em).
A autora desta ideia que tem feito muitas crianças com câncer sorrir é a ex-enfermeira Holly Christensen. Ela criou perucas inspiradas nas princesas da Disney para alegrar meninas durante a quimioterapia.
O projeto começou depois que Holly soube que a filha de uns amigos estava doente. O The Magic Yarn Project conta com a ajuda de muitos voluntários que criam o cabelo das perucas com lã, nas mais variadas formas e cores.
O trabalho é voluntário e depende de doações para continuar fazendo mais crianças que enfrentam a doença ter uma razão para sorrir.
A Revista Época fez uma reportagem sobre o Hospital de Barretos. Eles passaram alguns dias por lá e relataram como foi a experiência. Vale a pena conferir:
“Em anos como 2015, marcados por desmandos políticos e escândalos de corrupção, há quem perca a fé no país. Sempre existem, no entanto, antídotos para tempos de descrença – e o Hospital de Câncer de Barretos, no interior de São Paulo, é um deles. Trata-se de uma ilha de excelência médica com atendimento 100% SUS – e uma das maiores obras da generosidade do brasileiro. Num ano de crise econômica, o povo foi ainda mais solidário. As doações cresceram 10%. Durante uma semana, ÉPOCA viveu o cotidiano e os bastidores dessa bolha onde o amor resiste.
Na manhã do último sábado de novembro, Joaquim Esperidião Almeida Rodrigues, de 7 anos, tinha os olhos colados à tela do gameMortal kombat na brinquedoteca da unidade infantojuvenil. Longe de casa havia três meses, ele fazia planos ambiciosos:
– Amanhã, eu capo o gato.
Com o ditado popular, ele tentava explicar que, logo, logo, iria embora. Joaquim não via a hora de brincar solto pelas ruas de Érico Cardoso, na Bahia. Estava em Barretos por um cruel desvio de rota. Uma leucemia que, depois de ser tratada em Salvador, voltou a se manifestar. O garoto cumpria o sétimo bloco de quimioterapia. Depois da alta, descansaria 21 dias antes de ser submetido à oitava rodada. Se a doença persistisse, seu destino poderia ser a fila do transplante de medula. Enquanto a estratégia de combate à doença era assunto de adulto, Joaquim passava o tempo em luta contra monstrengos eletrônicos que ele podia comandar e, quase sempre, vencer. Sub-Zero, Scorpion, Reptile… um mais feio que o outro. Vibrava a cada fatiamento sem dó.
– Esse corta de faca. Corta de tudo.
ATENÇÃO Em luta contra a leucemia, Joaquim, de 7 anos, joga videogame no hospital. A mãe, Katiele Rodrigues, elogia o atendimento: “Isto aqui é uma maravilha” (Foto: Filipe Redondo/ Época)
Os golpes faziam a mãe franzir a testa. Diante da imprevisibilidade do câncer, Katiele, de 27 anos, tinha uma única certeza: a de que o filho não poderia receber tratamento melhor. “Isto aqui é uma maravilha”, dizia. Além do acesso aos melhores recursos e do conforto inimaginável na maioria dos serviços públicos, o que mais encantava aquela mãe era o respeito. O propósito máximo da instituição, que adota o título de “O hospital do amor”, é tratar todos os pacientes da mesma forma. Sem distinção de classe social e com o que a medicina produz de melhor. As disputas financeiras e as contenções de orçamento ocorrem nos bastidores. Não alcançam os pacientes e suas famílias. Os mais de 400 médicos trabalham em período integral, com dedicação exclusiva. Dentro do universo da saúde, Barretos é um mundo paralelo, onde a gentileza e a fraternidade estão no ar.
Se apenas cumprisse suas obrigações, o atendente da lanchonete Sinomar Rogério Gonçalves, o Mazinho, serviria sanduíches, sucos e frutas com presteza e educação. No hospital, dinheiro não entra. A cada visita ao ambulatório, pacientes e acompanhantes recebem um total de pontos para consumo na lanchonete. A escolha é livre. Alguns gastam tudo em refrigerante. Outros, em frutas que raramente têm em casa. Mazinho faz mais do que seria exigido dele. Quando o movimento diminui, salta da lanchonete para a sala de brinquedos e convida as crianças para cantar e dançar. É o xodó dos pequenos pacientes. De longe e com admiração, o diretor do hospital infantojuvenil, Luiz Fernando Lopes, observa a cena. “Esse cara é iluminado”, diz.
