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Estudo mostra que a radioterapia durante a cirurgia é tão segura quanto à convencional

A crise provocada pela pandemia de Covid-19 possibilitou mais um avanço para o tratamento do câncer de mama. Um recente estudo, chamado TARGIT-A, publicado por um grupo internacional de pesquisadores, mostrou que a radioterapia intraoperatória (realizada já no ato da cirurgia) em mulheres em casos iniciais (tumores menores que 3 cm) pode oferecer a mesma segurança que a radioterapia convencional, feita entre duas e quatro semanas após a cirurgia. E mais, pode proteger essas mulheres ao diminuir os deslocamentos, que são necessários logo após a operação, mas ao mesmo tempo inseguros por conta da pandemia.

Os resultados do estudo também mostraram que o controle loco regional do câncer, assim como a sobrevivência em longo tempo no grupo de mulheres que fizeram a radioterapia intraoperatória foram tão bons quanto da radioterapia convencional.

Para Dr Ruffo de Freitas Junior, Membro Titular da Sociedade Brasileira de Mastologia, o estudo surge em um momento extremamente importante e já está sendo discutido com as pacientes brasileiras nessa fase de pandemia. “As mais favorecidas são as mulheres acima de 50 anos que poderão fazer seu tratamento de câncer com segurança, correndo menos risco também em relação à pandemia`”, explica o médico.

A radioterapia intraoperatória foi realizada em 32 centros especializados distribuído em 10 países, com 2.298 mulheres com 45 anos ou mais com câncer de mama inicial, de até 3,5 cm de tamanho. O TARGIT-A apresentou longa eficácia e segurança no controle do câncer de mama inicial e foi discutido com pacientes quando a cirurgia conservadora da mama é planejada.

Fonte: Sociedade Brasileira de Mastologia

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Episódios de câncer relacionados ao trabalho

“Temos uma quantidade expressiva de agentes carcinogênicos e muitas dessas substâncias podem ser encontradas no ambiente de trabalho”, resume o médico Alfredo Scaff, consultor da Fundação do Câncer, no RJ.

Se o contato com os composto for esporádico, o perigo é pequeno. Porém, ao se submeter a anos de exposição sem qualquer tipo de proteção aumenta muito a probabilidade de o trabalhador desenvolver câncer.

Um dos elementos dessa lista é o benzeno. Dessa forma, a exposição frequente a esse agente está ligada a cânceres no sangue, como a leucemia. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), pessoas que trabalham na siderurgia, na produção de tintas, na fabricação de plástico, na indústria de borracha (com pneus e outros produtos) e como frentistas em postos de gasolina estão especialmente sujeitas à convivência com o benzeno.

Mas, não somente os composto químicos merecem destaques, já que os físicos devem ser vistos com cautela também. Um exemplo é a alta exposição solar típica de certos empregos (agricultores, carteiros, treinadores de corrida de rua). Afinal, está mais do que comprovado que a radiação ultravioleta dispara processos que culminam em câncer de pele.

Por que o assunto é urgente

Cerca de 10% dos tumores malignos têm como pano de fundo os tais carcinogênicos ocupacionais. É muita coisa. “Se as empresas seguirem as normas que já existem, seria um grande passo para a proteção da saúde do trabalhador”, analisa Scaff.

Nas atividades realmente insalubres, deve ocorrer a maior automação possível e o uso de equipamentos que distanciem o funcionário da principal fonte de contaminação.

“Outra medida importante é banir determinados produtos cancerígenos do processo industrial”, adiciona.

Isso aconteceu recentemente por aqui com o asbesto (ou amianto), uma fibra demandada em diferentes produtos da construção civil — telhas, caixas d´água e por aí vai — e que foi muito explorada comercialmente no Brasil.

Além disso, a empresa precisa empoderar o colaborador com informação. “Ele tem que saber onde está trabalhando, quais os processos em que está envolvido, quais equipamentos deve usar e quais os produtos que está manipulando”, enumera Scaff.

