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EFEITOS COLATERAIS DA RADIOTERAPIA

Já que começamos a falar de radioterapia, que tal saber quais os efeitos colaterais que essa terapia provoca?

  • Após algumas semanas de tratamento a pele irradiada pode ficar vermelha, idêntica à reação após exposição solar
  • No caso da mama, ou parede toráxica, podem aparecer edemas (inchaços) e/ou hiperpigmentação, o que vai deixar a pele mais escura por algum tempo
  • Se a região tratada incluir o esôfago, pode haver dificuldade com a passagem de alimentos. Nesses casos, o médico deve ser alertado o mais depressa possível
  • Fadiga que pode aparecer no decurso do tratamento e durar até algumas semanas após o término. Lembrando que o cansaço pode vir também da rotina de ter que se apresentar no local do tratamento todos os dias

Bom, eles não são nada perto dos efeitos da quimioterapia mas vala a pena conhece-los.

Fonte:(MamaHelp)

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QUIMIOTERAPIA X RADIOTERAPIA – QUAL A DIFERENÇA?

Sabemos que quando se trata de câncer cada caso é um caso e cada tratamento é único mas na maioria das vezes o paciente precisa passar por dois tratamentos mais tradicionais: quimioterapia e radioterapia.
Mas você sabe qual a diferença dos dois? Como e onde atuam?

Quimioterapia: tratamento onde se utiliza um conjunto de medicamentos para tratar o câncer. Essa medicação atua nas células doentes impedindo a sua divisão que acontece de forma rápida porém, na maioria das vezes, as células saudáveis também são atingidas e á a partir daí que aparecem os efeitos colaterais, como a queda de cabelos por exemplo.
A quimioterapia pode ser administrada por via endovenosa (aplicada nas veias ou no cateter) ou oral e é utilizada para:

  • permitir que o tumor reduza de modo a facilitar a cirurgia – tratamento neoadjuvante
  • contribuir para que a doença não volte a surgir após a cirurgia – tratamento adjuvante
  • retardar a progressão da doença ja localizada em outros órgãos, ou fazer que regrida – paliativo

Radioterapia: tratamento local que utiliza feixes de radiação ionizante capazes de destruir as células tumorais. É um tratamento feito em região bem determinada que engloba a área do tumor, com cuidado de preservar os tecidos vizinhos.
Como as células doentes, ao contrário das saudáveis, tem maior dificuldade de se recuperar das lesões provocadas pela radiação a radioterapia tira proveito disso e destrói as células tumorais sem comprometer a capacidade de regeneração das demais células.
Os objetivos da radioterapia são:

  • Após a cirurgia, eliminar células residuais malignas, suscetíveis a multiplicação, e assim diminuir o risco de reaparecimento do tumor – tratamento adjuvante
  • Antes da cirurgia, reduzir o tamanho do tumor e facilitar a intervenção cirúrgica – tratamento neoadjuvante
  • Controlar sintomas produzidos pelo próprio tumor ou metástases – paliativo

A radioterapia pode ser indicada isoladamente ou depois da quimioterapia. As radiações não são audíveis, nem perceptíveis e não causam dor.

Fonte:(Mama Help)

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TESTE GENÉTICO: TUDO QUE VOCÊ QUERIA SABER

Considerando que o câncer de mama é o tipo de tumor mais comum nas mulheres brasileiras – mais de 50 mil casos são diagnosticados todo ano. Após a repercussão do caso da atriz Angelina Jolie, muitas
mulheres com caso de câncer de mama na família, passaram a se preocupar e procurar mais informações sobre o teste e como realizá-lo.
Mas é preciso considerar que a mutação no gene BRCA1, da atriz, ocorre em cerca de 0,1% da população. Ou seja, o exame é desnecessário para a maioria das pessoas. E apenas 10% dos casos de câncer de mama são hereditários. Mulheres com mutação no BRCA1 têm um risco de 55% a 85% de ter câncer de mama (a porcentagem varia porque nem toda mutação é igual, nem foi associada ao câncer). De modo geral, o Instituto Nacional de Câncer dos EUA estabelece que 60% das mulheres com mutação nesse gene terão câncer durante a vida, contra 12% das mulheres em geral. Para quem tem mutação no BRCA2, outro gene associado ao câncer de mama, a probabilidade é de cerca de 40%.
A questão é que nem todos os cânceres hereditários têm relação com o BRCA1 ou o BRCA2, segundo a geneticista Tânia Vulcani, da Inteligene Genética Integrada em São Paulo.
Confira a íntegra da entrevista:

Quimioterapia e Beleza
: Quando é necessário fazer o teste?
Dra. Tânia Vulcani: O exame é indicado apenas para pessoas que se encontram dentro de alguns critérios. São eles:
– Paciente com câncer de mama bilateral;
– Paciente diagnosticado com câncer de mama triplo-negativo com idade inferior a 60 anos;
– Paciente diagnosticado com câncer de mama antes dos 50 anos;
– Membro na família com mutação conhecida em gene com suscetibilidade ao desenvolvimento ao câncer;
– Paciente que apresenta pelo menos um parente com câncer de mama bilateral;
– Paciente que apresenta pelo menos dois parentes de primeiro grau (mãe, irmã, irmão) diagnosticados
com câncer de mama e/ou ovário (ou próstata) com menos de 50 anos;
– Caso de câncer de mama masculino;
– Um ou mais que um membro do mesmo lado da família com combinação de câncer de mama e um ou
mais de um dos seguintes tipos de cânceres (especialmente se for de início precoce): pâncreas, próstata agressivo, sarcoma, carcinoma adrenocortical, tumor cerebral, endométrio, leucemia/ linfoma, tireóide, manifestações dermatológicas, e/ou macrocefalia, trato gastrointestinal de pólipos hamartomas e câncer;
– População com risco aumentado (Judeus Ashkenazi).  

QeB
: A partir de quantos anos pode se realizar o teste?
Doutora: Qualquer mulher em qualquer idade pode fazer o teste genético, o ideal é que tenha uma das
indicações acima citadas.

QeB: O teste é 100% garantido?
Doutora: Dependendo da metodologia a ser utilizada para análise, o teste pode ter mais de 95% de
eficiência mas não chega a 100%. Devo esclarecer que o fato de você ser negativa para o teste não garante que o paciente nunca desenvolverá o câncer. Apenas o coloca no mesmo risco da população em geral que varia de 5% a 10% de chances de desenvolver a doença.

QeB: Quais são os custos que provavelmente a paciente terá?
Doutora: O custo depende da metodologia a ser utilizada e da quantidade de genes analisados. Hoje no mercado você encontra testes que vão desde de R$ 850,00, em que é analisado apenas um gene, até valores de R$7.000,00 a R$10.000,00, em que são analisados no mínimo 15 genes associados.

QeB: Como essa condição é passada de uma geração para a próxima?
Doutora: Se na paciente testada for identificada uma mutação, alteração no DNA associada ao câncer, os filhos dessa paciente terão um risco de, no mínimo 50% de terem herdado a mesma mutação e, portanto, terão uma chance maior que a população em geral de desenvolver o câncer.

QeB: Filhos ou irmãos poderão manifestar a doença?
Doutora: Caso os irmãos ou os filhos tenham a mesma mutação da paciente testada, sim, eles podem manifestar a doença.

QeB: Os exames e consultas para o diagnóstico são cobertos por plano de saúde?
Doutora: A resolução normativa 262 da ANS (Agência Nacional de Saúde) diz que os planos de saúde
devem cobrir a análise genética dos genes BRCA1 e BRCA2, genes que estão frequentemente mutados  em paciente com Câncer de Mama. No entanto, em 2013, a ANS publicou uma nota técnica em que
definiu quais seriam os critérios para cobertura pelos planos de saúde desse exame genético para doenças hereditárias.  Por estes critérios, a paciente demoraria de 2 a 3 meses para ter a análise completa dos dois genes, sendo realizada em 3 etapas de análises diferentes. No entanto, podemos fazer a análise completa dos dois genes em um único teste em até no máximo 45 dias corridos.
Além disso, o fato do paciente ter o resultado negativo para análise desses dois únicos genes, não impede que ela seja mutada nos demais genes que não foram analisados. Portanto, a avaliação para câncer de mama hereditário da paciente ficaria incompleta. Por isso, hoje, muitos pacientes, principalmente aqueles que já desenvolveram o câncer, estão entrando com liminares para realizarem a análise completa dos 15 genes associados a esta neoplasia e muitos tem obtido sucesso. Na Inteligene, nós oferecemos suporte jurídico aos pacientes que tem o interesse em realizar a análise completa.