AMOR Sinomar Gonçalves, o Mazinho, é o xodó das crianças. Trabalha na lanchonete, mas gosta mesmo é de cantar e dançar com elas na brinquedoteca (Foto: Filipe Redondo/ Época)
Em 2009, Lopes realizava uma pesquisa importante numa universidade britânica, quando aceitou o convite para trocar Londres por Barretos. Diz que nunca se arrependeu. “Isto aqui não é Brasil”, afirma. “Trabalhar neste hospital ou na Alemanha é a mesma coisa.” O pediatra afirma ter todos os testes, as drogas e os especialistas necessários para fazer pesquisa de alto nível e oferecer o melhor tratamento. A unidade atende cerca de 500 novos casos por ano. A chance de cura é alta, desde que a doença seja detectada nas fases iniciais. Dois anos depois do tratamento, 83% das crianças que tiveram leucemia linfoide aguda e foram atendidas em centros de excelência como Barretos estão vivas. No caso do linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer no sistema linfático, o índice sobe para 93%.
A facilidade de acesso surpreendeu os pais do bebê Hugo Gabriel Diverno Lopes. Um tumor no abdome havia sido diagnosticado em Franca, no interior de São Paulo. A mãe, Débora, de 24 anos, resolvera tentar uma vaga em Barretos. Após dois dias de conversas telefônicas e envio de exames, a médica respondeu: “Traga seu filho amanhã”. A cirurgia realizada em Barretos foi bem-sucedida. Algumas horas depois da visita de ÉPOCA, Hugo recebeu alta.
ESPERANÇA Hugo, de 1 ano e 6 meses, no colo do padrasto. O bebê se recuperava da extração de um tumor no abdome (Foto: Filipe Redondo/ Época)
A instituição existe por uma conjunção de fatores raros. Nos anos 1980, o fazendeiro Henrique Prata pretendia fechar o Hospital São Judas Tadeu, uma instituição de 70 leitos criada pelos pais (os oncologistas Paulo e Scylla Prata), duas décadas antes. O governo, como de praxe, pagava pouco pelos serviços prestados. Sempre deficitário, o hospital drenava a fortuna da família. Henrique, um habilidoso negociante, resolveu sanear a instituição para fechá-la quanto antes. Ele conta que os planos mudaram quando, numa certa noite, sonhou com um hospital horizontal, composto de vários pavilhões e frequentado por milhares de pessoas.
Religioso, Henrique interpretou o acontecimento como um sinal divino. Fez da causa uma missão. Teve a ideia de pedir doações aos grandes empresários do agronegócio e às celebridades. Cada novo pavilhão construído e equipado receberia o nome do doador. A dupla Chitãozinho & Xororó abriu as portas e os contatos. Desde os anos 1990, muitos outros artistaspopulares ajudaram a obra a crescer: Leandro & Leonardo, Daniel, Zezé Di Camargo & Luciano, Sérgio Reis, Bruno & Marrone, Jorge & Mateus, Ivete Sangalo, Alexandre Pires, Xuxa… Em geral, os artistas doam a renda de um show – R$ 300 mil líquidos. Dessa forma, o hospital arrecada cerca de R$ 6 milhões por ano.
Barretos transformou-se num complexo gigantesco que realiza 1,2 milhão de atendimentos por ano. São 134.000 metros quadrados de área construída em diferentes cidades. Três hospitais no município, um em Jales, no interior de São Paulo, e um em Porto Velho, em Rondônia. Há também sete unidades fixas de prevenção ao câncer em Barretos (SP), Fernandópolis (SP), Jales (SP), Porto Velho (RO), Campo Grande (MS), Nova Andradina (MS) e Juazeiro (BA). Além de 11 unidades móveis – carretas equipadas com mamógrafos. Em 2015, elas realizaram 98 mil exames em 200 municípios.
EXCELÊNCIA Numa delicada microcirurgia, os médicos realizam uma biópsia do tumor localizado no cérebro de uma garota de 14 anos (Foto: Filipe Redondo/ Época)
Segundo as demonstrações financeiras da Fundação Pio XII, a mantenedora do hospital, o complexo todo custou R$ 407 milhões em 2014. As receitas somaram R$ 198 milhões. São os pagamentos feitos pelo governo federal por serviços prestados ao Sistema Único de Saúde e outros convênios. O deficit é assustador: R$ 208 milhões. Pouco mais da metade (R$ 116 milhões) é coberta por subvenções de Estados e municípios. Quase o mesmo valor (R$ 114 milhões) é resultado de doações.