Fonte: VEJA Saúde

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Dia Nacional de Combate ao Câncer

Vacinação – Fake News – Prevenção – Oncologia

Na última década, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram queda de, pelo menos, 14% na cobertura vacinal no Brasil. Após o início da pandemia, esses números são ainda mais expressivos, principalmente devido ao impacto da propagação de fake news.

Para combater a desinformação, Dr. Sandro Cavallero, diretor da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e Coordenador do Comitê de Tumores do Sistema Nervoso Central, defende que todas as condutas médicas devem ser baseadas na ciência e nas pesquisas clínicas. “Infelizmente, por conta do alastramento da desinformação por grandes lideranças, parte da população ficou no escuro, sem saber no que acreditar. Com isso, no meio de uma crise de saúde global, tivemos também uma crise política, ampliando o cenário de incertezas”, comenta.

A crescente disseminação de fake news impactou a confiança da população em vacinação, principalmente em torno dos testes realizados para a vacina contra o coronavírus. Para Dr. Cavallero, as notícias falsas se disseminaram tanto quanto, ou talvez até mais, que o próprio vírus. “Não só os médicos, mas todo cidadão, tem como dever o combate às fake news. Disseminá-las é grave em todos os aspectos, desde moral e ético até gerar riscos para a saúde da população”.

Foi por meio das vacinas que o Brasil erradicou diversas doenças, entre elas a poliomielite e a varíola. “A erradicação seria possível, também, com o câncer do colo de útero, em que 90% dos casos são causados pelo vírus HPV, se a vacina fosse mais divulgada e tivesse maior adesão de meninas dos 9 aos 14 anos e meninos dos 11 aos 14 anos, o que já é realidade em outros países”, acrescenta Dr. Cavallero.

Em relação ao câncer, existem dois pontos importantes: as vacinas para tratar o câncer, criadas com o intuito de atuar contra a doença já existente, mas que ainda são experimentais; e também as vacinas para prevenir o câncer, como é o caso da própria vacina anti-HPV e, também, as vacinas contra a hepatite B e C, que são responsáveis pelo desenvolvimento de cirrose e câncer de fígado em pacientes crônicos. Ou seja, todas essas doenças também podem ser prevenidas.

Por outro lado, ainda de acordo com o diretor da SBOC, é um desafio muito grande vacinar a população por completo. “Existe uma demanda estratégica e logística para que consigamos atingir o sucesso nacional. O Ministério tem um programa respeitável, que perde força nesse cenário. Nosso papel é continuar educando que todas as vacinas são seguras, com eficácia comprovada e não causam disfunções cerebrais, como demência, epilepsia, Alzheimer, autismo ou outras consequências.”

Pacientes oncológicos podem (e devem) tomar vacinas, mas levando em consideração as orientações médicas. “Se a imunidade do paciente estiver baixa, seja por conta da própria doença ou pelo tratamento quimioterápico, não é aconselhado tomar as que chamamos de vacinas de vírus vivo, como as de febre amarela, catapora e sarampo, por exemplo. Já as vacinas de vírus não vivo, como a da gripe e, em breve, a do coronavírus, que possuem a função de aumentar a imunidade do paciente, não há contraindicação. Uma das vacinas mais recomendadas para os pacientes de câncer é a pneumocócica, contra pneumonia e meningite, mas que, infelizmente, é pouco divulgada”, completa Dr. Cavallero.

A mensagem da SBOC para aqueles que não acreditam nas vacinas é para que confiem na ciência, pois é possível deter doenças altamente contagiosas através da vacinação. A entidade sempre defendeu com afinco a importância do incentivo às pesquisas clínicas, além de ter como compromisso disseminar informações de qualidade e que sigam protocolos baseados em evidências científicas, como meio de educar a população. Afinal, quanto mais a população souber a respeito, maior a mobilização para que mudanças sejam concretizadas.