QeB: Há um preparo antes para a realização do exame? Qual?
Doutora: Hoje há duas possibilidades de coleta de amostra: sangue e saliva.
Para os dois tipos de amostras, não há necessidade de estar em jejum. No caso da saliva, orientamos a não ingerir alimentos, fumar, mascar chiclete ou consumir bebidas quentes 30 minutos antes da coleta.

QeB: Quanto tempo será necessário para o paciente retornar ao consultório?
Doutora: Assim que o resultado ficar pronto, o paciente pode voltar em consulta.

QeB: Existem serviços, programas ou auxílio financeiro para pessoas que não possuem condições?
Doutora: Eu desconheço.

QeB: Quais pesquisas estão sendo feitas sobre o exame genético? São de fácil acesso?
Doutora: Existem pesquisas relacionadas a exames genéticos em câncer sendo realizadas no mundo
inteiro. A todo momento, temos artigos sendo publicados com novidades. Alguns artigos podem ser pesquisados no site http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed, entre outros.

Doutora Tânia Vulcani: Graduada em Ciências Biológicas Modalidade Médica pela UNESP, Botucatu 
(2002), Mestre em Ciências Médicas pela Universidade de Campinas – UNICAMP (2005), mestrado 
realizado em parceria com a University of Colorado Health Science Center e Doutorada em Ciências 
pelo Departamento de Morfologia e Genética da Universidade Federal de São Paulo UNIFESP (2010).

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MEDICAMENTOS GRATUITOS, QUEM TEM DIREITO?

Vamos começar uma nova série?
Você sabia que o paciente de câncer tem vários de direitos?
É sobre isso que queremos falar com vocês

Medicamentos gratuitos através do SUS

A Constituição Federal conferiu ao Estado, por intermédio do Sistema Único de Saúde, o dever de garantir, a todos, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie, o direito à saúde de forma integral e igualitária, incluindo a assistência farmacêutica porém o paciente somente terá acesso aos medicamentos previamente incorporados ao SUS, o que é feito mediante avaliação de órgãos técnicos especializados, que levam em conta as evidências científicas sobre a eficácia, a acurácia, a efetividade e a segurança dos medicamentos, bem como a avaliação econômica comparativa dos benefícios e dos custos em relação aos produtos já incorporados. Esse mecanismo é importante para que os gestores do SUS possam melhor planejar as políticas públicas de saúde, alocando adequadamente os recursos financeiros disponíveis para tanto.
Os medicamentos, bem como os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas criados para orientar o diagnóstico e o tratamento de determinadas doenças, estão disponíveis no portal do Ministério da Saúde.
Também é possível obter essa informação no próprio estabelecimento de saúde, os quais, em muitos casos, são os responsáveis pela padronização, aquisição e distribuição dos medicamentos.
Embora as políticas públicas de saúde implementadas pelo SUS devam ser prestigiadas, muitos especialistas e membros do poder judiciário entendem que os gestores do SUS devem analisar caso a caso, e, constatando que os medicamentos incorporados não se mostram clinicamente adequados a determinado paciente, oferecer a ele outros meios existentes no mercado, independentemente da sua prévia incorporação ao SUS, até porque nem sempre o processo de incorporação acompanha a velocidade do avanço da medicina. É importante, porém, que o produto tenha sido registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão competente para avaliar a eficácia, segurança e qualidade do produto, salvo em situações excepcionalíssimas.
Não raras vezes, o paciente se depara com a informação de que determinados medicamentos estão em falta na rede pública. Podem ocorrer também situações especiais em que os medicamentos prescritos não tenham sido incorporados ao SUS. Essas hipóteses podem significar falha ou ineficácia na gestão do SUS, legitimando o paciente a pleitear o acesso a esses bens aos órgãos administrativos de controle ou, como alternativa extrema, recorrer à Justiça.
Não deixe de ir atrás dos seus direitos