É a parte mais surpreendente da história. Do total de doações, R$ 46 milhões são oferecidos por pessoas jurídicas. O restante (R$ 67 milhões) é resultado das mais variadas formas de captação: doações pelo site, leilões, DVDs, livros etc. Só os cofrinhos espalhados em pontos comerciais de todo o país rendem, de centavo em centavo, R$ 1,6 milhão por ano. “O brasileiro anônimo é o nosso maior apoiador”, diz Henrique. “Oitenta por cento do que fizemos até hoje só foi possível graças ao dinheiro do povão.” Trinta e quatro funcionários orientam moradores de centenas de municípios que trabalham como coordenadores voluntários de doação. É um exército não remunerado de 674 colaboradores. Cada cidade se esforça para fazer mais bonito que a vizinha.
A principal apoiadora, entre os doadores pessoa física, é a fazendeira Eunice Diniz, uma das cinco maiores acionistas do Banco Itaú. Ela doou R$ 8 milhões. Aos 89 anos, viúva e sem filhos, Eunice mora com quatro empregados num apartamento de 380 metros quadrados na capital paulista. “O dinheiro não me faz falta”, diz. O aposentado Pedro Sanches, de 75 anos, de Taiaçu, no interior de São Paulo, demonstra uma generosidade inabalável. Duas vezes por semana, dirige 100 quilômetros para entregar frutas e legumes à cozinha do hospital (40% dos alimentos usados nas 7 mil refeições diárias são provenientes de doação). Quando tinha saúde, pedia permissão para cultivar alimentos nas beiras de cerca e nas curvas de nível dos sítios da região e depois doava a produção ao hospital. “Faço tudo isso por amor”, diz.
Os leilões de gado são outra importante fonte de recursos. A cada ano, os produtores doam 50 mil cabeças ao hospital – um patrimônio que se transforma em R$ 50 milhões. Nesses eventos populares, há quem se levante para doar a aliança de casamento. Ou a única máquina de lavar. Uma galinha. Um ovo. Quem arremata o produto costuma doá-lo novamente. Dois rolos de papel higiênico, doados na cidade de Santa Clara d’Oeste, no interior paulista, foram arrematados por R$ 1.520. O entusiasmo chega a ser maior que o saldo bancário. Durante a visita de ÉPOCA, um funcionário tentava receber R$ 2 milhões doados por diversos contribuintes com cheques sem fundos. Na maioria dos casos, o crédito não acontece por erro de assinatura. “O povo bebe demais nesses leilões”, diz o gerente de captação de recursos Luiz Antonio Zardini. “Em vez de assinar João, assina Joaquim.”
Barretos é um exemplo único no Brasil. “Aquele hospital conseguiu fazer um mix muito bem-sucedido: tem uma estrutura competente de arrecadação, bons resultados clínicos, cultura organizacional, credibilidade da população e uma forma competente de gestão financeira”, diz a professora Ana Maria Malik, coordenadora do Centro de Estudos em Planejamento e Gestão de Saúde da Fundação Getulio Vargas. “As pessoas que trabalham lá realmente acreditam na causa.” Esse comprometimento é construído diariamente.
Quando completam um ano de casa, todos os funcionários são convidados a celebrar. O “Café com o Henrique” é um acontecimento. O chefe chega trajando o figurino de todos os dias: calça jeans, botas de couro texano com pespontos que parecem um bordado, camisa branca, paletó bem cortado (da grife Burberry, de Londres). A intenção dele é checar se a cultura do hospital foi bem assimilada. “Tratar por amor é um exercício de humildade para todos nós”, afirma. “Cada um neste projeto tem tanto valor quanto um remédio. Não achem que o importante é o remédio. Importantes são vocês.” A reunião termina com o pai-nosso.