A SBOC mantém orientações atualizadas sobre vacinação em seu site e determinou metas e estratégias para incentivar a vacinação anti-HPV e erradicar o câncer de colo de útero, alinhadas à campanha global lançada recentemente pela OMS e adaptadas para a realidade do Brasil. São elas atingir 90% de cobertura vacinal em meninas e meninos, 70% de rastreamento da doença e 90% de acesso a diagnóstico e tratamento precoce, até 2030.

Atualmente, o Brasil atinge 70% de cobertura vacinal na primeira dose e menos de 50% na segunda; apenas 25% de rastreamento da doença; e 50% de mulheres que têm dificuldade no acesso ao tratamento. A SBOC acredita que com a união de forças das sociedades de saúde na conscientização da população, na divulgação de programas de vacinação, no aprimoramento e atualização dos exames de rotina e no aumento do acesso a melhores tratamentos em todas as regiões do país, o país pode alcançar essas metas dentro do prazo estabelecido.

SOBRE A SBOC – SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA
A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) é a entidade nacional que representa mais de 2,2 mil especialistas em oncologia clínica distribuídos pelos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Fundada em 1981, a SBOC tem como objetivo fortalecer a prática médica da Oncologia Clínica no Brasil, de modo a contribuir afirmativamente para a saúde da população brasileira. É presidida pela médica oncologista Dra. Clarissa Mathias, eleita para a gestão do biênio 2019/2021.

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IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Pacientes oncológicas não se surpreenderam com o isolamento social e o uso de máscaras são práticas cotidianas indicada devido à baixa imunidade, porém o receio do pós pandemia existe e foi declarado por cerca de 77,2% das entrevistadas

O Instituto Quimioterapia e Beleza – IQeB, maior banco de lenços do Brasil, lança a pesquisa ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’, com o intuito mostrar a dimensão do impacto da pandemia em pacientes oncológicas. A pesquisa ouviu cerca de 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil, entre 18 e 70 anos, e aponta que muitas pacientes deixaram de se consultar com médicos, realizar exames, receber diagnóstico, iniciar ou manter tratamentos e tiveram até procedimentos importantes cancelados, como cirurgias, radio e quimioterapia.

Para além da pesquisa, as sociedades de saúde já informaram que muitas mulheres deixaram de ser diagnosticadas, devido a diferentes movimentos da área da saúde, com o foco na erradicação do Covid-19. Segundo o INCA em estudo realizado em 2019, para este ano de 2020, a incidência do câncer em mulheres foi estimada em mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama.

Estes dados impactam diretamente no quadro e avanço da patologia e a pesquisa realizada pelo IQeB ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’ dá um panorama sobre o comportamento e também os receios dessas pacientes em relação ao término da pandemia. 77,2% das respondentes informaram estar em tratamento para o câncer de mama e embora 17,7% delas tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria comenta que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Além disso, 77,2% das entrevistadas pela pesquisa do IQeB também declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia. Lembrando que, além dos tratamentos em curso, há os novos casos que deixaram de ser diagnosticados neste período.

Essas pacientes apresentam vulnerabilidade imunológica, uma característica do câncer e, segundo a Sociedade Brasileira de Patologia, cerca de 50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia. Um dado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica informa que 70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril de 2020, além disso, segundo o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – Icesp, no período 30% menos pacientes iniciaram tratamento.

Comportamento

O cotidiano destas pacientes não foi alterado, mas a modificação aconteceu no principal cenário: rotina médica, uma exigência para os casos de câncer, para que se possa desacelerar, tratar e minimizar os sintomas e avanços da doença. Além disso, o receio sobre o pós-pandemia e a retomada da rotina de tratamentos é o que deixa as pacientes mais receosas.

43,5% das respondentes declararam que não saíram de casa durante a pandemia e ficaram em total isolamento social. Elas informaram ter utilizado a internet e as facilidades da tecnologia para fazer compras, evitando contato com possíveis infectados.