Fonte:(Portal Oncoguia)

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ALERTAS DE VERÃO PARA CRIANÇAS COM CÂNCER

Sabemos que segurar os pequenos em época de sol e férias não é fácil mas com cuidados especiais é possível que as crianças em tratamento passem bem por essa época do ano

1) Roupas: Utilize opções leves, claras e soltas para facilitar a transpiração. Vestimenta esportiva, como camisetas, regatas, shorts e calças de tecidos de algodão e poliéster, é altamente recomendada.

2) Alimentação: Ofereça alimentos ricos em água, como as frutas: laranja, ameixa, figo, pera e coco verde.
A ingestão de alimentos crus deve ser evitada. Por isso, no caso de alimentos que normalmente são ingeridos assim, ferva ou refogue e depois coloque na geladeira, para melhorar a aceitação.
É importante higienizar as frutas e legumes de maneira adequada, mergulhando por 15 a 20 minutos em uma vasilha com um litro de água potável e uma colher de sopa de água sanitária (ou um litro de água potável para duas colheres de vinagre).Nos casos em que o paciente tem náusea e vômitos, estimule a ingestão de alimentos gelados e fracionados. Experimente fazer as bebidas favoritas das crianças em cubos de gelo, como se fossem geladinhos.

3) Líquidos: Ofereça água com frequência água (filtrada e fervida ou água mineral) ou suco, principalmente nos intervalos entre as refeições. A sugestão é ingerir de 1,5 a dois litros por dia. No preparo dos sucos, as frutas devem ser preferencialmente com cascas íntegras e sem partes estragadas.

4) Banhos públicos: Por mais que esteja calor, é necessário evitar tomar banho em piscinas, açudes, lagoas ou praias, porque são lugares onde existe grande probabilidade de contaminação por meio de agentes infecciosos, como o mosquito da dengue. A quimioterapia pode enfraquecer o sistema imunológico, por isso infecções são mais perigosas para os pacientes.

5) Proteção solar: Alguns quimioterápicos provocam sensibilidade na pele e em exposição ao sol podem deixá-la com manchas. Embora os protetores solares sejam essenciais e atualmente venham nas mais diversas formas, eles não protegem a pele completamente, por isso é importante complementar com outras ações. Aplique o protetor 30 minutos antes de sair ao sol. O fator de proteção deve ser maior do que 30 FPS e ser adequado a cada tipo de pele. Os raios UV são mais prejudiciais em torno do meio dia, evite ficar exposto nesse horário. Chapéus e óculos-escuros são fundamentais.

6) Repouso: Fadiga e o cansaço são outros sintomas que podem estar associados ao tratamento. Portanto, é importante que os pais evitem expor a criança a locais muito abafados e não ofereçam atividades que demandem muita energia.

Fonte:(Vencer o Câncer)

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BRASIL DÁ SALTO EM SOBREVIVÊNCIA A CÂNCER DE MAMA E PRÓSTATA

BRASIL DÁ SALTO EM SOBREVIVÊNCIA A CÂNCER DE MAMA E PRÓSTATA

O Brasil deu importantes saltos nas taxas de sobrevivência de câncer de mama e próstata, segundo estudo publicado pelo periódico especializado “The Lancet”. O estudo mapeou diversos tipos de tumores em 67 países e quantas pessoas sobreviviam a eles cinco anos após seu diagnóstico. A partir de dados de diagnósticos e óbitos analisados em sete cidades brasileiras, abrangendo cerca de 80 mil casos, concluiu-se que a porcentagem de sobrevivência de pacientes com câncer de mama subiu de 78,2% entre 1995 e 1999 para 87,4% entre 2005 e 2009 (dados mais recentes). O índice se assemelha ao de alguns países desenvolvidos.