Por mais que o diretor acredite em milagres, a mão de Deus não se manifesta facilmente no balanço financeiro. Todo ano, o hospital fecha com um deficit, que Henrique se esforça para cobrir. Calça os botinões de couro, entra no jatinho ou no teco-teco que ele mesmo pilota e aterrissa nos gabinetes dos deputados de Brasília. Ou chora miséria nas secretarias de Saúde. É um estilo de administração temerário. Primeiro ele gasta. Depois, corre atrás. “Tudo o que ele faz é muito bem feito, mas, financeiramente, o hospital é vulnerável”, afirma o secretário estadual de Saúde de São Paulo, David Uip. “Não gosto do tom messiânico. Amor todo mundo tem. Arrumar dinheiro é mais complicado.” Os desafetos de Henrique apontam outros defeitos. Dizem que ele é vaidoso, centralizador, autoritário. Apesar das críticas, no hospital o saldo do chefe segue positivo. É voz corrente que ele “acerta no atacado e erra no varejo”.
A boa fama de Barretos atrai desassistidos do país todo. No hospital adulto, a espera pelo início do tratamento costuma variar entre 30 e 60 dias. A paraense Gilvania dos Santos Rodrigues, de 25 anos, veio de Breu Branco, a 400 quilômetros de Belém, para combater um linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer no sistema linfático. No Pará, o resultado de uma biópsia demoraria até 60 dias para sair. A mãe, Evandir, largou o trabalho e os outros filhos e embarcou com a filha no tudo ou nada que a vida impôs. Bateram às portas de Barretos, mesmo sem ter encaminhamento.
ABRIGO Gilvania Rodrigues monta um quebra-cabeça no alojamento onde vive há dois anos. Ela deixou o Pará para se tratar em Barretos (Foto: Filipe Redondo/ Época)
Há dois anos e três meses, elas moram no alojamento de 116 quartos, oferecido gratuitamente pelo hospital. Dividem a casa com 300 pessoas, todas vindas de longe. É um Big Brother involuntário, no qual saber conviver é questão de sobrevivência. Gilvania sente saudade da casa confortável em que morava, mas diz que soube se adaptar. “Na terra de sapo, de cócoras com ele.” Ao final da terceira fase de quimioterapia, ela aguardava um transplante autólogo (feito com células de sua própria medula). Sem o abrigo gratuito, a família não teria como se manter em Barretos.
Apesar de todos os esforços e recursos disponíveis, nem sempre é possível vencer o câncer. Dizem que as pessoas não escolhem trabalhar com pacientes com chances escassas de cura. Por alguma razão, são escolhidas. A vocação da geriatra Heloisa Scapulatempo e da gerente de enfermagem Veronica Faustino se manifesta nos detalhes. A essência do trabalho delas na unidade de cuidados paliativos é o acolhimento. Heloisa acolhe com o sorriso. Veronica, com os olhos. “O que esses pacientes têm de especial é a urgência da vida”, diz Heloisa.
PAZ A médica Heloisa Scapulatempo (à esq.) e a enfermeira Veronica Faustino atendem a paciente Maria Betania na unidade de cuidados paliativos (Foto: Filipe Redondo/ Época)
Além de controlar a dor e oferecer conforto, a equipe se desdobra para realizar desejos. Casamentos, reencontros familiares, solução de pendências… Os profissionais fazem o possível para que os pacientes e familiares fiquem em paz. “Vocês são uns anjos que vieram do céu ajudar a gente”, diz um dos acompanhantes ao avistar Veronica. Ela engole o choro e entra no quarto da professora de línguas Maria Betania Gandia. Aos 47 anos, com câncer no cérebro, ela aguardava a visita do filho de 10 anos. Heloisa e Veronica se aproximam. A paciente se anima. Quanta comunicação naquele silencioso olho no olho. Sonolenta, Maria Betania trafega naquele vão entre consciência e inconsciência no qual o sentimento suplanta o raciocínio. Palavras para quê?”
A britânica Chrissy Turner, de 8 anos, é a pessoa mais jovem sofrer de câncer de mama. A garota descobriu um nódulo em seu peito no mês de outubro deste ano. Exames provaram que ela tem uma forma rara da doença, conhecida como carcinoma secretor.
Os pais menina, Tory e Annette, já tiveram câncer. A mãe venceu a doença no colo do útero, e Troy foi diagnosticado com linfoma, na época em que Chrissy era um bebê.
Agora, Chrissy irá se submeter a uma mastectomia no Instituto de Câncer Huntsman, em Utah, nos Estados Unidos. A família criou uma campanha no site GoFundMe para arrecadar dinheiro para as contas médicas.