“Este estudo mostra apenas um recorte sobre a situação das pacientes com câncer e deixa a reflexão sobre o setor de saúde, levantando algumas questões importantes: Depois do Covid-19 como será o impacto disso quando a área da saúde voltar a fazer estes atendimentos? O setor da saúde está com a estrutura preparada para dar atendimento a esta demanda que irá surgir?”, comenta Deborah Duarte Presidente e sócia-fundadora do Instituto Quimioterapia e Beleza e responsável por conduzir a pesquisa, junto com o oncologista Dr. Felipe Ades, diretor científico do IQeB. “Muitas pacientes relatam ter medo do futuro, de como poderão ter mais qualidade de vida e sobrevida, pois é uma crescente o número de casos diariamente e a estrutura se mostra despreparada para isso”.

Dados da Pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Faixas etárias das entrevistadas

36,5% – 41 a 50 anos
19,8% – 36 a 40 anos
19,3% – 50 a 60 anos
11,6% – 31 a 35 anos
5,9% – 26 a 30 anos
4,6% – 61 a 70 anos
1,3% – 18 a 25 anos

Tipo de tratamento em andamento

77,2% Das respondentes declararam estarem em tratamento para o câncer de mama. As demais declararam câncer de pele, útero, linfoma ou leucemia, ovário, pulmão e intestino.

Tipo de tratamento

32,9% – Curativo
– 74,8 câncer de mama
29,4% – Adjuvante
– 89,2% câncer de mama
18,7% – Para doença metastática
– 52,9% câncer de mama
14,1% – Neoadjuvante
– 96,6% câncer de mama
4,9% – Paliativo exclusivo
– 57,5% câncer de mama

Impacto da pandemia no tratamento

54,6% – Não houve alteração
15,7% – Consultas remanejadas
11,2% – Consultas remanejadas, exames prorrogados
6,0% – Exames prorrogados
2,6% – Cirurgias canceladas ou adiadas
1,6% – Consultas remanejadas, cirurgias canceladas ou adiadas
1,3% – Interrupção no tratamento (quimioterapia, radioterapia, outros)

Local de tratamento: Hospital particular, público ou convênio médico

53,4% – Hospital particular com convênio médico
44,3% – Hospital público
– 80,7% – Câncer de Mama
2,3% – Hospital particular
– 74,4% – Câncer de Mama

Comportamento durante a pandemia

43,5% – Não saíram de casa durante a pandemia – ficaram em total isolamento social e utilizaram-se de ferramentas on-line para fazer compras, evitando contato com possíveis contaminados.
39,5% – Saíram unicamente para irem ao supermercado, realizar compras de alimentos e à farmácia para compra de medicamentos.
9% Saíram para trabalhar
8% Para se exercitar

Segurança para manter atendimentos durante a pandemia

Embora 17,7% tenha declarado não considerar seguro manter o tratamento durante a pandemia e preferir aguardar, a maioria delas declara que reconhece o risco de alteração do estágio da doença.

Capacidade do Sistema de Saúde no momento pós pandemia

77,2% declararam não acreditar que o sistema de saúde terá capacidade para atender o número represado de pacientes após a pandemia.

Pesquisa “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Realização: IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza
Validada por oncologista: Dr. Felipe Ades (CRM 168018/SP), Diretor científico do IQeB
Respondentes: 820 pacientes oncológicas de todo o Brasil
Entrevistas por e-mail
Período de coleta de dados: 21/06 a 05/07/2020

Sobre o Instituto Quimioterapia e Beleza

O Instituto Quimioterapia e Beleza iniciou as atividades em 2014, cresceu e segue com seu time ampliando as suas ações e impactando a vida de milhares de mulheres diagnosticadas diariamente. Mantém seu maior projeto, o Banco de Lenços Flavia Flores, que já doou mais de 25 mil lenços por todos os Estados do Brasil. O IQeB também oferece suporte psicológico e jurídico, dissemina informação de saúde, engaja voluntários, promove Oficinas de beleza para autoestima e, com sua diretoria científica, desenvolve pesquisas junto às pacientes.