Na análise de pacientes de câncer de próstata, a sobrevivência aumentou de 83,4% em 1995-99 para 96,1% em 2005-09.”Isso parece indicar uma melhoria na qualidade do tratamento e um aumento na detecção precoce dessas doenças no país”, disse à BBC Brasil Gulnar Azevedo e Silva, coautora do artigo do Lancet e pesquisadora e professora associada do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. “Mostra que o Brasil melhorou muito na atenção a alguns tipos de câncer”.


No entanto, os dados analisados por Azevedo no mesmo período sugerem uma piora nas taxas de sobrevivência a outros tipos mais letais – e de diagnóstico mais difícil – de câncer, como estômago (índice caiu de 33% para 25%), fígado (de 16% para 11,6%) e leucemia em adultos e crianças (de 34,3% para 20,3% e de 71,9% para 65,8%, respectivamente). Para a especialista, isso pode não necessariamente significar que os brasileiros estão morrendo mais dessas doenças, mas sim que ficou mais fácil o acesso aos dados de mortalidade analisados pelo estudo entre 1995 e 2009.
“Acredito que, antes, muitos desses casos, ainda que letais, não eram registrados como casos de câncer e portanto nós (pesquisadores) não tínhamos como identificá-los. Portanto, essas porcentagens podem não ser totalmente comparáveis”, diz”. Mas também parece não ter havido uma melhora no acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Não é um problema só daqui – os índices foram semelhantes em outros países da América Latina”.

No Chile e em Cuba, por exemplo, as taxas de sobrevivência em câncer de estômago são de 18% e 26,2%. Mas o índice chega a ser bem mais alto em alguns países desenvolvidos: no Japão, ela sobe para 54%, mais que o dobro da taxa brasileira.

Para Azevedo, o país precisa manter o foco na detecção precoce dos tumores e investir para que a qualidade do tratamento dos cânceres se torne mais igualitária nas diversas partes do país.

Disparidades no mundo
O estudo, o maior mapeamento internacional já feito para analisar a sobrevivência de 11 tipos de câncer, envolveu cerca de 26 milhões de casos em 67 países, mas concluiu que os dados de sobrevida de pacientes ainda são escassos. Uma das principais conclusões, a partir dos dados existentes, é que existe uma grande disparidade entre países na eficiência de sistemas de saúde em diagnosticar e tratar as doenças. Isso faz com que cânceres sejam muito mais letais em alguns países do que em outros”. A sobrevivência em cinco anos de crianças com leucemia aguda linfoblástica é de menos de 60% em diversos países, mas chega a 90% no Canadá e em quatro países europeus, o que indica grandes deficiências no gerenciamento de uma doença altamente curável”, diz o levantamento. No Brasil, a taxa de sobrevivência dessa doença foi de 65,8% até 2009.” As comparações de tendências internacionais revelam diferenças muito amplas de sobrevivência, que provavelmente podem ser atribuídas a diferenças no acesso a diagnósticos precoces e tratamento ideal”, prossegue o texto. A continuidade da observação da sobrevida ao câncer deve se tornar uma fonte indispensável de informação para pacientes e pesquisadores e um estímulo para políticos, que devem melhorar leis e sistemas de saúde.


Por um lado, o estudo afirma que “o fardo global do câncer está crescendo, particularmente em países de renda baixa e média”, que têm de “implementar estratégias efetivas de prevenção” com urgência e pensar, no longo prazo, em estratégias de prevenção. Por outro, houve melhorias consistentes na sobrevida de pacientes de câncer de próstata, intestino e mama em diversos países do mundo. Já os tumores malignos de fígado e pulmão continuam sendo letais no mundo inteiro, com taxas de sobrevida ainda baixas (no Brasil, cerca de um terço dos pacientes sobrevive após cinco anos).