Vale de tudo para alegrar um dia de quimioterapia de uma criança. Até mesmo cantar e dançar a música Let It Go!, trilha do filme “Frozen”, da Disney, de quem a garotinha Millie McColl, de três anos, é fã.
As enfermeiras do hospital New Royal, em Glasgow (Escócia), onde Millie está internada fizeram essa homenagem à menina para amenizar os efeitos da quimioterapia – ela sofre de neuroblastoma, um tipo de câncer terminal que já se espalhou por várias partes do corpo. A mãe da pequena, Lynsey, filmou o momento e divulgou na sua página no Facebook:
“Nós nos divertimos e, como sempre, Millie mostrou que a quimioterapia não vai abatê-la. Agradeço as adoráveis meninas do turno noturno de ontem por entrarem na brincadeira e alegrarem o dia de Millie! Vocês são incríveis!”
A mãe da pequena, Lynsey, filmou o momento e divulgou na sua página no Facebook. Assista aqui.
Hoje, dia 23 de novembro, é o dia Nacional Contra o Câncer Infantil. Quando o Brasil ou Mundo fazem um dia específico com um tema, é porque esse tema precisa ser discutido e visto com atenção. O câncer infantil é um desses casos!
O câncer infantil é bem abrangente: corresponde a um grupo de várias doenças que tem em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Na infância, os mais frequentes são: as leucemias (que afeta os glóbulos brancos), os do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático).
Segundo informações do INCA:
“Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (7% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões. Estima-se que ocorreram cerca de 11.840 casos novos de câncer em crianças e adolescentes no Brasil por ano em 2014 e em 2015. As regiões Sudeste e Nordeste apresentarão os maiores números de casos novos, 5.600 e 2.790, respectivamente, seguidas pelas regiões Sul (1.350), Centro-Oeste (1.280) e Norte (820). Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado.”
Por isso é preciso um dia para falarmos sobre o câncer! É necessário prestar atenção em nossas crianças e sinais como caroços ou febres durantes dias já são sintomas da doença. Tem dúvidas? Encontrei essas informações no site AACC e Instituto Ronald McDonald que podem ajudar:
Quais os principais tratamentos?
No tratamento pode ser usado a quimioterapia (o câncer infantil é mais sensível à quimioterapia, a principal arma contra a doença), radioterapia, cirurgia e o transplante de medula óssea (usado em alguns caso de leucemia, linfomas e tumores sólidos). A criança reage melhor ao tratamento e apresenta menos efeitos colaterais.
O progresso no desenvolvimento do tratamento do câncer na infância foi espetacular nas últimas quatro décadas. Atualmente, 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados. A maioria dessas crianças terá vida praticamente normal.
Porém, viver uma vida normal durante o tratamento e depois da alta, implica na re-inserção do paciente em seu meio social e, em se tratando de crianças e adolescentes em idade escolar, no seu retorno ao ambiente escolar. Infelizmente, a volta à escola apresenta uma série de desconfortos para o paciente.
Esse retorno é estressante para as crianças com câncer por envolver aspectos emocionais e questões relativas à aceitação social. Antes do trabalho informativo a falta de esclarecimento sobre o câncer propiciou o estabelecimento do mistério em torno da aparência física das crianças doentes na escola, configurando um clima hostil e agressivo para elas. Essas dificuldades vão desde o preconceito quanto á doença em si e medo irracional de contágio por parte dos colegas, até a maneira com que o professor pode tratar um paciente ou ex-paciente de câncer infantil dentro e fora da sala de aula.
As faixas etárias pediátricas mais precoces (0 a 4 anos) são as mais propensas ao desenvolvimento de câncer (Petrilli et al., 1997), com exceção de linfomas, carcinomas e tumores ósseos, que predominam em crianças entre 10 e 14 anos. As estatísticas da AACC de 2001 a 2007, mostram que 40% dos pacientes atendidos está na faixa de 06 a 15 anos e portanto em idade escolar.
O que causa o câncer?
O câncer pode ser causado por fatores externos (substâncias químicas, irradiação e vírus) e internos (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas).
O câncer é hereditário?
Em geral, o câncer não é hereditário. A criança não herda o câncer, mas componentes genéticos a tornam predisposta à doença. São raros os casos em que a doença é herdada, como o retinoblastoma, um tipo de câncer de olho que afeta crianças.
O câncer infantil é contagioso?
Não. Mesmo os casos de câncer causados por vírus não são contagiosos, isto é, não passam de uma pessoa para outra, como um resfriado.