Outras informações

50 mil brasileiros, ao menos, deixaram de ser diagnosticados com câncer desde o início da pandemia (Fonte: Sociedade Brasileira de Patologia, 2020)

70% das cirurgias de câncer foram adiadas em abril (Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, 2020) 30% menos pacientes iniciando tratamento no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, no período (Fonte: Icesp, 2020)

Recomendação do INCA para a não orientação sobre diagnóstico precoce

“No contexto da atual pandemia de Covid-19, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), recomenda que os profissionais de saúde orientem as pessoas a não procurar os serviços de saúde para rastreamento de câncer no momento, remarquem as coletas de exame citopatológico e a realização de mamografias de rastreamento, adiando consultas e exames para quando as restrições diminuírem.” Nota Técnica – DIDEPRE/CONPREV/INCA – 30/3/2020 Detecção precoce de câncer durante a pandemia de Covid-19 As ações de

Estimativa geral Brasil

Para 2020, a incidência do câncer em mulheres é mais de 300 mil casos, sendo que 66 mil são apenas de câncer de mama. (Fonte: INCA, 2019)

Nossa pesquisa na mídia

Portal Hospitais Brasil – Instituto divulga pesquisa: “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19”

Site Medicina S/A – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site Federação Brasileira de Hospitais – Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19

Site O Tempo – IQeB – Instituto Quimioterapia e Beleza divulga pesquisa: ‘Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19’

Autores
Deborah CB Duarte
– Presidente do IQeB
Dr. Felipe Ades – oncologista e Diretor Científico do IQeB – CRM 168018/SP

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DISPENSA DE EMPREGADO PORTADOR DE DOENÇA GRAVE E A PRESUNÇÃO DE DISCRIMINAÇÃO

Sabemos que muitas “Cats” que querem e precisam retornar ao mercado de
trabalho após o tratamento oncológico, ou até mesmo manterem-se ativas durante o processo (quando possível), passam por algumas situações constrangedoras e até mesmo discriminatórias em decorrência do tabu que ainda existe em torno do câncer.

Nesse sentido, o Tribunal Superior do Trabalho editou em 2012 a Súmula nº
443 1 que presume discriminatória a dispensa de empregados portadores de doença grave, capaz de gerar estigma ou preconceito.

Vale esclarecer que as denominadas “Súmulas” são entendimentos editados
para registrar a posição majoritária do Tribunal, visando trazer uniformidade e estabilidade no ordenamento jurídico.

No tocante às “doenças” mencionadas, sempre foram inclusos os portadores
de HIV, havendo divergência quanto outras patologias, como algumas cardiopatias e neoplasias, por exemplo.

Entretanto, no ano passado, o Tribunal Superior do Trabalho confirmou, por maioria de votos, que é válido presumir a discriminação em demissão de empregado com câncer de próstata.

O voto vencido do Relator sustentou que o câncer, “apesar de ser uma doença grave, não possui, por si só, caráter estigmatizante”.

Contudo, prevaleceu, coerentemente com a realidade vivenciada pelo
paciente oncológico, que o câncer é sim uma doença que ainda gera estigmas. Nesse sentido, afirmou o Ministro Lelio Bentes Corrêa:

Durante o diagnóstico, por exemplo, é comum que o paciente sinta-se
estigmatizado uma vez que, no imaginário coletivo, a doença é
frequentemente associada à morte.

Citou, ainda, como exemplo de discriminação, o caso de uma escola
particular de Brasília que sugeriu a uma de suas professoras que usasse peruca e chapéu, pois a sua imagem seria “agressiva”.