Fonte:(BBC Brasil)

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EXAMES DE SANGUE SIMPLES PODEM PROLONGAR A VIDA

São raros, na medicina diagnóstica, exames tão simples e eficientes quanto os de sangue. Graças à evolução dos equipamentos e dos reagentes e aos avanços da biologia molecular, hoje os testes sanguíneos ajudam na prevenção e no tratamento de inúmeras doenças relacionadas à idade, como cardiopatias, câncer, diabetes, demência e outros transtornos psíquicos. Este ano, por exemplo, pesquisadores conseguiram pela primeira vez desenvolver exames para verificar a propensão a Alzheimer e comprovar o diagnóstico de depressão através de quantidades mínimas de sangue.
Veja cinco males do envelhecimento que podem ser evitados com testes sanguíneos:

  • Depressão
    O exame consiste na medição, através de amostras sanguíneas, de uma dezena de marcadores de RNA comuns a pacientes com depressão (as moléculas de RNA são mensageiros que levam as instruções para ativar ou não determinados genes). Pacientes depressivos apresentam altos níveis desses marcadores de RNA no exame de sangue. A novidade promete ajudar os médicos no difícil diagnóstico da depressão, que até agora era apenas subjetivo e levava em consideração o depoimento dos pacientes e sintomas como cansaço, alterações do peso e do sono.
  • Alzheimer
    Depois de um estudo com mais de mil pessoas, pesquisadores britânicos identificaram 16 proteínas no sangue que estão relacionadas ao aparecimento de Alzheimer. Essas proteínas estão fortemente ligadas ao encolhimento do cérebro em pacientes com séria deficiência cognitiva. O teste desenvolvido pelos cientistas detecta a existência dessas proteínas na corrente sanguínea. Pessoas com 10 dessas 16 proteínas no sangue têm chances de desenvolver Alzheimer em um período de até três anos.
  • Câncer
    Por meio de amostras de sangue, é possível determinar se há propensão genética a tipos de câncer. Os testes mais comuns são os que identificam os genes relacionados aos tumores de intestino e mama. Mulheres com alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 têm até 80% de risco de desenvolver câncer de mama e 40% de ter câncer de ovário.
  • Cardiopatias
    O exame PCR ultrassensível mede as quantidades da proteína C reativa no sangue. Altos níveis indicam inflamações no organismo e riscos de enfartes e derrames. Ouro exame que pode detectar a inflamação das artérias é o PLAC, que mede na corrente sanguínea os níveis da enzima fosfolipase A2, ligada a processos inflamatórios.
  • Diabetes
    A glicemia em jejum serve para verificar se os níveis de açúcar no sangue estão baixos ou altos demais. Quando elevados, podem indicar diabetes. Outro teste sanguíneo para detecção da doença é o de hemoglobina glicada, através do qual se avalia as alterações nos níveis de açúcar ocorridas nos últimos três meses que antecedem a análise. Os níveis de hemoglobina glicada estão relacionados a complicações da diabetes, como enfartes, insuficiência renal e AVCs.

Fonte:(Estadão)

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SCANNER PARA LOCALIZAR VEIAS DE DIFÍCIL ACESSO

A Cruz Vermelha está testando na Austrália um equipamento que irá facilitar muito a vida de enfermeiros e pacientes na hora de coletar sangue. Um Scanner que ajuda a achar veias difíceis de serem encontradas.

Profissionais acreditam que tal equipamento será de extrema importância, pois facilitará o procedimento tornando mais fácil o acesso a veias que não são encontradas manualmente e consequentemente reduzir a ansiedade dos pacientes.


Com isso a organização estima que haverá crescimento na procura por exames preventivos, visto que muitas pessoas se recusam a fazer exames de sangue por causa de medo, bem como o aumento do número de doadores de sangue.