Muitos pais e mães se perguntam: Como saber se meu filho tem câncer? O primeiro passo é manter visitas periódicas ao médico pediatra. É neste momento que será registrado o histórico médico da criança ou adolescente, assim como as queixas mais frequentes.
No caso de câncer, saiba que esta é uma doença infrequente e o mais usual é que não seja câncer, mas doenças mais comuns da infância ou adolescência. No entanto, se for realmente câncer é melhor suspeitar no início. As chances de cura são muito maiores.
Fique atento a sintomas e sinais que indicam que é necessário acompanhamento especializado. A combinação de dois ou mais indícios mostram que está na hora de procurar especialista.
Sintomas gerais:
Febre sem causa aparente
Emagrecimento
Palidez
Sangramentos anormais
Dor generalizada
Aumento dos gânglios linfáticos
Quais as formas de apresentação da doença
Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna sucetível a infecções, fica pálida, tem sangramento e sente dor óssea.
Na retinoblastoma, um sinal importante de manifestação é o chamado ?reflexo do olho de gato?, embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através da fotofobia ou estrabismo. Geralmente acomete crianças antes dos três anos de idade.
Algumas vezes, os pais notam uma massa no abdome, podendo tratar-se nesse caso, também de Wilms ou de neuroblastoma.
Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visível e causar dor nos membros, sintomas, por exemplo, freqüente no osteossarcoma(tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.
Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações cognitivas e paralisia de nervos.
Uma terapia genética inédita conseguiu reverter o câncer de uma menina de um ano, a primeira pessoa do mundo submetida ao tratamento, de acordo com médicos de um hospital em Londres.
Cinco meses atrás, a menina Layla Richards, de um ano, tinha um tipo de leucemia extremamente agressivo e classificado como incurável.
Mas médicos do Great Ormond Street usaram células imunológicas com DNA “editado” em laboratório para combater o câncer. Eles dizem que sua melhora foi “quase um milagre”.
É muito cedo para saber se a menina está curada, mas seu progresso já representa um grande avanço no campo.
Layla tinha três meses de idade quando foi diagnosticada com a doença.
Ela passou por quimioterapia e transplante de medula, mas, como é comum em bebês muito novos, os tratamentos não tiveram efeito.
Fim da linha
Depois disso, os médicos disseram que não havia mais nada a fazer. Na véspera do aniversário de um ano da menina, sua família foi aconselhada a colocá-la sob cuidados paliativos.
Mas o pai de Layla, Ashleigh, não desistiu. “Preferia tentar algo novo e fiz essa aposta. E hoje ela está aqui rindo e feliz. Ela estava tão fraca antes desse tratamento, era horrível. Estamos gratos por esse momento.”
Layla com sua mãe Lisa, o pai Ashleigh e a irmã Reya
A equipe do banco, em conjunto com a empresa de biotecnologia Cellectis, conseguiu rapidamente permissão para tentar uma terapia experimental que havia sido testada apenas uma vez em camundongos.
O tratamento, chamado “designer immune cells”, algo como células imunológicas projetadas, representa tecnologia de ponta em edição de genoma (um tipo de engenharia genética).
O tratamento é inovador porque, enquanto as terapias já existentes tentam adicionar novos genes para corrigir problemas, esta “edita” os genes que existem.
Tesouras moleculares
Tesouras microscópicas, conhecidas como Talens, foram usadas para alterar o DNA dentro das células imunológicas de um doador.
As células foram alteradas para procurar e matar apenas células com leucemia e para que fossem “invisíveis” para as fortes drogas dadas aos pacientes.
As células modificadas foram então injetadas em Layla. Ela também precisou passar por um segundo transplante de medula para restaurar seu sistema imunológico.
Agora, meses após a família ouvir que seu câncer era incurável, Layla não apenas está viva como não tem traços de leucemia em seu corpo.
Paul Veys, do hospital Great Ormond Street, disse que a transformação foi uma das coisas mais marcantes que ele viu em 20 anos: “Estamos em um ponto maravilhoso comparado a cinco meses atrás, mas isso não significa cura.”
“Só vamos saber se ela está curada daqui a um ou dois anos, mas ter chegado tão longe já é um passo enorme.”
Só vamos saber se ela está curada daqui a um ou dois anos, mas ter chegado tão longe já é um passo enorme.”Paul Veys, hospital Great Ormond Street
Ele disse que a situação foi “quase um milagre”.