O objetivo da Súmula nº 443 do TST foi assegurar a função social da
empresa, a valorização do trabalho e a dignidade da pessoa humana. Visou proteger os empregados, que dedicam as suas vidas profissionais às empresas, de ficarem desprovidos de assistência em um momento da vida no qual mais precisam de assistência, tanto financeira, quanto emocional.

No entanto, cumpre ressaltar que a presunção de dispensa discriminatória
não é absoluta. Ou seja, admite prova em contrário. Como mecanismo de defesa, o empregador poderá demonstrar que a demissão não se deu por caráter discriminatório, mas sim por motivos disciplinares, por exemplo.

Por fim, destaca-se que a consequência lógica da aplicação da Súmula é a reintegração ao emprego, podendo, a depender do caso, haver indenização.

E você, “Cat”, passou por alguma situação semelhante ou conhece alguém que tenha passado? Conte aqui para nós.

Marília Masiero Buccini Biscuola
Colaboradora de Assuntos Jurídicos

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ONG arrecada lenços para doar a mulheres que lutam contra o câncer em Bauru

Bom Dia Cidade – Bauru – 21/10/2020

O Instituto Quimioterapia e Beleza, em parceria com um Rotary Clube de Bauru (SP), está promovendo uma campanha para arrecadar lenços às mulheres que fazem tratamento contra o câncer no Hospital Estadual.

Fonte: https://globoplay.globo.com/v/8957419/

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ONG arrecada lenços para doar a mulheres que lutam contra o câncer em Bauru

Site Spiai – 21/10/2020

Ação faz parte do Outubro Rosa e lenços serão entregues às pacientes do Hospital Estadual. Confira os pontos de arrecadação.

ONG arrecada lenços para doar a mulheres que lutam contra o câncer em Bauru Divulgação/PMI O Instituto Quimioterapia e Beleza, em parceria com um Rotary Clube de Bauru (SP), está promovendo uma campanha para arrecadar lenços às mulheres que fazem tratamento contra o câncer no Hospital Estadual.

A ação faz parte do Outubro Rosa, campanha de conscientização para alertar as mulheres sobre a prevenção do câncer de mama. O lenço é utilizado como acessório pelas pacientes que perdem os cabelos durante o tratamento de quimioterapia e ajudam a melhorar a autoestima.

Em campanhas anteriores, o instituto já doou 450 lenços para o HE. Neste ano, as doações podem ser feitas até 30 de outubro em quatro pontos de arrecadação.

(Confira abaixo)

Avenida Nossa Senhora de Fátima, 11-08, Rua Araújo Leite, 27-73, Avenida Octávio Pinheiro Brisolla, 14-28, Rua Saint Martin, 13-40.

Fonte: https://www.spiai.com/ong-arrecada-len%C3%A7os-para-doar-a-mulheres-que-lutam-contra-o-c%C3%A2ncer-em-bauru-113465.html

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Câncer e Covid-19

Finalizamos a nossa Pesquisa “Expectativa do paciente oncológico para o cenário pós-Covid-19” e uma das questões propostas foi para entender como o paciente oncológico agiu durante a pandemia em relação às suas atividades.

Pacientes oncológicos, apesar de pertencerem ao grupo de alto risco, encararam com bastante clareza as restrições que a pandemia trouxe, nos quesitos isolamento social, proteção e circulação.

Uma paciente relatou “o que estamos vivendo hoje em tempos de pandemia, eu faço há um ano. Não saio de casa, devido à minha imunidade baixa, uso máscara para ir ao centro de tratamento e minha família me auxilia com supermercado”.

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Foi esse cenário que o IQeB encontrou nos 820 respondentes da nossa Pesquisa, disponibilizada entre 21/06 a 05/07 deste ano: 43,5% dos pacientes ouvidos não saíram de casa durante a pandemia – ficaram em total isolamento social e utilizaram-se de ferramentas on-line para fazer compras, evitando contato com possíveis contaminados.