Fonte: (BBC Brasil)

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DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA O CÂNCER DE MAMA: A INFORMAÇÃO É O MELHOR REMÉDIO PARA A PREVENÇÃO

Criado em 1988 pelo Ministério da Saúde, sob a lei 12.116/2009, o Dia Nacional de Luta Contra o Câncer de Mama tem como objetivo conscientizar as mulheres sobre a doença, prevenção e o tratamento. Apesar de curável, o câncer de mama ainda é o tipo que mais mata no Brasil, mas graças a diversas ações e campanhas que visam conscientizar a população feminina sobre a importância dos exames regulares e do autoexame, a mulher passou a conhecer melhor o seu corpo e se munir de informação.  Muitos são os caminhos para se evitar qualquer tipo de doença, no caso do câncer de mama é muito importante evitar a obesidade. Uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos são fundamentais, já que o excesso de peso aumenta o risco de desenvolver a doença. A ingestão de bebidas alcoólicas, mesmo em quantidade moderada, é contraindicada, pois é fator de risco para esse tipo de tumor, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior aos 35 anos.
Embora a hereditariedade seja responsável por apenas 10% do total de casos, mulheres com histórico familiar de câncer de mama, especialmente com um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmãs) foram diagnosticadas antes dos 50 anos, apresentam maior risco de desenvolver a doença. Esse grupo deve ter acompanhamento médico a partir dos 35 anos. Primeira menstruação precoce, menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos e não ter tido filhos também constituem fatores de risco para o câncer de mama.
Mulheres que não se encaixam nesses perfis também devem buscar orientação médica. As formas mais eficazes para a detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico e a mamografia.

O poder da rede de Internet no Combate ao Câncer de Mama.O câncer de fato caiu na rede. Muitas são as páginas, blogs e sites que de alguma forma contribuem na prevenção do câncer e trabalham em outros fatores que não podem ser esquecidos durante o tratamento, como, por exemplo, a beleza e autoestima que ajudam a enfrentar a doença com muito mais leveza.
Flávia Flores, idealizadora do Quimioterapia e Beleza é um exemplo, ela abriu caminhos para que outras mulheres pudessem se expressar, conhecer umas às outras e juntas vencerem a doença. “A minha página começou no Facebook sem pretensão nenhuma de ser sucesso ou de ajudar tanta gente. Fiz apenas para informar amigos e familiares o que eu estava passando e como estava encarando a doença. Mas o número de cliques foram subindo, as mensagens foram chegando, mulheres na mesma situação pedindo dicas e virou uma rede, uma comunidade linda, onde uma ajuda a outra. Com os vídeos e fotos inspiro muitas mulheres e juntas não deixaremos a peteca cair jamais”, afirma.
Com dicas de moda e beleza, Flávia ajuda as mulheres a elevar a autoestima e mostrar que, mesmo com os efeitos da doença e do tratamento, é possível ficar bonita, estar na moda e esbanjar estilo. Outras páginas abordam as diversas modalidades, Yoga, espiritualidade e também o Fitness, como, por exemplo, a Fanpage Onco e Fitness, da catarinense Silvânia Gonçalves, que traz dicas de exercícios físicos, alimentação e bem-estar.
São mulheres comuns que lutam para vencer, formaram uma rede do bem e transformaram suas dores em uma solução coletiva.

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EFEITOS COLATERAIS DA QUIMIOTERAPIA: DIARREIA E PRISÃO DE VENTRE

Como é sabido, cada tipo de câncer e cada tratamento causam diferentes efeitos colaterais.
Continuando nossa série sobre o assunto, hoje vamos falar sobre como lidar com a diarreia e a prisão de frente

Diarreia:
– quando esse efeito colateral aparecer é muito importante mantar a hidratação do corpo – é importante aumentar a ingestão de água, sucos chás e água de coco.– ingerir pequenas porções de alimentos durante todo o dia (6 vezes ao dia)
– evitar: alimentos laxativos, doces concentrados, leite de vaca, creme de leite, manteiga, queijos, verduras, cereais e pães integrais, além de frutas como mamão, laranja, uva, ameixa-preta.

Prisão de ventre (obstipação)
 – evite o consumo de cereais refinados (arroz branco polido, farinha de trigo refinada, fubá, semolina, maisena, polvilho);
– aumente o consumo de alimentos ricos em fibras
– beba no mínimo 2 litros de água por dia, a água ajuda no processamento das fibras e facilita a formação de bolo intestinal
– inclua na dieta leites fermentados ou suplementos contendo probióticos (lactobacilos etc).