A história de Layla foi apresentada na Sociedade Americana de Hematologia.
“É a primeira vez que células humanas modificadas desta forma em particular são colocadas em um paciente e isso foi um grande avanço”, disse Waseem Qasim, do Great Ormond Street.
A tecnologia em si tem grande potencial para corrigir outras condições em que células são modificadas e implantadas em pacientes ou para dar novas propriedades a células para permitir que sejam usadas de forma que, no momento, só podemos imaginar.”
Em fevereiro, Noa Sorrell de apenas 11 anos foi diagnosticada com câncer e, no dia 07/10 ela abriu a Semana de Moda de Los Angeles com um desfile mostrando suas próprias criações.
O desfile que foi aplaudido de pé pelo público presente no local, foi possível graças a Fundação Make-A-Wish que realiza sonhos de crianças com doenças graves. Em entrevista à Harper’s Bazaar, Noa contou que desenha roupas desde pequena, mas que se inspirou em tirar as peças do papel somente após seu diagnóstico, durante sua primeira rodada de quimioterapia.
“Eu não estava me sentindo bem e precisava de algo para tirar minha mente da doença. Eu sempre quis projetar e costurar roupas e de repente eu tinha todo o tempo em minhas mãos”, afirmou.
O câncer de Noa no momento está em remissão e ter a oportunidade de ver suas criações na passarela a permitiu sonhar alto: “Quero me curar totalmente e investir na carreira de estilista. Um dia quero me tornar uma designer bem-sucedida cujas criações são usadas tanto por pessoas comuns quanto por famosas nos tapetes vermelhos”, explicou a garota.
Ter câncer não é fácil em nenhuma fase da vida. Mas, para os pequeninos essa tarefa pode ser um pouco mais difícil de compreender. Apesar disso, muitas pessoas dedicam esforços para tornar a luta deles um pouco mais doce. O fotógrafo Jonathan Diaz é um dos adultos de coração grande que colaboram nessa missão.
“True Heroes” ou “Verdadeiros Herois”, em português, é o nome da série que o fotógrafo vem construindo junto com crianças com câncer. Ele pergunta para os garotos qual é o sonho deles e depois de alguns cliques e muito trabalho no Photoshop tudo vira realidade. Ou quase isso.
Para os bravos e pequenos guerreiros é muito importante que sonhos sejam cultivados. Eles são sinônimo de alegria e fonte de força para combater a doença.
O projeto será publicado, também, no formato de um livro. Este contará com 21 fotografias e com o mesmo número de histórias.
Cats, como eu falei Setembro é o mês dourado, todos juntos contra o câncer infanto juvenil.
A verdade é que ninguém acredita que uma criança ou um adolescente possa ter algo tão sério com pouca idade. E nós entendemos a preocupação dos pais ao descobrirem a doença em seus filhos.
Mas é importante saber que, felizmente, os avanços de pesquisas e tratamentos já podem curar os pacientes quando o diagnóstico é feito a tempo. Em outras palavras: quanto antes a doença é descoberta, maiores são as chances de vencê-la.
A F.biz foi convidada pela Coniacc (Confederação Nacional de Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer) a criar a campanha para o Setembro Dourado.
O movimento é uma iniciativa da Coniacc que acontece ao longo do mês em todo o país com o objetivo de alertar os pais sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer infanto-juvenil.
O resultado é uma animação bastante emocional e uma arte impecável. As cenas iniciais mostram um menino que perde o último fio de cabelo durante o tratamento.
Por meio de efeitos que remetem para a passagem do tempo, esse fio sobrevoa a cidade até que encontra seu dono. Ele pousa na cabeça do mesmo garoto que na infância enfrentou a doença, mas que hoje aparece como um jovem saudável.
“O objetivo é alertar os pais que o câncer infanto-juvenil tem grandes chances de cura, desde que a doença seja diagnosticada logo no início”, destaca Guilherme Jahara, CCO (chief creative officer) da F.biz.
O filme incentiva ainda os adultos a visitarem o site do movimento para conhecerem os sintomas que devem motivar a realização de exames preventivos.
A comunicação também é composta por spot e anúncios em revistas e jornais, e será feita com o apoio de emissoras de televisão e rádio e de empresas jornalísticas, de cinema, de mídia digital out of home e editoras que cederam inserções em âmbito nacional.