Outros 39,5% dos pacientes respondentes saíram unicamente para irem ao supermercado, realizar compras de alimentos e à farmácia para compra de medicamentos.

Apenas 9% saíram para trabalhar e 8% para se exercitar.

O uso de máscaras como proteção também faz parte do cotidiano do paciente oncológico, que não encontrou dificuldades em usar esse acessório.

Assim como os pacientes oncológicos, todos os cidadãos com alguma comorbidade precisam ter ciência da sua condição de saúde e praticar os devidos cuidados para se proteger neste momento tão imprevisível que estamos enfrentando.

Respeitar suas limitações significa poupar sua saúde e de todos que estão próximos a você!

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Agradecemos a todos os 820 pacientes que disponibilizaram seu tempo e contribuíram com suas informações para essa importante pesquisa.

Ao time de universitários da USP que compilaram os dados de forma precisa e toda nossa Diretoria e voluntárias envolvidas. Publicaremos na totalidade os outros resultados apurados.

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Estudo confirma que 10 minutos de exercício por dia diminui as chances de câncer

Cats, vocês já devem saber como é importante nos exercitarmos antes, durante e depois do tratamento. Porém, recentemente foi divulgado um estudo para comprovar isso.

Pesquisadores da Universidade do Texas MD Anderson Cancer Center, em conjunto com colegas de outros locais dos Estados Unidos, resolveram investigar a associação entre sedentarismo e mortalidade por câncer em geral.

O que eles descobriram é que as pessoas que ficavam sentadas por muito tempo ao longo do dia apresentaram um risco 82% maior de falecerem devido ao problema.

Porém eles também trouxeram boas notícias: trocar 30 minutos de inatividade por exercício físico de intensidade moderada, como andar de bicicleta, foi relacionado a uma probabilidade 31% menor de morte por câncer. Além disso, realizar dez minutos de uma atividade de baixa intensidade, como caminhar, também derrubou essa probabilidade em 8%.

Para chegar a esses resultados, os cientistas analisaram dados de mais de 8 mil participantes de um outro grande estudo americano entre 2009 e 2012. Esses homens e mulheres tinham 45 anos ou mais, além de apresentarem variados quadros de saúde – havia de diabéticos a praticantes regulares de atividade física. Nenhum deles tinha sido diagnosticado com câncer quando foram recrutados.

Os voluntários usaram um aparelho chamado de acelerômetro preso ao quadril por sete dias durante dez horas ou mais, ou seja, quando estavam despertos. Por meio de sensores, o dispositivo registra os movimentos que uma pessoa faz ao longo da jornada.

A taxa de atividade foi definida da seguinte forma: de 0 a 49 contagens por minuto, o indivíduo era considerado sedentário. De 50 a 1064 contagens, se movimentava em uma intensidade leve e, pelo menos 1065 contagens, de moderada a vigorosa.

Quem se mostrou mais inativo apresentou um risco 82% maior de óbito por causa da doença. Isso se manteve mesmo após os pesquisadores levarem em conta fatores como fumo, idade, peso entre outros. “O estudo mostra uma associação e não causa e efeito“, explica a cardiologista Luciana Janot, do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein. “Ou seja, não quer dizer que quem é sedentário vai morrer de câncer.”

O alento é que ao se movimentar por pelo menos 30 minutos, o perigo diminui. O risco também cai com apenas dez minutos mexendo o corpo em tarefas como limpar a casa ou jardinagem. “Com um pouco de exercício, já se reduz o risco”, diz a especialista. “Não precisa ser atleta.”

Cats, que tal já colocarmos isso em prática e começarmos a nos exercitar! Neste link https://www.instagram.com/tv/B_4rgSnHNuj/ vocês podem conferir um treino que o personal trainer Prof. Leandro Vertullo preparou! O melhor: o treino pode ser feito com objetos que você encontra em casa!

Fonte: Viva Bem – UOL